Oi, gnt!!! Mais uma vez eu volto depois de um tempinhu um poko longo sem postar. Mas fazer o q... Fim de semana, começo de semana...
Milo - Preguçosa ¬¬
Naum enche, Milo! u.u
Camus - *lendo o capítulo* Já vi q esse capítulo ñ vai ser menos pesado q os outros, né?
Claro q naum... As coisas tem q piorar antes de poder melhorar de vez só no final u.u
Hyoga - Psicopata ¬¬
A, qual é? Se naum tem emoção ninguém vai querer ler u.u
Milo - Mas precisa tanta tortura? Vc podia jah deixar o pessoal saber q tem uma luz no fim do tunel u.u
Bom... Se for um fim previsível tb perde a graça u.u
Camus - Tah... Tah... Vamos ver no q isso vai dar então, antes q os dois comecem a retrucar demais... u.u
Certo... Aí está, então, o próximo capítulo. Espero que gostem! Boa leitura!!!
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Marcas nas Pilastras:
Mais um dia de treinos, depois de, naquela manhã, falar diretamente com o grande mestre, Shion. Ele fez algumas meditações, colocou a mão em minha cabeça e senti seu cosmo preenchendo o meu, como que fazendo passe, ou me benzendo. As angústias, medos e desesperos foram embora, mas ele disse que não tinha como garantir que os sonhos parariam, principalmente porque eu me recusava a falar deles e, por isso, os mantinha dentro de mim. Eu precisava desabafar. Mas não achava formas de fazê-lo, pois eram sentimentos e imagens que eu não entendia e que temia lembrar deles e do quanto pareciam reais. Estava sem coragem de falar.
Estávamos na arena, eu parei para descansar um pouco, sentei na arquibancada e estava tomando água quando um menino passou correndo, a menina com quem falara meses atrás, no templo de Escorpião, corria logo atrás dele.
--- Volta aqui com isso, seu idiota!!!
--- Vem pegar, bruxinha! Por que não faz um feitiço agora?
--- Cala a boca, seu retardado!!! Você não sabe de nada! Devolve meu colar!
O menino virou e mostrou a língua ara ela.
--- Bruxa!!! Bruxa!!! Bruxa!!!
Ela começou a levitar as pedras em volta de forma ameaçadora, o menino deu um passo atrás, calando-se, e ela começou a lançar as pedras contra ele, que desviava desesperadamente. Todos olhavam sem entender nada e ficavam entre apartar os dois ou só assistir, embasbacados, à espera do mestre que viesse pará-los. Levantei de onde estava e saltei rapidamente para a arena, me colocando entre os dois e socando as pedras até que não sobrasse nenhuma. O menino caiu sentado, assustado e a garota ficou parada e emburrada.
--- Assim vocês vão se machucar. – disse sorrindo.
O menino levantou e saiu correndo, deixando um colar que parecia uma só linha que se cruzava e se fechava em si mesma, formando um símbolo com três elipses, distantes igualmente uma da outra, e um aro redondo em volta deste símbolo. Peguei-o e entreguei à menina, mas ela tomou violentamente de minha mão.
--- Não pedi ajuda!
--- Eu só...
--- Vai me chamar de bruxa também?
--- Nem sei o que é isso... – respondi dando de ombros.
--- Não se faça de desentendida! Você é idiota que nem todo mundo aqui! Eu não queria vir pra cá! Queria ter ficado em casa. Aqui ninguém me entende e todo mundo me odeia por causa do que eu sou! Eu odeio esse lugar e odeio todo mundo aqui!!!
--- Só to tentando ajudar...
--- Não pedi sua ajuda!!! Me deixa em paz!!!
Ela usa poderes mentais para tentar me lançar longe, mas no susto, como que por reflexo, fechei os olhos e passei a mão rapidamente pela frente de meu rosto. Senti um cosmo poderoso explodir de dentro de mim e cortar o ar como uma lâmina afiada. Abri os olhos por um milésimo de segundo para ver o rosto assustado e apavorado da menina, mas de repente ela sumiu. A parede atrás dela foi vincada com quatro cortes profundos, mas a menina ressurgiu no colo de Kiki um tanto mais para o lado de onde ela estava antes. Eu estava atônita, minhas pernas tremeram, olhei minhas próprias mãos, nas quais haviam crescido garras de energia, depois olhei de novo para a menina, ainda pálida do susto.
--- E... Eu... Desculpa... Não achei que...
--- Você... É louca!!! – ela começou a chorar.
--- Pare, Ane-chan... – disse Kiki – não foi de propósito. Nala onee-chan não se lembra de nada antes de acordar no hospital, três meses atrás. Por isso ela não sabe controlar seu cosmo ainda. Ela não queria te machucar, foi inconsciente.
Ane parou de chorar, olhou para mim com um certo pesar, enxugou as lágrimas e desceu do colo do Cavaleiro.
--- Então... Você também ta sozinha aqui?
--- Eu... Estava, quando acordei. Mas agora não estou mais. O Santuário me deu uma vida bela e cheia de coisas para aprender, amigos e uma família. Não estou sozinha.
--- Kiki-sama me disse isso... Mas nenhum dos meninos me entendem e não gostam de mim. Eles acham que sou má...
--- Mas você tem Kiki-kun. E outras pessoas que a entenderão e gostarão de você. Só tem que deixar elas se aproximarem...
A menina olhou para mim por um instante, depois me abraçou com força.
--- Desculpa, onee-chan...
Não pude conter o sorriso e uma lágrima que escorreu, abracei-a de volta. A menina correu para o mestre e lhe deu a mão, os dois deram as costas e foram embora.
--- Desculpa, Kiki-sama...
--- Tudo bem. Agora vamos treinar!
--- Hai!
Acho que foi a primeira vez que aquela menina deu um sorriso tão belo e cheio de vida e alegria desde que chegara ali. Aquilo encheu meu coração de felicidade, e os fiquei observando se afastarem. Milo, Camus e Hyoga vieram até mim, muito preocupados com o que tinha acontecido, mas estava tudo bem, logo decidimos ir para casa, e passamos pela entrada do coliseu, onde as marcas de meu golpe estavam cravadas. Os três andavam um pouco a frente, fiquei para trás, observando as marcas, passei os dedos, agora sem garras, por elas, vendo que a distância se encaixava perfeitamente. Uma pontada perfurante em meu peito me fez afastar, o mundo em torno de mim girava sem parar, eu não podia acreditar, não queria acreditar... A energia que ainda fluía das marcas... Era impossível!
Os rapazes me chamaram, me perguntaram o que eu tinha, se estava bem, mas eu respondi que não era nada. Fomos para a casa de Escorpião, enquanto iam para a sala, fiquei no gigantesco salão de passagem, de frente com a pilastra que vira no primeiro dia que ali entrei, toquei as marcas, sim... A profundidade era bem menor, pois o material da construção era inúmeras vezes mais resistente, mas a distância, a forma e a energia... Era demais para a minha cabeça, eu não podia acreditar na possibilidade. A imagem ficou turva, senti minha pressão cair, a cabeça pesar e ficar fria...
Milo e Hyoga estavam sozinhos na sala enquanto Camus quis ir preparar a comida, Hyoga achou estranho que eu não estivesse com eles, mas Milo achou que talvez tivesse ido até o quarto. O escorpiniano aproveitou a deixa e se aproximou do rosto de Hyoga, fitando o fundo de seus olhos, muito sério. O garoto ficou um pouco constrangido, sem entender muito, mas Milo o pegou pelo colarinho.
--- Milo! O que ta fazendo?!
--- Fala baixo, pato! Qual é a sua?
--- A minha? Como assim qual é a minha?
--- Você sabe muito bem do que eu to falando. Qual é a sua com minha irmãzinha?
--- Er... Eu... Não sei do que está falando.
--- Para de bancar o santo, moleque! O Kiki contou uma história torta pra ela de você ter visto a pessoa que ama morrer diante dos seus olhos e agora ela não consegue parar de pensar nisso! Ta machucando ela, sabia?
Ele arregalou os olhos. A idéia de estar me machucando parecia impossível, pois ele jamais ia querer fazer algo do tipo. Mas então por que essa afirmação tão em sentido?
--- Afirmação sem sentido é o caramba, moleque! Ela vive perguntando de você, se você tem mesmo alguém que já amou tanto... Dizendo que não sabe por que o coração dela dói e gela cada vez que pensa nisso. Fica me pedindo pelo amor de Deus pra explicar o que é isso que ela ta sentindo.
Hyoga ficou da cor do sangue de tão vermelho, não sabia o que falar, mas deixou as palavras saírem o mais espontâneas que conseguia. Não poderia mentir para ele, mas falar essas coisas para o irmão mais velho, ainda mais tão ciumento como era, seria complicado.
--- Milo... Eu... Quer dizer... Por favor, me solta... Eu faço o que você quiser.
Milo o soltou, ainda com olhar bravio, cruzou os braços e encarou o rapaz.
--- Ótimo! Desembucha.
--- Bem... Você sabe muito bem o que aconteceu com Nala no Olimpo...
--- Isso eu sei! Odeio lembrar mais sei... O que isso tem a ver?
--- Ora... Bem... Eu estava lá com ela... Fui eu que a trouxe pro Santuário naquele dia... Eu... Eu vi... Ela usar todo o poder dela contra Hera e... Eu... Ouvi suas últimas palavras... – ele começou a chorar – Eu fiquei desesperado. Não sabia o que fazer. Queria dar minha própria vida pela dela, mas Zeus disse que nem assim ele poderia trazê-la de volta... Nem o Caos poderia...
--- Moleque... – os olhos de Milo estavam estalados de surpresa e angústia – Ninguém me contou essa parte da história. Se nem o Caos podia, como é que...
--- Zeus disse que só a alma gêmea dela poderia trazê-la de volta do Yomotsu, mas tinha de ser antes de sua alma cair no abismo. Então eu a coloquei na cama e guiei minha alma para perto do abismo da morte, pedindo aos Deuses que eu fosse essa pessoa, eu a segurei pela mão, bem quando ela despencou da borda...
O escorpiniano não tinha palavras, seus olhos estavam cheios de lágrimas e seus punhos se fechavam com tanta força que poderiam destroçar rochas em sua palma. Mas ele engoliu em seco e retomou seu olhar desafiador.
--- Deixa de conversa! Eu perguntei qual é a sua com ela!
--- Não tá óbvio? Eu a amo!
Ele não conseguiu se conter, lançou um soco em Hyoga que quase o fez cair do sofá. O garoto tornou para ele, pasmo.
--- Por que fez isso?!
--- Pra você saber que eu não aceito! Minha irmãzinha merece alguém perfeito!
--- E quem é perfeito pra você? – perguntou Hyoga com cara de tédio.
--- Er... Bem... Isso é um detalhe! Você fica longe da minha doce e inocente irmãzinha, seu projeto de pingüim!
--- O que eu tenho que fazer pra você me aceitar? – perguntou meio emburrado.
--- Nada! Não vai rolar! – respondeu dando de ombros.
Um barulho estranho de alguma coisa caindo no salão de passagem chegou em seus ouvidos e os fez esquecerem a conversa e correrem para lá. Eu estava caída, meu rosto pálido e frio, os dois correram até mim e tentaram me chamar, mas em vão. Me levaram para a cama e colocaram compressas frias em minha testa. Eu abri os olhos com um pouco de dificuldade, olhei para Milo, com a visão um pouco turva e uma lágrima escorreu por meus olhos.
--- As garras... Na pilastra...
--- Shhh... Calma, Nala. Não se esforce.
--- Mas... São minhas... Não são?
Os três estavam comigo, e igualmente se surpreenderam, Milo sentou ao meu lado.
--- Nala... Do que se lembrou?
--- Não lembrei... As garras e a energia na pilastra são as mesmas do coliseu, que eu fiz esta tarde. A mesma distância entre os cortes... Eu era sua irmã... E já... Quase te matei?
Ele baixou os olhos e expressou um singelo sorriso, pegando minha mão e apertando com firmeza.
--- Eu também quase tirei sua vida por culpa de um mal entendido imbecil de minha parte. O único culpado sou eu e nunca me perdoarei por isso...
Eu o abracei, deixando-o assustado, ao mesmo tempo em que feliz.
--- Eu não sei o que aconteceu, mas acredito na sua bondade, Milo. Se você diz que eu não era má, eu acredito e fico aliviada e feliz. Só o que importa é que estamos bem agora. Por favor, me perdoe pelo que eu possa ter feito de errado.
--- Já disse que o único errado era eu. Eu é que devo pedir perdão.
--- Então eu perdôo, seja lá pelo que for.
--- Obrigado... Irmãzinha. – ele retribuiu o abraço com força e lágrimas.
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Continua...
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Nhai!!! Aí tah!!! Pelo menos, mesmo sem lembrar, agora Nala descobriu uma coisas muito importante do seu passado!
Milo - Sim!! A coisa mais importante de todas!!! *me abraçando doloridamente* T_T
Hyoga - Convencido ¬¬
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Camus - Milo... Se ñ soltar ela, vai sufocá-la... ù.u
Milo - Não enche, pinguim... Vc não entende nada de sentimentos T_T
Hyoga - Mas ela já tá ficando vermelha o.o
Milo - *solta repentinamente* E o q vc entende??? E q história foi aquela de q ama ela, seu pato descarado!!! Vc... Vc... DESONROU MINHA DOCE E PURA IRMÃZINHA!!!!!!
Hyoga - Peraí!!! Vc ficou doido???
*milo e hyoga destruindo o templo de escorpião*
Camus - Não vou nem tentar mandar se controlarem... Cansei ¬¬
Igualmente... ¬¬ Bom... Até a próxima postagem, pessoal... Se esses dois naum destruirem o fanfiction junto com o templo... Espero q tenham gostado e que comentem!!! Até a próxima!!!
