Oi de novo, pessoal!!! Mais uma vez de volta depois de um tempão sem postagens. Infelizmente hj ñ teremos a participação de comentários dos nossos três heróis... Eles ainda tão na ala hospitalar, tadinhos. Será q eu peguei pesado demais mesmo? ó.ò

Kiki - Magina... Pra deixar até Camus em observação... uff

Ah... Mas pelo menos ele tah bem melhor q os outros, né...?

Kiki - É... melhor q o Hyoga q precisa de soro p/ repor a água q vai embora c/ tanto choro e melhor q Milo, q ainda tah babando e tendo q tomar calmante de elefante pq ainda tah achando q a infermeira é Hades -.-

Bom... Erm... Eles vão ficar bem assim q eu consertar isso aqui... Ainda falta um poquinho p/ dar um fim legal e acabar c/ os problemas... Mas vai dar certo...

Kiki - É... Espero q sim... Pq se alguma coisa acontecer c/ Ane-chan o próximo na psiquiatria do Santuário serei eu _

Glup... Bom... Então melhor soltar o capítulo... Boa leitura e espero q gostem!!!

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Do Fundo da Alma:

Estava escuro... E frio... E solitário... Abri os olhos, sem nada ver diante de mim, olhei em volta, e tudo era negro. Onde estariam todos à minha volta? Onde estava aquela mulher horrível que me prendera? Será que isso também era coisa dela? Onde estariam o mestre Camus, Hyoga-kun, ou meu irmão? Eu estava confusa, levantei e caminhei a esmo, sem nada encontrar. Parecia que estava leve, e pesada ao mesmo tempo, como se fosse difícil andar, mas também era difícil manter-me no chão. Às vezes parecia que não havia chão, mas isso era absurdo. Se bem que tudo estava tão absurdo desde que aquela mulher aparecera em meu quarto...

Meu peito doía, de angústia e incerteza, eu queria encontrar alguém, ouvir alguma voz, mas nada disso acontecia. Senti-me tão vazia como quando despertei, no hospital, sem nenhuma de minhas memórias, mas agora parecia que a angústia era ainda maior, pois me lembrava de todos, mas não podia vê-los ou ouvi-los, não podia chegar até eles. Ia ficar sozinha novamente... Será que para sempre? O que estava acontecendo comigo? O que estaria acontecendo com todos? Onde eu estava afinal?

Foi quando um leve brilho se mostrou um tanto à minha frente, um brilho com um tilintar de pequenos sinos, e era um brilho tão pequeno que caberia na palma de minha mão. Esse cintilar parecia me chamar para a sua direção, era tão gracioso, parecia tão puro... Fui até ele, vendo, diante do meu nariz, a figura de um pessoa,mas minúscula, brilhante como que envolta em pó de estrelas, com delicadas asinhas transparentes como as de uma libélula. Junto dela apareceram outras duas, com uma voz delicada e alegre, a primeira disse às outras:

--- Viram! Eu sabia que encontrava antes de vocês!

--- Ah! Não seja chata! – riu a outra.

--- Vocês duas parem de brincar e vamos tirá-la daqui. – ordenou a terceira.

--- Espera... – interferi – Quem são vocês?

--- Viemos te ajudar a sair daqui. Eu sou Tríane. Estas são Alana e Raechel.

--- Er... Nala... Afinal de contas, onde eu estou?

--- Você está no fundo do seu corpo. – respondeu Raechel. – Eris, a Deusa da Discórdia, te selou aqui para poder usar seu corpo e seu cosmo em seu favor.

--- O que?! Isso é... Ora, aquela mulherzinha! Eu mostro pra ela! Como é que eu saio daqui?

--- É mais difícil do que parece... – começou Tríane – Você precisa do seu poder máximo para poder vencer o cosmo da Deusa que te prende, mas pra isso precisa das suas experiências, das suas memórias...

--- Sim... – concordou Alana – Foram elas que te fizeram capazes de ter o poder que você realmente tem, você precisa despertá-las para poder ter novamente todo esse poder.

--- Eu não to entendendo nada. Estão dizendo que eu já tinha um poder muito grande antes de perder minhas memórias? Um poder capaz de rivalizar o de um Deus?

--- Sim! – responderam em uníssono. Alana continuou – Vem, vamos te levar até lá!

Voaram para longe, corri atrás das três, chegando a uma grade de energia da qual não conseguia passar. Do outro lado, fechada por todos os lados de grades como a que havia em minha frente, estava uma figura adormecida, era uma menina, igual a mim, num sono profundo. Vestia uma armadura de cor alaranjada, mas tão diferente das outras armaduras que eu mal podia reconhecer como a vestimenta de uma amazona. Cobria quase todo o corpo, era entalhada com detalhes prateados, muito brilhante, de formas sofisticadas e com asas de borboleta retraídas às costas. Perguntei que armadura diferente era aquela.

--- É uma armadura divina, tão poderosa como as armaduras dos Deuses. Só alguns poucos Cavaleiros a despertaram graças ao sangue de Athena que as ressuscitou após duras batalhas. Você, Hyoga e aquele menino de cabelos verdes, Shun, estão entre estas pessoas.

Meus olhos estavam fixos na figura, seus olhos tremiam e sua face se contorcia como que num terrível pesadelo, tentando desesperadamente acordar. Era como eu quando estava em coma. Mas ao mesmo tempo não podia acreditar que aquela poderia ser eu. Eu não tinha tanto poder assim... Era só uma aspirante a amazona como as outras, sem nenhum talento especial ou poder acima dos outros... Ou será que era diferente do que eu pensava?

--- Impossível... – gaguejei – como posso ser aquela menina, com tanto poder?

--- Você só poderá entender e despertá-la se acreditar em si mesma. – disse Tríane.

--- Mas como posso confiar em vocês? Eu nunca as vi. Como podem estar aqui?

--- Nós fomos chamadas para te ajudar. – explicou Raechel – Somos seres da natureza que podem entrar em contato com seu inconsciente.

Pensei por alguns segundos, aquilo tudo parecia absurdo, mas eu não tinha escolha a não ser confiar nelas, até por que, alguma coisa em mim me fazia pensar que devia confiar. Comecei então a elevar meu cosmo, tentando quebrar as grades criadas por Eris, e chegar até a menina adormecida. Mas foi quando percebi que aquilo não estava adiantando nada.

--- Meu cosmo... Não consigo despertá-lo. O que está acontecendo?

--- Seu cosmo flui em seu corpo, se seu corpo é sua própria prisão e Eris usa seu cosmo em favor dela, você não o pode utilizar estando presa em seu corpo.

--- Isso mesmo, afinal de contas você não tem mais controle sobre seu corpo ou sua energia. Eles são sua prisão agora.

--- Mas então como querem que eu acorde a menina?!

--- Você tem que tomar consciência de que não é a menina... É você!

--- E tem que acreditar no seu real poder!

Olhei para a menina adormecida, aquela não era qualquer menina, era eu, e eu tinha que entender isso se a quisesse despertar. Mas era algo que não conseguia entrar e minha mente. Parecia absurdo e abstrato demais. Eu esmurrava a grade com toda a minha força tentando chegar nela, mas tudo o que conseguia era machucar minha mão.

Mundo Material –

Milo amparava Ane, enquanto Hyoga e Camus encaravam Eris, que mantinha seu sorriso de satisfação sarcástica, a garota continuava a emanar um cosmo absurdo, as rochas e a areia voavam ao redor dela violentamente, raios de cosmo eram lançados para todos os lados, destruindo tudo no caminho. Os Cavaleiros não sabiam o que fazer, Hyoga se movia rapidamente, tentando chegar até ela, mas seu poder o afastava violentamente. Camus tentava conter seu cosmo, mas parecia impossível mesmo para um Cavaleiro de ouro. Ela ergue os braços, na direção dos quatro, atirando contra eles seu ataque, a Tempestade de Tygra. Milo abraça Ane e, num salto, se afasta dali.

--- Mas que droga! E eu aqui sem poder fazer nada! Droga!!!

Hyoga tenta chamá-la de volta à consciência.

--- Nala! Me escuta! Não somos inimigos! Você está sendo controlada! Acorde!

Mas isso também não parecia funcionar. Ela atirou mais um de seus ataques, derrubando Camus e Hyoga, estavam muito feridos e sangrando, mas ainda se ergueram para tentar conter a garota, lançando seus cosmos contra ela. O poder era tanto, porém, que seus cosmos nem chegaram a atingi-la, deixando-os pasmos. Eris gargalhou.

--- Hahahahaha!!! Vocês acham que são capazes de pará-la se nem ao menos querem feri-la? Seus idiotas! Eu sabia que seriam idiotas a esse ponto! Nunca conseguirão nada, pois para fazê-la parar terão de matá-la. Mas não se preocupem... Assim que eu destruir todos os Cavaleiros de Athena e o Santuário for meu, junto com o mundo, eu o farei para vocês, e ela poderá encontrá-los no outro mundo! Hahahahaha!!!

--- Sua maldita!!! – ralhou Hyoga, mas ela lhe desferiu um olhar de falsa piedade.

--- Como pode ser tão mal agradecido, menino? Eu a mandarei para junto de vocês no outro mundo, e ela ainda terá de volta suas memórias. Eu estou sendo boazinha, sabia?

--- Vou te mostrar quem é bonzinho... – Camus ergueu o braço para mais um ataque – EXECUÇÃO AURORA!!!

Mas neste momento, Nala se jogou na frente do ataque mais poderoso de seu mestre, sendo completamente congelada. Camus arregalou os olhos e Milo quase teve um enfarto, correndo para a batalha após deixar Ane a salvo, longe do perigo.

--- Camus!!! O que você fez???

--- Eu... Vou acabar com você, Eris... Custe o que custar, vai se arrepender de ter feito isso! – Camus estava furioso, apesar de manter o olhar vazio de sempre.

Hyoga tinha o mesmo olhar congelante, preparando o mesmo ataque de seu mestre enquanto Milo já fazia cintilar sua agulha, com os olhos cheio de lágrimas e a feição cheia de ódio. Eris sorriu novamente.

--- Acham que é só isso? Vocês não a conhecem tão bem...

- Mundo Mental -

Continuava na tentativa de entender e aceitar aquela garota com sendo eu mesma, tentava despertá-la a todo custo, mas não parecia estar funcionando. De repente, uma outra figura apareceu diante de meus olhos, estava de costas para mim, tinha os cabelos iguais aos meus, longos e castanhos claros, vestida numa armadura que protegia pouco de seu corpo, mas parecia tão poderosa como a da outra garota, era da mesma cor e se juntava a uma toga, por baixo, de seda branca. Em suas costas havia um grande par de asas douradas, lindas e cintilantes. Ela virou o rosto para mim, fazendo-me cair sentada com a energia que emanava dos olhos e com o rosto, que era idêntico ao meu. Seus olhos eram dourados como as penas das asas, profundos e vazios. Percebi que seus braços e pernas estavam presos por poderosas correntes de ferro, que me davam uma estranha e dolorida sensação de deja vù...

De repente, as asas se tingiram de um negro brilhante e profundo e os olhos de vermelho como o sangue, a energia cresceu absurdamente e as correntes se transformaram em pó. Ela olhou para cima, se envolveu numa luz vermelha ofuscante e desapareceu.

--- O... O que foi isso... – disse sem ar – Quem era essa?

As fadas também pareciam perplexas e assustadas.

--- Ah, não... – disse Tríane – Agora a coisa ficou feia de vez...

--- Que quer dizer?

--- Ela quer dizer que se não despertar logo sua outra parte, estará tudo perdido para você e seus amigos... – retorquiu Raechel.

--- Será que dá pra explicar direito?! – insisti, e Alana respondeu.

--- Cada uma é um terço de você. Você passou por algo que acabou com suas energias de tal forma que você deveria estar morta, a dor física, emocional e espiritual foram tantas que sua alma entrou em colapso e se dividiu em três. Você, a que despertou, é sua parte humana, com seus sentimentos e valores, desperta pelo chamado daquele anjo de suas visões. Aquela que ainda está dormindo, mas tentando acordar, é sua parte guerreira, com suas memórias e experiências. Sem ela, você não conseguirá ter todo o seu poder, e sem você, ela não conseguirá discernir entre certo e errado, entre o que você sente ou deseja, será uma existência robótica. Mas sem vocês duas juntas, não há como controlar a terceira parte de você. Ela é sua parte divina, e contem apenas os seus instintos, junto com o poder completo de seu cosmo. Tudo o que ela fará, se despertar, é destruir tudo o que lhe oferecer perigo, pois apenas quer sobreviver. Você tinha de despertar seu lado humano e guerreiro para poder despertar seu lado divino, com todo o seu poder, controlado. Mas agora parece que algo que poderia te destruir para sempre despertou esse divino, como se fosse um sistema de segurança. Ela sairá completamente do controle e nada poderá pará-la!

--- Peraí... Está querendo dizer que, pra se proteger, ela... Quer dizer... EU... Vou matar todo mundo que estiver perto de mim? Não importa quem seja?

As três confirmaram com a cabeça, os rostinhos minúsculos aflitos. Meu coração, ou alguma coisa dentro de mim, já que ali eu não era de carne e osso, saltou e me fez sentir um frio, um vazio aterrador, um desespero incontrolável que parecia capaz de matar. Me agarrei às barras de energia, o cenho franzido, os dentes rangendo.

--- O que eu faço...?

- Mundo Material -

Os Cavaleiros voltam a sentir o cosmo de Nala, mesmo que estando embaixo de uma crosta de gelo ao zero absoluto. Um brilho estarrecedor emanou do esquife, que se espatifou em mil pedaços. Todos estão de queixos caídos com aquela cena, menos Eris, que continua a sorrir. Mas quando a cortina de vapor baixa, revelando uma garota totalmente transformada, até o sorriso da Deusa desaparece. A menina se transformara num anjo de dar medo, com asas de penas ébano e olhos cor de sangue, cintilantes como pedras preciosas, mas profundos e vazios como o abismo da morte. Uma armadura muito leve, alaranjada de entalhes prateados, também muito brilhante, estava em seu corpo, por cima de uma fina toga branca de saia curta, cobria pouco de seu corpo mas emanava um poder absurdo.

--- Na... Nala... – gaguejou Milo.

--- Então, – concluiu Camus – Esta é sua forma divina?

--- Não... – Hyoga estava pasmo – Nala não é assim, nem como Deusa! Suas asas e olhos eram dourados e cheios de vida, e apesar de um cosmo gigantesco ele era caloroso e cheio dos ideais dos Cavaleiros.

Eris olhou para ela, depois para eles, que estavam entre encarar a garota ou a Deusa da Discórdia. Ela parecia não estar esperando por aquilo, mas ainda assim soltou um suspiro de desdém e voltou ao seu humor negro.

--- Bom... Parece que ela realmente se enfureceu. De uma forma ou de outra eu terei todos mortos como previsto, e depois... Oras, eu sou uma Deusa muito mais experiente que essa menina e tenho controle da situação. O que ela poderá fazer, contra quem sabe o que está fazendo, a não ser morrer?

--- Sua maldita! – gritou Hyoga, enquanto Milo partia para cima dela com a agulha cintilando.

Eris usou seu cosmo com todo o seu poder para parar o ataque de Milo e voltar seu cosmo contra si. Ele se defendeu como pôde, girou no ar e caiu de pé. Os três elevaram seus cosmos ao máximo, mas a garota elevou o dela ainda mais poderosamente, sem o mínimo controle, destruindo a tudo ao redor. Eles tentavam, ao menos, se manter no lugar, tentando, em vão, chamar pelo nome de Nala. Eris gargalhou.

--- Hahaha!!! Isso mesmo, menina! Mostre o que é um Deus em fúria. Trucide-os!

Tentou usar seu cosmo para controlá-la, mas não pareceu funcionar. Como que saindo da testa de Nala, uma maçã dourada surgia diante da garota, e com o cosmo absurdo dela, se partiu em migalhas e sumiu.

--- Impossível! – ralhou a Discórdia, agora furiosa e pasma ao mesmo tempo.

Nala avançou contra ela, numa velocidade tão assustadora que nem os três Cavaleiros puderam acompanhar. Assim como Ane, que acordava no topo do morro e se virava para ver a batalha, viram apenas um feixe de luz arrastar Eris, cravando-a na parede, e Nala reaparecer à sua frente, com as garras de energia vermelhas atravessadas no corpo da inimiga, inundadas de sangue. Os olhos ainda vazios sequer piscaram ou tremeram ao arrancar a mão ensangüentada de dentro da caixa torácica, deixando o corpo inerte cair aos seus pés.

Voltou o olhar para os Cavaleiros, não parecendo nem um pouco amigável ou perto de baixar aquele cosmo ameaçador. Milo chegou a tremer diante daquele olhar de sua irmã, ele e Hyoga tinham os punhos cerrados e os olhos cheios d'água. Camus baixou o rosto, procurando uma solução e tentando esconder que também estava prestes a derramar lágrimas. Ane chorava de desespero e medo, apertando o colar que Nala lhe devolvera dias antes e chamando pelos seres da natureza para ajudarem a garota.

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Continua...

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Bom... Por hj é só isso, pessoal!!! A coisa tah esquentando cada vez mais. Espero conseguir consertar essa bagunça logo antes que meu mestre, irmão e Hyoga saiam do hospital e tentem ler isso, ou terão de ficar por lá mais um mês no mínimo.

Kiki - Pelo menos Ane-chan está a salvo... Mas Vc tah deixando ela apavorada!!!

Ah, calma, Kiki-kun... Logo eu termino de escrever essa baderna e td vai ficar bem... Eu acho... hmm

Kiki - Como assim "Eu acho"??? Vc é doida de pedra!!! O q acha q tah fazendo consigo mesma???

Ah, mais um pra me chamar de doida psicótica... uff

Kiki - E bem merecidamente... ù.ú

Bom... Jah disse q conserto td, mas antes da calmaria sempre tem tempestade, certo? E ainda tem mais dois capítulos antes do epílogo, então ainda tem um tanto de perigos e suspenses, horas u.u

Kiki - Q seja... Só espero q TD MUNDO acabe bem no fim disso td u.u

Bom... Enfim... Tb espero... Só a Éris e o Caroni não acabaram bem, mas fazer o q... Tenho q dar um fim pros malignos... u.u Enfim... Espero q tenham gostado. Tentarei postar amanhã o próximo capítulo. Até mais!!! E comentem, onegai!!!!!