Capítulo Catorze:
Cai o panoRony
fez Harrry prometer que não tocaria no assunto de horcruxes na
frente de Hermione, e ainda pediu a capa de invisibilidade.
- É
só uma dúvida - disse, quando Harry perguntou o que ele estava
tramando. - Só uma dúvida que eu preciso tirar. Por favor, sei que
vc tem pressa para sair atrás das horcruxes, mas isso é
importante.
Harry, frente a essa revelação enigmática, havia
ficado tão intimidado quanto curioso, mas resolveu não perguntar
nada.
- Só mais uma coisa - Rony falou, antes de saírem do
quarto de Harry onde pegou a capa de invisibilidade. - Onde você
estava ontem quando eu fui para o quarto de Hermione?
Harry
sentiu-se corar.
- Ammy me levou até o quarto dela. Mas não se
preocupe - acrescentou vendo o olhar do amigo. - Você sabe que eu
amo a sua irmã. Ela apenas passou um remédio nos cortes, e depois
me expulsou. Ah! Revelou que era uma bruxa.
- E foi só
isso?
Harry encarou o amigo. Desde quando se sentia assim na
frente de Rony?
- Bom... ela ficou... dando
em cima de mim,
mas eu caí fora.
Rony deu uma risadinha.
- Mas se ela estava
dando em cima de você porque te expulsou do quarto?
- Chegou uma
coruja. E você não sabe como fiquei agradecido por isso.
- Uma
coruja? Trazendo uma carta? E você por acaso não viu quem era o
remetente?
- Não - respondeu Harry, prestando mais atenção ao
fato de que podia ter espionado melhor a garota, mas estava tão
preocupado em sair correndo dali que nem prestou atenção a esse
detalhe. - Mas não era uma carta, era uma garrafa.
Rony se
engasgou.
- Porque mandariam uma garrafa por correio?
Harry deu
de ombros.
- Estranho - murmurou o garoto. - Mas acho que é
melhor vc vir comigo hoje.
- A onde?
- Ao quarto de
Hermione.
Harry arregalou os olhos.
- Hãm?
- Pára de ser
besta, Harry. Vamos lá investigar.
- Invest...?
- É, é...
isso ae.
Nesse momento, alguém bateu na porta.
- Dve ser a ...
Mione. - disse Rony.
Eles abriram a porta, era mesmo Hermione, com
uma cara de frustrada.
Mas que brincadeira foi essa? - exclamou ela, entrando no quarto dos meninos. - Me fizeram de idiota porque? Eu estava lá, impaciente procurando esse bendito enigma quando me lembro de que ele não está comigo.
Rony murchou como uma rosa ao tom de Hermione.
- Desculpa, eu esqueci também.
- Podia prestar mais atenção, não é, Ronald?
Rony ficou encarando o chão.
- Bom - retomou Mione. - Vamos então?
- A onde? - perguntou Harry.
- A onde íamos, oras bolas!
- A onde íamos? Íamos para algum lugar?
Foi Rony quem perguntou, e Harry tentou não escutar. Hermione não era burra! Isso não funcionaria com ela. Não entendia o que Rony pretendia com tudo isso.
Hermione fuzilou o namorado com o olhar.
- Francamente... quando vocês se resolverem vão me chamar. Estarei no meu quarto.
- Mione...
A garota se virou.
- O que é, Ronald?
- Posso ir no seu quarto daqui a pouco te levar um negócio?
Ela
ficou curiosa.
- O que é?
- Você vai ver - respondeu ele
sorrindo.
- Bom, então tudo bem. Até mais.
Harry
olhou para Rony quando a porta se fechou.
- Não que eu queira me
meter, Rony, mas o que vc está pretendendo?
Rony tirava algo
de dentro de sua mochila.
- Harry você sabe preparar uma poção
do sono?
- É claro que sei. Não há poção mais fácil!
-
Ótimo. Prepare para mim, depois coloque nessa seringa aqui.
-
Por q...?
- Faça isso, por favor, depois eu te explico. Só não
conte para ninguém, nem para Mione, o que está fazendo e porquê.
Já volto, vou falar com Ammy.
E Rony saiu levando uma caixinha de chocolate e deixando para trás um Harry completamente confuso.
Oi
Ammy. - disse Rony ao chegar perto da garota.
Ammy olhou-o, ainda
estava pálida e com olheiras.
- Olá Weasley.
- Tá tudo bem
com vc?
Rony se sentou ao lado da garota.
- Outra vez essa
pergunta?
- Oh! Desculpe, me esqueci... é que você está meio
esquisita... Mas tudo bem, se você não quer que eu pergunte...
Aceita um chocolate com avelã?
Ammy olhou para o chocolate que o
garoto lhe oferecia, e aceitou.
- Obrigada - disse.
- Tem com
lícor também, se você prefirir.
- Não, obrigada. Sou alérgica
a lícor.
Rony sorriu, satisfeito.
- O que foi? Porque está
rindo? - perguntou a garota olhando-o desconfiado.
- Ah, por
nada... - ele respondeu depressa, desfazendo o sorriso.
- Você
que é estranho... - murmurou a garota mal humorada.
Rony não se
importou.
- Vou entrar - disse. - A gente se vê. Mas se quer um
conselho, não fique andando por aí, pode ser perigoso.
Rony saiu, deixando Ammy observando-o com uma expressão curiosa.
Quando a poção já estava pronta, Rony aplicou em todos os chocolates de lícor e subiu para o quarto de Hermione. Harry, contra a sua vontade, entrou atrás coberto pela capa de invisibilidade.
-
Ah! Olá, Ronald - exclamou Hermione abrindo a porta. - Você
demorou.
- É, estava resolvendo uns negócios aí... Trouxe para
você.
Rony estendeu a caixinha com os chocolates "recheados".
-
Ah! Obrigada. Era isso que você falou que ia me trazer?
- Sim.
São com lícor. Eu ía trazer de avelã também.
- E porque não
trouxe?
- Bem... você é alérgica, não é? Lembro-me de uma
vez que você comeu e acabou passando mal. Se lembra?
Hermione
olhou-o surpresa.
- Ah! Claro... Como ía me esquecer?! Sente-se
aí, Rony, pode ficar a vontade.
Embaixo da capa, Harry olhava tudo atentamente, sem entender, mas percebendo pela primeira vez que havia alguma coisa errada, e que estava prestes a saber exatamente o quê.
E
então? – perguntou Hermione se sentando e mordendo o
chocolate.
Rony não respondeu, apenas ficou observando ela comer
o chocolate. Quando foi repetir a pergunta, a poção fez efeito e
ela caiu no sono.
- Oh! – lamentou Rony, enquanto Harry tirava
a capa de invisibilidade. – Eu realmente odiei ter feito isso.
-
Vai me explicar agora? – perguntou Harry.
- Harry, como era
aquela garrafa que chegou ao quarto de Ammy? Você a reconheceria?
-
Era grande e escura, com detalhes coloridos. Difícil esquecer...
-
Ótimo. É mesmo a mesma que eu vi. Vamos procurar.
- O Que?
Aqui, no quarto de Mione? Você não acha que estamos no quarto
errado?
- Não, é aqui mesmo.
Os garotos começaram a
procurar. Rony ansioso e Harry, confuso. Cinco, dez, vinte,
quarenta, cinqüenta minutos procurando sem sucesso. Até que Harry,
ao tirar do lugar uma grande almofada cor-de-rosa, encontrou-a: a
garrafa com que Rony cismara tanto.
- Achei! – exclamou
vitorioso. Rony veio correndo.
- Ótimo! – exclamou sorrindo,
pegando a garrafa das mãos do amigo e destampando-ª
- Bom,
agora vamos ver...
Rony elevou a garrafa às narinas.
-
Agh!!!!!!!!
- O que foi?
- Eu sabia – ele exclamou com uma
careta, passando a garrafa para Harry que a recolheu.
Quando o
odor do que continha aquela garrafa invadiu as narinas de Harry, ele
compreendeu.
- Poção Polissuco... – murmurou.
Os dois se
viraram para olhar Hermione na cama, porém a garota que viram não
foi a castanha, mas uma morena... Ammy.
Harry
não pôde impedir que uma exclamação de surpresa saísse de sua
garganta.
- Como imaginei - murmurou Rony.
- Desde quando...?
-
Desde hoje de manhã. Você se lembra daqueles estralos? Então, era
bem cedinho quando eu saí do quarto de Hermione, e já trombei com
Ammy que vinha nessa direção. Não me toquei a princípio, mas
agora tudo faz sentido! Quando Ammy acordaria logo nas primeiras
horas da amanhã? Foi a partir dessa idéia que formulei as primeiras
hipóteses...
"Vou explicar: ontem, eu vim para o quarto de
Mione, e eu lhe disse que ela estava diferente, muito estranha, não
disse?
- Disse.
- Então... Vamos pelos fatos. Hermione foi
sozinha atrás de Amyy, e um provável comensal. Quando eu a vi ela
estava estranha, fraca. Durante esse tempo, uma garrafa chega por
correio-coruja para Ammy. Logo nas primeiras horas da manhã, eu saio
do quarto e trombo com Ammy que carregava essa mesma garrafa e vinha
nessa direção. Vou para o quarto e depois de algum tempo escuto um
estralo. Alguns minutos e mais um estralo. Fomos ver Mione, e ela já
estava conversando naturalmente, não querendo levantar cedo.
Descemos. Encontramos Ammy tão abatida quanto Hermione estava ontem,
quando eu a vi. Falamos sobre o horário e Hermione se desesperou, já
fazia quase uma hora que descemos para tomar café. Falei do enigma.
Desci para falar com a "Ammy" e ela me disse que era
alérgica a lícor. Lembrei-me de uma vez em que Hermione me contou a
mesma coisa. Agora há pouco, inverti a história trocando o lícor
or avelã, e mais uma vez, ela caiu.
- Esses são os fatos? -
perguntou Harry, pasmo. - Não consigo ver muita coisa para se tirar
daí.
- Bom, mas agora vamos sair dos fatos e entrarmos nas minhas
conclusões. Primeiro: imagino que Hermoine foi vista pelos dois,
Ammy e o comensal, e foi amaldiçoada com o Imperius para não nos
contar nada, enquanto o comensal providenciava a poção polissuco.
Não sei qual era o objetivo, talvez descobrir o que estávamos
tramando, e logo de manhã, enquanto achava que todos estavam
dormindo, veio para o quarto dela e a forçou a tomar a poção,
enquanto a maldição ainda fazia efeito. Ela já me vira acordado,
por isso, não querendo correr o risco de serem pegas saindo do mesmo
quarto, Ammy aparatou com Hermione até o seu verdadeiro quarto.
Deixou Hermione lá e se voltou para o quarto dela, já transformada
em Mione. Está acompanhando?
- Estou tentando – murmurou Harry,
as sobrancelhas franzidas devido ao esforço para compreender.
-
Ótimo. Fomos ao quarto de Mione e batemos. Ela se queixou de acordar
cedo. Quando mione faria isso sabendo que tínhamos um assunto tão
sério a tratar? Então ela desceu e algo me fez, pela primeira vez,
desconfiar que não era a Mione.
- E o que foi?
Rony corou um
pouco.
- Bom, eu conheço muito bem o cheiro do shampoo de Mione,
e hoje ela estava com um perfume diferente. O que você pensa
disso?
- Que ela havia trocado de shampoo? – arriscou Harry.
-
Sim, foi o que pensei a princípio, mas joguei no verde uma
observação, e ela caiu. Francamente, Ammy é meio burrinha.
- E
o que foi?
- Eu perguntei se era de tuti-fruti, sendo que eu sabia
que o cheiro era de chocolate, ela negou e eu pedi desculpas dizendo
que ela também não reconhecera o cheiro, mas ela me disse que
estava acostumada com o cheiro, o que era mentira, pois eu notaria se
ela tivesse usado esse shampoo outras vezes. Fiquei pensativo, então
encontramos Ammy no mesmo estado em que deixei Hermione de madrugada.
A verdadeira Ammy, que estava conosco no corpo de Hermione, não
queria que nos aproximássemos de seu corpo, a Mione, pois pensava
que ela poderia resistir a maldição e pudesse nos dar alguma pista.
Outra coisa: ela não gostou nem um pouco quando disse que Ammy não
era mais bonita que ela, e que apenas o seu corpo chamava a
atenção.
- Você disse isso? – Harry perguntou sorrindo.
Disse
– respondeu Rony despreocupado. – Ao falarmos do horário, já
fazia quase uma hora, precisava tomar a nova dose da poção. Caiu
no truque do enigma. Deve ter se desesperado quando não achou nada
que lembrasse um enigma e perguntou a Mione, que contou que ele
estava com você. Quando fui falar com Ammy foi só para comprovar.
Sabia que Hermione era alérgica a licor, e consegui comprovar isso.
Uma informação tão insignificante que nem contaria na maldição,
mas que me ajudou bastante. Subimos até aqui e ela acreditou e
confirmou uma história inexistente sobre as avelãs. Só não sei
qual foi a intenção dela com isso tudo.
- Não sabe,
Weasley?
Os garotos se sobressaltaram, nem haviam percebido, mas
Ammy havia acordado enquanto eles estavam distraídos e agora
apontava a varinha para eles.
- Tanta descoberta para nada!
Desculpa, mas eu sou forçada a fazer isso. Vocês são pessoas
interessantes, mas recebi ordens e posso morrer se não cumpri-las.
– Ammy ergueu a varinha. – Imp...
-
Expiliarmus!
A
porta se abriu e a varinha de Ammy voou longe. Hermione, pálida,
adentrava o quarto com a varinha em punho.
-
Hermione! – exclamaram os garotos.
Ainda com a varinha apontada
para Ammy, Hermione os encarou.
- Desculpem... – murmurou.
-
Tudo bem – disse Rony pegando sua varinha e tomando o lugar dela,
não que isso fosse necessário, pois já conhecendo a derrota, Ammy
se encolhera a um canto da parede. – Então, o chocolate funcionou
a combater a maldição?
- Sim, foi muito útil, obrigada. Estou
vendo que você passou a prestar atenção na aula de DCAT.
- Você
escutou nossa conclusão?
Hermione sorriu suavemente.
- Bela
conclusão. Tem certeza de que pensou em tudo isso sozinho?
Rony
corou.
- Bem... tudo se ligava ao fato de reconhecer ou não minha
namorada, não é?
Foi a vez de, mesmo pálida, Hermione corar.
-
Foi assim mesmo que tudo aconteceu? – perguntou Harry.
- Foi.
Aquele homem, queria que ela nos afastasse de alguma forma, lançou a
maldição imperius porque ela não pareceu capaz de fazê-lo, e eles
providenciaram a poção. Ela iria ficar esperando até ele
enviá-la.
Harry olhou para Ammy. A garota cobria o rosto com as
mãos e seu corpo tremia suavemente. Estava chorando. Ele entendeu o
porquê daquele episódio da noite anterior. Se estava tentando
afastá-los e pensava que mione era sua namorada, iria seduzi-lo.
Depois, como Hermione por causa da poção, seduziria Rony. Um ótimo
plano, pena que seus amigos eram tão espertos...
- Tem outra
coisa que precisam saber. Aquele homem... Não o reconheceram?
-
Não...
- Me pareceu familiar. Quem era?
- Era Nott o comensal
que estava preso.
- Nott? Mas... ninguém falou nada de sua
fuga!
Os garotos olharam para Ammy, que parara de chorar, ainda
encolhida a um canto.
- O que vamos fazer com ela? – sussurrou
Rony. – Entregá-la?
Ammy ergueu a cabeça, sem espressão, mas Harry podia jurar que seus olhos suplicavam.
Vamos deixá-la livre - disse, experimentando a reação dos amigos.
- O quê? - exclamou Rony. Hermione estava perplexa demais para dizer alguma coisa.
Ammy o encarou e Harry aproveitou para fazer o que queria. Encarou profundamente os olhos de Ammy e começou a se envolver por entre eles... viu imagens... Nott agarrado o seu braço e a forçando a enfeitiçar Hermione.
- Vá! Faça logo!
- Não posso! Serei presa...
- Se você falhar... sabe que vai morrer não sabe?
Outras imagens. Agora em outro local. Era Nott ainda quem falava.
- Então é isso. Essa é a sua missão. Se você voltar sem qualquer coisa que possa vir a ser útil, ou se eles descobrirem você,não volte para cá. O lorde a matará pelo fracasso.
Uma sensação de grande pânico sentida por Ammy naquela lembrança o invadiu, e ele caiu para trás.
- Harry o que houve?
Harry se virou correndo, buscando novamente os olhos de Ammy. Outra vez, ele perfurou-os.
Nott e Ammy entravam numa casinha de aparência abandonada; pôde até sentir o cheiro de mofo.
- É aqui?
- sim, só você e o Lorde sabem. Essa é a minha confiança por você, Ammy.
- Obrigada por confiar em mim, mas vc sabe que não vai conseguir nada com isso.
Nott riu, e naquele momento o rosto de Ammy voltou a entrar em foco, assim como Rony, Mione, e todo o quarto.
- O que foi isso? - perguntou Rony.
Mas Harry olhava apenas para a expressão amedrontada no rosto de Ammy.
- Onde ele está? - perguntou. - Onde fica este esconderijo?
Ammy recomeçou a chorar.
- Não sei do q-que est-tá falando..
Harry se aproximou de Ammy e abaixou-se. Seus olhos ficaram no mesmo nível.
- Eu vi, Ammy. Não sei se você conhece legilimência, mas eu me tornei bom nisso. Diga... Onde está? Se nos contar onde ele está, não te entregaremos e te deixaremos fugir.
- Não posso... me matariam...
- Você não tem para onde fugir? Se esconder?
- Ter eu tenho, m-mas tenho medo...
Ammy, nos conte onde ele está, assim você mostrará que podemos confiar em você. Poderemos garantir sua segurança se estiver do nosso lado.
- Se eu disser... o que farão?
- Vamos prendê-lo - respondeu Harry calmamente. - E ele nunca saberá que foi você quem nos cedeu a informação, nunca mais vai agarrá-la a força, e você estará muito mais segura.
Ammy não respondeu. Revelara, naquele momento, coisa que nunca revelara até então: medo; insegurança; desespero...
Harry se levantou, pegou um pedaço de pergaminho e uma caneta-tinteiro, e passou- os a Ammy, que após hesitar, os recolheu.
- Vocês... prometem que... não vão saber que fui eu, vão?
- Não - respondeu Harry. - Não vão saber de nada. Eu já disse. Esconderemos você.
- Obrigada - disse Ammy se levantando. - Mas não será necessário. Tenho a onde ir.
Ela entregou o papel escrito a Harry. Parecia bem mais firme agora.
- Creio que vocês vão querer esperar o resultado dessa busca atnes de me deixarem ir, não vão?
Harry assentiu levemente com a cabeça, enquanto acrescentava palavras a carta.
- Rony - chamou ele. - Você pode enviar isso pela Edwiges? É para o seu pai.
Rony pegou o pergaminho e saiu do quarto, sem fazer comentários.
O almoço já tinha se encerrado quando receberam uma resposta, dizendoo que o comensal da morte, Nott, fora capturado enaquele mesmo endereço.
- Bom - começou Ammy um pouco pálida. - Com isso, posso ir, não posso? Sei que em breve estarão atrás de mim.
- Pode - respondeu Harry hesitante. - Obrigada. Tem certeza de que não quer que a escondamos?
Ammy esboçou um sorriso infeliz.
- Já dei trabalho demais - disse. - Além disso... Tenho o lugar exato para ficar, e ... com quem quero ficar. Desculpem por tudo, e obrigada por terem confiado em mim.
Durante muito tempo, não ouviram falar de Ammy, nem sabiam... Mas ela tinha muito mais a revelar do que sua coragem lhe permitiu.
