Peço imensa desculpa pela demora. Por favor ninguém me mate. Vou tentar postar aos fim de semanas. :P

Espero que gostem...


- Bella? – voltou-se novamente. Havia mais uma pergunta que lhe queria fazer – Como se chama a música?

Os seus olhos fecharam-se e as suas mãos formaram punhos. – Woods of Chaos

Bella POV

Os dias passaram, sendo todos os dias praticamente a mesma rotina. Passava as noites com os Cullen ou sozinha em minha casa, de manhã e de tarde ia para a escola onde dava as mesmas matérias que já aprendi centenas de vezes. Por isso, hoje era mais um dia como todos os outros, pelo menos assim eu pensava.

Tinha acabado de chegar ao parque de estacionamento. Chovia mais do que o costume. Ao observar as pessoas à minha volta, um velho hábito meu, vi Ângela. Quando falei com ela pela primeira vez, na minha aula de Álgebra, criei logo uma espécie de empatia. Parecia que era a única pessoa decente entre aquela centena de alunos. Levantei o braço para lhe acenar e quando estava prestes a dirigir-me para ela ouvi um som estranho, perigoso. A alguns metros de distância aproximava-se uma carrinha descontrolada e ia chocar na Ângela. Não pensei, apenas agi. Os meus instintos apoderaram-se de mim. Corri depressa demais para a percepção dos olhos humanos. Atirei-me contra ela, removendo-a do perigo. Com a mão que me sobrava agarrei na carrinha, obrigando-a a parar.

Aconteceu tudo em milésimas de segundos. Quando as pessoas que estavam no parque se aperceberam do acidente, começaram a gritar e a correr em direcção a nós.

A minha mão ainda segurava a carrinha. Quando olhei para a Ângela de modo a verificar se estava inteira vi-a a olhar incrédula para mim. Ups.

- O q…q…que é q…q…que acon… - inspirou fundo, tentando-se acalmar – aconteceu? – concluiu olhando assustada para mim

- Eu… hum… vi a carrinha a aproximar-se e tive uma descarga de adrenalina – representei o melhor que pude – é bastante comum, podes pesquisar no Google… - que estupidez, quem é que se acredita nisto!

- Es…está b…bem – pelos vistos ela acreditou-se – Muito o…obri…obrigada

Foi então que o cheiro me atingiu. Alguém tinha aberto a porta da carrinha e de lá saía um cheiro a sangue irresistível. A minha garganta começou a arder, implorando por comida. Todo o meu corpo reagiu, estava a perder o controlo. O veneno escorria pelos meus dentes afiados e prontos a perfurar a textura da pele. Já conseguia imaginar aquela garganta inocente, o pulsar da veia, enquanto eu lhe sugava a vida, a desvanecer-se.

- Bella, vem depressa. – era Edward. Ao olhar para os seus olhos pude ver o meu reflexo. Aquela não era eu, não podia ser eu. Os meus olhos estavam negros como ónix, contrastando com a palidez da minha pele. Eu tinha um olhar mortífero, perigoso.

- Tira-me daqui, por favor, não aguento mais. – ele pegou-me delicadamente ao colo e pôs-me dentro do seu carro. Durante o que me pareceu ser muito tempo, nenhum de nós abriu a boca. Eu precisava de silêncio e ele sabia disso. Conduziu, até sair-mos dos arredores de Forks. Paramos junto a um bosque, que tinha um caminho para o seu interior.

- Vem comigo – disse-me. Fui atrás dele. Corremos por entre uma imensidão de árvores, ao longe consegui ouvir o barulho de um riacho. Subitamente Edward parou, fazendo-me esbarrar contra ele.

- O que se passa?

- Shiuuu… Confia em mim. – aproximou-se por detrás de mim e tapou-me os olhos – Estou prestes a mostrar-te o meu esconderijo secreto. – desta vez começamos a andar. Por vezes, tropeçava nas rochas que estavam no caminho, ou nos meus próprios pés. Mas, ele segurava-me, amparava-me e ria-se da minha descoordenação. Seria para sempre desastrada, era inevitável. Finalmente parámos. Pássaros chilreavam no ar, o murmurar das águas estava próximo e o sol batia-me na cara. – Pronta? – acenei que sim com a cabeça. Senti as suas mãos a abandonarem o meu rosto e quando olhei fiquei sem palavras. Estava numa enorme clareira rodeada de árvores. A relva era de um verde profundo, que contrastava com o azul do riacho que a atravessava. O sol iluminava este terreno e a minha pele.

Nestes breves minutos quase me esquecera do que havia feito. Mas, a lembrança daquele cheiro e do que eu quase havia feito voltaram a perturbar-me.

- Que se passa Bella? – ele estava à minha frente. Na procura de conforto abracei-o.

- Sou um monstro. Se não fosses tu não ia conseguir conter-me. Eu não estava à espera de sentir aquele cheiro. Não me tinha preparado para isso. – apertei-o com força – Eu ia matar um inocente…

- Tu salvas-te dois inocentes, e isso é que conta. O importante é que não o atacas-te. Nada te impediu de o fazeres, nem mesmo eu.

- Eu não quero ser um monstro Edward – suspirei

- Eu também não – beijou-me levemente, puxando-me para o chão. Passamos o resto da manhã abraçados, deitados na relva a sentir o sol a aquecer-nos um pouco.

Quando o sol já estava bem no cimo, decidimos que era hora de partir. Edward deixou-me à porta de casa.

- Passo por aqui às sete? – perguntou. Porque raios passaria ele por aqui… - Não me digas que te esqueces-te do nosso encontro…- murmurou impacientemente, enquanto olhava para a minha cara de confusão

- Claro que não - respondi rápido demais – Às sete está óptimo! – ahhh sou tão despistada, esqueci-me por completo!

- Então, até já.

Tinha quatro horas para estar pronta. Ainda havia tempo. Antes de mais, precisava de caçar. O episódio de hoje havia me deixado com sede. Por sorte, encontrei um veado numa zona perto de casa. Ao regressar, tomei um banho de imersão para relaxar. Fiquei lá durante uma hora enquanto a água me descontraia os músculos.

Ao olhar para o meu armário não sabia o que vestir.

- Ahhhhh! E agora… - neste momento o meu telemóvel começou a tocar – Estou? Alice?

- Olha para cima da tua cama!

- O quê? – ao olhar vi uma caixa com um enorme laço – Mas, o que é que é isto?

- Já tinha previsto que isto ia acontecer, e nem precisei de ter uma visão…

- Alice não era preciso… Mas… devo confessar que estou eternamente grata.

- Sim, sim, eu sei. Agora despacha-te. Daqui a precisamente 23 minutos e 7 segundos, o Edward vai estar aí. Diverte-te! Beijinho

- Beiji… - ela nem me deu tempo de despedir. Já tinha desligado. Ao abrir a caixa, vi uns sapatos e um vestido azul marinho. O vestido moldava-se ao meu corpo, ficando à altura dos meus joelhos. Tinha um decote em barco que expunha os meus ombros e um cinto de missangas que delineava a minha anca. Os sapatos eram de cunha, com umas fitas em cetim, que se enrolavam à volta do meu tornozelo. Sentia-me bonita e poderosa.

Olhei para o relógio. Se a Alice estivesse certa faltavam cinco segundos para ele tocar. Cinco, quatro, três, dois, um…Já se ouvia o toque da campainha, desci as escadas com cuidado para não tropeçar. Respirei fundo e abri a porta. Fiquei paralisada a olhar para ele. Vinha simples, mas irresistível, com umas calças de ganga e uma t-shirt azul marinha justa ao corpo. Esboçei um sorriso.

- Que foi? – perguntou, segurando na minha mão

- Estamos a combinar

Olhou com atenção para mim – Talvez seja melhor não irmos a lado nenhum hoje…

- O quê? Porquê?

- Tenho receio que te esqueças de mim quando todos os homens começarem a olhar para ti – deu-me um daqueles sorrisos tortos – e eu quero-te só para mim.

- Hum, não te preocupes. Tenho o meu spray pimenta, assim posso cegá-los a todos menos a ti.

- De acordo, vamos então?

Conduziu-me para o carro. Ainda não sabia onde íamos. Bem, jantar à luz das velas não era de certeza. A viagem foi curta e quando dei por mim estávamos no cinema.

- Oh

- Não gostas Bella? Podemos ir a outro sitio. – estava desapontado

- Não é isso. Antes pelo contrário. À muito tempo que já não vinha ao cinema. Tinha saudades. Que filme vamos ver?

Acabamos por escolher uma comédia romântica. Durante o filme só me ria e imaginava como iria ser o final feliz. Adoro romance. Por vezes, Edward ficava a fitar-me, noutras segurava a minha mão. Quase no final senti a sua cabeça a encostar-se ao meu ombro.

- Não te importas? Quero sentir o teu cheiro… - murmurou de forma a que só eu o pudesse ouvir. Acenei que não e comecei a fazer-lhe festas naquele cabelo suave. – Hum, isso sabe bem…

Edward POV

A sua fragrância era doce e suave. Fazia-me lembrar uma noite de verão. Sentia a sua mão a fazer-me festas no meu cabelo. – Hum, isso sabe tão bem… - murmurei

Fiquei naquela posição até ao fim do filme e imaginava ficar assim para toda a eternidade.

- Bella, vamos para o próximo sitio?

- Ainda à mais? Claro, vamos.

Dirigi até um bar onde eu por vezes ia. Costumavam tocar lá vários artistas amadores. Por vezes, ouviam-se músicas lindas. Hoje ao que parecia era noite de Karaoke. Interessante, isso deu-me uma ideia…

Bella POV

O ar dentro do bar era abafado. Misturavam-se cheiros de álcool e suor. Toda a decoração era em madeira, fazendo imaginar um filme antigo. Todas as pessoas estavam alegres enquanto cantavam karaoke. Quer dizer, não sei se se poderia considerar karaoke. Um homenzinho que parecia ter a minha idade tocava alegremente uma música no piano enquanto que uma pessoa cantava.

- Bella, porque é que não vais cantar uma música?

- Só podes estar a gozar. Eu? Em frente a montes de pessoas a cantar? Não me parece…

- Podias fazer como especial favor a mim, aliás eu hoje salvei-te – os seus lábios estavam demasiado próximos de mim…

- Isso é chantagem emocional – suspirei, havia um brilho de vitória nos seus olhos. Ele já sabia que me tinha convencido

-Vá lá, não há nada a recear – beijou-me lentamente e encostando a minha cabeça ao seu peito com os braços ao meu redor – Eu protejo-te, comigo estás em segurança. Ninguém te atira tomates, prometo, eu não deixo.

- Estás a insinuar que eu canto mal? – agora estava irritada

- Eu não disse nada, tu é que afirmas-te isso – como é que ele se atrevia. Eu ia-lhe mostrar.

- Ai é! Segura o queixo.

Voltei-lhe as costas e dirigi-me para o palco.

- O que quer cantar menina? – perguntou-me o senhor

- Escolha a música que quiser.

(N/A. Ponham a dar "What hurts the most" de Rascal Flatts o link no youtube é .com/watch?v=qHteU_7Dkbw&feature=related ) (este link é do videoclip oficial, que eu aconselho a ver para perceberem porque é que eu pus Bella a cantar esta música, por isso tem umas partes em que falam)

Mal os primeiros acordes começaram, fiquei espantada. Esta música fazia-me sempre pensar no meu passado. Identificava-me tanto com ela. Sentia o desespero e mágoa da música como minhas. Começei a cantar. Os olhos ardiam-me, mas a minha alma, se é que eu tinha uma, infiltrava-se nas palavras que saiam da minha boca.

I can take the rain on the roof of this empty house, that don't bother me (Eu posso suportar a chuva no teto dessa casa vazia, isso não me incomoda)
I can take a few tears now and then and just let them out (Eu posso suportar algumas lágrimas de vez em quando e apenas deixá-las rolar)
I'm not afraid to cry, Every once in a while (não tenho medo de chorar de vez em quando)
even though goin on with you gone still upsets me (apesar de que continuar sem ti me chateia)
There are days (Há dias)
Every now and again I pretend I'm okay but that's not what gets me (em que eu repetidamente finjo que estou bem, mas não é isso que me incomoda)


What hurts the most, was being so close (o que mais me magoa foi ter estado tão perto)
And having so much to say ( e ter tanto para te dizer)
And watchin you walk away (e ter-te visto partir)
Never knowing, what could have been (e nunca poder saber o que poderiamos ter sido)
And not seein that lovin you (e não ter visto que amar-te)
Is what I was tryin to do (era o que eu estava a tentar fazer)

Quantas vezes eu o quis abraçar e não pude. Quantos dias eu me lembrei que não lhe disse tudo o que tinha para dizer. Só depois de perdermos quem verdadeiramente amamos, é que percebemos que afinal não aproveitamos todos os momentos que nos foram oferecidos. Quando vivemos o presente pensamos que temos todo o tempo do mundo, que o futuro está nas nossas mãos, mas não é verdade.

It's hard to deal with the pain of losing you everywhere I go (é dificil lidar com a dor de te ter perdido, em todos os lugares para onde vou)
But I'm doin it
(mas estoua lidar)
It's hard to force that smile when I see our old friends and I'm alone
( é dificil forçar aquele sorriso quando vejo os nossos velhos amigos e estou sozinha)
Still harder gettin up, gettin dressed, livin with this regret
(ainda pior é levanter-me, vestir-me, viver com todo este arrependimento) But I know if I could do it over(mas eu sei que se pudesse reviver o passado)
I would trade, give away all the words that I saved in my heart that i left unspoken (
eu trocaria, daria todas as palavras não ditas que guardei no meu coração)

(Refrão 2x)

What hurts the most, was being so close (o que mais me magoa foi ter estado tão perto)
And having so much to say ( e ter tanto para te dizer)
And watchin you walk away (e ter-te visto partir)
Never knowing, what could have been (e nunca poder saber o que poderiamos ter sido)
And not seein that lovin you (e não ter visto que amar-te)
Is what I was tryin to do (era o que eu estava a tentar fazer)

And not seein that lovin you (e não ter visto que amar-te)
Is what I was tryin to do (era o que eu estava a tentar fazer)

Deparei-me com os olhos dele, e eles sorriram para mim. A verdade é que o destino me deu uma segunda oportunidade. E tudo o que não foi dito, tudo o que não foi feito, tudo o que eu perdi, tudo o que nós não vivemos, poderia ser refeito. Desta vez… ele iria ser para sempre meu.

Sorri e senti agora mais do que nunca, que a minha felicidade sempre foi ele…


Espero que tenham visto o videoclip e posto a música é muito triste e bonito. E para quem escreve tenho a certeza que lhe dará inspiração. As reviews andam fraquinhas. Vou tentar fazer chantagem com voçês... quero pelo menos 10 reviews para voltar a postar. E quero saber opiniões, se estão a gostar ou não. Vá lá... não custa nada. Mal acabem d ler carregam no botãozinho e só demora 1 minutinho. Assim, vou ficar a morrer (sentido literal) de alegria! Vá la façam uma autora feliz :D

Bjinho gand e mais uma vez desculpem