Direitos autorais: Todos os personagens citados do anime/manga InuYasha pertencem a Rumiko Takahashi.

N/a: Imagem da capa no meu profile :]


Dayahellmanns: Que Bom que gostou! Fico muito feliz mesmo! Agora vem a continuação pra matar a sua curiosidade! :))
Marinapz4: Muiito obrigada pela review :) Será que você vai gostar desse ultimo capitulo da fanfic?! :X Espero que sim! Mas de qualquer forma espero um review com sua opinião :]
Anny-chaan: Você por aquii! hahaha.. Que bom que gostou, já vou continuar :)

Muito obrigada pelas reviews :)


Capitulo II – Indesejáveis verdades.

Desesperou-se. Será que ele queria mesmo matá-la e depois aproveitar o local para enterrá-la de imediato?

Não, não queria morrer agora. Não podia, ainda tinha muito que fazer, muito que viver e muitos sonhos à concretizar. Como por exemplo, realizar o seu sonho de ter um filho, um filho seu e de InuYasha.

InuYasha. Tinha também que saber onde ele estava, se estava bem, o motivo que o levou a não estar deitado com ela em sua cama.

Sesshoumaru. Oh céus! Dele, ela não queria saber nunca mais! Queria vê-lo longe, bem longe dela. Mas no momento ele estava perto, bem perto. Segurava-lhe com força já deixando marcas avermelhadas em seu frágil braço, enquanto tentava forçar o portão a abrir. Já que era destro, realizava com a mão direita a tentativa de balançar as grades do portão até ele abrir.

Kagome viu-se então numa oportunidade única. Ele, agora, a segura com a mão machucada, não teria forças o suficiente para segurá-la com a mesma caso ela fugisse. Não pensou duas vezes, deu um soco no ar para frente com força, e com esse movimento brusco conseguiu desvencilhar-se do youkai. Encararam-se e a jovem quase não conseguiu se mover devido à frieza e raiva que via naqueles âmbares penetrantes, os quais ela achava tão belos em outras situações.

Mas então suas pernas a obedeceram e se colocou a correr. Não olhava para trás, apenas corria o mais rápido que podia.

Correr não era suficiente. Se voasse talvez pudesse ter escapado, mas correndo não chegou muito longe. Sesshoumaru, rapidamente a alcançou e a agarrou pelos cabelos.

Brutalmente a puxou pelo caminho que houvera corrido atrás dela. As gotículas da chuva gélida caiam sobre o rosto de Kagome que por estar com a cabeça pendida para trás ficava a encarar o céu com poucas estrelas e a lua quase que oculta pela grande quantidade de nuvens daquela noite.

- O que quer comigo? – perguntava alto. – Onde está InuYasha? Onde ele está? Diga-me agora. – o tom de sua voz não diminuíra.

Pode-se ouvir um som metálico alto e estridente quando Sesshoumaru arrombou o portão do cemitério com um chute colossal.

Kagome não demonstrou se abater, apesar de por dentro pensar o quanto aquele youkai podia ser perigoso. Era frio e ainda por cima forte, não era uma boa combinação a seu ver. – InuYasha, onde está ele? – perguntou novamente tentando puxar os cabelos que ele ainda segurava entre os dedos.

- Você quer InuYasha? – perguntou com desdém na voz. – Ele está aqui! – com raiva a jogou portão adentro. Kagome quase foi totalmente ao chão batido de terra, mas a tempo conseguiu aparar a queda com as mãos.

Levantou-se rapidamente e virou-se para encarar o youkai. Ele estava encostado no portão aberto com os braços cruzados frente ao peito, o olhar firme e frio não mudara assim como a fisionomia decidida e fechada de seu rosto. Parecia que não diria mais nada a ela.

O que faria? Sesshoumaru disse que seu amado estava ali... Mas por quê? Será que devia mesmo confiar no que dizia a pessoa que acabara de espancá-la? Não tinha escolha, tinha que confirmar se ele estava ou não ali, além do mais queria sair de perto do youkai.

Desconfiada começou a andar em meio as lápides do local, um caminho estreito de terra escura. Limpou as mãos sujas num movimento lento enquanto olhava para todos os lados. Esfregou-as mesmas e abraçou os braços desnudos. Os pingos de chuva começaram a engrossar e a madrugada fazia com que sentisse mais frio.

Talvez não estivesse tremendo de frio, mas sim de medo. Afinal aquele lugar era assustador. Não que nunca tivesse ido à um cemitério antes, já que comparecera a diversos enterros, à tarde. Mas numa noite escura e tenebrosa, chovendo, a procura de seu noivo depois de ser espancada nunca houvera mesmo.

A escuridão, o uivo do vento ao bater nas árvores por perto, as cores frias e acinzentadas que podia identificar por todos os lados, a chuva caindo e embaçando a visão, o cheiro forte, o saber de que estava sozinha com ninguém a frente, atrás ou do lado proporcionariam arrepios à qualquer um.

Estava com medo, queria ir embora dali. Correr para o mais longe que pudesse. Os muros eram altos, a única saída seria a mesma por onde havia entrado. Mas sabia que Sesshoumaru não a deixaria sair dali... Ou será que ele estava vindo atrás dela? Quem sabe atacá-la novamente?

Virou-se para trás bruscamente, com o coração pulsando forte e a possibilidade de apanhar outra vez lhe assombrando a mente. Mas não tinha ninguém a seguido e podia ver ao longe a cabeleira prateada de Sesshoumaru reluzindo à luz do céu noturno. Continuou andando. Mas começou a sentir que tinha alguém a mais ali e o fato de apenas sentir e não ver fazia com que o queixo dela tremesse, mais um pouco e estaria chorando. Kagome era forte em muitos sentidos, mas era também muito medrosa.

"E se for InuYasha?!" – pensou na possibilidade de que a presença que sentia podia ser de seu amado, e isso lhe deu coragem para apressar o passo, procurando InuYasha por todos os lados. O que ele estaria fazendo ali? Numa noite como essa? Não estaria visitando o túmulo de alguém... Estaria?

Trocou o rumo de seus passos indo à um outro caminho entre os túmulos. Começou a achar então que InuYasha não estava ali, que era apenas uma brincadeira de Sesshoumaru. Ora essa! Sesshoumaru não brinca, ou pelo menos não costumava. Mas seu cunhado havia mudado muito, não era de sair por aí espancando mulheres indefesas sozinhas em suas próprias residências.

Podia então... Estar sonhando! Num pesadelo que estava custando a acabar. Pensando nisso deu-se um beliscão no braço direito, mas infelizmente continuou no mesmo lugar. Olhou para frente e distantemente. Arregalou os olhos.

"Não pode ser..." – avistou madeixas prateadas movendo-se ao vento. Não era Sesshoumaru, este estava na direção contrária, era ele. – InuYasha! – chamou e correu em direção a qual tinha olhado. Teve de desviar o caminho por entre as lápides e túmulos algumas vezes. Foi esbarrando entre elas, arranhando-se e tropeçando, mas nada tiraria o seu olhar fixo dele. Não queria perdê-lo de vista.

- InuYasha... – murmurou já bem próximo dele. O que a surpreendeu foi o fato dele estar triste, pelo menos era o que demonstrava suas feições. Nunca o tinha visto desse modo, com o olhar deprimido e sem brilho. Ficou preocupada e seu coração apertou.

- InuYasha... Aconteceu alguma coisa? – perguntou dando lentos passos à frente. Ele não respondeu, apenas sentou-se encostado a uma lápide ali perto. Kagome fez o mesmo sentando ao lado dele.

Um abismo de silêncio jazia entre os dois. Kagome queria falar tanta coisa, mas parecia que o momento não estava a favor dela, sentia tensão no ar. Virou-se para ele e viu que ele olhava seus braços com hematomas, marcas avermelhadas e arranhões.

- Sesshoumaru que fez isso comigo... – começou num tom baixo apontando os diversos machucados espalhados por seu corpo. – Ele apareceu do nada lá em casa. – começou a relatar o ocorrido do dia à InuYasha que ouvia tudo atentamente.

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Minutos depois Kagome termina de contar tudo à InuYasha e novamente o silêncio se propaga, apenas podiam ouvir o barulho da chuva caindo, a qual molhava os que ali estavam...

- InuYasha, o que veio fazer aqui? – perguntou arquejando as sobrancelhas.

Finalmente o hanyou abre os lábios para dizer alguma coisa. – Eu não estou aqui. – respondeu-lhe a pergunta.

- O que?

- Eu não estou aqui. – repetiu.

Ela ri levemente. – Como não está aqui InuYasha? Não seja bobo, eu estou te vendo!

- Kagome, - permanecia sério e com a mesma expressão triste. – o que fez ontem? – perguntou.

- O que fiz ontem? – repetiu a si mesma. – Acho que nada demais. Não importa, não?! – o ontem não faria diferença naquele dia, não é?! – Me responda, por que está aqui? – perguntou novamente já ficando um pouco preocupada com o jeito que agia. Do nada ele se levanta.

- Eu não estou aqui... – começou. – Mas meu corpo está. – apontou o local onde anteriormente estava sentado.

Kagome sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Virou-se devagar e encarou a lápide, lendo: InuYasha morreu[...].

Não conseguiu continuar a ler o que dizia no epitáfio. Apenas em ali dizer que seu amado estava morto a fazia empalidecer e petrificar em choque. Não podia ser! InuYasha não podia estar morto. Simplesmente não podia.

- O que fez ontem Kagome? – perguntou quebrando o silencio, Kagome continuava a olhar a lápide pasma.

- O que fez comigo ontem, Kagome? – perguntou num tom mais alto fazendo com que ela olhasse para sua direção. Passou do âmbar dele para olhar seus cabelos prateados. Arregalou os olhos. O prateado se misturava ao rubro do sangue que escorria de um tremendo ferimento na cabeça do hanyou.

Kagome sentiu uma pontada na cabeça e como em um estalo as lembranças do domingo à noite lhe voltaram à mente, diante de seus olhos fechados fortemente um flash back se passava...

Já era noite e o domingo estava acabando. Kagome saiu do banheiro depois de um delicioso banho. Foi para o quarto e assim que fechou a porta ouviu a campainha tocar e logo após InuYasha gritando da sala um "Eu atendo". Vestiu-se rápido pondo uma calça jeans e uma camiseta azul. Olhou para o relógio no criado mudo, 22h50min. Tinha que tomar seus remédios.

Kagome sofria de algumas perturbações mentais, algo que já vinha de família. Tinha que tomar remédios regularmente para evitar que saísse de si com alguma forte e repentina emoção. Tomava sempre às 22h30min, já estava saindo do horário, tinha que ir rápido.

Foi até a copa a passos largos e procurou em cima da mesa seus medicamentos. Agarrou-os e ia em direção a cozinha buscar água, mas algo lhe chamou a atenção e parou em meio à ação. Ouvia risadas vindo do lado de fora. Quem será que estava com InuYasha a essa hora da noite? Largou os remédios sobre a mesa e sorrateiramente foi saindo.

A entrada da casa era muito bonita, com canteiros de flores junto com alguns pequenos anões de mármore dos dois lados de um caminho de pedra, que levava até o portão. Portão no qual seu adorável hanyou estava conversando muito animadamente para o seu gosto com a sua secretária Kikyou. Trabalhavam juntos fazia alguns meses, e Kagome tinha certeza que a mulher estava querendo agarrar o homem que somente a ela pertencia, afinal por qual outro motivo levaria uma pessoa a ir à casa de um outro alguém quase de madrugada?Nenhuma outra resposta plausível veio a mente de Kagome.

A morena bufava com o ciúme tomando conta de si. Estreitou os olhos xingando a tudo e a todos. Viu então uma cena, a qual não lhe agradou em nada, ou melhor, só a deixou mais nervosa.

InuYasha se debruçara sobre a secretaria, a qual se assemelhava muito a Kagome fisicamente, para que ele fez isso? Fora apenas se despedir educadamente de Kikyou com um beijo no rosto, afinal a secretária fora muito gentil em trazer papeis muito importantes que ele havia esquecido no escritório. InuYasha sempre fora muito fiel a Kagome, não havia quem pudesse negar e provar isso.

Porém a jovem Higurashi perdera o controle ao ver tal cena. Não queria, mas já não tinha controle sobre si. Suas pernas se moveram apressadamente sobre o caminho de pedra, agachou-se próximo a um dos setes anões do canteiro e agarrou o que estava mais perto de seu alcance.

Coração pulsava rápido. Atravessou o portão e bateu com força o objeto de mármore contra as costas do hanyou que caiu de joelhos. Um grito agudo saiu dos lábios de Kikyou, que presenciava de olhos arregalados uma Kagome que continuava a golpear seu patrão com um anão.

Kikyou gritava e gritava para que ela parasse, mas Kagome não ouvia e continuava dizendo ao hanyou, deitado na calçada da rua tentando se defender, o quanto ele era infiel a ela.

Eles tentavam explicar a situação para a mulher descontrolada diante deles, mas era inútil, Kagome não os ouvia e só parou de acertar InuYasha quando o mesmo havia sido golpeado mortalmente na cabeça.

Do horrível ferimento o sangue escorria sem parar, manchava o chão, manchava as mãos de Kikyou que se aproximara do corpo inerte na calçada. A mulher gritava olhando nos olhos de Kagome coisas que a mesma não conseguia entender. Higurashi estava voltando a sua própria consciência, tomando nota do que acabara de fazer.

Matou InuYasha. Matou. Como pode? Soltou o anão de mármore que se chocou contra cimento da calçada, ocasionando no mesmo, trincos.

Seus olhos marejaram olhando o corpo de InuYasha deitado e sem movimento nenhum. Em sua mente apenas palavras de desculpas e paixões direcionadas a ele eram ditas, não conseguia abrir os lábios, não conseguia se mexer. Por quê? Como pode? Ela havia matado a quem mais amava.

Remorso, raiva, angústia, tristeza, pena, dor. Diversos sentimentos a invadiam. Então Kagome começou a ficar tonta, via tudo virando, sentia um mal-estar, o ar estava começando a faltar e tudo estava ficando escuro. Perdeu os sentidos ao desmaiar.

Agora se lembrava. Culpava-se inteiramente pela morte de seu amado. Sem ao menos piscar, lágrimas escorreram por seus olhos negros sem brilho. O coração batia mais devagar e sem vontade de continuar tal movimento essencial. Olhou para o lado em direção onde o hanyou estava, mas esse desaparecerá. Estava sozinha naquele cemitério, estava sozinha no mundo. Só o que restava a ela eram dor e sofrimento para o resto da vida, se é que ela não poria fim na própria.

Abaixou a cabeça encarando a lápide, na qual ainda estava ajoelhada, pôs a mão sobre a mesma alisando o nome de seu amado InuYasha, desejando que nada houvesse passado de um pesadelo, mas seu desejo nunca foi realizado. Estava vivendo uma terrível verdade. As gotas da chuva começaram a ficar ainda mais grossas, batendo dolorosamente contra o único corpo vivente encolhido do lugar.

Nada é tão doloroso quanto enfrentar a verdade em meio a uma noite escura no cemitério. O mundo parece ser cruel e a maldade estar sempre presente. A única verdade é que ela estava sozinha... E somente os céus choravam junto da infeliz, somente ele tem piedade quando a culpa é toda e somente sua.


THE END


- Acabou a fanfic! Bem curtinha, né?! São só dois capitulos mesmo.
Espero que vocês tenham gostado, e mesmo que não, deixem um review! :)
Toda critica é muito bem vinda!
Obrigada por lerem até o final! Até a próxima.
Beijos