OOOOOOOOOOOOI pessoal. XD primeiramente, muito obrigada a quem mandou review e aos que foram good-sport e decidiram acompanhar a fic mesmo não tendo sido aceitos... fiquei bem feliz ^^ obrigada a todos. Segundamente, gostaria de dizer que OVIAMENTE nem os personagens de Bleach nem o enredo de Ouran são meus, mas acho que isso já é um pouco óbvio. --'
Terceiramente (?), é importante acrescentar que o uniforme feminino não é aquela cortina, ops, aquele vestido amarelo feio do anime/manga. E sim, uma versão adaptada do uniforme masculino, com terninho, laço no lugar da gravata, saia, etc. Acho que dá pra imaginar mais ou menos, né?
Enfim... é isso, primeiro capítulo on *-* espero que vocês gostem e lembrem-se, sempre, que qualquer sugestão é válida! ^^/ E se algum dos personagens estiver fora de contexto, por favor, me avisem. --' Eu vou dar espaço a todos eles, sim?
mais uma vez, parabéns a todos, muito obrigada por participarem!
divirtam-se!
Beijomeliguem! XD (e mandem reviews, é claro.. LOL)
PS: Kira, não se preocupe, você não vai ter que vir me bater DDD: HAIEUHAOEIUAHAIOUH
– WAAAAA, como é bom estar de volta!
– Será que você podia gritar menos, toosama? – Ishida olhou torto para Ichigo, que jogava as mãos para o ar com um ar totalmente alegre. Era o primeiro dia de aulas após as férias de verão, as quais, por sinal, boa parte do clube passou na praia particular da família de Byakuya. Os únicos que não compareceram foram Renji, uma vez que o ruivo viajou com a família, e Ulquiorra, que nunca foi muito fã do sol, mesmo.
– Mas eu estou tão feliz que mal posso me conter. E mal posso esperar pra reabrir o clube. Aliás, alguém viu minha imouto por aí?
– Acabamos de chegar! Ela com certeza deve ter passado as férias com o pai ou algo assim, logo ela aparece por aí. – Renji fez um sinal de pouco caso com a mão e o líder olhou feio para ele, aparentemente descontente com a resposta. Nada mais justo, já que queria Harashime por perto em pouco tempo. Mas ele tinha razão; ela logo ia chegar.
– Mas agora falando sério, e a respeito da nossa festa?!
– Festa, logo de cara, toosama? – Shuuhei saltou na direção de Ichigo, passando o braço pelo ombro dele e o abraçando, num tom meramente fraterno. – E quais suas ideias?
– Acho que devíamos pensar em abrir o clube antes de uma festa. – A voz grave de Byakuya fez-se ouvir de repente, fazendo Hisagi e Renji sentirem um calafrio terrível. – Não acha irresponsabilidade começar desse jeito?
– Bom, por isso você existe, Byakuya. Pra cuidar desse tipo de coisa. E eu, pra promover o clube! – Ichigo mexeu nos cabelos alaranjados e o Kuchiki ergueu profundamente uma das sobrancelhas, aborrecido com a resposta recebida. Ele detestava como Ichigo era irresponsável com os assuntos financeiros do clube; pelo menos Ishida era mais compreensivo nesse aspecto e concordava com Byakuya, assim como fez naquele exato momento. Ou pelo menos tentou.
– Ele tem raz—
– Ei! – Grimmjow virou-se rapidamente depois de dar uma trombada brusca em uma garota loira. – Olha por onde anda!
– Você que tava no meu caminho, idiota. – Ela respondeu, rude, fazendo os olhos de todos os anfitriões arregalarem-se. Aquela menina era novata, só podia; quer dizer, para tratar Grimmjow daquele jeito... O rapaz torceu o rosto numa expressão totalmente irritada quando ela afastou-se e ainda ficou acompanhando-a com os olhos um tempo.
– Quem é essa garota?
– E eu lá sei? – Shuuhei fez um gesto de pouco caso com a mão e deu um sorriso logo em seguida. – Mas era bonita, hein?! – Completou, dando uma cotovelada nas costelas de Grimmjow, que fez um gesto mal-educado com a mão para que o amigo se afastasse.
– Hiro-chan! – Renji exclamou de repente ao ver seu amigo vindo do outro lado do corredor. Toshihiro ergueu os olhos, que estavam coincidentemente pregados num livro. Ele estava lendo e andando ao mesmo tempo, pois é; mas enfim, Renji adiantou-se à frente dos demais anfitriões e foi na direção do moreno, com um largo sorriso no rosto.
– Oi, Renji, como foram suas férias? – A pergunta do rapaz fez com que o Abarai mudasse a direção de sua caminhada. Poucos passos seguiram-se adiante, uma vez que Ulquiorra pegou bruscamente num dos braços de Renji e o puxou enquanto o ruivo respondia.
– Você tem coisas mais importantes a fazer agora, Renji.
– Eeehh? – Ele olhou para Toshihiro, que revirou os olhos e acenou para o amigo, continuando seu rumo. Se não suportava o Host Club, não ia mudar agora. Renji suspirou e ergueu os ombros, pedindo desculpas a Toshi, e seguiu seu caminho com os amigos. – Você podia ser menos assustador, Ulquiorra. – Comentou o rapaz, brevemente, recebendo um olhar mortal do amigo. – Esquece.
– Parem de discutir besteiras, eu ainda quero saber da minha festa! – Ichigo abriu, então, a porta da sala de música e inspirou fundo o ar do local. – Que saudade! – Ele adiantou-se rapidamente lá para dentro, sendo seguido pelos demais, que se acomodavam nos sofás a fim de conversar. Quando todos estavam acomodados, Ichigo sentou numa das poltronas e Byakuya se manteve de pé ao lado dele. Já Ishida, sentou no braço do móvel.
Depois ele não quer que pensem que tem um caso com o toosama.
– Muito bem, alguém tem alguma sugestão?
– Eu tenho uma dúvida. – Renji fez-se ouvir, erguendo de leve a mão. – Vamos convidar a escola inteira, ou só quem participa do clube?
– Obviamente só quem participa do clube. – Só então Hitsugaya manifestou-se. Ele tinha aquele tamanho todo, mas sua voz era áspera, coisa que não fazia muito sentido. Os anfitriões olharam para ele e Shuuhei franziu de leve as sobrancelhas.
– Se vocês pensassem um pouco mais, iam perceber que uma festa pra todo mundo é chamar mais pessoas pra entrarem no clube. – O rapaz fez um gesto educado com a mão, como se estivesse esperando que alguém passasse à sua frente diante de uma porta. Hisagi era extremamente educado, só se perdia de vez em quando.
Ichigo fez um gesto de obviedade com as mãos, concordando imediatamente. – Muito bem pensado, Shuuhei. Anota isso aí, Byakuya! E vamos abrir o clube logo hoje, nossos clientes estão desesperados por amor, eu sinto.
– Claro que sente – resmungou Grimmjow amargamente, levantando de onde estava. Ele odiava participar dessas reuniões, e ainda estava muito irritado por causa daquela trombada.
– Não vá embora Grimmjow, ainda temos o que conversar.
– Já fui. – Desdenhou o rapaz com a mão, tomando seu rumo para o outro lado da sala, onde ficavam os pufes. Ishida revirou os olhos observando-o jogar-se ali e ignorá-lo. Que idiota. Tudo bem; Ichigo bateu palmas uma vez para chamar a atenção dos demais e deu um suave sorriso.
– Muito bem, agora esperaremos a imouto e podemos começar a funcionar.
Poucos instantes depois, Harashime empurrava a porta do salão de música e caminhava silenciosamente na direção deles. A poltrona de Ichigo ficava virada de frente para a porta e, portanto, ele a viu chegar. Imediatamente pôs-se de pé e caminhou, feliz, na direção dela. – Imouto, que saudades! – Ele abriu os braços a fim de receber um abraço, mas Harashime desviou com um ou dois passos a mais em sua caminhada.
– Oi, Ichigo.
A expressão do rapaz mudou de feliz para melancólica em questão de segundos. – Por que você me trata assim, imouto? – Ele alongou a última palavra, num tom extremamente manhoso.
– Porque não estou interessada! – A garota moveu as mãos bruscamente e caminhou na direção dos outros meninos. Ela os cumprimentou com um sorriso simpático e se acomodou ao lado de Shuuhei, que imediatamente passou os braços pela cintura dela.
– Você fica cada vez mais linda, Hime-chan. – Ele curvou de leve as costas a fim de dar um beijo no rosto de Harashime; Hisagi e alguns dos outros garotos tinham o costume de chamá-la assim por ser a única menina do grupo, e os que acreditavam que Ichigo gostava dela, falavam simplesmente para combinar com o tipo príncipe. Falando nele, em poucos instantes, Ichigo o segurava pelos cabelos (sim, pelos cabelos) e afastava a cabeça dele da dela.
– Fique longe da minha irmãzinha, seu tarado.
– Por que tarado? Ele só está sendo gentil...
– Eu também fui gentil e você me ignorou totalmente!
Hisagi deu um sorriso e quando Ichigo o soltou, suas mãos subiram aos cabelos escuros a fim de arrumá-los. Harashime persistiu em ignorar o líder, que quando sentiu a aproximação de Ishida e o toque do rapaz em seu ombro, decidiu suspirar derrotado. – Certo... Muito bem, nossa festa será aberta para todos, então?
– Aparentemente sim. O Hisagi-san tem razão, poderá interessar mais pessoas a virarem nossos clientes...
– Já falei pra parar de me chamar assim, Byakuya! É tão formal.
– Já falei pra parar de me chamar de Byakuya, Hisagi-san. – Repreendeu o maior com uma voz amarga, novamente fazendo Shuuhei sentir um calafrio. – Muito bem... Acho que já, depois das aulas, podemos abrir.
E exatamente após isso, o Host Club estava aberto aos seus queridos clientes. Não demorou muito para que uma grande quantidade de alunos estivesse lá dentro, cada cerca de três com um dos anfitriões. Byakuya estava sentado elegantemente entre duas garotas, que estavam um tanto curvadas para frente a fim de olhá-lo melhor. Ele ficava sutilmente concentrado em algumas anotações enquanto trocava algumas palavras com as meninas.
– Shuuheeeei! – A voz de Miwa fez-se ouvir de repente, ao passo que a garota entrava porta adentro. Ela moveu suavemente os cabelos negros ao parar no meio do caminho, uma vez que Hisagi levantou-se para ir recebê-la. Não que isso tenha sido bom aos olhos das clientes que já estavam com ele, mas bem, seria apenas um segundinho. – Vim tomar meu café da manhã aqui! – Assim que chegou perto da garota, Shuuhei abriu os braços e a pegou pela cintura, erguendo-a do chão. Miwa riu alto e segurou-se nos ombros dele.
– É sempre bom ver você, Miwa-chan. Venha. – Ele estendeu a mão num gesto suave para ela, que passou os dedos pelos dele e o seguiu até onde estavam as outras meninas. Dentre elas, estava Mitsuka, que de qualquer forma, abriu um sorriso simpático para a nova companhia. Na verdade, Mitsu não ligava muito para os demais clientes de Hisagi, uma vez que tinha consciência das coisas.
– Oi, Miwa-san. – Ela cumprimentou acenando de leve e Miwa jogou-se ao lado da garota.
– Oi Mitsuka-san! Você não resistiu a vir dar uma olhadinha no clube, né? – Ela sorriu, olhando em volta, a fim de encontrar Hitsugaya em algum canto.
– Bom, como eu poderia resistir à companhia do Shuuhei-kun?
– Tudo bem, meninas... – A voz de Hisagi fez-se ouvir na conversa das duas. – Sempre tem Hisagi para todos.
Ele arrancou uma risada das duas – e só, já que as outras duas meninas que estavam ali não foram tão receptivas –, mas Miwa manteve o olhar curioso até que encontrou seu Shirou-chan na companhia de um garoto e uma garota, que conversavam animadamente com ele. Os olhos azuis do pequeno estavam ligeiramente aborrecidos, mas ele respondia tudo com precisão enquanto tomava seu chá. A morena encolheu de leve os ombros e com uma mão, mexeu na outra, tateando de leve a luva de dedos rendada. Ela queria falar com ele, droga!
– Você é muito legal, Harashime-kun. – Ayaka mexeu-se no sofá, batucando os dedos insistentemente enquanto olhava a garota servir o chá. Claro que ninguém sabia que Harashime é uma garota, mas vou me referir a ela assim. – Que bom que te escolhi hoje! Os outros estão tão requisitados e eu realmente preciso de uma conversa agora.
– Sem problemas, Aya-chan. Não quer me contar por que não trouxe sua bola de basquete hoje?
– Ah é! É que como eu trouxe nas malas de volta da viagem, e nem dormi hoje, não tive tempo de pegar. Muito triste.
– Você não dormiu? Não está cansada?
– Eu?! – Ayaka riu, divertida, curvando-se um pouco para pegar a xícara de chá. – Eu não fico cansada tão facilmente, e cochilei na viagem. Tô ótima! – A garota afastou os cabelos rosados antes de beber um longo gole do chá. Assim que o fez, pousou a louça novamente no pires e virou-se para Harashime. – Onde está o Kuchiki-san?
– Está ali. – A anfitriã o indicou com a cabeça e crispou de leve os lábios quando os olhos de Byakuya ergueram-se na direção das duas. Os olhos escuros dele saíram da direção da colega e pararam em Ayaka, que acenou para o rapaz, um largo sorriso no rosto. Ele apenas moveu de leve a cabeça e voltou sua "atenção" para as pessoas ao seu redor.
– Um dia eu ainda vou fazer ele rir, Harashime-kun, pode esperar.
– Espero que sim. – Respondeu a garota com uma expressão derrotada.
Do outro lado da sala, Grimmjow ainda não havia se mexido dos pufes onde se jogara antes, mas agora havia duas garotas em volta dele. O corpo do rapaz estava estirado no pufe, e ele apoiava a cabeça com as mãos. – Por acaso alguma de vocês conhece uma garota assim, com um cabelo loiro repicado, que usa óculos?
– Tem tantas garotas assim, Grimmjow-san. – A garota deu de ombros e o garoto olhou para ela como se fosse uma completa idiota.
– Ela tem olhos verdes...
– Ah! Não é a Shirogane-san? – A outra ergueu a mão como se tivesse uma epifania, fazendo Grimmjow se erguer suavemente no pufe, a fim de olhar melhor para ela. Contente com a atenção (mesmo que fosse às avessas, afinal, o assunto era sobre outra garota), a menina se ajeitou no pufe e sorriu. – Ela é nova, entrou esse ano porque foi transferida. É uma que tem uma cara de... Sei lá... Ruim, assim? – O rapaz assentiu. – Então. Meus pais conhecem os dela e disseram que ela não é uma boa companhia.
– Por quê?!
– Ela é, assim, como posso dizer... Uma encrenqueira?
– Não acha isso um exagero, não? – A outra garota interrompeu o assunto, revirando de leve os olhos. – Se ela for uma encrenqueira, vai ser expulsa em dois dias.
– Tudo bem, mas ela vive arranjando briga!
– Hum... – Grimmjow resmungou com o último comentário, pensando no óbvio: só podia ser ela. – Shirogane o quê?
– Mariko-san.
– Ah... – Ele assentiu de leve com a cabeça e caiu novamente no pufe, ajeitando os largos ombros a fim de ficar mais confortável. As duas garotas suspiraram profundamente, quase em uníssono.
– Tudo bem, Ulquiorra? – Ichigo aproximou-se do rapaz, que estava parado num dos lados da sala e nenhum de seus aventureiros clientes estavam presentes naquele momento. O pálido rapaz virou o rosto para o líder do clube, piscando os olhos calmamente.
– Não podia estar melhor, toosama.
– Bem, já que você tá aí sem fazer nada, que tal ir buscar mais uns doces? Os bolos estão acabando, e eu sinto que vamos ter mais clientes hoje. – O rapaz sorriu para o amigo e tocou no ombro dele de forma extremamente paternal, mesmo. Ulquiorra o encarou, desanimado, e desvencilhou-se do toque, a fim de caminhar para longe do salão e ir atrás dos doces.
Ótimo, agora ele virou garoto de entregas. Seu humor já não estava muito bom, só tinha piorado.
Ichigo, em seguida, aproximou-se de Ishida e o abraçou por trás de repente; como o garoto estava sentado, a cena não foi tão bizarra, mas fez as pessoas que acompanhavam o moreno se arrepiarem. Eles eram uma das atrações principais do clube quando estavam juntos. – Uryuu! Você está tão rodeado hoje, hein? Vou acabar ficando com ciúme...
Ishida sentiu o rosto todo ferver, e encolheu de leve os ombros ao passo que ajeitava os óculos no rosto. – É, é... Acho que sim, toosama... – Ele respondeu de qualquer jeito; Ichigo ergueu-se e passou a mão pelos cabelos do garoto, piscando um dos olhos para os clientes de Uryuu, que soltaram um longo suspiro.
– Não esqueça de contar para todos os nossos clientes da nossa festa no fim de semana, sim? – O rapaz fez um gesto mandão com o dedo na direção de Ishida, que assentiu calmamente; nem haveria necessidade, uma vez que Ichigo havia feito isso por ele, mas Uryuu entendeu perfeitamente o que ele quis fazer.
Voltando às suas adoradas clientes, o príncipe chegou suavemente perto das garotas e curvou-se diante de uma delas, estendendo a mão num gesto extremamente polido. – Como você está linda hoje, eu não consigo deixar de olhar para você... – Ele a olhou nos olhos e a menina sorriu, as bochechas corando levemente. Bem, havia uma diferença entre as clientes ciumentas de Ichigo e as que achavam tudo o que ele fazia um sonho, sendo bem conscientes de que ele era somente um anfitrião, não suas propriedades. As ciumentas eram um problema, as outras estavam ali para admirá-lo. – Deixe-me sentar aqui e prometo ficar agora. – Completou em seguida, acomodando-se no sofá ao lado da mesma garota com quem havia falado segundos antes.
– Aí eu marquei um gol tão bonito que se fosse filme, seria o clímax! – Um dos rapazes que estavam com Renji falava animadamente a respeito de um jogo de futebol nas férias, e o ruivo ouvia tudo atentamente. Ele se interessava de verdade, não só fingia, o que era muito bom para ele. – Devia ter filmado. – Completou o garoto, erguendo as mãos de forma arrependida.
– Você joga bem, então. – Renji moveu de leve a cabeça, soando impressionado. – Eu até jogo bem também, mas sou um desastre como artilheiro, sabe? Prefiro ser zagueiro. – Explicou o ruivo com um gesticular empolgado das mãos. Bem, ele não defendia só o gol, mas Hiro-chan também. Por vezes Renji queria que ele participasse do clube, assim podiam passar mais tempo juntos, mas enfim... Não dava pra mudar a opinião do amigo agora.
Longe dali, perto da enorme e farta cozinha do colégio, Ulquiorra caminhava a passos calmos para ir buscar os bolos pedidos por Ichigo. Geralmente eles eram responsabilidade de Uryuu, mas enfim... Tudo bem. Ele deu uns passos e quando estava chegando perto, Nilla estava passando e assim que o viu, parou para cumprimentá-lo. – Oi, Ulquiorra-san. – A garota deu um sorriso fraco e cruzou os braços.
– Olá, Suguiyama-san. – Os olhos verdes do rapaz a perfuraram e Nilla mexeu de leve os ombros, parecendo um pouco desconfortável. – O que faz aqui?
– Ah, eu estava indo pra biblioteca...
– Sei.
– Hum, e você?
– Vim buscar bolos. – Ele respondeu num tom totalmente desagradável e Vanilla pensou que ele só podia estar lá porque foi obrigado. Ichigo deve tê-lo obrigado a ir ali. Os olhos de Ulquiorra também diziam que ele pensava naquilo tudo como uma grande piada de mau gosto.
– Sei... Posso te acompanhar?
O rapaz deu de ombros e voltou a caminhar, tendo agora a companhia de Nilla, que respirou fundo e rapidamente antes de começar a dar seus passos ao lado dele. Era normal ficar assim ao lado de Ulquiorra – por vezes, ela sentia que ele sugava boa parte do ar à volta e ela fica um pouco pressionada perto do moreno, mas queria estar perto dele mesmo assim. E assim o faria.
Os dois cruzaram, no caminho, com a mesma garota que havia trombado em Grimmjow pela manhã; Ulquiorra a reconheceu, mas não falou nada, até porque não havia o que falar. Seguiu seu caminho na direção oposta.
Mariko caminhava na direção da biblioteca a fim de conhecer melhor a escola, uma vez que não sabia de nada ali e francamente, não esperava que ninguém fizesse um tour com ela. O mesmo rumo seguido por ela era feito por Virgil, mas tomando outro caminho. Eles se cruzaram na porta de entrada da enorme biblioteca e, educadamente, o rapaz deixou que ela passasse antes.
Riiko seguiu seu caminho, mas Virgil interessou-se, repentinamente, por aquela cara azeda e caminhou sutilmente até que se sentou na mesma mesa que a loira sentou. – Você quer alguma coisa? – Ela perguntou quando ele acomodou-se na cadeira.
– Não, na verdade, não.
Ela franziu a testa, observando-o e de repente, o rapaz mexeu a cabeça para afastar um pouco a franja do rosto e mostrou, aparentemente sem querer, o par de olhos coloridos dele; um de cada cor... Exótico. Legal, na verdade. Riiko achava as coisas diferentes interessantes. Bem, ela pôs a mochila em cima da mesa, vasculhou atrás de alguma coisa para ler e Virgil lia um de seus inseparáveis mangas. A capa fez as sobrancelhas da garota franzirem. – O que é isso?
– Oi?
– Isso.
– É um manga.
– Sério?!
– Pois é... – Virgil ignorou a ironia e baixou o objeto, virando-o para que ela olhasse as páginas que ele lia. Riiko curvou-se um tanto na cadeira e leu rapidamente os textos, olhando as imagens e suas sobrancelhas relaxaram na expressão. – Higurashi no Naku Koro ni.
– Parece interessante.
– Hum... Quem é você?
– Shirogane Mariko. – Ela fez um V rapidamente com os dedos ao lado do rosto, baixando as mãos novamente para procurar seu próprio manga de Elfen Lied na bolsa.
– Eu sou o Virgil Lambdadelta.
A loira ergueu os olhos e o encarou com uma expressão estranha, obviamente achando o nome do rapaz muito bizarro. – Você é estrangeiro.
– Sim. – Ele deu um sorriso suave e baixou os olhos novamente para o manga.
– Escuta, por acaso você sabe me dizer que tipo de clubes tem por aqui?
– Ah, bem, tem os dos esportes, de música, leitura... E o dos anfitriões. – Ele moveu de leve as mãos, pensando em Shuuhei. Não havia ido ao clube naquele dia porque sabia o quanto o rapaz ia estar requisitado e francamente, preferia receber uma atenção extra.
– Hum...
Virgil franziu o cenho de leve para a garota e procurou entendê-la, mas foi praticamente uma incógnita. Deu de ombros, não achando que devia tentar tirar mais nada daquela loira agora, já que ela aparentemente não era muito receptiva, embora tivesse até feito umas perguntas. Atrás dele, Okuno passava e caminhava na direção das infinitas estantes do andar superior, atraindo o olhar da loira.
Ele virou o rosto quando se sentiu observado e pousou o olhar sobre o dela por uns instantes, a sobrancelha franzindo sutilmente ao reparar na atenção recebida. Hum... Bonita ela, não é mesmo?
Mas Riiko logo se levantou dali, uma vez que não estava com seu manga, e saiu da biblioteca sem dar tchau para Virgil. Não era de esperar menos, de qualquer forma. A loira caminhou mais alguns corredores até parar num lugar que tinha o título de Salão de Música. Bem, ela gostava de tocar alguns instrumentos – tipo, não era profissional em nada, mas gostaria de aprender – e, portanto, simplesmente abriu a porta e foi entrando.
E ela obviamente entrou no último lugar que queria ter ido. – Bem-vinda ao Host Club, bela dama! – Renji estava passando por ali quando Mariko abriu a porta e, portanto, foi o que a recepcionou. – Ah! Você é a menina de hoje de manhã. Se interessou por algum de nós? – O ruivo lançou à loira o seu melhor sorriso e virou a bandeja de chá para o outro lado, a fim de dar a ela mais visibilidade. Que exibido.
– Como é que é? – Riiko olhou indignada para o ruivo e de repente, Grimmjow estava parado entre eles e apontava o dedo indicador direto nos meio dos olhos da loira. – Ei!
– Você, foi você que se bateu em mim. O que você faz aqui? – Ele rosnou com uma expressão irritada, e as duas clientes que o acompanhavam estavam paradas a uns passos dali, sem muita coragem para se aproximarem. Mariko deu um tapa na mão dele e o olhou com desprezo.
– Obviamente eu vim no lugar errado.
– Pois pode ir embora, então.
– Como você é mal-educado – ela revirou os olhos, mas soou ligeiramente irônica, uma vez que ela mesma não podia falar muito de "educação".
– Cai fora daqui, megane-kun. – Ele desdenhou, fazendo referência aos óculos de armação preta e oval do rosto dela.
– O QUÊ?
– Opa, opa... – Renji deu a volta em Grimmjow e parou entre os dois, embora os olhos de ambos estivessem tão fixados um no outro e fulminados de ódio que ele foi praticamente ignorado. – Sem brigas... Se você quiser voltar mais tarde, será muito bem vinda. Mas agora, é melhor ir, antes que a culpa caia em cima de mim. – Ele levou uma das mãos à cintura da loira, direcionando-a para a saída. – Até!
Mariko parou segurando o batente antes de sair e fez uma expressão de desdém para Grimmjow; ela fechou a porta com força em seguida, fazendo Renji reagir exageradamente. – Que brava. – Comentou o ruivo na direção do amigo, que revirou os olhos e voltou na direção das meninas que estavam com ele. Uma delas passou a mão pelo antebraço do rapaz, seguindo-o novamente na direção dos pufes. Renji apenas seguiu seu caminho.
– Eu já estou indo embora, então, vim dar tchau, Uryuu. – Mitsuka deu um sorriso na direção do amigo, que virou o rosto a fim de olhar para ela. Como eram da mesma classe, já haviam conversado mais cedo, porém a garota estava prestes a voltar para sua casa e portanto, nada mais natural vir despedir-se.
– Ah, Mitsu-chan. Vá com cuidado... – Alertou o garoto, ajeitando os óculos no rosto e acenando calmamente para ela em seguida. – Amanhã conversaremos melhor, sim?
– Certo. – Ela baixou-se um tanto e deu um beijo no rosto de Ishida, que corou suavemente nas bochechas e fez, francamente, o rosto de um dos rapazes que o acompanhava corar com uma certa raiva. Uryuu sorriu sem-graça para ela e a observou caminhar na direção da porta, virando a atenção para os clientes somente quando ela saiu dali.
Perto dali, Miwa ria alto com sua conversa com Shuuhei e os outros que o cercavam, embora o papo partisse direto do anfitrião; ele era, obviamente, o centro das atenções. – Olha Shuuhei, eu vou ali falar com o Shirou-chan e depois eu vou embora. – Ela ergueu-se e acenou na direção dele.
– Até mais Miwa-chan, nunca deixe de ser tão linda.
– Ah, quanta bondade. – Ela riu e virou-se, saindo de perto dele e dos clientes que o cercavam, seguindo na direção de Hitsugaya. No meio tempo, duas pessoas a mais haviam chegado e estavam junto do garoto, que girava insistentemente um molho de chaves na mão. – Shirou-chaan!
– Miwa! – Ele exclamou de uma forma estranha, como se estivesse surpreso por vê-la ali. A garota deu um sorriso gentil na direção dele e passou a mão pelos cabelos branquinhos do rapaz, como se faz com uma criança boazinha. – Pare com isso, que droga – Toushirou afastou-se e ajeitou os fios desarrumados, trazendo uma risada aos lábios da menina.
– Eu vim só pra me despedir, e pra informar que vou comparecer a essa festa, hein. E você vai ser meu par.
– EU?! – Ele balançou a cabeça negativamente, mostrando-se indignado.
– É claro, quem mais? Minha roupa vai combinar com a ocasião.
– Hunf – bufou o menor, virando as costas para Miwa. A garota, porém, não se acanhou e novamente bagunçou os cabelos dele, mas dessa vez, deu conta de sair fora antes de levar xingo.
– Aya-chan, seu tempo com o Harashime-kun acabou!
– EEH? – Ayaka olhou indignada.
– É mentira, ele só quer te atormentar, por favor, ignore...
– Hum, você tá com ciuminho, toosama? – Perguntou a cliente com um sorriso engraçado no rosto, fazendo Ichigo erguer o rosto, meio orgulhoso.
– Não, só estou protegendo meu irmãozinho. – Sim, porque ela não podia ser imouto na frente dos demais. E era bom que o príncipe passasse a pensar três vezes antes de falar alguma coisa, porque quase escorregou dessa vez.
