Capítulo treze:
Algumas mudanças
- Olá garotos! - ela
exclamou. - Tst-tst... deixa a sra. Vascony saber que estão chegando
a essa hora!
- Ainda acordada, Amy? - Harry perguntou.
- Ah,
sim. É por isso que acordo tão tarde, nunca durmo cedo! Pra ser
sinsera - Ela baixou a voz. - eu também acabei de chegar.
Harry e
Rony se entreolharam.
- Você viu Hermione por aí? - Rony
perguntou.
Amy arqueou as sobrancelhas.
- Os três mosqueteiros
se perderam, foi?
Disse isso em tom de brincadeira, por isso os
garotos não levaram a mal, apesar de não terem gostado do seu
tom.
- Nós tivemos que resolver umas coisas e ela estava muito
cansada, por isso voltou para cá.
- Ah... Entendo... Mas não, eu
não a vi. Deve estar dormindo, a porta de seu quarto está
trancada.
Harry ia pergutnar como ela sabia que a porta estava
mesmo trancada, mas resolveu permanecer calado.
- Oh! Vocês estão
machucados! - ela exclamou olhando atentamente para os garotos. -
Andaram brigando por aí?
- vou subir para ver Hermione - Rony
falou, e para surpresa de Harry, Amy não tentou impedir.
Os dois
ficaram sozinhos.
- Bom - começou Harry - Acho que eu vou para o
meu quarto. Estou cansado...
- Espere, eu tenho uns medicamentos
tiro e queda nas minhas coisas. Porque não vem comigo e eu te ajudo
a cuidar dese arranhões. Por mais cansado que esteja não vai
conseguir dormir com o rosto ardendo.
Harry fitou-a por alguns
instantes. O quê estava tramando?
- Não se preocupe, Potter, eu
não mordo - disse com um olhar do tipo: "não se você não
quiser".
- Hum... ok. - Harry respondeu. Era uma oportunidade
para dar uma boa olhada no quarto de Amy e tentar descobrir alguma
coisa.
Ela sorriu, satifeita,
- Ótimo. Que bom que você não
tem medo de mim.
- Tem algum motivo para que eu tenha medo de
você?
- É só um comentário, Potter, nada mais.
Mas Hary não
se conformou com essa resposta.
Rony
chegou até o quarto de Hermione e bateu na porta. Ninguém
respondeu.
- Hermione? - chamou baixinho, e novamente não hove
resposta.
Ele puxou o trinco, mas a porta estava trancada. Olhou
para os lados e não viu ninguém, então, tirou a varinha e
murmurou: Alohomora!.
A porta se abriu.
Rony entrou, de
mancinho e sem fazer barulho, fechou novamente a porta. Hermionee
estava deitada, de olhos fechados, provavelmente dormindo.
Tudo o
que passara naquela noite pareceu não ter mais sentido quando ele a
viu, dormindo feito um anjo.
Por um momento de loucura ele pensou... não... esse momento não foi nada mais do que um momento, Hermione suspirou, ele se tranquilizou.
Se aproximou da cama
de Hermione tentando não fazer barulho e não acordá-la. Se sentou
atrás dela e lentamente, mexeu em seus cabelos.
- Hermione -
chamou baixinho.
- Hum... - fez ela.
- Como foi lá?
- Ah...
amanhã...
Ela estaria realmente tão cansada assim?
Rony
ficou mais alguns segundos apenas observando-a, e acariciando seus
cabelos.
- Está tudo bem? - perguntou.
- Huhum...
Hermione
se virou para Rony. Era impressão dele ou ela estava diferente?
Parecia pálida... Fraca... Os olhos mal se abriam...
Eles se
encararam por alguns segundos. Hermione levantou o braço e tocou no
corte que Rony tinha a cima da sobrancelha.
- Você está
machucado...
- Tudo bem. - ele respondeu, - não foi nada.
Ela
deslizou os dedos, tocando a bochecha e os lábios do rapaz, depois
se aproximou mais.
- Acho que você está bem cansada... -
murmurou Rony. - É melhor eu deixá-la dormir...
Ele lhe deu
um beijo na testa e se preparou para se levantar.
-
Rony...
Alguma coisa na voz de Hermione o fez se assustar. Era
uma voz tão fraca...
- Hermione, tem certeza de que está bem?
-
Fica aqui...
Ele a encarou.
- Ok. Vou esperar você
dormir.
Ele voltou para a cama e ela deitou sua cabeça em seu
peito.
Rony
a abraçou.
- Você está tão estranha - murmurou, enquanto ela
se aconchegava melhor em seus braços. - Parece pálida...
- Só
estou cansada...
- Tem certeza? Não aconteceu nada que não
queira me contar?
- Cansada... só cansada...
- Então está
bem. Vou deixar você durmir.
Depois de alguns minutos Hermione pareceu ter pegado no sono, mas apesar de cansado e de ter nos braços a garota que amava, Rony não conseguiu imitá-la. Pensava...
Que coisa estranha... Mione me parece tão fraca, tão cansada... Será que ela viu algo que a chocou? E a Ammy? Não gostei do jeito dela... Aquele sorriso... Será que Mione descobriu alguma coisa sobre ela? Mas se tivesse descoberto, teria nos contado imediatamente... ou não? Bom, deixe que ela durma e descanse, amanhã ela nos contará o que quer que seja...
Entorpecido pelo gostoso e tão conhecido perfume do shampoo de Hermione, Rony acabou adormecendo.
Acordou com os primeiros raios de sol daquela
manha envadindo o quarto, delicadamente se desvencilhou de Hermione
que ainda dormia profundamente, e se levantou.
Parou à porta,
obsevando a garota dormindo. Tinha uma expressão perturbada no
rosto. Estava sonhando, ou tendo algum pesadelo? Não se conformou...
Alguma coisa estava errada! Quando ela descesse para o café ele e
Harry a encostaria na parede para conhecer cada detalhe da noite
passada!
Se voltou, deu um beijo ne teste da garota, e se retirou do quarto.
Trombou com Ammy na escada.
Harry
seguiu Ammy até o quarto dela ainda imaginando o que a garota
planejava. Quem será que era aquele homem e o que tinha feito a ela
para que ficase tão feliz? E Hermione? Será que estava tudo
bem?
Mas Harry afastou seus pensamentos da amiga quando Ammy
fechou a porta atrás dele. Se houvesse alguma coisa errada, Rony
iria ficar sabendo e lhe contaria. Agora, sua prioridade era
descobrir o máximo possível sobre Ammy, tinha que se concentrar
nela.
- Senta aí - falou ela, indicando a cama, enquanto tirava
o casaco; ainda estava vestindo a roupa da apresentação.
Notando
isso, Harry se ocupou em observar o quarto, enquanto se sentava.
Narrado Por Harry:
Não
havia nada demais ali. Os mesmos móveis que provavelmente havia em
todos os quartos, apesar de decorados diferentemente; uma única
janela... Aberta? E fotos de Ammy espalhadas por todos os cantos...
Observei que ela não era daquelas garotas com obcessão por rosa, ao
contrário. Não vi nada ali que tivesse um cm sequer dessa cor. Tudo
me passava uma imagem deprimente, vazio... Talvez por ser quase tudo
preto, até mesmo a fronha e o lençol da cama.
- Tenho
algumaspoções que vão fechar esses cortes em questão de segundos
- ela disse.
- Certo - respondi.
Parei e refleti por um
momento. Uma ficha caiu na minha cabeça.
- Espere... O que foi
que você disse que tem aí para fechar cortes?
Ela me olhou,
sorrindo.
- Poções - respondeu se aproximando de mim com um
algodão e um vidrinho fumegante. - Sim, estou vendo sua surpresa,
mas eu também sou uma bruxa, igual a você, Weasley e Granger.
Fingi
estar surpreso.
- Como soube...?
- Ora, Potter, que bruxo não
o reconheceria na primeira vez que o visse? E quando ouvisse o seu
nome, então?
Soube na hora quem era, é claro.
Simplesmente,
não gostei do seu tom.
Ela
molhou o algodão com o líquido do vidrinho e se aproximou. Era um
pocuo... hum... digamos que atirada
mesmo. Fiquei surpreso ao ver que não havia sinais de receio em suas
feições quando se encaixou entre meus joelhos e se aproximou o
suficiente para me constranger.
- Ai! Exclamei, quando um líquido
quente escorreu no meu rosto.
- Que isso, Potter, chorando por
causa de um remedinho?
- Quem está chorando? - perguntei
irritado, enquanto tentava esconder os meus olhos que marejavam.
Ammy
riu.
- Pronto, alguns cortes já estão fechados, vire-se agora
para eu passar nesses outros cortes.
Sinceramente, não sei porquê
ela me pediu para virar a cara se ela mesma a virou com sua mão!
Tentei, por tudo no mundo eu tentei não deter os olhos em seu
decote. E consegui... Por alguns segundos .
Fazendo de tudo para
me distrair com qualquer outra coisa, olhei para a janela.
-
Prontinho! - Ammy exclamou, parando de mexer em meus corte... ops...
não havia mais cortes! - Já terminei!
Mas ela não se afastou.
-
Está bem melhor assim - agradeci sem encará-la. - Obrigada.
-
Está tenso, Potter - Ammy comentou, começando a massagear os meus
ombros. Nossa! Aquilo doía!
- Eu? Tenso? Não... não estou,
não.
Foi tudo de repente: Olhei para Ammy; ela agarrou
(fortemente
por
sinal) o meu pescoço e seus lábios quentes fizeram contato com os
meus, frios nos dois sentidos da palavra. Fiquei tão surpreso que
nem me movi, e obviamente não correspondi ao beijo. Tentei
empurrá-la, mas ela foi mais rápida, e o empurrado para trás
acabou sendo eu.
- Que foi, Potter? Parece que nunca beijou uma
garota.
Fitei-a irritado. Ela agora me prendia com os joelhos nas
laterais do meu corpo e com um pouco de força eu a empurraria, mas
ainda tentava ser educado; era um cavalheiro.
- É claro que já.
E se eu quizesse beijar alguém agora iria procurá-la.
Ammy riu
com desdém.
- Mas ela está com outro agora, não é?
Não
entendi o que ela quis dizer com isso.
Contudo...
Acho que ela não faria isso para você.
E sem aviso, Ammy
começou a desabotoar as fivelinhas de sua roupa.
Aquilo estava
errado. Eu estava vivendo o momento errado com a pessoa errada. Ammy
era sim, atraente, mas eu não a desejava. Era fiel de corpo e
sentimentos à minha ruivinha... e tive que assumir para mim mesmo
que era com ela que eu gostaria de estar vivendo aquele momento.
-
Me responda, Potter, você deixa sua namorada sozinha com seu
amigo?
- Do que está falando? - perguntei surpreso.
Ammy
parou de mexer na última fivela e me encarou como se eu fosse o ser
mais burro do mundo dos bruxos.
- Estou falando de Granger e
Weasley, Potter. São tão amigos a ponto de dividirem as mesmas
garotas?
Soltei uma boa gargalhada na cara de Ammy, o que pareceu
irritá-la.
- Que disse a você que Mione era minha namorada?
-
Não é?
- Claro que não! Ela é namorada do Rony!
Ammy ficou
alguns minutos paralizada. Depois, murmurou mais para si do que para
mim:
- ... mais fácil do que eu pensava...
- O quê?
Quando
ela me olhou, se lembrando da minha presença, um movimento ao nosso
lado nos fez virar a cabeça. Era uma bela coruja carregando uma
estranha e enorme garrafa escura.
Olhei para Ammy que parecia
contente com a encomenda que acabara de chegar.
Quando me viu
encarando-a, se deitou novamente sobre mim e mordiscou o meu
pescoço. Estava, dessa vez, decidido a empurrá-la e deixar de lado
as boas maneiras, mas não foi necessário: ela se levantou
sozinha.
- Seus cortes já estão curados, Potter, pode ir
agora.
Agradecendo eternamente a existência de corujas, saí
quase correndo daquele quarto, e fui me deitar, respirando
profundamente.
Narrado por Rony:
Depois
de ter saído do quarto de Hermione e me desculpado com Ammy por ter
trombado com ela logo nas primeiras horas da manhã, fui para o
quarto, deitei-me na cama e fiquei mirando o teto.
Não consegui
organizar meus pensamentos, estava tudo confuso e embaralhado na
minha cabeça.
Os minutos foram se passando e o sol pareceu não
ser mais um recenascido, por isso pensei em acordar Harry, mas um
estampido vindo de algum lugar naquela casa pareceu fazer isso por
mim.
- Acordou, é?
- O que foi isso? - ele perguntou
esfregando os olhos.
- Provavelmente, alguém derrubou uma panela
lá na cozinha.
Harry foi se virar para o outro lado.
- Ei! -
chamei me erguendo nos cotovelos. - Não acha que já é hora de se
levantar?
Harry suspirou.
- Milagre você já estar de pé.
Não
respondi, fiquei imaginando o que pensaria se dissesse que passei a
noite ao lado de Hermione. Quero dizer, qem acreditaria que eu apenas
fiquei observando-a dormir?
Embora, quando explicasse ele entenderia...
Escutei Harry se
levantar e entrar no banheiro. Minutos depois, voltou completamente
vestido, e definitivamente, acordado.
outro estampido... Dessa
vez, me levantei de um salto. O som me fizera despertar para algo que
eu ainda não havia me tocado...
- Harry... o quê você acha da
Ammy?
- Hum... em que sentido?
- Você acha que ela é capaz de
machucar alguém?
Harry me olhou, como quem analiza o fundamento
de uma pergunta.
- Não acho que ela faz esse tipo - respondeu por
fim.
Suspirei aliviado.
- Mas...
Ergui os olhos,
angustiado.
- Não confio nela - ele completou.
Harry provavelmente não entendeu quando me viu sair correndo do quarto.
Rony! - ouvi-o chamar, vindo atrás de mim. - Onde pensa que está indo?
- Harry... tem alguma coisa estranha... - disse a ele, sem parar de andar. Chegamos a frente da porta do quarto de Hermione e me virei para olhá-lo melhor. - Hermione esta muito estranha ontem. Justamente no dia em que ela foi atrás de Ammy, e estou preocupado. Hoje de manhã trombei com Ammy e nem me toquei, mas ela estaava vindo em direção ao quarto de Hermione!
- Você acha que ela fez algo com Mione? Mas o quê?
- É o que vamos precisar descobrir - respondi, batendo na porta. - Mione? - chamei.
- Hum... - foi só o que ouvimos.
- Mione! Levanta! A gente precisa conversar!
- Ainda é cedo, Ronald!
- Cedo? - olhei para Harry. - Desde quando você se preocupa com o horário?
Não houve respota.
- Não vai levantar? - tornei a perguntar.
- Vão descendo! Eu vou tomar um banho e já vou!
- Ela não me parece tão estranha. - Harry me falou enquanto procurávamos um lugar na mesa do café da manhã.
Não respondi. A verdade era que a voz de Hermione estava bem mais firme do que ontem, masd não me contentaria enquanto não a visse e pudesse me certificar de que ela estava definitivamente normal.
Hermione desceu, e estava mais animada do que eu podia imaginar.
- Bom dia! - exclmaou se sentando ao meu lado.
- Bom dia - respondemos nos entreolhando.
- E então ? - Harry perguntou. - O que aconteceu ontem? Vai nos contar?
Bom
- começou Hermione. - Eu segui Ammy até uma construção, e vocês
não imaginam o que eu descobri.
- O quê? - perguntaram Harry e
Rony ao mesmo tempo.
- Aquele homem que estava com ela, era um
comensal da morte.
Harry se engasgou.
- Tem certeza?
Hermione
fez que sim.
- Então era mesmo o que estávamos pensando, não
é? - disse Rony. - Precisamos tomar cuidado com Ammy, então, ela
está do lado dos comensais! Eu sabia que tinha alguma coisa errada
com essa garota!
- Não! - exclamou Hermione de repente. -
Não há nada errado com Ammy! Tenho quase certeza de que ela está
agindo pela maldição IMPERIUS!
- O quê?
Rony se aprumou na
cadeira.
- É isso mesmo. Pela reação dela tenho certeza de que
lançaram a maldição imperius nela.
- Isso é sério! Se um
comensal está enfeitiçando ammy, precisamos ajudá-la!
Hermione
cancordou vagamente com a cabeça, enquanto se inclinava para pegar
a geléia ao lado de Rony.
- Oh, desculpa, Rony - ela pediu
sorridente, quando seus fartos e úmidos cabelos foram jogados na
cara dele.
- Não foi...
Mas Rony não terminou de responder,
acabara de notar uma coisa diferente.
- Que cheiro bom - disse.
-
Cheiro? - repetiu Hermione. - Que cheiro? Não estou sentindo
nada!
- Vem do seu cabelo.
- Ah! - Hermione exclamou. - É o
shampoo, acabei de tomar banho.
Harry se levantou para ir ao
banheiro.
- Já falei que adoro o seu shampoo? - Rony murmurou na
orelha dela.
Ela riu.
- Do que que é mesmo? Tuti-Fruti?
-
É chocolate! Francamente, tem diferença!
- Desculpe - o garoto
pediu envergonhado. - Mas você também nem tinha notado o cheiro!
-
Bom, é que eu já estou acostumada, não é? Meu cabelo bate com
mais frequência na minha cara do que na sua.
Rony não respondeu. Achou, e devia mesmo, estar maluco.
Quando Harry voltou do banheiro, os garotos terminaram as refeições e saíram para o jardim.
(faltando um pedaço)
-
Por falar em Ammy - começou Harry. - Vocês não a viram por aí?
-
Deve estar dormindo - falou Hermione despreocupadamente.
Mas Rony
que estava caladão já havia algum tempo, pareceu inquieto.
- Por
que? Ela não está em lugar algum?
- Não, eu não a vi.
-
Olhem ela lá! - disse Hermione apontando para um banco do
jardim.
Ammy estava sentada lá, sozinha.
- Vamos até lá? -
perguntou Rony.
- Por que? - indagou Mione, aparentemente
aborrecida.
Rony encarou-a, e Harry achou que era melhor se
afastar.
Seguiu caminho até Ammy e se sentou ao lado dela.
-
Tudo bem, Ammy?
Ammy encarou-o, sem expressão. Harry pensou...
seria constrangemento pela noite passada?
- Tudo bem - respondeu a
garota desviando o olhar.
Harry estava constrangido, por tudo o
que tinha acontecido na noite passada, e pensando no que Hermione
havia lhe falado sobre a imperius, se constrangeu ainda mais. Será
que não fora um pouco rude demais com a garota? Quer dizer, se ela
está mesmo agindo sob a maldição Imperius... coitada... não
merecia receber um tratamento assim... Abriu a boca para dizer alguma
coisa, apesar de ainda não saber o que era, mas Ammy falou na sua
frente.
- Desculpa por ontem.
- Ah.. hãm?
- ontem...
desculpa... eu estava forçando a barra...
- Ah... tudo bem -
respondeu Harry, prestando atenção no fato de Ammy parecer pálida
e com olheras... será que estava começando a regir contra a
maldição? - Tem certeza de que está bem? Você tá tão diferente
de ontem...
- Estou ótima - respondeu ela automaticamente.
Harry resolveu não insistir, e se virou para olhar Rony e Hermione, os dois pareciam discutir.
-
Porque ficou assim, Hermione?
- Assim... como?
- Quando eu
falei para irmos até Ammy. Por que você fechou a cara, parecendo
irritada?
Hermione suspirou.
- Você não acha que ganharam um
obcessão muito grande por essa garota, não?
Rony espantou-se.
-
Obsessão? Por Ammy?
Sim,
você e o Harry.
Rony olhou-a, estranhando.
- Não está com
ciúmes, está, Mione?
- E porque não estaria? - respondeu a
garota, corando.
- Ora, porque... Porque... sei lá... eu gosto
de você e não dela.
- Mas ela é uma garota bonita,
atraente...
Rony balançou a cabeça, negando.
- Pode até ser, mas ela não chama atenção em nada mais além disso.
Hermione ficou em silêncio, apenas o encarando.
-
Como assim? - perguntou baixinho.
- O corpo de Ammy é a única
coisa que chama a atenção nela. Quero dizer, eu ainda não a
conheço muito bem, mas... não fui muito com a cara dela. Sabe,
mione,o corpo não significa muito as vezes, até para nós
homens.
Hermione estava com uma expressão estranha, mas Rony não reparou.
- Se você está com ciúmes dela, saiba que não tem necessidade disso. É de você que eu gosto. Você, sim, é perfeita, em todos os sentidos.
Mione sorriu. Não era um de seus sorrisos comuns, mas um sorrisinho frio e curto.
- Bom, vamos até lá? - chamou Rony.
- Ah...
Ela hesitou.
- Vamos lá, Mione, só ver o que está havendo. Não foi você mesma quem disse que ela pode estar enfeitiçada, talvez esteja precisando de nossa ajuda.
- Hum... ok. Vamos.
Eles chegaram perto de Harry e Ammy.
- Hum... oi, Ammy. - murmurou
Rony.
A garota levantou os olhos e o encarou. Não tinha aquela
expressão de antes. Meio cínica, meio ignorante. Parecia triste.
-
Olá, Weasley.
- Oi Ammy.
- Olá Granger.
Rony olhou
para Harry, buscando uma respota para a atitude de Ammy. O garoto
apenas sacudiu os ombros, em sinal de igual incompreensão.
- Você
está bem, Ammy? - perguntou Rony.
- Vocês tiraram o dia para me
perguntar isso hoje? - falou a garota, ríspida. Agora sim, voltara a
seu estado normal. - Não posso nem ficar quieta no meu canto que
vocês já vem me incomodar? Não se metam na minha vida! Com
licença!
Ammy se retirou, batendo os pés.
Hermione riu.
-
Garotinha estressada..
- O que será que aconteceu? - perguntou
Rony.
- Sabe-se lá... - respondeu Harry. - Mas a gente precisa
fazer alguma coisa. Acho melhor deixarmos Ammy pra lá e fazermos o
que tem que ser feito, já adiamos demais por causa dela.
Hermione
arqueou as sobrancelhas.
- Do que está falando?
- Oras... -
resmungou Harry surpreso. - Temos que por em prática aquele enigma,
lembra? Precisamos correr atrás daquilo e tentar descobrir onde
está...
- Harry! - chamou Rony de repente.
- O que foi?
-
Que horas são?
Harry olhou no relógio.
- Nove e meia.
Porque?
- Nove e meia? - engasgou Hermione. - Já?
- Já.
Porque?
- Hum... não, nada.
- Vamos sair agora, pessoal? -
perguntou Rony. - Porque você não vai buscar o enigma, Mione.
Deixamos ele com você, não deixamos?
Harry abriu a boa, pronto para interromper e dizer alguma coisa, mas a um olhar de Rony ele voltou a fechá-la.
- Ah! Sim... Eu vou buscar... mas acho
que não sei onde o coloquei..
- Como? - perguntou Rony. - Você
não se lembra?
Hermione corou.
- Vou lá em cima buscar e
daqui a pouco estou de volta.
Ela entrou correndo, e Harry,
abobado, olhou para Rony.
- O que foi isso? Quem é o mais
desmemoriado, você ou ela?
- O quê? - Rony perguntou
distraído.
- Rony, vocês se esqueceram de que o enigma está
comigo?
