Notas da Autora: Mil desculpas a todos pela demora pelo tempão sem actualizações…

Mas a minha faculdade dá completamente cabo de mim… Não consigo pegar nas coisas para escrever, sabendo que posso aproveitar esse tempo para estudar ou preparar alguma das próximas aulas…

Desculpem mesmo… No entanto, não vos vou prometer que da próxima serei mais breve, pois o meu receio de não cumprir tal promessa é demasiado grande ^^'

Mas… Peço-vos para serem pacientes… E não deixarem de acompanhar a minha fic…

E por favor, aqueles que a acompanham mas nunca deixam uma review… Sim, eu vejo e contos os "hits" que recebo nos novos capítulos, mas isso não me dá qualquer feedback sobre a qualidade da minha fanfic, da história no geral, da minha maneira de ver as personagens, das personagens que eu criei… Nem tão pouco da minha escrita.

Eu tenho uma beta-reader sim, mas ela não me muda o meu género de escrita, só me corrige aquilo que o meu português não está tão bom (o que felizmente nunca é muito)…

Por este motivo peço a todos aqueles que estão a ler isto: deixem uma review. Mesmo que seja para dizer: está tudo bom. Ou está tudo mau.

Qualquer coisa que me dê um feedback… Para que eu possa melhorar o que precisar de ser melhorado =)

Agora… Boa leitura a todos, e o meu mais sincero MUITO OBRIGADO a todos os que me comentam sempre os capítulos por aqui, pelo fórum SMpt, ou pelo msn Messenger =)

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Capítulo VII – 3ª Fase

- "Mell?"

Mellody e Joanna olharam na direcção da voz.

- "Então, esse Natal?" – perguntou Lily Evans a medo, sentando-se junto das sextanistas nos sofás em frente à lareira dos Gryffindor.

Joanna e Mellody trocaram um olhar comprometido entre si, mas sorrindo, a morena respondeu:

- "Correu bem, um pouco taciturno pela morte do meu avó naquele ataque à Diagon All, mas lá nos conseguimos aguentar…"

Ruiva e loira olharam a amiga com uma expressão de pêsames nítida o suficiente para não serem necessárias palavras. Assim, Mellody deu seguimento ao relato do Natal:

- "O meu foi tão bom! Saí pela janela horas antes do Jantar e fui para a casa do meu lobinho, já que o meu irmão me abandonou!" – Mell pronunciou a última parte bastante alto, de forma a que Sirius, que se encontrava numa mesa do outro canto da sala comum com os outros Marauders, a ouvisse. Este franziu o sobrolho, olhou para a irmã, mas acabou por resolver ignorar e voltar ao assunto (qualquer que este fosse) com os amigos.

- "Bem, acredito que tenha ajudado a Joana e o James a animarem a família… Ele está a morar com vocês, não é Joanna?" – comentou Lily, amigavelmente.

Joanna e Mellody olharam espantados para Lily. James? Ela dissera James?

- "Er… Pois, sim. Eles lá armaram algumas das suas…" – gracejou a caçula dos Potter, ainda incrédula.

Lily sorriu.

Silêncio.

Lily cruzava os dedos da mão, mostrando-se um pouco constrangida.

Ao fim de algum tempo, Mellody quebrou o silêncio:

- "Lil?"

- "Sim?" – o movimento de cabeça de Lily para olhar para a amiga fora tão rápido que esta se perguntou se a ruiva não teria ficado com um torcicolo.

- "Está… tudo bem?... Se o teu Natal foi bom, quero eu dizer" – apressou-se a concluir.

- "Aaaah… Sim. Especialmente a parte em que a minha irmã me ofereceu uns sapatos velhos dela que já nem sola tinham, como prenda de Natal!"

- "O quê!?"

- "Mas que lata!"

- "É, não é!? Os meus pais ficaram fulos com ela… Mas eu agradeci, disse-lhe apenas que com certeza a magia lhes faria maravilhas!" – contou uma Lily animada.

- "AhAhAh! Estou mesmo a ver a cara da Petúnia ao ouvir isso…"

- "Foi lindo!"

E assim continuaram a conversar animadas, não tocando nunca no assunto James Potter. Mellody e Joanna tinham acordado que esperariam que a amiga quisesse conversar sobre isso e que até lá nada fariam para a incentivar.

Entretanto, na mesa dos Marauders…

- "Olhem! A Lily voltou a falar com elas!" – comentou um James animado.

- "É… E talvez seja melhor não tornares a sair por aí a beijá-la de novo… Acho que a Mellody e a Joanna iriam ficar francamente amuadas contigo se tudo isto se repetisse. – Remus mantinha um ar sério, fitando o amigo enquanto falava.

O ar animado de James desvaneceu-se, sendo substituído por uma mistura de miséria, saudade, lembrança, maravilha – "Foi tão bom… Sentir o quente da língua dela, o sabor dos lábios dela, o corpo dela junto ao meu, moldado ao meu, a vontade de não parar, o…"

- "Ewwwwwww!!!" – James viu o seu devaneio interrompido pelo coro de náuseas dos amigos.

- "Não podias mesmo dispensar os pormenores, Prongs?" – perguntou um Sirius gozão.

Potter retorquiu, os olhos brilhantes da excitação pela simples lembrança – "Um dia poderás compreender-me, meu caro Padfoot."

- "Achas que um dia o Sirius também vai beijar a Evans!?" – interrogou Peter, completamente chocado.

Silêncio.

Um minuto.

Peter, agora confuso – "… Oi?..." – olhando para cada um dos amigos.

Silêncio.

Moony mexeu-se desconfortavelmente na cadeira.

Os Marauders mantinham o ar de "estupefactó-apático", fitando Wormtail.

Moony, esforçando-se por quebrar o momento e poupar o mentecapto, ups, o amigo Wormtail perguntou – "Então… E quanto ao Snape?"

Prongs e Padfoot suspiraram, entendendo a intenção, enveredando então com os companheiros no plano de vingança contra Severus "Snivellus" Snape, pelos pontos que este os fizera perder na última aula de Poções.

- "Er… Não é arriscado para ti, Prongs? Sabes como a ruivinha se passa contigo e com estes nossos esquemas ("sempre brilhantes! Deve-se frisar" – pensou orgulhosamente para consigo)" – lembrou Black a dada altura.

- "Hmmm… Então, só temos de ser o mais cuidadosos possível para que nem ela nem ninguém nos descubra, certo?" – retorquiu um James matreiro, com um meio sorriso no rosto.

***

- "Mell?" – Remus agarrou na mão da namorada, quando a viu passar por ele, na mesa dos Gryffindor, durante o jantar – "Vais outra vez lá para o fundo?" – o tom era de desapontamento.

Mellody olhou-o com compaixão – "Lo…" – o olhar de relance do namorado fê-la substituir de imediato a expressão – "Moony… Sabes que não é por querer… Mas a Lily insiste em ficar o mais longe possível do James, e a Joanna insiste em seguir a Lily…"

("E tu insistes em ficar junto das duas" pensou Moony para consigo, entre amuado e infeliz.)

- "… Ela odeia-me, não odeia?" – meteu-se James, infelicíssimo.

- "Do ódio ao amor vai um passo, caro Prongs. Anima-te homem!" – exclamou um Sirius bem-disposto, dando uma palmada amigável no ombro do melhor amigo.

Mellody sorriu encorajadora ao amigo, deu um beijinho (como quem pede desculpa) ao namorado e seguiu para junto das amigas, deixando para trás um Sirius que perguntava aos outros dois – "Onde se terá novamente metido o Wormtail? De volta e meia desaparece, e volta estranho…" – mas Mellody já só ouviu um "hm hm" como resposta, não ligando ao caso (tal como Remus e James aparentemente também não terão ligado, pelo "Hm hm" que deram como resposta).

Sentou-se em frente a Lily, ao lado de Joanna, que se encontrava em frente a Anne.

- "Preferias estar com eles, Mell?" – perguntou uma Lily incomodada, que observara de longe quando a amiga parara junto dos Marauders.

- "Ambas gostávamos de estar junto deles e de ti, simultaneamente, Lil. Não temos preferências." – Joanna intercedera pela amiga, que lhe retribuiu com um olhar de agradecimento.

Anne, que tentava sempre abstrair-se, resolveu meter a colherada – "Porque não passamos a ir para perto deles Lil? Eles já não têm incomodado ninguém… E parecem ser uma boa companhia para todos que estão por perto… Parecem-me mesmo uma companhia... Agradável."

A ruivinha não respondeu, limitando-se a encolher os ombros. As amigas olharam umas para as outras mas resolveram não insistir, continuando então a refeição.

Mais tarde, quando se encontravam as quatro sozinhas na sala comum dos Gryffindor, Anne experimentou voltar à carga, aproveitando-se do facto de mais ninguém se encontrar por perto delas:

- "Então Lil… Não chegaste a responder-me ao jantar…"

Lily baixou a cabeça, incomodada. Não sabia bem o que responder às amigas, por isso resolvera manter-se calada ao jantar… Ou talvez soubesse responder, mas seria demasiado orgulhosa para o verbalizar?... O olhar persistente das amigas sobre si acabou por baixar a barreira que ela tanto se esforçava por manter erguida e, baixando o olhar, murmurou tão baixinho que as amigas se viram forçadas a aproximar a cabeça para perceber o que ela dizia:

- "Não consigo… Ele… Incomoda-me… Eu lembro-me… E… Não consigo…"

As palavras soltas não fariam o mais pequeno sentido para quem não estivesse por dentro da situação.

- "Referes-te a quê? Ele?... O Potter?" – insistiu Anne, mas com cuidado, temerosa da reacção da amiga àquele nome.

Mellody e Joanna olharam ansiosas para a ruiva.

Lily acenou fervorosa e afirmativamente, ficando com as faces da cor dos seus cabelos.

Mellody, Joanna e Anne trocaram um olhar iluminado. Um sorriso contido de entendimento. Uma postura combatida de triunfo. Finalmente. Lily Evans enfrentava os seus sentimentos.

Contudo, isto seria um território novo para todos. Seria pisar um novo chão. Utilizar novas armas. Esta seria uma nova batalha. Lily precisava de passar à 3ª Fase: a Aceitação. Dali em diante, todos teria de ser ainda mais cuidadosos, para que não se desse antes uma regressão à 1ª Fase.

A 2ª Fase, a actual, a Fase do Conhecimento da Situação, do Enfrentá-la, seria uma fase muito delicada e instável.

Mellody tentou então mostrar-se o mais casual possível quando falou, para não parecer ansiosa nem passar a impressão de a estar a pressionar – "Hm… Não percebo Lil… Não falam há um mês… Talvez mais, visto que já nos aproximamos de Fevereiro. Ele tem-se portado de forma mais madura, parece finalmente decidido a crescer, nem se tem aproximado de ti…"

Lily olhou para a amiga, mas quando respondeu olhava de novo para as mãos no seu colo, a voz saindo num murmúrio que obrigou novamente as outras a aproximarem-se para poder ouvir:

- "Eu sei… Eu… Tenho reparado… Finalmente… Ele… É mais aquilo que sempre… Ele sempre foi tão criança e agora… Mas agora… Ele… Parece mesmo que… Tenho receio que…"

- "Ele mudou, e tens medo que seja uma mudança temporária ou uma farsa?"

- "Sim… Não… Eu… Mas…. Ele… já nem olha… Nem sequer… Nem me fala… Nem… Ele… Não sei como será que…"

- "Estás a pensar se ele terá desistido de ti? Achas que desistiu?"

Lily olhou de repente para Joanna e Mellody, o olhar mais desesperado que elas alguma vez lhe viram, e quando falou tentava ao máximo controlar a voz para que outros não ouvissem:

- "Ele mudou desde o beijo!!! O beijo mudou-o!!! E… E… Ele largou-me!!! Deixou-me… Deixou-me em paz!"

Joanna arqueou as sobrancelhas, confusa – "Isso não era o que tu querias?"

- "Sim!" – o sim mais infeliz que alguma vez lhe ouviram. – "… ou não…" – murmurou confusa…

Anne parecia tão confusa quanto todas – "Então… Qual é o problema?"

E Lily, finalmente… Explodiu:

- "POR MERLIN! QUAL É A MULHER QUE FICA FELIZ POR UM HOMEM QUE PASSA A IGNORÁ-LA DEPOIS DE UM BEIJO!? SERIA SUPOSTO PROCURAR-ME MAIS, NÃO AFASTAR-SE! MESMO QUE NÃO QUISESSE NADA SÉRIO, NÃO IRIA PASSAR A FAZER DE CONTA QUE EU NÃO EXISTO! SINCERAMENTE!!! EU, EU, EU…"

Mellody olhou para a amiga num misto de divertimento e ironia, e incentivou-a, calmamente, consciente do choque que a ruiva teria ao ouvir as suas próprias palavras se as proferisse, consciente do choque que James Potter teria quando se apercebesse que só quando deixou de insistir é que ela finalmente abrira os olhos, consciente de que no dia seguinte Lily estaria muito provavelmente a evitá-las às três a todo o custo por terem visto todo o seu orgulhoso muro de protecção completamente derrubado por elas – "Tu estás apaixonada pelo James Potter…?"

Lily não hesitou, o efeito da explosão ainda tomava conta dela, a cara tão vermelha quanto o cabelo (se era vergonha, fúria, ou uma mistura das duas, não era possível saber) – "SIM! EU, EU ACHO QUE…! SIM! EU… EU ESTOU APAIXONADA PELO JAMES POTTER!!!"