Os personagens de Bleach não me pertencem, muito menos os de Titanic.

Rose estava sentada à mesa, junto com todos os demais, mas ali estava se sentindo como se tivesse no fundo de um precipício e que ninguém poderia puxá-la de lá. As conversas eram sempre as mesmas, sem conteúdo e sem vida. Cansada de tudo aquilo, ela rumou para a beira do navio, passando por todos como se fosse uma bala, que acabara de sair de um revolver.

E lá estava Jack, deitado num banco, com um cigarro na mão e olhando as estrelas.

Ela se aproximou da beirada, fixou suas mãos no corrimão e ficou pendurada do lado de fora do navio. Nessa hora Jack se aproximou.

- Não faça isso!

- Se afaste...... Não se aproxime!

- Vamos, me de sua mão. Eu puxo você de volta. – Ichigo ia se aproximando, sua mão estendida para que ela a pegasse.

- Não! Fique onde está. Eu falo sério. Eu pulo, ein?

- Que droga, Rukia. Se joga então, não to nem ligando.

- O que?

- Se você pular, eu é que não vou pular atrás. – Ele sentou no chão. – Essa água deve está fria demais, não sou louco. Quer morrer? Então pula.

- Como você pode ser tão incessível, Ichigo?

- Você que é burra, não tem ninguém aqui. De-me a sua mão e saia logo daí. – Estendeu a mão.

Rukia deu-lhe a mão, mas ao apoiar o pé para subir no corrimão, a sandália escorregou sobre o tecido, mas Ichigo a segurou.

- Você sabia que isso viria a acontecer. Como é burra.

- Nem vem, eu só assisti esse filme uma vez. – Ela segurou no corrimão. – Não se atreva em me soltar.

- Seria uma boa idéia, sabia?

- Socorro! – Gritou.

Ichigo a tirou e ambos caíram no chão. Ele por cima dela, ambos corados com a situação, até que chegaram homens lá.

- O que é isso? Afaste-se já! – Ele olhou para Jack e depois lhe virou as costas. – Agora vá chamar os seguranças.

Minutos depois Rose estava enrolada num cobertor e Jack algemado.

- Isso é totalmente inaceitável. O que o fez pensar que poderia por as mãos em minha mulher? – Cal se aproximou.

- SUA mulher? – Ele olhou para Rukia, que fazia um gesto dizendo não.

- Olhe para mim seu imundo. O que pensou que estava fazendo?

- Cal... Cal... Pare, foi um acidente!

- Foi... Um acidente?

- É... Uma estupidez. Eu estava debruçada e escorreguei. Eu inclinei meu corpo para ver a... a... a...

- A hélice?

- A hélice e escorreguei. E eu teria caído, mas o Senhor Dawson me salvou e acabou quase caindo também.

- Ah, ela queria ver a hélice.

- Como eu digo, mulher e maquina não combinam. – Disse um senhor se aproximando. – Foi assim que aconteceu? – Perguntou a Jack.

- "Mas que preconceito com o sexo feminino." – Pensou Rukia de cara feia.

- Claro, foi exatamente assim.

- Então o menino é um herói.

Cal o convidou para um jantar e quando todos estavam de costas andando em direção a Rose, Ichigo mandou um beijo que fez brotar-lhe um sorriso nos lábios.

- Algum problema, Rose?

- Ah, não, nenhum!

Em seu quarto, Rose estava limpando um espelho de mão, quando Cal chegou.

- Sei que está melancólica e não vou fingir saber por que. – Se aproximava aos poucos enquanto Rose o acompanhava pelo espelho. – Eu tinha a intenção de guardar isso até a festa de noivado na semana que vem, mas eu acho que hoje à noite... – Ele abriu a caixa e lá continha uma jóia.

- Minha nossa. – Disse colocando a mão sobre a pedra azul, em forma de coração. – "Acho que vou ficar com ela, devem pagar uma nota no mercado." – Pensou com um sorriso malicioso.

- ...É um bom momento para uma lembrança de meus sentimentos por você.

- É um...

- Diamante. – Tirou-o da caixa e colocou-o no pescoço dela. – 56 quilates para ser exato. Foi usado por Luis XVI e o chamavam de...

- O coração do oceano.

- Como sabe?

- Ah é que parece, a cor parece com a do oceano. É irresistível.

- Que estranho!

Ele continuou falando, mas ela não estava ali no momento. Pensava que ainda faltava muito para aquilo acabar, que faltava muito para o Renji ser salvo e faltava muito para conseguir dizer tudo o que queria a Ichigo e finalmente tirar uma tonelada de suas costas.

No dia seguinte:

- Sabe, agora era para estarmos falando o texto, mas eu queria lhe dizer outra coisa. – Rukia dizia a Ichigo, os dois iam andando pelo convés do navio.

- E o que seria essa coisa?

- Queria lhe avisar que vou voltar definitivamente para a Soul Society.

- O que? Você não pode!

- Por que não?

- Ah, por que... Por que... Por que não pode, oras!

- Me dê um bom motivo até o fim disso, ok? – Eles continuavam a andar. – Eu tenho mesmo que ir embora.

- Tudo bem então. – Ele olhou-a nos olhos e depois olhou para a imensidão azul. – Está na hora de olhar os desenhos.

Ela olhou os rabiscos, apenas para cumprir com o papel.

- Está na hora de me ensinar a cuspir como homem.

- Tem razão, vamos. – Os dois correram de mãos dadas para a beirada do navio. – Observe bem. – Ele se inclinou e cuspiu, mas como estava ventando, o liquido voltou contra o rosto dele.

- Ai que nojento. – Ria sem parar.

- Que merda! – Se limpou. – Isso nunca aconteceu com o Jack, isso é macumba que colocaram em mim. – Agora é sua vez.

Eles ficaram assim até que chegou a mãe de Rose acompanhada de mais duas damas.

- Mamãe, gostaria de lhe apresentar Jack Dawson.

- Encantada, é claro.

O jantar foi anunciado e Rukia se despediu:

- Nos encontramos no jantar. – E foi embora.

Continua...

Espero que gostem da fic.

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