Rose e Cal estavam sentados tomando café da manhã.
- Esperei que viesse me ver ontem à noite – disse ele.
- Estava cansada.
- Suas manifestações no convés inferior foram exaustivas?
- Vejo que mandou seu servo para me seguir. É bem típico de você.
- Nunca irá se comportar assim de novo Rose. Entende isso?
- Eu não sou um operário de suas fábricas, que possa comandar. Eu sou sua noiva!
- Sim, você é minha noiva! – Cal levantou-se e atirou a mesa com tudo no chão, gritando e batendo nas coisas. – Minha mulher na pratica, embora não seja ainda por lei, mas tem de me honrar – gritou bem próximo a ela, com as mãos nos braços da cadeira em que ela estava sentada.
"Eu tenho mesmo que aturar esse idiota me esculachar deste jeito?" – Pensou Rukia.
Ele continuou a ameaçá-la e isso a deixou com medo. Será que aconteceria algo a Ichigo?
Tempos depois ela estava no quarto com a empregada apertando seu espartilho e em seguida sua mãe entra e pede para a moça se retirar. Depois que ela saiu sua mãe começou-lhe a apertar o espartilho, cada vez mais forte.
- Isso é sempre tão apertado assim? Não consigo respirar – disse Rose.
- O que está dizendo? Você sempre as põe.
- Claro, foi uma brincadeira.
- Não quero que veja aquele rapaz, entendeu?
Rukia não respondeu.
- Rose, entendeu?
E então elas começaram a discutir, sem parar.
Algum tempo depois no convés o capitão conversava com a mãe de Rose quando chega alguém.
- Com licença Senhor, outro aviso de gelo – disse ele.
- Não se preocupem, é normal nessa época do ano. Estamos a toda velocidade, mandei acender as ultimas caldeiras.
- Você não pode, tem de diminuir! – Gritou Rose.
- Minha filha, o que está dizendo?
- Deixa para lá – e saiu.
Na parte de cima do navio Ichigo roubou um casaco e um chapéu. E enquanto Rose ia conversando sobre os botes não serem suficientes para todos que estão abordo Jack a puxa para dentro de uma sala.
- Ichigo, é impossível. Não posso me encontrar com você.
- Eu preciso falar com você.
- Não Ichigo, não. Ichigo, aqui eu sou noiva e vou me casar com o Cal e tenho medo de ele fazer algo a você.
- Eu não posso deixar você ir embora.
- Eu não vou embora, só vou cumprir o papel do filme.
- Você disse que ia embora.
- Só vou se você quiser que eu vá. Se quiser, eu fico.
- É tudo que quero – disse Ichigo colocando a mão no rosto dela, que corou imediatamente.
"Ichigo... Como eu queria lhe contar tudo que sinto" – Pensou Rukia.
Seus rostos foram se aproximando, mas ela segurou sua mão e partiu.
Ela estava sentada com outras damas, que estavam conversando sobre seu casamento, mas ela nada ouvia. Até que foi até a frente do navio e lá estava Jack.
"O que será que acontecerá agora?" – Pensa Rukia.
"Ela já deveria ter chegado" – Pensou.
- Olá, Ichigo.
Ele olhou para trás e a viu sorrir.
- Eu mudei de idéia – ela deu dois passos à frente – Me disseram que estari...
- Shhhhh – com o dedo sob os lábios – me de sua mão.
- Tem certeza? Estamos sozinhos, não precisa fazer isso – deu a mão a ele, que a puxou de leve para perto.
- Tenho. Agora feche os olhos. Anda.
Ela fechou.
Ele a conduziu.
- Suba. Segure no corrimão.
Ela segurou.
- Fique de olhos fechados, não abra.
-Não vou.
- Agora suba no corrimão.
Ela subiu, devagar.
- Segure, segure. Fique de olhos fechados.
- Você confia em mim?
- Eu confio!
Ele abriu os braços dela devagar e logo ambos ficaram no formato de uma cruz. Seus braços juntos, abertos.
- Está bem, abra os olhos – disse deixando os braços dela abertos e abraçando sua cintura, ambos corados.
Ela abriu.
- Estou voando, Ichigo.
- Você não precisa seguir as falas – abriu os braços e segurou suas mãos.
- Não estou, é o que estou sentindo.
Ele fechou os braços dela junto aos seus, abraçando-a. Ela virou, corada, e fitou os olhos dele. Ele estava mais vermelho que um tomate. Seus rostos se aproximaram lentamente até que seus lábios se tocaram. E eles deram um longo e apaixonante beijo.
Quem diria que isso viria a acontecer.
Continua...
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Gente, desculpa a demora para postar... Mas dessa vez eu termino xD
Beijoos.
