Olá de novo!!! Vamos para mais um capítulo de Além das Memórias!!!
Milo - E para mais um capítulo de maldades ¬¬
Ah, Milo, quer parar com essa chantagem emocional?
MIlo - Chantagem??? Vcs vão ver a chantagem ù.u
Bom... Infelismente hj ñ tô c/ muito tempo, então ñ vou poder ficar discutindo esse tipo de coisa u.u
Milo - Vc tah fugindo da reta ¬¬
Ñ tô u.u Agora vamos ao capítulo... Espero q gostem!!!
---
Uma Mente em Branco:
Milo e Camus chegam ao hospital, deparando-se com o Grande Mestre. Não sabiam por que estaria ali, apesar de também se preocupar, fora lá apenas uma vez, logo após voltar à vida. Depois voltou aos seus afazeres como Grande Mestre.
--- Shion-sama? – estranhou Camus.
--- O que faz aqui? – perguntou o outro.
--- Eu senti a mente de Nala voltar à consciência – começou, mas foi interrompido.
--- Quê?! Nala acordou?! – avançou Milo, e repentinamente percebeu que o segurava forte nos ombros – Ah! Desculpa, Shion-sama. – e o soltou de imediato.
--- Tudo bem. Mas... Precisam se acalmar. As notícias não são de todo boas.
Os dois gelaram, suas expressões antes esperançosas se tornaram de preocupação. Nada disseram, apenas esperaram por explicações.
--- Parece... Que a mente dela está em branco.
--- Do que está falando?! – tornou o Escorpião.
--- Provavelmente... Ela não vai nos reconhecer, nem se lembrar de si própria. O choque do corpo e espírito foi tão grande que se criou uma barreira contra suas memórias.
--- Está dizendo que ela está com amnésia? – perguntou Camus, tentando disfarçar o ranger de dentes.
Ele apenas assentiu com a cabeça pesarosamente, e os instruiu a terem cuidado em como agir. Tinha agora que correr para avisar o garoto que estava no quarto, antes que ele tivesse um baque.
--- Mas... – gaguejou Milo – Ela ainda vai lembrar, né... Shion-sama?
--- Não poderia dizer – os dois gelaram novamente – mas sabendo o quanto ela é forte, acho que temos boas expectativas.
Ficaram mais calmos, mas seus corações pesavam por saber que não poderiam abraçá-la e beijá-la, que não poderiam dizer o quanto sentiram sua falta ou o quanto estavam preocupados. Entraram, indo direto ao quarto.
---ooo---
Aquele garoto quase não se continha, seus olhos se tornaram turvos, eu me preocupei, não sei bem por que, mas ia lhe perguntar se estava bem. Antes, porém, ainda com aquele sorriso que me parecia um disfarce, ele se esquivou.
--- Eu vou chamar o médico.
--- Médico...? – estranhei.
--- Sim. Você esteve dormindo por um bom tempo. Ele tem que ver como você está.
Virou-se subitamente e saiu. Alguns minutos depois o homem de branco veio ver como eu estava. Me chamava, não sei por que, de "Nala-sama", e era extremamente atencioso.
Do lado de fora, os olhos azuis transbordavam, os dedos se apertavam contra o peito como se quisesse apertar o próprio coração, que sentia se esmigalhar dentro de si. Soluçava baixinho, escondendo o rosto sob as madeixas molhadas de lágrimas. Os três Cavaleiros viram a cena logo que chegaram, Shion baixou o rosto.
--- Droga... Tarde demais.
Camus não agüentou a cena, aquilo de ignorar seus sentimentos que ficasse para as batalhas. Hyoga era seu discípulo, mais do que isso, era como se fosse seu filho, e nunca o vira tão frágil. Aproximou-se, Hyoga o percebeu e logo fez menção de secar os olhos, mas o mestre segurou sua mão.
--- Tudo bem, Hyoga. Pode chorar dessa vez.
O rapaz ergueu os olhos molhados, sua expressão dolorida fez o mestre tremer, parecia uma criança amedrontada, implorando por consolo. O aquariano atendeu ao pedido suplicante, puxando-o para abraçá-lo, e o discípulo logo aceitou, soluçando no ombro de Camus.
--- Mestre... O que eu faço...?
Ele se manteve em silêncio, dando-lhe apenas o conforto silencioso de seus braços paternais. Milo assistia a tudo sem saber que reação tomar, e logo se jogou num banco abaixando a cabeça como se fosse afundar no chão.
--- Eu só queria abraçar ela... – murmurou – Só queria chamá-la de irmãzinha outra vez, e a ouvir me chamar de irmão.
Shion era quem menos sabia o que fazer, e teve de respirar fundo antes de dar qualquer conselho àqueles três. "Mas o que poderia dizer que não parecesse uma tola filosofia infantil?" – pensava consigo mesmo. Aproximou-se, tentando ser o mais racional possível.
--- Escutem... Eu sei que isso parece difícil, mas agora que Nala está completamente perdida neste mundo, ela vai precisar de muito apoio. Quem estiver com ela terá de passar segurança. E serão vocês três, certo?
Eles parecem entender, Hyoga e Milo enxugam as lágrimas. O médico sai do quarto de cabeça baixa, e só agora percebe a presença dos outros Cavaleiros.
--- Oh... Grande Mestre, Cavaleiros, boa tarde.
--- Como ela está? – pergunta logo Milo.
--- Bem... Ela parece muito bem, mas não se lembra de nada... Precisarei de alguns exames.
--- Isso não é necessário. – diz Shion – Eu posso ver o estado da mente dela sem precisarmos de máquinas. Só a deixe se acostumar conosco.
--- Como quiser, senhor.
Ele sai, deixando os quatro a vontade após uma reverência. Hyoga logo entraria no quarto, mas Shion o chama de volta.
--- Cisne...
--- Sim, Shion-sama.
--- Não se esqueça que, para quem não tem memórias, as que criará a partir de agora são muito importantes.
Ele assentiu e entrou, eu olhava atenta e curiosamente para uma das máquinas onde linhas pulsavam. Ele respirou fundo e sorriu.
--- Nala?
Tornei para ele, seu sorriso era tão lindo... Mas os olhos estavam vermelhos. "Por que...? Por que ele me deixa tão preocupada?" Aproximou-se da cama, olhou para a máquina que eu fitava antes e apontou para ela.
--- São seus batimentos.
--- Batimentos...? São linhas.
Riu, achando graça de meu comentário, e sentou-se ao meu lado.
--- É uma máquina que mede as batidas de seu coração. Quando ele bate, a linha pulsa mais alto.
--- Coração...? – perguntei ainda perdida.
Ele tomou uma de minhas mãos, transmitindo um aconchegante calor. Não podia entender por que, mas me sentia extremamente bem perto dele. "Será que é porque foi a primeira pessoa que vi?" Afinal, o médico, para mim, era apenas um homem gentil e atencioso, mas este garoto tinha algo diferente. Sem que eu soubesse por que, e sem que ele percebesse, o gráfico começa a pulsar mais rápido. Ele leva minha mão até o lado esquerdo de meu peito, soltando-a.
--- Sinta... Ele está batendo aí dentro de você. É o que a mantém viva.
Eu senti, e realmente, algo palpitava dentro de mim. "Será que é assim em todo mundo?" Levei a mão até o peito dele, do mesmo lado que mostrara em mim, ele hesitou e seu rosto se tornou vermelho, mas eu não entendia essas reações. Mesmo assim deixou que sentisse o bater de seu coração.
--- Por que... O seu é mais rápido?
--- Ah... Er... – estava mais vermelho – Bom... Muda de pessoa pra pessoa.
Seu sorriso era diferente agora, parecia mais espontâneo, senti meu coração mais quente com esse sorriso, senti vontade de sorrir também. Mas eu nem havia percebido que, instintivamente, eu já o havia feito. Ele se levantou e foi até a porta, fazendo-me sentir que ficaria sozinha novamente, mas eu queria ficar mais com ele.
--- Aonde você vai? – perguntei preocupada.
--- Ora – tornou novamente sorrindo – Você não pode conhecer só uma pessoa. Eu volto rápido, ta?
Ele saiu e chamou os que estavam com ele, logo voltou, acompanhado de mais três homens. Um parecia muito sério, de longos e revoltados cabelos cor de musgo e olhos púrpuras. O segundo tinha um porte belo e elegante, de cabelos lisos e esverdeados e olhos azuis. Apesar de também parecer sério, senti algo diferente quando se aproximou, uma proximidade respeitosa. O terceiro trazia os olhos tão preocupados que senti vontade de abraçá-lo, um belo jovem de olhos azuis escuros, cabelos longos e revoltados da mesma cor, desfez-se da preocupação e abriu um caloroso sorriso que o fez parecer a pessoa mais gentil do mundo. Foi ele o primeiro a se aproximar, parecia tenso, como que se segurando em suas próprias atitudes.
--- Oi... Nala...
--- Oi.
Meu sorriso foi instintivo, eu não compreendia direito, mas percebia que algumas pessoas que via me faziam sentir mais ou menos afinidade. "Por que essas sensações tão diferentes com cada pessoa?" Seus olhos brilharam mais com meu sorriso, ele se aproximou mais, colocando a mão sobre minha cabeça.
--- Como se sente?
--- Estou bem.
--- Que bom. Meu nome é Milo, está bem?
--- Milo... Gosto desse nome.
--- É claro que gosta. – disse fazendo pose – É o nome mais bonito depois do seu.
Eu ri, ele era engraçado, divertido, espontâneo, aqueles olhos cintilantes tinham vida e calor. Olhei então para o homem sério que via tudo pouco atrás, ele parecera esboçar um sorriso nos lábios, mas muito sutil. Eu queria muito saber quem era o dono daquele olhar sério e profundo, daqueles enigmáticos olhos azuis.
--- E o senhor, quem é?
Ele me olhou, torcendo um pouco o nariz.
--- Senhor...? Me faz parecer velho...
--- Desculpe. – tornei envergonhada.
--- Ah, não! Não precisa fazer essa cara, foi só um comentário. Eu sou Camus.
--- E ele? – olhei para o último dos presentes.
--- Shion. – respondeu o homem de belos olhos púrpuras.
--- Eles são todos amigos. – disse Hyoga.
Certamente que eu sentia como se fossem amigos, me sentia bem perto deles, mas também achava estranho aquele bem estar perto de pessoas das quais eu não me lembrava. Aquele vazio ainda estava dentro de mim, mesmo que menos intenso por causa das pessoas que me cercavam, ainda sentia aquela sensação angustiante por não saber nem mesmo quem eu era.
--- Posso fazer uma pergunta?
--- Claro! – respondeu Milo de pronto.
--- Por que... Por que não me lembro de nada?
Ele engasgou, seus olhos se tornaram um tanto quanto opacos. Talvez ele fosse espontâneo demais para esconder que não gostava daquela idéia, embora eu não entendesse tal atitude. Percebendo isso, Shion rapidamente se pôs à frente do grupo, sentando-se ao meu lado na cama.
--- Na verdade, você teve um grande desgaste físico, psicológico e espiritual. Por isso essa reação, suas lembranças estão, de certa forma, seladas no seu subconsciente.
--- O que aconteceu comigo...? – eu ficara um tanto quanto receosa.
--- Digamos, por enquanto, que foram apenas acontecimentos fortes demais para uma só pessoa.
--- Mas...
Ele tocou minha cabeça, como um pai faria com seu filho, e com um olhar gentil continuou.
--- Você deve descobrir e se lembrar por si só, Nala.
--- Por que...? – tudo aquilo realmente me deixava confusa.
--- Porque só assim estaremos mais perto da certeza de que sua mente e sua alma estão prontas para estas lembranças.
Ele sorriu, eu estava muito mais confusa, cheia de curiosidade e com um buraco negro em meu coração. Queria mais do que tudo minhas lembranças de volta, e não dá-las a mim me parecia injusto. Mas por algum motivo achava que deveria confiar naquele homem, ele transmitia uma majestade e confiança que eu entendia tanto quanto todo resto à minha volta. Milo voltou a sorrir então.
--- Não se preocupe. Se Shion-sama diz que você pode fazer isso, então podemos confiar. Até por que... Mesmo que você não saiba, você tem uma força magnífica.
Será que eu sou mesmo tão forte? Essa pergunta ecoa no fundo da minha consciência, como algo de que eu não tinha certeza, talvez nem mesmo acredite, mas é algo que eu desejo do fundo do meu coração, tanto quanto estar perto de três daquelas pessoas que acabara de conhecer. O jovem sorridente e expansivo de cabelos azuis revoltados, o homem elegante de cabelos cor de esmeralda, tão calado, mas que me parecia tão próximo, e aquele belo garoto de cabelos dourados e olhos da cor do céu, céu que eu ainda não tinha visto, a não ser pela janela que reparara há pouco tempo do meu lado.
Lá fora, pássaros voavam rápidos e leves, livres. Era tão belo vê-los, faziam-me pensar se eles se importavam tanto com suas lembranças, se eles as guardavam em seus coraçõezinhos que deviam ser tão pequenos. Mas quem está aqui sou eu... Quem sairá daqui e provará a experiência de ver um mundo completamente novo, com um infinito a ser descoberto, era eu. Talvez isso parecesse triste, de certa forma, pois o vazio de não saber quem sou ainda estava dentro de mim. Mas talvez seja algo único, uma oportunidade incrível de ver toda uma beleza e um amontoado enorme de mistérios por uma visão nova. Como nascer de novo... Sim... Até ter minhas memórias de volta, vou encarar isso como um desafio a ser superado, e nada melhor do que ter sempre algo à frente para se descobrir e superar. Mesmo que não me lembre... Sinto que esse sempre foi meu modo de pensar.
---
Continua...
---
Bom... POr hj é isso pessoal!!! Desculpem a pressa e a consequente falta das conversinhas, mas hj tô sem tempo mesmo _ Só ñ queria ficar de novo sem postar por tanto tempo XD
Mas ainda tô esperando os comentários!!! Espero q estejam gostando!!! Até o próximo capítulo, na semana q vem!!!!!!!!!
