Epílogo:
Assim a natureza dediciu
"Cinco anos depois"
Ela nunca quis realmente entrar naquele mundo. Nunca quis usar armas mortíferas, extreminar seres que podiam ser como ela, sujar-se de sangue impuro a cada nova missão. Não, Akane nunca tinha realmente pedido por isso, mas era assim que vivia nos últimos anos. Ela seguira os costumes da família Saito, ela tornara-se numa hunter melhor que a irmã mais velha, coisa que muitos acreditavam ser impossível. Ela era encarregue das missões mais perigosas e arriscadas e, mesmo sendo a mais nova hunter da associação, ela era olhada com respeito por todos os outros membros, mesmo o presidente.
Akane tinha conseguido um tratado de paz com os vampiros. Corria o rumor que isso se devia ao facto dela ter uma relação inexplicável com Kaname Kuran, mas nunca nada fora confirmado. Existia sempre uma aura de mistério sombrio em volta da mulher que, logo depois de ter deixado a Academia Cross, se havia tornado numa pessoa diferente.
Ela entrou pela sede da associação de hunters de rompante. Estava coberta de sangue, tinha duas feridas no rosto, arranhões profundos, e parecia mais irritada que nunca. Os hunters presentes olharam-na na sua passagem, mas não se intrometeram no seu caminho. Ela subiu as escadas de dois andares e atravessou um corredor escuro antes de abrir as portas de uma sala com um estrondo.
Entrou, batendo com a porta atrás de si e encarando a escuridão que ali se encontrava. Parou, respirando com rapidez, podendo ouvir o seu ritmo cardíaco em pleno silêncio. Olhou em volta, vendo os contornos da mobília perfeitamente definidos e não se assustou ao ser subitamente prensada contra a parede por um corpo agressivo.
Ela abriu um enorme sorriso perverso ao sentir o calor do corpo dele contra o seu, as suas mãos sobre os seus pulsos, apertando com força demais, os olhos vermelhos fixos nos seus, na mesma tonalidade de cor. Sentiu os lábios dele sobre o seu pescoço, roçando a pele lentamente, a sua língua provando a sua essência. Akane deixou escapar um leve gemido ao sentir as presas perfurarem a carne e o seu sangue a fluir directamente para a boca do seu atacante.
Gargalhou baixinho perante a urgência do vampiro e a sua gargalhada apenas aumentou quando os olhos dele se voltaram a fixar nos seus com demasiada intensidade. Ele levantou-se, ainda com as mãos nos pulsos dela, um sorriso maldoso começava a aparecer no canto dos seus lábios manchados de sangue.
- É perverso o teu gosto por me deixares assim, louco de fome, por tanto tempo - murmurou ele, a voz demasiado fria, os olhos demasiado em chamas.
- Foste tu quem me enviou em missão - sussurrou ela, mordendo o lábio inferior. - Não sei porque te queixas.
- Akane - rosnou ele, avançando o rosto para ela, mas a resposta que obteve foram os lábios da ruiva sobre os seus.
Ela beijou-o com intensidade, como se não o fizesse há demasiado tempo. Os lábios moviam-se em pleno sincronismo e as línguas envolviam-se de forma carinhosamente selvagem. Sentiam saudades, uma saudade desesperante de estarem um com o outro, de serem um dos outro. Akane soltou os pulsos das mãos dele e levou as suas mesmas mãos aos cabelos do homem que beijava.
- Vamos para casa - sussurrou ela, olhando nos olhos cinza do homem à sua frente. - Estive demasiado tempo fora para desperdiçar os próximos dias aqui.
- Para a minha casa ou para a tua? - perguntou ele, deixando uma pontada de sorriso malicioso aparecer no canto dos seus lábios.
- Para a nossa casa, Zero - respondeu a ruiva, levantando a mão esquerda, onde um fino anel de platina brilhava no dedo anelar.
- Para nossa casa - repetiu ele, sorrindo abertamente antes de voltar a colar os lábios aos dela.
N.A.: E Acabou.
Agradecimentos a todos os que seguiram, leram, deixaram review e me obrigaram a terminar a fic.
R.E.V.I.E.W. please
Just
