Capítulo seis
Consertando erros
Foi a luminosidade de um novo amanhecer que acordou Snape. Sorrindo, já se lembrando de toda a noite anterior, ele esticou o braço, a fim de encontrar o corpo que estaria ao seu lado.
Que por acaso não estava.
Ele abriu os olhos, não havia mesmo ninguém aém dele próprio deitado no carpete de sua sala, coberto com o seu edredom e... Um bilhete no sofá?
Com um aperto esquisito no peito ele foi até lá e leu:
Severus;
Obrigada pela noite especial
Espero que seja feliz.
Felicidades! Até algum dia.
Renata.
Até algum dia? Snape sabia muito bem o que isso significava. Amassou o bilhete com raiva e se apressou em direção ao banheiro, ficando pronto em quinze minutos com uma capa de viagem. Mandou um comunicado ao ministério com seus próprios meios ágeis e teve a resposta em pouquíssimo tempo, coonfirmando su,as suspeitas.
"Sr. Snape;
Em resposta a sua mmensagem confirmamos que uma autorização escrita por nosso Departamento Internacional com destino à França foi solicitada no final da tarde de ontem, pelo nome que você nos questionou. Lamentamos, mas a data de retonrno está em branço; não saberemos lhe informar, como requisitado. A autorização foi reirada logo nas primeiras horas da manhã do dia de hoje.
Esperamos que tenha lhe ajudado.
DIM."
Snape nem pensou no risco de entrar clandestinamente num Pa[is. Entraria nem que tivesse que amaldiçoar com "Imperius" mais de uma pessoa, contaria toda a verdade a Renata e imploraria seu perdão, clamando que voltasse com ele para o Reino Unido. Pensava em muitas desculpas e maneira de convencê-la enquanto chegava aos portões de Hogwarts, aparatando logo em seguida a distância máxima permitida: A Fronteira Francesa.
Fez um esforço desumano para ocultar suas emoções e dirigiu-se até a pequena construção onde um funcionário o atenderia, desejando que fosse alguém que já o conhecera da outra vez, pois assim o temeria e responderia facilmente se Renata já chegara à cidade. Uma ilusão em seu íntimo esperava que ela não tivesse conseguido atravessar aquelas barreiras problemáticas e voltado para tras, mas não esperava que acontecesse o que aconteceu quando ele chegou a cabine.
O primeiro Francês que o viu empalideceu e gritou algo em Francês para os outros:
- C'est lui ! Elle a accompli la menace ! Elle a appelé il ! ¹
Mais fraceses apareceram e ao vê-lo, correram de novo.
- Com licença - disse Snape, frio. - Poderia chamar alguém que pudesse falar em Inglês comigo?
O rapaz não o ouviu, ou ao menos não o entendeu, pois começou a falar em francês e muito rápido, ainda pálido e encolhido, como se morresse de medo de algo.
Snape começou a ficar nervoso, vendo o rapaz falar histericamente e fazer gestos como se lhe pedisse calma, ou que esperasse.
- Qual é o problema? Você vai me arrumar um intérprete ou não?
Ainda mais desesperado, o rapaz abaixou e sumiu por um momento. Snape quase cehgara a pensar que ele se escondera de medo quando ele levantou outra vez e lhe estendeu algo, voltando a falar.
Sem ouví-lo, Snape olhou para o que lhe era entregue e viu uma chave negra com uma pequena etiqueta. Ergueu o olhar para a etiqueta e reconheceu aquela palavra em Francês: Era o nome do hotel onde estivera algum tempo atrás, e havia ainda um número pequeno - o andar - e um, pouco maior - a suíte.
Se ele tinha uma boa memória, reconhecia aquilo como o mesmo lugar que estivera com Renta da última vez. Mas o que estavam pensando? Ele não pedira um lugar para ficar! Queria um intérprete! Um intérprete!. Não um quarto!
Ele bateu no balcão e chamou. Chamouu uma, duas, várias vezes, e nada. O sol agora dava as caras, iluminando melhor todo o lugar e expulsando os raios vermelhos nas sombras ainda presentes. Não podia perder tempo, queria ver Renata! Queria ver...
Seu raciocínio interrompeu sua falta de senso! É claro! Como não pensara nisso antes? Fora tão tolo de não entender tudo de uma vez? O governo francês era péssimo, aquele ministéio e seus funcionários pior ainda! Teria sido um milagre se Renata tivesse conseguido entrar no país em plena madrugada!
Ainda vem que não havia mais ninguém ali pois Snape saiu correndo e sorrindo para o tal hotel. Só se acalmou quando chegou à porta da suíte e a abriu sem fazer barulho, o coração batendo descompassado com a tristeza de que tudo ainda podia ser uma esperança sem fundamento. Ficou parado ao ver o quarto vazio, entrementes uma lembrança feliz voltava a sua mente e aquecia seu coração. Sorrindo mais do que nunca ele continuou silencioso até chegar à porta da cozinha onde, ao menos que seus olhos lhe traíam, aquela pessoa curvada sobre a pia era Renata. E se pudesse supor, ela estava com aquele famoso pote de chocolate nas mãos.
- Porque será que sabia que lhe encontraria aqui?
Renata, como já era de se esperar, se assustou, derrubando o chocolate no chão e se agarrado na pia enquanto o olhava.
- Sev-verus... Meu Deus... Você... Você me assustou...
Ele a observou com pesar. Olheiras e tristeza eram visívei em seu belo rosto. Não queria pensar que era o único culpado... Não queria...
Ao perceber que era atentamente observada, Renata sentiu-se corar. Não esperava encontrá-lo, ao menos não tão cedo... Não se sentia preparada... Para disfarçar, abaixou-se e começou a recolher os tabletes de chocolate espalhados pelo chão.
- Como chegou aqui? - Ela perguntou num sussurro.
- Sabia que tinha vindo para este país, as o hotel foi um caso de sorte. Há um francês que conheci da outra vez lá embaixo que não parava de tagarelar. Ele me entregou a chave sem nem entender o que eu estava perguntando, parecia desesperado.
Enquanto Renata ficava de pé outra vez, um sorriso refletiu em seu rosto.
- O que foi? - Snape estranhou.
- Quando cheguei não quiseram me deixar entrarr outra vez. Eu fiz um escâncadalo mas nada estava funcionando até que eu ameacei chamar você aqui para resolverr o problema. Conseguiu ser bem impopularr entrre os Frrancess daqui, eles devem ter pensado que você viera porr minha causa.
- De certa forma eles estavam certos.
Renata desviou o olhar para longe de Snape. Houve um momento de profundo silêncio entre os dois.
- Severus, olha, eu não responsabilizo você pelo que aconteceu. Se você veio aqui se desculpar não se preocupe, estava plenamente ciente dos meus atos e assumo minha parte da culpa. E sua noiva nunca vai saber do que aconteceu enquanto isso depender de mim...
- Renata, eu não vim me desculpar.
- Ah... Não? Bom, eu sei que não devia ter...
- Tampouco vim culpá-la, Renata, a não ser, é claro, por estar indo embora sem nem sequer se despedir... E me deixando.
Renata lhe deu as costas, tentando impedir que visse as lágrimas que já se acomulavam em seus olhos.
- É o melhor para nós, Severus... Você vai se casar, você a ama...
- Não, Renata, eu não vou me casar.
Renata voltou-se de frente para ele outra vez, sem entender. Havia um traço de culpa e arrependimento no tão severo rosto do mestre de poções.
- Não vai? - perguntou sussurrou.
Ele se aproximou hesitante.
- Não vou.
Estavam frente a frente, se encarando nos olhos agora.
- Me perdoe, Renata... Era isso o que eu tentava lhe contar ontem a noite; eu não vou me casar. Eu nunca tive uma noiva e eu não amo mulher alguma... - A voz dele atingiu um tom mais baixo, quase sussurrada, enqu7anto ele acariciava seu rosto. - A não ser você.
Um misto de emoções variavam pelo rosto da Francesa. Um sorriso surgiu por fim, e logo se apagou.
- Você nunca teve uma noiva?
- Não.
- Você mentiu para mim?
- Sim.
- Seu estúpido arrogante de uma figa! Sonserino egoísta! Porque fez isso? Porque mentiu pra mim? Porque me fez sofrer a toa? Heim? Seu idiota, mentiroso insensível! Seu...
- Ei, ei, ei! Calma, calma!
Snape segurou as mãos que o atacavam furiosamente, detendo-as a mito custo. Observou as faces coradas pelo esforço e um sorriso brotou em seus lábios. Ele se aproximou e juntou seus lábios, perbendo que a resistência não durou muito mais depois disso. Soltou-a novamente e olhou em seus olhos.
- Me desculpe. De verdade. Eu pensei que o que você sentia era apenas uma paixão boba, se soubesse o quanto você sofreria nunca teria feito isso. Eu não quero que você sofra... Nunca mais. Por isso em vim aqui hoje lhe pedir que volte para a Inglaterra, termine seus estudos e... fique comigo.
Ela manteve o seu olhar, em silêncio, por muito tempo.
- Você me ama mesmo? Ou só está falando como um prrofessor que não querr que sua aluna abandone a escola?
- Eu não quero que você abandone a escola - disse Snape. - Principalmente, porque eu vivo lá.
Então, Renata sorriu, com aquele brilho magnífico de volta a seus olhos azuis.
- Pois então eu volto para a escola. Eu fico outra vez lá para poder ficar ao seu lado... Porque eu te amo. E eu quero a cima de tudo ficar com você... Vai me aceitar dessa vez, Severus?
Ele passou um braço delicadamente ao redor de sua cintura.
- Não só nessa como em todas as vezes que você me pedir... Porque eu também te amo...
Um beijo cheio de ternura e paixão foi trocado pelos dois. Um beijo que celava uma promessa, um voto de amor.
- Venha, vamos voltar para Hogwarts...
- Agora?
- Sim... Porquê?
- Estamos em Paris, Severus. Numa suíte excelente, com um banheira excelente, chocolates excelentes e camas excelentes...
- Está propondo o quê, exatamente?
- Que fiquemos aqui hoje. Antes de voltarmos para Hogwarts, afinal quando teremos novamente a oportunidade de voltar para cá?
- Pelo jeito que as coisas andam, sempre que quiser visitar a França. - Renata riu e girou os olhos, Snape a pegou no colo. - Mas eu não estou nem um pouco inclinado a ir embora agora. - Acho que vou aceitar o seu palpite.
- Boa escolha! - Renata sorriu. - E eu ainda espero ter tempo prrarra te convencer a levar os chocolates dessa vez.
- Pensarei no seu caso. - Snape respondeu a deitando na cama. - Se me sobrar um tempo pra isso, claro.
No fim, os chocolates acabaram por ser esquecidos.
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*¹= Ele chegou! Ela cumpriu a ameaça! Ela o chamou!
Ps: Acho que a tradução não ficou certa. Ou ao menos não formal. Se alguém aqui entender Francês e souber a forma certa dessa frase em francês, por favor, avise. ^^
Ps2: Créditos para o tradutor online do google.
