Disclaimer: Naruto me pertence. Processem-me e.e
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Resposta ao desafio que antes era "dos 72", mas agora é dos 198, feito junto com Lady Murder. Eu sei. Nós somos loucas.
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Silêncio
Capítulo III – Diamantes de pedaços de vidro
Os dias passavam numa mistura de monotonia e diversidade. As manhãs eram sempre iguais: Hinata ficava na escola, com Ino e Sakura. Via Naruto ficar sempre mais perto de Sakura e observava que as investidas dele às vezes tinham sucesso. Faziam Sakura corar, ou abrir um sorriso – momentos efêmeros, que passavam para dar lugar aos costumeiros gritos e socos. Mas Hinata não era nenhuma idiota. Ela notava, ela percebia que Sakura estava mudando em relação a Naruto. E isso a fazia sofrer, mas não tanto quando ela achava que sofreria. Achava que mal ia conseguir se colocar de pé de manhã, que teria de faltar aulas, que passaria horas e horas chorando. Na verdade, estava sendo exagerada. O máximo de sofrimento era uma pontadinha minúscula de desgosto no coração, que não fazia absoluta diferença na sua vida.
Mas quando a tarde chegava, Hinata sentia como se sua vida estivesse iluminada. Ia para o Café e encontrava Konan por lá. As duas passavam horas juntas – não conversando, simplesmente lá. Elas não necessitavam de palavras para se entenderem. Hinata sabia disso, e sabia que Konan também sentia a mesma sensação. Com nenhuma palavra, ou poucas, no máximo, uma sabia exatamente o que a outra queria dizer. Nada deixava Hinata mais satisfeita do que poder 'conversar' com alguém sem ter que abrir muito a boca. Dialogar nunca fora seu forte.
E aos poucos, ela sentia que a companhia de Konan – que às vezes a dedicava uma ou outra música no piano – ia substituindo o sentimento ruim de ver Naruto e Sakura. Era como se finalmente tivesse uma grande amiga, uma pessoa em quem confiar. E não só Konan. Setsuiya também era um ótimo companheiro, que sempre animava Hinata quando a via triste. E Sai... bem, Sai continuava quase do mesmo jeito. Hinata tinha a impressão de que Konan falara com Itachi para falar com ele, para melhorar no tratamento em relação à Hyuuga. Todos eles eram boas companhias, mas só havia uma coisa que preocupava Hinata.
Não sabia se era só impressão ou era verdade, mas cada vez que via Konan ela parecia estar mais pálida, mais abatida. Certa vez perguntara, mas Konan desconversou, dizendo que estava tudo bem. Hinata sentiu cheiro de mentira naquilo, mas não comentou. Se Konan não queria que ela falasse sobre aquilo, ela não falaria. A não ser quando achasse que era realmente necessário.
"Hinata? Hinaaaaata. HINATA!" Ino gritou, dando um peteleco na testa da garota. Hinata sobressaltou-se e colocou a mão onde Ino havia atingido.
"D-desculpe, Ino-chan. O que d-dizia?"
"Eu não dizia nada. É que o sinal tocou faz bem meia hora e você ainda está aí, com essa carinha de sonhadora!" Ino então abaixou o corpo e inclinou-se sobre Hinata, para que ninguém pudesse ouvi-las. "Está pensando em quem, Hinata? Não adianta mentir – eu conheço o olhar de uma garota apaixonada."
Hinata parou uns instantes. Garota apaixonada?
"Hum? N-Não estou... pensando em ninguém, I-Ino-chan." Ela murmurou. "Só... me distraí." Levantou-se e pegou sua bolsa. "Vou para casa agora... até mais..."
"Tchau, Hinata!" Ino acenou. Depois olhou bem para a Hyuuga. "Ei, você tá engordando, né? Acho melhor cuidar direito da alimentação..." Ino entoou, enquanto passava por Hinata em direção à porta da saída. Hinata parou, corada. Tinha deixado de correr e todos os dias comia doces no Café. Ino tinha razão, mas não era como se Hinata fosse se importar com uma bobagem daquelas.
Sentiu o coração começar a acelerar. Emoção antecipada. Finalmente a manhã passara, e agora poderia ir para o Café. Esperar durante uma hora, ou uma hora e meia na companhia de Setsuiya e depois ver Konan. Coçou a testa. As palavras de Ino ainda ecoavam em sua mente. Garota apaixonada. Era claro que a Yamanaka estava falando da boca para fora, dizendo palavras simplesmente para confundir Hinata. Claro que era simplesmente isso.
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Konan já não agüentava mais passar minutos e minutos tossindo. Isso já estava começando a irritar – não só a ela, mas também a Pein. Ele insistia que ela fizesse um tratamento, mas Konan negava-se. Queria que as coisas tomassem seu curso certo. Se iria morrer cedo, que a morte viesse logo. Não iria ficar enrolando, fugindo do que todo ser humano fugia. Ela não era esse tipo de pessoa. Por isso, depois de mais um dos costumeiros acessos de tosse, simplesmente colocou um sobretudo e saiu para encontrar-se com Hinata no Café.
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"Hinata?" Konan chamou. A garota parecia distraída, escrevendo furiosamente num pedaço de papel. Sobressaltou-se e sorriu ao ver Konan, mas automaticamente amassou a folha e jogou dentro da bolsa. Konan nem precisava perguntar o que era aquilo, e nem insistiria para ver. No dia em que Hinata quisesse que ela visse um dos textos que escrevia, ela saberia.
Ficaram em silêncio, como sempre ficavam. Até que Konan inclinou um pouco o corpo para frente, como se o que fosse falar com Hinata fosse secreto. "Como vai o Uzumaki?" ela perguntou. Hinata bem sabia o que aquela pergunta queria dizer nas entrelinhas, por isso deu um sorriso miúdo para Konan, como quem diz que está tudo bem. A mulher quase sorriu. Hinata não estava mais se sentindo tão apaixonada por Naruto, e isso a deixava completamente satisfeita.
"Konan?" as duas levantaram os olhos e viram Pein parado atrás de Konan. Ele lançou um olhar que dizia muitas coisas, mas nenhuma que Hinata pudesse entender. Porém, a Hyuuga entendia algo: Konan teria de se retirar. Sentiu o coração apertar, mal tivera tempo junto dela naquele dia. Konan começou a se levantar.
"Desculpe, Hinata. Amanhã..." as reticências eram uma promessa. Hinata sorriu e levantou a mão, acenando para Konan e Pein que acenaram de volta antes de se retirar. Quando saíram do café, Pein parou Konan.
"O que você acha que está fazendo, Konan? Essa menina está apaixonada por você, dá para ver nos olhos dela. E você irá simplesmente divertir-se um pouco com ela e depois...?"
"Desde quando você se importa com os sentimentos de uma garota estranha?" Konan perguntou séria. Pein suspirou.
"Não se trata disso... Konan, se você vai mesmo morrer, já não basta deixar toda a Akatsuki sofrendo para trás? Ainda irá envolver essa menina?"
"Repito minha pergunta. Isso não tem nada a ver com você, Pein. Está sendo sentimental." Ela levantou as sobrancelhas.
"Tenho pena dela, e só."
"Não tenha. Não farei nada de mal com ela."
"Só fará ela se apaixonar por você e depois morrerá? Realmente, não há nada de mal nisso."
"Pein..."
"Mas a vida é sua, e a morte também. Você pode deixar quantas pessoas sofrendo quiser para trás, não faz diferença para mim. Até mais, Konan." Ele falou, retirando-se em seguida. Konan ficou assistindo Pein sumir na rua, parada. O que ela estava fazendo não poderia ser tão condenável a ponto de Pein se preocupar. Além do mais... apaixonada? Mas já? Konan não pode evitar o sorriso de satisfação. Começou a tomar rumo para casa, cantarolando baixinho.
N/A: Capítulo curtíssimo, eu sei, mas é porque eu tenho uma dificuldade imensa com terceiros capítulos. Bem, bem, bem; Pein e Konan OOC nesse diálogo, mas a gente releva. Próximo capítulo, juro, será mais interessante do que esse. Aliás, "diamantes de pedaços de vidro" é uma frase da música Andrea Doria, do Legião Urbana. Eu não sei com que intenção o Renato Russo usou essa frase, mas a minha é: a Hinata está supervalorizando a amizade (cof, cof) com a Konan; o que seria algo normal, está sendo completamente... entenderam? Eu sei que vocês entenderam. Pois é. Agradeço a todas as reviews.
.reviews.
Persephone Spenser: O fandom de Naruto me surpreende mais a cada dia, fato. Eu comecei essa fic sem gostar de Konan/Hinata, mas agora... (L) A Konan vai morrer. Ou não. Depende do meu humor. E, como é em relação a Hinata... kukuku.
Myuki-chan in Wonderland: Pois é! Yuri é a mesma coisa que yaoi, que é a mesma coisa que um amor entre homem-mulher... só que com algumas complicaçõezinhas a mais. Viva yuri! \o/
Von Cherry: É, a Hinata pode ser mó gostosa, mas nada bate a Ino e a Karin. Puta merda, eu tenho orgasmos só de olhar para elas duas XD A doença da Konan é... bem, segredo ;X (isso porque eu ainda nem pensei qual é XD) Ah, parabéns bem atrasado XD
Chuck Lil: Era para rir mesmo 8D Konan safada e pedófila, parece o caramujo do shopping XD E não, a próxima não é a SasuNaru... e, OMG, VOCÊ GOSTA DE SASUNARU? Cada de você me surpreende mais. XD Vai ser para você, então. (L) E depois, vamos passar no riddleZinho, senhorita!
Srta. Kyuu: Oooh, não enjoe de yaoi, simplesmente aproveite o yuri, querida! Um dia, ainda faço um de comédia. (mentira)
Chibi Anne: Ora, veja só: você nem era uma louca por yaoi quando eu te conheci, gostava na medida normal, e agora... XD Então, eu só devo esperar que você comece a sentir por yuri a mesma coisa XD A Akatsuki é gay, e tenho dito. (y)
Lady Murder: Eu só não cobro review melhor para esse capítulo porque ele não foi lá grandes coisas. Mas nos dois que virão... quero reviews dessentíssemas, querida. XD
Mr. Montagh: NUNCA SE VIRAM, SEMPRE SE AMARAM HAUAHAUAHAUAHAUAHAUAHAU (L) Pein/Konan é amor. E, Cord, um dia você aprende a deixar review... XD
Yaeko: O problema sobre o que a Konan tem é que eu não sei o que é! #apanha# Espero que tenha gostado desse também, flor.
