Mistérios e Paixões (HP7)
Capítulo
oito
A
carta: uma nova pista:
"Céus... ele de novo? Como sabia que Harry estava ali? Ou melhor, como saberia que ele estaria ali? Ou não saberia? Possível ser por acaso?
Um sentimento estranho se apossara de Harry; uma mistura de confusão, raiva, curiosidade. Ele abriu a carta:
Harry Potte;
"MOIS CYDA AU MOIS ROTDY, YU SOBIO QUY VAC^Y IO OHOTYCYT HAT OQUI, HAT ISSA AHRYI HAT DYIXOT YSRO COTRO NYSRY LUGOT.
YU SYMHTY SAUBY DAS HLONAS DY DUMBLYDATY. DYSCABTI RUDA UM HAUCA ONRYS DYLY, Y LPY HOSSYI OS HTMYITOS INFATMOÇÃYS QUY RIVY. MOS OS CAISOS CAMYÇOTOM O FICOT CAMHLICODOS Y PIVY QUY MY OFOSPOT DY PAGWOTRS Y DYLY.
OHYSOT DY RYT HYTMONYCIDA O DISTÔNCIO, SYMHTY YSRIVY HAT DYNRTA DY RUDA. SYI QUY VAC^Y YTO A OLUNA FOVATIRO DY OLVA, Y RYNPA O CYTRYZO DY QUY HAT ISSA Y HAT RADO O SUO PISRÁTIO CAM A LATD DOS RTYVOS, DO HTAFYCIO (SIM, YU SYI DO HTAFYCIO) VAC^Y Ý UM DAS ÚNICAS QUY SOBIOM DAS HLONAS DY DY OLVA, Y A ÚNICA QUY VOI LEVÓ-LA YM FTYNTY.
HAT ISSA, HOSSOTYI OLGUMOS INFATMOÇÃYS Y VAU OJUDÓ-LO O OLCONÇOT SYU ABJYRIVA.
VÓ ORÝ MINPO COSO. A YNDYTYÇA YSRÓ LAGA OBOIXA O COSO Ý MINPO MOS NÕA RYNRY MY HTACUTOT, MOS VOI YNC ANRTOT CAISOS QUY VÕA RY INRYTYÇOT.
BAO SATRY!
BOTSSO;
Narrado
por Rony e Hermione.
Vimos
o Harry se afastar, e ficamos lá, parados, até observarmos que ele
caía por terra... Fiquei numa angústia terrível. Queria poder ir
lá, aliviar um pouco a dor que o meu amigo deveria estar sentindo,
mas sabia que nada naquele momento poderia ajudar. Eu e Rony
estávamos fazendo tudo o que podíamos oferecendo o nosso apoio. Mas
ninguém podia arrancar a dor e a saudade de uma pessoa que perdeu os
pais de uma forma tão bruta...
-É melhor sairmos daqui, Mione –
Veio a voz de Rony do meu lado, mas eu não mexi.
-Mione, por
favor... Isso é particular, vamos respeitar a privacidade
dele...
Ele pegou em minha mão. Levantei os olhos e o encontrei,
pálido. Ora... Harry era o seu melhor amigo, como eu sou insensível!
Ele também estava preocupado, e mesmo assim, tentava demonstrar uma
força que não tinha, na tentativa de me acalmar.
Sorri levemente
e concordei.
- Ele vai ficar bem, depois – murmurei, ao que Rony
retribuiu com um meio sorriso.
Fomos para frente da casa, e em
silêncio, passamos a nos encarar.
O Harry estava sofrendo, isso eu podia ver. Mas o que mais me incomodava era que eu não podia fazer nada. Será que tinha sido uma boa idéia leva-lo até ali? Quero dizer, valia a pena se recordar do passado se este o fazia sofrer tanto?
Percebi que Hermione também estava receosa e tentei convence-la a sair dali. Segurei em sua mão e fomos até a frente da casa. Ali, ficamos nos encarando.
Olhei bem nos olhos dela e a abracei.
-Será que
ele vai ficar muito tempo lá? – ela me perguntou.
-Não sei –
respondi. – Mas vamos deixar que ele fique o tempo que precisar,
depois o chamamos.
-Ok. – ela disse, se afastando um
pouco.
Pode parecer insensível da minha parte; meu melhor amigo sofrendo naquele momento, e eu ali, abraçado com a "minha namorada", mas tenho que assumir que não havia nada para fazer em relação a Harry. E eu e Hermione estávamos sozinhos...
Como
se estivesse lendo os meus pensamentos, ela virou o rosto e amoleceu
o corpo, afim de se afastar, mas eu a segurei e a abracei mais
apertado, mergulhando o meu rosto naquelas medeixas castanhas e
fofas.
- Fica aqui – pedi, minha voz abafada entre seus
cabelos.
- Mas... o Harry...
- Ele ainda vai demorar um pouco.
Estamos sozinhos agora, e não combinamos isso...
Hermione permaneceu em silêncio, que Rony considerou como um "ok", e se afastou de seus cabelos, fixando seus olhos nos dela.
Ele
tocou com os dedos o seu queixo e, suavemente, ergueu o seu rosto,
para que ficasse mais próximo do seu.
Ela sorriu.
Era incrível como isso acontecia, eu sempre estive ao lado de Hermione, sempre pude ficar a sós com ela, nesses momentos podia ter aproveitado melhor essas oportunidade e, no entanto, as deixava passar. Agora, que eu sabia que as oportunidades seriam tão poucas, eu não queria que passasse nem um segundo. Queria estar sempre ao lado daquela garota, que parecia mexer cada dia mais comigo. Não conseguia sequer pensar na hipótese de ficar longe dela... Precisa tê-la em meus braços em todos os momentos.
Como
se fosse em um sonho, Rony inclinou-se em direção aos lábios
entreabertos de Hermione, e como uma borboleta que procura repouso em
uma pétala de rosa, pousou os seus lábios nos dela, deliciando a
plenitude de um gesto tão pequeno e ao mesmo tempo tão complexo de
amor.
Cada beijo, cada carícia que aquele casal trocava, parecia
sempre um primeiro beijo, a primeira carícia. Com o mesmo encanto, o
mesmo friozinho na barriga, e a mesma emoção e sensação.
Eu estava sentada entre as pernas de Rony, e nós havíamos acabado de nos beijar... sorte. O Harry apareceu correndo, parecia afobado, e eu suspeitei logo que alguma coisa havia acontecido... mas o quê?
-O
que foi? – perguntei me levantando. – O que aconteceu?
Ele
ficou um minuto em silêncio, recuperando o fôlego: havia
corrido.
-Isso – respondeu me estendendo um papel.
Olhei
imediatamente para o pedaço de pergaminho dobrado que ele me
entregara, e Rony veio correndo, curioso, esticando o pescoço para
olhar também. Estava escrito:
A Harry Potte;
Olhei
para Harry.
-Ele de novo? – perguntei.
-É o que parece –
me respondeu.
-Mas como soube que você estava aqui? –
perguntei, perplexa. – Não contamos para ninguém além de meus
pais e os Weasley.
-A pergunta é – disse Harry – o quê está
escrito aí. Você não conseguiu desvendar ainda?
-Não –
respondi infeliz.
-Não fique mal – Harry me disse solidário,
parecia bem mais feliz do que achava eu estaria. – Abra e veja o
que acha.
Mione
abriu. Viu a mensagem e fechou a carta, franzindo as
sobrancelhas.
-Alguma idéia? – Harry perguntou a ela.
-Acho...
– começou ela. – Mas... não sei.
Abriu novamente a carta e
olhou para alguma coisa.
-Que estranho... – murmurou voltando a
fechar a carta.
-O quê é estranho? – perguntaram os garotos em
uníssono.
-Harry Potte... – ela murmurou, aparentemente se
esquecendo da presença dos amigos ali. – Engraçado..
-O quê
é engraçado? – repetiu Rony.
-Em todas as cartas estão assim,
não é? – ela se dirigiu a Harry.
-Sim, em todas ele escreveu o
meu nome errado – respondeu Harry zangado. – Ele só pode ser um
analfabeto, ou não sabe escrever o meu n...
Harry se
ele não saberia escrever o seu nome se visitou o túmulo de seus
pais e viu como se escrevia?
Mione parecia ter chegado a essa
mesma conclusão.
-Estou lembrada de um código que li certa vez
em um livro.. Mas até agora não vi o quê usar para
desvendá-lo...Será que..?
Uma expressão de triunfo invadiu o
seu rosto.
Precisamos ir para a pensão – disse de repente. – Deixei as cartas lá e tenho quase certeza de que já sei como trabalhar neste enigma.
