Muito bem... Falta de memória, histórias tristes, treinos e descobertas bombásticas, além de pesadelos tenebrosos... O q pode ficar pior...? *música de suspense*
Milo - Como assim??? Vc vai deixar ainda pior???
Hyoga - Mas... Mas... Depois de tudo q te chamamos de psicótica, vc ainda tem coragem...?
Eu jah disse, assim como mestre Camus, desisti de discutir c/ vcs. Além do mais, e eu jah disse isso tb, não tem graça se ficar na mesmice u.u
Milo - Então acaba logo c/ essa história e recobre a memória!!!
Assim, sem mais nem menos? Não teria graça tb u.u
Hyoga - Vc é maligna -.-
Ah, deixem de ser malas u.u
Camus - Mas agora eles tão com a razão...
E no fim do capítulo vc vai tá c/ o ar de sério de sempre pq eles estarão brigando e destrindo td como sempre fazem u.u Bom... Espero q fiquem curiosos com a nova e maligna aparição. Boa leitura!!!!!
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Estranho na noite:
Naquela noite não conseguia dormir, tinha medo dos pesadelos que tinha todas as noites e por isso não queria dormir nunca mais. Porém o cansaço era terrível, e embora tentasse me manter acordada a todo custo, me sentia pescar vez ou outra. Levantei, fui até a varanda, respirando o ar fresco e olhando as estrelas, aquelas centelhas de vida cujas luzes viajam tanto e chegam aos nossos olhos para nos darem sua proteção e esperança. Uma estrela cadente cruzou os céus, instintivamente entrelacei os dedos das mãos e pedi:
--- Desejo lembrar meu passado...
Parecia um desejo tolo, infantil e egoísta, mas eu realmente queria que se realizasse. Uma voz soou perto de mim, num sussurro, me fazendo quase saltar de susto.
--- Eu posso realizar...
--- Qu... Quem é você?
--- Isso não importa. Você fez um pedido, eu vim para realizá-lo, se você realmente quiser, é claro...
A voz da mulher de longos cabelos era suave, seu rosto estava escondido pela penumbra, mas dava para ver que ela sorria.
--- É claro que quero! Mas como posso confiar em você?
--- Ora... Você confiou nos três rapazes, e você nem os conhecia...
--- Milo é meu irmão! E ninguém diz que não conheço Hyoga e mestre Camus!
--- Também não diz que os conhece. E o que diz que você não me conhece? Você por acaso sabe de que vivem os Cavaleiros com os quais vive hoje?
--- Eles... Defendem a terra do mal!
--- Será mesmo? Acredita mesmo que sejam bonzinhos?
--- Sim! Eles fazem isso desde a era mitológica e...
--- E ainda há guerras... Se lutasse pelo bem e pela paz, acha que continuariam lutando? Já não haveria paz? Por que ainda treinam para ferir? Você por acaso sabe quantos seu irmão já matou? Humanos como ele? Quanto o calmo e comedido Camus já matou? Ou quantos o gentil e meigo Hyoga já matou? Pessoas como eles, e ainda assim não pensaram duas vezes em matar. O mundo é mau, Nala... O mundo está repleto de maldades e seus amigos é que a disseminam, chamando isso de justiça.
--- Eu... Mas... Eles... Como pode saber? Você não os conhece.
--- Ah, eu os conheço... Conheço muito bem. Sei e vi tudo o que fizeram. Se são tão poderosos, porque usam ainda esse poder para matar e não para salvar? Porque destroem ao invés de construir? Por que ferem ao invés de mudar as pessoas?
--- ...
--- Vamos... Diga alguma coisa... Dê uma resposta.
--- Eu não sei... Não tenho resposta. Mas eu sei que eles são bons! Eu sinto!
--- Não... Você não sabe. Seus sentimentos te enganam, pois eles envenenaram sua mente aproveitando que estava sem memórias para julgar. A única resposta para o que fazem é que, na verdade, eles só querem poder e dominação, e estão usando você para conseguirem isso... Não os deixe envenenarem sua alma, Nala... Eles podem estar mentindo em tudo, até nas histórias de cada um deles.
--- CHEGA!!! Não acredito em você! Vá embora!!!
--- Tá bem... Mas lembre-se... Minhas revelações farão sua mente despertar para a verdade. Se mudar de idéia, eu a encontrarei...
Ela soprou diante de meu rosto, fazendo surgir uma maçã dourada, eu fiquei completamente zonza e caí, a maçã tocou minha testa e desapareceu, como se entrasse em meu corpo, e ela me teletransportou de volta para a cama, desaparecendo numa névoa sinistra. Milo abriu vagarosamente a porta e entrou, me viu deitada e suspirou aliviado.
--- Jurava ter te ouvido gritar... – suspirou baixinho.
Afagou meus cabelos, me cobriu e saiu, novamente fechando a porta.
As imagens em minha mente, nesta noite, foram diferentes, eu via mestre Camus numa armadura toda negra, avançando contra as doze casas, com o olhar vazio.
"Eu vou arrancar a cabeça de Athena" – era o que dizia, como se não tivesse sentimentos.
Eu já havia visto como ele nunca expressava sentimentos, como estava sempre sério e lhe parecia difícil ao menos dar um sorriso, mas aquilo para mim era estranho demais. Depois Milo, com o olhar bravio, avançando contra pessoas sobre um chão de gelo, um sorriso quase diabólico no rosto e o olhar cintilante e perigoso.
"Sintam toda a agonia das minhas agulhas escarlates, malditos!"
Me dava calafrios... Mas não... Aquilo tinha que ter uma explicação... Mas depois... Ele próprio enforcava Camus, com um olhar cheio de raiva. Por que? Por que eles, mesmo sendo amigos, se feriam assim? Então vi Hyoga, diante de um imenso pilar, onde um homem de cabelos verdes estava de frente para si, só ouvi algumas palavras esparsas:
"Hyoga... Você era meu melhor amigo. Eu perdi este meu olho salvando sua vida"
"Sinto muito Isaak, mas vou ter que te matar... EXECUÇÃO AURORA!!!"
Um lugar como uma caverna, com um lago de lava, onde um outro homem, loiro e de cabelos longos, falava de forma indignada à jovem que parecia proteger Hyoga.
"Freya, saia da frente! Este homem está enganando você!"
"Não vou sair! Se quiser atacar, terá de me matar!"
Depois, a menina estendida no chão. Estaria morta? Hyoga a deixara morrer assim?
"Hagen, eu vou matá-lo por isso!"
Seria ela a menina de quem Kiki me falara daquela vez? Ele a deixara morrer? Via depois a menina rastejando, tocando a mão de Hagen, já morto, chamando seu nome em vão, e Hyoga apenas assistia a cena. Ao fundo, um menino aparecia por telecinese, era Kiki quando mais novo, com certeza... Ele vira a cena. Sim... Aquela devia ser a menina de quem ele mesmo me falara... Mas era assim tão frio o tal amor que ele tinha por ela? Era assim que as coisas aconteciam? Por que lutavam daquela forma? Por que matavam pessoas assim, que nem pareciam ser más? Isaak se sacrificara por Hyoga... Hagen apenas queria fazer Freya enxergar... Não era possível... Não... Aquilo não era verdade. Não podia me lembrar de coisas nas quais eu não estava. Ou será que estava? Eu também era má assim? Senti um aperto no peito, acordei num pulo, mas desta vez sem escândalos. Não havia ninguém no quarto, a porta da sacada estava fechada e eu estava na cama.
--- Foi tudo... Um sonho...? Até a mulher de ontem à noite?
Estava confusa, parecera real demais, mas agora tudo dizia que era um sonho. Mas mesmo assim... Shion-sama já dissera que os sonhos podiam ser partes de memórias, mas por que estariam tão diferentes agora? Aquilo tudo só podia ser o medo do desconhecido, de não ter como saber, consciente e racionalmente, que estava em boas mãos e que tudo era verdade, por isso sonhava com coisas tão estranhas. Não devia de ser nada... Desci para o café da manhã, Milo me recebeu sorridente, mas em seu sorriso podia ver o brilho sinistro e assassino que vi em seus olhos no sonho, e aquilo me arrepiava.
--- Ora! Que bom te ver de pé sem gritos ou desesperos! Será que os pesadelos estão indo embora, finalmente?
--- Talvez. – respondi deixando o sonho de lado.
O dia passou normal, às vezes tinha as sensações como no sonho para com os Cavaleiros, mas logo punha isso de lado e voltava ao meu normal com todos. Eles às vezes percebiam e queriam saber o que havia de errado comigo, mas eu dizia que não era nada, que devia estar cansada das noites mal dormidas. Eles acabavam por me dar um descanso. Passaram-se dias, os sonhos sempre se repetiam, agora com esse teor estranho quanto aos outros. Não mais via o menino de asas quebradas e ensangüentadas, mas estes sonhos me incomodavam igualmente, embora não acordasse aos berros ou prantos. Até o dia em que Shion me mandou chamar no salão do Grande Mestre. Ele estava lá, com Saori, e fez o que costumava fazer: por a mão no topo de minha cabeça para ver como eu estava. Desta vez sua reação foi bem estranha. Afastou-se um pouco com olhar surpreso.
--- O que foi, Shion-sama? – perguntei. Ele retomou a calma de sempre.
--- Como estão os sonhos de agora, Nala?
--- Bem... Um pouco diferentes...
--- Aconteceu alguma coisa estranha quando eles mudaram?
Como podia ser tão perceptivo? Ele tinha, realmente um sexto sentido incrível...
--- Eu... Sonhei com alguém que me dizia coisas estranhas sobre os Cavaleiros...
--- Me conte...
--- Pode vasculhar minha mente e ver como foi se quiser. – permiti, e ele o fez.
Ele pôde ver apenas aquilo que vi conscientemente no sonho, a mulher que me falava, o sopro, e depois já a parte dos Cavaleiros que lutavam, feriam e matavam. Ele me olhou sério, soltou um suspiro e disse:
--- Parece que tem alguém querendo te influenciar. E é uma influência muito forte. Como você mesma não sabe quem é, não posso saber só por ver seu sonho, mas é incrível que consiga se manter sem nos odiar com uma influência dessas. Você é, realmente, muito forte.
--- Essas coisas não são verdade, né? Vocês não são como neste sonho...
--- Não se preocupe com isso, Nala. Você está do lado certo.
Suspirei, olhando para Hyoga, Milo e Camus. Estavam cabisbaixos, como que com vergonha de alguma coisa.
--- Mas... Então por que todos parecem com vergonha, como se eu tivesse visto alguma coisa que não queriam que eu visse?
Eu estava confusa, Shion me disse que aquilo realmente acontecera, mas não como foi mostrado. Eu vira apenas a parte ruim da história, apenas metade das conversas, e por isso parecia que era algo ruim.
--- Não é bom matar as pessoas, mas se soubesse o que estava acontecendo, veria que não havia outro modo. Sei que parece conveniente dizer que essa impressão ruim é porque você só viu uma parte mas...
--- Não me importo com o que vi... – respondi, espantando a todos – Eu ainda sinto que estou do lado certo. E quando recobrar minhas memórias, sei que entenderei.
Shion sorriu, estava feliz, com certeza.
--- Você é mesmo forte... Muito forte...
Os outros três também estavam aliviados, Shion ia estudar um modo de tirar aquela influência de mim, e enquanto isso continuaríamos nossas vidas. Voltávamos para a casa de Milo, eu ia um pouco à frente, Camus atrás, Milo e Hyoga conversavam.
--- Que história é essa da loira, heim?
Hyoga explicou a história de Freya, Hagen e Hilda de Polaris. Milo suspirou, olhou para o céu e, fazendo força, falou:
--- E o que tá fazendo aqui?
--- O que?
--- Vai lá explicar pra Nala. E aproveita que eu to complacente...
Hyoga sorriu e correu até mim, pedindo para conversar. Eu aceitei.
--- A história que contou de Freya... Ela não morreu naquele dia...
--- Não?
Ele me contou a história, inclusive um resumo sobre a batalha de Asgard.
--- Ela era bonita, né?
--- Heim? – ele estranhou – Bem... Era...
--- Você gostava dela? – perguntei um pouco rubra.
--- Ora, mas que idéia é essa?! – também estava corado, agora.
--- Ué... Você disse que ela era bonita...
--- Não preciso gostar dela por isso. Afinal, ela gostava de Hagen, e ele dela.
--- Isso não é motivo para não gostar, embora seja triste pra você.
--- É verdade. Mas a resposta é não. Não gostava dela.
Seguimos caminho silenciosamente à partir daí, eu estava mais aliviada, não sabia por que. Começava a pensar que queria que ele gostasse de mim, mas tampouco sabia o motivo. Será que, na verdade, eu é que gostava dele? Seria estranho, e difícil. Ele foi a primeira pessoa que eu vi quando acordei, devia ser só um sentimento por causa disso... Não sei de que forma, mas devia ser isso...
Naquela noite meus sonhos se mesclaram, às vezes via as cenas que me fariam odiar os Cavaleiros, mas que lutava para afastar de meu coração, e às vezes, via as cenas terríveis e sangrentas dos sonhos de antes, e novamente, antes de acordar empapada em lágrimas, o pequenino de cabelos dourados ressurgiu diante de mim. Mas desta vez ele estava de pé, mesmo que sangrando, e com as asas quebradas e manchadas de vermelho. Ele sorria para mim, eu ajoelhei à altura de seu rosto e o abracei, ele retribuiu meu abraço e, numa voz doce de menino, sussurrou em meu ouvido.
"Não chora... Não vou deixar ninguém te machucar de novo, prometo"
Mas assim como apareceu, ele sumiu, e fiquei sozinha na escuridão.
- Caverna próxima ao Santuário-
Dentro da caverna, a mulher olhava para um pequeno lago de água cristalina, espiando os sonhos, as atitudes e escolhas. Sua face não trazia mais o sorriso sarcástico, mas lábios serrados e sérios.
--- Aquela menina... Como pode ser tão resistente?
--- Não se preocupe, minha senhora – disse o homem encapuzado, ajoelhado atrás dela – Ela não poderá lutar para sempre contra sua influência.
--- Não... Já cansei dessa brincadeira. Caroni!
--- Sim, minha senhora!
--- Vá! Meu cosmo o protegerá de ser percebido pelos cachorros de Athena. Traga-a para mim...
Os olhos dela cintilaram violentamente, e os lábios do outro se abriram num sorriso satisfeito. Ele se levantou, fez uma reverência e partiu. A mulher sentou em seu trono e cravou as unhas nos braços, vincando-os profundamente.
--- É só tirar esse empecilho do meu caminho... E terei tirado mais cinco pivetes que são seus amiguinhos, e dois Cavaleiros de ouro. Um ótimo começo...
- Casa de Escorpião -
A sombra se esgueira para dentro da casa, num silêncio profundo, eu dormia profundamente quando se aproximou e tocou minha testa. Num susto, abri os olhos, vendo o brilho sinistro dos seus, mas sem poder reagir, senti um poder gigantesco vindo de dentro de mim e me mergulhando novamente nos sonhos sangrentos e terríveis de Cavaleiros malignos que só matavam por poder. O estranho sorriu malignamente ao ver o brilho dourado em forma de maçã que emanava de minha testa.
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Continua...
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Milo - QUE NEGÓCIO É ESSE??? QUEM É ESSA UMAZINHA??? QUEM É ESSE PERVO Q INVADE O QUARTO DE UMA JOVEM DONZELA???? EU VOU CRIVAR ESSE MALDITO DE AGULHAS!!!!!!!!!!!
Hyoga - NÃO ANTES DE EU BOTAR ELE NUM ESQUIFE!!!!!!!!!!!
Milo - Cala a boca, pato! Eu sou o irmão e eu disse primeiro! Quem vai acabar com eles sou EU!!!
Hyoga - Não começa! Eu sou guardião dela tanto qto vc!!!
Eu ñ disse q eles iam brigar? ¬¬
Camus- Quem vai fazer esses dois de estátuas de gelo e parti-los em pedaços mínimos serei eu... *olhos em fúria assassina irreconhecível e destruidoramente amedrontadoras*
Eu, Milo e Hyoga - *olhando com pavor para Camus* Meeeedo... -.-
Erm... Acho... Que é bom... A gnt ir nessa... *saindo de fininho, enquanto Milo e Hyoga fazem o mesmo* Até a próxima postagem, pessoal, espero q tenham gostado e aguardo comentários... *sai correndo na velocidade de luz*
Milo e Hyoga - Té mais!!! saem correndo na velocidade da luz tb*
