I Like You So Much Better When You're Naked

Ted achava que nada poderia deixá-la mais feliz do que bombons e flores, mas Victorie tinha pensado mais: ela tinha pensado num quarto aconchegante, na lareira acesa, em velas espalhadas, e em um vestido que a deixava linda. E, bem, claro que ele estava surpreso, e claro que nada poderia ser mais interessante do que um convite tão direto.

Mas ele não imaginava o quanto ela seria capaz de enfeitiça-lo, não apenas nos beijos e toques suaves, mas em sua própria pele sedosa. Sempre a achou linda, mas nunca teve uma real dimensão do que era aquela coisa quase irreal, quase terrível de tão perfeita, os cabelos loiros com os reflexos de cobre sendo aumentados pela meia-luz, seus olhos brilhantes, num tom tão claro de azul, suas curvas exatas, seus ângulos perfeitos, suas unhas bem-feitas, uma beleza ideal, imaginária, não real.

Entretanto, ela era real, e ainda mais bonita quando tremia de expectativa, se encolhia de dor, suspirava de prazer. Victorie era realmente linda quando seus dedos estavam enrolados em seus cabelos, suas unhas arranhando as costas do namorado, seus lábios entreabertos em um arquejo que seria deselegante em outra mulher. Ted podia senti-la como nunca antes, e a amava como nunca antes, de uma forma muito mais completa e simples.

Quando não tinham palavras para serem ditas, era mais difícil errar. E, tudo que ele podia dizer naquele momento, só podia ser correto.

"Eu te amo".