Reações Grifinórias

Ela não o amava - nunca tinha amado, então não era um nobre sacrifício por amor. Era apenas mais uma atitude impensada. A dor cortava seu corpo, e ela gritava, mas no fundo sabia que tinha feito a coisa certa.

Aquela não era a briga dele. Não tanto quanto era dela. Ele não merecia aquilo, a mãe dele não merecia aquilo. Nem sequer avaliara antes de se jogar na frente, e se agora estava sendo torturada, não era problema.

Nunca poderiam fazer com ela pior do que já fora feito, não importa o quanto doesse.

Mas o mundo voltou ao normal rápido o suficiente para ela ouvir mais um grito, e o som de alto quebrando a janela. A mão morena que ela protegera, a ajudou a se levantar, entregando sua varinha.

"O que você fez?" ela perguntou, baixo, mas ele a ouvia mesmo com toda a confusão.

"Eu fiz Karatê quando era criança" foi a única resposta dele. E ela deu um sorriso fraco, e respirou fundo.

Ele a olhou, com um brilho intenso, e ela imaginou se tinha sido um erro - se teria dado falsas esperanças.

"Obrigado, Ginny".

"Só continue a lutar" ela disse, firme. "Ainda temos muitos comensais aqui."

Ele sorriu novamente, e ela sorriu de volta. O calor da batalha tomava conta deles mais uma vez.

(Nunca mais falou no assunto, ele não era nenhum tolo para achar que aquilo era algo além de coragem e estupidez. Seu tempo já fora.)