*nhe... nhe...* (som de assoalho sendo pisado beeeeeeem de leve)

*cochicho* Oi gnt... Vcs não viram os malucos q sempre vêm postar fic comigo, né? Meu irmão (Milo), mestre Camus e Hyoga? Espero q não. É q eles vivem brigando e hj eu queria evitar isso um pouco. Até pq não tô a fim deles me chamando de psicopata e maligna sem coração de novo ù.u Afinal de contas, andei tendo uns sonhos meio atordoados, e eu ñ queria q eles ficassem preocupados com isso à toa... Quer dizer... Não seria bem a toa, mas... Efim... Vcs vão entender no capítulo...

Bom... Vamos a ele então. Boa leitura!!!

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Pesadelos:

Cenas jogadas em minha mente, sonhos, pessoas, correria... Sorrisos sombrios, sorrisos doloridos de despedida, brilhos ofuscantes de cosmos poderosos. Sempre o mesmo final, a terra despedaçada e escura, coberta de sangue, gritos de dor e morte, gritos de agonia e indignação, de quem não aceita perdas. Olhares sombrios e olhares de raiva, lágrimas de raiva, mortes... Pessoas mortas e ensangüentadas atiradas pelo chão, pessoas em roupas cintilantes, cambaleando por um caminho, para outra luta, com corações partidos por terem tirado vidas. Lugares obscuros, névoas verdes que sugam vidas tão importantes, um túnel que leva a um universo infinito, com estrelas, planetas, cometas e nebulosas, e quem lá caía, se despedaçava e desaparecia. Meu coração doía, a respiração era quase impossível, me sentia sufocada, sentia correntes elétricas horríveis passando por meu corpo, preso por correntes, me via atirando um cosmo poderosíssimo para cima de alguém, não sabia quem, mas que eu sentia amar. Meu coração se espremia e pedia para parar, mas eu usava toda minha força contra alguém que não queria matar. Será que eu o amava? E no fim... Sempre no fim, por mais que estas coisas todas se alternassem de sonho em sonho, a imagem do menino de asas arrasadas e ensangüentadas, morto, com os olhos azuis opacos e sem vida, e eu sentia que queria morrer diante daquela cena. Quem era aquele menino? Por que sempre sua imagem?

--- Nala... Nala! – chamava Milo, quase morrendo de preocupação.

Acordei num pulo, assustada com o chamado de volta à realidade, mas aliviada por finalmente conseguir acordar e respirar. O rapaz se sentou ao meu lado e me abraçou, fazendo meu coração se acalmar.

--- Mas o que está acontecendo com você, Nala?

--- O que quer dizer? – disse ainda confusa.

--- Ora... No último mês você vem tendo pesadelos direto. Três só esta semana! E começou desde que teve aquele treino com o Camus. Ele também está muito preocupado.

--- Me desculpe...

--- Que idéia é essa de "me desculpe"? Você não tem culpa dos sonhos que tem. E afinal de contas, porque nunca conta o que vê neles?

--- Por que... Eu não consigo entender direito. São imagens tão bagunçadas... Só você e Camus sabem deles?

--- O moleque também... Ele é o único que consegue te fazer parar de se contorcer e chorar sem te acordar. Que raiva daquele pato.

Ele olhou para o outro lado, parecia descontente. Eu fiquei um pouco corada, queria fazer uma pergunta, mas não sabia como. Fiquei um pouco olhando para ele, ensaiando.

--- Se quer perguntar, pergunte. Não precisa ficar com vergonha... – ele riu.

Dei um pequeno pulo se susto e surpresa, depois baixei o rosto, ainda mais corado.

--- É que eu... Não sei como perguntar...

--- Pergunte do jeito que se sentir melhor, oras! Quer melhor jeito que esse?

--- Você é engraçado... – disse com um singelo sorriso – Bem... Eu... Queria saber se você sabe... Se você sabe sobre o Hyoga-kun...

--- O que tem ele? – perguntou com uma sobrancelha arqueada, desentendido.

--- É verdade que ele... Tinha alguém... Alguém por quem ele... Sentia alguma coisa? – perguntei muito timidamente.

O olhar de Milo mudou, pareceu um tanto descontente, até entristecido. Deu um suspiro profundo e pegou minha mão.

--- Nala... O que você sente por esse moleque?

--- Eu... Não sei... É só que, mês passado, eu conversei com o Kiki-kun, e ele me contou várias histórias. Numa delas falava sobre a pessoa que Hyoga-kun amava, e que morreu nos braços dele...

Milo ficou repentinamente pálido, com uma sombra sinistra nos olhos, senti seu coração disparar num desespero. Ele tentou responder, embora não soubesse como.

--- Bem... Ele tem... Quer dizer... Tinha essa pessoa... Ou melhor... Ah, é complicado! Mas Porque quer tanto saber disso?

--- Eu não sei! Essa afirmação do Kiki-kun não me sai da cabeça e eu não sei por quê. E ainda por cima meu coração gela e dói sempre que penso nessa pessoa, ou no sentimento que Hyoga-kun tivesse por ela. Por que isso, Milo-kun? O que eu to sentindo?!

Ele suspirou novamente, me abraçou e deu um beijo em minha testa.

--- Fique calma, Nalinha... Tudo vai ficar bem, você vai ver. Não tenha medo de nada. Eu to aqui do seu lado pra te ajudar em qualquer coisa...

--- Mas... O que é isso que eu sinto...?

--- Acho que terá de descobrir por si mesma, Nala... – ele engoliu em seco, como se fosse dizer algo a contra gosto – Odeio admitir... Mas eu quero mesmo que tudo dê certo nesse assunto... Mesmo que eu nunca me acostume com a idéia...

Ele afagou meus cabelos e desceu, eu fui me arrumar com as roupas de treino, e quando desci, tomei um belo e reforçado café da manhã preparado pelo rapaz, com frutas, leite, bolachas, pão, frios e cereais. Camus e Hyoga chegaram para nos acompanhar.

--- Ora, Milo, aprendendo a fazer um café da manhã balanceado de verdade? – brincou Camus.

--- Pra essa garotinha aqui faço qualquer coisa! – ele riu, me fazendo cafunés.

--- Mas ainda não é tão saudável que o cereal seja de chocolate, não acha?

--- Ah! Deixa de ser chato! A menina precisa de energia!

--- Você não muda mesmo.

--- Eu gosto de cereal de chocolate! – disse rindo da discussão dos dois.

Camus riu, como sempre, singelamente, e Milo abriu um largo sorriso de vitória. Hyoga sentou-se à minha frente, colocando uma bela flor do campo em minha orelha.

--- Achei mesmo que ficaria perfeita em você. – disse num belo sorriso.

Eu corei fortemente, mas podia sentir o cosmo descontente de Milo, olhando para Hyoga como se o fosse fuzilar. Eu disse um "obrigada" muito tímido, sentamos todos juntos e comemos. Depois descemos para o Coliseu e começamos nossa sessão diária de treinos. Milo, Camus e Hyoga estavam em volta de mim, prontos para me atacar, e passamos boas horas fazendo treinos de combate contra vários adversários. Eu tinha que desviar, defender e tentar contra atacar os três.

Os treinos eram realmente árduos, eu estava sentindo isso muito bem desde que o começara, e só parecia piorar a cada dia. Os três eram de um poder e rapidez inimagináveis, e eu apanhava tanto que achava que jamais conseguiria fazer alguma coisa contra eles. Fui lançada longe por um ataque de Camus, ralando as costas no chão da arena, sentei, olhando para eles um pouco zonza, Hyoga veio me buscar, estendendo a mão gentilmente.

--- Tudo bem, Nala? – ele sorria sempre.

--- Ta... Tudo bem...

--- Se você não acreditar que pode nos vencer não conseguirá. Acredite em seu cosmo. Concentre-se nele e o faça explodir.

--- Mas... Vocês todos treinaram por anos e são os mais poderosos daqui! E eu só comecei há três meses... Como posso querer competir?

--- Eu acredito na sua capacidade, Nala. Mas você também tem que acreditar. Vamos! Tente de novo, e dessa vez acredite!

--- Ta bom...

Voltamos aos treinos, eu estava cansada, exausta para ser mais exata, os três eram realmente muito fortes e eu parecia que nunca chegaria aos pés deles. Mas ainda assim os olhares de todos em volta se fixavam em mim, e as bocas faziam comentários embasbacados como se eu estivesse fazendo algum grande feito em apanhar daquele jeito.

"Nossa, você viu isso?"

"Ela é muito rápida"

"Eles não pegam leve! Qualquer um de nós estaria morto!"

"Que inveja... Treinar com eles e ter tanta facilidade. De onde ela veio afinal! Até parece que já era amazona, e das melhores! Deus é injusto..."

"Quieto, cabeção! Você não sabe quem ela é?"

"Quem?!"

"Shhh... Isso não é pra se comentar!"

Aquilo parecia me tirar a concentração, eu estava apanhando mais e mais... Quem eu era afinal? Até eles sabiam e eu não, e isso me dava muita raiva. Mas eu tinha que fazer como Hyoga dissera, acreditar em mim mesma e me concentrar em meu cosmo. Aquela raiva... Aquela angústia... A vontade desesperadora de descobrir quem eu sou... A dor no peito de cada vez que pensava em Hyoga, sem saber por quê... O rosto daquele menino de asas quebradas de meus sonhos e seus olhos sem luz... A dor daquela imagem... Por que tudo em que eu pensava acabava me levando àquela imagem??? Aqueles sentimentos começaram a ficar em alvoroço dentro de mim, e como estava me concentrando em meu cosmo, o senti fluir cada vez mais rápido e forte, o brilho se tornava cada vez mais vivo e se expandia, os movimentos cada vez mais rápidos...

Milo atacava mais e mais, girava no ar, dava chutes virando mortais, Camus girava em torno de si mesmo criando movimentos ágeis e bem elaborados, mortais, eu diria, e os movimentos de Hyoga se pareciam muito com os e Camus, chutava como se fosse levantar vôo e avançava em seqüências de pés e mãos muito rápidas. Os três atacavam cada vez mais e mais rápido, e eu desviava deles também cada vez mais rápido e começava a contra atacar. Meus golpes começavam a chegar mais próximos deles, e eu podia ver suas expressões de surpresa misturada à contentamento. Todos os sentimentos faziam um turbilhão dentro de mim que eu na conseguia explicar, só aquela luta e seus movimentos podiam amenizar tamanho sentimento, mas nem ela estava sendo mais suficiente depois de um ponto. Tudo foi crescendo cada vez mais dentro de mim, a luz começou a ficar tão intensa que eu me sentia à ponto de explodir. Os três devem ter percebido e se atiraram contra mim ao mesmo tempo, e como que num reflexo, com um grito que dei o mais alto que consegui, uma explosão de cosmo se formou e arrebatou os três para longe, cravando-os nas paredes da arena.

Todos ao meu redor estavam boquiabertos, com o olhar cheio de medo, eu estava ofegante, os três se ergueram, limpando a poeira e o sangue da testa e do canto da boca, também ofegantes. Milo veio até mim, me olhou de cima, com cara séria, eu fiquei constrangida e um pouco temerosa, mas ele repentinamente abriu o mais largo sorriso, me abraçou com força e esfregou meus cabelos.

--- Eu não acredito que fez isso! Foi demais!!!

--- Não disse que você conseguia? – disse Hyoga com olhar cheio de orgulho.

--- Tudo bem... Acho que está bom por hoje. – disse Camus seriamente – Vamos descansar.

Milo e Hyoga seguiram em direção ao bosque para descansar, eu ia logo atrás quando Camus colocou a mão sobre meu ombro. Olhei para ele, com um sorriso receptivo, mas me assustei em ver seu olhos lacrimejarem, pois eu já começava a acreditar que ele não se deixava levar por nenhuma emoção. Ele me abraçou com força, me deixando ainda mais surpresa e confusa, mas não consegui me conter em retribuir seu abraço, tinha me apegado demais aos três.

--- Você foi incrível, Nala. Eu me orgulho muito de você... Sempre me orgulhei...

--- Camus-san... O que está dizendo...?

Ele se afastou e enxugou as lágrimas, um pouco envergonhado e tentando fazer com que ninguém notasse, depois afagou meus cabelos.

--- Não é nada, Nala... Deixa pra lá. Vamos atrás dos dois antes que eles comecem a brigar outra vez.

Eu ri, acompanhando-o, à frente, os dois conversavam, deixando Camus muito intrigado, pois eles dificilmente se davam tão bem. Não conseguíamos, porém, saber sobre o que falavam, pois não dava para ouvi-los dali.

--- Escuta, moleque... – dizia Milo.

--- O que é?

--- Eu tava falando com minha irmã esta manhã... Ela teve pesadelos de novo...

--- Ela não tava bem? Por que não disse? Podíamos ter ficado sem treinar por hoje!

--- Não foi esse o problema...

--- Então?

--- Ela me perguntou de você. – fez uma pausa, deixando Hyoga intrigado – É isso aí... De você. Você me dá raiva às vezes, sabia?

--- Como assim? O que é que eu fiz de errado?

--- Ah... Deixa pra lá. Os dois tão chegando. Mas ainda vamos conversar.

A tarde terminou muito agradável, havia fontes no bosque, onde podíamos lavar os rostos e beber boa água, e o frescor era ótimo para descansar o corpo. A noite chegou, a lua cheia brilhava intensamente lá em cima, linda e prateada, parecendo uma grande esfera de mistérios. Eu a olhava intrigada, e depois virei para Camus, falando com ele de uma forma que eu não lembrava de tratá-lo, mas que saiu tão natural que só fui perceber depois.

--- Mestre Camus?

Ele fez um olhar surpreso no primeiro momento com o tratamento que usei, depois sorriu, como se tivesse ficado tão feliz como há muito não ficava. Em sua mente passou a imagem de uma menininha, de uns oito anos, chamando sua atenção para tirar alguma dúvida, um sentimento tão nostálgico que o enchia de alegria.

--- Diga, Nala.

--- Desde que estou acordada, já vi a lua diminuir e sumir, e depois crescer e ficar redonda como agora, três vezes... Por que isso acontece?

Ele pareceu se encher de uma alegria um tanto infantil, tão gostosa que eu queria lhe fazer um milhão de perguntas todos os dias só para vê-lo assim. Sentou-se mais perto de mim e começou a me explicar sobre o universo, os astros, o Sol, a Terra e a Lua, e sobre seus movimentos. E assim me explicou que quanto mais a terra faz sombra entre o sol e a lua, mais esta diminui, até sumir, e quando a lua começa a sair da sombra da terra, mais ela cresce, até ficar cheia. Disse que isso durava 28 dias, e depois se repetia e repetia. Era tão fantástico, mesmo que com tanta simplicidade, que eu queria saber sobre tudo do universo. Milo parecia se deliciar em ver nós dois tão entretidos e Hyoga prestava atenção em Camus como um aluno que estivesse aprendendo aquilo pela primeira vez. Então, num impulso inocente, perguntei.

--- Você gostou que te chamei de "mestre Camus"?

--- Hã? – ficou corado – Bem eu... Quer dizer... Na verdade...

--- Eu sempre escuto Hyoga-kun te chamar assim. Foi sem querer, mas me senti muito bem te chamando de mestre. Posso te chamar assim sempre?

Ele quase chorou nessa hora, estava tão emotivo depois da batalha que eu quase não o reconhecia, ficou de frente comigo e me abraçou novamente.

--- Claro que pode, Nala... Claro que pode...

Voltamos para casa, jantamos todos juntos como sempre fazíamos e ficamos um bom tempo conversando na sala, principalmente sobre os treinos. Depois fomos todos para nossas camas, eu ficava na casa de Escorpião e Hyoga na de Aquário. Mais uma noite de terror, eu me remexia desesperadamente na cama, com os gritos de horror, o sangue que sentia respingar em meu rosto, o cheiro da morte, as correntes elétricas em meu corpo. E novamente os olhos opacos e as asas ensangüentadas que me davam tanto pavor. Atrás de mim, um parapeito de pedras, como se estivesse na sacada de um castelo medieval muito tétrico, fumaças esverdeadas que subiam de um abismo sem fundo, e uma sombra que despencava. Eu a tentei segurar, mas ela escapou por entre meus dedos. Acordei gritando...

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Continua...

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Nhai.. Estamos ficando mais emotivos, naum acham...? *suspirando* Td bem q os três lah diriam q esses sonhos ñ são nada emotivos, q eu tô escondendo problemas deles, q eu naum confio neles, q sou uma mazoquista psicótica e outras coisas do tipo. Mas tirando os pesadelos de lado, nhai acho tão fofo voltarmos a sermos mais e mais próximos, como uma verdadeira família...

BUUUMM!!!!! *Parede sendo arrombada*

Milo - quem é q tah sendo família de quem?? Eu ñ sou família desse pato nem morto!!! Posso saber pq se escondeu da gnt p/ postar o capítulo???

Erm... Bem... Eu... Quer dizer...

Camus - Milo... Vc sabe q vai ter q prestar contas pela parede, não?

Milo - Não enche o saco, picolé! Eu tô falando c/ a minha irmãzinha! Ela esqueceu de mim!!! Não me ama mais!!! Pode dizer!!!! T_T

AI, mas ninguém merece um irmão desses ¬¬

Camus - Pelo q estou vendo do começo do capítulo ela só não queria preocupar ninguém... u.u

Milo - Vc ñ confia mais em mim, Nala...? Ç_Ç

AH, vai te catar, Milo!!! É por coisas como essa *aponta a parede destruída* q eu ñ queria vcs por perto! Só brigam e detonam td o tempo todo, q saco!!!

Milo - NHA... *cara de criança q sabe q fez bagunça*

Hyoga - Vc nunca contou seus pesadelos pra gnt... Vc tah contando pra td mundo antes de nós mesmo... Isso ñ é justo u.u

Tah, desculpa... Eu não faço mais... Eu adoro tds vcs, amo meu maninho, Hyoga e mestre Camus, e confio plenamente em tds vcs. Nunca mais vou deixar vcs de fora, td bem?

Milo e Hyoga - *sorrisos de uma orelha à outra* Td bem então!

Milo - Mas ela ama mais eu u.u

Hyoga - Convencido ¬¬

Camus - São modos diferentes, Milo. Não seja ridículo. ù.ú

Milo - COMO ASSIM DIFERENTES????? VAI TER PATO ASSADO NO JANTAR!!! *Sai correndo atrás de Hyoga, q mostra a língua, dá uma risada infantil e foge*

Camus - Como vc mesma diz... Ninguém merece... ¬¬

Pois é... Bom... Até o próximo capítulo pessoal!!! Espero q tenham gostado. Ainda tem muitas coisas novas pela frente. Comentem!!!!!