Capítulo
doze:
3x0
Narrado por Rony:
Encontrei
o Harry na esquina da casa dos Andrews. Estava tirando a capa de
invisibilidade do bolso.
- Pronto? – ele me perguntou.
-
Pronto. – respondi.
Nos escondemos embaixo da capa e fomos até
a frente da casa dos Andrews. Estava silencioso, apenas uma luz que
piscava lá dentro informava que a TV estava ligada.
Abri a boca
para perguntar o que faríamos mas Harry me fez sinal para que
permanecesse calado.
Um estralo do outro lado da rua me fez
sobressaltar, e logo em seguida, mais dois estralos idênticos.
Do
outro lado, três vultos encapuzados acabavam de se materializar.
Escutei Harry gemer baixinho ao meu lado, e soube o porquê;
Eram
três comensais da morte, e o terceiro deles, o mais magro e mais
desgrenhado era ninguém menos do que o Fenrir Lobo Greyback. Pensei
no garotinho que acertara a bola em Harry e meu coração deu um
salto.
Os vultos pararam a uma pequena distância de nós e fiz o
maior esforço para não fazer um ruído sequer.
Bateram palmas.
-
Está avisado, Lobo – disse um dos vultos encapuzados. – Nem
pense em assusta-los antes da hora.
- É – concordou a voz de
uma mulher vinda do outro vulto, o mais baixo de todos. –
Precisamos nos fazer de amigáveis primeiro, depois os
ameaçamos.
Greyback soltou um muxoxo de discordância, mas antes
que pudesse dizer alguma coisa,, o Sr. Andrew apareceu na porta.
-
O que querem? – perguntou, olhando desconfiado para o trio.
A
mulher que já estava sem capuz e que reconheci sendo Aleto, irmã do
outro comensal presente, o grandalhão chamado Palito, ou Amico, uma
coisa assim, sorriu amigavelmente. Agh! Vocês não sabem como é
estranho ver uma comensal da morte sorrindo dessa forma...
- Boa
noite, senhor, creio que deve se lembrar de mim, eu liguei hoje
marcando um horário...
- Ah, sim! – o senhor Andrews exclamou,
saindo da porta com um molho de chaves nas mãos. – É claro!
Estava esperando que chegasse, só não imaginava que viria
acompanhada. É Petúnia Evans, não?
Olhei
imediatamente para Harry, que retribuiu o meu olhar, infeliz. Com
esse truque a família Andrews cairia facinho.
- Exato - respondeu
a comensal. - Sou irmã de Lílian Evans Potter, que faleceu há
alguns anos. o senhor a conheceu, não?
O sr. Ryan não parecia
encontrar a chave.
- Oh! Sim, conheci. Acho até engraçado vocês
aparecerem aqui, porque ontem mesmo recebi uma visita do filho
deles...
Os comensais se entreolharam.
- ... mas que droga! Não
acho a chave certa!
Vi que Amico pegava a varinha e me preparei,
mas Harry segurou em meu braço. Afinal, a varinha não era para
enfeitiçá-lo, mas sim, para destrancar o portão.
- Olha, senhor
- falou Aleto - o portão já está aberto! Deve tê-lo esquecido
detrancado hoje.
Confuso, Ryan olhou do portão para as chaves
e das chaves para o portão.
- Estranho - murmurou - Mas vamos,
entrem então.
Os três comensais entraram. Olhei para Harry e com
um aceno de cabeça ele me disse para que entrássemos
atrás.
Entramos, sorrateiros, antes que porta se fechasse.
O
senhor Andrews os guiou até a sala, e ali, convidou-os para que se
sentassem nas poltronas vazias. Uma já estava ocupada pela sra.
Andrews que não se levantou para cumprimentá-los, já que Lucas
dormia em seu colo.
Senti uma cotovelada dolorida nas costelas e irritado, me virei para Harry. Ele olhava pálido para algua coisa. Curioso, segui o seus olhos e me deparei com Greyback, uma espressão terrível e deplorável no rosto ao mirar o garotinho dormindo. Senti vontade de atacá-lo naquele momento! Como pode? Uma criança tão inocente e aquele desejo irrefreável de morder e matar...! Como podia existir alguém assim?
NArrado
por Harry
Tentei
pensar em um plano. Tinha que ter um plano bem rápido, e no momento
em que vi a expressão do Lobo uma idéia passou pela minha cabeça:
Tinha que detê-lo primeiro...
Empurrei Rony atrás de uma das
poltronas e ficamo slá, agaixados e ouvindo.
- Você é a irmã
de Lílian? - perguntou a sra Andrews sorridente. - Não imagina o
prazer que é conhecê-la!
- o prazer é meu, senhora. - respondeu
Aleto.
- E então? - perguntou o sr. Andrews. - A que devemos a
honra de sua visita?
- O senhor mesmo já tocou no assunto -
informou Aleto. - Soube que meu sobrinho, Harry Potter, esteve aqui
ontem.
- Sim, esteve. Um amor de garoto, vocês o criaram muito
bem.
- Então... o problema é que nós tivemos uma discussão um
pouco séria, e ele saiu de casa. Não sabemos a onde foi e... -
Aleto olhou para a sra. Oliver. - A sra. entende como é um coração
de uma mãe. Eu fico tão preocupada! Ele é meu sobrinho mas é como
se fosse meu próprio filho.
- É claro que eu entendo. - disse a
sra. Oliver solidária.
Fiquei imaginando... se eles tivessem
realmente conhecido os Dursley, ou apenas minha tia Petúnia, já
teriam descoberto a farça. Mas não. Os três estavam fazendo um
trabalho muito bem feito, como os pais adotivos preocupados com o bem
estar de seu sobrinho.
- Então - continuou Aleto se fingindo de
infeliz. - Será que vocês podiam me dizer... Ele não comentou
nada, como para onde iria, o que queria fazer por aqui...
- Olha -
disse o sr. Andrews. - Até onde eu saiba ele queria visitar o túmulo
dos pais. Foi só o que nos contou.
- Só? - perguntou Amico. -
Ele não disse nada como o que pretndia fazer depois, não fez
nenhuma pergunta sobre o passado, o que tanto procura por aqui?
O
senhor Ryan mexeu-se, inquieto, e eu soube que era hora de agir; os
comensais já estavam ficando impacientes.
Levantei um pouco a
capa e mirei na cabeça de Greyback, enquanto ouvia o sr. Andrews
dizendo.
- E o senhor quem é?
Os três comensais se
levantaram, as varinhas em punho, mas eu e Rony fomos mais rápidos.
Meu
feitiço deixou Greyback paralisado e amarrado.
Já Rony saiu
debaixo da capa e exclamou: Expiliarmus!. A varinha de Amico foi
parar longe, eu aproveitei, e apeguei, saindo de debaixo da capa
também.
O
sr. Andrews gritou, Lucas acordou e a sra. Oliver tentava aclmá-lo,
enquanto se desesperava.
- Corram! Depressa! - berrei, quando um
jato de luz verde vinda da varinha de Aleto passou na direção de
rony e ele se desviou.
- Expiliarmus! - gritou, mas Aleto desviou
com um "protejo".
A sra. Oliver gritou, Amico tentou
agarrar sua varinha de volta, me segurando e me impedindo de lançar
feitiços.
Rony e Aleto agora duelavam; Greyback ainda estava
incosciente e amarrado. Tentei gritar mais uma vez entre os braços
de Amico:
- Sr e sra Andrews, escondam-se!
O homem ajudou sua
mulher a levantar-se, ambos apavorados, e dei uma cotovelada no
estômago de Amico, que se afastou um pouco, aproveitei e dei-lhe um
chute bem no meio das pernas. É, ter sido criado com trouxas é até
que útil em certos momentos.
Rony havia sido atingido por Aleto,
e estava no chão, tentando mas não conseguindo se levantar, um
filete de sangue escoredno de um lugar um pouco acima da sobrancelha.
Aleto ria do esforço dele, e foi durante esse momento de
divertimento que viu a família Andrews correr para um dos quartos e
ergueu a varinha... Já estava preparado. Tomando o maior cuidado
para não erra, gritei:
- Expiliarmus! - e a varinha da bruxa foi
parar aos pés de Ryan, que mesmo sem saber muito bem o que fazia, a
apanhou.
Aleto tentou ir atrás, mas os três entraram em um
cômodo da casa e se trancaram lá dentro. Ela xingou, enquanto eu
conjurava cordas que a amarrou e uma mordaça.
Já tínhamos dois
comensais presos: Aleto e Lobo. Faltava apenas Amico, que acabara de
se recuperar do meu golpe e pulara novamente em cima de mim. Ele me
derrubou. Era muito pesado, e as varinhas escaparam de minha mão.
Vi-o esticando o braço com uma expressão vitoriosa e tentei
impedí-lo enquanto o ar sumia de meus pulmões. Estava me esmagando!
Então
quando minha vista ja escurecia e meus pulmões ardiam pela falta de
ar, uma voz conhecida gritou: "Estupore" e Amico se
paralisou, rolando para o outro lado.
Respirei profundamente como
nunca havia respirado antes, dando mais valor do que sempre dei ao
oxigênio, e olhei. Rony estava de pé, apertando a barriga com uma
mão e abaixando a varinha com a outra.
Tudo
bem? - ele me perguntou.
- Tudo, obrigada - respondi amarrando
Amico também.
Ficamos alguns segundos encarando os comensais.
-
Bom - disse Rony. - Menos três.
- É - concordei - menos três.
Estou satisfeito pelo Greyback, é realmente maravilhoso termos
prendido-o.
- Precisamos avisar o ministério - lembrou Rony. -
Vão precisar prendê-los o mais depresa possível.
- É. Você
pode desaparatar enquanto eu tento acalmar o senhores Andrews?
Rony
concordou.
- Vão apagar a memória deles? - perguntou
baixinho.
- Acho que sim - respondi. - Mas vão precisar mandar
aurores para vigiar a casa. Devem ter levado um grande susto.
-
Ok, então. Dentre poucos minutos estou de volta. Boa
sorte.
Desaparatou.
Um grito ao meu lado me informou que os
Andrews já haviam saído do Cômodo e o viram desaparecer.
-
Como...? Como foi que ele...? Para onde ele foi?
Me virei para o
casal e vi que estavam pálidos, aterrorizados.
- Cadê o Lucas?
- perguntei notando a ausência do garoto.
- Consegui fazê-lo
voltar a dormir - respondeu a sra. Oliver com a voz fraquinha. Notei
que eles olhavam receosos para a minha varinha e guardei-a no
bolso.
- Desculpem por isso - murmurei encarando-os. - Desconfiei
que viriam atrá de vocês, por isso aparecemos aqui essa noite.
-
Quem são eles? - perguntou o sr. Ryan, olhando receoso para Amico e
Alento.
Suspirei.
- São seguidores do assassino de meus
pais.
Nesse momento Greyback acordou, assustando a todos, e
começou a se contorcer, tentando se desvencilhar das cordas.
-
Me tire daqui, seu garoto nojento! Juro que vou estraçalhar você
quando sair daqui, vou sim!
- Cale-se! - respondi, ríspido. -
Você vai para Azkaban agora, que é o seu lugar.
Ele riu.
-
Azkaban! Os dementadores já abandonaram a prisão, eu
fugirei!
Permaneci calado.
Estou
avisando, fedelho, me tire daqui! Senão, quando estiver livre vou
acabar com a raça de seus amiguinhos, assim como fiz com seu
ex-professorzinho, o Lupim, e o irmão de seu amiguinho.
Estava
tão enfurecido que me esqueci da presença dos Andrews e peguei
novamente a varinha.
"Levicorpus", mentalizei, e ainda
amarrado, Lobo foi preso de cabeça para baixo.
- Me tire daqui!
- ele grunhiu. - Me coloque no chão!
Olhei para os Andrews.
-
Querem que eu o coloque no chão? - perguntei.
A sra. Oliver
estava chocada demais para responder, mas o sr. Ryan dise.
- Ele
merece isso.
- ME TIRE DAQUI AGORA! ME COLOQUE NO CHÃO!
- Tá
legal - respondi.
"libera-corpus", e Greyback foi
atirado no chão com um baque ensurdecedor.
- Agora, Lobo, fique
quietinho aí. Estupefaça!
Lobo se imobilizou.
Guardei a
varinha novamente.
- Afinal de contas o quê são vcs? Como fazem
isso?
Encarei-o pensando... Até onde podia contar?
- Desculpe
- pedi negando com a cabeça - mas eu não posso contar nada. Não
se preocupem, essas pessoas não voltaram a incomodá-los. Vamos
colocar pessoas de guarda na porta da casaa de vcs, e novamente,
peço perdão por tudo.
Pensei que iriam berrar e exigir
explicações, mas eles não o fizeram.
- Como é que você sabe
que ela não vai... hãm... desaparecer igual aquele garoto? -
perguntou a sra. Oliver olhando para Aleto que se contorcia,
enquanto exclamavam azarações silenciosas.
- Essas cordas são
antiaparatação - respondi mas vi que eles não haviam entendido
nada.
Nesse momento, Rony e o ministro da magia Rufo Scrimgeour,
mas uma dúzia de funcionários do ministério da magia aparataram
naquela sala.
Rony parecia estressado, e os funcionários
anciosos.
- Não queriam acreditar em mim - murmurou ele em meu
ouvido. - Duvidaram que 2 jovens haviam pego 3 comensais da morte na
mesma noite, e entre eles Fenrir Lobo Greyback.
- Extraordinário!
- exclamou um dos aurores, examinando Lobo - É mesmo Greyback! O
lobisomem mais procurado do mundo dos bruxos! Esses garotos merecem
um prêmio!
Não
queremos nada! - exclamei - Apenas que protejam essa família. Creio
que outros voltaram para interrogá-los.
- Por que? - Rufo
Scrimgeour ergueu as sobrancelhas.
Pela segunda vez naquela noite
eu tive que pensar até onde poderia responder.
- Estão atrás
de mim - disse - Estão seguindo os meus passoas e souberam que eu
estive com eles. Agora, se puderem fazer isso eu ficarei grato.
-
Tudo bem, tudo bem... Mandaremos dois aurores, mas teremos que
alterar a memória de seus amigos.
- Ok.
Olhei para Rony, que
bocejou... Céus! Já era tarde!
- Acho melhor irmos. Ah!
Ministro?
- Sim, Potter?
- Posso perguntar o que está
guardando Azkaban?
- Trouxemos e legalizamos a presença de
dragões domesticados. Estão por toda a redondeza da prisão.
-
Oh! - fiz ao imaginar a reação de Lobo. - E então, se pudermos
ir, não vão precisar mais de nós, vão?
- Bom... creio que
não. Os comensais serão levados até Azkaban, e lá vão ficar até
o fim de suas vidas... isso eu posso garantir. Graças a Merlim!
Finalmente uma boa notícia para o ministério! Três comensais da
morte capiturados!
Me despedi dos Andrews e aparatamos na porta
da pensão.
Finalmente... deveria ser o quê? Umas quatro da
manhã? Depois de uma noite tão longa... Será que Hermione
obtivera o mesmo sucesso com Amy?
Entramos, sorrateiros, e
subimos as escadas. Contudo... encontramos com uma Ammy sorridente,
bloqueando o nosso caminho no alto.
