30 de Novembro de 1979 - Rotina

Semana a semana, começava a aperceber-me mais de como era estar grávida. As cores pareciam-me mais vivas e sentia mais falta do amor, propriamente dito, do que do sexo. Fisicamente, a minha barriga começava a aumentar ligeiramente. Apenas estava grávida há dois meses, segundo as minhas contas. A criança era, sem sombra de dúvidas, de James. Algo que ainda me causava confusão, e seria bem mais fácil admitir que o filho era de Lucius, no entanto a maneira com que os nossos actos eram consumados metia-me nojo.

Lucius bajulava-me mais do que o habitual, as suas demonstrações de carinho também se faziam sentir mais vezes. Acabava sempre por usar a gravidez como desculpa para não ter de me relacionar mais intimamente com aquele homem, que, por acaso era meu marido.

Aguentava cada vez menos estar em casa. Lucius saía mais cedo do Ministério só para estar comigo, e isso, era insuportável. É certo que gostava de Lucius como um amigo, o melhor. Mas o seu carinho persistente começava a fazer-me odiá-lo, algo que sentia muitas vezes quando era obrigada a deitar-me ao seu lado.

Ainda tinha sete meses até à criança nascer. Até o filho de James nascer. Ainda me provocava arrepios pronunciar aquele nome. Eu ia ter um filho dele. E não tinha ideia de como sabia que o filho era dele, mas eu sentia no meu íntimo que tinha ser da pessoa que eu sempre amei.

Os meus dias limitavam-se a estar longe de casa, isolada. Isolada de familiares, parentes, marido… Completamente sozinha.

Num desses dias, enquanto deambulava sozinha por Londres, encontrei Regulus, o único primo que alguma vez tinha gostado. Para mim ele já era mais do que um parente, era uma pessoa com quem eu me preocupava.

Caminhamos juntos pelas ruas de Londres. Passámos por um café bastante requintado na baixa Londrina. Entrámos, pedimos um café para ambos e pusemos a conversa em dia. Regulus confessava-me as suas preocupações pela saída de Sirius, o seu irmão, de lá de casa. Expliquei-lhe que Sirius tinha uma personalidade muito forte, algo que a sua mãe não apreciava nos seus filhos.

Regulus sempre fora o mais calado, muito mais submisso do que Sirius, algo que permitiu a Regulus ficar durante mais tempo em casa dos pais do que o seu irmão.

Rapidamente o assunto virou-se para mim, começamos a falar de Lucius e da nossa relação, passado uns minutos já lhe estava a contar as minhas suspeitas quanto à paternidade do meu filho.

"Isso é fácil de resolver" – afirmou – "Conheço um curandeiro em Sto. Mungo que me deve um favor… se tu quiseres tirar isto a limpo… podes vir comigo."

Agradeci-lhe com a maior das sinceridades e aceitei.

Combinamos encontrar-nos na próxima semana para tratar disso.


NA: Depois de um período de abstinência voltei a postar a Lust! Reviews ;D