HPDM

Notas anteriores!

Ok, eu realmente ando muito atarefada! Espero estar conseguindo atualizar tudo à tempo. Sinto muito pela demora! T.T Vida de ADM de RPG, Betta, FicWritter, irmã e amiga. (Isso fora trabalho!) Não é lá muito fácil! Mas, eu sei que vocês compreendem! Risos.

Muito obrigada por estarem lendo a fic, e vamos à mais um capítulo. A MORTE!

HPDM

Considerações: às pessoas que estão acompanhando mesmo sem mandar rewiews. Muito obrigada pela força e apoio.

HPDM

A MORTE

Só porque estou sofrendo
Não significa que estou ferido
Não significa que eu não tenho
O que mereço
Nem o melhor e nem o pior.

A dor por não saber o que estava acontecendo, era tudo o que ele sentia naquele momento sentia-se perdido, parecia que tudo naquele lugar conspirava contra ele, tudo queria que ele fosse para baixo, para o fundo do poço.

Deitou-se pois a dor em sua cabeça não parecia querer parar e apesar de ela só doer à poucos minutos, era como se fosse um martelo chocando-se contra uma bigorna. Sim, realmente parecia muito persistente para passar com um simples analgésico, seus ossos doíam, sua mente começara a girar e naquele momento apenas aquele incômodo, constante e estático pensamento permanecia.

Era assim que ele estava se sentindo, como se um trator tivesse passado por cima de si e ele não pudesse ter feito nada para impedí-lo, como se tivesse ficado apenas parado esperando que ele o esmagasse.

Ele não havia conseguido sair, como ele queria que tudo fosse simples, que um belo dia acordasse e pudesse fazer o que entendesse por certo e arcar com as consequências como sendo um homem de real valor.

"Quero apenas sair, quero que se exploda o mundo que foi criado à minha volta. Quero que reste apenas eu e alguém que me ame pelo que sou, pelo que eu posso ser! Eu sei que estou sofrendo, que estou mal, mas isso não quer dizer que eu não possa me levantar, não significa que eu não vá me tornar algo melhor em breve, eu queria poder escolher."

Ele apenas havia acordado e entendido que por mais que todos o considerassem livre, feliz e bem sucedido, ele não era nenhuma dessas coisas, ele era apenas um garoto triste, melancólico e carente, em seu mais alto grau de gravidade.

Precisava de algo que ainda não tinha descoberto, algo que sequer havia pensado existir. Ele tinha necessidade de algo que nem sabia o que era?

"Se Lúcius me ouve falando algo assim, provavelmente eu estaria morto!"

Bom, isso seria bom, se ele por um acaso o ouvisse, uma voz inconveniente em sua mente o fez se lembrar da negligência do pai. Ele era seu escravo e a face da família Malfoy, ele não era seu filho, ele era apenas o marketing... A forma de ele ter alguém que fosse apresentável.

Durante toda a vida de Draco, ele fora apenas isso para o pai, sua fonte de publicidade. Talvez ter sido sufocado durante a vida inteira tenha feito de Draco o homem que ele havia se tornado durante a vida, sempre medroso, estressado, triste e infeliz.

Talvez tenha sido essa perseguição por toda a sua vida, ou talvez ela seja apenas a desculpa para ele fazer o que faz. Para sua avançada e não diagnosticada depressão, para seus espasmos de mal humor, para seu interior quebrado e triste... Também para seu precoce fim idealizado. Porque ele pretendia por fim à si. Aquela dor tinha que acabar, ele não poderia viver com ela para sempre.

Decidido, Draco levanta-se mais que calmamente, vai ao banheiro do quarto de hotel e lava seu rosto.

A água estava fria, tanto que seus dedos se doloriram, mas nem isso fez com que ele pudesse despertar, e atinar para a loucura que estava prestes a fazer. Pegou uma pequena tesoura, abriu-a e com a lâmina feriu-se na face, bebeu de seu sangue na mesma, aquele era o seu gosto.

Olhou-se novamente no espelho, seu rosto sempre intocado agora estava manchado pelo indelicado toque do afiado material. A pureza de sua face havia sido maculada pelo fio de sangue que estava correndo para seu queixo e pingou no mármore do chão.

Ele estava mal, ninguém ouvira seus gritos desesperados de socorro, ninguém o pegou no colo, ninguém soube que ele precisava disso. Mas agora ninguém mais ouviria, pela eternidade.

Olhou para o armário em frente ao espelho, encontrou uma gilete, pegou-a tão calmamente quanto a tesoura. A firmou sobre a pele fina do braço, ele nunca ouvira nada sobre cortar-se mas tinha uma noção breve ao colocar devida força, o sangue começou a sair...

Concluiu que deveria continuar a perfurar a carne com a lâmina e agora o filete de sangue, estava se tornando uma poça no chão, juntando-se ao que escorrera de sua face... Era ele, apenas ele em seus problemas mesquinhos e em sua dor se esvaindo para a inconsiência.

Um grito o fez voltar brevemente a si, parecia ser Mademoaselle Lianna, sua mais fiel criada e amiga. Ele a viu mover-se próxima, pegar o telefone, chamou os bombeiros ou algum hospital, no estado em que se encontrava, não pôde determinar ao certo.

Após terminada a ligação, ela sentou-se próxima dele e o tocou no rosto, onde havia se ferido. Colocou sua cabeça muito paciente e calmamente no colo e o ninou, como fazia quando era criança. Draco era jovem, tinha lembranças de sua infância com Lianna.

A ajuda chegou, mas depois de fixar-se em um par de esmeraldas brilhantes e intensas Draco apenas partiu para o reino dos sonhos.