Capítulo 2 - A origem dos Círios

- NÃO PERCY! NÃO VENHA! - e antes de poder agir, Rony via seu irmão chegar ofegante da comprida escada. O que era aquilo? Os olhos de Percy não viam o que ele realmente estava vendo. Era tudo uma mentira. Não era possível...

O medo e o desespero tomaram conta dos Weasleys. Os sentimentos que ali estavam sentindo não eram descritíveis. A incrível força mágica emanada das criaturas, chegava até os homens de forma ardente e fria. Percy via seu irmão suar frio ao seu lado. Sentia a falta de esperança no olhar de Rony.

- Ron....Rony.... precisamos s-s-sair dd-d-aqui. E-e-eu não es-es-tou agüentando m-ma-is. – dizia o irmão mais velho até cair de joelhos. O ruivo, por sua vez, não sentia sinais de fraqueza. Ele estava com os olhos vidrados na criatura. Não conseguia raciocinar o que era realmente aquilo. A pele realmente branca, que mais parecia com uma escama, os olhos negros. Suas mãos eram frias e grandes. Os aspectos de suas unhas davam a impressão de serem espadas. A aflição, o repugno do que quer que seja tudo aquilo, chegava à cabeça dos dois como facadas. Eram criaturas das trevas.

- RONY! PRECISAMOS SAIR DAQUI! – continuava a gritar, porém o ruivo continuava em silêncio. – RONY! VOCÊ ESTÁ BEM? FALA COMIGO! – e Percy ao perceber a troca de olhares do monstro com seu irmão, conjurou: - Expectrum Patrono! – com o desespero emanando dentro de sua cabeça, o homem não conseguiu pensar em uma lembrança realmente boa. A forma de seu Patrono não se materializou. Jorros fracos de luz branca saíam da ponta de sua varinha. Foi suficiente para dispersar a troca de olhares entre seu irmão e a criatura.

- RONY! VAMOS LOGO! - repetia o irmão, agora se levantando – VAMOS RONY!

Algo havia acontecido. Com um movimento brusco, o ruivo pôs-se totalmente de pé e correu ao encontro de seu irmão. Agora, o seres das trevas vinham ao encontro dos dois em uma velocidade incrível. Percy agarrou o irmão e sem concentração alguma aparatou. Não sabia o lugar onde iria parar. Apenas queria sair dali!

Rony abriu os olhos e viu um imenso e profundo céu. Não haviam estrelas. Aos poucos começava a chover. O clima era de bastante frio e nebuloso. O garoto sabia estar em Londres. Como conseguira fugir daquele lugar? Afinal, o que aconteceu naquele lugar? Rony não se lembrava. Apenas lembrava de momentos de desespero ao olhar para olhos muito negros. Com o corpo ardente e molhado pelo suor, levantou-se e olhou a região. Ao longe, em um gigantesco pinheiro, via seu irmão esdruxado gemendo de dor. Ele imediatamente correu até seu encontro.

- PERCY! O que houve?! Por que você está assim? – gritava o ruivo correndo a caminho de seu irmão.

- N-N-não t-temos t-empo p-p-ara isso, Roniquinho. – e mesmo gemendo pela dor, Percy conseguiu dar um sorrisinho maroto no canto da boca. – Vamos ao St. Mungus.

- Certo! Certo! – as situações estavam inversas agora. Rony carregava seu irmão, até aparatar ao hospital bruxo.

Ao chegarem lá, Rony gritava a um médico para socorrer o irmão.

- POR FAVOR! ALGUÉM ME AJUDE! RÁPIDO!

Um raio de luz penetrou-se na mente da pequena Giovanna do outro lado do hospital – Que incrível força espiritual! Será ele? – pensava a loura.

- Espere um minuto, senhor! Se acalme. Sente aqui e tome um copo d'água! Estamos encaminhando o paciente para a área de Danos mágicos. – dizia a enfermeira.

- Ei! Você! Venha até o quarto 1408, no terceiro andar! É de extrema urgência. – uma voz ecoou em sua mente, que soube ser da garota que salvaram algumas horas antes.

- Enfermeira. Cuide bem do meu irmão! Preciso resolver algo urgente. – O que Rony estava fazendo? Deixando seu irmão ali naquele estado sozinho? Ele não sabia. Mas algo indicava que ele precisava ir ao encontro dessa menina.

- Pode deixar, senhor. – respondeu.

O garoto não tinha tempo para andar até lá. Começou a correr. Demorou praticamente 15 minutos para achar o quarto 1408.

- Com licença. Posso entrar? – dizia, abrindo devagar a porta.

- Que força espiritual é essa? Incrível! – dizia Giovanna.

- Er... Do que você está falando?

- Você conhece um tal de Percy Weasley?

- Sim.. Ele é meu irmão. Eu sou Rony Weasley.

- Então não era minha imaginação! Eu realmente senti uma pressão espiritual enorme, enquanto estava vulnerável!

- Desculpe, mas eu não estou entendendo nada.

- O que você viu lá? Naquela Igreja?

A expressão de Rony mudou na hora. O medo começou a tomar conta de seu corpo novamente. A garota percebera isso.

- Entendi. Não precisa se exaltar. Eu sei exatamente o que você passou.

- Como você foi parar lá? Afinal. Quem é você?

- Na hora certa, quando iniciarmos nosso treinamento, você saberá. O que posso lhe dizer agora, é que não estamos lhe dando com uma força humana. Aquilo nunca foi humano. Um contato direto, uma troca de olhares, já é o bastante para que elas te nocauteiam e te levem ao desespero. Elas eram o pior pesadelo da humanidade a dois mil atrás.

- C-c-como você sabe disso? – dizia incrédulo – Eu nunca ouvi ninguém mencionar algo sobre isso.

- Nunca ninguém mencionou isso, pois eles não sabem. Este segredo deverá ser guardado entre nós dois. Essas criaturas eram feitos da civilização Inca, e projetada apenas a um propósito. Matar. Os Incas queriam dominar o mundo, naquela época. Eles projetaram essa criatura para não receber algum dano mágico. Porém, apenas os criadores, conseguiram desenvolver um feitiço que destruiria essas coisas. O portador da sabedoria deste encanto, havia de ter uma incrível força espiritual para conjurá-la.

- Hum... Deixa eu ver se eu entendi.

- Não me interrompa, por favor – disse friamente - Nenhuma das 7 pessoas que desenvolveram os Círios tinham a força espiritual para derrotá-los. Um profeta que morava nas montanhas da região, a muito tempo atrás, fez uma profecia de que, dois anos posteriores da criação das criaturas, elas iriam se rebelar e exterminar o reino Inca. A profecia foi comprida, e no auge do desespero que aqueles monstros emanavam, os 7 criadores subiram a montanha e conversaram com o profeta e ele novamente profetizou que a dois mil anos à frente, o único ser com a força espiritual necessária para destruí-las, apareceria. Mas como ele iria aprender o feitiço? Um dos criadores teria de viajar no tempo e ensiná-lo, pelo bem da humanidade.

- C-C-Como você sabe de tudo isso? E quem é você? Você ainda não me respondeu!

- Não interessa como sei de tudo isso e no momento certo você saberá quem sou. Eu preciso que me encontre daqui 15 dias no meio do deserto do Saara. Para iniciarmos seu treinamento.

- É brincadeira não? Esse alguém capaz de destruir esses monstros que estão naquela igreja, NÃO PODE SER EU! – O ruivo começava a ficar vermelho – Uma outra guerra está fora de cogitação! Eu não posso mais perder quem eu amo! Nunca mais!

- É por isso que você deve seguir o seu papel como escolhido, Ronald Weasley. Você não pode fugir da realidade! O profeta disse que neste ano, em um dia x, os Círios sairiam daquela caverna e retomariam o mundo para si! Você tem que estar preparado para este dia!

- E você?! COMO DIABOS VAI ME ENSINAR ESTE MALDITO FEITIÇO? E A MALDITA CRIADORA? ONDE ELA ESTÁ? POR QUE ELA FOI CRIAR ALGO TÃO ESTÚPIDO?! ELA FUGIU DE SEU DEVER!

- Não Ronald. Ela não fugiu.

- E COMO VOCÊ SABE? – chorava.

- Porque eu tenho fé.

- Há Há Há! Como se isso bastasse!

- Para mim basta. Eu achei um livro perdido na história, que indica que o feitiço não se aprende em teorias. Ele vem de dentro do escolhido.

- Cansei de tudo isso! Eu vou embora! A Ordem e o Ministério tomara conta desses Cí-rios. Como você diz.

- Se você fizer isso, o destino da humanidade estará perdido. Você precisa manter isto em segredo, Ronald. Se você se importa com seu futuro e o futura das pessoas que você ama, você irá se encontrar comigo daqui 15 dias no deserto.

- Eu posso ao menos saber o seu nome?

- Giovanna – sorri.

Rony saiu do quarto e voltou ao encontro de seu irmão.

- Como ele está, enfermeira?

- Ele está bem. Ele sofreu um grave esdruxamento, porém agora já está ótimo. Você pode ir vê-lo se quiser – a enfermeira abriu passagem ao ruivo para entrar no quarto.

- Eai cara? Como você está?

- Eu to ótimo! Acho que bem melhor que você. Mas precisamos conversar sério, Rony.
- Sim, eu sei. Mas vamos voltar para casa. Mamãe deve estar preocupada.

- Hahahaha! Tudo que eu quero é tomar a sopa da mamãe.

- E depois sou só eu que como, não é mesmo Percy Weasley?

- Você come em dobro! Eu sou humano! Eu como normalmente. – Os dois sorriam um para o outro. Rony ajudou seu irmão a levantar e foram para A Toca por rede Flú.


Esse capítulo saiu realmente rápido! Porém está pequeno! Essa fic não quero fazer capítulo loongos! Mas quero fazer bastante capítulos!

Eai? Estão gostando? Estou cada vez mais animado para escrever. Acho que se tudo der certo, eu posto 1 capítulo por dia.

Obrigado pelos reviews! Layla Black novamente lendo uma fic minha! Adoro seus comentários e fico feliz por estar acompanhando meu segundo

trabalho. Hinata Weasley! Fiquei realmente comovido e feliz de saber que minha fic e eu estamos nos seus favoritos! Obrigadíssimo pelo review também!

Fan Surfer! você é canalha e ponto final. Hahahaha! Valeu pelo review cara. Se tu gostou do flashback, minha opinião mudou na hora. Ele irá ficar ai!

Acho que esse capítulo deu pra ter uma noção do que são aquela "criaturas". Ainda muita coisa será explicada. Muita coisa irá acontecer.

Espero mais reviews! E espero também vocês!

Obrigado,

Thierry Harry