- Pára, Rob! Faz cócegas! – disse deitada no tapete do seu quarto.

Ouvi sua risada baixa, ele tinha acabado de lamber meu umbigo, olhei pra baixo e o vi tirando os lábios da minha barriga e levantando a cabeça para olhar meu rosto. Eu acariciava seus cabelos com uma de minhas mãos e sorri pra ele.

Fazia uma semana que estávamos naquele clima gostoso de namoro, completamente a vontade um com o outro, mas ao mesmo tempo nos descobrindo em outros aspectos, ainda estávamos maravilhados de poder finalmente nos tocar livremente. Na verdade nem tão livremente assim, quando nossos pais estavam em casa fazíamos todo o teatro de bons irmãozinhos, mas quando conseguíamos ficar sozinhos como agora, aproveitávamos cada segundo.

- Quando penso em quanto tempo perdi. – ele disse – Quanto tempo passei sonhando em estar assim com você, sentindo o calor da sua pele, seu cheiro de baunilha, seu gosto na minha língua. – enquanto falava passava o nariz na minha barriga, dando leves mordidinhas – Você me perdoa por ser tão tolo?

- Não há o que perdoar. – eu disse – Tudo tem sua hora e a nossa chegou. Agora temos todo tempo do mundo, não é? Mas só não vou te perdoar de uma coisa.

- Do que? – ele perguntou desconfiado.

- Se não vir aqui me beijar agora. – ao ouvir aquilo automaticamente ele ficou em cima de mim, com nossos rostos muito próximos.

- Hum, que namorada ressentida que fui arrumar.

- Você não viu nada! – falei puxando-o pra mim.

Não me cansava de beijá-lo, a sensação era como ter estado muito tempo perdida num deserto e finalmente tivesse encontrado um oásis, um lugar onde pudesse matar minha sede. Eu tinha sede dele e quanto mais eu bebia, mais sede sentia, queria me embriagar dele, se o Rob fosse uma bebida eu era uma séria candidata ao vício, uma dependência incurável.

O corpo dele foi baixando sobre o meu, nossas pernas se entrelaçaram, o abracei com mais força adorando sentir seu peito forte me pressionando, passei minha mãos pro suas costas subindo e descendo, ele soltou minha boca e seus lábios escorregaram para o meu colo, dando vários beijos úmidos. Senti ele pressionar seu quadril contra o meu, me deixando ao mesmo tempo constrangida e excitada ao perceber que eu era a causa do "tamanho" da sua empolgação. Minhas mãos pareciam ter vida própria, desci-as por suas costas e depois de um momento de exitação abaixei-as ainda mais chegando no seu bum bum, tocando quase superficialmente, quando ele deu uma mordida mais forte no meu pescoço, resolvi apertar com vontade e ouvi ele gemer no meu ouvido.

- Fica muito difícil manter meu auto-controle quando você faz essas coisas, sabia? – ele falou rouco.

- E quem disse que eu quero facilitar? – falei debochando.

- Você é meu fruto proibido, sabia?

- Dizem que são os mais doces.

- E o mais fatais, também. – disse rindo.

- Você acha cedo demais pra gente... – dei uma pausa sugestiva.

- Nada é cedo demais pra gente, Marina. – ele disse pressionando meu corpo ainda mais – Nós estamos é atrasados! Pelo menos é como me sinto a respeito. E você, acha que estamos sendo precipitados?

- Se você fosse outra cara qualquer com o pouco tempo de namoro que nós temos, com certeza nem estaria aqui nessa situação. Mas sendo você parece tudo tão certo, como se fosse o curso natural das coisas, sabe?

- Também sinto a mesma coisa, não vejo a hora da gente se entregar totalmente.

- Por que não agora? Se eu me sinto bem com a idéia e você concorda comigo, o que nos impede?

- Nada, nada vai me impedir de ficar com você. Mas quero fazer do nosso primeiro momento algo muito especial. – disse dando um beijo suave nos meus lábios – Tenho algumas idéias, mas ainda não decidi realmente o que fazer.

- E você não vai me contar que idéias são essas? – perguntei curiosa.

- Oh, não! – ele disse dando aquele sorriso de quem está aprontando uma travessura – Vai ser uma surpresa!

- Surpresa? – perguntei apertando os olhos – Você não vai aprontar nenhuma esquisitice, não é?

- O que você chama de esquisitice? – ele disse mordendo os lábios, como se estivesse controlando o riso.

- Ah, sei lá! – falei ficando vermelha – Algo tipo sexo sado-masô, grupal, de cabeça pra - baixo, tântrico, essas coisas.

Rob começou a se sacudir todo, tentando controlar uma risada, mas ao ver minha cara constrangida não se agüentou e saiu rolando pelo chão até deitar do meu lado, de costas no chão, rindo incontrolavelmente.

- Ai, estou com dor de barriga. – ele falou colocando a mão no estômago – Essa foi muito engraçada! – falou enxugando as lágrimas dos olhos.

- Que bom que te faço tão feliz. – falei irônica.

- Olha, para sua informação sou o cara mais normal do mundo quando o assunto é sexo. Não curto esquisitices, não tenho nada contra quem as pratica, cada um sabe de si, mas minha praia é outra. Já até parei uma transa porque a garota pediu pra eu bater nela.

- Sério?

- Sério! Na hora H ela virou pra mim e disse: "Bate na minha cara, bate com vontade!"

- Credo! O que você fez?

- Fiquei tão surpreso que broxei na hora!- ao dizer isso Rob fez uma cara muito engraçada, foi minha vez de chorar de tanto rir.

- Você está rindo agora, mas na época foi uma saia justa daquelas! – agora nós dois riamos juntos.

Olhei pra ele ainda rindo, rolei meu corpo até ficar por cima dele, ele me pegou pela cintura.

- Gosto tanto quando estamos juntos assim! – falei.

- Eu também, você não faz nem idéia de como é bom te tocar, Marina. Sentir você, me faz sentir tão vivo!

Aproximei meu rosto do dele e segurei sua face em minhas mãos.

- Te amo.

- Te amo mais. – ele retribuiu, me beijando em seguida.

O beijo começou suave, gentil, doce, nossas línguas se encontraram em perfeita sintonia. Aos poucos o beijo ficando mais exigente, a língua dele foi exigindo movimentos mais rápidos, quase desesperados. Senti suas mãos descendo da minha cintura e indo parar nas minhas nádegas, dando um aperto gostoso e me fazendo pressionar ainda mais meu quadril contra o dele, fazendo ele gemer. Ele rolou comigo sem me soltar, ficando agora por cima. Trocamos mais beijos urgentes, molhados, minhas mãos começaram a se aventurar por dentro da sua camiseta, ansiava por sentir a pele dele nas minhas mãos.

- Me ajuda a tirar.- ele pediu respirando pesado.

Peguei a barra de sua camiseta puxando pelo seu tronco, passando pela sua cabeça e ele jogou-a longe, voltando imediatamente a atenção pra mim.

- Me toca, Marina. – ele não precisava pedir duas vezes.

Toquei fascinada tocando cada centímetro do peito dele, observando os pelos do seu peito se eriçando a medida que avançava, ouvindo ele gemer baixinho parecendo aprovar meu toque inexperiente.

- Quero te tocar também. – ele disse me olhando de um jeito que me fez sentir como a presa, diante do predador.

Ele fez um movimento tão rápido, que quando me dei conta tinha puxado minha blusa, passando pelo meu pescoço, deixando-a presa em meus braços erguidos ao lado da minha cabeça. Ele baixou o rosto, olhando gulosamente meus seios presos no sutiã.

- Desistiu de esperar? – perguntei maliciosa, ele sorriu.

- Não sua bobinha, isso é só uma prévia do que está por vir. – disse tocando meu sutiã com a ponta de seus dedos, me fazendo automaticamente erguer as costas ao seu encontro.

Animado com minha reação, senti ele colocar a mão inteira em um dos meus seios, apertando levemente, mordi o lábio para segurar o gemido preso na garganta. Seu rosto mais uma vez se aproximou do meu, buscando meus lábios, enquanto suas mão trabalhavam mais abaixo, se insinuando por dentro do sutiã.

Entretidos como estávamos não ouvimos os passos na escada, nem a porta que se abriu devagar.

- "Subam para as colinas, é o Apocalipse!" – alguém falou da porta, nos fazendo pular apavorados.

POV – Tom

Já era a terceira vez que batia na porta, ninguém atendia, tinha marcado com o Rob de aparecer naquele horário, mas parecia tudo silencioso. Talvez ele tivesse caído no sono, resolvi então arriscar a maçaneta que abriu com um estalo.

Passei pra sala e avisei em voz alta que estava entrando, mas continuei sem resposta. Resolvi subir as escadas, fui pro quarto do Rob, rindo comigo mesmo imaginando que ele devia estar dormindo e já planejando acorda-lo com um susto. Abri a porta devagar e fiquei pasmo com a cena que se desenrolava bem diante de meus olhos.

Marina estava deitada no chão, os braços erguidos, presos com algo enrolado neles, devia ser sua blusa que Rob mantinha ali segurando com uma de suas mãos, ele deitado por cima, mandava ver num beijo tão profundo que devia estar sentindo as amídalas dela na ponta da língua. Completando o amasso a outra mão pegava de jeito o peitinho dela e mandava ver na pressão do quadril. Pisquei os olhos e soltei a primeira coisa que me veio a cabeça.

- "Subam para as colinas, é o Apocalipse!"

Eles pararam na hora o que faziam, Marina olhou pra mim de olhos arregalados, soltou rápido os braços da sua blusa e cobriu os seios com ela, mordendo os lábios parecendo muito envergonhada. Rob ficou na frente da Marina tentando esconde-la com seu corpo, olhando pra mim com raiva.

- Saia daqui agora! – disse emputecido.

Eu estava tão sem ação que demorei entender o que ele pediu.

- Sai agora, já vou falar contigo! – finalmente a ficha caiu e sai dali rapidinho.

Desci as escadas num instante ainda atordoado, olhei ao redor tentando decidir aonde ir, optei pelo quintal. Lá fora sentei nos degraus e fiquei aguardando. Nervoso, tirei o maço de cigarros do meu bolso, acendi com meu isqueiro e soltei uma boa tragada.

Não me considerava um cara preconceituoso, alguns até achavam que era liberal demais, mas fui pego desprevenido com aquela situação. Sempre tinha visto Rob e Marina tão irmãos como com Lizzie e Vicky, apesar da grande diferença física entre eles, todos se davam muito bem, claro que com as implicâncias naturais que existem entre irmãos, mas nada que me fizesse pensar na possibilidade de algo desse tipo acontecer. Nada? Pensando melhor, eu as vezes sentia uma espécie de tensão entre eles, algo muito sutil, mas sempre pensei ser super proteção do Rob com a irmã caçula ou ciúme entre irmãos, o que é muito comum.

Mas aquilo tinha se intensificado nos últimos anos, lembrei que uma vez de brincadeira olhei pra Marina e perguntei pro Rob o que ele achava de me ter como cunhado, lembro dele me olhar muito sério e dizer que só por cima do seu cadáver. Pensando bem, ele se comportava assim com quase todo cara que ele desconfiava estar afim dela.

Rob sempre foi um cara boa pinta, brincalhão, talentoso, mas quando o assunto era mulher, era um trapalhão, muito inseguro de como agir e do que falar. Quando queria sair com alguma garota dava mil voltas, a menina até cansava de tanta enrolação. Então na maioria das vezes quando ele ficava com alguém foi porque a garota praticamente se atirou em cima dele.

A quanto tempo aquilo podia estar acontecendo? Pelo que tinha acabado de ver já estavam bem íntimos, talvez até já tivesse rolado tudo. Ah, não podia culpar o Rob por traçar a Marina, a garota era uma gata e ultimamente andava com cada roupa que fazia qualquer um perder o juízo.

Ouvi a porta se abrindo, Rob se aproximava acabando de colocar a camiseta, sentou-se do meu lado, passando a mão nos cabelos. Estendi o maço de cigarros pra ele, ele pegou um, acendeu e tragou com vontade. Ficamos assim em silêncio por um minuto, apenas fumando, olhei pra ele e vi um rosto preocupado.

- Há quanto tempo, isso ta rolando? – perguntei.

Ele soltou a fumaça, parecendo decidir o que dizer.

- Há pouco tempo. – disse por fim.

- Seus pais não sabem de nada, né? – ele deu um sorriso amarelo.

- Nem desconfiam. Só vão descobrir se alguém der com a língua nos dentes. – falou num tom de ameaça.

- Ta me estranhando? – disse ofendido – Nunca traí um amigo!

- Eu sei, desculpa mas é que manter esse segredo é muito importante. – dei uma risadinha.

- Claro que é importante, pois se teu pai descobrir que você anda sarrando a Marina, te capa na hora! – ele fez uma careta ao ouvir aquilo.

- Eu sei. – concordou – Mas vale a pena o risco.

- Cara, você é meu herói! – disse brincando.

- Como assim? – perguntou cismado.

- Você é tão bom pegador que nem a irmã adotiva você perdoa, garanhão! – ele revirou os olhos – Precisa me ensinar seu truque!

- Que me fazer o favor de parar de falar bobagem? – disse impaciente – A coisa entre a gente não é assim.

- Não entendi, é como?

- A gente não ta só se pegando. – ele parecia meio constrangido de revelar tudo – A gente ta namorando mesmo.

- Vocês tão namorando? – estava de queixo caído – Quando você diz namorando, é tipo aquele negócio de andar de mão dada, abrir porta do carro, ir ao cinema e comprar pipoca antes de levar pro motel? – Rob soltou uma risada.

- Ainda estamos na parte do cinema e da pipoca. – respondeu - Na verdade, desde que a gente está junto não fomos ao cinema, não é má idéia. – falou fumando mais um pouco.

- Não mude de assunto! Quer dizer que ainda não trepou com ela?

- Será que podia parar de usar esses termos quando falar dela? – não me agüentei e soltei uma risada.

- Ai, que bonitinho o namoradinho ofendidinho, defendendo a namoradinha. - disse fazendo gozação.

- Puta que pariu, tu só fala merda! – Rob disse irritado, enquanto eu continuava rindo.

- Tá bom, deixa eu perguntar com classe, você ainda não deflorou a linda donzela? – Rob virou os olhos.

- Olha, eu só vou te responder pra não ouvir mais suas asneiras. – disse enquanto soltava fumaça – Não, ainda não chegamos lá,

- Ainda? Mas então a possibilidade existe! – afirmei.

- Sim, existe uma boa chance. - confessou sorrindo – Na verdade isto é algo que anda me preocupando um pouco. – disse mais ficando sério.

- Preocupando, por que? – não conseguia imaginar o motivo.

- Porque nunca fiz com uma virgem e queria que fosse perfeito na primeira vez dela. – disse jogando o cigarro no chão e pisando com o pé – Você já fez com virgem?

- Já, duas vezes. – respondi lembrando das experiências.

- Acho que vou me arrepender de perguntar, mas vou perguntar assim mesmo. – disse se virando pra mim – Alguma dica?

- Vou te dizer o conselho que meu pai me deu. – comecei a falar imitando a voz do meu pai – "Filho, trepar com garota virgem é que nem andar pela primeira vez num carro zero quilometro! Você olha pro carro admirando a lanternagem, entra e se senta todo orgulhoso, segura no volante de forma gentil e firme ao mesmo tempo, gira a chave, dá a partida e acelera um pouquinho só pra sentir a potência do motor, pisa na embreagem, põe a mão na marcha e engata a primeira, você sente que o carro pede mais marcha e engata a segunda, ele vai pedir mais velocidade e você engata a terceira, vai assim até chegar na quinta marcha, nesse ponto você pode enfiar o pé no acelerador e ir a 200km por hora. Mas nesse processo entre a primeira e quinta marcha pode ser que você passe em algum obstáculo, nesse caso você volta a marcha anterior e começa tudo de novo." Pronto, foi isso que ele me disse, o que achou? – Rob fez uma cara estranha, coçou o queixo parecendo meio confuso.

- Parece um bom conselho, só tem um probleminha.

- Qual?

- Não sei dirigir. – disse rindo, de gozação.

- Caralho, Pattinson! Sabia que as vezes você é um cara muito estranho? – falei irritado – Olha, deixa eu dar uns conselhos a minha moda. – Rob cruzou os braços e me olhou com atenção – Primeiro: prepare-se para manter a envergadura.

- Como é?

- Tem certeza que você também não é virgem? – perguntei irônico – Vou explicar, você demora o maior tempão preparando a garota até deixa-la no ponto, ter que ter paciência e estimulá-la muito, então se você ficar animadinho demais durante o processo pode gozar antes da hora e a garota vai ficar a ver navios. Conselho: toda vez que sentir que está chegando lá rápido demais pense em alguma coisa que te desestimule um pouco, tipo 2ª Guerra Mundial, Nazismo, Holocausto ou qualquer outra lembrança brochante, isso vai te dar o tempo que precisa. Ah, nesse dia inclua na dieta, ovo de codorna, ginseng, catuaba, amendoim, guaraná em pó, tudo que te mantenha "ligadão!" – Rob me olhava de boca aberta – Acha que entendeu agora?

- Creio que sim, mais alguma coisa?

- O segundo conselho é mais básico e óbvio, vale pra qualquer transa: garota molhada, garota pronta. – falei sorrindo.

- Porra, isso até eu sei! – disse Rob virando os olhos.

– Quando elas começam a miar também é outro sinal de que você pode entrar com a quinta marcha. – Rob me olhou incrédulo.

- Você fez uma garota miar? – disse começando a rir.

- Juro, palavra de escoteiro! Quando ela começou a chegar lá, ela gemia assim: "Miauuuuuuu!"- Rob jogou a cabeça pra trás dando uma gargalhada, começamos a rir até ficar com falta de ar.

- Só contigo mesmo, Tom! – disse Rob recuperando o fôlego – Valeu pelas dicas.

- Pra que servem os amigos?

Estava acabando de passar o batom, quando ouvi uma batida na porta.

- Entre. – falei.

- Pronta? – perguntou Rob entrando no quarto – Eles já estão esperando lá embaixo.

- Neste exato minuto. – estava de frente para o espelho, ele parou atrás de mim, me segurando pela cintura e olhando nosso reflexo no espelho.

- Você está linda. – ele disse.

- Somos lindos juntos. – completei me virando pra ele e beijando-o de leve por causa do batom.

- Hum, morango! – ele disse passando a língua nos lábios, sentindo o sabor e já se animando por mais, mas coloquei minha mão em seu peito impedindo-o.

- Mais tarde, agora temos que ir senão vamos perder a sessão. – falei risonha, ele suspirou se conformando.

Segurei-o pela mão e puxei-o para fora do quarto, descemos as escadas e fomos pra sala onde Shanti e Tom nos aguardavam para irmos juntos ao Drive-in. Como nunca tínhamos tido o hábito de irmos ao cinema sozinhos, achamos melhor convidar alguém para ir conosco, assim ficaria menos suspeito.

- Vamos lá, galera! – falou Rob os chamando para irmos a garagem.

Já no carro sentei na direção com Shanti do meu lado, Rob e Tom sentaram no banco de trás, como combinado. Dei a partida e já ia saindo quando mamãe apareceu.

- Esperem! Rob você deixou sua carteira em cima da mesa! – disse mamãe correndo e entregando a ele pela janela.

- Valeu, mãe!

- Tchau meninos, divirtam-se!- ela disse acenando, enquanto partíamos

Saímos da nossa rua, virei a esquina e acelerei.

- Você já acha que é seguro? – Shanti me perguntou.

- Podem trocar. – falei olhando Rob pelo retrovisor.

Shanti se levantou pulando pro banco de trás, ficando no meio dos rapazes, em seguida Rob veio pro banco da frente, com muito mais dificuldade por causa do tamanho dele, quando ele finalmente conseguiu sentar, todos nós estávamos rindo.

- Rá, rá! Tentem fazer isso com 1,85cm de altura! – ele reclamou.

Chegamos a entrada do Drive-in, compramos o ingresso e manobrei até o local indicado. Assim que estacionei, Rob rapidamente me puxou, passando o braço por meus ombros e ficamos sentados juntinhos, esperando o filme começar.

Enquanto isso Shanti e Tom estavam num papo animado no banco de trás, ambos eram muito comunicativos e falavam numa velocidade que as vezes era difícil acompanhar o assunto, o filme já estava começando e eles lá falando pelos cotovelos.

- Será que vocês conseguem diminuir o volume, o filme está começando! – reclamou Rob dando uma espiada neles.

- Eu trouxe uma toalha, quer sentar lá fora comigo? – escutei Shanti perguntar pro Tom.

- Só se for agora. – ele respondeu.

- Finalmente, ufa! – Rob disse, depois que eles saíram – Já estava ficando com dor de ouvido com aquele falatório!

- Olha quem fala! Rob você é dos caras mais tagarelas que eu conheço! – disse rindo.

- Hum, pode ser. – disse – Mas hoje com certeza minha boca vai estar fazendo algo bem diferente.

- É mesmo? – falei arregalando os olhos, fingindo surpresa – O que mais você sabe fazer com essa boca, além é claro de matracar como uma velinha?

- Pra que falar, quando posso mostrar. – disse aproximando o rosto do meu.

Depois do dia da estréia do filme, ainda não tínhamos voltado a ficar juntos em um local público, então era muito boa a sensação de liberdade ao ser beijada por ele naquele momento, sem pressa, sem nos preocupar se alguém ia aparecer. Quando o beijo acabou e voltamos a olhar pra imensa tela, já havia passado todos os trailers e os créditos, agora o filme em si começava.

Já faziam 20 minutos que o filme tinha começado e eu não conseguia prestar a menor atenção, estava tão feliz de estar ali com ele, sentido o calor do seu peito nas minhas costas, sua mão fazendo carinho no meu braço e seus lábios no meu cabelo. Se alguém me perguntasse a um mês atrás se uma cena dessas seria possível, eu negaria na hora. Eu, Marina Pattinson, estava no Drive-in com meu namorado, Robert Pattinson, o homem que eu amava e se um raio caísse na minha cabeça agora, morria feliz, sorri de puro deleite.

- Do que você está rindo? – ele perguntou, observando meu sorriso.

- De mim, de você, de nós, desse momento. – ele fez uma cara confusa – De como algo tão simples como estar aqui com você, vendo um filme, pode fazer meu coração explodir de alegria. Ah, eu sou tão ridícula! – ele sorriu e me girou, me fazendo ficar de frente pra ele.

- Então somos dois ridículos! Só quem ama ou amou como nós sabe como é maravilhoso ser ridículo!

O abracei fortemente, olhando seus olhos azuis, com aquela sensação familiar de conseguir afundar dentro deles, acariciei seus cabelos, adorando sentir sua textura, seus fios finos entre meus dedos, passei um dedo por suas sobrancelhas e desci por sua bochecha, indo parar em seus lábios, ele abriu um pouco a boca e deu uma mordida leve, aproximei meu rosto, meus lábios quase tocando os dele, ele já tinha aberto os lábios esperando um beijo, no último momento mudei a rota e beijei sua orelha, senti ele suspirar surpreso.

Continuei beijando sua orelha, pequena e bem feita, beijei na parte de trás e senti ele estremecer, quando mordi levemente o lóbulo da orelha, ouvi ele gemer.

- Você está me deixando louco! – ele disse me agarrando com um braço, segurando meu rosto com a outra mão e devorando minha boca com a dele.

- Marina, quer ir no banheiro co... – Shanti parou de falar quando viu nosso beijo, nos separamos.

- Isso já está virando um hábito, sabia? – disse Rob, olhando feio pra Shanti.

- Foi mal, desculpa. – Shanti disse sem graça.

- Esquece, Shanti. – eu disse – Vou ao banheiro com você. A gente pode aproveitar e comprar alguma coisa pra comer. Quer alguma coisa? – perguntei pro Rob.

- Já que você vai mesmo, pode trazer um milk-shake de morango grande?

- Trago sim. – respondi.

- Tom, quer alguma coisa da lanchonete? – Shanti disse.

- Quero! Coca grande e dois cachorros-quentes. – ouvimos ele falar.

- Então vamos. – disse saindo do carro.

POV – Robert

Observei elas se afastando e passei a mão no rosto tentando diminuir a excitação, quando o assunto era Marina, sempre tive atitudes extremas e com ela me tocando não era diferente, simplesmente surtava.

Fiquei olhando ela se afastar, admirando como seus quadris se moviam ao andar, rebolando ligeiramente. Era de dar água na boca, se eu fosse um personagem de desenho animado, seria aquele lobo tarado que fica uivando e salivando quando passa uma garota atraente.

Fiquei lembrando das últimas palavras dela e de como sua sinceridade sempre me emocionava, amava aquele jeito apaixonado de ser, de dizer as coisas mais lindas de uma forma tão natural para em seguida ficar vermelha com sua explosão sentimental. Com certeza aquele comportamento não era inglês, devia fazer parte da sua herança brasileira e eu achava simplesmente encantador.

Não via a hora de ficar sozinho com ela novamente, tinha uma surpresa muito especial reservada para amanhã e me perguntava qual seria a reação dela quando revelasse tudo.

Estava assim distraído, quando ouvi uma voz feminina, ao lado do carro, vinda do lado de fora.

- Rob é você? – olhei surpreso e gelei – Lembra de mim, não é? Karen!

- Claro! Tudo bem? – disse tentando ser educado.

- Tudo ótimo, melhor agora que te achei aqui. – disse com voz insinuante, sorrindo.

Olhei pra cara do Tom que estava sentado na toalha, ele estava de olhos arregalados, visivelmente segurando o riso, como se dissesse: "Não queria estar na tua pele!".

Olhei pra Karen de novo, ela estava usando um vestido branco e justo, jogava os longos cabelos loiros de uma lado para o outro com as mãos, fazendo charme.

Qual a chance de alguém encontrar uma ex-ficante no primeiro dia que você sai oficialmente com sua namorada? Pode estar certo de que essa pessoa seria eu!

- Vi você no novo filme do Harry Potter, você ficou ótimo de Cedric.

- Obrigado. – disse tentando não prolongar o assunto.

- Veio sozinho? – ela perguntou olhando pra dentro do carro.

- Não, vim com a Marina e mais dois amigos. Lembra do Tom? – disse apontando pra ele.

Ela se virou, viu o Tom e disse um oi, Tom apenas acenou em reposta.

- E você veio acompanhada? – perguntei torcendo pra ela dizer sim.

- Sim, com algumas amigas, estamos um pouco mais atrás. Você disse ter vindo com a Marina? – ela disse se virando pra mim apertando os olhos – Ah, lembrei! Aquela sua irmãzinha que você levou naquele dia no pub. Onde ela está? – perguntou olhando ao redor.

- Foi buscar um lanche. – respondi, vendo Karen dar a volta e parar do outro lado do carro.

- Bem, já que é ela, acho que não se importará se eu me sentar um pouquinho com você, né? – disse já abrindo a porta, sentando do meu lado e fechando a porta atrás de si – Assim podemos colocar o papo em dia. – disse dando uma piscadela e colocando a mão na minha perna

Olhei pro Tom, que agora tinha parado completamente de rir e me lançava um olhar apavorado.

- Estou frito! – pensei colocando a mão na testa.

POV – Marina

Estava dando uma última olhada no espelho, enquanto Shanti lavava as mãos.

- Desculpa mesmo, Marina! Eu estava tão distraída, acho que a ficha ainda não caiu direito que agora você e o Rob estão namorando e que precisam de mais privacidade.

- Não esquenta, Shanti. Tem horas que nem eu acredito que estamos juntos.

- Ele gosta mesmo de você. – disse Shanti.

- Por que diz isso?

- O jeito que ele te olha, sempre tão intenso é de dar assustar, viu?

- Que exagero! – falei rindo.

- Sério, ele é muito obsessivo com você! Não sei se agüentaria um namorado tão chiclete.

- Eu te disse que as coisas entre a gente são diferentes. Foram vários anos de espera dolorosa, eu pensei que era só comigo, mas ele me confessou que foi muito difícil pra ele também. – expliquei.

- Deve ser isso então. – ela disse.

Saímos do banheiro e fomos pra lanchonete, onde fizemos os pedidos e ficamos aguardando.

- O que você acha do Tom? – ela perguntou.

- Um mala sem alça. – respondi na hora.

- Ah, mas ele é bonitinho e tem bom papo. – disse sonhadora.

- Ai, ai, ai! Conheço essa cara. – disse - Não vai me dizer que está afim do Tom?

- Assim, tipo que nem você e o Rob não, né? Nada tão sério, mas não seria nada mal dar uns beijinhos. – eu virei os olhos.

- Shanti, você já é crescidinha pra fazer suas próprias escolhas, mas só te dou um aviso. Tom é um dos caras mais galinhas que conheço, não espere ficar com ele hoje e querer que ele te ligue no dia seguinte, não rola.

- Eu sei, já deu pra perceber. – ela disse rindo – Pode deixar, não me iludo a respeito, sei que o lance com ele é de momento.

- Se pra você assim está tudo bem, então fico tranqüila.

Chegaram nossos pedidos, peguei as bebidas e Shanti os sandwiches e a pipoca, voltamos conversando olhando pra Shanti quando de repente senti ela parar, arregalando os olhos.

- Que foi? – será que ela estava passando mal, pensei.

Resolvi olhar na mesma direção e foi quando vi. Meus olhos se arregalaram mais do que os da Shanti ao encarar a loira escultural sentada no carro ao lado do Rob.

Primeiro fiquei congelada, como se tivesse subitamente entrado numa lago gelado, depois comecei a sentir uma raiva dentro do peito que foi incendiando todo meu corpo e quando chegou nos meus olhos, vi tudo ficar vermelho. Aquele sentimento tomou conta das minhas pernas, me fazendo andar decidida até o carro, com a Shanti nos meus calcanhares.

- O que está acontecendo? – perguntei ríspida ao lado de onde a loira se encontrava.

Vi que ela olhou pra mim parecendo falsamente surpresa com a minha chegada, reparei que ela estava com a mão na perna do Rob e tirou quando me viu.

- Oh, desculpe! Esse ERA o seu lugar? – perguntou enquanto abria a porta e saia do carro.

- Sim, esse É o meu lugar. – falei mal contendo a fúria.

Olhei pra loira automaticamente me lembrando que era a mesma garota que o Rob tinha ficado naquela fatídica noite, a loira vulgar e bonitona.

- Meu nome é Karen e sou MUITO amiga do Rob, encontrei ele aqui por acaso. – disse falsamente simpática – Você é a Marina, não é? O Rob me disse que tinha vindo com a irmãzinha.

- Ele disse isso é? – falei fulminando Rob com o olhar.

- Sim e disse também que vocês tinham saído pra comprar o lanche. – disse olhando pra minhas mãos – Tenho uma idéia, adoraria continuar o papo com o Rob, então se não for incomodo poderíamos trocar de lugar, vocês poderiam sentar atrás e eu continuava na frente. – propôs sorrindo.

- Ah, você quer sentar na frente? – falei irônica – Então poderia me fazer um favor?

- Claro! – disse a Barbie oxigenada.

- Por favor, já que você vai ficar entrega o pedido dele! – peguei os 700ml de milk-shake de morango e virei na cabeça platinada.

Foi com imenso prazer que assisti a bebida rosa e gelada escorrer pelo cabelo e rosto dela.

- Aaaaaaiiiii! – gritou Karen, pulando como uma perereca – Você é louca?

- Ah! E diz pra ele que esse aqui é por conta da casa! – tirei o saco de pipoca gigante das mãos da Shanti e virei na cabeça dela, grudando tudo naquela bebida cremosa, fazendo com que a loira gritasse ainda mais.

- Para seu governo eu não sou a IRMÃZINHA dele! Sou a NAMORADA, ou melhor era! Faça bom proveito! – dei meia volta e saí dali pisando duro.

POV – Robert

Já era a segunda vez que eu tirava a mão da Karen da minha perna, mas a mulher parecia ter mais patas que um polvo.

Ela não parava de falar do filme do Harry Potter, de como tinha gostado, de como me achou maravilhoso e por aí ia, falava, falava e falava. Toda vez que eu tentava dizer alguma coisa, ela me atropelava.

À medida que o tempo passava meu pavor só aumentava, quando vi a Marina e Shanti voltando, entrei em pânico.

- Karen, olha foi muito bom te rever, mas acho melhor você sair agora, está ficando tarde.

- Sair? Mas eu acabei de chegar e ainda é cedo, tolinho! – disse colocando novamente a mão na minha perna.

Foi nessa hora que a Marina chegou fazendo a fatídica pergunta:

- O que está acontecendo?

Assisti horrorizado, aquela loira safada colocar palavras na minha boca, senti o olhar irado da Marina em cima de mim e para completar, vi chocado a Marina virar o milk-shake inteiro na cabeça da Karen, seguido pelo saco de pipoca. Mas, nada me fez ficar mais alarmado do que ouvir as últimas palavras dela:

- Para seu governo eu não sou a IRMÃZINHA dele! Sou a NAMORADA, ou melhor era! Faça bom proveito!

Fiquei ali sentado, sem acreditar no que tinha acontecido, visto e ouvido. Marina tinha ido embora! Saltei do carro, deixando tudo pra trás e fui atrás dela.

- Marinaaaaaaaa! – gritei.

- Me deixa em paz! – ela disse sem se virar e começando a correr.

- Volta aqui, a gente precisa conversar! – mas ela não parou, comecei a correr atrás dela – Marinaaaaaa! – continuei gritando.

Caramba, como ela era rápida, podia ser baixinha, mas parecia uma flecha, me deixando pra trás mesmo tendo pernas bem maiores que as dela. Passamos correndo por metade do Drive-in, o pessoal nos carros nos olhando escandalizados ao passarmos. Já estava ficando sem fôlego, fiz uma promessa mental de diminuir o cigarro. Marina fez uma curva e vi minha chance de intercepta-la, entrei no meio dos carros, cortando caminho, conseguindo finalmente ultrapassa-la.

- Desculpe, isso é uma emergência! – avisei para um casal sentado num carro, enquanto eu subia em cima do capô e pulava na frente dela.

- Aaaahhhh! – ela gritou assustada.

- Agora... vamos... conversar... – falei lutando pra respirar.

- Não temos nada... para conversar! – ela disse também respirando com dificuldade.

- Temos sim! – disse curvado com as mãos no joelho – Você vai me ouvir!

- Me deixa passar!

- Não, você não vai sair sem me ouvir primeiro!

- E o que você vai me dizer? Que a mão dela foi parar na sua perna por engano? Que ela entendeu errado quando você disse que eu era sua irmãzinha? Que ela entrou no carro obrigada?

- Não! – disse nervoso passando as mãos pelo cabelos – Não foi assim, ela estava se oferecendo e...

- E você não resistiu! – ela disse me cortando com os olhos cheios de lágrimas – Chega, estou saindo! – e dando a volta saiu correndo pelo caminho que tinha vindo.

- Eu não acredito! – disse correndo atrás dela de novo, passando pelos mesmos carros, com os mesmos rostos nos olhando novamente de boca aberta.

Eu estava no meu limite físico, foi quando vi que ela ia passar por nosso carro, então gritei pro Tom.

- Tom, segura ela! – disse de uma vez só e torcendo que ele me ouvisse.

Deu certo, quando ela tentou passar, ele a impediu, segurando-a com firmeza.

- Me solta, como se atreve! – ouvi ela gritando pro Tom.

- Obrigado, deixa comigo! – disse tirando a Marina das mãos dele e jogando-a por sobre meu ombro.

- Rob, me solta, me põe no chão! – ela dizia batendo nas minhas costas, mas ignorei.

Andei decidido, passei pela lanchonete, cheguei nos sanitários, entrei no banheiro feminino, lá dentro duas garotas nos olharam surpresas.

- Poderiam nos dar licença? – pedi com cara de poucos amigos.

Assim que elas saíram fechei a porta, tranquei, tirei a chave e coloquei no meu bolso, então coloquei a Marina no chão.

- Agora, vamos conversar. – disse.

POV – Marina

Olhava pro Rob arrasada, cansada física e emocionalmente, aquela noite de sonho, tinha se transformado num pesadelo!

- Agora você vai me ouvir. – ele disse, fiquei completamente muda.

- Tudo bem, quer falar, então fale. – disse tentando controlar a voz.

- Aquela garota surgiu do nada, não parou de falar desde o momento que apareceu e praticamente invadiu o carro! – ele começou a explicar.

- Por que você não colocou ela pra fora? – perguntei.

- Tentei, juro que tentei, mas nas poucas vezes que consegui falar ela não me ouvia!

- E o lance do"irmãzinha"?

- Ela me perguntou com quem eu estava, respondi: Marina. Ela apenas concluiu que você era a minha irmã que eu tinha comentado anteriormente.

Olhei pra ele, as lágrimas correndo livremente por meu rosto, eu queria muito acreditar nas suas palavras, mas as imagens da garota no carro e as palavras dela não me saiam da cabeça.

- Você ainda não acredita, não é? – ele perguntou com as mãos na cintura, mas não consegui falar, então apenas confirmei com a cabeça.

- Por que? – ele perguntou arrasado, mas continuei em silêncio – PORRA, POR QUE? – gritou.

- Porque se você pode ter alguém como ela, porque continuaria com alguém como eu? – gritei em reposta, chorando abertamente.

A primeira emoção que vi no rosto do Rob foi choque com a minha resposta, em seguida seu rosto foi se fechando numa máscara de ira que me fez ficar com medo do viria a seguir.

Ele se aproximou de mim com fogo saindo pelos olhos, me agarrou com força pelos ombros, me sacudindo um pouco enquanto falava.

- Essa é a primeira e última vez que quero ouvir isso, está me ouvindo! – disse falando entre os dentes – Como tem coragem de se valorizar tão pouco que se acha inferior aquela cadela? Vou te provar de uma vez por todas que sou seu homem! – disse vindo com tudo pra cima de mim.

Ele me beijou com fúria, paixão e desespero, não me sentia sendo beijada, mas invadida, o beijo não terminava nunca, estava ficando tonta, com muita dificuldade consegui soltar meus lábios por alguns segundos, mas ele não permitiu que me afastasse, grudando sua boca na minha novamente. Me senti sendo empurrada contra a parede, sentindo o mármore frio nas minhas costas, ele soltou minha boca brevemente.

- Estou sem ar... – falei fracamente, antes do novo ataque dele.

- Você foi feita pra isso, pra ser beijada por mim até perder o fôlego, pra desmaiar nos meus braços de tanta paixão. – disse agarrando minha camisa e abrindo-a repentinamente com as duas mãos, fazendo voarem botões pra tudo que foi lado. Ele olhou pro meu sutiã rendado e com um gemido me beijou novamente com ardor, enquanto suas mãos abriam rapidamente o fecho frontal.

- Agora repete o que vou dizer: Robert Pattinson, você é meu! – olhei pra ele atordoada – REPETE! – engoli em seco.

- Robert Pattinson, você é meu. – murmurei.

- Quero ouvir alto e claro, REPETE!

- Robert Pattinson, você é meu. – falei com um pouco mais de firmeza.

Olhando dentro dos meus olhos, senti sua mão descer e tocar a pele do meu seio pela primeira vez, passando a mão delicadamente por baixo, apertando-o suavemente, estremeci da cabeça aos pés.

- Quem é seu, Marina? – perguntou com a voz carregada de desejo.

- Você! – falei rouca.

Senti sua mão no outro seio, acariciando agora com mais firmeza, massageando o mamilo, gemi baixinho. Ele começou a abaixar seu rosto e eu o segurei pelos cabelos. Seus lábios tocaram a lateral do meu seio, me fazendo arquear as costas ao seu encontro, fechei os olhos assombrada com as sensações que ele estava despertando em mim. Ele moveu a língua ao redor do meu mamilo, me fazendo gemer ainda mais, ele afastou os lábios de mim e disse:

- Marina, repete quem é seu. – e em seguida cobriu meu mamilo com seus lábios sugando mansamente.

- Robert Pattinson, você é meu! – gritei afinal, deixando a paixão me tomar por completo.

Ele voltou a me beijar os lábios, o desejo nos açoitando com suas labaredas invisíveis. Mas aos poucos senti o Rob se acalmar, o beijo foi se tornando mais lento, menos desesperado, por fim soltou minha boca, encostou sua testa na minha, acalmando a respiração devagar.

- Você quase acaba comigo hoje. – falou apoiando suas mãos na parede, ao lado da minha cabeça, olhando meu rosto.

- Você me perdoa? – ele perguntou – Me perdoa por ser tão covarde, tonto e atrapalhado?

- Só se você me perdoar por ser tão insegura. – disse sorrindo timidamente.

- Então temos um trato, eu te perdôo, você me perdoa e ficamos empatados.

- Feito! – respondi.

Ele aproximou as mãos novamente dos meus seios, pensei que ele voltaria a tocá-los, mas ele me surpreendeu fechando o sutiã. Ele viu a interrogação estampada no meu rosto e sorriu.

- Sei que parece estranho, já que essa é a segunda vez que a gente se agarra num banheiro público, mas meus planos não mudaram e com certeza esse não é lugar certo pra fazermos sexo. – em seguida abotoou os dois botões que tinham sobrado na minha camisa.

Andei até o espelho e me assustei com minha aparência, parecia que eu tinha passado por um furacão, prendi os cabelos na minha presilha e dei um nó com as pontas da camisa para que ficasse no lugar. Virei pro Rob que tirava a chave do bolso e abria a porta.

Saímos do banheiro de mãos dadas, procurei andar com a maior dignidade que pude até o carro, sentindo-me o alvo de todos os olhares.

O carro estava todo fechado, as janelas embaçadas, sombras se movendo no banco de trás, não havia mais sinal da loira, já ia me aproximar pra ver o que estava acontecendo dentro do carro, quando Rob me segurou.

- Acho que você não vai querer ver isso. – olhei pro rosto dele e vi que ele apontava para a toalha vazia ao lado do carro, então a ficha caiu e cobri com a mão minha boca aberta.

Sentamos na toalha, assistindo abraçados o final do filme, rindo juntos ao observar o carro se sacudir.

Na manhã seguinte acordei mais animada que o normal, pois hoje seria a Apresentação Anual da Companhia de Dança que eu fazia parte, estava super empolgada e o resto da família também.

Levantei cedo e fui pra cozinha preparar o desjejum, queria algo diferente e resolvi preparar panquecas. Peguei os ingredientes e comecei a preparar a massa, liguei o rádio e comecei a cantarolar baixinho a música que tocava.

"What took you so long? (What took you so long?)
What took you all night? (What took you all night?)
What took you forever to see I'm right?
You know, I treat you so good; (I treat you so good)
I make you feel fine. (I make you feel fine)
You know, I'll never give it up this time."

Nota da autora: segue tradução deste trecho da música What Took You So Long – Emma Bunton.

"Porque você demorou tanto?
O que você fez a noite inteira?
Por que você demorou uma eternidade para ver que eu é quem estava certa?
Você sabe que eu lhe trato tão bem
Eu faço você se sentir bem
E não, eu não desistirei desta vez!"

- Concordo plenamente. – disse uma voz no meu ouvido.

- Gah... – disse colocando a mão no pescoço tentando me recuperar do susto.

Senti Rob me abraçando pela cintura, enquanto dava um beijo no meu pescoço.

- Bom dia. Te assustei? – ele perguntou com voz de sono.

- Você chegou muito sorrateiro. – respondi sem me virar – Por que acordou tão cedo?

- Senti o cheiro das suas panquecas lá do quarto e minha barriga começou a roncar. – dei uma risadinha.

- Vocês homens são todos iguais, se prendem a nós pelo estômago.

- Hum... Entre outras coisas. – disse enquanto abaixava a mão e apertava de leve o meu bum bum.

- Rob, aqui não! – avisei, tentando me afastar – Eles podem chegar a qualquer momento! – sussurrei, referindo-se a nossos pais.

Ele afastou-se rindo da minha cara preocupada e sentou-se de frente pra mesa da cozinha.

- Bem, tem outro motivo pra eu ter levantado cedo. – ele disse.

- Qual? – perguntei enquanto servia as panquecas em dois pratos e colocava na mesa para comermos.

- Quero combinar algo com você hoje a noite, depois da sua apresentação. – respondeu.

- O que exatamente? – disse enquanto colocava mel e manteiga nas minhas panquecas.

Ele pareceu meio indeciso antes de responder, enquanto colocava geléia nas suas.

- Quero levar você pra jantar, sabe como é, para comemorar a noite de hoje.

- Ótima idéia! Quer chamar mais alguém?

- Não, chega de gente abelhuda! Dessa vez quero só nós dois. – disse abaixando os olhos para seu prato e colocando vários pedaços na boca.

Quando ele disse aquilo, daquele jeito, meu coração deu um salto. Será que seria hoje a noite que ele revelaria a surpresa que estava escondendo?

- Então, como vamos combinar? – perguntei.

- Avisamos aos nossos pais que depois da apresentação vamos sair para jantar com alguns amigos. Assim eles não desconfiam dos meus planos de raptá-la essa noite. – disse piscando o olho.

- Aonde vamos? – perguntei curiosa.

- Surpresa! - disse olhando para minha cara desconfiada - Mas fique tranquila, prometo não ser nada esquisito! – disse sorrindo.

Não sei porque, mas aquele sorriso me deixou com uma pulga atrás da orelha.

- Como vai ser a apresentação hoje a noite? – ele perguntou mudando de assunto.

- Vou participar de algumas coreografias em grupo, tanto clássico quanto moderno e por últino vou fazer uma dança em dupla com um bailarino, com música atual. – expliquei – Por falar nisso, preste atenção nessa hora, acho que você vai gostar.

- É mesmo? Posso saber por que?

- Não, senhor!- respondi sorrindo – Você não é o único com segredos, sabia?

O restante do dia passou rápido, a tarde fui na frente para o teatro pois tinha que chegar cedo para aquecimento, maquiagem e toda a preparação necessária.

No camarim todos estavam elétricos, correndo de um lado para o outro, mal se contendo de ansiedade. Eu estava ansiosa por dois motivos, primeiro por estar a poucos minutos de entrar no palco, segundo porque não conseguia tirar da cabeça o encontro com Rob naquela noite. Ouvi a coreógrafa nos chamando e procurei me concentrar.

POV – Robert

Chegamos no Teatro com antecedência, estava cheio de pais, parentes, familiares, amigos dos alunos e todos conversavan animadamente. Pegamos o Programa com uma recepcionista na entrada e fomos procurar nossos lugares.

Nos sentamos e comecei a ler a Programação procurando o nome da Marina, encontrei e avisei papai que estava do meu lado que ela iria dançar uma parte de O Lago dos Cisnes, duas danças contemporâneas e uma em dupla. Papai e mamãe ficaram mais empolgados ainda, demonstrando todo o orgulho que sentiam por ela.

- Bendita a hora que nossa princesa entrou na família. – disse papai olhando a foto dela no Programa – Lembra Rob, quando ela chegou lá em casa, tímida e assustada? Agora vemos ela desabrochar nessa linda moça!

Olhei também para a foto e concordei plenamente, passei o dedo pela imagem de seu cabelo, vendo aqueles olhos cor de mel que eu amava, sorrirem pra mim. Fiquei pensativo lembrando daquele dia, nunca esqueci, ele ficou marcado a fogo na minha memória. Lembro de descer as escadas, atrás das meninas, cheio de curiosidade e também um pouco enciumado. Mas assim que coloquei os olhos nela, tudo mudou, ela era tão diferente, tão linda, pra mim foi como se um ser dos contos de fada tivesse se materializado na minha frente. Tudo nela parecia mais vivo e colorido, desde o cabelo espetacular que custei acreditar ser real, até os olhos, grandes, emotivos, de cílios longos e escuros e a boca carnuda e rosada. Aquela boca que parecia pedir pra ser beijada.

Enquanto éramos crianças eu sentia que meus sentimentos por ela não eram os mesmos que eu sentia por minhas outras irmãs, mas pensava que era assim por ela ser adotada. Mas as coisas realmente se esclareceram na adolescência, quando tive meu primeiro sonho erótico com ela. Lembro de acordar de madrugada assustado, com uma sensação de culpa enorme. Pela manhã mal tinha conseguido encará-la. E as coisas só foram piorando, porque ela também crescia, acrescentando outros atributos que somados aos que já existiam faziam uma combinação fatal.

Mas não era só fisicamente que ela me atraia, ela era a garota mais inteligente que eu conhecia. Sempre tão mais calada que o restante de nós Pattinson, geralmente quando falava ela dizia frases interessantes ou fazia comentários apropriados e bem humorados. Adorava conversar com ela, era sempre tão equilibrada e sensata, em momentos de tensão só de ouvir sua voz eu já relaxava.

Tudo nela me atraia, quando estava com ela me sentia inteiro, completo. E agora que finalmente estávamos conseguindo viver nossos sentimentos, nada me faria desistir dela, absolutamente nada.

Comecei a lembrar do beijo roubado que tinha dado nela essa manhã, pouco antes de nossos pais entrarem na cozinha, ela ficava ainda mais atraente me pedindo pra parar, quando seus olhos me pediam pra continuar.

Estava assim imerso em lembranças quando chegaram um grupo de rapazes e sentaram-se na nossa frente. Pouco depois um sinal soou 3 vezes informando que o espetáculo já ia começar. As luzes se apagaram e o show começou.

Seguiu-se uma sucessão de apresentações, algumas muito bem elaboradas, outras um tanto enfadonhas. Até que surgiu Marina de cisne branco, rodopiando com leveza e delicadeza, enquanto sorria como um anjo. Suspirei, completamente enfeitiçado por seus movimentos. Meu pai estava quase quicando na cadeira de tão empolgado com a apresentação dela. Minha mãe chorava de emoção.

- Nossa, quem será aquela gata, de pernas incríveis? – ouvi um rapaz sentado a minha frente comentar de alguma das bailarinas no palco, mas não dei muita atenção.

O próximo número da Marina mudou de estilo completamente, foi com a música "Break the Ice" da Britney Spears, ela estava toda de preto, numa roupa colante e sensual, junto com as outras dançarinas.

- Cara, mas aquela garota é muito gostosa! – ouvi de novo o mesmo cara na minha frente comentando.

- De quem você está falando? – o outro ao lado perguntou.

- Daquela ali, que está do lado direito, morena, de cabelão.

- Ah, essa é amiga da minha irmã. Acho que o nome dela é Marina.

Na mesma hora comecei a prestar atenção na conversa.

- Fantástica! Que bundinha! – o idiota soltou – Será que sua irmã me arruma o telefone dela?

- Podemos tentar. – o outro imbecil respondeu.

Ainda bem que eles pararam de comentar, eu tinha pouquíssimo auto-controle quando o assunto eram outros caras se referindo a Marina daquela forma, percebi que meu pai também tinha ouvido, mas continuava calado.

Veio a penúltima apresentação dela em grupo, com a música "Shut up and Drive" da Rihanna e aí a macacada na minha frente surtou de vez.

"Eu tenho procurado por um motorista que seja
qualificado
Então se você acha que é a pessoa certa, pegue minha
carona
Eu sou um máquina calibrada com velocidade
supersônica
Com um teto solar e uma pose de gangster"

- Ai, me segura! – o idiota disse – Ela é toda boa!

- Concordo, reparou nos peitinhos? – o imbecil completou.

- Hum, acho que são do tamanho certinho da minha mão.

- Pelos movimentos dos quadris, não é a única coisa que deve encaixar bem. – os dois riram.

Agora era demais, levantei o pé, mirando na cabeça do indivíduo, pronto pra chutar, quando senti a mão do meu pai no meu braço.

- Calma, Rob! Não sejamos violentos. – ele disse, mas a música continuava.

"Te levo até onde você quiser, se você entende o que eu
quero dizer
Tenho um carro que é mais macio que uma limosine
Você pode lidar com as curvas? Você pode ultrapassar
todas as luzes?
Se você puder, garotinho, então nós podemos nos
divertir a noite toda"

- Ai, Marina! Vem segurar na minha marcha! – disse o retardado.

Senti papai estremecer ao meu lado, ele pegou o Programa dele, juntou com o meu, enrolou num canudo grosso e deu uma cacetada na cabeça de cada um.

- Lave a boca quando falar da minha filha, seus moleques! – esbravejou meu pai, para total constrangimento dos idiotas, que se desculparam imediatamente, permanecendo mudos dali em diante.

- Pai, você é meu herói! – falei dando um tapinha no peito dele.

Finalmente a última apresentação, Marina entrou no palco com uma roupa maravilhosa, naquele tom de vermelho escuro que ela sabia ser minha cor favorita e que combinava perfeitamente com ela. A música começou e como ela tinha me pedido, prestei bastante atenção.

Untouched (tradução)

The Veronicas

Composição: Lisa Origliasso

Intocada

Eu vou uh uh, você vai ah ah
La la la la, ah la la la
Eu não posso mentir, mentir, mentir, la la la
Eu quero, quero, quero, ter, ter, ter, o que eu quero
Não pare
Me dê, me dê, me dê o que você tem
Porque eu não posso esperar, esperar, esperar mais, mais, mais
Não fale das conseqüências
Porque agora você é a única coisa que está fazendo sentido pra mim
E eu não ligo para o que eles dizem ou o que eles pensam, pensam
Pois você é o único que está no meu pensamento
Eu nunca vou deixar você me deixar
Eu vou tentar parar o tempo para sempre
Nunca quero ter que ouvir você dizer adeus
Adeus, adeus, adeus

Eu me sinto tão intocada
E eu quero você tanto que eu não consigo resistir
Não é o bastante dizer que sinto sua falta
Eu me sinto tão intocada agora mesmo
Preciso tanto de você de alguma maneira
Eu não consigo te esquecer
Eu fiquei louca desde o momento que eu te conheci

Intocada
E eu preciso tanto de você

Ver você, respirar você, eu quero ser você
Ah la la la, ah la la la
Você pode ter, ter, ter, ter, ter tempo, tempo
Pra viver viver do jeito que você quiser, quiser viver sua vida
Me dê, me dê tudo de você, você
Não tenha medo de ver através da solidão
Eu quero mais, mais, mais
Não pense sobre o que está certo ou errado, ou errado ou certo
Pois no fim será apenas você e eu
E ninguém mais estará por aqui pra responder todas as perguntas que deixamos pra trás
E você e eu somos feitos um para o outro
Então mesmo se o mundo desabar hoje
Você ainda me terá aqui para te levantar
E eu nunca vou te decepcionar

Eu me sinto tão intocada
E eu quero você tanto que eu não consigo resistir
Não é o bastante dizer que sinto sua falta
Eu me sinto tão intocada agora mesmo
Preciso tanto de você de alguma maneira
Eu não consigo te esquecer
Eu fiquei louca desde o momento que eu te conheci

Intocada
Intocada
Intocada
Intocada
Intocada
Ah la la la, ah la la la
Intocada
Ah la la la, ah la la la

Eu me sinto tão intocada
E eu quero você tanto que eu não consigo resistir
Não é o bastante dizer que sinto sua falta
Eu me sinto tão intocada agora mesmo
Preciso tanto de você de alguma maneira
Eu não consigo te esquecer
Eu fiquei louca desde o momento que eu te conheci

Intocada
Intocada
Intocada

Eu estava completamente hipnotizado, a letra da música, a melodia, os movimentos do casal no palco, demonstrando desespero, busca, paixão e entrega, me deixaram sem palavras. Aquela não era uma simples coreografia, era uma declaração de amor.

Quando a apresentação terminou com o bailarino segurando a Marina no ar, parecendo um pássaro, o teatro veio a baixo de tantos aplausos, todos ficaram de pé, ovacionando sem parar e pedindo bis.

As luzes se acenderam e toda companhia veio ao palco, recebendo os aplausos da audiência. Depois de um bom tempo as pessoas começaram a sair, levantei-me doido para encontrá-la, peguei o buquet de flores das mãos da mamãe e corri na frente.

POV – Marina

Várias pessoas me cumprimentavam, todo mundo procurando seus parentes a amigos, eu olhava de um lado para o outro, até que Rob surgiu no meio da multidão.

Andei ao seu encontro com dificuldade, ele esticou o braço, tentando me alcançar, estiquei o meu também até que consegui agarrar suas mãos e ele me puxou de encontro a ele. Ele me estendeu um lindo buquet de flores, segurei emocionada.

- Obrigada, são lindas! – agradeci.

- Não tenho palavras para descrever como você foi maravilhosa essa noite! – ele disse me olhando com olhos amorosos.

- Obrigada! Você gostou mesmo? – perguntei sorrindo.

- Muito! – ele disse me abraçando apertado.

Tudo o que mais queria era fugir com ele agora, mas assim que tive esse pensamento nossos pais surgiram, me parabenizando entusiaticamente. Depois de muitos beijos, abraços e fotos, me despedi para trocar de roupa.

Fui ao vestiário, tomei uma chuveirada rápida. Como não sabia aonde o Rob ia me levar, optei por um vestido tubinho preto, era bonito, elegante, sem ser demais, coloquei sandálias de salto alto, no cabelo fiz um coque, deixando alguns fios soltos, completei com brincos e colar dourados, uma boa borrifada de perfume e batom vinho, pronto!

Encontrei ele lá fora, me esperando encostado no carro, quando me viu assoviu alto, me olhando de alto a baixo.

- Demorei? – perguntei.

- Sim, mas valeu a pena cada segundo. – ele disse segurando minha mão - Vamos?

- Aonde?

- Vamos entrar no carro primeiro. – disse fazendo mistério.

Sentei no meu lugar, aguardei ele colocar o cinto de segurança e olhar pra mim, quando ele me encarou e disse o nome do Restaurante, arregalei os olhos, era um dos mais sofisticados de Londres.

- Tem certeza? – perguntei.

- Tenho reservas. – ele disse sorrindo.

- Então vamos. – disse dando partida.

Chegamos no Restaurante, um valete abriu a porta pra mim e passei-lhe a direção. Entramos de mãos dadas, nos aproximando da recepcionista.

- Pattinson, mesa para dois, por favor. – Rob disse a ela.

Ela confirmou a informação num enorme caderno preto e chamou o Maitre que nos indicou a mesa, e nos estendeu o Menu.

- O que desejam beber? – perguntou o Maitre.

- Champagne? – sugeri.

- Champagne está ótimo, bem apropriado. – confirmou Rob um pouco nervoso.

- Está tudo bem? – perguntei depois que o Maitre saiu, estendendo a mão sob a mesa.

- Claro, que está. – ele disse pegando minha mão.

O Maitre voltou com a bebida e nos serviu em taças.

- Vamos brindar. – ele disse.

- A que? – perguntei sorrindo.

- Hum... A nós. – ele respondeu erguendo a taça.

- E ao amor. – completei.

Fizemos o brinde, Rob bebeu a taça de uma vez só, fazendo um sinal para que servissem mais. Ele parecia agitado, reparei que estava suando em bicas, passava a mão na testa, testando disfarçar.

- Então prontos para pedir? – perguntou o Maitre

Fizemos os nossos pedidos, percebi que o Rob pediu a primeira coisa que leu no cardápio.

- Alguma coisa errada? – insisti.

- Não, tudo ótimo! - respondeu rápido, enfiando um pãozinho na boca.

Conversamos amenidades, comentando sobre a beleza do lugar, sobre as apresentações de dança, mas a conversa começava a parecer meio forçada.

Nos serviram nossos pratos, estava tudo delicioso e comi com prazer. Tinha acabado de comer e reparei que ele mal tinha tocado na comida.

- Seu cordeiro não estava bom? – perguntei curiosa.

- Está muito bom, mas é que estou meio sem apetite. – franzi a testa.

Alguma coisa estava errada, muito errada, comecei a ficar realmente preocupada quando ele recusou a sobremesa, recusei também querendo acabar logo com aquilo.

- Rob, se você não me disser AGORA o que está acontecendo, juro que vou embora! – ameacei.

Ele olhou pra mim por um momento, sua cor estava verde.

- Ok! – disse respirando fundo – Marina, antes de falar quero que saiba que te amo muito, de verdade.

- Ai, minha nossa! – pensei – Ele vai terminar comigo! – fiquei em pânico.

Ele enfiou a mão no bolso do paletó e retirou dois envelopes brancos e os estendeu pra mim por cima da mesa.

- Por favor, leia com atenção, primeiro esse. – disse apontando para um deles.

Peguei o envelope com as mãos trêmulas, com medo de abrir e descobrir que minhas suspeitas eram verdadeiras, olhei pra seu rosto sério e mordendo meu lábio, respirei fundo e retirei o conteúdo, meus olhos se arregalaram de surpresa ao ver do que se tratava. Eram duas passagens aéreas, uma em nome dele e outra em meu nome, no destino estava escrito: Bora Bora - Tahití – Polinésia Francesa.

- Não diga nada ainda. – ele pediu muito sério – Antes leia o outro envelope.

Peguei o outro envelope menos apavorada, afinal se ele tinha comprado passagens aéreas para nós, não ia terminar comigo, não é mesmo? Pelo menos era o eu achava.

Peguei o outro envelope, abri rápido querendo acabar logo com aquilo, retirei o cartão que estava no seu interior e vi que era um convite, lia-se:

"Temos a imensa honra de convidá-lo(a) para a Cerimonia de Casamento Tahitiano de ROBERT E MARINA a ser realizado no dia..., hora...

Obs.: Não se trata de um Casamento Legal, embora trata-se de um Casamento Formal, realizado por um Sacerdote Tahitiano."

Li, reli, uma, duas, três, dez vezes, nossos nomes saltando do papel, assim como as palavras CERIMÔNIA DE CASAMENTO. Verifiquei a data, estava marcada pra daqui exatamente uma semana, bem no dia do meu aniversário! Com direito a uma semana de LUA DE MEL!

- Olha, se você achar que é muito cedo para algo assim, vou entender, juro que vou! – ele disse atropelando as palavras – É só que eu procurei uma maneira de tornar nossa relação mais oficial, não quero que você tenha nenhuma dúvida de que quero mesmo ficar com você. Eu sei que por você ser menor de idade, não podemos ainda fazer legalmente, por isso pesquisei uma maneira de que mesmo assim pudessemos participar da Cerimônia com todas as formalidades. – eu ainda não conseguia falar.

- Você odiou, não é? – ele perguntou fazendo uma careta, eu apenas sacudi a cabeça, meus olhos se enchendo automaticamente de lágrimas – Olha, esquece tudo, você não deve estar preparada ainda e...

- Rob, isso é um pedido de casamento? – cortei o que ele dizia, perguntando com a voz embargada.

- Cocomo? – foi a vez dele gaguejar.

- Isso é um pedido de casamento? – repeti.

- Sim? – a resposta parecia uma pergunta, percebi que ele estava com muito medo.

- Então faça o pedido. – falei docemente.

Ele olhou pra mim, depois fechou os olhos, respirou fundo e disse pausadamente me encarando:

- Marina Pattinson, aceita se casar comigo? – ele perguntou com a voz carregada de emoção.

- Sim! – respondi com toda doçura.

NO DIA SEGUINTE:

- Mãe, estou exausta! – disse assim que cheguei da escola – Essa última semana de provas, acabou comigo!

Mamãe estava na cozinha lavando a louça, joguei minha mochila na mesa e me sentei na cadeira, cruzando os braços em cima da mesa e abaixando a cabeça.

- Mas finalmente acabou, não é? – ela perguntou.

- Sim, mas foi bem puxado. – respondi – Agora a próxima semana vai ser tão chata, um monte de aulas repetitivas até acabar o semestre. Bem que eu merecia um descanso! – falei fechando os olhos.

Nessa hora chega o Rob da rua, todo nervoso.

- Chega, não dá mais! – ele disse de saco cheio.

- O que aconteceu? – perguntou mamãe preocupada.

- O assédio está demais, não tenho um minuto de descanso desde que o filme saiu! – ele sentou-se na minha frente - Não posso mais sair na rua com liberdade, sempre aparece uma garota sabe-se lá daonde!

- Você sabia que poderia ser assim, quando aceitou fazer esse filme. – disse mamãe.

- Eu sei! Acho que estou precisando de um tempo pra esfriar a cabeça. – ele disse sério – Estou pensando em viajar, sair um pouco da Inglaterra.

- É mesmo? Para onde iria? – perguntou mamãe surpresa.

- Bem, um amigo meu acabou de voltar de uma viagem ao Tahití e ele adorou! Passar uma semana lá seria ideal.

- Talvez seja uma boa idéia! – concordou mamãe.

- Só que eu acho tão chato viajar sozinho... – disse Rob desanimado – Você e o papai poderiam ir comigo? – ele perguntou.

- Querido, você sabe que não podemos largar o emprego assim de repente.

- É verdade. A Lizzie e a Vicky também estão muito ocupadas. – ele falou pensativo.

- Já sei! – disse mamãe olhando pra mim – Leva a Marina!

- Eu? – falei surpresa.

- Suas provas já acabaram, não é? – confirmei com a cabeça – Você disse que também estava precisando descansar, por que não vai com seu irmão e relaxa um pouco?

- Até que não é má idéia. – concordei.

- O que você acha Rob? – perguntou mamãe.

- Pode ser divertido. – ele respondeu.

- Então está combinado, você viajam juntos, passam uma semana lá. – de repente mamãe arregalou os olhos – Marina, semana que vem é seu aniversário, essa viagem vai ser um presente maravilhoso!

- Puxa, ainda nao tinha lembrado disso! – falei colocando a mão na testa.

- Você vai tomar conta da sua irmã, não é Rob? – perguntou mamãe séria.

- Não vou tirar os olhos dela. – ele prometeu.

- Valeu pela idéia mãe. – agradeci - Bem, agora vou tomar um banho e pensar nos preparativos – disse me levantando.

- Eu vou subir contigo pra combinarmos. – ele disse se levantando também.

Subimos juntos as escadas e entramos correndo no quarto dele, fechando a porta. Nos jogamos nos braços um do outro.

- Conseguimos! – eu disse.

- Você é um gênio! – ele disse rindo.

- Eu sei! – falei de gozação.

- Inteligente e modesta! – ele disse me apertando ainda mais – É por isso que vou casar contigo! – joguei a cabeça pra trás e dei uma risada.

NAQUELA NOITE:

- Vocês vão o que? – Shanti perguntou apavorada.

- Isso mesmo que você ouviu. – falei nervosa.

- Casar? – ela estava estupefata – Olha, você sabe que sou uma pessoa de cabeça aberta mas, casar? Você tem certeza?

- Eu nunca tive dúvida de que o Rob é homem da minha vida, então por que não? Uma vez você disse que parecíamos casados e na verdade já é assim que eu me sinto. Como ele mesmo disse agora vamos apenas formalizar nossos sentimentos. Não consigo imaginar minha vida sem ele! – desabafei, ficamos por um momento em silêncio.

- Bom, se você tem certeza de que é isso que quer, então não está mais aqui quem falou. – ela disse.

- Obrigada por entender, Shanti! – falei pegando sua mão – Na verdade gostaría de te pedir uma coisa.

- O que?

- Quer ser minha madrinha? E não precisa se preocupar com nada, o Rob está bancando tudo.

- Madrinha? – perguntou de boca aberta, mas em seguida me abraçou apertado – Nada me daria mais prazer, obrigada! – sorri abraçando-a também.

- Mas... Peraí... – ela disse me soltando e de olhos apertados – Isso quer dizer que temos menos de uma semana para nos preparar e comprar tudo que precisamos! – disse fazendo uma expressão horrorizada.

- Calma, Shanti! Vai ser um casamento na praia, não vamos precisar de nada complicado. – expliquei.

- Isso é o que você pensa! Temos que escolher um vestido perfeito pra você e outro pra mim, porque como madrinha quero arrasar! – falou animada – E você precisa de um estoque de biquinís novos e outros utensílios que combinem. Marcar uma hora na depilação! Minha nossa, precisamos pensar na LUA DE MEL! Teremos uma parada obrigatória na Victoria's Secret, precisamos comprar muita lingerie sexy pra você!

- Nossa, Shanti! Como você conseguiu lembrar de tantos detalhes de uma vez só? – perguntei impressionada.

- Já vi um monte de primas se preparando pra casar, conheço o processo de cor! – ela explicou.

- Mas agora lembrei de uma coisa, como você vai justificar a viagem pra sua mãe? – perguntei preocupada.

- Isso é fácil, quer ver? – falou despreocupadamente, indo até a porta do seu quarto – Manhê! – ela chamou.

No minuto seguinte a mãe dela apareceu.

- O que foi? – ela perguntou.

- Tudo bem se acompanhasse a Marina numa viagem pro Tahíti esse final de semana? Só vou ficar uns dois dias fora.

- Qual o motivo da viagem? – a mãe dela perguntou.

- Ela vai fugir com o namorado pra casar escondido! – disse fazendo uma cara falsamente apavorada, eu quase tive um ataque ouvindo a Shanti falar aquilo, mas para minha surpresa a mãe dela caiu na gargalhada.

- Vocês meninas, são tão engraçadas! Que imaginação! – disse rindo.

- Na verdade vai ser o presente de aniversário da Marina, o Rob vai junto, mas ela gostaría de ter uma companhia feminina pra ficar mais divertido. – Shanti explicou – E como convidada, já está tudo pago. – a mãe dela ficou pensativa por um tempo.

- Sua mãe já concordou com isso? – ela me perguntou.

- Sim, a idéia da viagem inclusive foi dela.

- Bem, então não vejo problema. – disse antes de sair.

- Você ficou maluca? – falei dando uma pancadinha em seu braço – Como você foi falar uma coisa daquelas pra sua mãe?

- Calma, eu conheço a minha mãe, eu sabia que ela não ia levar a sério. – disse tranquila - E no futuro se ela descobrir alguma coisa, não vai poder jogar na minha cara que eu não falei a verdade.

- Você é incrível, sabia?

- Sei sim, por isso sou sua amiga! – disse convencida, fui obrigada a rir – Você está feliz mesmo, não é?

- Sim, estou ridiculamente feliz! – respondi – Mas... nervosa também!

- Ah, isso é normal! Toda noiva fica nervosa antes do casamento. – ela disse.

- Sim, já ouvi dizerem isso. Mas, agora fico pensando nas coisas que temos que preparar antes da viagem, na Cerimônia, na Lua de Mel... – falei ficando mais tensa.

- Você está nervosa pensando na Lua de Mel? – peguntou maliciosamente.

- Apavorada! – falei fechando os olhos, era um alívio poder dizer aquilo em voz alta – Sou tão inexperiente Shanti! E se eu não souber fazer as coisas direito?

- Marina Pattinson! – ela disse séria – Você sabe o básico, né?

- Bem, teoricamente sim. – concordei - Mas será que vai ser o bastante?

- Peraí, lembrei de algo que talvez possa te ajudar. – ela disse se levantando e indo até a estante de livros e voltando com um grosso volume nas mãos.

Ela me entregou um livro de capa dura, com aparência antiga, no título em letras douradas já meio gasta, lia-se: KAMA SUTRA.

- Você tem esse livro? – perguntei surpresa.

- Claro que sim! Que tipo de indiana eu seria, se não tivesse um! Esse aí era da minha mãe. – explicou – Aqui no Ocidente o Kama Sutra virou sinônimo de sacanagem, mas para nós ele é um livro sagrado que explica sobre como melhorar os relacionamentos entre casais e não só sobre sexo, embora essa seja uma parte muito detalhada no livro.

- Uau! – eu disse começando a folhear – Obrigada, vou fazer uma leitura dinânica essa semana. Puxa, isso é que é madrinha! – disse piscando um olho pra ela.

POV – Robert

- Vocês vão o que? – Tom perguntou apavorado.

- Calma, Tom! – disse agitado.

- Você enlouqueceu? – ele disse energicamente – Desde quando hoje em dia, se precisa casar com uma garota pra levar ela pra cama?

- Não tem nada a ver! – respondi irritado – Não é esse o motivo porque quero casar com ela.

- Então qual é o motivo? – perguntou Tom e revirei os olhos.

- Dã... Já ouviu falar em amor? – respondi irônico.

- Fala sério, Rob! – ele disse rindo – Eu sei que você é louco pela gata, até entendo que você queira uma relação monogâmica, mas casar? Não consigo mesmo entender.

- Olha, vou tentar explicar. – falei suspirando – Eu quero mesmo a Marina só pra mim, não quero ela tenha nenhuma dúvida disso. Se você soubesse o que tem de gavião rondando, lá no teatro ontem a noite você tinha que ver os comentários dos caras sobre ela! Quase parto pra cima! Assim, com a gente casando ela saberá que nosso compromisso é definitivo e não precisa dar ouvidos a mais ninguém. – falei decidido.

- Você é sem sombra de dúvida o cara mais possessivo que eu conheço! – ele disse rindo – Bom, mas se é isso que vocês querem mesmo, só me resta desejar felicidades! – disse dando tapinhas no meu ombro.

- Valeu! – falei relaxando – E aí, o que acha de ser meu padrinho?

- Claro, conta comigo. Quando foi que eu não estive dentro de seus planos malucos, não ia ser agora que eu ia ficar de fora, né?

- Obrigado, estou contando as horas! – falei empolgado.

- Uma semana de Lua de Mel, em meu chapa? Isso é o que eu chamo de tirar o atraso! – disse rindo maliciosamente.

- Nem me fale! – concordei.

- Por falar nisso, tenho uma receita caprichada pra você ficar bem preparado para a semana puxada que terá pela frente.

- Receita?

- Sim, aprendi fazer uma vitamina que te deixa animadão. Se eu fosse você tomava essa semana, todo dia de manhã.

- Isso não vai dar dor da barriga, não né? – perguntei preocupado.

- Não, é light! Só não é muito saboroso e nem tem uma aparência muito apetitosa, mas funciona!

- Já experimentou? – perguntei curioso.

- Fica tranquilo, receita testada e aprovada.

- Hum, se for assim, então diz aí!

DESPEDIDA DE SOLTEIRO(A):

POV - Robert

- Ah, vamos Rob! Porque você precisa contar TUDO pra Marina, isso é coisa de macho! – insistia o Tom.

- Por que eu acho que se ela desconfiar dos seus planos pervertidos, ela cancela o casamento na hora. – respondi sério, ele virou os olhos.

- Olha, você quer ser uma cara tradicional e casar certo? O que pode ser mais tradicional do que uma Despedida de Solteiro? Você nem precisa pegar alguém, afinal olhar não tira pedaço. – ele continuava insistindo – Se bem que eu não te ricriminaria se quisesse molhar o biscoito uma última vez, antes de ir pra forca. – ouvimos uma batida na porta e fui abrir.

- Oi! – disse Marina acompanhada da Shanti - Ocupado? A gente pode voltar outra hora. – ela parecia nervosa.

- Não, podem entrar. – disse dando passagem pras duas entrarem no meu quarto e fechando a porta.

Shanti foi sentar do lado do Tom na minha cama, eu e Marina nos sentamos no chão, de frente prá eles.

- O que está rolando? – perguntei.

Marina abriu e fechou a boca, visivelmente constrangida, mas continuou sem dizer nada, até que Shanti pareceu perder a paciência.

- Então tá bom, eu vou dizer! – disse Shanti, ignorando os sinais da Marina pra que não falasse nada. – Eu queria programar uma Despedida de Solteira pra Marina, mas ela acha que não é boa idéia, por mais que eu insista, ela disse que você podia não gostar, então viemos aqui abrir o jogo e ver o que você acha. – Tom caiu na gargalhada.

- O que é tão engraçado? – perguntou Shanti.

- Eu estava aqui nesse exato momento tentando convencer meu parceiro ali a fazer uma Despedida de Solteiro, mas ele igual sua amiga estava todo cheio de dedos para aceitar. – Shanti olhou pra ele e sorriu.

- Viu, Marina? Isso é muito comum, então por que não? – Shanti insistiu.

Olhei pra cara da Marina, que me olhava desconfiada e retribui com o mesmo olhar.

- Onde exatamente você está pensando em levá-la, Shanti? – perguntei.

- Ótima pergunta! Onde você quer levar o Rob? – Marina se dirigiu ao Tom.

- Ao Clube de Mulheres. A um Clube de Strip Tease. – responderam os dois juntos.

- Nem pensar! – dissemos e eu Marina ao mesmo tempo.

- Ah, qual é! – eles disseram fazendo coro.

Ficamos naquele impasse, eu olhando furioso pra Shanti por querer levar a minha garota para um covil de sacanagem e a Marina encarando o Tom com um olhar assassino.

- Tenho uma idéia! – disse Tom – E se fossemos todos juntos nos dois lugares? – propôs empolgado.

- De todas as idéias imbecis que você já teve, com certeza essa é a pior! – falei.

- Não, é simplesmente genial! – disse Shanti pulando de tão animada – Resolveria todos os problemas, vocês pombinhos podem ficar de olho um no outro e ainda assim se divertir!

- Não sei, Shanti... – Marina disse confusa.

- Ah, vamos gente! Sou louca pra conhecer um Clube de Strip Tease! – disse Shanti para surpresa de todos, inclusive do Tom que geralmente não se surpreendia com nada – Poxa, se vocês vão estar juntos que mal pode haver?

Nos olhamos, daquele ponto de vista até que talvez não fosse tão ruim, e o Tom e a Shanti não iam parar de encher o saco até fazer a gente aceitar, comecei a pensar na possibilidade.

- O que você acha? – perguntei pra Marina.

- Bem, talvez... – aquela resposta foi o suficiente para o casalzinho de pervertidos.

- Yahoo! – disseram Tom e Shanti ao mesmo tempo, batendo as mãos num "gimme five".

POV – Marina

Na noite seguinte entramos os quatro no carro do Tom, ele ia com a Shanti na frente, eu e Rob atrás. Estava sentindo uma mistura de sentimentos contraditórios, primeiro curiosidade por finalmente ir conhecer lugares geralmente proibidos e segundo preocupação por não saber qual seria a reação do Rob ou minha ao ver um monte de gente pelada.

Primeiro fomos no tal Clube de Strip Tease, localizado num bairro afastado, o luminoso anunciava escandalosamente do que se tratava. Saimos do carro e nos dirigimos a entrada onde estava parado um segurança enorme que parecia um gorila. Ele olhou pro Rob e pro Tom sem comentar nada, até que viu eu e Shanti.

- Local só para homens, senhoritas. – ele disse.

- Acontece que nós somos lésbicas. – disse Shanti rapidamente me abraçando pela cintura – Então, poderia nos dar licença?

Fiquei vermelha como um pimentão, olhando pro rosto chocado do Rob e pra cara risonha do Tom. O segurança nos olhou por um momento, mas diante daquela explicação, abriu a porta e nos deu passagem.

- Shanti, você perdeu a cabeça? – falei indignada assim que estramos

- Ah, deixa de frescura! O importante é que estamos dentro. – disse radiante.

- Vem vamos procurar logo um bom lugar. – falou o Tom indo na frente.

O local era escuro, cheio de homens e com umas pouquíssimas mulheres sentadas nos cantos. Percebi um palco principal de onde saia uma passarela, que se dividia e cinco mini palcos onde os shows aconteciam, no meio de cada mini palco tinha uma barra de ferro vertical onde as garotas faziam "pole dance". Tom escolheu um mini palco que ainda estava vazio, sentamos nas cadeiras que ficavam coladas ao palco e aguardamos.

Veio uma garçonere usando um bikini fio dental e mais nada, perguntando se querímos alguma coisa. Nós quatro resolvemos pedir cervejas, ela se afastou e logo voltou com os pedidos.

Na verdade eu não gostava muito de beber, ainda mais cerveja, mas era bom ter uma garrafa nas mão para distrair. Enquanto isso eu via o Tom e Shanti entornando e pedindo uma segunda rodada. Até ali estava tudo bem, assistia umas garotas dançando nos palcos mais afastados e ia me acalmando. De repente foi anunciado o próximo número, as cortinas se abriram, surgindo uma ruiva espetacular, vestida com um casaco que a cobria da cabeça aos pés e veio dançando na nossa direção.

- Se prepara Shanti, chegou a nossa vez! – falou Tom se recostando na cadeira enquanto ela dava gritinhos animados.

A ruiva chegou na nossa frente, sorrindo de forma provocante, e com um movimento inesperado abriu o casaco revelando um vestido minúsculo. Jogou o casaco longe e começou a dançar rodando naquela barra ao som de "Gimme More' da Britney Spears.

(Link para a música:) .com/watch?v=m3ceCMpPJgc&feature=channel_page

Tom e Shanti incentivavam batendo palmas, eu e Rob olhando pra cara um do outro completamente constrangidos com aquela situação. A garota continuava dançando como uma serpente, se lançando, saltando, rodando, até que ela tirou o vestido ficando có de calcinha e sutiã. Vi o Tom tirar a carteira do bolso e tirar uma cédula, ficou balançando ela não mão, a garota entendendo a mensagem, jogou bem a bunda na nossa cara, Tom mais que rápido colocou a nota na alça da calcinha dela, fazendo ela agradecer com uma rebolada.

- Ah, eu também quero! Me empresta uma nota aí! – disse Shanti eufórica para meu espanto.

Ela começou a agitar a notinha na mão toda animada, fazendo a garota se aproximar novamente, colocando a nota na calcinha da dançarina.

- Vai lá Marina, coloca também! – gritou pra mim.

- Amor, acho que vamos ter que fazer o mesmo. – disse Rob no meu ouvido.

- Sério? – perguntei surpresa.

- Bom, é o costume nesse tipo de lugar. – disse já tirando a carteira do bolso, me entregando uma nota, enquanto pegava outra pra ele.

Seguimos então o exemplo dos outros dois.

- Obrigada!- disse a ruiva.

- Capricha meu bem, hoje é a Despedida de Solteiro dele. – disse Tom para a dançarina.

- Verdade? – ela disse sedutora olhando pro Rob.

- E essa aqui é a noiva dele! – completou a Shanti, chutei seu pé por de baixo da mesa., fazendo ela reclamar

- Sério? Casal moderno. – comentou a ruiva piscando o olho pra gente.

A ruiva incentivada pela grana extra ou talvez pela nova informação começou a tirar o pouco que restava de sua cobertura, ficando nua em pelo. Ela deitou no chão na nossa frente, cruzando e descruzando as parnas na nossa cara.

- Olha, Rob! Ela tem um piercing bem na... – antes que ele pudesse completar a frase, coloquei as mãos rapidamente nos olhos do Rob.

- Dispensamos esse detalhe, Tom! – cortei furiosa.

- Ela tem mesmo! – Shanti concordou olhando com atenção – Sempre quis saber como se faz para colocar um desses ali.

- Não seja por isso, peraí que eu vou perguntar. – disse o Tom fazendo um sinal pra garota, que assim que ouviu o que eles queriam saber começou a dar uma explicação detalhada. Eu e Rob ficamos com enjôo só de ouvir.

A garota recomeçou a dançar na barra e fazia sinal com as mãos para que nos juntassemos a ela. Quase caí pra trás quando a vi Shanti se levantando e o Tom incentivando.

- Você vai subir lá? – perguntei horrorizada.

- Claro, sonho em dançar num desses a um tempão! – disse subindo no palco e pedindo explicações a garota.

Daqui a pouco Shanti estava dando voltas e pulos naquele negócio, foi impossível não começar a rir. Começamos a bater palma, rindo sem parar, incentivado o Tom também pulou pro palco dançando com a Shanti e a ruiva. Terminou com a ruiva dando um salto e Tom puxando a Shanti pela cintura dando um beijo caprichado. Começava a achar que eles combinavam.

- De quem é mesmo essa Despedida de Solteiro? – Rob perguntou.

- Boa pergunta. – respondi.

Saímos dali e fomos para o Clube de Mulheres, a Shanti conhecia o caminho pois disse ter ido várias vezes ali nas Desdepidas das primas.

Na entrada também tinha um segurança mal encarado, esses caras até pareciam fabricados em série, todos iguais. Ele nos viu e liberou, mas quando chegou a vez do meninos, foram barrados.

- Que é isso, "amor"! – disse o Tom com voz afeminada pegando o Rob pelo braço – Somos mocinhas de respeito, então dá licença, tá? – disse já entrando.

- Se fizer isso de novo, juro que te cubro de porrada! – Rob falou empurrando o Tom assim que entramos.

- Ui, cuidado! Olha que se bater eu gamo! – respondeu.

Shanti nos chamava de uma mesa ao lado do enorme palco, nos sentamos, aguardando e pedimos mais umas bebidas. Como já estávamos todos com fome, também pedimos sandwiches e servidos o tempo todo por garçons usando só cueca e gravatinha borboleta.

Já estava rolando um show, um cara vestido de motoqueiro, tinha acabado de arrancar as calças.

- Nossa será que tudo aquilo é verdade? – perguntou Shanti.

- Não mesmo, aquilo ali é plástico. – afirmou o Tom.

- Como você pode ter tanta certeza? – ela desafiou.

- Vai por mim, não dá pra aquilo ser de verdade. – ele voltou a afirmar.

- Vamos fazer uma aposta, se for de verdade você vai subir naquele palco e vai fazer um show COMPLETO!

- E se eu ganhar? – ele desafiou.

- Pode pedir o que quiser. – ela disse sorrindo confiante.

- Feito! – ele disse estendendo a mão, Shanti apertou selando a aposta.

Em seguida Shanti chamou o motoqueiro, que se aproximou e abrindo a cueca, deixou que os dois descem uma olhada.

- Eu sabia! – ela disse vitoriosa, enquanto Tom sentava carrancudo.

O Motoqueiro foi embora, as cortinas se abriram e começou uma música alucinante, de repente aparece uma cara vestido de marinheiro.

- Ai, adoro homem de farda! – gritou Shanti histérica, junto com uma mulherada enlouquecida.

O cara começou a rebolar e a mulherada toda incentivando, já estava batendo palmas animada, quando olhei o Rob me fuzilando com o olhar, dei uma disfarçada.

O marinheiro arrancou a farda ficando só de camiseta e cueca, reparei que algumas garotas tentavam pular no palco, mas eram impedidas pelos seguranças. De repente apareceram vários marinheiros no palco, um verdadeiro pelotão e um deles pegando o microfone disse:

- Quem é noiva aqui essa noite?

- Ela! – disse Shanti e Tom apontando pra mim.

Não tive nem tempo de reclamar, surgiram dois marinheiros, levantaram minha cadeira e me colocaram no meio do palco.

- Agora é a hora da Dança da Noivinha! – senti a platéia delirar.

- Sortuda! – escutei alguém gritando

Nunca tinha visto tanto homem sarado na vida dançando só pra mim, me pedindo pra passar a mão neles. Por entre eles vi o rosto do Rob roxo de raiva, ele estava se levantando e vindo em minha direção. Ele já estava se preparando pra saltar no palco e me resgatar quando do nada surge uma louca e diz:

- Olha um deles ainda está aqui embaixo, ao ataque meninas! – no segundo seguinte vi o Rob ser coberto por um enchame de mulheres desvairadas. Corri, tirei o microfone das mãos do marinheiro e avisei:

- Tirem as mãos do meu noivo! – todas congelaram nos seus lugares.

Saltei do palco, fui empurrando a mulherada pela frente, até que achei o Rob caído, a camisa rasgada, gemendo. Sentamos desnorteados, falei com a Shanti que já era hora de irmos embora.

- Não sem antes o Tom cumprir sua parte do acordo. – disse chamando o marinheiro chefe e cochichando algo em seu ouvido, o cara pareceu entender o que ela dizia, em seguida anunciou para todos.

- Senhoras e senhores! Hoje temos um novato entre nós! Por favor queiram dar-lhe as boas vindas! – e os refletores foram todos pra cima do Tom.

Mas ele nem se pertubou, com sua costumeira cara de pau, subiu no palco dando tchauzinho para todas. Começou a tocar aquela música "I'm too sexy" do Right Said Fred, e ele começou a dançar, passando a mão pelo peito todo provocante.

(Link para a música:) .com/watch?v=39YUXIKrOFk

- Tira, tira, tira! – as garotas gritavam sem parar.

Ele foi tirando, tirando, a última coisa que vi antes do Rob cobrir meus olhos com sua mão foi uma cueca voando bem na cara da Shanti.

O restante da semana passou muito rápido, fiquei exausta saindo quase diariamente para fazer compras com a Shanti, mas o resultado foi positivo. Achamos tudo o que precisávamos, depois de muito pensar e andar, Shanti decidiu usar um sari, roupa tradicional indiana num tom azul que combinou perfeitamente com sua pele. Já escolher meu vestido foi um suplício, queria algo simples, romântico, mas de bom gosto, afinal me casararia numa cerimônia na praia, não precisava de nada brilhante ou sofisticado. Encontrei no último minuto um vestido branco, de tecido fino e leve, decote redondo, manga curta, acompanhava com perfeição minha cintura e se abria numa saia com várias pregas, até um pouco abaixo do meu joelho. Combinaria perfeitamente com o estilo de roupa que o Rob ia usar, camisa branca de manga curta e calça branca, bem estilo praiano. Tinha certeza que aquela cerimônia ia ser a nossa cara, nada chique demais, algo desprentecioso, simples e bucólico.

Chegou a noite da viagem, eu estava com os nervos a flor da pele, morrendo de medo de ter esquecido alguma coisa, chequei mil vezes a bagagem, os documentos, passaporte, as passagens estavam todas com o Rob, então não preciva me preocupar com aquilo.

- O táxi já chegou.- disse Rob entrando no meu quarto.

- Vou descer em um minuto. – respondi.

- Ok, já vou levando suas malas. – disse saindo carregando-as.

Peguei minha bolsa de mão e dei uma última olhada no meu quarto, essa era a última vez que eu estaria nele como solteira e virgem, ao voltar seria uma mulhe casada e plena. Suspirei ao lembrar de todos os sonhos, planos e fantasias que tivera ali naquele cômodo, mas não senti saudade de nada, lá tinha sido muito feliz, mas tinha certeza que o futuro e a realidade poderiam ser muito melhores. Decidida, sai e fechei a porta, sem olhar para trás.

Nos encontramos todos no Aeroporto, viajariámos a noite toda, programados para chegar pela manhã bem cedo ao nosso destino. Shanti foi a última a chegar e quando vimos a quantidade de coisas que ela levava, ficou claro porque tinha demorado tanto.

- Pra que você precisa de 4 malas para uma viagem de 2 dias? – perguntou Tom implicando.

- Nunca se sabe do que se pode precisar, prefiro pecar pelo excesso do que pela falta. – ela explicou fazendo pose.

- Uh! Meu tipo de garota, pecar pelo excesso é comigo mesmo! – disse o Don Juan.

- Você está muito silenciosa. – disse Rob no meu ouvido – Ainda dá tempo de desistir. – falou brincando.

- Deixa de ser bobo. – falei sorrindo – É só ansiedade. – garanti.

- Eu sei, também estou me sentindo assim. – disse me abraçando.

Chamaram nosso vôo e embarcamos rumo a maior aventura de nossas vidas.

CASAMENTO:

Por incrível que pareça, dormi a noite toda vencida pelo cansaço, acordei com o Rob tocando meu cabelo, me avisando que já iamos pousar. Descemos na capital do Tahití, lá pegamos um avião pequeno, que nos deixaria na ilha de Bora Bora. Tinha acabado de amanhcer quando avistamos a praia maravilhosa, numa vista de tirar o fôlego, pousamos na água e ao descer no deck, me senti como se estivesse naquele seriado antigo "A Ilha da Fantasia" ou no filme "A Lagoa Azul".

Funcionários do hotel nos aguardavam, nos dando boas vindas e colocando colares de flores em nosso pescoço.

- Quem são os noivos? – perguntou um rapaz.

- Somos nós. – respondeu Rob pegando minha mão.

- Ótimo! Então por favor, queira o noivo e seu padrinho me acompanhar. A noiva e sua madrinha devem acompanhar nossa outra funcionária. – disse apontando para uma moça sorridente. – Nós vamos prepará-los o dia todo, agora vocês só vão se reencontrar para a Cerimônia a tarde.

Olhamos um para o outro numa mistura de dor por termos que nos separar, expectativa pelo que viria e ansiedade pela espera. Ele me beijou rápido mas com intensidade, segurando-me pela cintura.

- Te vejo no altar. – disse ao me soltar.

- Não se atrase. – avisei e ele sorriu antes de se virar e partir.

POV – Robert

O funcionário nos levou até outro deck, onde um pequeno barco nos aguardava. Dali seguimos para uma casa flutuante, onde estava preparado um maravilhoso café da manhã. Comemos sentados na imensa varanda, assitindo o mar calmo e azul a nossos pés.

- Isso é que é vida! – disse Tom passando a mão na barriga estufada – Que lugar incrível!

- Um paraíso! – concordei.

- Qual é a programação de hoje? – ele perguntou curioso.

- Bem, pelo que me lembro a manhã é livre, depois do almoço vamos ser paparicados o tempo todo, sauna, massagem e tudo que for relaxante.

- Hum, isso parece muito bom. Então o que estamos esperando? – disse animado – Vamos trocar de roupa e dar um mergulho.

- Só se for agora! – disse me levantando.

POV – Marina

Depois de uma manhã relaxante na praia com a Shanti, foi servido

um almoço delicioso. Mais tarde fomos conduzidas por duas gentis nativas a um spa, ficamos algum tempo na sauna, em seguida fomos massageadas da cabeça aos pés com óleos perfumados até fazer nossa pele cintilar, cheguei até cochilar de tão relaxada que fiquei. Depois de um banho maravilhoso na hidromassagem, fizemos manicure, pedicure, esteticista, cabelereiro, terminamos a tarde como rainhas.

- Marina, estou começando a querer casar também! – Shanti disse sorridente.

- Por que? – perguntei.

- Só pra poder fazer tudo isso de novo! – ri junto com ela.

Finalmente chegou a hora de aprontarmos, coloquei meu vestido e e me olhei no espelho.

- Você está linda! – disse Shanti – Rob vai gamar ainda mais!

- Estou tão nervosa, Shanti! – disse começando a hiperventilar.

- Calma, é o seu homem que está te esperando, não é mesmo? Tenho certeza que ele vai estar tão ansioso quanto você, se não estiver mais! – ela garantiu.

Ouvimos uma batidinha na porta, tinha chegado a hora. Ao sairmos uma moça entregou uma coroa de flores a Shanti, explicando que seria sua responsabilidade segurá-la até o início da Cerimônia.

Nos dirigimos a uma praia maginífica, uma brisa suave balançava as folhas das árvores, o ar estava perfumado com o cheiro das flores locais, suspirei ao admirar tanta beleza. Mas nada podia se comparar a próxima visão, uma canoa típica se aproximava, apenas com 3 ocupantes, mas apenas um deles prendeu meu olhar imediatamente a medida que se aproximava.

De longe via seu sorriso largo ao me avistar, também sorri, incapaz de me conter. Quando a embarcação chegou na areia, ele saltou com agilidade, com o Tom logo atrás. Quase perdi o fôlego, quem era esse homem maravilhoso, que se aproximava num andar felino, com o rosto de um deus e com uns olhos que me fizeram aquecer só de vislumbrar? Esse homem, era o Rob e ele era meu, só meu. Estendi minhas mãos e ele as segurou com firmeza, ficamos ali, de mãos dadas, deslumbrados um com o outro. Os fotógrafo contratado não parava de tirar fotos.

Nos dirigimos ao local da Cerimônia, num altar de pedras o Sacerdote nos aguardava, cercado por nativos em roupas típicas, usando colares de flores que cantavam músicas religiosas tradicionais da região. Paramos em frente ao altar, com Shanti ao meu lado, e Tom ao lado do Rob.

O Sacerdote nos deu as boas vindas e pediu que Shanti me entregasse a coroa de flores e que eu colocasse na cabeça do Rob, depois Tom fez o mesmo, e Rob colocou a coroa em minha cabeça, a Cerimônia então começou.

- Welina Me Ke Aloha. – disse o Sacerdote no idioma local, ele continuou.

- Somos gratos pela beleza deste dia, pelo milagre do amor e por este exato momento. Somos gratos pela benção de Robert e Marina nos trazerem hoje seus dois corações unidos como um em amor.

- Mahalo ia oe no ke aloha.

- O amor é um mar em movimento entre a orla de suas almas. O amor é uma montanha coberta de adoráveis flores. É seu lar, onde todas as coisas brilham. Vocês o sentem agora, tão forte e livre, com cada batida dos seus corações. Isto deve durar além da eternidade. O amor nunca deve acabar.

- Oke aloha ka mea oi ae.

- Hoje, vocês estão aqui para iniciar seu enlace com os fios dourados do amor, da esperança e do comprometimento. Vocês estão prometendo compartilhar a felicidade, a tristeza, a riqueza e a pobreza. O compromisso é de um para com o outro, para serem parceiros na vida, ajudando um ao outro a serem fortes, sábios e verdadeiros.
- He palena ole ke aloha.

- Robert e Marina, vocês estão preparados para se comprometer um para com o outro?

- Sim. – respondemos juntos.

- Você aceita Marina para ser sua esposa, para amá-la, honrá-la e cuidá-la todos os dias de sua vida? – perguntou dirigindo-se ao Rob.

- Sim. – ele respondeu com firmeza.
- Você aceita Robert para ser seu marido, para amá-lo, honrá-lo e cuidá-lo por todos os dias de sua vida?

- Sim. – respondi com a voz trêmula de emoção.
- Por todo o mundo, as alianças são sinais da eternidade, pois os círculos não tem início ou fim. Estas alianças são o símbolo de seu puro amor e das promessas que vocês compartilharam juntos como marido e mulher.

Rob se virou para o Tom que entregou a aliança para ele, ele pegou minha mão esquerda e repetiu as palavras do sacerdote, enquanto colocava o anel em meu dedo.

- Me ke aloha pumehana. Com todo o meu amor e para que todo o mundo veja que eu escolhi você como minha esposa. É o desejo do meu coração estar com você por toda a minha vida e eu te amarei sempre.

Depois chegou minha vez, Shanti me entregou a aliança, peguei Rob pela mão, coloquei a aliança em seu dedo repetindo as mesmas palavras.

- Me ke aloha pumehana. Com todo o meu amor e para que todo o mundo veja que eu escolhi você como meu marido. É o desejo do meu coração estar com você por toda a minha vida e eu te amarei sempre.
- Vocês desejam falar algo nesse momento? – nos perguntou o sacerdote.

Estendi o braço e coloquei a mão direita sobre o peito dele, em cima do seu coração e disse:

- Enquanto meu coração bater, enquanto eu respirar, vou amar você e nunca esquecerei deste dia, porque agora nossos corações são um.- disse emocionada, vi os olhos dele se encherem de lágrimas.

Em seguida ele fez o mesmo gesto e repetiu as mesmas palavras. Então o sacerdote recomeçou a cerimônia.

- Vocês nasceram para estar juntos, e juntos deverão estar para sempre. É nosso desejo que seu puro amor nunca diminua pelos problemas do mundo lá fora. Que vocês possam sempre acreditar nos votos que fizeram aqui hoje, através de suas vidas. Que possam ter uma vida longa e saudável, e que possam ser grandemente abençoados para que possam ser bênçãos na vida de outros.
- Neste momento sagrado, agora os presenteio com seus novos nomes. Robert, nas ilhas da polinésia você agora será conhecido como "Kaleo" que significa "o som, a voz". E você Marina, passará a ser conhecida como "Kanani" que significa " a beleza". Podem envolver o casal com o Manto do Amor.

Duas jovens se aproximaram com um lindo cobertor, feito a mão, com motivos florais, todo em tecido colorido, e nos cobriu com ele.

- Agora, é minha honra proclamar, Robert e Marina, parceiros na vida, almas gêmeas, marido e mulher. Você pode beijar sua noiva e você pode beijar seu noivo.

Viramos um para o outro, as lágrimas agora rolavam livremente por minha face, ele segurou meu rosto entre suas mãos e beijou meus lábios com toda a ternura que sentia, correspondi da mesma forma.

A Cerimônia terminou exatamente ao pôr-do-sol, nos viramos para cumprimentar nossos amigos, eu não sabia quem estava chorando mais, eu ou Shanti, quando ela me abraçou dando os parabéns.

Fomos todos para um Salão reservado, onde numa mesa ricamente decorada nos aguardava um lindo bolo e taças de champagne, tiramos várias fotos, nos beijando sem parar. Dali fomos a um Restaurante com música ao vivo e uma pista de dança. Assim que entramos a banda parou de tocar e alguém no microfone anunciou nossa chegada como recém-casados, escutamos uma rodada de aplausos de todos no salão. Em seguida foi anunciado que teríamos nossa primeira dança como marido e mulher, Rob me conduziu ao meio da pista e começamos a dançar ao som "You're Still You" – de Josh Groban.

(Link para a música:) .com/watch?v=-dK_TOg1KRM

"Através da escuridão
Eu posso ver a sua luz
E você sempre brilhará
E eu posso sentir seu coração no meu
Seu rosto eu memorizei
Eu te idolatro pelo que você é

Eu olho para
Tudo o que você é
Aos meus olhos você não faz nada errado
Eu te amo há tanto tempo
E depois de tudo dito e feito
Você ainda é você
Depois de tudo
Você ainda é você

Você passou por mim
Posso sentir sua dor
O tempo muda tudo
Mas uma verdade permanecerá
Você ainda é você
Depois de tudo
Você ainda é você

Eu olho para
Tudo o que você é
Aos meus olhos você não faz nada errado
e embora você nunca me perguntou
Eu lembrarei de você
E do que a vida te fez passar

E nesse mundo cruel e solitário
Eu encontrei um amor
Você ainda é você
Depois de tudo
Você ainda é você"

Não cansava de olhar seu rosto, seus olhos, me sentia atraída por uma força magnética que parecia sair de seus poros. Mal percebi quando a música acabou e começou a tocar "If I Ain't Got You" da Alicia Keys.

(Link para a música:) .com/watch?v=T1sLrRlCobY

- Já te disse que você está linda? – ele perguntou sorrindo.

- Na verdade já, mas pode continuar repetindo, quem sabe até o final da noite eu acredite.

- Até o final da noite pretendo falar e... fazer muitas outras coisas com você. – ele disse me apertando mais forte, fazendo meu coração disparar.

- Hum, você me deixou curiosa, que tipo de coisas? – perguntei ingenuamente.

- Digamos que pretendo cumprir com cada compromisso marital. – disse insinuante.

- Que marido responsável eu fui arrumar.

- Deixa eu te mostrar o quanto sou responsável. – e me deu um beijo que não restou a menor dúvida.

Voltamos para a mesa, fizemos nossos pedidos e tivemos um último bate papo animado com Shanti e Tom, já que eles voltariam pra casa no dia seguinte.

O jantar chegava ao fim, me sentia preguiçosa, relaxada e feliz. Tinha passado pela experiência mais emocionante da minha vida, estava ao lado do meu grande amor e tínhamos compartilhado tudo com nossos melhores amigos, claro que o ideal seria se nossa família pudesse estar presente, mas sabia que no momento não seria possível.

Tom tirou de baixo da mesa uma caixa de presente, muito bem decorada, com um enorme laço de fita e estendeu para nós.

- Puxa, não precisava. – dissemos.

- Ah, não é nada demais! – já íamos abrir quando ele nos impediu – Mas me façam um favor, abram assim que entrarem no quarto.

- Isso não vai explodir, né? – perguntei desconfiada.

- Não, prometo ser completamente inofensivo! – ele garantiu sorrindo.

Um funcionário do hotel se aproximou e disse:

- Sr. e Sra. Pattinson seu barco já está pronto, podemos partir.

Foi meio estranho sermos chamados daquele jeito, quase olhei pros lados esperando ver o papai e a mamãe, pelo olhar que o Rob me deu, acho que ele pensou a mesma coisa.

Shanti e Tom nos acompanharam até o lado de fora, dei uma abraço bem apertado em Shanti.

- Obrigada por ser minha amiga e minha madrinha – disse emocionada

- Ah, não! Você não vai me fazer chorar de novo! Anda, vai logo! Nos vemos em casa. – ela disse me empurrando carinhosamente.

A noite estava linda, a lua cheia muito branca brilhava sobre nós, tochas fincadas no chão indicavam o caminho que tínhamos de seguir pela praia. Uma enorme canoa típica nos aguardava, Rob entrou primeiro, me estendendo a mão para me ajudar a subir. Sentamos lado a lado, o mar estava sereno e tranqüilo, começamos a nos mover no suave balanço das ondas, embora a paisagem fosse de tirar o fôlego estava super consciente de sua presença, de como seu braço estava ao redor de meus ombros, do calor que sentia do seu peito na palma da minha mão, dos seus lábios na minha testa.

Foi uma viagem curta, logo avistamos a casa flutuante reservada só para nós, toda iluminada. Saltamos da canoa, agradecemos pelo romântico passeio, ficamos ali na varanda e subitamente nos vimos completamente sozinhos.

- Vamos conhecer a casa. – ele sugeriu.

- Boa idéia! – falei empolgada.

Entramos numa sala linda, decorada como uma casa típica taitiana, tinha uma pequena cozinha com frigobar e microondas, entramos no quarto onde logo vi nossas malas e o violão do Rob, mas o que mais me chamou a atenção foi a enorme cama king size, com uma coluna de metal saindo de cada extremidade, um enorme mosquiteiro branco estava suspenso sobre a cama. Respirei fundo e fui até a uma outra porta, verifiquei que era o banheiro.

- Gostou? – ele perguntou sorrindo ao meu lado.

- Muito, parece um sonho! – disse com sinceridade.

Voltamos pro quarto e de repente ficamos ali, olhando um pra cara um do outro e caímos na gargalhada. Rimos tanto que tivemos que nos apoiar um no outro. Aquilo foi muito bom, liberou toda a tensão e criou um clima mais descontraído e natural.

- Acho que vou me trocar. – disse quando finalmente serenei.

- Certo. – ele respondeu.

Abri minha mala, peguei uma sacola e levei para o banheiro. Tirei o vestido e a roupa de baixo, coloquei uma calcinha de renda minúscula, depois vesti a camisola de cetim longa, branca, de alcinha, que tinha um decote enorme nas costas, por cima coloquei o penhoar comprido que fazia parte do conjunto. Penteei o cabelo diversas vezes procurando me acalmar, escovei os dentes duas vezes e dei uma última olhada no meu reflexo.

Ok, estava pronta, chegou o grande dia, mas por mais que estivesse consciente de tudo, ainda sentia um friozinho na na barriga.

- Calma, Marina! Vai dar tudo certo! – pensei comigo mesma e abri a porta.

Sai do banheiro e vi o Rob de peito nu, usando uma calça de pijama branca, sentado na cadeira olhando o presente que o Tom tinha nos dado, já tinha até esquecido daquilo.

- Nada explosivo, eu espero! – falei brincando.

- Não, você nem vai acreditar no... – ele levantou o rosto para me olhar e assim que me viu parou de falar.

Ele colocou a caixa na mesinha a seu lado e se levantou me olhando de cima abaixo. Ele começou a andar na minha direção, me olhando intensamente e nunca tive tanta consciência de que ele era um macho e eu uma fêmea.

- Você me deixou sem palavras, estava preparado para cobri-la de elogios, mas agora todos parecem fracos perto de você. – dei um sorriso tímido um pouco encabulada – "Kanani", a beleza, o sacerdote não poderia ter te dado nome mais apropriado.

Ele me abraçou devagar, me puxando em sua direção, podia sentir as batidas rápidas de seu coração na palma de minhas mãos.

- Eu te amo. – eu disse, pois nenhuma outra palavra parecia adequada naquele momento.

Ele aproximou o rosto bem devagar do meu, olhando-me nos olhos, nossas bocas se encontraram e fechei meus olhos só procurando sentir. Sentia tudo, a boca que se movia delicadamente sob a minha, seu hálito, os braços que me apertavam. Nossas bocas se abriram, nossas línguas se encontrando, o beijo se aprofundando e ficando mais urgente. Senti suas mão correndo por minhas costas, subindo e descendo, senti elas pararem nos meus ombros puxando o penhoar que caiu delicadamente aos meus pés. Ele soltou minha boca e cobriu meu rosto de beijos, beijou meus olhos, minhas bochechas, minha testa, desceu para minha orelha, onde mordeu delicadamente. Ele voltou a procurar minha boca, beijando-me profundamente, eu o segurava firmemente com uma mão em seu pescoço enquanto outra segurava seu cabelo.

Ele parou de me beijar e me surpreendeu pegando-me no colo e me levando pra cama, onde me colocou devagar. Fiquei ali deitada, observando-o, ele se abaixou e beijou meus pés.

- Quero conhecer cada pedacinho de você.- murmurou.

Ele foi beijando, subindo pela minha perna, levantando a camisola no caminho, senti ele beijar meus tornozelos, meus joelhos, minhas coxas, onde beijou demoradamente, se concentrando na parte interna, mordi os lábios para não começar a gemer com aquela doce tortura. Senti ele fazer uma parada estratégica e no momento seguinte, subiu a camisola, expondo minha calcinha de renda.

- Ai, meu santinho! – ele exclamou me fazendo rir de prazer.

Sua boca começou a beijar meu ventre, senti sua língua no meu umbigo e na minha barriga, continuando sua trajetória. Ele estava com boa parte de seu corpo em cima de mim, quando se ergueu um pouco, apoiado em seus joelhos que estavam ao lado do meu corpo. Ele segurou minha camisola com ambas as mãos e puxou-a pela minha cabeça, por meus braços e colocou-a de lado.

Passei a mão por seu peito nu, sentindo seu olhar ávido em meus seios, ele aproximou seu rosto novamente do meu e me beijou com vontade, sugando minha língua com perícia, sentia ondas de desejo avassalador me atingindo, suas mãos que estavam ao lado do meu corpo, deslizaram para meus seios e foi impossível não conter um gemido que saiu meio estrangulado, por estar sendo beijada naquele exato momento. Ele acariciava meus seios com delicadeza, passando a palma da mão na base e fazendo toda a volta, ele massageou suavemente um mamilo, depois o outro, eriçando-os com o contato e fazendo uma eletricidade desconhecida e maravilhosa correr por meu corpo.

Enquanto isso minhas mãos corriam livres por sua costas, por seus braços e quadris, indo parar no seu bum bum, onde apertei com vontade, apreciando o resultado daquela carícia ao ver ele largar meus lábios, fechar os olhos e gemer de prazer. Ele começou a beijar meu pescoço, descendo por meu colo e senti sua respiração bem em cima dos meus seios, antes dele cobrir um mamilo com seus lábios e suga-lo intensamente, senti como se o sangue em minhas veias tivesse evaporado no fogo em que agora eu me sentia mergulhar, ele passou a sugar também o outro seio meus gemidos só aumentavam. Seu rosto continuou a descer, senti sua mãos em meus quadris, seus dedos se enrolaram nas alças da minha calcinha e a puxaram de uma vez só, jogando-a longe. Ele se afastou um pouco, o que achei estranho, mas logo descobri o motivo ao me ver completamente nua, sendo devorada de cima a baixo por seus olhos.

- Desde os 13 anos sonho em vê-la assim. – ele confessou rouco de desejo, com a respiração pesada – Desde os 13 anos sonho em sentir sua pele macia na minha, seu cheiro, seu gosto na minha língua. – a medida que dizia aquilo voltou a deitar-se por cima de mim entrelaçando nossas pernas – Quero te dar muito prazer. – disse olhando em meus olhos.

Nos beijamos em seguida com paixão, desejo e desespero, ele me tocava, eu o tocava, insinuando minhas mãos por dentro da sua calça. Senti sua mão descendo pela minha barriga, mas quando senti-a bem cima do meus pelos pubianos, fechei as pernas num ato reflexo, na mesma hora ele parou de me beijar.

- Está tudo bem? – ele perguntou preocupado.

- Está. – respondi rápido.

- Você não quer que eu... – disse fazendo uma pausa sugestiva.

- Não, quer dizer sim, isto é... – eu estava toda enrolada.

- Calma, amor. – ele disse me tranqüilizando - Não temos pressa, temos a noite toda pela frente. Não vou fazer nada que você também não queira.

- Sabe, as coisas poderiam ficar um pouco mais equilibradas aqui. – eu disse brincando.

- Como assim? – ele perguntou.

- Bem eu já estou nua, enquanto você continua ê não era o único que sonhava, sabia? – ouvi ele dar uma risada gostosa.

- Então pode fazer as honras da casa. – disse pegando minhas mãos e colocando em seus quadris, por cima das calças.

Incentivada por seu sorriso, comecei a puxar, chegando até sua coxas, que era até onde eu alcançava pela posição que estávamos. Ele completou tirando com suas mãos e chutando com os pés. Dei uma boa olhada na sua bundinha, não me segurei e apertei com as duas mãos.

- Você gosta dessa parte, heim? – ele sussurrou no meu ouvido.

- Você não faz idéia! – sussurrei em resposta, ouvindo sua risada baixa.

Voltamos a nos beijar, agora me sentia mais descontraída, passava minhas mãos por todo seu corpo, sentindo a firmeza do seus músculos do braço, do tórax, sua cintura, seus quadris, sua bundinha deliciosa. Ele parecia estar fazendo o mesmo tipo de exploração e dessa vez quando sua mão desceu, minhas pernas se abriram naturalmente. Senti seus dedos na minha intimidade, tocando-a com delicadeza, como se pedindo permissão para uma exploração mais audaciosa, seu polegar apertou meu botão secreto e senti como se um raio tivesse me atingido, a sensação foi tão intensa que senti vibrar por todo meu corpo, ele começou a massagear, fazendo pequenos movimentos circulares, me fazendo gemer alto, meus quadris começaram a se mover inconscientemente, pra frente e pra trás, me agarrei nele, apertando suas costas com força. Enquanto isso seus lábios voltaram para meus seios sugando-os com vontade.

Ouvi ele sussurrar uma palavra baixinho, não consegui entender muito bem, mas nos meus ouvidos parecia algo como "Hitler", mas devia ter entendido errado, afinal porque ele diria algo assim numa hora daquelas.

Seus dedos continuavam me tocando com firmeza e habilidade, aumentando a velocidade, parecia que eu iria sufocar de tanto prazer, foi então que senti ele me penetrar com um dedo e soltei uma exclamação abafada, mistura de surpresa e desejo. Devagar ele começou a fazer movimentos de entra e sai, me senti contrair inteira, parecia que estava faltando alguma coisa, mas não sabia bem o que, uma urgência começou a se apossar de mim, meus quadris se moviam acompanhando o movimento de suas mãos, uma necessidade tão antiga quanto o tempo me tomou por completo.

- Oh, Rob... – sussurrei gemendo – Preciso... Preciso... – não conseguia achar as palavras certas.

- Do que? – ele perguntou intensamente.

- De você. – respondi.

Para meu desapontamento ele me soltou, quase gritei de frustração ao ver ele se afastar, mas só quando o vi pegar um pacotinho da caixa que o Tom tinha dado entendi o motivo, proteção.

Fechei os olhos aguardando com ansiedade, eu sabia o que viria a seguir e me sentia pronta, mais que isso eu precisava daquilo com cada fibra do meu ser. Abri os olhos ao senti-lo deitar suavemente em cima de mim, minhas pernas se abriram para recebe-lo, ele olhou profundamente em meus olhos.

- Te amo. – ele disse.

Ele começou a me penetrar devagar, vi ele contraindo os músculos da face tentando se controlar, até aí a coisa estava indo bem, mas senti uma fisgada quando ele forçou um pouco mais, o que me fez dar um pulinho, ele parou um pouco, senti suas mãos massageando meus quadris em movimentos circulares me fazendo relaxar, ele recomeçou de onde tinha parado, senti uma dor fina, algo finalmente se romper e então o recebi inteiramente, gemendo alto surpresa.

- Você está...Está... – murmurei.

- Somos um.

Ele começou a se mover lentamente, me dando tempo para me acostumar com aquilo, aos poucos aumentando o ritmo, o abracei com as pernas, ondulando meus quadris junto com os dele, em total sincronia.

- Oh, Marina! Você é feita pra mim... – disse antes de me beijar de forma selvagem.

Ele soltou meus lábios, os movimentos ficando cada vez mais rápidos e comecei a sentir uma espécie de frenesi, algo que estava se aproximando, se apossando de mim, olhava bem dentro de seus olhos quando me senti explodir, estremecendo violentamente. Foi com se por um momento eu tivesse deixado de existir, me desintegrado, para no momento seguinte surgir renascida, tendo plena consciência que depois dessa experiência eu nunca mais seria a mesma.

Pouco depois senti ele estremecer da mesma forma, respirando pesado em meu pescoço.

Ele desabou seu corpo sob o meu, continuei abraçando-o com braços e pernas, eu não conseguia e nem queria me mover. Senti sua respiração se acalmar, ele se sustentou em seus braços, voltando a me olhar.

- Eu devo estar pesando sob você. – ele comentou.

- Não me incomodo, na verdade eu te prenderia aqui pra sempre.

- Então sou seu prisioneiro. – ele declarou.

- Prisão perpétua. – disse rindo junto com ele.

Fazendo um movimento inesperado, ele girou o corpo, me levando junto, agora ele estava por baixo, e eu em cima.

- Pronto, agora continuo seu prisioneiro e você pode respirar.

Abracei-o pelo pescoço, deitando minha cabeça em seu peito, sentindo suas mãos subir e descer devagar por minhas costas.

- É sempre assim? – perguntei – Tão intenso?

- Não, foi assim por que fomos nós. – ele respondeu - Doeu muito?

- Não, passou rápido. – garanti.

Vi o pacotinho da camisinha aberta em cima da cama, peguei com a ponta dos dedos.

- Então esse foi o presente do Tom? – perguntei.

- Não só esse, como uma centena deles. Lembre-me depois de agradece-lo. – ele disse rindo.

- Com certeza. – concordei.

Sentia-me plena, inteira, completa, como se estivesse esperado sempre por isso, por estar com ele assim, sem barreiras, sem preconceitos, só eu, ele e o nosso amor.

Senti as mãos dele descer por minhas costas, parando em minhas nádegas, apertando com firmeza, pressionando meu quadril sob o dele, ouvi ele gemer baixinho.

- Nunca me senti assim com ninguém. – ele confessou – Algo em você tem esse efeito sobre mim, sempre teve, me tira completamente do sério! – dizendo isso rolou o corpo, me fazendo ficar novamente por baixo.

Olhei pra ele, sentindo sua animação evidente e vendo seus olhos brilharem excitados.

- Já? – perguntei surpresa, ele deu uma risadinha antes de responder.

- Meu amor, do jeito que eu me preparei, posso te amar a noite toda. – aproximei meu rosto do dele, sentindo o perfume de sua pele e disse:

- Prove!

E ele provou.

POV – Robert

Acordei sentindo na pele a brisa fresca que entrava pela janela e o cheiro de maresia que impregnava o quarto. Estava com muita preguiça, afinal a noite tinha sido "puxada", mas não estava reclamando, muito pelo contrário, esperava ter muitas noites iguais aquela pela frente e muitas manhãs me sentindo exausto por motivos como aquele.

Abri os olhos, sentindo o calor do corpo da Marina ao lado do meu, aproximei meu rosto do seu cabelo e respirei profundamente.

- Baunilha. – sussurrei, beijando-lhe a testa.

Olhei seu rosto, ela dormia profundamente, também devia estar cansada. Eu tinha ficado meio na dúvida se deveria exigir tanto dela logo na primeira noite, mas ela me surpreendeu me acompanhando no mesmo ritmo, impaciente, vibrante e apaixonada. Nada foi mais gratificante do que faze-la despertar para o prazer, sentir seu corpo ondular sob o meu toque, ouvi-la gemer roucamente enquanto sugava seus seios, assistir a excitação crescendo em seus olhos e vê-la tremer inteira enquanto gozava, uma vez, outra vez e outra vez, quantas vezes conseguisse.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo ronco da minha barriga, depois de tanto sexo, claro que agora o corpo cobrava seu preço, sentia uma fome animal.

Levantei me espreguiçando, peguei a calça do pijama, vestindo novamente. Fui para varanda lembrando que o café da manhã seria entregue de barco. Encontrei em cima da mesa uma maravilhosa cesta de café da manhã, peguei uma maçã dando logo uma mordida. Depois completei com pão, queijo, geléia, bolo e suco de laranja. Passei a mão na barriga me sentindo satisfeito.

Voltei pro quarto e vi que ela ainda dormia, peguei meu violão e fui pra sala.

Fiquei dedilhando com os dedos para passar o tempo, até que lembrei de uma música antiga que parecia combinar bem com esse momento, comecei a toca-la e cantei:

(Link para a música)

.com/watch?v=M7ti4aYD-7Y

Estou em Você – Peter Frampton

"Não ligo para onde vou

Quando estou com você

Quando eu choro

Você não ri

Porque você me conhece

Estou em você

Você está em mim

Estou em você

Você está em mim

Porque você me deu o amor

Amor que eu nunca tive

Sim, você me deu o amor

Amor que eu nunca tive

Você e eu não fingimos

Nós fazemos amor

Não consigo sentir nada mais do que estou cantando

Estou em você

Você está em mim

Estou em você

Você está em mim

Porque você me deu o amor

Amor que eu nunca tive

Sim, você me deu o amor

Amor que eu nunca tive

Vem de longe a lembrança do nosso último outono

Você pode morrer mas continuaremos você e eu

Estou em você

Você está em mim

Estou em você

Você está em mim

Porque você me deu o amor

Amor que eu nunca tive

Sim, você me deu o amor

Amor que eu nunca tive

Você me deu amor

Amor que nunca tive

Não ligo para onde vou

Quando estou com você"

Estava acabando de tocar os últimos acordes quando vi alguém despenteada, sonolenta, enrolada no lençol e completamente adorável aparecer na porta.

- Bom dia. – ela disse bocejando.

Coloquei o violão de lado e estendi os braços pra ela, coloquei-a sentada no meu colo, abraçando-a e ninando-a como a um bebê.

- Desculpe se te acordei com a música. – eu disse.

- Queria sempre poder acordar assim, com você cantando pra mim. – ela disse me abraçando pelo pescoço – Por sinal, adorei essa canção.

- Estava pensando na gente quando lembrei dela, achei a nossa cara.

- Concordo, agora sempre que ouvi-la vou lembrar da gente e desse lugar.

Continuamos assim, aconchegados um no outro, sentindo sua mão fazendo um cafuné gostoso na minha nuca.

- Ah, antes que eu esqueça. – falei sorrindo – Feliz Aniversário atrasado! – ela me olhou surpresa.

- É mesmo! Ontem fiz 17! Com tanta coisa acontecendo esqueci completamente.

- Espere aqui. – disse colocando-a sentada no sofá.

Fui no quarto, peguei duas caixas e voltei pra sala.

- Seu presente. – disse estendendo a caixa pra ela.

- Rob, não precisava!

- Vamos, abra! Quero ver se vai gostar. – disse ansioso.

Ela pegou a caixa e abriu.

- Uau! É lindo, tão delicado! – disse examinando a corrente de ouro que havia comprado pra ela.

- Gostou mesmo?

- Claro! Obrigada amor! – disse me beijando suavemente. – Coloca em mim?

Peguei o colar, ela levantou o cabelo e o coloquei em seu pescoço.

- Existe mais um motivo para ter lhe dado essa corrente. – expliquei.

- Qual?

- Quando voltarmos pra casa, não poderemos continuar usando as alianças, então pensei em usa-las como pingentes no colar, comprei um pra mim também. – disse-lhe mostrando a outra caixa.

Vi seu olhar se entristecer ligeiramente com a minha explicação.

- Não gostou da idéia?

- Não, na verdade é muito boa. – disse pensativa – É que... Vou ficar muito triste de ter que tirar minha aliança do dedo, queria deixa-la aqui pra sempre. – ela disse olhando carinhosamente a aliança em sua mão.

- Desculpe, não queria te deixar triste. – falei segurando sua mão – Ainda é cedo para pensarmos nessas coisas, temos uma semana pela frente para curtir ao máximo!

- Certo. – ela concordou sorrindo.

- Está com fome? – perguntei.

- Estou faminta!

- Já imaginava, tem uma cesta maravilhosa de café da manhã lá fora.

- Oba! – sorri ao vê-la disparar pra varanda.

Sentei do seu lado, vendo ela devorar tudo com vontade, gostava muito disso nela, sempre achei um saco aquelas mulheres que vivem de dieta.

- Que tal darmos um mergulho? – sugeri quando ela terminou.

- Ótima idéia! – disse alegre – Mas primeiro vou entrar no chuveiro, já volto! – me deu um selinho e foi pro banheiro.

Fiquei ali, olhando o mar azul e me sentindo o homem mais feliz do mundo.

Voltei pro quanto procurando minha sunga na mala, ouvi a Marina cantarolando lá do chuveiro a música que eu tinha tocado aquela manhã.

"Você e eu não fingimos, nós fazemos amor"

Ouvir ela cantar aquilo, foi igual ouvir o canto da sereia, completamente irresistível! Fui pro banheiro, tirei a calça, abri a porta do box e entrei no chuveiro.

- Rob! – ela disse levando um susto – O que você está fazendo aqui?

- A mesma coisa que você. – respondi devorando-a com os olhos – Será que não posso tomar banho com a minha esposa?

- Sim, não, quer dizer... – disse com o rosto vermelho.

- Sabia que você fica mais linda ainda toda encabulada? – peguei o pote de sabonete líquido de suas mãos – Deixa que eu te dou um banho. – disse para espanto dela.

Coloquei um monte de sabonete na minha mão e comecei a espalhar aquele creme perfumado em seu corpo. Quantas vezes tinha fantasiado estar fazendo exatamente aquilo com ela, no mínimo uma centena de vezes. Cobri todo seu corpo com espuma, fazendo movimentos circulares, tinha plena consciência de que tinha me demorado mais do que devia em seus seios, mas ela não reclamou, enxagüei-a em seguida. Depois peguei o sabonete e coloquei na mão dela.

- Agora é sua vez. – falei maliciosamente.

A princípio ela me olhou meio sem graça, mas depois vi algo diferente em seus olhos, um brilho especial. Vi-a colocar o sabonete nas mãos e começou a espalhar pelo meu peito, nas minhas costas ela fez uma massagem gostosa nos ombros me fazendo suspirar, ela ensaboou minhas nádegas e me surpreendeu dando um leve beliscão.

- Ela está brincando com fogo! – pensei ficando excitado.

Quando chegou o momento de ensaboar meu sexo, olhei seu rosto corado e senti que ela tinha travado, reparei que ia precisar dar uma forcinha. Peguei sua mão e coloquei mais sabonete.

- Pode deixar que não morde. – avisei sorrindo.

Manobrei sua mão devagar, fazendo ela tocar de leve a princípio, reparei que ela foi perdendo a vergonha e soltei sua mão, deixando-a no controle da situação. Sentia sua mão descer e subir e a resposta foi automática, peguei-a pela cintura puxando-a pra mim, tinha fome da sua boca. Trocamos um beijo molhado, sentindo a água quente correr por nossos corpos, enquanto nossas línguas dançavam juntas. Passei as mãos várias vezes por suas costas, desci por seu bum bum, fui pra sua coxa e segurando seu joelho, levantei uma de suas pernas prendendo-a em volta de meu quadril, dando o acesso que eu queria para poder toca-la intimamente. Senti ela se pendurar com força em meu pescoço a medida que a acariciava, ouvi ela gemer e vi seu rosto cheio de tesão. Não dava mais pra me segurar, eu estava no meu limite, peguei sua outra perna rodeando-o no meu quadril, pressionei seu corpo na parede e penetrei de uma vez só. Comecei a me mover, sentindo ela mexer os quadris de um jeito, que me fez aumentar ainda mais o ritmo, possuindo-a com loucura. Senti ela morder meu ombro e em seguida estremecer inteira, me apertando com força. Forcei ainda mais os movimentos e gozei logo em seguida. Esperei nossas respirações se acalmarem, saí do box com ela ainda pendurada em mim.

- Agora deixa eu te enxugar. – falei colocando-a no chão

Peguei a toalha e esfreguei vigorosamente seu corpo, ela pegou outra toalha e fez o mesmo comigo.

Fomos para o quarto, vesti minha sunga preta, enquanto ela colocou um biquíni branco que ficou fantástico em seu corpo moreno. Só de olha-la daquele jeito já me dava água na boca. Eu estava surpreso comigo mesmo, nunca tinha feito tanto e nunca quis tanto, não sabia se a culpa era daquela gororoba que havia tomado na semana anterior ou do meu desejo por ela acumulado a tanto tempo, na verdade não importavam os motivos, o que importava era que finalmente eu tinha a mulher que eu queria.

- Pronta? – perguntei lhe estendendo a mão.

- Vamos logo! – ela disse sorrindo.

Na varanda olhamos o oceano maravilhoso e transparente a nossos pés, peguei-a no colo, ouvindo ela rir com vontade e saltamos juntos no profundo mar azul.

Nos dias paradisíacos que se seguiram começamos a explorar o que a ilha nos oferecia, além é claro de uma exploração contínua e quase sem limites de nossos próprios corpos.

O quanto uma pessoa pode precisar fisicamente da outra? Será que existiam regras? Limites? Tenho certeza que se existisse uma Olimpíada de Maratona Sexual, nós dois éramos fortes candidatos a medalha de ouro. As vezes a gente começava um beijinho de nada na varanda, quando eu ia me dar conta nós já estávamos nus no sofá da sala porque não deu tempo de chegar no quarto. Ou então quando estávamos um dia almoçando na mesa da cozinha, do nada a gente se olhou, parando de comer, no segundo seguinte, empurramos tudo o que estava na mesa pro lado e fizemos ali mesmo, em cima da mesa. De todas essas experiências só podia concluir uma coisa, unir amor e sexo, era igual unir fogo e pólvora, completamente explosivo e imprevisível.

A ilha tinha todo tipo de lazer náutico, entre tantas opções diferentes, optamos por fazer o mergulho submarino, esqui aquático e jet ski. Ao mergulhar ficamos maravilhados com o mar de águas muitos azuis e claras, onde se podia admirar todo tipo de vida marinha e o espetacular recife de corais. Rob adorou o esqui aquático, ele sempre esquiou muito bem na neve, então não teve muita dificuldade de se adaptar aquela outra modalidade. Enquanto eu levei tanto tombo, que desisti com medo de quebrar uma perna. Mas nós dóis adoramos andar de jet ski, sentindo a velocidade e o vento batendo no rosto, cada um montado no seu, guiando livremente, brincando e inventando manobras.

- E aí, vamos fazer apostar uma corrida? – ele perguntou com aquele olhar malicioso que eu conhecia tão bem.

- Até onde? – perguntei.

- Até nossa casa flutuante. – ele estipulou.

- Topo! – disse desafiadora – Qual vai ser o prêmio do vencedor? – perguntei.

- Hum... – ele se aproximou do meu ouvido e sussurrou o que queria, dei uma risada, ele sempre me surpreendia.

- Certo. – concordei – Bem, eu só vou contar o que eu quero se eu ganhar, está bom pra você?

- Sem problema! – disse concordando.

Nos preparamos ficando lado a lado, ambos acelerando seu jet ski, olhamos um pro outro sorrindo.

- Pronta? – ele perguntou e afirmei com a cabeça.

- Então... Largar! – ele gritou.

Disparamos velozes pela água, passei a frente dele, me virei e dei um tchauzinho, estranhando ele não acelerar mais, já estava me aproximando, feliz da vida que seria a campeã quando meu jet ski começou a desacelerar sozinho, Rob passou voando na minha frente, me dando a língua, o motor parou totalmente e fiquei ali a poucos metros da nossa casa, sem entender nada. Vi Rob chegar em casa e dar um grito de vitória, depois fez a volta e parou do meu lado.

- Meu jet ski parou. – avisei

- Se você tivesse prestado atenção aqui. – disse apontando para o painel de controle – Saberia que estava com pouco combustível e que se acelerasse demais logo no início, ia queimar tudo de uma vez. – ele disse cinicamente.

- Robert Pattinson, isso é trapaça! – falei indignada – Confesse que você tramou tudo! – ele caiu na gargalhada.

- Eu não tenho culpa de você ser tão distraída! – ele continuava rindo – Como dizem por aí, no amor e na guerra, vale tudo! – como não rir, quando alguém sorria pra você daquele jeito tão sedutor – Vem, sobe aqui, vou te dar uma carona. – pulei atrás dele.

Estar ali, sentindo o vento jogando meu cabelo pra trás, colada nele, segurando com força na sua cintura, encostando meu rosto em suas costas, sentindo nossas pernas se roçando, sem dúvida foi um dos momentos mais românticos e perfeitos da minha vida.

Passei o resto da tarde, pensando e planejando como iria cumprir minha parte na aposta, podia ver que pelos olhares que o Rob me lançava que ele estava pensando a mesma coisa, me olhava cheio de curiosidade, provavelmente tentando antecipar meus planos. Eu apenas sorria e me fazia de desentendida. Pedi apenas que ele esperasse lá na varanda e só entrasse no quarto quando eu chamasse.

POV – Robert

- Rob, pode vir! – ouvi ela me chamando.

Entrei na sala e a casa estava toda escura, fui pro quarto, abri a porta e me surpreendi ao encontrar o ambiente iluminado apenas por várias pequenas velas perfumadas espalhadas em cantos estratégicos, um cheiro de flores e baunilha impregnava o ar.

- Deite-se na cama que já vou sair. – ouvi ela dizer do banheiro.

Fiz o que ela mandou, já me sentindo empolgado e impaciente.

- Será que ela vai demorar muito? – pensei cheio de expectativa.

Tinha acabado de pensar nisso, quando ela sai do banheiro, o cabelo preso num coque e vestindo um grosso roupão. Ela parou bem longe da cama, sorrindo calmamente mas com um olhar travesso que me encheu a mente de más intenções.

- Vou fazer o que você pediu. – disse e sorri empolgadão – Mas como você trapaceou, você vai também receber uma punição.

- Punição, de que tipo? – perguntei franzindo a testa.

- Você vai poder olhar a vontade. – disse enquanto abria o roupão – Mas não vai poder tocar. – e dizendo isso tirou o roupão jogando numa cadeira.

Meu queixo caiu! Ela usava um conjunto de sutiã, espartilho, cinta-liga e calcinha todo em renda preta, completando com um par de meias pretas transparentes 7/8 e nos pés sapatos preto salto agulha. Senti a familiar vibração nas partes baixas e eu desconfiei que a tortura mal estava começando. Nunca tinha visto a Marina tão sensual, minha vontade era saltar da cama, agarra-la, joga-la na cama e começar a tirar toda aquela produção maravilhosa. Mas respirei fundo e tentei seguir suas regras, talvez ainda me desse bem de alguma forma. Ela foi até o aparelho de som que estava numa mesa ao seu lado.

- Espero que aprecie. – disse enquanto apertava um botão e a música começava.

(Nota da autora: POR FAVOR, ouçam essa música, Luxúria - Isabella Taviani para ler essa parte!)

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Dobro os joelhos
Quando você, me pega
Me amassa, me quebra
Me usa demais...

Ela rodopiou soltando o cabelo, dançando toda sensual, passando as mãos pelo corpo perfeito, comecei literalmente a babar.

Perco as rédeas
Quando você
Demora, devora, implora
E sempre por mais...

Ela se aproximava devagar da cama, mexendo os quadris, rebolando aquela bundinha arrebitada, mal coberta pela diminuta calcinha. Pegou uma cadeira colocando no meio do quarto, tirou os sapatos e levantando uma perna, usou para apoiar o pé e começou a tirar a meia com movimentos lentos, olhando pra mim o tempo todo, ela rodou e fez o mesmo com a outra perna.

Eu sou navalha
Cortando na carne
Eu sou a boca
Que a língua invade
Sou o desejo
Maldito e bendito
Profano e covarde...

Fazendo movimentos provocantes, ficou de costas, ainda mexendo os quadris no ritmo e começou a desabotoar o espartilho. Eu estava surtando de tanto tesão! Ela abriu o espartilho devagar, tirou, se virou pra mim e o jogou na cama, peguei e cheirei, fechando os olhos, apreciando seu perfume.

Ela se aproximou da cama e segurou na barra de metal, se esfregando nela sugestivamente.

Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto
Me dobro, nem lhe cobro
Rapaz!
Ordene, não peça
Muito me interessa
A sua potência
Seu calibre, seu gás...

Eu estava enlouquecendo, doido de desejo, ela estava acabando comigo roçando o ventre naquele poste, enquanto o meu "poste"estava implorando por ela.

Sou o encaixe
O lacre violado
E tantas pernas
Por todos os lados
Eu sou o preço
Cobrado e bem pago
Eu sou
Um pecado capital...

Ela voltou pro meio do quarto, dançando de forma insinuante, suas mãos correndo por todo corpo, se virando de costas, desabotoou o sutiã, tirando devagar e jogando no chão. Ela virou-se novamente, as mãos cobriam os seios e se aproximou da cama.

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre...

Ela se aproximou de mim e tirou as mão da frente, permitindo que eu tivesse uma vista panorâmica daquela minha parte favorita da sua anatomia, eu estiquei as mãos mas ela se afastou sorrindo e fazendo não com o dedo. Soltei uma exclamação frustrada!

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Eu quero é beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre...

Ainda dançando provocante, ela acabou por tirar a cinta liga da cintura, sobrando só a bendita da calcinha. Eu estava tendo uma ereção tão forte, que chegava a doer.

Desfaça assim de mim
Que eu gosto e desgosto
Me dobro, nem lhe cobro
Rapaz!
Ordene, não peça
Muito me interessa
A sua potência
Seu calibre, seu gás...

E então ela veio se aproximando...

Sou um encaixe
O lacre violado
E tantas pernas
Por todos os lados
Eu sou o preço
Cobrado e bem pago
Eu sou
Um pecado capital...

Se aproximando...

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Quero beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Minha febre...

E com movimentos calculados, subiu na cama, empurrou meu peito para que eu deitasse e obedeci arregalando os olhos surpreso.

Eu quero é derrapar
Nas curvas do seu corpo
Surpreender seus movimentos
Virar o jogo
Eu quero é beber, o que dele
Escorre pela pele
E nunca mais esfriar
Nunca mais esfriar
Nunca mais esfriar
Minha febre...

Ela veio andando de quatro, até ficar acima de mim, me olhando de cima abaixo.

- Lembre-se você não pode me tocar, essa noite quem toca sou eu. – e dizendo isso baixou o rosto, aproximando os lábios e me dando um beijo profundo e apaixonado, nossas línguas se encontrando, rodando, chupando, foi com muito custo que mantive meus braços ao lado do meu corpo. Ela mordeu levemente meu lábio inferior, sugando em seguida.

Ela se sentou em cima do meu quadril e gemi de prazer e desespero, eu precisava possui-la imediatamente pra não enlouquecer!

Suas mãos passeavam por meu corpo, enquanto sua boca continuava a exploração, beijando, lambendo, chupando meu peito, provocando ondas de prazer por todo meu corpo. Ela voltou a beijar minha boca enquanto senti suas mãos descerem para minha barriga, pelo meu ventre até minha calça e num movimento ágil puxarem pra baixo revelando meu estado de excitação evidente. Ela soltou minha boca, olhei pra baixo e pude confirmar, o bichinho estava latejando. Vi que ela olhava também, sua mão seguiu para o seu quadril onde para meu espanto tirou um pacotinho de camisinha que estava preso na alça da sua calcinha, ela o abriu e me vestiu com ele, fazendo meu pênis se mover ansioso em suas mãos. Ela tirou rapidamente a calcinha e resolvida se posicionou, montando bem em cima, me guiando pra dentro dela, soltei um urro, mistura de prazer e dor.

Ela começou a se mover, indo pra frente e pra trás, os quadris se movendo sinuosamente, vi que ela tinha fechado os olhos, curtindo aquilo tanto quanto eu, seus seios empinados pediam pelo toque das minhas mãos, mas ela segurou meus pulsos com firmeza. Ela estava tão linda, cavalgando como uma amazona, completamente gloriosa e dona da situação, ela mordia o lábio enquanto via seu corpo subir e descer, seus olhos cheios de desejo me faziam queimar. Ela foi aumentando o ritmo, gemendo baixinho e senti meu corpo começando a se contrair, ela também percebeu e forçou o ritmo, gemendo não me segurei mais e com um espasmo tive o orgasmo mais intenso da minha vida.

Ficamos alguns momentos imóveis, até que ela rolou, deitando-se do meu lado, a respiração tão irregular quanto a minha.

- Nossa, isso foi... Incrível! – disse quando finalmente consegui falar.

Deitei de lado, apoiando minha cabeça no braço para poder olha-la melhor, ela sorria travessa, ergueu uma mão tocando meus cabelos, fazendo um carinho gostoso.

- Aposta cumprida? – ela perguntou.

- Você merece uma medalha de Honra ao Mérito. – e rimos juntos.

Fechei os olhos aproveitando o clima gostoso e relaxante, lembrando de cada cena do que tínhamos acabado de fazer, até que me dei conta de que tinha faltado alguma coisa e abri os olhos.

- Marina, peraí... Me diga se estou errado, mas você chegou lá? – perguntei curioso.

POV – Marina

Ele me olhava com evidente interesse, pensei em mentir, mas não me pareceu correto, então tentei disfarçar, dando uma resposta indireta.

- Curti muito, adorei fazer tudo! – vi ele erguer uma sobrancelha.

- Isso não responde a minha pergunta. – ele insistiu.

- E saber isso é assim tão importante pra você? – perguntei.

- Claro que é! Quero que nossos relações sejam gratificantes pra ambos, fazer amor pra mim não é uma via de mão única. – ele explicou – Agora seja sincera, chegou lá? – ele perguntou olhando dentro dos meus olhos e os baixei envergonhada.

- Quase. – disse baixinho e ficando muito vermelha – Mas não me importo, verdade!

Ele sentou-se na cama e disse carinhosamente:

- Mas eu me importo, deixa eu reparar essa falta.

Surpresa vi ele deitar em cima de mim, me dando um beijo gostoso, antes de descer pelos meus seios, barriga e ventre, delicadamente senti suas mãos abrindo minhas pernas e entendi aonde ele ia.

- Amor, de verdade não precisa, está tudo bem. – tentei faze-lo parar, olhei pra baixo embaraçada.

- Quero fazer algo especial, então relaxa e só sinta, ok? – ele disse olhando meu rosto antes de continuar a descer.

Cobri meu rosto com as mãos morrendo de vergonha, nem em meus sonhos mais selvagens tinha me imaginado naquela situação.

Fiquei aguardando, mas nada acontecia e achei estranho.

- Hum... – ouvi ele murmurar, o que significava aquilo?

Tomei coragem e resolvi dar uma espiada, vi o rosto dele posicionado bem no meio das minhas coxas, olhando de boca aberta.

- Alguma coisa errada? – perguntei preocupada.

- Errada? – ele pareceu surpreso com a minha pergunta – Não, ao contrário, tudo muito certo! – disse olhando fixamente pra frente.

- Como assim?

- Bem, como vou dizer? – ele disse agora olhando pro meu rosto – Olha, sem querer te deixar sem graça, mas você tem a xaninha mais bem feitinha que eu já vi! – ele disse passando a língua nos lábios.

- Oh! – soltei surpresa.

Eu estava morrendo de vergonha, isso não era coisa que se dissesse em voz alta! Ele podia até pensar, mas dizer? Só faltava agora ele comentar do meu útero. Peguei o travesseiro e enfiei entre as pernas.

- Ah, não! – ele reclamou.

- Olha, deixa pra lá, não me importo de ficar sem isso de vez em quando. – falei rápido.

- Como assim de vez em quando? – ele perguntou se sentando, parecendo bem aborrecido – PUTA QUE PARIU! Marina, você anda fingindo?

- Fingindo? Como assim? – perguntei sem entender.

- Você... Você anda fingindo orgasmos? – ele perguntou zangado.

- Nanão! – gaguejei rápido – Claro que não!

- Você não está mentindo, está? – disse desconfiado.

- Não! Por que eu mentiria? – perguntei atordoada.

- Bem, simplesmente pra que eu não me sentisse um completo BOSTA na cama! – disse nervoso, passando a mão no cabelo – Olha, pode dizer a verdade! Se você não está conseguindo, eu posso melhorar, caprichar mais no meu desempenho e...

- Chega! – cortei firme o que ele falava, enquanto sentava e segurava seu queixo na minha mão, para olha-lo nos olhos – Escute bem, Robert Pattinson! A coisa que mais aconteceu comigo desde que nos casamos foi GOZAR! Gozei escandalosamente e intensamente em cada relação que tivemos e essa foi a primeira vez que não aconteceu! Agora meta isso na sua cabeçona, ok? E não estou mentindo e nunca fingi nada, nunca fui boa atriz! – disse firme.

Ele pareceu espantado com minha confissão apaixonada, mas depois deu um sorriso sem graça e segurou minha mão.

- Desculpa, não quis desconfiar de você. – ele disse – É que, se você não reparou ainda, sou um bocado inseguro em vários assuntos, principalmente esse!

- Meu amor, adoro quando você me toca, adoro o jeito que você faz tudo, então não se preocupa mais, tá?

- Então, tá. – ele disse baixinho, meio envergonhado, não resisti ver aquela carinha de cachorrinho sem dono, puxei ele pelo pescoço e tasquei um beijo.

Ele correspondeu, me abraçando, eu ainda estava com o travesseiro entre as pernas e senti ele puxa-lo discretamente, antes de me fazer deitar novamente na cama.

- Agora, fique quietinha, porque ainda não terminei.- disse maliciosamente.

- Rob...

- Quietinha. – ele disse cortando meu protesto e indo novamente pra baixo.

- Ta bom. – concordei exitante - Mas só promete não fazer mais nenhum comentário como aquele! – implorei e ouvi sua risada.

- Palavra de escoteiro! – ele disse com a voz abafada – Agora relaxa e curta, meu amor! – voltei a cobrir o rosto com as mãos.

A primeira coisa que senti foram suaves sopros que circularam por toda minha flor, me fazendo arrepiar inteira.

Em seguida senti beijos e mais beijos, em cada pétala, em cada canto e recanto, me fazendo suspirar prazerosamente. Por último ele beijou apaixonadamente meu botãozinho, fazendo correr uma corrente elétrica de cima abaixo por todo o meu corpo. Ele continuou beijando várias vezes, enquanto eu gemia baixinho, senti que ele começava a passar a língua, pressionando e fazendo pequenos movimentos circulares. Nesse ponto eu já estava gemendo pra valer, enquanto movia meu corpo arqueando as costas, me segurando no lençol com força.

Como um beija-flor sedento, ele passou a sugar de mim o mel, chupando mansamente do meu miolo.

Comecei a sentir tudo tremer, cheguei a pensar até que se não seria um TSUNAMI se aproximando, mas foi quando me dei conta que o TSUNAMI era eu quase em convulsão.

Minhas mãos voaram para os cabelos dele, prendendo sua cabeça ali com firmeza. Eu sentia o prazer maior se aproximando, numa expectativa doce e dolorosa. Ele então me penetrou com dois dedos da sua mão, me fazendo soltar um gritinho surpreso e fazendo ele por sua vez intensificar vigorosamente a sucção, eu pensei que ia morrer ardendo em chamas. Foi quando uma onda gigantesca de prazer me cobriu e pareci ouvir alguém gritando, foi então que eu percebi que a louca gritando era eu.

Lentamente fui voltando a mim e me dei conta de que ainda prendia a cabeça dele ali, soltei seus cabelos envergonhada.

Ele se deitou ao meu lado, com um olhar travesso e ao mesmo tempo receoso do seu feito.

- Foi bom? – ele perguntou sorrindo.

- Se você ousar pensar que agora eu fingi, você apanha! – disse dando um soquinho em seu braço – E respondendo a sua pergunta foi... Fantástico! – com essa resposta ele deu um sorriso largo.

Ele me abraçou, deitando a cabeça em meus seios, aproveitei para fazer uma das coisas que eu mais gostava, mexer no seu cabelo a vontade.

- Quando nos conhecemos você pensou que alguma vez estaríamos juntos dessa forma, fazendo coisas assim? – perguntei curiosa.

- Não exatamente quando te conheci, você lembra, ainda éramos muito crianças. – ouvi ele dizer – Quando te vi pela primeira vez, eu custei acreditar que você era real, eu tinha acabado de ler um livro sobre lendas da floresta onde tinha a gravura de uma fada de cabelo preto e cheio, igual o seu, então quando te vi parecia que você tinha saltado direto das páginas do meu livro e se materializado bem na minha sala. – ele levantou o rosto para me olhar nos olhos. – Te achei a garota mais bonita do mundo e ainda acho. – disse me beijando suavemente e me fazendo ficar ainda mais emocionada com sua linda declaração.

- E você, o que pensou quando me conheceu? – ele me perguntou.

- Lembro como se fosse hoje, você descendo as escadas afobado, todo despenteado como sempre e o olhos brilhando de curiosidade, te achei a coisa mais fofa do mundo! – ele riu ao ouvir meu comentário – Você parecia um pequeno príncipe, daqueles de contos de fada e quando vi seus olhos azuis, fiquei completamente apaixonada! – confessei corando, enquanto ele me beijava ternamente mais uma vez.

- Agora o desejo. – ele disse enquanto cobria um seio com uma de suas mãos – Esse surgiu um pouco mais tarde.

- Quando? – perguntei sentindo sua mão continuar a carícia.

- Isso é um pouco engraçado. – ele disse sorrindo – Você lembra do seu primeiro sutiã? – ele perguntou.

- Sim, claro. – perguntei franzindo a testa e estranhando a pergunta.

- Eu também, rosinha e de lacinho na frente. – ele disse rindo.

- Como você sabe como era meu primeiro sutiã? – perguntei espantada e ele deu uma risada gostosa.

- Por que mamãe e eu compramos juntos. – respondeu me fazendo ficar de boca aberta.

- Eu nunca soube disso!

- Claro que não, mamãe jamais ia te constranger contando essa história. – ele explicou – Na verdade a coisa aconteceu meio por acaso, eu estava precisando comprar umas cuecas e meias novas, então nós fomos no shopping, entramos numa loja de departamentos, passamos primeiro no setor masculino onde peguei o que precisava, depois mamãe me levou para o departamento de lingerie e não me incomodei já estava acostumado com tudo aquilo, com tanta mulher em casa. Mas me surpreendi quando ela disse que estava procurando algo especial pra você, estranhei a princípio e perguntei do que se tratava, foi quando ela confessou que ia comprar seu primeiro sutiã, mas que era uma surpresa e eu tinha que manter segredo. Ela começou a olhar alguns modelos, até que ficou entre um branco e um rosa claro e me perguntou o que eu achava. Olhei a princípio sem saber o que responder e resolvi apontar pro rosa, afinal meninas sempre gostam de rosa. Lembro que ela pediu pra segurar o sutiã um momento, enquanto pegava alguma coisa na bolsa e foi ali naquele momento que eu senti algo muito diferente.

- Diferente? – perguntei curiosa com aquela história surpreendente.

- Sim, comecei a passar os dedos naquele tecido macio e imaginei você usando o sutiã. – ele riu parecendo meio encabulado – E fiquei muito excitado com o pensamento, aquela reação me pegou completamente desprevenido! Lá estava eu, no shopping, com a minha mãe, comprando sutiã e de pinto duro pensando em você usando ele, a situação era surreal! – não tive como dar uma sonora gargalhada imaginando a situação.

- Foi aí que eu comprovei que o que eu sentia por você não tinha nada a ver com o que eu sentia por minhas outras irmãs. Foi um período muito confuso pra mim, tendo que me comportar o tempo todo como se fossemos irmãos e sentindo um tesão encubado por você. – ele disse esfregando o rosto com as mãos – E aí pra piorar começaram os sonhos, acho que por eu não poder fazer nada com você e tendo que estar tão perto de você diariamente, meu subconsciente liberava toda minha frustração nos sonhos.

- E com o que você sonhava? – perguntei.

- Basicamente sonhava estar fazendo tudo o que temos feito até agora, como o que acabamos de fazer por exemplo. – ele disse me olhando intensamente.

- E foram tantos sonhos assim?

- Muitos, incontáveis! – ele disse rindo. – Mas nada se compara com a realidade. – disse apertando suavemente meu bum bum.

- E você, quando foi que sentiu que me queria mesmo? – ele perguntou.

- Te querer, eu sempre te quis. – eu disse pensativa – Mas te desejar mesmo tem dois momentos cruciais.

- Quais? – ele perguntou cheio de curiosidade.

- Bem, o primeiro você vai logo lembrar do episódio, foi quando fiquei menstruada pela primeira vez, lembra?

- Impossível esquecer! Paguei um dos maiores micos da minha vida indo comprar Tampax pra você! – ele disse, fazendo ambos rir.

- Pois é, e você lembra que mais tarde naquele mesmo dia nós passamos a tarde dormindo juntos? – vi-o colocar a mão na testa.

- Claro! Eu cai no sono com você coladinha em mim e você tinha acabado de tomar banho, cheirava tão gostoso! – ele disse fechando os olhos lembrando prazerosamente – Comecei a ter um sonho daqueles! – disse arregalando os olhos pra mim.

- Quando acordei, vi que você estava sorrindo e senti outra coisa também. – ri maliciosa, vendo Rob ficar vermelho.

- Caramba! Foi uma das situações mais constrangedoras que passei! – ele disse – Lá estava eu sonhando estar fazendo um monte de sacanagem com você e acordo, com você me sacudindo e sentindo o que estava acontecendo comigo!

- Foi realmente embaraçoso, pra ambos! – eu disse rindo – Mas também foi naquele momento que percebi como era bom toca-lo e ser tocada por você. – disse passando minha mão por seu braço.

- Você falou que tem dois momentos, qual é o outro? – ele peguntou.

- Bem... – mordi a boca olhando-o – Uma vez, você estava no chuveiro e deixou a porta do banheiro entreaberta.

- Hum... – ele murmurou maliciosamente – E o que aconteceu?

- Eu passei pelo corredor na hora em que você saia do chuveiro e te vi pelo reflexo do espelho do banheiro. Primeiro eu passei rápido, meio constrangida, mas alguma coisa me fez voltar e foi quando a vi pela primeira vez.

- Viu o que?

- Sua bundinha. – respondi baixinho.

- E gostou? – ele perguntou se aproximando mais.

- Preciso responder? Depois saí dali antes que pudesse ser pega e fui pro quarto, tentado esquecer, mas foi impossível! Eu não parava de lembrar e percebi que quando pensava nisso ficava... – não consegui terminar.

Ele percebeu meu embaraço e deu aquele conhecido sorriso matador, escorregou seu corpo até ficar bem por cima de mim, me olhando nos olhos.

- Fala no meu ouvido como você ficava. – ele pediu começando a me acariciar, mas ainda estava indecisa se devia falar. – Fala. – ele insistiu falando baixinho.

Suas mãos acariciavam sugestivamente minha perna, enquanto pressionava meu quadril com o dele, foi o incentivo que eu precisava, aproximei minha boca de seu ouvido.

- Molhada. – disse sussurrando.

Senti sua mão descer entre minhas coxas e seus dedos tocando meu sexo.

- Como agora? – ele perguntou com a voz rouca.

- Exatamente como agora. – respondi com dificuldade pela intensidade do meu desejo.

- E depois? – ele perguntou.

- Depois eu imaginava como seria bom se você me quisesse também.

- Imaginava, é? – disse aproximando o rosto do meu – Então, que tal se eu transformasse agora tudo em realidade?

- Você já tranformou. – respondi beijando seu pescoço – Mas você podia fazer de novo só pra eu não esquecer. – ouvi ele rindo baixinho.

- Então deixa eu caprichar pra gravar isso bem na sua memória. – disse antes de beijar meus lábios apaixonadamente.

esolvemos fazer algo diferente naquele dia, decidimos explorar a ilha de bicicleta, conhecendo os arredores, a população e a cultura local.

Saímos cada um com uma mochila nas costas, procuramos vestir roupas frescas e confortáveis, camiseta, bermuda e um sapato confortável nos pés.

- Pegou tudo? – perguntou Rob quando já estávamos em terra firme.

- Sim, acho que tenho tudo. – respondi dando uma última olhada dentro da mochila – Lembrou de passar o protetor solar? Hoje vamos pegar muito sol.

- Esqueci. – ele respondeu.

Peguei o protetor, andei até ele e coloquei uma pequena quantidade na mão.

- Feche os olhos. – pedi e ele obedeceu.

- Você sabe que se não fizer isso vai ficar todo vermelho e ardido. – expliquei enquanto espalhava suavemente em seu rosto.

- Será que você ainda não descobriu que esse era meu motivo secreto para casar com você? – ele disse rindo, abrindo os olhos e me segurando pela cintura.

- Pra ter alguém para te passar protetor solar? – perguntei rindo – Qual será o próximo motivo, trabalhos forçados? – ele riu.

- Acho que já dei uma boa idéia dos meus outros motivos a noite passada. – ele disse me beijando rápido – Assim como hoje no chuveiro. – disse me beijando novamente, só que mais demorado.

- Acho que está na hora da gente sair. – consegui falar depois de empurrar seu peito gentilmente, eu sabia que se aquele beijo continuasse, íamos voltar pra casa mais rápido do que um raio, sorri ao ouvir seu gemido frustrado.

- Já estou começando a me arrepender desse passeio. – disse fazendo bico.

- A idéia foi sua. – disse ao me afastar para montar na minha bike – Além disso, quem sabe as surpresas que nos aguardam no caminho? – falei enquanto colocava meus óculos escuros e vendo ele sorrir enquanto colocava seu boné.

Conferimos no mapa a direção que seguiríamos e saímos pedalando por Bora Bora.

Fomos contornando a orla, conhecendo outras praias, todas de águas transparentes e lindíssimas, parávamos ocasionalmente tirando fotos, brincando com as crianças que pareciam vir de todos os lados correndo ao nosso lado, alguns moradores acenavam e sorriam simpáticos quando passávamos e retribuíamos da mesma forma. De vez em quando também parávamos para beber água do cantil que tínhamos levado. Tínhamos planejado parar numa cascata que o mapa indicava, pedimos informações algumas vezes, mas estávamos com dificuldade de encontrá-la, pois ficava dentro da mata, já estávamos quase desistindo quando algumas crianças disseram que conheciam o lugar e nos levariam até lá, sorrimos e agradecemos aliviados.

O caminho começou a ficar mais acidentado e tivemos que desmontar e fazer o restante do percurso a pé, empurrando as bicicletas, depois de passar por um caminho apertado entre as árvores, saímos numa pequena clareira e vislumbramos a linda cascata.

O lugar era deslumbrante, rodeado de vegetação nativa, com lindas flores tropicais e pássaros coloridos ao redor da pequena lagoa azul formada pela queda d'água.

Andamos até beira d'água completamente encantados, tirei uma toalha da bolsa e coloquei na areia para podermos sentar.

- Que lugar incrível! – ele murmurou.

- Não podíamos ter escolhido melhor lugar para descansarmos. – concordei.

Estava faminta, já passava um pouco de meio dia, tirei da mochila os sandwiches que tínhamos levado, entreguei dois pra ele e começamos a comer com vontade enquanto assistíamos algumas crianças nadarem na lagoa.

Depois de comer, nos deitamos juntos na toalha, sentido a brisa suave nos refrescando e vendo o céu muito azul sobre nossas cabeças.

- As vezes ainda não acredito que estamos juntos aqui. – eu disse.

- Parece um sonho. – ele concordou.

- Só você e eu, sem ninguém para atrapalhar, cobrar ou vigiar. – desabafei.

- Bem, quase ninguém. – ele disse sorrindo apontando pras crianças.

- Elas não me incomodam. – sorri em resposta – Gosto de crianças.

Ele ficou me olhando por um tempo parecendo pensativo, depois me puxou para que eu colocasse minha cabeça em seu ombro, enquanto me abraçava.

- Você pensa em ter filhos? – ele perguntou de repente, me surpreendendo.

- Sim, claro que sim. – disse cautelosa – Mas não agora.

- Também quero ter filhos, mas a longo prazo. – ouvi ele dizer – Quantos você quer?

- Ah, não sei. Não parei pra pensar nisso ainda. - disse distraída – Por que, quantos você quer ter? – ouvi ele rindo

- Quero ter uma ninhada! – virei a cabeça para olhar seu rosto risonho.

- Ninhada? Por acaso somos gatos? – falei de boca aberta.

- Ah, maneira de dizer! – ele disse rindo – Mas eu gosto de casa cheia, pelo menos três nossos e talvez possamos adotar mais dois.

- Desse jeito não vamos parecer gatos, mas sim coelhos! – falei rindo – Nunca pensei que você tinha essa vontade toda.

- Tenho sim, mas como falei são planos pro futuro, depois que trabalhar bastante, tiver uma carreira mais segura para sustentar uma família. – ele explicou – Quero todos com o seu cabelo.

- Ah, não vai ter graça! Quero um que seja sua cópia! – disse brincando.

- Então ta bom, combinamos assim, vamos ter um igual a você, outro igual a mim e o terceiro vai ser uma mistura, pode ser?

- Perfeito! – disse rindo.

- Sabia que te amo muito, Sra. Pattinson? – ele disse aproximando o rosto do meu.

- Não mais do eu te amo, Sr. Pattinson – respondi completamente enternecida.

Viramos de frente um pro outro, nos abraçando, olhei aquele rosto tão amado, memorizando cada detalhe, sua testa pequena, as sobrancelhas cheias que ele dizia não gostar, seus olhos azuis que dependendo da luz ficavam esverdeados como agora, seu nariz, sua boca rosada, pequena, perfeita. Ele me olhava e parecia estar fazendo o mesmo. Aproximei mais meu rosto e beijei sua testa, corri os lábios por sua têmpora, fui para seus olhos, passei por suas bochechas, ele ficou o tempo todo de olhos fechados, aproveitando cada carinho, segui para seu queixo e parei em frente a sua boca entreaberta, aspirei seu hálito antes de cobrir com os meus lábios os dele que aguardavam ansiosos.

Nos beijamos com suavidade e carinho, brinquei com sua boca, passando minha língua por seu lábio superior antes de sugar o inferior, prendendo-o entre meus lábios. Ele fazia o mesmo comigo, nossas línguas se encontrando sem pressa, numa dança lenta e sensual, enquanto sentia ele me abraçando mais forte.

Fomos interrompidos por várias risadinhas, paramos de nos beijar, mas continuamos abraçados e olhamos para as crianças que olhavam pra nós e estavam rindo e apontando, rimos com elas.

- Já tinha até esquecido que não estávamos completamente sozinhos. – ele disse.

- Vamos nadar? – sugeri.

- Vamos! – ele aceitou alegre.

Já tínhamos vindo com nossas roupas de banho por baixo, então foi só tirar as camisetas e bermudas e cair na água. Nadamos tranquilamente naquela piscina natural e senti como se fossemos Adão e Eva no Jardim do Éden. Passamos várias horas ali, nadando, brincando, tirando muitas fotos, minhas, dele, com as crianças, subindo até o topo da cascata e nos atirando lá de cima, pura diversão.

Bem mais tarde, as crianças se despediram, agradecemos por sua ajuda e ficamos completamente sozinhos naquele pedaço de paraíso.

Continuamos na água, fiquei boiando, enquanto ele me apoiava com suas mãos, gentilmente me rodopiando ou me carregando de cá pra lá sob a água. Nunca fui tão feliz, nunca me senti tão relaxada, tranqüila, completa. Ele me puxou, pegando-me no colo, segurei-o pelo pescoço, encostando minha cabeça em seu ombro, suspirando de puro contentamento. Ele soltou minhas pernas para que eu ficasse de pé, estávamos numa parte rasa da lagoa, a água batia um pouco abaixo dos meus seios. Eu o abracei apertado, enquanto ele tirava o cabelo molhado do meu rosto, antes de me segurar pela cintura. Lentamente nossos lábios se aproximaram e continuamos o beijo que havia sido interrompido anteriormente, um beijo lento, gostoso, nossas línguas se explorando demoradamente, enquanto o abraçava mais apertado.

Sentia suas mãos subindo e descendo por minhas costas, minhas mãos também não ficaram paradas e acariciavam seu peito e o beijo mudou de intensidade, se tornando mais urgente, mais rápido, quase desesperado. Ele parou o beijo, arfando pesadamente.

- Marina, você me deixa maluco! – ele murmurou antes de voltar a me beijar.

Senti suas mãos se tornarem mais audaciosas e me preocupei, não devíamos continuar com aquilo por mais tempo, se continuássemos assim eu sabia onde aquilo nos levaria e não tinha vindo preparada. Quando senti suas mãos em minhas costas tentando abrir o laço que prendia a parte de cima do meu biquíni, parei de beija-lo na hora.

- Espera, amor. – falei com a respiração irregular – Acho melhor a gente parar.

- Mas está tão gostoso. – ele disse me beijando rapidamente.

- Também estou achando uma delícia mas não vim preparada. – expliquei.

- Você não veio, mas eu vim. – ele disse piscando um olho.

- Como assim? – com um sorriso maroto, vi-o levar a mão ao bolso de trás da bermuda e tirar um pacotinho bem conhecido e sacudir na minha frente, meu queixo caiu.

- Meu amor, de agora em diante, sempre que eu sair com você vou estar prevenido. – ele disse sorrindo.

- Mas se aparecer alguém? – falei olhando pros lados.

- Vem, vamos mais pro fundo. – ele disse me puxando.

Foi a transa mais louca que eu tive com o Rob, era um tal de entra na água, sai da água, puxa, sobe, desce, esfrega, terminei completamente exausta.

Catei meu biquíni que estava boiando na água, vesti e me joguei na toalha, fechando os olhos, logo em seguida ele fez a mesma coisa, deitando-se do meu lado. Ficamos um bom tempo em silêncio, descansando.

- Acabamos de realizar uma das minhas maiores fantasias sexuais, sabia? – ele perguntou.

- Sério? – eu disse abrindo os olhos e ele apenas sorriu.

- Você tem alguma fantasia? – ele perguntou ainda de olhos fechados.

Fiquei pensando, tentando decidir o que responder, até que uma idéia me veio a mente.

- Acho que sim. – respondi.

- Me conta. – ele pediu.

- Lembra da aposta que fizemos e que você trapaceou para ganhar? – ele abriu os olhos e riu.

- E não me arrependo.

- Pois é, se eu tivesse ganho eu ia te pedir para fazer algo pra mim.

- O que?

- Você já assistiu o filme "Negócio Arriscado" com o Tom Cruise? – perguntei.

- Já. – ele respondeu curioso.

- Lembra daquela parte que ele está sozinho em casa e ele dança na sala? – Rob arregalou os olhos finalmente compreendendo aonde eu queria chegar – Pois é, minha fantasia era ver você dançando igualzinho só pra mim.

- Nossa, do jeito que eu danço "bem", você não ia ficar excitada, você ia era cair na gargalhada!

- Seu bobo! – falei rindo voltando a fechar os olhos.

- Peraí! – ouvi ele dizer me fazendo abrir os olhos novamente – Você tem fantasias sexuais com o Tom Cruise? – ele disse se sentando.

- Ai, caramba! – falei virando os olhos – Não são fantasias com o Tom Cruise, são fantasias com VOCÊ no lugar dele, entendeu?

- Ah, bom! Eu não quero nem saber da mínima possibilidade de você pensar em outro cara que não seja eu! – ele disse apontando pro próprio peito.

- Nossa, que maridinho ciumento que eu fui arrumar! – disse me erguendo para beija-lo rapidamente nos lábios.

- Vai se acostumando, sou possessivo, não divido você com ninguém. – disse me puxando forte pelos braços de encontro a seu peito – Você é minha Marina Pattinson, só minha. – disse me beijando de um jeito que não deixava nenhuma dúvida sobre o que tinha dito.

Pouco depois resolvemos sair dali, agora que conhecíamos o caminho voltaríamos pra casa mais rápido.

Empurramos nossas bicicletas até sair da mata e chegarmos na praia, já íamos monta-las quando um menino se aproximou de nós, com uma senhora idosa segurando seu braço.

Falando inglês com um forte sotaque o menino nos pediu dinheiro explicando que em troca sua avó que era adivinha nos diria nosso futuro. Rob fez sinal para que os ignorasse e fossemos embora, mas ao olhar a pobre senhora cega, de cabelos brancos e pele enrugada, me comovi. Tirei do bolso um trocado e estendi para o menino, ele agradeceu sorrindo, dizendo que sua avó precisava tocar minha mão para fazer a previsão e que como ela não falava inglês, ele faria a tradução.

Estendi minha mão, o menino pegou a mão de sua avó e guiou-a até encostar na minha, embora fosse muito idosa, senti ela segurar na minha com firmeza. Ela ficou por um tempo em silêncio até que começou a falar em seu próprio idioma.

- "Muito cedo de ti tudo foi retirado." – o menino traduzia – "Mas o Destino lhe recompensou logo depois repondo aquilo que havia sido perdido." - eu e Rob nos olhamos surpresos.

- "O Destino também muito cedo trouxe-lhe o amor verdadeiro" – o menino continuou – "Sua alma gêmea sempre esteve a seu lado e sempre estará." – agora eu e Rob sorrimos uma para o outro.

- "Você agora vive os dias de glória, do auge desse amor." – ele continuava – "Viva intensamente cada um desses dias de luz e sol, pois se aproxima a tempestade, vejo uma tormenta se formar no horizonte e depois dela virá a escuridão, tão densa que parecerá que o sol deixou de existir." – senti Rob segurar minha mão.

- Vem, vamos embora. – ele disse preocupado.

- Não, espera, quero acabar de ouvir. – o menino nos olhava assustado nos pedindo desculpas. – Termine, por favor. – eu pedi.

- "Só o amor, a fé e a esperança poderão resgata-la da escuridão, o Destino lhe dará uma oportunidade de encontrar a saída, mas preste atenção aos sinais, pois se não estiver atenta poderá ser tarde demais e ficará perdida para sempre. Ouça seu coração e o sol nascerá novamente!"

Eu mal conseguia respirar de tão tensa, perguntei se havia algo mais, o menino perguntou a sua avó que negou com a cabeça, em seguida ele se desculpou novamente e se afastaram, eu tremia.

- Você está bem? – perguntou Rob me abraçando – Não acreditou, não é mesmo?

- Não sei, ela não me conhecia e no início disse coisas que realmente aconteceram comigo. – falei assustada.

- Esqueça, está bem? – ele pediu enquanto me abraçava apertado – Nada vai acontecer, vamos continuar juntos e felizes. – apertei meu rosto em seu peito.

- Promete?

- Não há força no Universo que me faça desistir de você. – ele prometeu solenemente e segurou meu rosto em suas mãos, olhando-me nos olhos – Não há escuridão capaz de afastar você de mim, somos um, esqueceu?

- Sim, somos um. – disse me acalmando.

- Vamos, não fique assim, isso é só um truque para impressionar turistas ingênuos como nós. – ele disse sorrindo.

- Você está certo, estou sendo tola, não é mesmo? – disse sorrindo levemente.

- Só esqueça e vamos viver um dia de cada vez. – disse me beijando suavemente.

Voltamos a montar em nossas bicicletas e pedalamos rápido ao deck onde um barco nos levaria de volta pra casa.

POV – Robert

Chegamos em nossa casa flutuante no final da tarde e embora ainda sorríssemos e brincássemos um com o outro, podia senti-la tensa o restante da noite.

Procurei manter o clima descontraído de sempre, mas as vezes eu a pegava olhando para o vazio, a expressão séria, preocupada, tensa. Aquele episódio com o menino e a vidente tinham mexido mais com ela do que imaginava, confesso que também tinha ficado impressionado, fiquei todo arrepiado conforme a mulher idosa falava e o final trágico foi assustador, parecia que dito naquele idioma estranho ganhara um tom de veracidade sobrenatural.

Mas é claro, que ao sair dali, procurei apagar tudo da mente e voltei a me concentrar em nós.

Tinha sido um longo dia e estávamos cansados, fomos cedo pra cama, resolvi pegar o violão e tocar pra ela até que dormisse, observei que ela ia relaxando deitada ao meu lado, vi-a bocejar, seus olhos se fecharam devagar e logo ouvi sua respiração tranqüila revelar que já estava adormecida. Coloquei o violão de lado, apaguei a luz e deitei a seu lado abraçando-a. Ao senti-la segura e protegida em meus braços, senti que nada poderia nos separar, eu não permitiria que nada ficasse entre nós. Vencido pelo cansaço também cai num sono profundo.

Acordei com seus gritos, ela estava agitada, os braços estendidos como se tentasse agarrar alguma coisa, estava tendo um pesadelo.

- Marina, acorda. – chamei devagar.

Segurei seus braços, esfregando de cima a abaixo, tentando acorda-la.

- Acorda, meu amor. – insisti.

Aos poucos ela abriu os olhos, respirando rápido, olhando ao redor assustada e imediatamente começando a chorar. Segurou-se em mim parecendo desesperada.

- Por favor, não me deixe ir. – dizia entre soluços.

- Ir? Nunca vou te deixar sair de perto de mim. – garanti.

Sentei-me na cama e ela sentou-se em cima de mim, me abraçando pelo pescoço com seus braços e na cintura com suas pernas.

- Não me deixe entrar lá. – ela repetia sem parar.

- Entrar aonde?

- Na caverna. – disse com dificuldade – Estava perdida numa caverna, tão escuro, eu chamava por você, ouvia sua voz mas não te encontrava.

- Está tudo bem agora, foi só um pesadelo. – disse esfregando suas costas.

- Não me deixe entrar lá. – ela repetiu.

- Não vou deixar. – prometi.

Ela me abraçou com força, enterrando o rosto em meu peito e segurei-a forte junto a mim.

- Me abrace mais forte. – ela pediu – Me faça esquecer.

Continuei abraçando-a apertado, até que senti seus lábios correndo por meu peito, suas mãos se tornando frenéticas por meu corpo.

- Calma amor, está tudo bem agora, está segura. – disse tranqüilizando-a.

- Me faça esquecer. – ela dizia.

Senti seus lábios em meu pescoço, beijando com ardor e desespero, talvez aquilo não fosse boa idéia, ela parecia tão abalada, não parecia certo fazer aquilo, parecia que estava me aproveitando de sua fraqueza.

- Espera, amor. – eu disse.

- Não. – ela disse firme – Me faça esquecer.

E para demonstrar claramente a que se referia começou a mover os quadris sugestivamente em cima do meu.

- Oh... – eu gemi – Espera amor, não acho uma boa idéia agora.

- Me faça esquecer. – ela insistiu, pressionando ainda mais seu quadril no meu, movendo-se sinuosamente em cima de mim.

- Hum... – gemi de novo – Não é melhor a gente conversar primeiro?

- Não, preciso de você, agora! – e me calou com um beijo arrebatador.

Não consegui mais me controlar, correpondi ao seu beijo ardente, enquanto sentia suas mãos percorrendo meu peito, em seguida ela arrancou a camisola jogando de lado, voltando a me beijar com vontade. Ela continuava a mexer os quadris, me enlouquecendo com seus movimentos.

- Deixa eu tirar a calça. – falei pra ela.

Ela desmontou de mim aproveitando para tirar rápido sua calcinha, enquanto eu arrancava rápido a calça e chutava longe. Peguei a camisinha na mesa ao lado, coloquei e deitei por cima dela, me posicionando entre sua pernas, ela estava pronta, úmida.

Entrei dentro dela, sentindo ela estremecer e comecei os movimentos. Ela gemia gostoso em meu ouvido e senti ela estremecer de novo.

- Espera por mim. – falei – Quero que a gente chegue junto.

- Minha nossa! – ela murmurou tentando se segurar.

Continuei os movimentos, ela me apertava forte, enterrando seus dedos em minhas costas e abraçou-me com a pernas.

- Oh, Rob... – ela murmurou – Estou quase lá...

- Eu sei, mas espera, estou quase chegando.

Intensifiquei os movimentos, fazendo ela gemer e morder os lábios.

- Não dá mais, agora! – ela avisou.

- Agora! – concordei, sentindo ela estremecer inteira, junto comigo em perfeita sincronia.

Deitei a seu lado e fiicamos ali, abraçados um bom tempo, acariciando seus cabelos, até que adormecemos de novo.

Acordei na manhã seguinte, sentindo suas mãos em minhas costas, olhei seu rosto e ela parecia tranqüila.

- Quer conversar agora? – perguntei.

- Desculpe por ter te atacado ontem a noite. – ela disse ficando vermelha.

- Não precisa pedir desculpas por isso. – disse sorrindo – Pode me atacar quantas vezes quiser. Você está bem?

- Sim, agora estou. – ela respondeu.

- Você teve um pesadelo, parecia tão assustada.

- Eu fiquei mesmo. – ela confessou – Mas agora na luz da manhã, tudo passou.

- Mesmo?

- Mesmo. – ela disse olhando-me nos olhos – Não quero mais pensar nisso, hoje é nosso último dia e quero aproveitar ao máximo com você.

- Sim, nosso último dia. – falei pensativo.

- Vamos prometer uma coisa um pro outro?

- O que? – perguntei.

- Vamos fazer desse um dia inesquecível! – ela sugeriu.

- Vamos! – concordei sorrindo diante da sua animação – E qual a primeira coisa que você que fazer para começarmos esse dia inesquecível?

- Te atacar! – disse antes de pular em cima de mim.

Atenção senhores passageiros, do vôo 174 com destino a Londres, já vamos partir, apertem os cintos!

Passamos o restante do dia em casa mesmo, se curtindo, e mergulhando por ali. Embora tentássemos disfarçar, rindo e brincando, sentíamos um clima melancólico no ar, afinal era nosso último dia, no dia seguinte pela manhã partia nosso avião, rumo a nossa casa e a realidade.

Estava bastante preocupada quanto a esse ponto, se antes já era tão difícil esconder nosso segredo, mantendo aquela fachada, agora tudo se tornava muito pior, nosso relacionamento tinha se desenvolvido e fortalecido e não só na intimidade física, pois agora emocionalmente estávamos conectados de uma forma ainda mais profunda e permanente.

Eu necessitava dele como precisava de ar para respirar, ele era meu oxigênio, meu combustível para continuar prosseguindo, meu sol em dias nublados, garoa em dias quentes e o que me mantinha aquecida em noites solitárias.

E o sexo, o minha nossa! As vezes eu pensava se eu era normal ou se não tinha algum desvio de personalidade, como podia uma pessoa querer a outra o tempo todo como eu? Era só ele me tocar que eu já sentia minha respiração acelerar, o coração começava a bater mais rápido, as mãos suavam, eu não conseguia pensar direito quando olhava naqueles olhos e quando sua boca me tocava eu ficava em chamas. Tornei-me completamente viciada nele e sem chance de reabilitação.

Então como ia ser continuar morando na mesma casa, mas sem poder demonstrar tudo isso? Tendo que se controlar o tempo todo, cada gesto, cada toque, cada palavra, cada olhar, eu estava na dúvida por quanto tempo mais conseguiria me refrear, pois amá-lo e expressar esse amor era vital para continuar existindo, sem ele minha vida agora não faria o menor sentido.

Decidimos fazer algo diferente aquela noite, observando a programação que o Resort nos oferecia, vimos que havia uma enorme casa noturna na sede do hotel e naquela noite a pedida era karaokê, fiquei logo animada, eu adorava karaokê!

A noite estava linda, soprava uma brisa deliciosa impregnada com o doce perfume das flores noturnas. A brisa fazia rodopiar levemente o vestido branco que usava, a cor valorizava maravilhosamente o bronzeado que eu tinha adquirido e Rob não parava de me elogiar. Ele também estava irresistível com aquela camisa azul clara e calça bege, estava tão diferente do que costumava usar em Londres, sempre de preto, mas aquele clima tropical realmente pedia cores mais suaves e ele conseguiu ficar ainda mais irresistível com aquela mudança no vestuário.

Assim que chegamos reparamos que o local estava cheio, em grande parte por casais de todas as idades, o que não era surpresa, afinal num lugar romântico como aquele, o que não faltava eram casais em lua do mel, como era o nosso caso.

Encontramos uma mesa vazia, num canto e ficamos ali, de mãos dadas, observando ao redor, até que se aproximou um garçom perguntando o que queríamos beber.

- Como hoje é nossa última noite, que tal experimentarmos algo diferente? – ele me perguntou sorrindo.

- Pode ser! – disse animada – O que sugere?

- Tequila, já provou?

- Não, mas se quiser pode pedir. – falei sorrindo.

Ele então se virou para o garçom, que anotou os pedidos, voltando logo em seguida com o que havíamos solicitado.

- Pode deixar a garrafa. – disse Rob para o garçom, me surpreendendo.

- Agora vou te ensinar o ritual para se realmente beber tequila com categoria. – ele disse alegre – Faz junto comigo. – ele avisou.

Primeiro ele pegou o saleiro, virando uma pequena quantidade de sal na mão, perto do polegar, em seguida ele lambeu o sal e olhou pra mim esperando que eu seguisse o seu exemplo, mesmo achando bobo tudo aquilo fiz como ele pediu. Depois ele virou o copinho cheio de tequila de uma vez só, fazendo uma ligeira careta quando engoliu, em seguida pegou uma pequena rodelinha de limão que tinha num prato a seu lado e chupou. Olhou pra mim soltando um sol alegre e bateu a mão na mesa. Então fiz o mesmo, virei o copinho, sentindo aquilo queimar como fogo descendo pela minha garganta, me fazendo tossir um bocado, o que fez Rob dar uma boa risada, ele me estendeu o limão, que eu peguei fazendo uma careta ao chupar o caldo azedo.

- E então, o que achou? – perguntou curioso

- Forte e diferente. – respondi – Mas de uma maneira muito estranha, todos os sabores juntos realmente combinam. – disse surpresa.

- Então vamos pra próxima dose! – ele disse alegre e repetimos tudo mais uma vez.

Embora tivesse gostado da novidade, achei melhor não continuar muito com aquilo, não tinha hábito de beber e a bebida era bem forte.

Algumas pessoas já cantavam no karaokê se revezando, a maioria nos fazendo rir quando desafinavam ou erravam a música e alguns poucos mais talentosos, ganhavam o aplauso de todos.

Depois do Rob beber sua sexta dose de tequila, eu tinha parado na terceira, me virei pra ele e propus sermos os próximos.

- Cantar? Está falando sério? – ele perguntou arregalando os olhos.

- Claro que estou! Você não imaginou que eu viria a um karaokê só pra ficar olhando, né? – pude ver pela cara que ele fez que era exatamente isso que ele tinha pensado.

- Não sei, acho que todo mundo vai rir da gente. – ele disse meio sem graça.

- E daí? – eu desafiei – Todo mundo que vai num karaokê, vai pra isso mesmo, rir uns dos outros, cantar juntos, isso é uma brincadeira, ninguém aqui está pensando em ganhar um Grammy!

Ele ficou pensativo, ainda na dúvida.

- Ah, vamos amor! – eu insisti – Só uma musiquinha, vai! – ele me olhou indeciso.

- Por favor. – disse fazendo biquinho e olhando suplicante, ouvi ele suspirar.

- Ai, você sabe que quando faz essa carinha, não consigo dizer não, né? – ele disse antes de me beijar rapidamente.

Sorri feliz com sua resposta e me preparei para levantar.

- Peraí! Deixa eu tomar outra dose, só para me dar mais coragem. – ele pediu.

Aguardei ele terminar seu ritual, virando mais um copinho.

- Pronto?- perguntei me levantando.

- Droga! Vamos logo, antes que eu mude de idéia! – disse me acompanhando.

Andamos até o pequeno palco que ficava no centro do enorme salão e pedi a lista de músicas disponíveis ao responsável. Comecei a ler, procurando algo legal para cantarmos, até que uma música me chamou a atenção e me decidi.

- Essa aqui. – falei, motrando pro Rob.

- Logo essa? – ele perguntou de olhos arregalados – Mas essa é muito brega!

- Qual a graça de ir num karaokê e não cantar música brega? – disse sorrindo – Pra isso que existem os karaokês, baby! Para se cantar toneladas de música brega e pagar muito mico. – disse beijando-o levemente e rindo de sua cara desamparada.

Virei pro DJ indicando o que queríamos, ele selecionou a música no equipamento e fez sinal para que nos posicionássemos em frente ao enorme telão.

- Preparado? – perguntei pegando meu microfone.

- Nenhum um pouco. – ele disse.

- Nervoso?

- Apavorado! – ele confessou – Ai, Marina as coisas que eu faço por você... Só te amando muito mesmo pra me fazer subir aqui!

- Deixa de fazer drama! Quer apostar quanto que no final, você vai até gostar? – eu disse e ele não respondeu se limitando e segurar seu microfone com força e olhando fixamente para a tela na nossa frente.

Ouvi a melodia familiar começando e logo seguiram-se aplausos do pessoal nas mesas aprovando a escolha, sorri e cantei sozinha a primeira estrofe.

Link para música: .com/watch?v=BJ4wDIs21Mk

Making Love Out of Nothing at All (Fazendo Amor Em Troca de Nada) - Air Supply

Eu sei muito bem como sussurrar, e sei exatamente como chorar
Eu sei bem onde encontrar as respostas e sei muito bem como mentir
Eu sei como fingir, e sei como tramar
Eu sei a hora de encarar a verdade
E então sei muito bem quando sonhar
E sei exatamente onde te tocar
E sei o que provar
Sei quando devo puxar você para perto, e sei quando devo soltar você
E eu sei que a noite está acabando, e eu sei que o tempo vai voar

Como aquela música era muito popular o pessoal que assistia estava super animado.

Agora era vez do Rob, ele estava vermelho, passou a mão na testa suada e começou cantando meio inseguro.

E eu jamais vou te dizer tudo que tenho para te dizer
Mas eu sei que tenho que tentar
E eu conheço os caminhos da riqueza, e conheço os caminhos da fama
Eu conheço todas as regras e então sei como quebrá-las
E eu sempre sei o nome do jogo

Agora eu e Rob cantávamos juntos e para nosso espanto todo mundo no salão cantou junto conosco.

Mas eu não sei como te deixar
E jamais te deixarei cair
E não sei como você consegue
Fazer amor em troca de nada
Em troca de nada (fazendo amor)
Em troca de nada (fazendo amor)

Em troca de nada (fazendo amor)
Em troca de nada (fazendo amor)
Em troca de nada (fazendo amor)

A próxima estofe eu voltei a cantar sozinha.

Toda vez que te vejo todos os raios do sol
Estão passando pelas ondas de seus cabelos
E toda estrela no céu estão mirando teus olhos como um holofote
Os batimentos do meu coração são como um tambor
Que está perdido e procura um ritmo como você
Você pode tirar a escuridão das profundezas da noite
E transformá-la numa luz que brilha infinitamente
Eu tenho que seguí-la, pois é tudo que conhço
Não é coisa alguma até ter dado a você

O pessoal não parava de acompanhar a música batendo palmas no mesmo ritmo. Olhei pro Rob e ele tinha se descontraído, mexendo o corpo na batida da música. Quando voltou a cantar sozinho a estrofe seguinte, ele soltou completamente o gogó e a platéia delirou.

Eu posso fazer a corrida ou tropeçar, posso decidir o tempo final
Eu posso executar todos os dribles, ao som do apito
Eu consigo fazer todos os estádios vibrarem, posso fazer esta noite durar para sempre
Ou posso fazê-la desaparecer ao amanhecer
Eu posso te fazer todas as promessas que já foram feitas
E posso fazer todos os seus demônios desaparecerem

Cantamos juntos a estrofe seguinte, de mãos dadas, e todo mundo no salão ergueu os celulares abertos, mexendo os braços de um lado para o outro, cantando conosco

Mas nunca vou conseguir sem você
Você realmente quer me ver rastejar?
E jamais vou conseguir como você consegue
Fazer amor em troca de nada
Em troca de nada (fazendo amor)
Em troca de nada (fazendo amor)

Em troca de nada (fazendo amor)
Em troca de nada (fazendo amor)
Em troca de nada (fazendo amor)

Foi um final apoteótico, a platéia nos cobriu de aplausos e gritaram animados, quando Rob para encerrar com chave de ouro me agarrou, me dando um beijo apaixonado na frente de todos.

- É isso aí! – ouvi alguém gritar.

Voltamos para nossa mesa sentido tapinhas nas costas e agradecemos animadamente.

- Foi demais! – ele falou assim que nos sentamos.

- Eu não disse? – disse observando o brilho em seus olhos.

Ele pegou minha mão, beijando-a carinhosamente e ficamos assim por um bom tempo, olhando um nos olhos do outro, aproveitando aqueles últimos momentos de felicidade.

Ficamos ouvindo outras pessoas cantando, alguns em duplas como nós, outros sozinhos. Enquanto isso pedimos alguns petiscos, resolvi pedir uma Coca, mas Rob continuava virando a tequila. Podia ver que ele estava ficando estranhamente alegre, um pouco mais do que de costume, falando mais alto e se desenibindo. De repente, ele virou prá mim e disse:

- Vou voltar, lá! – disse apontando pro palco, eu quase engasguei ao vê-lo levantar, já estava me levantando também quando ele me segurou pelos ombros, me mantendo na cadeira.

- Não, essa quero cantar sozinho. – ele disse piscando um olho.

Assisti ele se dirigir firme até o DJ, ele disse alguma coisa no ouvido dele, em seguida fez um sinal afirmativo com a cabela pro Rob que deu um largo sorriso. O que será que ele estava tramando?

Vi Rob subir no palco, pegar o microfone e no segundo seguinte todos o observavam, ouvi ele pigarreando e dizendo em seguida:

- Dedico essa música a minha esposa linda e perfeita, que está sentada bem ali! – disse apontando na minha direção e espantada senti um holofote imenso bem em cima de mim.

Mas nada me podia preparar para quando ouvi os primeiros acordes da música que o Rob escolheu cantar, ele tinha achado a música que escolhi brega, mas a música que ele escolheu era a rainha das músicas bregas. Só mesmo muito alto para ele escolher cantar aquilo! Mas eu não estava nem aí, ele era meu marido e ia cantar aquela música escandalosamente romântica e ridícula pra mim, nada mais importava!

Link para a música: .com/watch?v=dMqgui0hPVU

The Power Of Love ( O Poder do Amor) - Air Supply

Os sussurros na manhã dos amantes dormindo abraçados
Estão rolando como trovão agora enquanto eu olho em seus olhos
Eu seguro em seu corpo e sinto cada movimento que você faz
Sua voz é calorosa e meiga
Um amor que eu não podia abandonar

Porque você é a minha dama - E eu sou o seu homem
Sempre que você me alcançar - Farei tudo o que eu puder

Perdido é como estou me sentindo deitado em seus braços
Quando o mundo exterior é muito pra lidar
Isso tudo acaba quando eu estou com você
Ainda que possa haver vezes - Que pareça que estou longe
Nunca pergunte onde estou - Porque eu estou sempre ao teu lado

Porque você é a minha dama - E eu sou o seu homem
Sempre que você me alcançar - Farei tudo o que eu puder
Estamos caminhando para algo
Em algum lugar que eu nunca estive
Às vezes eu estou assustado
Mas estou preparado para aprender
O poder do amor

O som do seu coração batendo – Se fez claro de repente
O sentimento que eu não consigo prosseguir - Está a anos-luz

Estamos caminhando para algo
Em algum lugar que eu nunca estive
Às vezes eu estou assustado
Mas estou preparado para aprender
O poder do amor

- Agora quero ver todo macho apaixonado nesse salão cantando junto comigo! – ouvi Rob para meu espanto gritar para a galera e o salão veio abaixo com as inúmeras vozes masculinas cantando com força.

Estamos caminhando para algo
Em algum lugar que eu nunca estive
Às vezes eu estou assustado
Mas estou preparado para aprender
O poder do amor

- Te amo, Marina Pattinson! – ele gritou no final para delírio da galera que aplaudia sem parar.

Eu chorava de boca aberta, completamente emocionada, olhava aquele homem lindo, charmoso e sensível, que caminhava em minha direção sorrindo pra mim, me fazendo sentir especial só de olhar em seus olhos e esse homem era meu e eu queria ele agora! Foi quando tive uma idéia, chamei rapidamente o garçom e pedi algumas informações.

POV – Robert

Enquanto caminhava de volta pra mesa, vendo Marina chorando sem parar, me sentia completamente livre, parecia flutuar em sua direção, ainda estava completamente envolvido pela música que tinha acabado de cantar.

Vi-a se levantar, quando me aproximei ela me abraçou apertado, me dando um beijo que me fez arder do alto da cabeça até o pés.

Quando nossos lábios se separaram, ela pegou minha mão e sussurrou:

- Vem comigo. – eu iria com ela pra qualquer lugar.

Saimos do salão, indo para um canto afastado de todos, entramos num correodor mal iluminado onde transitavam poucas pessoas, ela abriu uma porta, entrando num lugar e me puxando com ela.

Olhei ao redor surpreso ao constatar que estávamos no banheiro feminino, virei-me em sua direção e vi-a trancar a porta.

- O que viemos fazer aqui? – perguntei colocando as mãos na cintura.

- Você conhece lugar mais perfeito do que esse para encerrar essa noite? – perguntou se aproximando.

- Um banheiro público? – perguntei sorrindo.

- Muito apropriado na minha opinião. – ela disse sedutora – Quero terminar essa noite, onde tudo começou e ir até ao final aquilo que só começamos.

Ela parou bem perto de mim, colocou a uma mão em meu peito me empurrando, andei um pouco até sentir uma parede fria atrás de mim. Ela me abraçou pelo pescoço, grudando seu corpo no meu, erguendo os lábios convidativamente.

- Uma vez você me perguntou se eu tinha alguma fantasia. – ela murmurou – Que tal realizar uma delas agora?

Olhei em seus olhos completamente fascinado, levantei uma mão tocando seus cabelos, segurando firme sua cabeça, com a outra mão segurei sua cintura puxando-a pra mim e no segundo seguinte devorei sua boca com a minha.

A paixão corria feroz por minhas veias, nos espremiamos um contra o outro com desespero, passava minhas mãos por seu corpo ansiando por sentir sua pele em meus dedos.

Sentia suas mãos desabotoando minha camisa, enquanto as minhas procuravam o zíper atrás de seu vestido, encontrei e logo comecei a abrir. Coloquei minhas mãos em seus ombros puxando as mangas pelos seus braços, fazendo cair no chão a seus pé passava suas mãos por meu peito de cima a baixo, beijando meu pescoço e ombros. Encontrei o fecho de seu sutiã em suas costas, abri-o e puxei as alças, tirando e jogando no chão.

Desci minhas mãos por suas costas, me deliciando com sua pele macia e delicada, senti suas mãos abrindo o cinto da minha calça, passando em seguida para o botão e depois para o zíper. Agindo rápido, segurei as laterais de sua calcinha e puxei até seus tornozelos, vendo-a chuta-lá com os pés pro lado. Fiz o caminho de volta bem devagar, beijando suas coxas, subindo para seu ventre enquanto apertava gostosamente sua bunda, ela me segurava pelos cabelos gemendo baixinho, ouvi-a gemer com vontade quando minha boca tocou seus seios, sugando-os a princípio levemente, mas depois com mais força ao senti-la arquear as costas ao meu encontro. Continuei subindo, beijando seu pescoço e orelha. Olhei seu rosto, os olhos estavam febris, cheios de desejo e aquilo me fez queimar, segurei firme suas nádegas e a suspendi, fazendo-a pular e envolver meus quadris com suas pernas. Abraçando-me pelo pescoço, sustentei-a enquanto atravessava o banheiro, pressionando-a de encontro a porta.

- Pega a camisinha no bolso de trás. – sussurrei em seu ouvido.

Ela correu suas mãos até alcançar o bolso, pegou o pacote, abriu e me afastei apenas o suficiente para que ela colocasse em mim, depois suas mãos foram para minha cintura, descendo minha cueca e minha calça. Encostei meu quadril no dela, pressionando-a contra a porta e comecei a me esfregar nela, estimulando-a. Ouvi-a gemer com a cabeça pousada em meu ombro, me puxando com força pelas costas. Eu a sentia úmida e quente de encontro a mim, deixando-me louco ao me apertar ainda mais com suas pernas, aumentando a pressão, esfregando toda sua pélvis em mim.

- Oh, Rob... – ela disse olhando em meus olhos – Me possua agora... – implorou respirando com dificuldade.

Segurei seu rosto com uma de minhas mãos, passando o polegar levemente por seus lábios entreabertos, ela o agarrou com seus dentes, o mordeu levemente e em seguida o enfiou na sua boca, sugando e chupando com sua lingua, enquanto me olhava nos olhos, gemi baixinho, aquilo era incrivelmente eró pra dentro dela bem devagar, sentindo cada milímetro de sua caverna secreta, assistindo seus olhos se fecharem de prazer, ela soltou meu dedo e ouvi-a gemer forte, quando cheguei no final. Beijei-a sentindo nossas línguas dançando uma de encontro a outra, enquanto começava a me movimentar.

Céus! Como eu amava e desejava essa mulher! Nada mais fazia sentido sem ela em minha vida. Ela era minha razão de existir, de acordar a cada manhã, de prosseguir e de lutar por nosso amor e por nosso futuro. Sem ela eu deixava de existir, eu não sabia mais quem eu era, eu não tinha mais nome ou identidade, ela me fazia esquecer todo o resto, nada mais tinha importância, a não ser ela.

Olhando agora para seus olhos, eu conseguia enchergar através deles, todo o nosso passado, presente e futuro. Eu conseguia ver em seus olhos nossos filhos ainda não nascidos, eu me via nela, conseguia ver todos os anos de amor que teríamos pela frente, toda uma eternidade juntos. Ela era minha e nada mais importava.

Ela me agarrou com força, mexendo seus quadris no mesmo ritmo que o meu.

- Mais fundo... – ela sussurrou em meu ouvido – Mais rápido... – ela pediu.

- Seu desejo é uma ordem. – gemi no seu ouvido.

Fui com tanta força de encontro a porta, que o som da pancada ecoou pelo banheiro, enquanto ela dava um gritinho. Eu perdi completamente o controle, mexendo rapidamente meus quadris de encontro ao dela, sentindo ela me receber em cada estocada. Nunca tinha visto a Marina tão selvagem, tão fêmea, tão faminta por mim e eu procurei corresponder a todos os seus ardores, enquanto aumentava o ritmo ainda mais, pulsando freneticamente dentro dela. Senti suas unhas se afundando na carne das minhas costas, aquilo com certeza ia deixar marcas, mas não importava, o que importava era a mulher que gemia em meus braços, o que importava era satisfaze-la.

- Oh, Rob... Te amo tanto... – ela disse entre os gemidos.

Então mordendo meu pescoço, senti-a estremecer violentamente de encontro a mim, me permitindo então gozar também logo em seguida, sentindo meu corpo inteiro tremer. Ficamos ali abraçados, ainda sentindo o corpo estremecendo em pequenos choques. Senti meus músculos virarem geléia, de tão mole que estava, encostei minha testa na porta esperando minha respiração voltar ao normal.

Foi então que ainda sem controle do meu corpo, dei um passos pra trás e como minhas calças estavam presas nos meus tornozelos, tropecei e perdi completamente o equilíbrio, caindo de costas no chão duro, trazendo a Marina junto comigo, gritando juntos com o tombo. Isso é que era uma maneira humilhante de terminar uma transa tão fantástica.

Ficamos um segundo olhando um pra cara do outro ainda em estado de choque e a Marina começou a rir.

- Rob, você tinha que ver a sua cara! KKKKKKKK!

- A quer rir de mim, é? Deixa então eu te dar realmente motivos pra rir! – estendi os braços fazendo cócegas em sua barriga, onde sabia ser seu ponto mais sensível.

- Ah, não! – ela se contorcia rindo sem parar – Pára isso é golpe baixo!

Rindo continuei a fazer cócegas mais um pouco até vê-la chorar de tanto rir e párei quando a vi ficando sem ar.

- Está tudo bem? – ela perguntou quando serenou – Nenhum osso atingido?

- Não, só o meu orgulho. – disse sorrindo.

- Deixa eu me levantar. – ela disse antes de desmontar de cima de mim.

Tentamos colocar nossas roupas o mais rápido que conseguimos, pois começamos a ouvir pancadas na porta. Por fim já arrumados, abrimos e nos deparamos com duas senhoras, que ao nos ver sair juntos dali nos olharam chocadas.

O karaokê tinha acabado e agora todos dançavam animados na pista de dança com a música bombando.E assim regados a muita tequila e Coca Cola, nos juntamos aos outros dançarinos.

POV - Marina

Voltamos pra casa animados, especialmente o Rob que completamente alto, estava elétrico e veio cantando o tempo todo pelo caminho.

- "Out of nothing at all, making love..." – ele não parava de repetir.

Entramos em casa, ele me pegou nos braços rodopiando comigo pela sala, rindo e cantando, totalmente descontraído, eu ria junto com ele, agradavelmente surpresa com essa nova faceta que ele revelava.

- A noite ainda não terminou, Sra. Pattinson. – ele disse – Agora, você vai sentar ali naquele sofá. – disse apontando para o sofá – E vai me esperar só um pouquinho, tenho algo para você.

Olhei pra ele desconfiada, mas ele simplesmente me levou até o sofá, me fazendo sentar.

- Agora seja uma boa menina e me aguarde.

- Ok, Sr. Pattinson. – eu disse concordando e fingindo bater uma continência.

Ele foi pro quarto me deixando doida de curiosidade, o que será que ele estava aprontando?

A noite estava sendo tão perfeita, não podia desejar nada mais, enquanto lembrava da gente lá no karaokê, cantando, rindo, se divertindo pra valer. E aquela cena no banheiro? Céus! Só de lembrar me dava um calor!

- Está pronta? – ouvi sua voz lá do quarto.

- Pode vir! – respondi ansiosa.

No segundo seguinte começo a escutar uma música e em seguida vejo Rob sair do quarto deslizando, estava de óculos escuros, usando apenas uma camisa social branca, cueca e meias. Ele parou de costas pra mim, fazendo pose, segurando minha escova de cabelo próximo a boca como se fosse um microfone. Minha nossa, ele vai imitar o Tom Cruise em "Negócio Arriscado"! Eu abri a boca e não consegui mais fechar. E começando a rebolar, começou a cantar.

Link para a música: .com/watch?v=2yEx4_qXjb0&feature=fvst

(Música: This Love - Maroon 5)

Eu estava tão chapado que não reconheci
O fogo queimando nos olhos dela
O caos que controlava minha mente
Ela sussurou "adeus" e entrou num avião
Pra nunca mais retornar
Mas para sempre em meu coração

Ele deslizou pela sala, fazendos movimentos decididos, mexendo os quadris, passando a mão no peito em círculos.

Esse amor me abalou
Ela disse adeus muitas vezes antes
E o coração dela está quebrando na minha frente
Eu não tenho escolha porque não direi mais adeus

Ele veio dançando até ficar na minha frente, se ajoelhou e fazendo movimentos sugestivos com a pélvis pra frente e prá trás, cantou:

Eu dei o meu melhor para saciar o apetite dela
Fazendo-a gozar toda noite
Tão difícil mante-la satisfeita
Continuava a fazer amor como se isso fosse só um jogo
Fingindo sentir o mesmo
Daí dava meia-volta e ia embora de novo

Caramba! Só de fogo mesmo pro Rob se soltar daquele jeito! Em seguida ele se levantou e continuou cantando e dançando. Ai que bundinha maravilhosa rebolando só pra mim! Dava vontade de morder!

Esse amor me abalou
Ela disse adeus muitas vezes antes
E o coração dela está quebrando na minha frente
Eu não tenho escolha porque não direi mais adeus

Ele se jogou no chão, de costas no tapete, se esfregando todo com as mãos e como se estivesse com alguém cima dele, mexia os quadris simulando fazer amor. Ai, que delícia de homem!

Eu vou consertar essas coisas quebradas
Reparar suas asas quebradas
E certificar que tudo está bem
Vou fazer pressão nos seu quadris
Afundar meus dedos em você
Porque eu sei que é isso que você quer que eu faça

Eu comecei a rir, batendo palmas no ritmo e isso pareceu animar ele ainda mais, ele levantou-se, dançando e se esfregando em cada canto da sala, rebolando sem parar. Nossa, que fogo!

Esse amor me abalou
Ela disse adeus muitas vezes antes
E o coração dela está quebrando na minha frente
Eu não tenho escolha porque não direi mais adeus

Depois se aproximou de mim e ajoelhando-se na minha frente, pegou minhas mãos levando até seu peito, comecei a acaricia-lo por cima da camisa de cima abaixo, enquanto ele mexia os quadris e continuava cantando, passando a língua nos lábios sugestivamente, ele pegou novamente minhas mãos e guiou-as até os botões da sua camisa, eu entendi e comecei a abrir botão por botão.

Esse amor me abalou
Ela disse adeus muitas vezes antes
Meu coração está quebrando na minha frente
Eu não tenho escolha porque não direi mais adeus

Continuei abrindo devagar de mãos trêmulas. Ai, que homem gostoso! No final vim puxando sua camisa pelos braços, até parar no meio das suas costas, ele acabou de tirar, puxando, até ficar só de cueca. Ele se levantou e ainda dançando, foi indo em direção ao quarto

(Esse amor me abalou
Ela disse adeus muitas vezes antes
E o meu coração está quebrando na minha frente
Ela disse adeus muitas vezes antes)

Foi terminando a música, ele dava tchauzinho, jogando beijos para um público imaginário e entrou novamente no quarto. E agora, qual será o próximo passo?

- Marininhaaaa... – ouvi ele me chamando.

Marininha? Ele nunca me chamou assim antes.

- Vem, aqui vem! Vamos fazer um DING DONG gostoso! – ouvi ele dizer com uma risadinha.

DING DONG? Caramba, de onde ele desencavou aquilo?

- Vem, Marininhaaaa... – ele continuava a chamar – O "Robinho" já está aceso...

Robinho? Marininha? Realmente eu não fazia a menor idéia do que me aguardava.

- Ok, lá vou eu! – pensei me levantando.

Parei na porta do quarto, respirei fundo e entrei. Que os céus me ajudem!

POV – Robert

- Estou morrendo. – foi a primeira coisa que pensei quando acordei.

Mexi a cabeça e parecia que um milhão de agulhas espetavam meu cérebro, tamanha a dor de cabeça que estava sentindo, gemi baixinho sem coragem de abrir os olhos.

Tentei lembrar da noite passada, mas as imagens pareciam nubladas, fora de foco. Passei a mão no cabelo e senti alguma coisa na cabeça, o que era aquilo? Parecia uma touca, mas eu não lembrava de ter trazido nenhuma. Puxei, tirando aquele negócio estranho, abri os olhos devagar, tentando enxergar o que estava na minha mão e meu queixo caiu.

- O que estou fazendo com a calcinha da Marina pregada na cabeça? – pensei chocado.

Fiz um esforço tentando lembrar e algumas imagens surgiam, mas tudo meio confuso, incoerente.

Olhei pro lado e vi que estava sozinho na cama. Que horas seriam? Será que tínhamos perdido o avião? Onde estava a Marina? E como se ela tivesse lido meus pensamentos, ela surgiu na porta usando uma das minhas camisas brancas.

- Bom dia. – falou timidamente – Como está se sentindo?

Eu não consegui responder, só gemi enfiando a cara no travesseiro.

- Imagino – ela disse enquanto a ouvia se aproximar da cama – Pega aqui.

Levantei o rosto e só com um olho aberto vi que ela me estendia um copo.

- O que é isso? – perguntei quase sem voz.

- Anti-ácido e duas aspirinas. – ela respondeu.

Fazendo um enorme esforço, me virei estendendo a mão, peguei os comprimidos e enfiei na boca, gemendo de dor me ergui um pouco mais, peguei o copo e virei tudo de uma vez só. Agradeci e voltei a deitar a cabeça no travesseiro, senti ela sentar do meu lado na cama.

- O que aconteceu a noite passada? – perguntei quando consegui falar.

- Do que você lembra? – perguntou suspirando.

- Algumas coisas. – murmurei – Lembro da gente no karaokê cantando, no banheiro, depois lembro da gente dançando e bebendo. Sei que a gente voltou pra casa, mas depois disso está tudo meio embaralhado. – ouvi ela suspirar.

- Bem, pra começar ontem você realizou duas das minhas fantasias sexuais. – ela explicou. – A primeira você lembra bem, lá no banheiro. – olhei pra ela e vi que sorria maliciosamente.

- E a segunda? – perguntei.

- A segunda foi depois que chegamos. – disse se deitando do meu lado. - Você cantou e dançou pra mim lá na sala, igualzinho aquele filme, igual não, melhor, muito melhor! – falou fechando os olhos sorrindo prazerosamente.

- Eu cantei e dancei? – perguntei espantado.

- Oh, sim! Não se lembra mesmo? – ela perguntou abrindo os olhos e virando-se pra mim.

Fiz um esforço e então algumas imagens começaram a se unir, lembrava de partes do que ela falava e gemi pelo esforço e pela vergonha, comecei a ficar muito vermelho.

- Você foi perfeito! – ela disse sorrindo alegre.

- Fico feliz que tenha gostado. – consegui dizer constrangido – E depois?

- Bem, depois você veio pro quarto e ficou me chamando. – agora era ela que estava ficando vermelha.

- E? – perguntei já imaginando o que viria.

- Digamos que fizemos coisas que desafiam a lei da gravidade. – respondeu e como que para comprovar suas palavras, ergueu um pouco a camisa e apontou pras suas coxas, vi várias marcas roxas com o formato dos meus dedos e na parte interna da coxa tinha um marca roxa do tamanho certinho da minha boca, arregalei os olhos espantado.

- Desculpa, amor! – foi a única coisa que consegui dizer.

- Não estou reclamando. – ela disse tranquila.

- Mais alguma coisa? – perguntei receoso e senti ela respirar fundo antes de responder.

- Não usamos camisinha nenhuma vez. – disse baixinho.

- Caralho! – eu disse arregalando os olhos.

- Tem mais. – ela continuou.

- Mais? – será que podia ficar pior?

– Estou no meu período fértil. – sim podia ficar muito pior!

Com aquilo me sentei rápido na cama, mas fiz o movimento brusco demais e coloquei a mão na cabeça sentindo ela badalar como um sino. Como eu tinha deixado aquilo acontecer? Maldita tequila!

- Eu bem que tentei argumentar, mas você ficava dizendo que estava cansado de chupar bala com papel e ficou repetindo várias vezes: "Liberdade aos pintos frustrados!" – olhei pra ela sem saber se ria ou se chorava.

- Estamos fodidos! – foi a única coisa que consegui dizer – Você me odeia, não é?

Olhei para seu rosto esperando ver preocupação, medo ou até raiva pelo meu comportamento irresponsável da noite passada, mas surpreendentemente ela estava tranquila.

- Não, afinal se eu tivesse sido um pouquinho mais firme talvez tivesse conseguido parar você, então não se culpe sozinho. – ela respondeu – Mas fique sabendo que agora temos uma dívida eterna com a Shanti.

- Como assim? – perguntei sem imaginar o motivo.

- Porque antes dela ir embora ela me entregou uma cartela de pílulas, dizendo que só deveriam ser usadas em situações de emergência. – como eu olhava pra ela ainda meio confuso ela foi mais explícita. – Já ouviu falar em pílula do dia seguinte, né?

Minha mente clareou ao ouvir aquilo e soltei um suspiro aliviado, já estava me imaginando daqui a nove meses numa sala de parto.

- Você já tomou? – perguntei só para garantir.

- Foi a primeira coisa que fiz assim que levantei. – disse séria.

- Assim que voltarmos pra casa vou agradecer a Shanti de joelhos! – afirmei.

- É bom mesmo! – ela disse rindo.

- Amor, eu prometo nunca mais beber tequila na vida! – disse olhando pra ela.

- Não precisa ser tão radical. – ela disse virando os olhos – Mas com certeza vou ser mais firme com você caso insista em não usar alguma outra vez. Digamos que noite passada eu estava muito emotiva e você foi, bem, como direi... Muito persuasivo! – ela disse piscando um olho.

- E o nosso vôo? – perguntei preocupado.

- Sai daqui a duas horas, então é melhor você tomar um bom banho, antes da gente começar a se arrumar.

Fechei os olhos, voltando a deitar, esperei que o remédio fizesse efeito e finalmente criei coragem de me levantar e ir para o chuveiro. Depois de uma banho revigorante e muitas xícaras de café preto e forte, me senti melhor. Enquanto isso minha esposinha linda e perfeita tinha arrumado tudo, as coisas dela e as minhas.

O barco já no esperava lá fora e demos juntos uma última olhada em nosso refúgio. Olhei em seus olhos e os vi brilharem cheio de lágrimas, seus lábios tremeram e me deu um sorriso triste, a abracei apertado.

- A gente volta um dia, te prometo. E quando a gente voltar não vamos mais estar nos escondendo de ninguem. – falei em seu ouvido.

Ela concordou fazendo um sinal afirmativo com a cabeça, beijei-a rapidamente nos lábios e de mãos dadas deixamos pra trás Bora Bora e a semana mais importante de nossas vidas.

O retorno pra casa foi feito num clima tenso e melancólico, voamos durante todo o dia, dormia, acordava, dormia e continuava viajando. Quando estávamos próximos de pousar, tiramos as alianças do dedo e colocamos nos cordões em nossos pescoços, podia ver as mãos da Marina tremendo o tempo todo.

Chegamos em Londres numa noite chuvosa, nada podia combinar mais com o nosso humor, do que aquele clima escuro e sombrio. Pegamos um táxi e chegamos em casa onde fomos recebidos alegremente por nossos pais, eles nos abraçaram, nos enchendo de perguntas.

- Espero que seu IRMÃO tenha cuidado bem de você! – disse papai e fiz uma careta.

Aquilo era horrível, se antes sermos chamados de irmãos me incomodava, agora então era insuportável. Marina era minha mulher e ouvir alguém chamando-a de minha irmã me soava como uma blasfêmia.

Claro que eu estava feliz por estar em casa e rever nossa família, sentir o amor, a preocupação, a saudade eo carinho que nossos pais tinham por nós diminuiam um pouco o choque do retorno. Marina abriu uma mala pegando os presentes que tínhamos comprado pra eles na loja do hotel e agradeceram entusiasmados.

Tinha sido um longo dia e eu estava realmente cansado pela viagem e pelo estresse. Me despedi de todos, subi as escadas sem conseguir olhar pra Marina, entrei no meu quarto respirando aliviado, fechei a porta, sentei na minha cama e o olhei ao redor.

Droga! Tudo o que eu queria agora era poder entrar num quarto com a minha esposa e poder descansar com ela numa cama de casal, sentindo seu corpo macio se moldando ao meu, cheirando seus cabelos ao fechar os olhos. Mas aqui estava eu, no meu antigo quarto, numa porcaria de cama de solteiro e pior de tudo, sozinho.

Arranquei minhas roupas, jogando num canto qualquer, coloquei minha calça preta de moletom e deitei na cama.

As horas passavam lentamente e apesar do cansaço o sono não vinha, rolava de um lado para o outro, ouvindo a chuva cair incessantemente. Olhei para o relógio e vi que já eram duas da manhã, não dava mais, me levantei decidido e fui ao encontro de quem eu queria.

Sai do quarto, o corredor estava escuro, a casa silenciosa, andei devagar e na ponta dos pés, fui até sua porta, girei a maçaneta devagar, entrando furtivamente e fechando a porta atrás de mim.

O quarto estava todo escuro, podia vê-la deitada de costas pra mim, a princípio pensei que estava dormindo, mas observando melhor vi que ela tremia ligeiramente e me aproximei. Parei bem atrás dela e então pude ouvir seus soluços, ela estava chorando, meu coração se partiu ao ver aquela cena.

Levantei a coberta que a cobria e me deitei a seu lado, ouvindo-a suspirar surpresa, puxei-a de encontro a meu peito, apertando suas costas de encontro a mim. Ela apertou meu braço com suas mãos, ficamos assim abraçados, sentia sua lágrimas silenciosas molharem meu pulso enquanto acariciava levemente seus cabelos com minha outra mão. Resolvi ficar ali até que ela se acalmasse e adormecesse. Finalmente ali deitado com ela em meus braços, sentindo seu corpo morno junto ao meu, eu me sentia em casa, ela era minha casa. Olhei para a janela, observando a chuva batendo no vidro e senti meus olhos ficarem pesados.

Acordei sentindo uma perna entre as minhas e sorri de olhos fechados, estávamos em baixo das cobertas naquela manhã fria e a sensação era tão boa, mas arregalei os olhos imediatamente ao ouvir uma voz.

- O que está acontecendo aqui?

Nos sentamos rapidamente juntos na cama e encaramos os olhos surpresos de minha mãe na nossa frente.

POV – Marina

Meu coração quase saiu pela boca quando ouvi a voz da mamãe, eu ainda estava meio adormecida mas despertei completamente ao ouvi-la.

Eu e Rob sentamos ao mesmo tempo na cama, avaliei rapidamente a situação em que nos encontrávamos, estávamos ambos vestidos, isso era bom e quando mamãe entrou estávamos completamente cobertos pelo edredon, o que então impediu que ela visse qualquer tipo de contato físico da nossa parte, pelo canto do olho vi que o Rob estava tão em choque quanto eu, se não até mais e como ele não dizia nada, resolvi tomar a iniciativa. Mamãe nos olhava desconfiada, aguardando uma resposta.

- Tive um pesadelo a noite passada. – expliquei – Rob me ouviu gritando e veio ver como eu estava.

- Você dormiu aqui com sua irmã? – ela perguntou dirigindo-se a ele.

- Sim, ela estava muito assustada e achei melhor ficar com ela até que se acalmasse. – ele disse entrando no jogo - Só que eu estava muito cansado e acabei pegando no sono também.

- Sei. – ela disse franzindo a testa, percebi que ela nos olhava avaliando toda a cena - Bem, mas ao que parece agora a Marina já está bem não é mesmo? Então não existe mais necessidade de continuar aqui, Rob.

Rob olhou-a surpreso e então se viu obrigado a levantar e sair da cama. Retirou-se em silêncio, sem ousar levantar os olhos para mim e deixou-me sozinha com a mamãe.

Por mais que ela aparentemente tivesse engolido aquela história, mamãe não era boba, senti pelo seu olhar que havia ficado com uma pulga atrás da orelha e por sua próxima pergunta deixou bem claro suas suspeitas.

- Essa situação se repetiu muito no Taití? – disse séria.

- Que situação? – perguntei.

- Você e Rob partilhando a mesma cama? – ela foi bem direta.

Odeio ter que mentir pra minha mãe, não fazia parte da minha índole gostar de mentir, mas me vi completamente obrigada a isso nesse momento.

- Muito raramente. – foi tudo o que consegui dizer, achei que se falasse "nunca" ia ser uma negação muito forte e ela ficaria mais desconfiada.

- Marina, eu vou ser bem clara – disse suspirando - Enquanto vocês eram crianças, eu não via nenhum mal em vocês fazerem isso, mas agora Rob já é homem e você embora só tenha 17 anos, já tem corpo de mulher. Então vou pedir, não quero que isso se repita. – disse firme.

- Tudo bem. – eu disse num fio de voz.

- Não sei, posso estar enganada. – ela disse sorrindo – Mas ao vê-los ali dormindo juntos, Rob me lembrou seu pai quando me abraça quando dormimos, exatamente igual.

Eu não sabia o que dizer, mamãe com sua costumeira perspicácia viu mais longe do que eu imaginava. Seu sexto sentido feminino a alertara, e embora ela não tivesse visto nada realmente comprometedor e por não ter provas, não podia fazer acusações, mas alguma coisa me disse que sua confiança ficara defitivamente abalada.

Nos próximos dias seu comportamento comprovou o que imaginava, ela disfarçadamente nos vigiava e observava, provavelmente buscando por pistas.

Isso só tornou ainda mais difícil nossa já tão terrível situação, me via controlando cada olhar, gesto ou palavra, me sentir sendo analisada o tempo todo estava acabando comigo. Depois de alguns dias disso eu estava com os nervos a flor da pele.

POV – Robert

Fui pra casa do Tom, era a primeira vez que a gente se via desde a viagem, estava precisando urgentemente desabafar com alguém. A Marina já estava tão estressada, que não quis despejar tudo em cima dela e também do jeito que estava difícil ficarmos sozinhos, achei melhor não arriscar.

Fomos pro quarto dele conversar, sentamos no chão mesmo, fumando um cigarrinho.

- Puxa, pensei que você fosse chegar todo alegre com a Lua de Mel, mas pelo visto tem coisa errada na parada. – ele disse.

- A Lua de Mel foi sensacional! – eu disse sorrindo – Mas chegar em casa foi um horror! – falei chateado.

- Tá, então como diria Jack, o Estripador, vamos por partes. Como foi a Lua de Mel?. – perguntou.

- Eu já disse, sensacional, fantástica, incrível e todos os outros superlativos que existem no mundo! – Tom virou os olhos.

- E você acha que vou me contentar com essa respostinha vaga? – disse maliciosamente – Quero detalhes Pattinson, detalhes.

- Se você acha que vou contar alguma coisa da minha intimidade com a Marina, está muito enganado! – falei rindo.

- Ah, qual é? – ele disse erguendo as mãos – Quando perdi a virgindade te contei tudo e de todos os angulos possíveis e imagináveis!

- Sim, mas eu não te perguntei nada! Você falou tudo por conta própria!

- Tá bom, é verdade. – ele disse de cabeça baixa – Ah, mas uma coisa você tem que me dizer!

- O que? – perguntei desconfiado.

- Classifica pra mim como é a Marina na cama.

- Classificar? – perguntei apertando os olhos – Quais são as categorias?

- Eu separos as mulheres em quatro categorias: depravadinhas, depravadas e depravadonas. – ele disse como se estivesse explicando algo realmente científico.

- Você disse quatro categorias, qual é a última?

- Realmente taradas. – virei os olhos com aquela – Então, onde a Marina se encaixa? – traguei mais um pouco o cigarro antes de responder

- N.D.A. – disse por fim e como o Tom continuou olhando pra mim como se não tivesse entendido, expliquei – Nenhuma Das Alternativas!

- Fala sério! – ele disse revoltado – Toda mulher tem uma classificação na cama e com a Marina não vai ser diferente! Faz assim, em seus próprios termos, como você diria que é ela na cama?

Olhei pro Tom, tentando decidir, pensei um pouco, cocei a cabeça e por fim soltei.

- Sagrada e profana. – falei fechando os olhos – É assim que ela é.

Como o Tom não disse nada, abri os olhos e o vi parado, olhando pro teto pensando.

- Acho que entendi – disse depois de certo tempo – Traduzindo, cara de santinha mas uma labareda na cama, né? Você tem sorte meu amigo, são as melhores! – disse sorrindo, soltando a fumaça e fui obrigado a rir também, concordando com ele.

- Antes que eu esqueça, obrigado pelo "presente" de última hora, foi muito útil. – agradeci bem humorado.

- Fico feliz que tenha tido tanta utilidade! Agora pra me fazer orgulhoso mesmo diga que a caixa voltou vazia! – rimos juntos.

- Quase! – falei empolgado – Nossa, mas presentinho milagroso foi também o da Shanti! – disse arregalando os olhos.

- Me conta. – ele pediu curioso.

Contei então a hisória do meu porre de tequila e suas consequências quase desastrosas no último dia da Lua de Mel.

- Vocês estão loucos! – disse ao final da história – Nem completamente chapado faço sem proteção, fico arrepiado só de pensar nas consequências. – disse fazendo um gesto indicando uma barriga grande de gravidez.

- Eu sei, você está certo, foi uma enorme irresponsabilidade da minha parte, mas é tão difícil me controlar o tempo todo com ela! – confessei – Ela me deixa de um jeito que nunca senti com mais ninguém! Aquela boca carnuda, aquele jeito de me olhar meio de lado, as pernas roliças e o quadril dela quando se encaixa no meu... – parei de falar, olhei pra baixo, só de lembrar já estava incrivelmente excitado – Olha só o estado que eu fico? – falei angustiado.

- Credo, vira isso prá la´! – disse fazendo cara de nojo.

- Estou sem tocar nela a três dias, isso depois de uma maratona de uma semana! O "Robinho" ficou muito mal acostumado! – falei desesperado.

- Três dias? – ele perguntou surpreso – Peraí, vocês estão morando na mesma casa, seus quartos ficam no mesmo corredor, mais especificamente a duas portas de distância um do outro. Como é que não rolou nada até agora? – eu suspirei.

- Deixa eu te contar. – eu relatei então o que aconteceu na nossa primeira manhã em casa.

- Rob, que vacilo! – ele disse sacudindo a cabeça.

- Eu sei, se não fosse a incrível presença de espírito da Marina, teríamos sido descobertos. Mas a mamãe está super desconfiada. – falei passando as mãos nervosamente pelos cabelos – Acredita que ela agora se levanta todo dia no meio da noite e vai no meu quarto ou no da Marina, só pra checar?

- Não brinca? – ele perguntou incrédulo.

- Tô falando sério! – confirmei mexendo a cabeça – Aquela casa está parecendo um Campo de Concentração! Antigamente eu sofria calado vendo a Marina todo dia, sem poder tocar nela, mas eu me conformava e sobrevivia. Mas no momento está muito pior, porque agora eu não só quero como posso, devo e preciso tocar naquele corpo! Caralho, ela é a minha mulher e não posso nem beijá-la!

- Porra, Pattinson! Não queria estar no seu lugar. – disse Tom acabando de fumar e espremendo o cigarro no cinzeiro.

- Tom, preciso te pedir um favor. – disse sério.

- Fala.

- Preciso que você me dê cobertura na noite de sexta-feira.

- Pra que?

- Quero passar a noite toda com a Marina num motel, mas para isso vou precisar de ajuda. Vamos ter que dar desculpas convincentes pra minha mãe que justifique a gente não dormir em casa.

- Por mim tudo bem, você sabe que armar é comigo mesmo! – ele disse sorrindo.

- Valeu! – agradeci animado.

- O que preciso fazer?

- Nada demais, vou dizer pra mamãe que vou viajar a trabalho, gravar um comercial e vou dar esse telefone... – disse tirando um telefone celular novo do bolso - ... para contato e recados. Vou deixar ele com você, se ela ligar você atende, diz que é da produção e que no momento estou gravando e não posso atender.

- Entendi. – ele disse pegando o telefone que eu estendia – E a Marina, o que vai inventar?

- Ela deve estar resolvendo isso com a Shanti nesse exato momento.

POV – Marina

- Eu não acredito! – disse Shanti.

- Mas essa é a triste verdade. – falei desanimada – Continuamos morando na mesma casa, só que agora constantemente vigiados.

Ficamos em silêncio por um tempo, Shanti parecia estar refletindo seriamente toda a situação, até que respirando fundo começou a falar.

- Marina, é claro que vou te ajudar, você pode dizer que a gente vai sair pra balada e que depois você dorme aqui em casa. – falou olhando pela janela, depoir virando-se pra mim disse bem séria – Mas essa situação não tem como durar muito tempo, a coisa só vai piorar, por mais que vocês tomem cuidado e tentem disfarçar, vocês estão profundamente apaixonados e a gente sente no ar que existe algo muito forte e intenso rolando.

- Nossa, está assim tão visível? – perguntei espantada.

- Bem evidente na minha opinião, você tem que ver a forma como vocês se olham, o Rob te secando daquele jeito obssessivo-possessivo, com uma mistura de adoração e taração. – ela disse sorrindo – E você olhando como se ele fosse um deus ou qualquer outro objeto de idolatria. Não tem como uma pessoa, no caso a sua mãe que é uma mulher inteligente e sensível não perceber esses pequenos sinais.

- Então o que você me sugere? – perguntei desamparada.

- Contar a verdade, Marina. – ela disse tranquila.

- O que? – falei de boca aberta.

- A curto e médio prazo, é a única alternativa possível na minha opinião. – mordi os lábios apavorada diante da alternativa.

- Mas, mas... – eu estava amendrontada diante dessa idéia – Eles não vão entender ou aceitar, Shanti! Papai pode até expulsar o Rob de casa se souber o que acontece entre nós, e eu te digo uma coisa, se o Rob sair de casa, eu o sigo pra qualquer lugar! – ouvi Shanti suspirar fundo.

- Querida, toda família tem seus problemas e desafios. Concordo com você, eu não acredito que eles aceitariam no início, mas depois que vocês se abrirem, provando que estão juntos, que se amam, que até se casaram por causa desse amor, o que mais eles poderão fazer? Com certeza não vai ser fácil, com certeza será muito difícil e doloroso para ambos os lados envolvidos nessa história, mas o tempo cura tudo e acredito que um dia essa tempestade passa e o sol aparece de novo. – congelei quando

Shanti disse aquilo, com aquelas palavras, ela reparou meu espanto – O que foi?

- Quando você disse essa última frase me lembrou algo que aconteceu lá na ilha.

- O que aconteceu? – ela perguntou e contei a história sinistra com a idosa vidente – Nossa, fiquei toda arrepiada! Então, você acha que o que eu te disse pode ser um dos sinais que ela te avisou pra prestar atenção?

- Pode ser, ela disse que eu deveria estar muito atenta e que eu deveria seguir esse sinais se quisesse sair da tempestade. – falei pensativa – Mas ao mesmo tempo, penso que tudo isso pode ser tolice e que não devo esquentar muito.

- Olha, meu povo costuma ser muito supersticioso, principalmente quando algo assim é dito pelos mais velhos. Se eu fosse você não trataria desse assunto levianamente. – ela exortou – Aconselho você a aproveitar suas atuais noites solitárias para refletir sobre o que conversamos, depois converse com o Rob, pergunte a opinião dele, isso é algo que vocês tem que decidir juntos.

- Com certeza, não é só por sexo que precisamos dessa noite fora, temos muito o que conversar, decidir e lá em casa nem isso temos liberdade de fazer.

- Acho que deve falar só por você quando diz que vocês vão pro motel não só por sexo. – ela disse rindo – Pelo que percebi do Rob, se ele te deixar abrir a boca pra outra coisa que não seja beijar, chupar e lamber vai ser um milagre! – disse Shanti me fazendo corar violentamente.

Voltei pra casa muito pensativa e preocupada, tudo o que Shanti disse tinha me apavorado, mas ao mesmo tempo tinha lógica e bom senso.

Peguei minha chave, enfiei na fechadura, girei, abri a porta e mal tinha entrado quando senti duas mãos me agarrando pelos braços, me puxando com firmeza e em seguida lábios gulosos sob os meus.

- Rob, você está louco! – disse tentando me livrar do seu ataque inesperado – Você não sabe que pode chegar alguém?

- Mamãe acabou de ligar dizendo que vai fazer uma hora extra no trabalho e eu não vou desperdiçar um segundo que seja! – dizendo isso me pegou no colo, e subiu a escada pulando de dois em dois degraus.

Ainda me carregando entrou no seu quarto e antes de fechar a porta com um chute, disse:

- Você tem trinta segundos pra arrancar esse uniforme, senão eu mesmo rasgo tudo por você!

Mentalmente agradeci ao todos os santos por me darem um marido tão tarado!

POV – Robert

Deitei ao seu lado ainda trêmulo do amor que tínhamos acabado de fazer, como tinha sentido saudade dessa intimidade e cumplicidade.

Ela estava nua, de olhos fechados, respirando ainda meio apressada, se acalmando aos poucos, observei o suor que escorria pela sua barriga e fazia uma pequena pocinha no seu umbigo. Baixei minha cabeça e o lambi, sentindo seu sabor salgado na minha língua. Deitei minha cabeça ali, sentindo suas mãos em meus cabelos, enquanto eu acariciava sem pressa seus quadris com a ponta dos meus dedos.

- Eu te amo. – falei.

- Também te amo. – ela retribuiu.

- Você falou com a Shanti? – perguntei.

- Sim, está tudo combinado. – ela respondeu – E você já acertou tudo com o Tom?

- Tudo certo com ele também. – garanti – Vou contar cada segundo até podermos estar sozinhos novamente.

Seu cheiro em meu nariz era inebriante, suas mãos gentis em meu pescoço eram sedutoras, seu corpo inteiro era um instrumento musical delicado a espera de um músico competente para saber vibrar no tom certo, sorri ao pensar nisso e ela percebeu.

- Do que está rindo? – ela perguntou.

- Você e um piano tem muito em comum, ambos são instrumentos belos, afinados, de timbre perfeito e capazes de fazer soar as mais incríveis sinfonias. – disse enquanto passava meus dedos por sua coxa como se estivesse tocando as teclas do meu piano – Tudo depende da habilidade e sensibilidade do músico, mas também do repertório escolhido, de saber seguir o ritmo certo da partitura, para só então poder se ouvir uma música celestial. – olhei para seu rosto – Você quer que eu seja seu músico?

- Seja meu maestro– ela respondeu olhando para o relógio ao lado – Temos vinte minutos.

- Tempo suficiente para eu checar sua afinação. – disse enquanto me abaixava entre suas pernas.