Capítulo 4 – Está na hora de partir.

Rony estava sentado na cadeira mais próxima à janela da longa mesa de madeira da Toca observando as gotas caírem, onde as mesmas faziam uma sinfonia única na calha do lugar. O tempo, desde a noite em que fora ao cemitério, não havia melhorado. Agora, ao invés do garoto se trancar no quarto e ficar lá por horas pensando, ele recorria àquela cadeira na cozinha. Ele a via como uma amiga. O ruivo se deliciava ao ver o caminho que a água levava até seu nível inferior. Depois de sua decisão estar formada, a dezena de dias que antecederam ao atual, passaram voando. Na manhã seguinte, Rony partiria para o seu objetivo. Não sabia onde ao menos a estava garota.

- Por que você não volta para o seu quarto, Ronald? Pelo menos lá nós não precisamos te ver nesse estado – disse Fred e George ao mesmo tempo, entrando na cozinha.

- Desculpe... Eu já estava indo – levantou-se indo em direção à porta, porém, os gêmeos foram mais rápidos: o agarraram e o arremessaram de volta para a cadeira.

- Que isso, cara! Estávamos apenas brincando! Sai dessa! – depois de uma longa troca de olhares fulminantes entre os irmãos, Fred quebrou o silêncio – O que está acontecendo com você, Roniquinho? Desde que vocês voltaram daquela missão, você está tão... tão... tão chato! Você só fica ai sentado olhando para o nada.

- Eu não quero falar sobre isso.

- Vamos lá, Rony! Pode se abrir conosco! Somos seus irmãos!

- Desculpe...

- Você só sabe se desculpar! Até parece que fez algo de muito errado! Se é que não fez! – completaram os dois Weasleys juntos. - Ok. Vamos dizer à mamãe que não conseguimos arrancar nada de você. Estávamos apenas fazendo isso pelos sapos de chocolate, mesmo... – o ruivo apenas bufou, enquanto os gêmeos saiam da cozinha – É George! Iremos ter que chamar o Krum. Hahaha!

Rony ficara por ali mais alguns minutos. O aquecedor da casa estava o sufocando. A chuva já havia terminado e agora o garoto estava andando sobre os jardins da Toca.

- Será que aquelas criaturas destruiriam até vocês? – suplicou para um gnomo.

- Filho da p.... – respondeu a criatura com um olhar seco e indescritível.

- Fred... George... – sussurrou sarcasticamente.

Agora, Rony se arrependia de ter saído de sua casa. O clima havia mudado muito. Nevava forte e o caminho até o topo do monte que o garoto pretendia subir era espesso e inclinado.

Algumas horas depois

- Rony, meu querido. Onde você estava?! Eu já tirei o jantar da mesa faz um tempo! Você está bem?

- Sim, mamãe. Eu só estava dando uma volta. E estou faminto.

- Sim, certo, querido. Sente-se – a matriarca fez um movimento com as mãos indicando para que o filho se sentasse.

- Eu preciso falar com você mamãe. O assunto é sério – Molly fugiu de seus devaneios quando ouviu o tom da voz de seu filho – Amanhã irei viajar em uma missão da Ordem que Sirius me encarregou. Nem o Percy sabe a respeito disso... – e com uma breve pausa, continuou – Ela é extremamente perigosa. Não tenho previsão de quando voltarei, ou sequer se voltarei.

- RONALD BILLIUS WEASLEY! NEM PENSE EM FAZER ALGO A.....

- Tudo que ela irá lhe dizer irá mudar em sua escolha de ir nesta missão, filho? – a voz embargada de Arthur chegou à cozinha.

- Não pai. Eu sinto muito.

- Tudo bem filho. Vai dar tudo certo. Você irá voltar com certeza.

- ARTHUR? QUE TIPO DE BRINCADEIRA É ESSA? ELE NÃO VAI DE JEITO NENH..... – e foi silenciada pelas costas do marido.

- A propósito Rony. Eu entrei em seu "nutibooki" trouxa hoje e li uma história chamada "O bastão de Watoomb" em um site que você estava conectado. Ela é extremamente interessante. – sorriu por cima do ombro e com uma expressão de quem estava pensando em algo esquecido, continuou – Estou louco para ir um dia em um jogo de quadribol trouxa. Digo, futebol. Está certo?

- Um dia irei levá-lo – retribuiu o sorriso e quando o patriarca estava quase sumindo de sua visão, gritou – e não é nutibooki papai! É notebook!

- Eu ainda sou mais velho! Me respeite! – os dois gargalharam. Agora o ruivo retomava o olhar para a mãe enxugando uma lágrima no olho.

- Amanhã irei partir cedo. Talvez não veja a senhora. Estou subindo para o meu quarto. Eu amo você, mamãe.

- Filho... E sua comida?

- Perdi o apetite. Desculpe – o homem caminhou até sua mãe e lhe deu um aconchegante e carinhoso beijo na testa e quando estava saindo da cozinha, pronto para subir as escadas, ouviu:

- Eu tenho muito orgulho de você, meu querido. Você irá voltar. Eu sei disso.... – uma breve pausa fez com que o ruivo derramasse uma lagrima e corresse ao encontro de sua mãe e lhe desse um forte abraço – não pense que eu estou de acordo com essa viajem, ouviu bem? Agora vá dormir! Já está tarde... Eu te amo, meu bem.

E Rony subiu as escadas até seu quarto para uma longa noite de sono.

O sol estava apenas no ponto inicial de sua trajetória diária e Rony já estava na Estação Internacional de Rede de Flú. Destino: Egito. Ele estava resoluto ao se dirigir para a lareira 148, o jovem resolveu não perder tempo e começar sua missão do melhor jeito possível. Sem despedidas. Se tudo desse certo, veria sua família. Se não, evitaria uma despedida triste.

Ao chegar na Estação Internacional da Rede Flú do Cairo, Rony notou uma grande movimentação de bruxos e trouxas, uma vez que a estação funcionava em um prédio adjacente ao aeroporto internacional da capital do Egito. Saindo dali, misturou-se aos turistas locais. Definitivamente seu lema para essa missão era pensar positivo para pensar ver se atraia boas vibrações. Não que ele acreditava nisso, mas era isso ou desesperar-se em saber que seu rabo estaria na reta e, dessa vez, a comunidade mágica e o mundo trouxa dependiam exclusivamente dele. após comprar alguns suvenires em uma loja próxima, junto de um mapa. Aí surgiu sua primeira decepção. O deserto do Saara compreende uma faixa de terra praticamente igual a toda a Europa, se estendendo por um total de 13 países. Sua suposição de começar pelo Egito é o equivalente a olhar para o lago negro de sua antiga escola e contar quantos sereianos tinham lá, apenas olhando. Ele seguiu para lá , contando apenas com a sorte e com o senso comum, de que há alguma relação entre as pirâmides incas e as pirâmides egípcias. Se sua suposição for acertada, seria o lugar perfeito para procurar Giovanna.

Após se registrar no Cairo Imperial Hotel, o jovem começou se misturando à um grupo de turistas que ia para as pirâmides de Gizé. Lá chegando, os turistas dividiram-se entre as 3 pirâmides do local. Parte deles, foi para a tumba de Queops enquanto outros se dirigiram para a tumba de seu irmão, Quefren. A terceira turma, na qual Rony se incluía, estava em direção da tumba do filho de Queops, Mikerinos.

Apesar da suntuosidade do palácio, nenhum indício de qualquer coisa sobre a prova, nem sinal da garota estranha que o tinha colocado nesta confusão. Após algumas horas de uma infrutífera busca, o jovem desistiu de procurar incógnito entre os turistas e decidiu procurar na proteção da noite. Voltando para o hotel, Rony vai até sua mala e pega uma velha Nimbus 2001, que pertencera à seu finado amigo e, esperando anoitecer, saiu incógnito pelo luar.

Imediatamente, voando em direção leste para seu objetivo, ele ainda teve tempo de ver as belezas daquela cidade e prometeu que se sobrevivesse à provação, passaria algum tempo visitando as belezas da cidade. No templo de Queops, Rony fica encantado com a beleza dos hieróglifos, coisa que não prestara atenção quando veio aqui pela primeira vez. Contudo, ainda não havia indício algum de Giovanna. Tanto quanto na pirâmide seguinte, essa era, evidentemente, uma pista furada.

No alto da pirâmide de Quefren, um ponto brilhante chamou a atenção do ruivo. Aproximando-se do alto com a vassoura, Rony viu um espelho comum no alto de uma das 7 maravilhas do mundo antigo. Antes de pegar o espelho, o homem resolveu dar uma olhada ao redor, pois aquilo parecia deliberadamente colocado ali. Sua face estava voltada para o leste e o ângulo de incidência da luz lunar nas pedras faziam com que a sombra parecesse uma serpente com sua cabeça voltada para o leste. Mais à frente, um sitio arqueológico estava sendo escavado e a boca da cobra terminava, onde as escavações começavam; sobrevoando o sítio arqueológico, o ruivo viu uma formação semelhante à uma seta. Para completar o quadro, nas costas do espelho havia apenas um nome: Giovanna.

- Hum... pelo menos ela deixou uma indicação. Vou voltar para o hotel, antes que eu congele nesse lugar. Quem diria que faz tanto frio aqui?

__________________________________________________________________

Os dias que se seguiram ensinaram o valor da vida desértica para Ronald Billius Weasley, que foi do luxo do Cairo Imperial Hotel para a desolação desértica do Saara. Na manhã seguinte à sua descoberta, o jovem deixou o Hotel e decidiu seguir a direção em sua Nimbus 2001. sua primeira lição foi quanto à temperatura: em dias normais, a temperatura do Saara passa dos 40º tranqüilamente, isso é contrastado pela súbita mudança de temperatura à noite. De fato, a maioria dos animais desérticos da região é notívaga, por essa razão. A segunda lição que o deserto lhe mostrou foi que, embora uma vassoura seja um instrumento mágico, ela continua sendo uma vassoura, cuja palha da cauda é claramente passível de combustão à altas temperaturas. Voando em sua vassoura, à uma altura inferior a 1000 pés para poder observar algumas atividades humanas, o calor do deserto fazia uma dupla exposição na palha da vassoura. Com a onda de calor descendo em direção ao solo e sendo refletida pela areia do deserto, a palha começou uma lenta combustão e apenas tarde demais, o dono dela pode perceber e descer no meio do deserto. Como resultado, sua vassoura precisaria de uma reforma e ele estava oficialmente à pé no meio do deserto.

Era o terceiro dia de busca e já passava das dez da manhã. A temperatura estava na faixa de 39º e o ruivo sabia que precisaria parar logo e esperar o sol baixar um pouco, para poder continuar em sua jornada. Procurando um lugar para se esconder, Rony percebe uma nuvem densa no horizonte.

- Pelo visto hoje tem chuva! E das grossas – disse o homem para si mesmo, numa tentativa de ter esperança. Não poderia estar mais errado, pois a nuvem começou a se mover em direção a ele em grande velocidade. Quando tinha apenas alguns quilômetros de visibilidade, o jovem descobriu que tratava-se de uma tempestade de areia.

A autovelocidade da areia chocava-se contra seu corpo com violência, fazendo com que toda a pele exposta fosse arranhada ou rasgada. Agora ele entendia o porquê essas tempestades eram o terror de todos os moradores do deserto. Avançando com dificuldade, o ruivo conseguiu divisar destroços de um avião que poderia ser usado como abrigo durante a tempestade. Com extrema dificuldade, ele literalmente se arrastou para lá. Em seu rosto havia severos arranhões e ele tinha mais areia em sua boca, do que caberia em um caminhão de brinquedo.

- Droga de tempestade! Do jeito que engoli areia, vou acabar cagando cimento – conclui, enquanto revisa suas feridas – Por que essas coisas só acontecem comigo?

- Eu diria, Jovem Ronald, que seu estilo de vida atrai essas aventuras – disse a voz ao lado. Assustado, o jovem olha para o seu interlocutor e para si, umas três vezes antes de contestá-lo.

- Dumbledore!? Então... eu estou morto?

- Como eu disse uma vez a Harry, a morte nada mais é do que uma aventura, para uma mente estruturada – responde, enquanto ajeita seus óculos com aro de meia-lua.

- Grande! – explode o ruivo – Estou preso em uma tempestade de areia, no meio do deserto do Saara, procurando uma garota que não deve ter nem 12 anos de idade e me diz que eu sou a única esperança do mundo trouxa e bruxo, e além de ferido, estou alucinando com um homem morto que fala por enigmas. É... Meu dia não poderia ficar melhor!

- Meu caro, você precisa parar de ver as coisas como um tabuleiro de xadrez. A vida não é somente peças brancas e peças pretas.

- É tão difícil, pelo amor de Mérlin, você responder uma perguntar com um simples "sim" ou "não"!? – suspirou o garoto cansado.

- Excepcionalmente desta vez, vou abrir uma exceção e lhe responder diretamente: Não, você não está morto. Mas eu recomendaria que você fizesse um encantamento para selar essa entrada, antes que a areia invada todo o lugar e ai sim, você estará morto.

De má vontade, o jovem executa o encanto sem tirar os olhos de seu antigo diretor. Jamais ouvira, de qualquer pessoa uma história semelhante. Sabia que o diretor não havia se tornado um fantasma, então, por que estaria ali?

- Vejo que você deve estar se perguntando sobre a minha súbita visita – diz Alvo.

- Isso, e comentando a possibilidade de finalmente ter ficado maluco.

- Temo que não, meu jovem, assim como temo que as palavras da jovem Giovanna sejam tão verdadeiras quanto sua varinha – sorriu - a vida de cada ser vivo do planeta depende de Ronald Billius Weasley.

- Ah! Nada como um subproduto da sua mente ensandecida para colocar mais pressão na sua vida – ironizou o Weasley – Por que você não vai fazer companhia ao Flamel? Ou ao Snape? Aposto que vocês devem ter muito em comum.

- A propósito, meu caro Ronald. Você sabe abrir portas?

- Você só pode estar ficando louco! Não! Você não! Eu devo estar ficando louco! Para que abrir portas, meu bom Mérlin? Do que você está falando? Alohomora... primeiro ano... lembra?

- Eu não estava me referindo a este tipo de portas, mas é bom para um professor saber que seu aluno prestou atenção nas aulas – completa sorrindo.

Fechando os olhos por um instante, o jovem diz: - Espero que esteja satisfeito com isso, porque eu nunca fui muito de prestar atenção.

- E agora está aqui. Com o destino da humanidade em mãos e nem ao menos sabe abrir uma porta.

Rony abriu os olhos para contestar a alucinação, mas era tarde demais. Esta já tinha sumido, se é que algum momento esteve ali, deixando o jovem com a palavra engasgada na boca. Após alguns minutos para se acalmar, o rapaz decidiu que seria uma boa idéia fechar os olhos e dormir por um tempo.

- Se eu fosse você, dava uma olhada neste corte no seu rosto. Está com cara que vai infeccionar! – contesta uma voz. O ruivo nem ao menos se dignou a abrir seus olhos.

- Se eu fechar os olhos você vai sumir, não é, sua maldita alucinação?

- Abra os olhos.

- Não!

- Abra... os olhos.

- N-ã-o...

- Abra... a droga... dos seus olhos.

- Você não pode me obrigar, seu subproduto de uma mente destorcida.

- Rony... Vai deixar a Hermione esperando?

- Eu não vou cair nesse truque sujo, sua alucinação folgada, obsessiva e suja!

- Acredite no que quiser. Apenas ABRA OS OLHOS!!!

- Não!

- Tudo bem, eu desisto... Só me resta aparecer num sonho erótico da Gina.

- Filho da p...!!!!!! – diz o ciumento, abrindo seus olhos, para se deparar com o sorriso sádico que ele não via há anos. O sorriso de seu melhor amigo.

- Eu sempre soube que você era preguiçoso para sair da cama, mas não esperava que você iria ficar pior que nosso tempo de colégio.

Ao contrário do moreno, Rony nada fala. Apenas observa assustado seu "novo" velho companheiro. Já haviam passado por situações desesperadoras juntos, mas nada o havia preparado para uma visita póstuma de Harry.

- E então? O gato comeu a sua língua? Espero que não tenha sido McGonagall – sorriu.

- Miserável! Como ousa vir aqui? Como ousa brincar com a minha dor? Quer saber de uma coisa? Eu estou começando a recusar a idéia que mesmo a minha mente não seria tão desgraçadamente sacana a ponto de brincar com uma coisa dessas. Quem diabos é você?

- Sou o Batman!

- Agora você passou dos limites! – diz enfurecido.

- Não! Você foi quem passou dos limites com a sua autopiedade! Tem idéia de como as pessoas que morreram na guerra contra Voldemort gostariam de estar no seu lugar? Sentir a brisa no rosto? A grama sob seus pés? O cheiro das flores? Poder tocar, abraçar seus entes queridos?!

- De que adianta quando não pude salvar todos? Quando não pude salvar você? Quando não pude salvar Hermione? Quando não pude salva Tonks e Lupin? Quando não pude impedir que Ted ficasse órfão... Tão órfão, quanto você!

- Isso não me atinge mais, seu pateta, estou morto! O que realmente me entristece é como você está cuidando da sua vida. A mim e a todos. Você não se tornou um auror, você se tornou um caçador da própria morte durante os dois últimos anos. E agora, quando lhe é dada uma missão na qual você só pode contar com você, suas habilidades e seus conhecimentos, vai gritar na frente do túmulo de seus melhores amigos que não é justo?! Adivinha: a vida não é justa! Não era quando saímos de Hogwarts para procurar as horcruxes e também não é agora. E você sabe disso! O que nos leva a uma pergunta: Por que?

- Porque eu não posso fazer tudo sozinho. Eu não sou bom de duelos quanto você era. Não sou inteligente quanto Hermione era. Eu era apenas... a terceira ponta do triangulo. Nunca fiz nada por mim mesmo, nunca tive uma vitória que não estivesse relacionada a vocês, de uma maneira ou de outra.

- Patético! Você nem ao menos sabe abrir uma única porta para sua auto-confiança!

- Estou me sentindo uma espécie de Steve Wonder, aqui. Esse assunto de portas outra vez? Todos conseguem ver alguma coisa que eu não vejo. Me poupem! – e num piscar de olhos, seu amigo não estava mais no local.

Quase uma hora depois, a tempestade de areia deu sinais de que seu fim estava próximo. Os ventos pareciam se abrandar e criaram até uma sinfonia natural que permitiu ao ruivo relaxar e até mesmo dormir.

- Rony, é hora de acordar – sussurrou uma melodiosa voz.

- Não... De novo não – choramingou.

- Vamos... abra os olhos!

Ao contrário da ultima vez, o rapaz abriu seus olhos imediatamente, mas ficou apenas observando seu novo interlocutor.

- Não vai dizer nada? Gritar como da outra vez?

- Estou... poupando... ar – diz ofegante.

- Incrível! Pensei que eu que teria que te lembrar disso. A tempestade já passou e é melhor você começar a escavar areia, se quiser sair daqui.

- Eu... tenho uma... idéia melhor – diz o jovem aparatando em seguida. Ele sabia que não era uma boa idéia, então aparatou a sete metros de altura de sua posição atual. Infelizmente, a queda de 6 metros não lhe garantiu uma aterrissagem suave. Quando ele se levantou, havia um rasgo em sua roupa e um novo corte, dessa vez profundo, em seu antebraço. Olhando em direção ao céu, o ruivo percebeu que a noite começava a cair. Sua sensação de tempo estava distorcida e enquanto dentro da fuselagem do avião pareciam apenas algumas horas, a tempestade de areia durou quase o dia inteiro. O ar lá dentro estava perigosamente escasso e, se Hermione não tivesse o acordado, ele teria sufocado dormindo.(N/A : e a fic teria terminado. Hahahaha);

Orientando-se pelas estrelas que começavam a surgir, Rony conseguiu constatar o leste e seguir em frente em seu trajeto. Após pensar sobre a aparição de Dumbledore, Harry e Hermione, o ruivo sussurrou baixinho:

- Pelo menos ela me poupou do sermão.


Caros leitores que acompanham a minha fic! Aqui estou eu! Depois de muito tempo para postar este capítulo.

Peço minhas humildes desculpas pela demora, mas vocês sabem, não é? Fim de ano! Festas! Viajens!

Este capítulo foi dificil para ser feito, devido as localizações do Saara. Tive a ajuda do Fan Surfer, e sim! O crédito é seu tanto quanto

meu! Valeu mesmo! Também queria agradeçer minha leitora preferida, e acho que a única que continua acompanhando a fic, Layla

Black... Você realmente me inspira a continuar a fic! Muito obrigado! Um maravilhoso ano para você cheio de paz e saúde! Mas enfim...

Como passou de festas de fim de ano? Espero que tenham sido maravilhosas...

Espero voltar mais cedo desta vez! Agora a fic começa! hahahahaha

Um grande beijo a todos,

Thierry Harry!