Os personagens de Bleach não me pertencem, muito menos os de Titanic.

Espero que gostem da fic.

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Rose deixa de olhar para o navio e olha para Cal, apoiando a mão em seu chapéu.

- Eu não vejo por que tanta euforia, não me parece maior do que o Mauritânia.

- Você pode ser glaser sobre qualquer coisa Rose, mas não sobre o Titanic. Tem mais 33 metros que o Mauritânia e é bem mais luxuoso. – Ela o deixa falando sozinho e então sua mãe sai do carro. – Sua filha é difícil de se impressionar, poxa.

- Então esse é o navio que não naufraga! – Exclamou a senhora caminhando.

- Ele não afunda, nem Deus conseguiria afundar esse navio.

- Ah, essa eu duvido! – Gritou Rukia, ops Rose para Cal.

- O que disse?

- Nada, disse que estou com dor de ouvido. – Tentou confundi-lo colocando a mão em um dos ouvidos.

- Que estranho!

Eles entram no navio e perto dali estavam um grupo de rapazes fazendo apostas num jogo de cartas.

- Jack, você é um doido, aposta tudo que tem. – Disse Fabrício.

- Quando não se tem nada, não se perde nada! – Disse e depois começou a tossir. – "Droga de cigarro!" – Pensou.

Todos colocaram suas apostas na mesa e assim começaram a jogar.

- "Isso é ótimo para mim, eu não sei jogar essa porcaria!" – Pensou Ichigo ao trocar uma carta com o rapaz que ao seu lado está. Colocou outra na mesa e pegou mais uma. – É hora da verdade, a vida de alguém está para mudar. – Todos mostraram suas cartas. – Dois pares, eu sinto muito Fabrício.

- Que sente? Ora, vai se danar, você apostou todo o nosso dinheiro.

- "Como ele é otário. Será que ele não percebe que isso acontece toda vez que alguém coloca a porcaria do filme para rolar?" – Pensou Ichigo. – Lamento que não vai ver sua filha de novo por muito tempo.

- Filha?

- Falei mãe, não limpou os ouvidos hoje? – Disse atrapalhado. – Por que vamos para América. – Continuou.

Eles comemoravam e os outros dois estavam tristes, até que perceberam que o navio estava para partir. Só lhe restavam cinco minutos.

- Vamos Fabrício, anda!

E os dois saíram correndo que nem uns loucos.

- Estou parecendo um idiota correndo dessa maneira, já sei que vou entrar naquela droga de navio. – Falou para si mesmo. – E se eu não entrar, eu pulo, isso não é um problema para um Shinigami.

Correndo e correndo eles conseguem entrar no navio.

- Somos os filhos da mãe de mais sorte no mundo, sabia disso? – Indagou Ichigo cumprindo sua parte no papel.

Eles foram dar adeus para as pessoas que ficavam para trás, no porto.

- Adeus! – Gritou Jack, acenando. – "Estou parecendo um retardado, ninguém me conhece" – Pensou.

- Conhece alguém?

- Claro que não, mas não me interessa. – Disse e depois voltou a acenar. – Adeus, vou sentir saudades. – "Continuava a acenar. –" Sentiria se eu não morresse nessa droga de filme" – Pensava enquanto acenava.

O leme começou a funcionar e o navio a se locomover, se via muitos acenos e gritos de ambos os lugares.

Eles começam a procurar seu quarto até que o acham e cumprimentam os colegas.

- Por que pintou o cabelo com essa cor tão chamativa, Jack? – Indagou Fabrício.

- COR CHAMATIVA? – Gritou Ichigo e então se acalmou ao lembrar de Rukia. Ele estava ali por ela e não poderia botar tudo a perder. – Ah, pintei por que essa cor me lembra as cenouras, adoro cenouras, são muito saudáveis.

- Entendi! – Disse com uma cara de quem entendeu tudo e mesmo assim não entendeu nada.

No quarto de Rose, a mesma estava arrumando os quadros.

- Este? – Indagou a empregada.

- Não, tinha uma porção de rostos. – Disse procurando. – Ah, é este aqui! – Exclamou levantando-o.

- A senhorita quer que tire todos?

- Quero! Temos que alegrar este camarote. – Disse colocando o quadro no chão. – "Impossível, só tem quadro horrível aqui, os meus desenhos são muito melhores do que esses rabiscos".– Pensou Rukia.

Em seguida chega Cal com uma taça na mão, dizendo-lhe comentários sobre os quadros.

- Qual é o nome do artista? – Perguntou a empregada.

- Alguma coisa Picasso.

- Alguma coisa Picasso? Não vai ter sucesso.

- "Você que pensa, bobalhão!" – Pensou Rukia levando outro quadro para o outro cômodo.

O capitão passou a ordem para colocarem o navio a todo vapor e assim foi feito. Jack e Fabrício foram para a proa do navio e inclinaram a cabeça para ver como o navio cortava a água, até que viram golfinhos.

- Olha, olha, olha! – Exclamou Jack, apontando. – Ta vendo, tem outro, ta vendo? – Jack sobe no corrimão e começa a gritar. – Uhuuuu.

- Eu já estou vendo a estatua da liberdade, muito pequena, é claro!

- "Ai como esse cara é um idiota" – Pensou Ichigo com gota na cabeça.

- Eu sou o rei do mundo! – Gritou soltando os braços. – "É eu que está parecendo um idiota"

Depois de algum tempo Jack estava desenhando um senhor com uma criança nos braços, escorados à beirada do navio. Era um monte de rabiscos, claro, mas ninguém saberia mesmo. Rose chega e se escora no corrimão, acima dele, fazendo-o prender toda sua atenção nela, mesmo sabendo que era Rukia.

- Ah, esquece garoto. É mais fácil você ver um monte de anjos, do que se aproximar dela. – Ele não prestou atenção, só continuou a encará-la, até que ela o viu e acenou, o que??? Acenou? – Meu Deus Jack, ela está acenando para você.

- Ai meu Senhor! – Disse batendo a mão na testa. - "Como ela é burra" – Pensou passando as mãos sobre o cabelo.

- Você o conhece? – Indagou Cal ao chegar.

Ao longe Ichigo, quero dizer, Jack via eles discutirem. E então depois, ela lhe deu uma ultima olhada e foi embora.

Continua...