Eu ainda vou matar alguma OC ;P

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Quando acordei, não estava na enfermaria do colégio. Olhei ao meu redor, demorando a perceber onde era exatamente ali. Pisquei algumas vezes, ouvindo vozes vindo do outro lado da porta a minha esquerda. Reconheci como sendo do pessoal do Host e então me lembrei do que ocorrera.

Tentei me levantar, mas havia alguma coisa em meu braço que incomodava demais quando eu me mexia. Olhei, procurando onde estava, vendo uma agulha presa a meu braço. Nem pensei em que aquilo poderia significar, me limitando a ficar deitada na cama fitando o teto.

A porta se abriu, chamando minha atenção. Vi uma enfermeira entrando, o que significava que eu estava no hospital. Só não entendia o motivo daquilo, ou melhor, não até que meu irmão aparecesse e dissesse que eu estava com a pressão muito baixa e que poderia ter outro desmaio. Não respondi, não havia o que ser respondido. Só perguntei em que hospital nós estávamos.

- No nosso.

Ótimo, agora papai saberia que eu não estava na minha melhor condição e mamãe terminaria por descobrir cedo ou tarde. A idéia me incomodava bastante, tanto que eu quis fugir dali. Não ouvi quando Kaoru entrou e não notei quando ele se pôs ao meu lado. Sua presença teve de ser anunciada para que eu me desse conta.

Ainda assim, tudo que fui capaz de fazer foi desviar o olhar para ele e fitá-lo de forma interminável e silenciosa. Ele me olhava como se tentasse saber o que eu pensava, o que eu faria. Mas nada era transmitido por meu olhar, absolutamente nada. E isso parecia incomodá-lo de certa forma.

Ficamos nesse silêncio até que uma pessoa loira e escandalosa, que eu consegui ouvir muito antes dela pisar no quarto, escancarou a porta e chamou desesperadamente por meu nome. Minha cabeça girou e eu quis me levantar e matá-lo com minhas próprias mãos. Tamaki, aquele estúpido irracional, sem a mínima capacidade de raciocinar. O completo e interminavelmente descerebrado Tamaki.

- Shou-san! Shou-san! Você está bem? Responda!

- Tamaki… Acho que assim você vai fazer com que ela piore… Que tal se acalmar um pouco? – Kaoru parecia sem graça naquela situação.

Fiquei muito grata por não ter dito nada a ele antes de Tamaki aparecer, por Kaoru ter tentado me livrar daquele loiro irracional, por ele me entender mesmo sem saber que está me entendendo. Por Kaoru ser sempre ele e nada mais.

Quando tudo estava novamente em silêncio, vi Ryuu entrando pela porta, mas não sem antes socar o irmão. Sorri de canto involuntariamente ao vê-la e esperei que viesse até mim e Kaoru. Sua expressão era indiferente a tudo e todos, mas havia resquícios de preocupação em sua voz.

- Melhor agora, Shou? Você desmaiou de repente…

- Estou sim. Os médicos disseram que minha pressão caiu muito e posso ter outro desmaio, mas estou relativamente… Decente.

- Você também não parecia muito bem no corredor.

- Ah… Aquilo não tem nada a ver…

"Eu acho."

- Vai voltar para a Espanha? – a pergunta da pequena me surpreendeu.

- Por que eu voltaria para lá?

- Você não tem estado no seu melhor desde que chegou aqui.

Ela tinha razão. Eu comia menos, eu dormia menos, eu era menos animada. Mas como Ryuu poderia saber que aquilo não era meu normal? Não me lembrava de ter comentado nada com ninguém nem de tê-la conhecido fora do Japão. Antes mesmo que eu perguntasse, Ryuu respondeu, uma vez que minha surpresa era óbvia.

- Os Suou estão fadados a se encontrar com os Ootori. Seu pai comentou com o meu sobre isso em um desses encontros.

Suspirei. Por que aquilo tinha de ser verdadeiro?

- Bom, vou deixar o casal sozinho agora. – dito isso, vi-a se retirar e então caí no sono.