Capítulo
nove
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Hermione ficou internada por 20 dias, apenas no 17º que já estava consciente o suficiente para se lamentar de não ter nada para fazer naquele hospital, e (em tom irônico) que adoraria continuar na vida tranquila que levara com os garotos na última semana.
Harry finalmente aceitara ficar na sede da Ordem. Decisão que foi muito bem recebida por todos. Os Weasley até se mudaram temporariamente para lá, para não deixá-lo sozinho. Lupim também morava lá, afim de ficar perto sepre que precisassem, mas era uma residência temporária também, já que nos dias de lua cheia ele sempre se retirava e vagava por outros lugares.
Gina foi embora na
primeira segunda-feira depois do acidente com Hermione. Voltaria a
Hogwarts como dissera. Os dois estavam meio afastados desde que se
encontraram, já no dia que sucedeu a ida ao hospital, ela o
encostara na parede e exigira saber o que realmente acontecera com
Hermione, onde estava o objeto almadiçoado e como o haviam
encontrado. Como Harry se negara a fornecer qualquer informação,
ela se irritou, e os dois mal se falaram durante o final de
semana.
Ele não podia contar, não porque não confiasse em Gina,
mas porque não era seguro contar. Não havia necessidade de mais
ninguém saber, pois encontraram a cura para Mione sem precisarem
examinar o objeto. Imagine... Uma horcruxe de Voldemort andando por
aí a solta, nas mãos de qualquer curandeiro e qualquer pessoa?
Dumbledore pedira que niguém ficasse sabendo sobre as horcruxes,
além dele, Mione, e Ronald. Tinha que cumprir sua palavra, e Gina
tinha que compreender.
Mas ela não compreendeu, e voltou para a
escola sem ceder as tentativas de Harry de se aproximarem e fazerem
as pazes.
Harry e Rony, no tempo em que ficaram esperando Hermione sair do hospital, sempre se reuniam a fim de decidir para onde iriam, o que fariam, qual seria o próximo passo, e etc. Visitavam Hermione todos os dias, e em quase todos eles se encontrava com Chô, apesar de apenas se cumprimentarem de longe.
Deixa
a Gina saber que vocês estão se vendo quase todos os dias -
brincou Rony quando passaram pela garota e eles trocaram um "oi",
um dia antes de mione sair do hospital. Ele andava bem mais humorado
desde que ela acordara.
- Não seja idiota - rosnou Harry. - Você
sabe que eu e a Chô não temos nada. E também sabe - acrescentou
com um olhar de censura. - o que eu sinto por sua irmã.
- Vocês
estão brigados? - perguntou Rony.
- Acho que não - respondeu
Harry. - Acho que é apenas passageiro. Mas lamentei muito que Gina
fosse até Hogwarts sem falar comigo direito. Agora só Merlim sabe
quando voltarei a vê-la.
Rony lançou-lhe um olhar significativo, que indicava não querer estar na pele do amigo.
-
Até que enfim! Visitas! - exclamou Hermione sorrindo ao vê-los
entrar.
- Olá, Hermione.
- Como é que você está?
-
Entediada - suspirou Hermione. - Juro que não tenho nada para fazer
aqui, não sei porque esperar até amanhã.
- Bom, são ordens
dos curandeiros.
Hermione deu de ombros.
- Fazer o quê, não
é? Escutem... vocês já deciram o que vamos fazer quando sair
daqui?
Significativamente, Mione e Rony olharam para Harry.
-
Ainda não sei...
Hermione se aprumou na cama.
- Olhem...
eu estava pensando... Já que é a única coisa que eu posso fazer
aqui, acho que como já havíamos combinado, precisamos seguir os
passos de Voldemort. Você tem idéia de qual objeto pode ser as
horcruxes, não tem?
- Sim... acho que precisamos ir atrás de um
objeto de Corvinal, e da Lufa-Lufa primeiro. Eu imagino que da
Lufa-Lufa seja uma taça, conforme vi nas lembranças de Dumbledore,
agora de Corvinal, não faço a mínima idéia.
- Bom... - disse
Hermione. - Eu pedi um livro para uma das assistentes... e andei
pesquisando.
Rony e Harry se entreolharam, com sorrisinhos
discretos; era bem típico de Hermione, ler até quando acabara de
passar por um choque que poderia ter causado a sua morte.
-
Imagino então que você já tenha alguma idéia?
Hermione
suspirou.
Quem
dera tivesse - murmurou. - Achei uma seleção enorme de objetos que
poderiam servir como uma Horcruxe. Fiz uma lista...
Hermione
passou aos garotos uma enorme seleção de objetos que pertenceram a
Corvinal.
- Um anel... acho que não é, Voldemort iria querer
uma seleção bem diferente para a sua coleção de Horcruxe. Essa
aqui também não é... é uma corrente com o símbolo de Corvinal
em safiras, mas voldemort já tem uma horcruxe com o símbolo de um
dos fundadores, que é o medalhão. E essa... o que é? Uma espada?
Não sei, até que pode ser... Vejamos... Uma... o que é isso?
-
Uma tiara. - respondeu Hermione. - Uma tiara criada pelas próprias
mãos de Corvinal. Foi passando por seus filhos, netos, bisnetos...
Há mais ou menos uns 20 anos foi roubada, ninguém sabe por quem ou
oquê. Está desaparecida até hoje, pelo que me parece.
- E como
foi isso? - perguntou Harry interessado.
- Bem, de acordo com o
que li, o verdadeiro decentende de Corvinal era um homem, como em
todas as outras gerações, ele passava a tiara para a esposa, que
passava ao seu filho quando este se casasse. O último decendente,
agora não me lembro o nome, passou a tiara para a sua esposa, que a
usava com bastante frequência (eles eram muito ricos). E por
incrível que pareça, esse casal não teve filhos homens. Então,
obrigatoriamente foi passado as mãos de sua filha mais velha,
apesar de contradizer toda a geração, pois o símbolo de Corvinal
teria que permanecer com um decendente que usaria sempre o seu nome,
mas no caso de uma mulher, esse nome não seria mais usado quando
ela se casasse. Foi nessa época que tudo aconteceu. Essa filha
nunca chegou a usufruir dessa tiara, pois foi roubada uma noite
antes da entrega desse "presente". A família inteira
morreu, apenas ela, por incrível que parece, continuou viva, mas
foi atingida por um feitiço irreverssível. Hoje, deve estar morta,
com certeza.
- Porque... com
certeza
?
- Bom... Ela já tinha seus 40 e poucos anos, já se passaram
20 anos. Ainda foi atingida por 1 feitiço, com a idade que deve
estar agora, não deve ter aguentado...
- Estranho... -
murmurou Harry. - Mas é uma história interessante. Quero dizer, é
claro que tem possibilidades de não ter nada a ver, mais se a peça
foi roubada dessa forma... Temos que analizar certinho. Procurarmos
o nome dessa herdeira e tentar tirar informações.
- Mas como
se...?
- Talvez a legilimência pode bastar. Vocês sabem... sou
péssimo em afastar meus sentimentos para ser um bom oclumente, mas
na legilimência eu me tornei bom. Temos que descobrir quem é, se
está viva, e onde está.
- Eu posso fazer isso - disser
Hermione. Em seguida ela suspirou. - Se eu pudesse sair daqui faria
o mais breve possível.
Harry colocou a mão no ombro da amiga.
- Não se preocupe. Você vai sair daqui em breve, esperaremos.
É urgente descobrirmos e destruirmos as horcruxes, mas nada que não
possa esperar um dia.
Bateram na porta.
- Com licença?
A
cabeça de Lupim apareceu na porta.
- Oi! - exclamou Hermione.
-
Posso entrar?
- Pode, claro!
Lumpim entrou, e cumprimentou os
garotos.
- Com tem passado, Hermione? Melhor?
- Sim... mas
queria já poder ir embora.
- Mas amanhã você vai, não vai?
-
Sim, mas... amanhã está longe...
Lupim riu.
- Passa
rapidinho. Escutem, Harry, ROny, hoje tem uma reunião da Ordem.
Gostaria que estivessem presentes. Tudo bem?
Harry e Rony se
entreolharam, surpresos pelo convite.
Ah...
claro!
- Ah, não! - lamentou Hermione. - Uma reunião da ordem e
eu não poderei ir?
Lupim lhe deu um sorriso solidário.
-
Bom, podemos tentar conjurar a sua cama até a reunião, o que você
acha?
Eles riram.
- Valeu a tentativa, professor. Me animou um
pouquinho. Afinal, amanhã quando vierem me buscar, vocês me contam
tudo.
- Hum... - murmurou Harry, com uma expressão séria. -
Lamento, Hermione, mas eu não vou poder vir te buscar.
A garota
o olhou, deseperada.
- Não?
- Sinto muito.
- É, Hermione
- concordou Rony. - Lamentamos muito, mas nem eu vou poder.
Lupim
tomou partido.
- Você não liga de ir andando, liga, Hermione?
A
garota ficou horrorizada, até que, rindo, disseram ser uma
brincadeira.
Um
pouco antes do jantar, Harry, Rony e todo o pessoal da ordem que
estava naquela casa, desceram para a reunião. Harry providenciou que
se sentasse perto de Lupim para tentar extrair alguma coisa sobre o
assunto da reunião.
- É alguma coisa muito importante,
professor?
Lupim elevou as mãos aos cabelos, pensativo.
-
Sempre que fazemos uma reunião da Ordem é importante. Mas não é
caso de morte, apenas algumas notícias.
- E quais são?
O
lobisomem o encarou, sorrindo.
- Daqui a pouco você saberá,
Harry.
Não havia argumentos, o jeito foi esperar inquieto a
chegada dos outros membros da Ordem.
- Olá, Potter. Como tem
passado? - perguntou Moody, assim que o avistou.
- Muito bem,
obrigado, senhor.
- E aí, beleza, Harry?
- Oi, Tonks. -
cumprimentou Harry ao ver os chamativos cabelos cor-de-chiclete se
aproximando deles e tomando o outro lugar ao lado de Lupim.
-
Porque essa reunião, Remo? - perguntou ela, se dirigindo ao
namorado. - Aconteceu alguma coisa?
- Não, não aconteceu nada...
ainda.
Essa reunião é justamente para decidirmos algumas coisas.
- Bom,
acho que podemos começar, Remo - disse o sr. Weasley. - Estão todos
aqui.
- A Minerva não vem? - perguntou Moody.
- Não -
respondeu o sr. Weasley. - Sabe... o movimento em Hogwarts...
-
Ah, sim..
- Bom, acho que é só nós mesmo. Em primeiro lugar,
obrigada por cederem de forma tão imediata o tempo de vocês. Em
segundo, gostaria de me aproveitar um pouco mais da colaboração de
vocês antes de dizer o real motivo dessa reunião, para que me digam
como está andando o trabalho de cada um de vocês.
- Se isso é
tão importante... - começou o sr. Weasley prontamente. - Gui me
mandou notícias ontem mesmo sobre o plano em relação com os
duendes, e ele não está obtendo sucesso. Eles estão muito
desconfiados de nós, mas tem algum bom nisso. Eles também não
estão com a mínima disposição de mudar para o lado de
Você-sabe-quem. Então estão na mesma, em cima do muro. Quanto a
mim e Molly, já recrutamos bem mais pessoas para a Ordem,
secretamente, é claro. Eles
só não vieram até essa reunião, porque eu não sabia se seria uma
boa idéia, antes de falar com você.
- Muito bem, essa é uma boa
noítícia, mais pessoas dispostas a entrar nessa luta é realmente
muito bom. - Lupim suspirou. - Sempre soube que teríamos problemas
com os duendes... Moody? Conseguiu recrutar alguns antigos amigos
seus?
- Se consegui convencer dois dos trinta com que falei
estamos bem. Alguns ainda ficaram de me dar uma resposta. Como se
pudessémos chegar em Voldemort e dizer: Será que você poderia
parar de agir um momento para esperarmos a respostas de pessoas que
não sabem se querem derrotá-lo?
Algumas pessoas se arrepiaram ao
ouvir aquele nome.
- Tonks... Como andam as supervisões?
-
Tudo bem com os Granger, tudo bem com os Dursley. Eu pensei ter visto
algumas pessoa encapuzadas na noite do aniversário de Harry, mas me
desfarcei e fui conversar com os Dursley. Aliás, Harry, acho que seu
tio desconfiou de mim outro dia, ele não pareceu ficar muito
feliz...
Harry deu uma risadinha.
- Não se preocupe, ele nunca
é muito feliz.
- Bom... As pessoas que estão andando por aí
desfarçadas e tentando se aproximar dos comensais ficaram sabendo de
muitas coisas úteis. Eu, felizmente, acho que estou tendo sucesso
com alguns dos lobisomens.
Lupim olhou para Harry sorrindo.
-
Já sabemos que foram vocês que capturam Greyback. Fico muito
contente, Harry. Muito contente mesmo. Os lobisomens parecem que
ficaram com medo dessa prisão, e estão aceitando melhor as minhas
palavras.
Harry se constrangeu um poquinho com os olhares que
todos lançaram a ele. Olhou para Rony e constatou que as orelhas do
amigo estavam furiosamente coradas.
- Bom, Remo, mais quais são
as notícias?
Lupim suspirou.
- Não são muito boas - disse.
- Em primeiro lugar, descobrimos um dos planos dos Comensais da
morte. Pretendem fazer uma "eliminação de trouxas" em
breve. Um ataque, em plena luz do dia em Londres.
Algumas pessoas
exclamaram. Harry mesmo ficou de boca aberta.
- Impossível!
-
Como...? Em plena luz do dia!!
- O que pretendem com isso?
- O
que pretendem não é difícil dizer - respondeu Lupim. - Sabemos que
eles querem nos intimidar, nós, da ordem, e o ministério também.
Querem nos apavorar. E não há maneira melhor de conseguir isso
colocando em risco a vida de pessoas inocentes e ameaçando o mundo
bruxo ao mesmo tempo.
- E o que vamos fazer? - perguntou Tonks.
-
Primeiro descobrir onde, quando, e como. E tentar impedir da melhor
forma possível.
- Você vai separar essas funções, ou...?
-
Não. Todos vão tentar descobrir alguma coisa. Esse ataque pode ser
amanhã e estamos ainda sem saber o que fazer. Por isso quero que
(sem parar o que estão fazendo) tentem descobrir o máximo que
puderem... Apenas alguns de vocês irão se dedicar inteiramente e
sem descanso a esse caso, (n/a: parece agente do FBI agora, não?
hauhauahu) E com essas pessoas falarei depois. Agora... outra
notícia, fiquei sabendo disso hoje, e com certeza anunciaram no
jornal amanhã ou depois.
Ele fez uma pausa, passando os olhos por
todos que estavam sentados ao redor da mesa de reunião. Parou
olhando para Harry, mas desviou o olhar após alguns instante.
- O
que é, Remo?
- Vocês se lembram do caso dos Malfoy?
Todos
confirmaram ou exclamaram, ansiosos pelo resto da notícia.
-
Então... aquele corpo... hãm... encontrado no rio, não era o de
Draco Malfoy.
A exclamação mais alta dessa vez foi a de Harry.
-
Hãm? Como assim? Então o que aconteceu com ele se aquele corpo
encontrado não foi o dele?
Bom, parece que ele seria castigado por não ter conseguido cumprir com as ordens de Voldemort. Acho que o Harry sabe melhor como aconteceu isso, mas parece que ele não queria realmente matar Dumbledore, e essa era a ordem de Voldemort. Mas antes, ele fugiu.
Tonks e
o Sr. Weasley, entre outros do grupo ficaram olhando perplexos para
Lupim, já Moody, soltou uma risadinha.
- Ora, Remo, como você
imagina que um garoto consiga fugir do Lorde? Não faz sentido.
Aquele corpo, não era dele, tudo bem. Mas ele está morto na
certa!
- Não é bem assim, Alastor. Temos razões para acreditar que... - Lupim olhou para Harry, um brilho significativo no olhar. - que ele fez como Tiago e Líliam. Escolheu alguém como fiel do segredo, de onde está escondido, no caso.
- Então - começou Harry - De acordo com o senhor, Malfoy está escondido em algum lugar, com medo de ser capturado, e alguém, não se sabe quem, sabe de tudo. Ou existe alguma possibilidade de já se saber quem é essa pessoa.
- Bom... o mais exato é que seja alguém de sua família, mas todos já stão mortos...
Harry não sabia dizer porque, mas quando ouviu isso alguma coisa pesada pareceu ter caído no seu estômago. Ele também não tinha família... como Draco deveria estar se sentindo como um fugitivo tanto do bem quanto do mau, e ainda por cima sozinho? Sem pais? Sem família?
Opa... peraí... Sentindo pena de Draco Malfoy? Que isso, Harry!! Faça o favor de tomar vergonha na cara!
- Belatriz, não seria... afinal, ela não seria nem louca de quebrar a fidelidade por Voldemort. Então, realmente, não existe nenhuma hipótese de quem possa ser a pessoa!
Bom,
então...
- Então não temos pistas. Isso é o que precisamos
descobrir também.
Harry não compreendia seus próprios
sentimentos. Malfoy sempre fora seu inimigo, mas quando soube de sua
morte, não podia negar que ficara chocado. E agora, Malfoy estava
vivo... Porque algo dentro dele parecia aliviado?
- Mas porque o
estão procurando? - perguntou antes que pudesse se conter. - Quero
dizer, deveriam estar atrás de Snape, ele que matou
Dumbledore.
Lupim lançou-lhe um olhar curioso.
- Você acha
que queremos encontrá-lo para enfiá-lo na prisão e deixá-lo
morrer como o próprio pai, Harry? - perguntou Lupim. - Não
queremos, Harry. Ele está fugindo, correndo perigo, podemos
trazê-lo para o nosso lado e protegê-lo, quem sabe até não
conseguimos informações sobre os comensais ou algo que venha a ser
útil. Talvez até podemos descobrir o paradeiro de Snape.
- Mas
trazê-lo para cá, Remo? - perguntou uma mulher que Harry não
conhecia. - Sinceramente, eu
não acho uma boa idéia.
- Acho que Dumbledore faria o mesmo -
disse Harry, e mais uma vez as palavras saíram antes que ele
pudesse pensar no que dizia.
TOdos se voltaram para ele, que
sentiu-se corar. Lupim era o único que mantinha uma expressão
diferente de curiosidade.
- Bom, vamos nos concentrar em obter
informações sobre seu paradeiro primeiro, depois decidiremos o que
fazer. Alguém quer dizer alguma coisa?
Depois de breves
explicações e algumas dúvidas exclarecidas, todos foram
dispensados. Harry não entrou no assunto com Rony sobre o que havia
dito na reunião. Não estava certo... Droga! Malfoy era um
comensal, deveria estar preso!
Resolveu deixar as suas dúvidas
de lado, assim que se deitou. A Ordem saberia muito bem o que
fazer...
No
dia seguinte, foram em peso até o hospital buscar Hermione.
A
garota estava muito animada para uma pessoa que tinha passado 20 dias
no hospital, mas sua alegria se devia ao fato de estar indo embora,
finalmente... pelo menos, assim pensava Harry até ela pedir para
falar com os garotos a sós.
- O que foi, Hermione? Algum assunto
importante?
- Claro que é importante - disse a garota olhando-os
como se fossem seres de outro planeta. - Eu descobri o nome da... -
Hermione olhou apreenciva para uma enfermeira que entrava no quarto,
recolhendo algumas coisas fora de seus lugares. - Da
herdeira de Ravenclaw...
Harry
também olhou para os lados, esperando a enfermeira se retirar.
-
Como você descobriu? - cochichou.
- Ah! Tenta adivinhar, Harry...
- disse Rony em tom irônico.
O sorriso não se desfez no
rosto de Hermione.
- Sim, Ronald, eu li... e achei o seu
nome...
Ela mecheu nas páginas de um dos livros que estava ali, e
leu:
- Olhem só esse nome: Elizabeth Antony Mc'cakle Colloy
Rawenclaw. É o nome de solteira.
- Uau!! - exclamaram os garotos.
- Que nome mais gigante!
- Bom - disse Harry. - Pelo menos temos o
nome. Fica mais fácil descobrir o que aconteceu com ela agora.
O
sorriso de Hermione ficou ainda maior.
- Eu já sei o que
aconteceu.
- Sabe? - Harry levantou as sobrancelhas.
- Sim! Ela
foi atingida com um feitiço super poderoso e acabou meio lelé,
sabe? Está internada aqui! No
St. Mungus!
No
St. Mungus? - repetiu Rony com a boa aberta.
- Isso. Mas acho que
teremos grande dificuldade em falar com ela. Deve ter alguém de
olho nela, apesar do tempo que já se passou, a família ainda deve
estar super preocupada.
- Que família? Não morreram todos?
-
Sim, mas ela era casada e tinha uma filha.
- Casada e tinha uma
filha?
- Exato.
- Você sabe em que andar ela está? -
perguntou Harry.
- Bom... estavam dizendo que ela foi atingida
por um feitiço irreversível. Deve estar no quarto.
- No
quarto?
- É, Rony! - concordou Hermione já enfesada.
- Acho
que a gente pode tentar... Podíamos falar com a Chô, ela trabalha
aqui, se não nos deixarem entrar podemos ir falar com ela, quem
sabe...
- A Chô? - disse Hermione. - É, é uma boa. Ela veio me
visitar esses dias.
- Chô veio te visitar esses dias? -
perguntou Rony.
- Sim. Ela está sendo legal até, perguntando
como eu estou e tal. Estranho neh..?
- Estranho... - concordou
Rony.
- Mas de qualquer forma ela pode nos ajudar. Como vamos
fazer para ir até lá? E o resto do pessoal que está aí fora?
-
Vamos subir dizendo que queremos comer alguma coisa, sei lá... É
no quarto andar mesmo?
- Isso. No quarto andar.
Então,
é só dizermos que vamos para o quinto e tentar fazer com que
niguém nos acompanhe.
- Se caso quiserem nos acompanhar, temos
que dizer que vamos aproveitar para resolver alguns assuntos...
-
Resolver alguns assuntos... - repetiu Rony.
- E é bom que
ninguém desconfie de nada - continuou Hermione.
- Desconfiar de
nada...
- Porque não é bom saberem que estamos indo atrás da
herdeira de Ravenclaw...
- saberem que estamos atrás da
herdeira...
- ...isso pode nos complicar...
- nos
compllicar...
- ... ou pode causar perguntas embaroçosas...
-
Perguntas embaraçosas...
- Não podemos nem usar desculpas como
curiosidade para Hogwarts, porque não estudamos mais lá...
-
Não estudamos mais lá...
- Então, fica decidido... Vamos
descer e procurar não comentar absolutamente nada com ninguém.
-
Nada com ninguém...
- CALA A BOCA, RONY!
