Capítulo
onze:
Ouvindo
conversas
Na
hora da apresentação de Ammy, os garotos foram até a praça. Era
uma espécie de competição, e Ammy foi a última a se apresentar.
Vestia um macacão colante (que na opinião de Hermione era um maiô
um pouquinho mais comprido do que o normal) e um decote até o
umbigo, com fivelinhas em toda a sua vertical. Foi a apresentação
mais quente e sensual de todas as outras, que eram danças mais
comuns como dance, tango e até hip-hop.
Combinaram de não tocar
no assunto com Ammy sobre o haviam descoberto e assim, tentarem
extrair ainda mais da garota, por isso, quando a apresentação
terminou arrancando assobios e elogios dos homens e vaias das
mulheres foram até o "camarim" para lhe darem os parabéns
pela excelente apresentação.
- Sabem, temos que fazer tudo isso
bem rápido - informou Harry. - Por enquanto o importante é fazermos
Ammy pensar que não sabemos de nada. Já está tarde e eu ainda
quero passar nos Andrews para ver se tudo está OK por lá.
-
Ah, pelo visto vamos ter que esperar. - disse Rony.
Havia um
pequeno aglomeramento de pessoas na porta do camarim, e dois
seguranças só deixavam entrar de duas em duas pessoas.
- Que
figura sinistra - comentou Rony de repente, ao que Harry e Hermione
se viraram para olhar.
Um homem todo de preto e com uma cara de
poucos amigos cortou a fila e entrou rapidamente pelo camarim. Os
seguranças tentaram lhe impedir mas ele mostrou algo parecido com um
cartão e os dois foram obrigados a se afastar.
- Quem será? -
Harry perguntou curioso.
- Deve ser alguém importante - comentou
rony.
- Ah! Não! - exclamou Hermione de repente. - Venham
cá!
Eles andaram um pouco ao redor daquela construção e pararam
escondidos em um canto.
- O que foi..? - Harry ia perguntar, mas
se calou.
Dobrando a esquina e olhando para os lados, ia Ammy
acompanhada por aquele homem. A porta dos fundos estava aberta, e
pela sua expressão aquela companhia não lhe agradava. Parecia estar
sendo forçada a acompanhá-lo.
Droga!!
- exclamou Harry! - Precisamos seguí-la! Mas
não temos tempo! E os Andrews?
- Vão vocês até a casa dos
Andrews - disse Hermione. - Eles não podem correr nenhum risco. Não
sei... Mas estou com um pressentimento ruim sobre eles...
Os
garotos a olharam assustados.
- Mas e a Ammy? Pode ser uma
oportunidade de descobrir algo sobre ela...
- Eu sigo a Ammy e
vocês vão atrás dos Andrews. - Hermione retomou.
Rony sacudiu
a cabeça.
- Nem pensar, Hermione, você não vai sozinha atrás
daquela garota!
- Não há outro jeito - disse hermione
suavemente encarando os olhos do ruivo. Harry se ocupou em olhar
para qualquer outro lado. - Nós precisamos estar em dois lugares e
não temos um vira-tempo. Vão até lá. Eu vou atrás de Ammy. Sei
me esconder muito bem.
Harry concordou, mas Rony pareceu um pouco
hesitante em topar essa idéia.
- Não sei... Harry você está
com a capa de invisibilidade?
- Estou...
Harry começou a
mexer no bolso, mas Hermione cortou-o logo.
- Não, nem pensar,
vocês precisam vigiar os Andrews, esqueceram? Vão precisar da
capa, podem estar correndo muito mais riscos do que eu seguindo a
garota! Agora eu vou perder ela de vista, por isso não posso
demorar! Vão logo!
Harry olhou para Rony.
- Nos
encontramos na esquina dos Andrews - disse. - Cuide-se,
Hermione.
Ela afirmou com a cabeça.
Craque!
Aparatou.
Rony
olhou para Hermione.
- Por que fazer isso? É perigoso!
- Eu
sei! Mas pode ser importante.
- Mas se sacrificar...
- Você
fez isso também por mim e Harry no nosso primeiro ano, se
lembra?
Rony calou-se, sem resposta.
- Não posso me
demorar Rony. Tenho que correr. Por favor... Vá logo!
Rony ainda
hesitou.
- Vai! - exclamou Hermione já impaciente. Ele rodopiou
pronto para aparatar, mas parou-se antes, e se virou novamente para
Hermione. Sem dizer nada, ele tomou-a nos braços e lhe deu um beijo
desesperado.
- Cuidado - pediu, antes de aparatar.
Hermione ficou alguns segundos imóvel tentando se recuperar da moleza nas pernas, depois acordou e saiu correndo, seguindo a garota.
Narrado por Hermione...
Comecei a correr desesperadamente, tentando por tudo não chamar a atenção e desejando profusamente não ter perdido Ammy de vista. Mas não a perdi, logo a vi entrando praticamente a força dentro de uma construção abandonada. Entrei atrás e me escondi atrás de uma parede, enquanto eles ficaram no corredor. Podia ouvir perfeitamente a conversa deles. O homem parecia bem nervoso, e ela frustrada.
-... Se exibindo como uma trouxa
vadia, onde já se viu...
- É o que eu gosto de fazer! E me
largue você está me machucando!
- Já fez o que sua mãe
mandou?
Hãm? Mãe? Ammy não era órfã?
- Não
encontrei nada - respondeu a garota.
- Como assim não encontrou
nada? - disse o homem ríspido. - Você não está dizendo que só
procurou, está?
A garota permaneceu em silêncio. inclinei-me um
pouco para tentar ver sua expressão, estava estranhamente pálida.
-
Você sabe que sua mãe não aceitará que você volte de mãos
abanando, não sabe?
- Não sei o que ela quer que eu procure. E
francamente, pare de chamá-la de minha mãe, ela nunca esteve comigo
nos momentos que precisei, esteve longe, nunca se importou comigo.
O
homem riu friamente.
- Olha se não é a velha Ammy dando uma de
sentimental, que comovente, estou emocionado!
- Você me dá
náuseas... - murmurou a garota.
Um gemido baixinho me informou
que o homem apertava ainda mais o braço dela. Que grosseiro...
-
O que você fez para tentar descobriu alguma coisa? Não andou
espiando por baixo da fechadura, andou?
- Não devo explicações
a você!
- A mim, realmente não... Mas Ammy, querida, sua mãe
nunca te falou do titio Lorde? Ele vai querer resultados... em
breve.
Ammy ficou ainda mais pálida. Então estávamos certos,
Ammy era mesma uma bruxa, e Voldemort estava por trás disso tudo.
Era óbvio.
- Você vai ter que usar a força, agora. Sabe o que
quero dizer com isso, não sabe?
Ammy o encarou, assustada.
-
Não posso... - implorou. - Serei presa!
- Se e apenas "se",
alguém descobrir, e isso vai depender de você.
Mas...
-
Sem mas. Está dito. O lorde das trevas ficará furioso ao saber que
você ainda não conseguiu nada. Você está aí para espioná-los,
descobrir o que estão tramando.
- Francamente, para mim eles não
estão tramando nada, não sei o que acham que vou
descobrir...
Outro gemido ainda mais forte. A garota se calou.
-
Você não ficou responsável em interrogar as ordens do lorde, e
sim, cumprí-las.
- Ele não me deu ordens nenhuma!
O homem
riu ainda mais.
- Você não queria receber ordens dele
pessoalmente, queria? Não, é claro que não. Como é claro também
que você não é a única que está espionando-os. Você sabe, já
conheceu a senhora Vascony...
- Sim, aquela velha da pensão com
quem tive a felicidade de contracenar na outra noite. Sei
sim.
"Então era apenas um teatro? Proposital, e nós caímos
assim tão facilmente? Harry e Rony precisam saber disso! A mulher
da pensão ou é uma bruxa que está ao lado de Voldemort ou está
sob a maldição Imperius! E eu nem me toquei!".
- Sim, e outras pessoas também que estão interrogando a todos desse bairro, desde quando descobrimos que eles estavam aqui, inclusive uma família, com quem conversaram, uns tais de Andrews...
"Ai! Aquela família! Eu sabia, eu sabia! Será que os garotos vão chegar a tempo?"
- Agora... mamãe mandou, a criança tem que
cumprir, o Lorde confiou isto a sua mãe, e ela confiou em você. Deu
a sua palavra ao lorde das trevas de que você vai se comportar como
uma boa menina. Está ouvindo?
- O quê na verdade, você quer que
eu faça?
- Descubra o que eles estão tramando, ora essa! E
tente, afastá-los o máximo que puder.
- Afastá-los...?
-
Sim, afastá-los! Nada melhor do que intrigas entre amigos para
estragar qualquer plano que possam estar tendo. Tende fazer tudo o
que pode para separá-los!
Isso
eu sei fazer - disse ela com um sorriso. Por que estava sorrindo
daquele jeito? Que garota estúpida!
- Vejo que está pensando
exatamente como quero que pense. Muito esperta, Ammy, muito esperta
mesmo. É para esse tipo de coisa útil que você deve usar sua
beleza e sensualidade, não para ficar se exibindo em praças
trouxas...
- Acho que já conversamos sobre isso - a garota
falou, ríspida. - Não é da sua conta o que eu faço com meu
corpo. Nem da sua nem de ninguém!
O homem riu e pelo que pude
ver tentou agarrá-la e beijá-la.
- Me larga, Nott, você e sua
mania de ficar me agarrando!
Aconteceu muito rapidamente, quando
eu ouvi a palavra Nott me surpreendi de tal forma que não pude
evitar uma exclamação fraca sair da minha boca. É claro! Bem que
ele me parecia familiar, mas eu não o reconheci, afinal ele estava
diferente, mais magro e também mudara a cor dos cabelos! Eu jurava
que ele ainda estava em Azkaban.
- O que foi isso?
- Não sei,
mas acho que veio dali...
Droga! O que eu faço agora?
Desaparatar? É! Desaparatar! Vamos lá... Eh, Deliberação... Ou é
Destinação primeiro? Não é "Determinação"... Não!
Droga! Não consigo me concentrar! Acho que a única solução é
correr...
É, eu tinha que correr. Virei-me, pronta para
desabalar em uma corrida quando dei de cara com...
- Olá,
Granger - disse Ammy com a varinha apontada para mim. - Eu não
sabia que você tinha o hobi de perambular por construções à
noite. Mas bem, até que vai me ser útil...
Nott estava atrás
dela, com um sorrisinho entortando os lábios.
Ammy ergueu a
varinha.
A partir daí, as coisas começaram a dar errado, mas não por muito tempo. Ammy ainda não sabia, mas estava se metendo com a garota errada...
