Para Yamanaka Ino, uma mulher que era famosa por sua impetuosidade e extravagância em excesso, viver no mundo tornou-se algo incompreensível: trabalhos, amigos, infelicidade amorosa, tudo!
Agora, no auge dos seus 22 anos encontrasse afundada em dilemas entra a razão e a insanidade. Depois de mais alguns golpes de azar, Ino depende de uma psicóloga, onde descobre o quão prazeroso pode se transformar os pesadelos da vida.
Casais: GaaIno
SasuHina
NaruSaku
ShikaTema
NejiTen
Disclaimer: Os personagens de Naruto não me pertencem.
Aviso: A fanfiction abaixo possui palavreado chulo e cenas de sexo.
Sorte ou Azar
Por Ladybug
I don't wanna be the girl that has to fill the silence
(Não quero ser aquela que vai preencher o silêncio)
The quiet scares me because it screams the truth
(O silêncio me assusta porque diz a verdade)
Please don't tell me that we had that conversation
(Por favor, não diga que tivemos aquela conversa)
I won't remember, save your breath, 'cos what's the use?
(Não vou lembrar, poupe as palavras, não vai adiantar)
Pink – Sober
Prólogo: Infortúnios
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Faltava mais um bloco, o último. Pensava, na possibilidade de se acalmar, o que era totalmente impossível, estava a mais de cinco horas assinando aqueles malditos papeis, já nem se dava o trabalho de ler, todos diziam sempre a mesma coisa, as mesmas faturas, os mesmos planos e infortúnios que a vida colocava naquele exato momento para ela.
Escutou as suaves batidas na porta e o tic-tac do relógio, aquilo a incomodava.
"Com licença" a voz fina e doce tirou-a de seu raciocínio mórbido "Ino" a porta do seu escritório se abriu, revelando quem ela já reconhecera pela voz "Já são oito e meia, hora de irmos" disse calmamente.
"Eu sei, você pode ir, ainda não terminei, faltam só alguns papeis" disse devidamente cansada.
"A-acho que já trabalhou o suficiente, eu posso terminar, além do mais, você ainda não jantou"
"Hinata, você é apenas minha secretária, definitivamente este trabalho é meu, não se preocupe comigo, vá embora"
"M-mas" tentou contestar, sendo imediatamente cortada.
"Boa noite" disse ríspida
Hinata apenas encolheu-se e deu uma última olhada para a chefa – que aparentemente não estava nada bem, e retirou-se do escritório.
Assim que a empregada saiu, Ino suspirou pesadamente, passando o dedo pelas têmporas. Deveras estava cansada e com fome.
TIC-TAC
A sua vida profissional estava cada dia mais entediante, seu status amoroso estava em coma irreversível e o seu círculo de amizades estava tão caído quanto os dois citados acima.
TIC-TAC
O importante a fazer no momento é ir para casa, tomar um banho e dormir.
TIC-TAC
Levantou, espreguiçou-se, guardou os papeis e pegou a bolsa.
TIC-TAC
Sua paciência estava por um fio.
TIC-TAC
Abriu a janela do escritório, pegou o maldito relógio e jogou 20 andares abaixo. Escutou um barulho de vidro, sorriu satisfeita por quebrar aquele maldito Tic-Tac.
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"Aaah, por favor, o que está acontecendo aqui?"
"Senhorita Yamanaka, acalme-se, os elevadores estão com problemas, espere só mais uns minutinhos, isso é para a sua segurança" Dizia o porteiro Chouji, pela décima terceira vez a mulher que berrava sem parar
"Como eu vou para casa? Diga-me seu infeliz?"
"Uhn, senhorita, nosso prédio possui escadas, para sua informação" Disse um dos empresários que esperavam tranquilamente o elevador voltar ao funcionamento
"O QUE? São praticamente nove horas, estou cansada, trabalhei feito o cão e você quer que eu desça de escadas, PELOAMORDEDEUS, são VINTE andares meu bem"
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Com os sapatos nas mãos, língua de fora, suada e xingando tudo e todos, Ino decididamente desceu vinte andares pelas escadas.
Com uma descrença no rosto retirou as chaves do carro e mirou para destravar, ainda longe, escutou um alarme conhecido, era o seu carro no meio de tantos outros do estacionamento que estava apitando, o alarme foi ativado, ou seja, alguém tentou abrir, entrar ou quebrar, seja lá o que for. Correu em direção ao carro e deparou-se com cacos de vidros espalhados no chão, um surto de desespero rolou pela face de Ino à medida que enxergava o vidro da frente do carro com um rombo. Aproximando-se de seu belíssimo automóvel, desviando dos cacos, abriu a porta.
No assento ao lado do motorista encontrava-se o objeto que acabou com o vidro: o relógio.
"NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO"
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O trânsito parado, engarrafamento desequilibrado nas ruas de Tóquio, e dos olhos de Ino saiam faíscas. Ódio puro correndo em suas veias. Poderia destruir o mundo com tanta raiva. Buzinava, mas os caos no transito era terrível. O que mais poderia acontecer? ...
Sentiu pingos de chuva em seu rosto.
"O que diabos significa isso?" Disse para si mesma
Olhou o redor, percebeu que além de estar presa no engarrafamento, estava pegando chuva dentro do carro pelo vidro da frente quebrado. ÓDIO. Queria mais azar ou já estava na dose certa?
O celular estava tocando, número desconhecido, resolveu atender, para sua infelicidade.
"Alô?"
"I-no? Meeu amuoourr.."
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Continua
