Oiê!!!! Como foi o último Capítulo???
Milo - Como foi??? O q acha?? Horrível!!! Sabe o quão má vc é fazendo a gnt agir como se nd fosse naquela situação??? Vc só pode estar precisando de um analista T_T
Tava perguntando pros leitores, Milo. Pára de ser chntagista ¬¬
Milo - Não sou chantagista ¬¬
Magina... Ainda me pergunto como Stella-chan te suporta ù.u Aliás... Valew pelo coment, Stella-chan!!! Q bom q tá gostando, e pode deixar q o rabo torto aniki vai sofrer um bocado ainda *sorriso malígno*
Milo - Eu disse q ela precisa de um analista _
Camus - Qtas vezes vou ter q mandar vc se controlar? Será q tenho q te por num esquife? ¬¬
Milo - E vc q mal consegue continuar fingindo q ñ tá querendo chorar?? ò.o
Camus - Coment? ò.o
Gnt... Hehehe... Cadê o Hyoga...?
Milo - Trancado no quarto, chorando feito uma mocinha... ù.u
Exagerado... ¬¬ Enfim... Nando-kun!!! Obrigada a vc tb pelo coment e por ler minha fic!!! Espero encontrá-lo logo no msn p/ gnt papear!!! Bjus p/ td mundo e vamos a mais um capítulo. Espero q gostem e q comentem!!!!!
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Mundo Novo:
Saí do hospital poucos dias depois, afinal, fisicamente eu estava muito bem. Porém ainda tinha dois grandes curativos no corpo, um corte na clavícula que ia até próximo ao coração e um nas costelas, do lado direito. Deviam ter sido cortes muito profundos para demorarem tanto a cicatrizar, eu ainda até sentia dores neles... Quando me levantei do leito do hospital, quase caí, não sentia forças em minhas pernas, talvez pelo tempo que fiquei sem andar. O médico disse que eu precisaria de uma tal fisioterapia, mas Milo correu intervir em meu favor.
--- Fisioterapia??? Cê ta maluco??? Essa garota aqui não precisa de nada disso!
--- Mas... Milo-sama... – tentou o médico.
--- Relaxa, doutor... Com este Milo aqui pra ajudar, Nala estará andando em poucos dias. – disse com ar convicto.
O sorriso dele era caloroso sempre, e aquelas palavras cheias de certeza me davam muita força. Ele me tomou em seu colo e me carregou, e quando me tirou do chão fiquei um tanto surpresa. Não só por que aquilo foi muito de repente, mas ele fazia com uma rapidez e facilidade que eu achava incrível.
--- Milo-kun, que está fazendo?!
--- Hey, que negócio é esse de "kun"? Não precisa de formalidade comigo... E não tenha medo que não vou te deixar cair.
--- Não... Não é isso... Eu... É que você vai me carregar até onde? Eu vou pesar...
--- Pesar? Ta de brincadeira? Você é uma pena!
Ele ria com vontade, e me carregou por um longo caminho. O sol cobria tudo ao redor, em volta do hospital havia árvores verdejantes e flores, mais adiante havia colinas rochosas, um bosque um tanto longe, muito verde, caminhos pedregosos, construções um tanto antigas, pilares cilíndricos quebrados, outros sustentando vigas de pedra com entalhes. Mais adiante, porém, havia uma alta colina, na qual se erguiam várias construções, mas iam tão longe que pareciam minúsculas se olhadas de onde estávamos. Havia escadarias que pareciam intermináveis ligando cada uma dessas construções, e Milo virou-se para elas.
--- Minha casa é a nona. – disse sorrindo.
--- Nona...? – espantei-me – Mas mal consigo ver a segunda... Como vai me carregar até lá...?
--- Já disse que você é uma pena, Nala. Não se preocupe... Mas estava pensando em se você não gostaria de correr um pouco...
--- Correr...?
--- Sim... Eu fazia isso quando era criança... Colocar uma pessoa nas costas e correr com ela... Quem ia nas costas sempre se divertia.
Ele parecia ter um sorriso distante agora, algo como que um encanto, e ao mesmo tempo eu achei uma idéia bastante divertida.
--- Tem certeza que não vai cansar demais?
--- Absoluta. – respondeu no maior dos sorrisos.
--- Então quero experimentar. – tornei radiante.
Ele pareceu incrivelmente feliz com isso, parecia uma lembrança muito divertida e feliz para ele. Me colocou então nas costas e subiu escadaria acima. Era incrível como ele conseguia subir tão rápido. Eu não fazia idéia de qual seria a velocidade normal de uma pessoa, ou sua força e resistência, mas para mim aquilo parecia incrível... E mais incrível ainda foi ele falar com a maior naturalidade do mundo, rindo:
--- Se quiser posso ir bem mais rápido que isso.
--- Mais ainda?! Isso parece impossível!
--- Hahaha! O impossível não existe, Nala. Não para nós!
--- Isso é divertido!
Realmente era muito divertido, me preenchia um bom tanto o coração, como se a angústia e o vazio sumissem por alguns momentos. Ele se aquecia num sentimento alegre e inocente. Não sabia de onde vinha tal sentimento, ou seu significado, mas era esplêndido apenas. Meu sorriso era, pela primeira vez, largo e radiante, e eu tinha vontade de cair em gargalhadas. Observava, ao mesmo tempo, as construções pelas quais passávamos tão rápido, eram todas feitas daqueles pilares, mas com tetos belos e cheios de entalhes diferentes, mais bonitos que os anteriores. Uma delas, a sexta, tinha estátuas enormes à porta, mas estavam muito destruídas. Ainda assim, pareciam ter sido muito belas um dia. E assim como elas, as casas também estavam bastante destruída, ainda que desse para ver que eram majestosas.
Chegamos, então, à nona casa da escadaria, entramos, ele me mostrou tudo. Era simplesmente enorme, com um imenso salão de entrada cheio de pilastras muito altas nas laterais, piso de pedra polida, teto cheio de entalhes... Uma energia no ar... Pilastras c/ marcas de algo que as cortou... Meus dedos as tocaram, e parecia ter o mesmo espaçamento entre cada dedo e cada corte... Aquela energia...
--- Que... Lugar é esse...? – perguntei, ainda nas costas do rapaz.
--- Oras, é minha casa... Você vai ficar por aqui... Agora vamos pra cozinha que temos um exímio cozinheiro esta noite.
--- Nós temos...?
--- Sim. Graças a você. – brincou.
Chegou na cozinha, onde Camus preparava alguma coisa. Não fazia idéia do que era, mas cheirava muito bem. Meu estômago respondeu com um alto ronco na mesma hora. Milo me colocou sentada numa cadeira e foi buscar refresco, passou ao lado de Camus e enfiou a mão na tigela, experimentando alguma coisa que havia nela. Camus não pareceu gostar muito, puxando a orelha do rapaz.
--- Non, Milo... Quer estragar a comida?
Era engraçado, o jeito daqueles dois e o sotaque estranho de Camus, parecendo fazer bico para falar, e com um erre elegantemente gutural. Eu acabei por rir. Milo aprontou bandejas e pratos enquanto o outro cozinhava, quando Hyoga entrou na cozinha, abrindo um alegre sorriso ao me ver.
--- Nala! Como esta?
--- Estou bem... – respondi sorrindo.
--- Desculpa. Não pude ir te buscar, fui comprar coisas para a sobremesa... Tenho que correr para preparar.
--- Hyoga-kun também cozinha...?
--- "Kun"? – ele torceu o nariz
--- Oh... Também não gosta que use assim...? Desculpa...
--- Ah, está tudo bem. Só não precisa usar isso comigo. E eu cozinho sim, mestre Camus me ensinou.
--- Eu queria ajudar... – lamentei.
--- Deixe disso. Por esses dias faremos o que for necessário. Quando você estiver bem te ensino o que quiser.
Ele sorria alegremente, um sorriso angelical e gentil que me fez responder da mesma forma. Ele colocou as coisas sobre a pia e tornou para mim, fazendo um galante movimento com a mão, oferecendo-me um belo presente. Era de um vermelho vivo e brilhante em cada uma das sedosas pétalas, com folhas verdes, uma belíssima flor que diziam ser a rainhas das flores, a rosa. Eu aceitei sem conseguir olhar em seus olhos azuis, não sabendo por que, e com o coração tão disparado que o sentia palpitar na garganta.
--- O... Obrigada...
Milo olhou um pouco bravo para Hyoga, puxando sua orelha, sem aparente motivo.
--- Que está fazendo, pato...?
--- Eu...? Nada, ora essa... Dá pra soltar? Ta doendo.
Ele deu de ombros e o soltou, fazendo, pela segunda vez em meu conhecimento, aquele rapaz sério esboçar um sorriso que eu achei bastante galante. Prepararam tudo, Milo pôs a mesa com pratos de porcelana, talheres prateados muito chiques e taças de cristal fino, soltando um comentário brincalhão.
--- Não se preocupe... Não sou fresco a ponto de ter essas coisas finas. Isso é tudo emprestado do Camus aqui. – e deu um tapinha nas costas do amigo.
--- Set tre bian, Milo... – disse o outro sério – agora sente e coma como alguém civilizado para variar...
Eu ri, mas fiquei com a expressão mais confusa do mundo quando Camus me apresentou os pratos.
--- Bian, começaremos com o "Ratatouille". Depois temos "boeuf bourguignon" com pedaços de champignon e Aligot. E a sobremesa que Hyoga preparou, "petit gâteau". Nada seria melhor que um bom vinho tinto para acompanhar, mas acho que non é a melhor hora, então será um bom suco natural... Espero que goste de sua primeira refeição fora do hospital, confesso que merece algo com um pouco de classe depois daquilo.
Milo riu com gosto diante da sutil brincadeira. Eu olhei aquilo tudo por alguns segundos, ainda confusa, até que Hyoga veio em minha salvação, traduzindo tudo aquilo.
--- Ratatouille é conserva de berinjela, tomates e abobrinha, o prato principal é bife ao vinho de Borgonha, champignon é um tipo de cogumelo muito gostoso e Aligot é purê de batatas com queijo. E a minha sobremesa é um bolinho de chocolate com sorvete.
--- Sem medo, irmãzinha. O francês aqui cozinha muito bem, acho que o garoto também não fica atrás. – disse Milo num impulso.
Eu o olhei com ar de interrogação por um segundo, depois, um tanto confusa ainda.
--- Irmãzinha...?
Ficou mudo, um tanto pálido, diria. Será que devia ter feito tal pergunta? Ele parecia agora completamente fora de si, e eu, embora consumida por uma curiosidade tão grande quanto a que eu tinha de tudo ao meu redor, fiquei tentada a pedir desculpas e esquecer de querer uma resposta. Senti uma certa tensão por ali, mas Camus amenizou as coisas.
--- Ora, é uma mania dele... Falar assim com garotas mais novas. Não é, Milo?
--- Claro! – respondeu ele quase que num pulo.
Ouvi que Hyoga suspirou ao meu lado, como que aliviado, mas a tensão logo passou, comemos muito bem naquela tarde, estava tudo delicioso. Com certeza Camus era um cozinheiro espetacular, e a sobremesa parecia ter um sabor especial. Mesmo que não me lembrasse do gosto de tal doce, nem de nada, em verdade, para mim era como se o sabor daquele tal petit gâteau fosse de natureza bem diferente de qualquer outra coisa. Não parecia sentir apenas o gosto material, era como se tivesse algo mais ali...
Por fim, juntos na sala, os quatro reunidos, estavam convictos da necessidade de me mostrarem tudo o que a vida poderia ter de divertido. E aquela tarde foi a vez do controle cheio de botões ligado à caixa com tela que mostrava imagens, o qual eu apertava os botões e um personagem desenhado de jeito muito engraçado se mexia e batia em tartaruguinhas ainda mais engraçadas que ele, pulava bloquinhos, dava cabeçada em pontos de interrogação, entrava por canos verdes, comia cogumelos e estrelas com caras e montava em mini dinossauros risonhos. O mais engraçado é que vencer aquele jogo nada mais era do que atravessar uma imensa barra que subia e descia na tela ao fim de um monte de obstáculos malucos do caminho. E por mais estranho que isso possa parecer, e em princípio me pereceu mesmo, aquilo era absurdamente divertido.
--- O que é isso afinal...? – perguntei dando muita risada daquilo.
--- Ora, isso é um vídeo game! – respondeu Milo rindo.
--- Isso é tão divertido!
--- E olha que é só Super Mário.
--- Espera até conhecer Guitar Hero e Soul Calibur. – completou Hyoga.
E tinha razão... Não acho que eu fosse capaz de imaginar o quanto era divertido apertar botões correspondentes a cores que faziam a música andar, ou lutar louca e desvairadamente contra bonequinhos virtuais.
Enfim... O dia passou, a noite chegou, os três me levaram para ver o crepúsculo, e devo admitir que não acreditei que eu conseguiria ver, no mundo, acontecimento mais espantosamente maravilhoso como aquele. O céu azul se tingiu aos poucos de um laranja vivo e brilhante, manchas róseas se espalhavam pelo horizonte, mesclados ao amarelo dourado que se expandia do centro do sol. Era inacreditável... Tudo em redor, as montanhas e árvores, os rios e templos, tudo se tingia de dourado, como se o mundo e suas coisas fossem a maior jóia do universo.
E depois do pôr do sol, o céu escuro como minha mente ao acordar, na cama do hospital, me trouxeram um certo desconforto, meu coração pesou e ficou frio, e tive vontade de chorar... Mas Hyoga ergueu meu rosto para a imensidão negra e disse:
--- Veja aqueles infindáveis pontos brilhantes lá em cima. Embora esteja tudo escuro, elas ainda brilham.
--- São como nossas almas, que lutam contra tudo que o é obscuro em nossas vidas, mesmo que não tenhamos recordações de porque aquilo nos é obscuro. – continuou Milo.
--- São a prova de que não existe escuridão capaz de fazer com que nossas almas deixem de brilhar. – concluiu Camus.
Me surpreendi profundamente. "Como chamam?" – perguntei, e Hyoga respondeu – "Estrelas." Não consegui conter as lágrimas, quentes e gordas, que rolaram por meu rosto com a emoção que tais palavras me trouxeram, como se eu, agora, tivesse muito mais força em querer me redescobrir e reencontrar minhas memórias. Era o que eles chamavam de esperança, e as minhas estavam incrivelmente reforçadas agora. Hyoga e Camus sorriram, e Milo me deu um forte e caloroso abraço. Voltamos então para a nona casa, onde dormi, pela primeira vez, fora do hospital, numa cama quente e macia, embalada em sonhos que me relembravam aquele dia maravilhoso. O próximo dia seria o primeiro de minha luta pelo verdadeiro brilho de minha alma, que embora sem lembranças, não podia se apagar.
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Continua...
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Bom... Aí está mais um capítulo. Espero q tenham gostado!
Milo - Mais um tanto de tortura!!! Nem chamar ela de irmazinha eu posso mais!!! T_T
Camus - Já cansei dessa choradeira boba, vou me retirar, com licença...
Milo - Vai lá, seu fingido! Aposto q vai chorar escondido. Ou ñ admite chorar nem na SUA presença??? Eu sei q tá chateado pq ela nem te chama mais de mestre e tb ñ lembra de vc!
Camus - *de punhos cerrados e olhos lacrimosos, fazendo muuuuuita força p/ escondê-los* Cala a boca, Milo... ù.u
Hyoga - Vcs dizem isso... Mas sou eu q ela chama por Hyoga-KUN T_T
Milo - Ela chama td mundo c/ Kun... ¬¬
Hyoga - Mas... Até eu... T_T
Milo - *agarrando Hyoga pela gola e chacoalhando* COMO ASSIM ATÉ VC??? EU SOU O IRMÃO!!! EU SOU MAIS IMPORTANTE E CONHEÇO ELA HÁ MAIS TMP!!! EU É Q TÔ SOFRENDO MAIS!!!
Mas q crise de auto piedade e necessidade de atenção _ CHEGA VCS DOIS!!! Er... Hehehe... Bom... Espero q tenham gostadoe q comentem. Seus comentários são muito importantes p/ mim. Até o próximo capítulo!!! *sai correndo se esquivando por um triz dos objetos q Milo e Hyoga atiram um no outro p/ decidir quem está sofredo mais*
