Disclaimer: Naruto me pertence. Processem-me e.e

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Resposta ao desafio que antes era "dos 72", mas agora é dos 198, feito junto com Lady Murder. Eu sei. Nós somos loucas.

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Silêncio
Capítulo II – Flor de papel.


"Konan, o que ela queria?" Pein perguntou, tomando um gole do seu café. Konan ainda olhava para a porta, intrigada. O cheiro de morangos daquela garota ainda estava no ar. Era enjoativo, de certa forma, mas era também muito bom. Tirou os olhos da porta e olhou para Pein.

"Saber meu nome. Eu disse, e ela saiu." A mulher falou, enquanto se sentava numa das cadeiras em frente ao balcão. "Um chá de canela, por favor."

"Aqui está, Konan-sama." A mãe de Setsuiya colocou a xícara sobre o balcão. "Devo dizer que você se superou hoje... nunca ouvi melodia tão bela. Sentimos sua falta."

Konan teve seu pequeno sorriso escondido pela xícara. Quando a colocou novamente sobre o pires, não sorria mais. "Obrigada, Sakurazaki-san." Ela falou, ignorando as entrelinhas do 'sentimos sua falta'. Não queria comentar com ninguém porque havia sumido nos últimos dias. Era algo tão pessoal que só Pein sabia. Não ia sair espalhando para Deus e o mundo. "Não se preocupe, eu não sumirei mais assim..." e voltou a tomar o chá, mesmo sabendo que suas palavras eram mentiras.

Pein soltou um suspiro preocupado. Konan era... Konan era muito tola. Sim, tola. Por que ela não faria nada sobre aquilo? Ele insistira de todas as maneiras, mas ela foi categórica. Disse que não iria interferir no rumo das coisas. Agora, Pein e Konan simplesmente esperavam. E ele não entendia como ela conseguia ficar tranqüila com essa idéia. Bem, Konan era Konan e ele era ele, e não poderiam fazer nada sobre isso.

"Vejo que já tem fãs, Konan-san." Sai falou num tom meio sarcástico. Konan nem se deu o trabalho de virar-se para encará-lo. A tarefa de aturar Sai era de Itachi, e não dela. E ela realmente não estava no espírito de ficar ouvindo sarcasmos, ironias e vendo sorrisos falsos.

"Itachi," Konan falou. Mesmo não tendo se virado, sabia que Itachi estava lá, ao lado de Sai. "Vá cuidar do seu namorado. Mande-o deixar de me importunar."

"E desde quando o Itachi manda em mim?" Sai levantou as sobrancelhas. Itachi o abraçou pela cintura e colou a boca ao seu ouvido.

"E eu não mando?" ele sussurrou, usando uma voz assustadoramente sensual, que fez com que Sai se arrepiasse.

"Vão para um quarto!" Deidara gritou. Itachi não largou a cintura de Sai, mas virou a cabeça em direção ao loiro.

"Eu vou para um quarto assim que você for para um com o Sasori." O Uchiha disse, reparando no braço de Sasori que estava em volta dos ombros de Deidara. O loiro corou, mas o ruivo continuou indiferente. Konan suspirou.

Uma das maiores organizações criminais do mundo? Um bando de baderneiros, era isso que eles eram.

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As mãos trabalhavam delicadamente, enquanto Konan fazia uma flor de papel. Sentada em sua cama, a televisão ligada no jornal e um livro pela metade na mesa-de-cabeceira, Konan se sentia relaxada. Olhou pela janela, ao terminar a flor e colocá-la sobre o livro. Tossiu um pouco.

Então está perto..., ela pensou. Entretanto, sua expressão continuou a mesma, séria e impassível. Não ia chorar por causa de coisas como aquela – era a ordem natural das coisas. Encostou as costas nos travesseiros e olhou para as próprias mãos.

Não soube bem porque, mas lembrou-se dos orbes brancos a encará-la naquela tarde. Quem era aquela garota? Não sabia que era falta de educação perguntar o nome de alguém sem se apresentar antes? Suspirou. Por que estava pensando naquilo mesmo? Tinha muitas outras coisas para se preocupar.

Levantou-se da cama e saiu do quarto. O corpo se arrepiou graças ao contato dos pés descalços ao chão gelado. Passou pelo quarto de Itachi e ouviu os costumeiros barulhos. Revirou os olhos. "Konan?"

Virou-se. "Sim, Pein?" e ela notou o quão escuro estava e como os olhos de Pein brilhavam de um modo quase animalesco e que já fazia muito, muito tempo que tinha ido para a cama com alguém. Os dedos de Pein foram até o rosto dela, tocando-a com uma delicadeza que Konan não estava acostumada. Quase deu um sorriso irônico. A dor da perda fez com que ele ficasse mais cuidadoso...?, ela se perguntou.

"Konan..." ele repetiu e a puxou para si. Não era o que Konan esperava. Ela esperava um beijo cheio de luxúria e não... não um abraço. Os braços fortes de Pein praticamente esmagavam seu corpo contra o dele. "Obrigado." Pein disse. "E me desculpe por... tudo."

Ali, no escuro, sentindo o calor do corpo de Pein, seu perfume, sua preocupação, seu medo de perdê-la, Konan chorou.

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"Konan-sama!" Setsuiya saudou animado, quando Konan adentrou o Café. "O que vai querer hoje? Chá de canela, novamente?" ele perguntou, o bloco em mãos, seguindo-a enquanto ela se dirigia a uma das mesas. Konan sentou-se e refletiu um pouco. Era pouco antes do horário de almoço, então resolveu comer algo mais consistente.

"Não... hoje eu gostaria de um chocolate quente e um pedaço de brownie." Ela pensou que aquele almoço não era um dos mais saudáveis, mas do fundo da alma, ela não se importava. Setsuiya anotou o pedido e foi até o balcão, deixando-a sozinha novamente. Konan encarou as mãos.

O sino da porta soou. Levantou os olhos e os arregalou. A garota daquele dia. A menina olhara na sua direção também, corara e abaixara o rosto. Konan esperou que a garota viesse até ela, mas a menina simplesmente ficara lá, parada, olhando para o chão. Automaticamente, ao notar que a garota não viria, Konan levantou-se e andou até ela. "Qual o seu nome?"

"Hyuuga... Hinata." A garota respondeu e só então Konan notou como ela era frágil. Não sou o porquê, mas sentiu uma grande afeição tomar conta de seu ser, como se tivesse de tomar conta daquela menina. Pegou-a pela mão e a guiou até sua mesa. "Konan-san...?"

"Fique aí." Konan falou. Hinata assentiu assustada, sem dizer nada. Konan olhou bem para aquela garota. Tinha algo nela... tinha algo nela que lhe causava uma repulsa sem igual, uma vontade de se afastar. Talvez sua fragilidade, ou seus olhos assustados para o mundo. Ela era medrosa, e Konan sabia disso. Isso lhe causava nojo e dava-lhe vontade de mandar aquela menina embora, mas ao mesmo tempo, ao mesmo tempo, ela não conseguia deixar de gostar de olhar para aquela garota, querer ficar perto dela, cuidar dela de alguma forma. Era como se ela fosse uma bonequinha de porcelana, extremamente frágil, que precisava ficar numa redoma de vidro. Konan começou a tossir.

"K-Konan-san?" Hinata levantou a mão de modo a quase-tocar o rosto de Konan. "V-você está bem...?" e logo se sentiu estúpida por proferir tais palavras, já que era mais do que óbvio que Konan não estava bem. Mas a mulher não disse absolutamente nada, simplesmente ficou tossindo até a tosse parar. "Pedirei um chá para v-você, tudo bem?"

E Konan balançou a cabeça negativamente, não queria chá nenhum, já estava acostumada a ter aqueles acessos de tosse. Mesmo assim, Hinata não se importou e chamou Setsuiya com a mão, pedindo-lhe um chá de qualquer coisa que pare uma tosse, por favor.

"Eu... disse que não precisava." A voz de Konan estava fraca. Ela começou a massagear as têmporas. "Você faz algo?"

"Hum?" Hinata franziu as sobrancelhas.

"Você faz algo?" Konan repetiu. "Toca, pinta, escreve... alguma coisa?"

"Eu... não." Hinata olhou para as próprias mãos. Havia começado a brincar com os dedos. Como deveria estar parecendo ridícula para Konan! Era uma completa inútil, certamente. O olhar de Konan sobre si era cético.

"Se você não..." Konan mediu bem as palavras. Chamar a garota de inútil não seria nada delicado. Respirou fundo e recomeçou a frase. "Qual seu objetivo, então? As pessoas que vêm aqui têm seus motivos. Cada uma tem algo especial que a trouxe aqui... e você? Por que você está aqui?"

E Konan não sabia por que estava conversando com aquela garota, ou porque estava falando tais coisas. Konan não era nenhuma criancinha ou garotinha de quinze anos, e já sabia: sentia-se atraída por aquela garota. Amor não, claro, não existia amor à primeira vista, somente atração. Amor era algo que era construído e lapidado aos poucos, crescendo e tomando forma devagar. Não era amor o que sentia, por mais que quisesse amar alguém. Mas talvez aquela atração pudesse se transformar em algo mais, com o tempo.

Konan quase riu. Com o tempo? Que tempo? Não tinha tempo algum. Refletiu um pouco. Não tinha tempo algum... então, tinha de tratar de aproveitá-lo, não? E talvez aquela garota, a jovem Hyuuga Hinata e seus olhos de pérolas e seus cabelos de noite, fosse ser sua última aventura antes de ir-se para sempre daquele mundo.

"Eu estou aqui porque... porque eu gosto daqui." Hinata não conseguia encarar Konan. "Tem algo que me prende aqui e só. Eu..."

"Shh..." Konan fez. "Eu entendo. Não precisa gastar palavras para me dizer o que eu já sei." Nesse momento, o chá chegou e Konan agradeceu em voz baixa para Setsuiya. Bebeu todo o chá, em silêncio, e Hinata também não disse coisa alguma.

"Hinata-chan!" ouviram da porta e ambas levantaram os olhos para ver que um garoto de cabelos de sol e olhos de céu entrava no recinto. Hinata ficou completamente vermelha e Konan arriscaria dizer que, se o local estivesse mais silencioso, seria possível ouvir as batidas do coração da garota.

"N-Naruto-kun..." ela murmurou em voz baixa. Quase não era perceptível, mas o canto esquerdo de seu lábio estava levemente levantado. Os dedos indicadores de Hinata se mexiam ainda mais rapidamente.

"Não sabia que você vinha aqui! De vez em quando eu venho! Quem é sua amiga?" e olhou cheio de curiosidade para Konan. Por sua vez, Konan o olhava com algo que parecia uma raiva escondida. Hostilidade.

As bochechas coradas, o coração batendo forte, os olhares nervosos, o sorriso de canto, tudo isso. Tudo o que Hinata dedicava a Naruto, Konan queria para ela, e somente para ela. Era mais que evidente que Hinata estava apaixonada por ele – Konan tratou de descarta o "Hinata o amava" – mas ela ainda poderia reverter àquela situação. Não que Konan estivesse apaixonada por Hinata, como já havia deixado claro para si mesma, não estava. Mas não gostava que o "alvo" de sua atenção estivesse apaixonado por outro alguém.

"E-es-esta é Konan-san..." Hinata murmurou. "K-Konan-san, este é..."

"Naruto." Konan falou num tom de falsa despreocupação. "Eu ouvi você chamá-lo, Hinata."

"A-ah..."

E o silêncio que se instalou lá não era mais aquele agradável, entre Konan e Hinata. Era pesado e fazia com que Konan tivesse vontade de ir embora. Mas não sairia de lá. Não até Naruto sair, pelo menos. "Er..." Naruto coçou a cabeça. "Então, Hinata-chan, você tem o telefone da Sakura-chan? Estava pensando em chamá-la para sair! Você acha que ela aceita?"

Konan ficou incrédula com a falta de tato do tal Naruto. Ele não percebia que Hinata era completamente apaixonada por ele? Até para um estranho isso era óbvio. Imaginou o que Hinata estaria sentindo. Provavelmente, como se uma faca estivesse a lhe atravessar o peito, tamanha dor. "E-eu não tenho, N-Naruto-kun... desculpe..." Hinata sussurrou, a voz fraca. Era mentira, ela tinha o telefone de Sakura, mas não queria dá-lo. Talvez isso a tornasse uma pessoa horrível, mas ela não ligava.

"Ah, tudo bem..." Naruto pareceu decepcionado. "Bem, outro dia a gente se vê, então, Hinata-chan!" e dirigiu-se ao balcão. Hinata ficou com um olhar perdido, sem saber muito bem o que fazer. Konan a fitou. Muitos pensamentos passaram por sua cabeça naquele momento: abraçar Hinata, fazer-lhe carinho e dizer que ele era um grande idiota que não a merecia. Ou então chamá-la de ridícula e falar que nunca teria chance com ele.

Konan escolheu um meio-termo.

"Você gosta dele, e ele não gosta de você. Adianta ficar insistindo nisso?" ela perguntou, sem encarar Hinata que ficou surpresa com as palavras de Konan. A Hyuuga olhou tristemente para Naruto e depois para as próprias mãos.

"E-eu... e-eu tenho fé, Konan-san." Ela se limitou a responder. Podia estar soando ridícula, mas era assim que se sentia, e era a única coisa que conseguia realmente falar. As palavras pareciam estar presas em sua garganta.

"Fé?" E Konan se permitiu sorrir. "Fé de que ele um dia esqueça essa garota que ele gosta e goste de você? Você já pensou que ele também pode ter a mesma fé que você, a fé de que ela um dia gostará dele? Ele não me parece o tipo de pessoa que desiste fácil... diferente de você."

Hinata ficou em silêncio. Konan tinha razão. "Konan-san..." as mãos de Hinata tremiam, com ela prendendo o choro. "Por favor... ajude-me a... ajude-me a... esquecer o Naruto-kun." E Hinata não pesou suas palavras antes de pronunciá-las.

Konan ficou surpresa por uns instantes, mas deu um minúsculo sorriso, mais uma vez. "Sim." Ela falou. E Konan pesou suas palavras antes de falá-las. "Ajudarei você, sim."

Era uma promessa.


N/A: Outro capítulo tão rápido, sim. Daqui a pouco começo a escrever o terceiro... eu preciso acabar logo essa fic, gente, porque até que ela esteja terminada, eu não posso começar nenhuma oneshot. Quero dizer, eu posso terminar oneshots já começadas, mas é que eu tive uma idéia para uma que... ah, certo. Vou me calar aqui. E então, o que vocês estão achando? Konan safadééénha, mesmo que essas duas palavras não combinem XD Mais uma vez, desculpem qualquer erro, sem betagem XD Kiss Kiss o/

.reviews.

shina . com: Muito, muito obrigada! Desafio aceito, senhorita! Até mais!

Lady Murder: E a Konan ownou esse, ham ham? 8D Eu achei ele meio OOC, mas vá lá. Se você diz que não... XD E você me mandou uma Lavi/Lenalee! Temos que concordar que eu fiquei com os piores. Sasuke/Naruto, Draco/Ron, Naruto/Hinata, Naomi/L, Haru/Kyo, Kyo/Tohru, entre outros. Nem venha reclamar. E espero que você esteja com saco para review desse capítulo que teve ITACHI/SAI. E você é paga pau de ItaSai. Eu sei que você é #névoa maligna ao redor#

Von Cherry: Obrigada XD A Hinata é gorda? o.o ONDE? Só se for nos peitos, fala sério.

Chibi Anne: Espero que assim eu te convença a gostar de yuri, Anne! É o mesmo que yaoi, só que com mulheres, oras, qual o problema? XD Eu estava achando que minha escrita tinha decaído e resolvi... sei lá. Tentei melhorar nessa fic, espero que esteja funcionando XD

Srta. Kyuu: Yeah! Eu consigo \8D/ Eu gosto mais de yuri porque... sei lá. Acho mais legal que yaoi XD E não é que yuri seja sério e yaoi seja comédia, depende de quem escreve, oras. Meus yaois serão sérios, só de mal. XD

Chuck Lil: VOCÊ? NUMA YURI? QUEM É VOCÊ E O QUE FEZ COM MINHA AMANTE? :OOO E Konan/Hinata não é mesmo um casal bom de imaginar. Culpe a Stefany, que escolheu esse casal para mim. Espero que você tenha gostado desse também 8D