Muito obrigada a todos e a cada uma das pessoas que me deixaram um comentário ao capítulo anterior, tenha sido sob a forma de review, por conversa por messenger, ou por mensagem privada no fórum SMPT! Muito obrigada e por favor continuem sempre a deixar um comentário ) (só não digo as pessoas uma a uma, simplesmente porque na devida altura eu respondi de imediato a cada um de vocês)

Espero que gostem deste capítulo! Pessoalmente deu-me imenso gosto escrevê-lo )


Capítulo V – Um Passo

- "Ele não fez aquilo. Ele não pode ter feito aquilo. Ele não ousou. Não acredito que ele teve a coragem. Isto é tudo um sonho, NÃO! Um pesadelo. Aquilo não aconteceu. Daqui a pouco o despertador toca e eu descubro que tudo não passou de um pesadelo, um infeliz pesadelo…" – Lily caminhava com passos seguros, tentando convencer-se das suas palavras.

Mellody e Joanna olhavam uma para a outra, sem saber ao certo o que dizer, enquanto acompanhavam a ruiva.

- "Com certeza que ele não o fez. AhAh, é completamente disparatado. Até porque eu nunca deixaria, eu nunca lhe admitiria tal… É claro que é um pesadelo, isto é tudo um pesadelo, e eu vou acordar…"

FLASHBACK

- "Ele não é capaz…"

- "Acreditas mesmo nisso?"

- "Olha bem para ela… Está furiosa com ele, não seria o melhor momento…"

- "Mas ele ontem disse que o faria."

- "Sim Wormtail, mas do dizer ao fazer…"

- "OH MERLIN!" – os marauders foram despertados do seu murmúrio pela exclamação chocada de Mellody. Atordoados, olharam na direcção de James e Lily.

O que viram superou em muito todas e quaisquer expectativas.

Estavam a beijar-se. James Potter e Lily Evans a beijarem-se.

Bem, pelo menos o James estava a beijá-la, e até ao momento não havia sido empurrado ou algo assim… Parecia até o contrário… Era impressão dos espectadores, ou ele estava mesmo a ser correspondido!?

- "Ele fê-lo!" – exclamaram os amigos mentalmente, observando a cena mas mal acreditando no que os seus olhos lhes mostravam.

"TRÁS!"

Silêncio.

James, com a mão na face em que levou o estalo, olha atónito para a ruiva à sua frente, cuja expressão de fúria de momentos antes, havia sido substituída por uma expressão apática e um tanto ou quanto igualmente atónita.

- "Lily…" – começou ele, a medo.

- "Não." – A voz tremia-lhe. O coração batia desenfreadamente. Não podia ser, não era possível… – "Nem te atrevas… Nunca, NUNCA mais… Se te voltares a aproximar… Não tornes a… Desaparece… DESAPARECE POTTER!!" – e, virando-lhe as costas, apressou-se para a torre dos Gryffindor.

Joanna e Mellody olharam com pena para James, ainda atónitas com o que acabavam de presenciar, mas resolveram seguir a amiga; sabiam que os outros marauders encarregar-se-iam dele.

Prongs observou a ruivinha de quem tanto gostava a afastar-se a passos seguros. Correra-lhe mal. Já não lhe parecia que a ideia tinha sido boa…

Na noite anterior decidira que a beijaria na primeira oportunidade que surgisse, de forma a certificar-se se ela, de facto, não nutria qualquer atracção por ele.

Hoje, ela apanhara-o e ao Padfoot quando atiravam bombinhas de cheiro a estrume de hipógrifo para o gabinete do Filch e, como seria de esperar, começou a discutir com ele, furiosa. Os restantes marauders haviam-se afastado, mantendo-se a alguns "metros de segurança" da cena, juntamente com a Joanna e a Mellody, que tinham lá chegado com a Lily.

Enquanto ela gritava e gesticulava, exaltando o quão infantil e irresponsável ele era, James, sorrindo divertido, observava cada pormenor das suas feições, as suas expressões, o seu cabelo, os seus olhos, o seu nariz… Parou quando chegou aos lábios, e aí fixou o seu olhar, pensando no quão apetitoso devia ser beijá-los, sentir o sabor da sua bela e intempestiva ruivinha com os olhos mais maravilhosamente verdes que alguma vez vira…

Lily apercebeu-se a dada altura do seu olhar fixo, quase hipnotizado, e, incomodada, parou a discussão, perguntando um tanto perplexa – "Potter? Estás bem ou quê?"

Ele saiu meio aparvalhado do seu transe. Olhou-a então nos olhos e, apercebendo-se que esse era o momento, aconteceu.

FIM FLASHBACK

- "Não pode, não pode" – Lily abanava negativamente a cabeça, as lágrimas a ameaçarem aflorar-lhe aos olhos – "ou não podia…" – finalmente pára, encostando-se à parede. Olha para as amigas que a observavam um tanto atarantadas, sem saber ao certo o que dizer ou fazer.

- "Vocês viram…?"

Joanna assentiu.

- "Oh Merlin…" – murmurou a ruiva, deixando-se escorregar pela parede, até ficar sentada; encolheu os joelhos de forma a abraçá-los. A expressão desolada no seu rosto dava dó.

- "Ei, Lil! Também, não pode ter sido assim tão mau, não é!? Quer dizer, a menos que ele não tenha mesmo jeitinho nenhum para a coisa…" – Mell resolveu que chegara o momento de falar, e achou que desdramatizar seria uma boa estratégia.

Contudo, o olhar assassino da ruiva calou-a de imediato.

Joanna tentou então a sua sorte – "Bem, acho que ele vai ficar uns tempos sem te incomodar. Ficou um tanto horrorizado com o estalo em público. Pelo que conheço do meu irmão, está com o orgulho verdadeiramente ferido. Nem tudo é mau Lil! Vais ter umas férias! Eheh"

- "… Ele beijou-me, Joanna… Beijou-me!"

- "Tu correspondeste."

Silêncio. Lily olhou em completo choque para Mellody.

- "Como?"

- "Tu correspondeste Lily. Qual é o verdadeiro problema? Ele ter-te beijado ou tu teres gostado?"

A ruiva levantou-se rapidamente, incrédula com as palavras da amiga – "Que estás tu a dizer?"

- "Mell, esta não é a melhor…"

- "Oh, vá lá Joanna! A Lily está a fazer um drama dos diabos, quando todos nós vimos que ela correspondeu!"

Lily assumiu um semblante carregado. Controlando as lágrimas, declarou em tom grave: "Se valorizas a nossa amizade… Não voltes sequer a insinuar que aquele idiota tem o mínimo efeito atractivo em mim." – Respirou fundo, e terminou dizendo – "Vou-me deitar. Até amanhã."

Voltando as costas às duas sextistas, e apesar de visivelmente abalada, Lily seguiu a passos decididos para o dormitório.

- "Foste tu quem falou em atracção…" – murmurou Mell, de forma a que a ruiva não a ouvisse.

- "Mellody, o teu sentido de oportunidade deixa muito a desejar." – Declarou Joanna, exasperada.

A loira optou por ignorar as palavras da amiga e seguiu também ela para o seu dormitório.

Junto da biblioteca, encontravam-se os marauders a debater os últimos acontecimentos.

- "Fiquei com a marca?"

- "Lumus!" – uma luz surgiu na ponta da varinha de Sirius – "Hmm… Más notícias."

- "Oh Não!" – exclamou Prongs, horrorizado.

- "Vá lá rapazes. Vamos mas é dormir. Vais ver que quando acordares isso já passou" – Remus não estava com muita vontade de levar com outra detenção. Já lhe bastara as doze horas de limpeza de troféus de Quidditch da semana anterior, e andar nos corredores às dez e meia da noite não era um bom presságio.

- "Não será ao contrário? Pelo aspecto disso, parece-me mais que amanhã terás a cara toda inchada desse lado…" – comentou Peter, ao analisar com atenção a face magoada do amigo.

A expressão de horror de James intensificou-se ainda mais.

- "Ei Prongs! Podíamos passar uns dias na Cabana dos Gritos, assim ninguém verá essa tromba feia." – Idealizou um animado Padfoot.

A expressão de horror de James foi então momentaneamente substituída por um misto de horror e indignação – "Eu tenho um rosto! Um lindo rosto! Não uma tromba! Isto está assim tão mau? Ao ponto de eu ficar… feio!?" – exclamou um James dramático.

- "Um pouco… Mas não te preocupes, eu fico também com aquelas que em circunstâncias normais te prefeririam a ti." – Tranquilizou Sirius, sempre animado.

James adoptou novamente um ar de completo horror.

- "Hmmm… Ei! Pode ser que agora uma delas olhe para mim…" – o tom sonhador de Peter originou algumas gargalhadas contidas de Sirius.

Remus revirou os olhos – "Bem, caso ainda não se tenham dado conta, existem certos factos bem mais preocupantes do que o novo visual vermelho-arrocheado do Prongs – deixa-te de dramas Prongs!, como por exemplo a Lily não querer vê-lo nem pintado de ouro de Gringotts e, acredito, nem poção de amor resolverá isso; o Filch já sabe que fomos nós, suponho que amanhã seremos chamados ao gabinete da McGonagall, logo é urgente arranjarmos álibis para desacreditá-lo; são onze horas da noite e estamos a falar sem o menor cuidado nos corredores, e o professor de Herbologia dirige-se neste momento para aqui. – Finalizou, mostrando o mapa dos marauders aos companheiros.

- "Atrás daquela estátua temos uma passagem directa para a torre dos Gryffindor," – observou Peter.

- "Então vamos!" – e, um a um, os marauders foram desaparecendo daquele corredor do 2º andar do castelo de Hogwarts, deixando para trás um espaço escuro e silencioso, sem o menor rasto da anterior agitação.


Então que tal!? Gostaram? Adoraram? Não gostaram? Detestaram? querem mais? não querem?

Fico à espera das vossas opiniões pessoal!! ;)

No próximo capítulo:

- "Mas ela odeia-te James…"

(...)

- "És suicida, amigo."

(...)

- "Aaaah! CHEGA! Não quero mais lembrar, não quero, não quero, NÃO QUERO!"

(...)

- "Porquê? Porque é que não consigo responder a isto?"

(...)