POV - Marina
Sexta-feira a noite, sai de casa de carro, supostamente para pegar Shanti para uma noitada de garotas, mas ao invés disso fui até a casa do Tom, onde Rob me aguardava.
Estava nervosa, aquele constante clima de mentira e dissimulação, estava me deixando muito estressada, andava dormindo pouco o que me deixava cansada, realmente eu precisava desesperadamente de uma noite sozinha com o Rob.
Cheguei em frente a casa do Tom e buzinei, quase que imediatamente ele apareceu de mochila, entrou no carro sorrindo e nos jogamos nos braços um do outro, estava tão carente dele.
- E agora pra onde? – perguntei quando ele me soltou.
Liguei o motor enquanto ele ia me dando a direção, nunca tinha ido a um motel na vida, então me encontrava meio ansiosa, mas cheia de curiosidade.
Saimos de dentro da cidade e fomos para um bairro bem afastado, entramos numa rua mal iluminada, meio deserta, até que ao longe vi um luminoso gigantesco com uma seta imensa.
- Pode entrar é ali. – ele avisou
- Nossa, que coisa mais "discreta", hein? – comentei sorrindo e ele se limitou a dar uma risadinha.
Manobrei o carro em direção a entrada e antes que chegassemos a moça do guichê, Rob tirou da mochila alguma coisa que estendeu pra mim.
- Entrega a recepcionista isso aqui quando ela pedir as identidades. – ele explicou.
Estávamos numa fila de carros, todos indo pro motel, aproveitei que estávamos parados para observar o que o Rob tinha me entregue, vi que era a identidade dele e a minha identidade, só que com uma única diferença, na minha identidade pelo ano de nascimento eu já tinha dezoito anos.
- Você falsificou minha identidade? – perguntei de boca aberta.
- Claro! Se não de que jeito a gente ia entrar aqui? – ele disse como se fosse a coisa mais comum do mundo – Vai ser a primeira coisa que eles vão pedir pra ver.
- Você pensou em tudo mesmo! – disse rindo.
- Você nem imagina como andei pensando em... – disse me olhando de cima a baixo - ...TUDO!
Fiquei vermelha só de pensar no que aquilo significava, pra disfarçar engatei de novo o carro pois a fila começava a se mover novamente.
Chegou a nossa vez, a moça pediu os documentos, entreguei, ela mal olhou pra nós e conferiu algo numa lista.
- Ok, suíte master reservada em nome de Pattinson, confere? – ela perguntou.
- Confere. – respondeu Rob.
Ela então nos entregou um cartão, disse o número da nossa vaga na garagem e nos desejou boa noite.
Seguindo as setas guiei até o local indicado, estacionei e saimos do carro. Um funcionário nos indicou o caminhos que devíamos seguir até um corredor, tinha fila até para entrar no elevador, o mais engraçado era olhar todos aqueles casais ali esperando sua vez e todo mundo com cara de quem estava apenas passeando no parque, me deu uma vontade louca de rir. Senti Rob pegar minha e me puxar quando o elevador se abriu novamente, apertou o último andar e lá fomos nós, pacientemente vendo o elevador parar sair um monte de gente, chegou nosso andar e saímos com mais um casal, cada dupla seguiu para um lado diferente do corredor.
Paramos em frente a última porta do corredor, Rob passou o cartão na tranca eletrônica, que se abriu suavemente, ele se afastou para me dar passagem e entrei.
Arregalei os olhos surpresa, agora eu entendia porque a moça disse suíte master, o espaço era enorme, dividido por ambientes.
Fui andando devagar, sentindo Rob fechar a porta atrás de mim, estava muito curiosa para ver tudo.
No mesmo espaço tinha o quarto em si com uma cama gigantesca, uma pequena piscina com uma cascata, pista de dança com pole dance onde piscava luzes coloridas, uma linda banheira de hidromassagem cercada por vidros de vários tipos de espuma e num canto mais afastado tinha uma cadeira de aparência estranha. Caminhei pelo ambiente de boca aberta, vi uma portinha, abri e vi que era um pequeno banheiro com chuveiro.
- E aí, o que achou? – perguntou Rob bem atrás de mim, levei um susto não tinha percebido que ele tinha se mexido.
- Uau! É incrível, eu pensei que a gente ia para um lugar mais simples, mas você caprichou! – disse sorrindo.
- Meu amor, você merece o melhor. – ele disse enquanto me pegava pela cintura, me tascando um beijo provocante.
Senti suas mãos passearem impacientes pelas minhas costas, mas o empurrei gentilmente, queria me preparar primeiro antes de começarmos aquela noite.
- Só me dá um tempinho, ok? Quero usar o banheiro. – pedi entre os beijos.
- Tá bom, vou te esperar lá na cama. – ele disse já com a respiração descompassada – Mas, não demora! – disse antes de me dar mais um beijo molhado.
Entrei no banheiro, me olhei no espelho, estava com o rosto afogueado e os olhos brilhando excitados, tirei minha roupa e coloquei uma calcinha fio dental e o baby doll que eu tinha comprado a tanto tempo atrás com a Shanti, finalmente tinha encontrado uma ocasião para usá-lo, caprichei no perfume, escovei os dentes e com uma última olhadela no meu reflexo, sai dali.
Encontrei Rob deitado na cama, com um braço dobrado atrás da cabeça, usando só uma cueca boxer preta, fiquei olhando aquele peitoral másculo e comecei literalmente a babar. Assim que ele me viu, se levantou, sentando na cama, e me chamou batendo com a mão sugestivamente do seu lado, sorri timidamente me aproximando.
Sentei a seu lado e na mesma hora ele me pegou pela cintura, me puxando de encontro a si.
- Você está tão cheirosa. – disse enquanto passava o nariz pelo meu pescoço, me enchendo de arrepios – Tão linda. – e passou a mão pela alça do meu baby doll, seguindo pela minha cintura, quadril e parando no na minha coxa.
Ergui os braços, segurando-o pelo pescoço e puxando-o pra mim, estava faminta por seus beijos. Agora estávamos ajoelhados na cama, de frente um pro outro, nos beijando apaixonadamente. Senti suas mãos descer e subir por minhas costas, elas pararam na minha cintura, seguraram a ponta do meu baby doll, puxando pelos meus braços e jogando de lado. Continuamos o beijo, nossas línguas se movendo sensualmente de encontro uma a outra, devagar fui me deitando com ele por cima. Não me cansava de acaricia-lo, passando minhas mão por seu corpo, enquanto beijava e mordia seu pescoço, seus ombros e ouvia ele gemer, aprovando. Ele se afastou por um momento para me olhar, eu estava deitada arfando, usando apenas o pequeno short do baby doll. Ele começou a tira-lo, puxando com suas mãos e tive o prazer de ver seus olhos se arregalarem ao ver o que eu usava por baixo.
- Ai, Marina! – ele disse deliciado – Você é uma visão do paraíso usando isso aí! – sorri encabulada.
Ele se abaixou, segurando meus quadris, aproximou o rosto da minha calcinha e beijou o pequeno triangulo de tecido, me fazendo suspirar.
- Como vai, "Marininha"? "Robinho" não pára de perguntar por você! – ri alto quando ele aquilo, ouvindo ele rir também. Ele passou os lábios sugestivamente ao redor do pequeno triangulo, antes de ir para o fiozinho que era alça na lateral e vir puxando com os dentes, me deixando completamente exposta.
Ele parou para me admirar mais uma vez de cima a baixo.
- Quando será que eu vou parar de olhar pra você e me sentir um como um garoto de 12 anos que vê uma mulher nua pela primeira vez? – ele disse sorrindo.
- Espero que nunca. – respondi com doçura estendendo os braços pra ele.
Ele tirou rápido a cueca e com uma risada caiu por cima de mim, parecendo realmente um garoto travesso.
Adorava sentir a pele dele em contato com a minha, quente, macia, os pelos de seu peito faziam cócegas em meus seios enquanto a gente se roçava e beijava profundamente.
- Hoje quero te amar sem pressa. – ele disse quando nossos lábios se separaram – Quero curtir seu corpo prolongadamente. – ele disse enquanto se abaixava para para beijar meu pescoço, lambendo e sugando.
Ele acariciava meus seios delicadamente, envolvendo-os com suas mãos , apertando gentilmente, enquanto seu polegar massageava o mamilo, fazendo-o ficar todo eriçado e gemi beixinho diante do prazer que aquilo me proporcionava. Em seguida seus lábios começaram a seguir o mesmo caminho traçado por suas mãos e mordi firme meu lábio inferior ao sentir sua língua brincando com aquela parte tão delicada de meu corpo. Segurei seus cabelos empurrando-o gentilmente de encontro aos meus seios, ele entendeu a dica e someçou a sugar pra valer, não resisti e gemi alto.
Começamos a nos explorar mais intimamente com nossas mãos, me sentindo queimar e arder com seu toque ousado, eu também sentira muita falta da liberdade de estar assim com ele, demonstrando nosso amor sem pudores.
- Você sabe o quanto eu te amo Robert Pattinson? – perguntei com a voz rouca.
- Fala. – ele disse com a voz intensa.
- Te amo tanto que as vezes acho que um coração é pouco para carregar tanto sentimento. – eu sussurrei encostando minha testa na dele – As vezes acho que meu corpo não é forte o sufiente para suportar tanto amor, quando você me segura assim, sinto como se eu fosse me desmanchar diante da força do amor que transborda pela minha pele, por meus poros, te quero, te quero agora! – disse segurando-o pelo pescoço e beijando-o pra valer.
Ele correspondeu ao beijo na mesma intensidade e só se afastou porque precisava pegar o preservativo.
- Vou adorar quando chegar a época de encomendarmos bebês. – ele disse enquanto colocava a camisinha.
- Como é? – perguntei rindo.
- Isso mesmo que você ouviu. – disse se posicionando entre minhas pernas – Vou adorar poder fazer filhos livremente!
- Bem, mas até lá, avise "Robinho" que a "Marininha" quer ele bem vestidinho. – falei enquanto tocava "Robinho" com a ponta do dedo, fazendo ele rir antes de voltar a me beijar.
Eu o puxava com força pelas costas, enquanto nossos quadris se esfregavam sugestivamente.
- Espera... – ele murmurou entre os beijos - ... quero tentar algo diferente.
E dizendo isso se ergueu ficando de joelhos e pegou um travesseiro que estava ao meu lado.
- Levanta o quadril. – mesmo sem entender fiz o que ele pediu, ele então colocou o travesseiro bem embaixo do meu bum bum – Está confortável?
- Sim. – respondi.
Meu quadril agora estava mais elevado, mas não era motivo de desconforto. Ele voltou a se deitar por cima de mim, me beijando docemente enquanto me penetrava com delicadeza. Ele começou a se mover, mantendo um ritmo e velocidade constantes, enquanto me olhava nos olhos como se esperasse por alguma coisa.
- Está bom? – ele perguntou arfando.
- Gostoso como sempre. – gemi, mas ele não pareceu ficar satisfeito com a minha resposta.
Então ele mudou ligeiramente o angulo em que se encontrava, mantendo os movimentos deliciosos. Foi aí que comecei a sentir alguma coisa diferente acontecendo, o travesseiro em baixo de mim facilitava seu acesso a pontos sensíveis dentro de mim que normalmente não eram alcançados e agora quando ele mudou um pouco de posição começou a tocar em um ponto que não sabia existir até aquele momento.
- Oh... Oh... Oh... – comecei a gemer sem controle.
- Está sentindo algo diferente? – ele perguntou.
- Oh, sim! – mal consegui falar com a sensação se intensificando cada vez mais, ele então sorrindo aumentou o ritmo e eu pensei que fosse morrer de tanto prazer.
Era difícil descrever a sensação, mas era muito intensa e ficava cada vez mais forte a medida o local continuava sendo habilmente estimulado por ele.
Quando pensei que não fosse mais suportar aquela doce agonia, senti ele colocar uma mão entre nós dois e seus dedos tocaram meu clitóris fazendo movimentos circulares, enquanto aumentava a pressão com seus quadris.
- Oh, Rob! – gritei completamente entregue a onda de prazer sem igual que tomou conta de mim.
Perdi a noção da realidade, ao ter dois orgasmos, ao mesmo tempo, em dois lugares diferentes do meu corpo. Senti ele finalmente também estremecer, desfalecendo o corpo completamente em cima de mim. Depois de muito tempo ele finalmente se arrastou, deitando ao meu lado. Eu ainda não conseguia mexer um músculo.
- Você está bem? – ele perguntou.
Bem? Eu estava flutuando nas nuvens!
- Nossa, o que foi isso? – consegui falar abrindo os olhos.
- Considere-se oficialmente apresentada ao seu Ponto G. – ele disse sorrindo todo orgulhoso.
Arregalei os olhos, surpresa com sua resposta. Mas que marido danadinho, que eu tinha!
- Só não prometo fazer isso sempre. – ele disse piscando um olho – Fico mortinho no final! – disse jogando a cabeça no travesseiro e fechando os olhos.
POV – Robert
Acho que nós dois coxilamos, abri os olhos e ela estava deitada em meus braços, mas começou também a se mexer quando toquei em seu cabelo.
- Dormimos? – ela perguntou piscando os olhos, erguendo a cabeça.
- Só um pouquinho. – respondi.
Ela voltou a deitar a cabeça em meu peito e a abracei, suspirando feliz.
- É assim que sonho estar com você todas as noites. – eu disse.
- Eu também. – ela falou entrelaçando nossas mãos – Só me sinto completa quando estou com você.
- Está muito difícil continuar fingindo. – falei.
- Eu sei. – ela disse baixinho – As vezes é quase insuportável.
- Não quero mais agir como se fosse errado nos amar. Como se o que sentimos fosse algo sujo, feio e vergonhoso!
- Não conheço nada mais puro e verdadeiro do que o que sentimos um pelo outro. – ela disse me abraçando apertado.
- Parece até que cometemos um crime ou algo parecido! – passei a mão nervosamente pelos cabelos – Será um crime nos amarmamos e consumarmos esse amor?
Ela se ergueu me olhando e tocando meu rosto com suas mãos.
- Se amar é nosso crime, quero ser condenada a passar o resto da vida a seu lado. Nada me separa de você, enquanto você me quiser.
- Te quero pra sempre. – respondi antes de beijá-la suavemente.
- Então, que alternativas nos restam? – ela perguntou suspirando.
Pensei por um momento antes de responder, eu ia propor assumirmos, mas e depois, quais seriam as consequências? Se fossemos expulsos de casa o que eu poderia oferecer a ela, além do meu amor? Estava começando a minha carreira agora, o filme do Harry Potter tinha me deixado com uma boa poupança mas não ia durar pra sempre. Seria justo condena-la a sair de uma casa boa e confortável e oferecer uma vida instável e cheia de privações? Eu queria dar coisas a ela e não tirar. Ou eu tinha medo de propor isso e ser rejeitado? E se eu tivesse medo do amor dela vacilar diante do sacrifício que eu estaria oferecendo? Sim, esse era o meu maior medo, vê-la desistir de nós.
- Não temos que decidir isso agora. – disse covardemente – Proponho voltarmos a falar sobre isso amanhã pela manhã, até lá pensamos um pouco mais, está bem?
Ela concordou acenando afirmativamente com a cabeça, procurei então mudar de assunto.
- Estou com fome, que tal chamarmos o serviço de quarto e pedirmos alguma coisa?
- Boa idéia! – ela respondeu alegre.
Nos levantamos colocando os roupões brancos que estavam aos pés da cama. Fui até a mesa de refeições, encontrei um cardápio, resolvemos pedir massa para nós dois, acompanhado de um bom vinho tinto. Mas foi olhando para a parte de sobremesas que vi algo que me deu uma idéia, sorri antecipadamente.
Não demorou muito e chegou o garçon com um carrinho com nossos pedidos, coloquei tudo na mesa, enquanto ela acendia as velas.
Nos sentamos um de frente pro outro, abri o vinho e servi nossas taças.
- Proponho um brinde ao nosso futuro juntos. – ela disse erguendo sua taça.
- Que seja eterno. – completei tocando sua taça com a minha.
Não podia ter clima mais romântico do que aquele jantar a luz de velas, depois de termos nos amado tão intensamente.
Estava tudo delicioso e comi com enorme prazer, bebericando o vinho, conversando com ela, vendo seu sorriso lindo quando eu falava alguma besteira, a pele dela parecia veludo naquela luz suave, seus olhos eram puro mel no brilho das chamas.
Acabamos de comer e continuamos conversando sobre nossos planos profissionais para o futuro, falei da minha vontade de fazer filmes mais sérios, com roteiros melhores, ela falou sobre o desejo de dançar numa grande companhia de dança. Mas a medida que ela se mexia, reparei que seu roupão ia se abrindo, revelando o contorno de seus seios e por mais que eu tentasse me concentrar na conversa e não ficar olhando, foi impossível, comecei a me imaginar tocando-os com minhas mãos, com meus lábios e fiquei super excitado. Lembrei então da sobremesa que havia pedido sem ela saber e resolvi mudar de assunto.
- Vamos comer a sobremesa na cama? – sugeri.
- Você pediu sobremesa? Não tinha reparado.
- Pedi algo especial, vai lá pra cama, que eu já levo pra gente. – ela me olhou surpresa mas fez o que pedi.
Fui até o carrinho onde tinha uma bandeja coberta, tirei a tampa e conferi que tinha extamente o que eu pedi, tampei novamente e levei a bandeja até o quarto.
Ela estava sentada encostada na cabeceira me guardando, sentei na sua frente coloquei a bandeja na cama ao meu lado.
- Espero que goste do que eu escolhi. – e tirei a tampa revelando o conteúdo.
- Morangos e chantilly em spray? Adoro! – falou sorrindo.
- Fico feliz que tenha gostado, pedi uma latinha de spray pra cada um, pra não ter briga. – falei sorrindo.
- Oba! – ela já ia estender a mão para pegar um morango quando eu a interrompi.
- Mas eu quero propor uma maneira diferente de apreciarmos essa iguaria. – falei inocentemente.
- Maneira diferente, como assim? – ela perguntou confusa.
- Hum... Melhor eu mostrar. – respondi.
Peguei um morango suculento e vermelho e enfiei na boca sem mastigar, em seguida peguei um dos sprays e o sacudi, abri seu roupão ligeiramente revelando seu ombro, apertei o bico do spray deixando cair uma pequena quantidade em sua pele e lambi o local, comendo o chantilly com o morango em minha boca.
A cara de espanto que ela fez foi tão hilária que não me segurei e caí na gargalhada.
- Do que você está rindo? – ela perguntou.
- Desculpa, mas você fez uma cara tão engraçada! – eu não conseguia parar de rir.
Vi-a sorrir também, em seguida ela pegou uma das latas de spray e fiquei animadão.
- Bem, talvez eu possa faze-lo rir um pouco mais.
O que ela fez em seguida foi tão rápido que até hoje me pergunto como deixei acontecer. Ela colocou uma boa porção de chantilly na mão e esparramou por metade do meu rosto, agora era ela quem ria sem parar.
- Você não devia ter feito isso. – falei rindo cinicamente – Você realmente não devia ter feito isso.
Peguei o meu spray enchendo minha mão de chantilly, mas ela vendo que eu ia revidar, pulou na cama e saiu correndo rindo e eu fui atrás.
Começamos a correr um atrás do outro pelo quarto e começou a voar chantilly pra tudo que foi lado, eu jogava, ela jogava, consegui acertar um bem no rosto dela e gargalhei alto vendo ela tirar o excesso com as mãos, depois ela partiu pra cima de mim e eu fugi na hora. A medida que corríamos nossos roupões iam se abrindo, até que ela passou perigosamente perto de mim e consegui segura-la pelo roupão, ela muito esperta, tirou ele e saiu nua pelo quarto.
- Pensou que tinha conseguido me pegar, né?
- Espera pra ver o que faço contigo quando te pegar. – e tirei o meu roupão jogando pro lado
Com um gritinho ela voltou a correr e a guerra de chantilly recomeçou, ela tascou um pelotaço no meu peito, tasquei outro em seus seios e em suas costas, ela conseguiu mirar um bem na minha virilha e riu sem parar. O chão começava a ficar perigosamente escorregadio e não deu outra, levei um tombaço carregando a Marina junto que caiu por cima de mim. Olhamos pra cara lambuzada um do outro e caimos na gargalhada.
- Ai, a última vez que fiz isso foi numa guerra de lama com você, lembra?
- Sim! Que idade a gente tinha? – perguntei rindo
- Dez. – ela disse alegre.
- Mas agora foi muito mais divertido! – eu disse animado.
- Concordo! – ela estava deitada em cima de mim, ambos ainda rindo.
Comecei a passar minhas mãos em suas costas lambuzadas e ela me abraçou pelo pescoço, agente se olhou por um momento e no segundo seguinte nos beijamos apaixonadamente. Nossas bocas se soltaram e começamos a nos lamber mutuamente, peguei-a pela cintura e a puxei pra cima para que seus seios ficassem na altura da minha boca e suguei todo o chantilly que tinha neles. Depois foi a vez dela, ao descer e lamber todo o meu peito, eu estava surtando ao sentir aquela língua me sugando com vontade. Até que ela foi descendo e se aproximou perigosamente da minha cintura, olhei pra baixo e vi que ela olhava pra mim como se estivesse decidindo.
- Não precisa amor. – falei entendendo seu dilema, ela nunca tinha feito aquilo antes.
- A questão não é não querer, mas o que você pensaria de mim se fizesse. – fiquei surpreso ao ouvir aquilo.
- Você acha que se fizer vou pensar mal de você? – perguntei.
- Por aí... – disse timidamente.
- Amor, se você tiver vontade, pode fazer o que quiser comigo, a gente está aqui pra se curtir e não para julgar, então se está bem pra você e está bem pra mim, tudo bem.
- Mesmo?
- Mesmo. – respondi sorrindo.
- Eu quero, você quer? – ela perguntou.
- Quero. – falei com a voz rouca de excitação.
Ela recomeçou a descer e quase não acreditei que aquilo estava prestas a contecer. Eu só tinha sonhado com ela fazendo isso uma única vez e acordei cheio de remorso, mas agora ao ver que aquele sonho estava prestes a se realizar eu tinha vontade de me beliscar pra ter certeza que tudo isso era real.
- Posso fazer um comentário completamente pervertido? – ouvi ela perguntar maliciosamente.
Olhei pra baixo e vi que ela estava cara a cara com "Robinho"coberto de chantilly.
- Deve. – respondi sorrindo.
- Adoro Banana Split!
Gargalhei tão alto que ela até se assustou, mas depois que vi a boca dela se aproximando do objeto de desejo parei de rir e me preocupei só em curtir o momento.
Nada poderia me preparar para a enchurrada de sensações que me invadiram ao sentir "Robinho" ser lambido, sugado, devorado por aquela boquinha de anjo. Eu gemia incontrolavelmente, quase me contorcendo de tanto prazer.
- Ai, Marina... Vai faz aí de novo... Oh, que delícia... Ai, tô morrendo... Hummm... – eu gemia sem parar.
Eu já estava quase em agonia, precisava urgentemente me sentir dentro dela, voltei a abrir os olhos, olhei pra baixo e vi que "Robinho" já estava todo limpinho então não tive dúvidas.
- Amor, pega a camisinha AGORA! – implorei.
Ela foi rápida, voltou com a bendita, vestiu "Robinho" e montou em cima de mim com agilidade.
- Ah... – gemi assim que ela começou os movimentos.
Estiquei o braço para acariciar seus seios enquanto meus olhos a contemplavam maravilhados, ela me sorria confiante e amorosa, enquanto subia e descia na dança do amor. Me segurei, observando seu corpo dar os sinais certos, assim que vi que ela ficou trêmula, me soltei completamente e chegamos lá quase simultaneamente.
Ela deitou-se por cima de mim, completamente exausta e a abracei apertado, ficamos assim um bom tempo.
- E agora? – ouvi ela perguntar.
- Hum... Alguma sugestão?
- Acho que não seria nada mal um banho na hidro, o que você acha?
- Boa idéia, assim a gente acaba de se limpar. – respondi dando um beijinho em sua testa.
Nos levantamos do chão e fomos nos banhar.
POV – Marina
A água borbulhava ao nosso redor alegre e perfumada, cheia de espuma, enquanto o Rob esfregava delicadamente o meu cabelo tirando os últimos vestígios de chantilly. Ele pegou o chuveirinho passando água limpa e morna para tirar o shampoo, em seguida começou a colocar o condicionador, passando os dedos delicadamente pelos fios.
- "Que tal nós dois, numa banheira de espuma, sem culpa nenhuma..." – comecei a cantar baixinho.
- Que música é essa? – ele perguntou curioso, foi então que eu reparei que estava cantando em português.
- Lembrei dessa música, achei que tinha tudo a ver com o momento. – fiz então uma tradução e ele sorriu concordando.
Banho De Espuma - Rita Lee
"Que tal nós dois
Numa banheira de espuma
El cuerpo caliente
Um dolce farniente
Sem culpa nenhuma...
Fazendo massagem
Relaxando a tensão
Em plena vagabundagem
Com toda disposição
Falando muita bobagem
Esfregando com água e sabão...
Uh! Lá! Lá!...
Que tal nós dois
Numa banheira de espuma
El cuerpo caliente
Um dolce farniente
Sem culpa nenhuma...
Fazendo massagem
Relaxando a tensão
Em plena vagabundagem
Com toda disposição
Falando muita bobagem
Esfregando com água e sabão...
Lá no reino de Afrodite
O amor passa dos limites
Quem quiser que se habilite
O que não falta é apetite...
Que tal nós dois
Numa banheira de espuma
El cuerpo caliente
Um dolce farniente
Sem culpa nenhuma...
Fazendo massagem
Relaxando a tensão
Em plena vagabundagem
Com toda disposição
Falando muita bobagem
Esfregando com água e sabão...
Lá no reino de Afrodite
O amor passa dos limites
Quem quiser que se habilite
O que não falta é apetite
Uh! Lá! Lá! Lá!...
Lá no reino de Afrodite
O amor passa dos limites
Quem quiser que se habilite
O que não falta é apetite...
Lá no reino de Afrodite
O amor passa dos limites
Quem quiser que se habilite
O que não falta é apetite
Uh! Lá! Lá! Lá!...(2x)"
- Adoro te ouvir falando português, fica tão sexy. – ele comentou beijando levemente minha nuca, me provocando arrepios.
- E eu adoro quando você cuida assim de mim. – disse enquanto ele enchagua meu cabelo com todo carinho.
- Prometi isso lembra? Cuidar sempre de você. – ele encostou as costas numa borda da banheira, abrindo a pernas e me colocando sentada entre ela, minhas costas em seu peito.
Suspirei me sentindo completamente limpa, relaxada e feliz. Rob passava as mãos carinhosamente por meus braços, enquanto seus lábios passeavam delicadamente por meu pescoço. Eu queria que esse momento durasse pra sempre, queria poder me sentir assim segura, tranquila e amada, livremente, sem ter que nos esconder como se o que fizessemos fosse algo proibido.
- Rob, você pediu para conversamos sobre isso amanhã mas eu não gostaria de passar outra noite sem termos decidido essa situação. – mesmo sem olhar seu rosto, senti ele ficando automaticamente tenso atrás de mim.
- Eu não consigo mais ficar naquela casa dessa forma, mentindo o tempo todo, escondendo nossos sentimentos, vendo nosso amor ser limitado e controlado. – ele escutou em silêncio e ouvi ele suspirar.
- O que você propõe? – ele perguntou.
- Vamos contar a verdade a todos. – disse trêmula.
Ficamos em silêncio, sentindo o peso das minhas palavras, aquela era uma decisão séria, muito séria.
- Você estaria preparada para enfrentar as possíveis consequencias? – ele perguntou.
- Como assim?
- Bem, você sabe que ao revelarmos tudo com certeza a reação por parte de nossos pais não será suave. Não sei até que ponto eles iriam mas temos que estar preparados para o pior.
- Eu sei, você está pensando em ser expulso de casa, não é?
- Sim, entre outras coisas. – disse nervoso – E Marina, eu realmente não posso fazer isso com você, arriscando seu futuro dessa forma.
- Fazer o que? – perguntei franzindo a testa.
- Bem, se eu for expulso, eu não posso pedir que você me acompanhe, afinal o que eu posso te oferecer no momento além de uma vida simples, talvez até miserável. Como posso te tirar de um estilo de vida seguro, estável e oferecer algo incerto e difícil? Como posso te tirar de uma casa confortável e bonita, te levando pra sei lá, um canto qualquer!
Virei-me pra ele chocada, olhei seu rosto e o vi cheio de dúvidas e incertezas.
- Por que tipo de garota fútil você me toma? – falei zangada.- Será que você ainda não sabe que pra mim só você importa? Do que me adianta casa, carro, posição social, sem você ao meu lado? Você disse que pode me oferecer uma vida miserável, mas você está enganado, miserável eu seria sem você. – disse segurando seu rosto em minhas mãos – Miserável eu seria longe de você.
Olhei em seus olhos e vi um brilho diferente, quase como que de alívio ao ouvir minhas palavras.
Ele me abraçou apertado, pousando a cabeça em meu ombro, segurei-o com firmeza.
- Você tem certeza mesmo? Está pronta para arriscar tudo? – ele perguntou.
- Por você arrisco tudo e nada mais importa. – falei com voz firme.
Ele se afastou um pouco, olhando meu rosto como se estivesse procurando por algo e ao olhar dentro de meus olhos vendo espelhados neles todo o imendo amor que sentia, pareceu ter encontrado o que buscava.
- Então vamos contar. – ele declarou.
Nos olhamos longamente, então nossos lábios se encontraram num beijo apaixonado e intenso, assim como o nosso amor.
Previsão do tempo para Londres hoje: tempo encoberto.
Capítulo 22
POV - Marina
Cheguei em casa antes do Rob, afinal não podíamos dar a bandeira de chegar juntos. Deixei-o seis quadras antes da nossa casa, ele viria caminhando devagar o que me daria tempo de entrar em casa despreocupadamente.
Era manhã de sábado e encontrei todos em casa, entrei na cozinha e cumprimentei alegremente respondendo as perguntas de praxe, como foi a noite, se tinha me divertido, se tinha conhecido alguém interessante, fui respondendo automaticamente, enquanto me lembrava detalhadamente da noite passada e fiquei ruborizada, o que não passou desapercebido a minha mãe.
- Ah, não adianta me enganar! – disse minha mãe rindo – Essas bochechas rosadas são toda resposta que eu preciso sobre se você conheceu alguém legal.
- Ai, mãe! – falei sem graça.
- Hum, então quer dizer que tem alguém mexendo com esse coraçãozinho? – brincou meu pai.
- Pai, você também? – reclamei.
- Não precisa ficar encabulada, nada mais natural na sua idade! – disse mamãe passando um braço pelos meus ombros.
- Quando vamos conhecer o sortudo? – perguntou papai na hora em que o Rob chegava.
- Bom dia! – ele disse sorrindo – Peguei a conversa pela metade, mas quem é o sortudo? – ele perguntou.
- Ora, o namorado misterioso da sua irmã. – respondeu papai brincalhão.
- Pai! – disse nervosa – Eu não falei nada, vocês é que estão fazendo suposições demais!
- Como assim namorado misterioso? – perguntou Rob parecendo muito interessado.
- Sua irmã chegou em casa com essa cara de quem viu um passarinho verde. – disse mamãe rindo – E é claro que não podíamos deixar de notar os olhinhos brilhando, seu pai e eu já vivemos o bastante para saber qual deve ser o motivo dessas reações.
Eu queria sumir, olhei pra cara do Rob e ele parecia estar achando tudo divertidíssimo
- Passarinho verde, é? – ele perguntou cinicamente – Depois eu quero saber o nome desse passarinho. – virei os olhos.
- Ok, agora que todos já se divertiram as minhas custas, se me dão licença, me retiro com o pouco de dignidade que me resta. – disse enquanto ouvia mais risadinhas.
Fui pro meu quarto e troquei de roupa, deitei na cama e fiquei me lembrando da última conversa que tinha tido com Rob naquela manhã. Tínhamos decidido revelar tudo essa noite, pois não queríamos mais manter a farsa, não suportávamos mais ficar separados e tínhamos prometido um pro outro que não passaríamos mais nenhuma noite dormindo em quartos separados. Continuando em casa ou não, a partir dessa noite assumiríamos nosso casamento pro mundo e viveríamos como tal.
Passamos a madrugada planejando a melhor forma de abordar o assunto, foi muito difícil decidir, afinal como revelar para seus amorosos pais uma notícia dessas, se existisse um manual de auto-ajuda intitulado: "Como contar para seus pais que seus "filhos" estão apaixonados, juntos, casados e fazendo sexo animal", eu seria a primeira a comprar.
- Já pensou se eu chegasse pro papai e falasse: "Pai, sabia que o senhor vai ser o primeiro pai-sogro do mundo?" – ele disse rindo, levantando os polegares fazendo sinal de ok com as duas mãos.
- Cruzes! Pior que isso só se você falasse que ele estava prestes a se tornar pai-sogro-avô! Aí, primeiro ele te matava e depois morria pelo choque! – eu disse rindo junto.
- Que nada, o velhinho é duro na queda! - ele disse animado – Ele morreria mesmo só se eu chegasse falando assim: "Pai, me empresta sua cama essa noite? Sabe como é, quero tentar uma posição nova com a Marina e precisamos de mais espaço." – ele disse como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- Aí, não ia ser o papai que ia te matar, eu mesma faria o serviço!
- Agora magoei! – disse colocando a mão no peito se fingindo mortalmente atingido – Isso é que dá me empenhar tanto em corresponder ao apetite sexual insaciável da esposa!
- Rob! – falei muito vermelha.
Dei com o travesseiro nele, começando então uma guerra de travesseiros que só terminou quando começamos a nos amar em cima de uma cama coberta de penas. Ao sairmos de lá, deixamos uma gorjeta generosa para as camareiras.
Porém antes de partir, conseguimos combinar uma maneira sutil e delicada de abordar o assunto com nossos pais, mérito exclusivo do Rob, que depois de um monte de idéias bizarras, teve uma idéia brilhante e inspirada. Não foi à toa, que eu caia de quatro por ele, sempre conseguia me surpreender com sua sensibilidade aguçada.
Liguei pra Shanti aquela tarde para saber se a noite passada tinha sido tranqüila e se nosso plano tinha corrido normalmente.
- Deu tudo certo. – ela disse alegre – Aí, peraí... – ela disse rindo, interrompendo o que falávamos e se dirigindo a alguém ao perto dela – Se você começar a chupar o dedão do meu pé de novo, eu não vou conseguir continuar falando!
- Com quem você está falando? – perguntei curiosa.
- Ah, com o Tom. – respondeu como se não fosse nada demais.
- Onde você está? – perguntei chocada.
- No quarto do Tom. – ela disse recomeçando a rir – Desculpa, Marina! – disse agora rindo sem parar – Mas o Tom não pára de lamber meus dedos dos pés e estou morrendo de cócegas!
- Er... Ta bom, acho melhor então eu desligar, mas antes só queria te agradecer novamente e queria que soubesse que nós decidimos contar tudo hoje a noite pra eles.
- Sério? – ela perguntou ficando séria – Pára, Tom! Olha amiga, acho que vocês fizeram a escolha certa. – escutei ela sussurrando pro Tom o que eu tinha acabado de falar e depois pareceu que ele tinha dito algo – Olha, eu e o Tom gostaríamos que você e o Rob soubessem que estaremos aqui torcendo por vocês, se precisarem de qualquer coisa, um ombro amigo, casa ou comida conte conosco!
- Obrigada de coração! Por avise a o Tom que agradecemos muito mesmo! – falei emocionada.
- Considere o recado dado. Promete depois me ligar contando, tudo? Vou ficar aqui morrendo de preocupação!
- Prometo. – disse antes de me despedir.
Quando chegou a noite eu fiquei totalmente diferente do que imaginei que estaria nesse momento, pois me imaginei ficando histérica, mas me encontrava serena, e eu sabia porque. A decisão de ficar com o Rob, não era uma decisão nova na minha vida, eu sempre escolhi ser dele, na verdade não era bem uma escolha, era quase como uma compulsão, eu precisava ser dele, não tinha meio termo. Ver meu amor sendo correspondido me deu toda confiança que precisava para enfrentar qualquer obstáculo.
Naquela noite, no horário combinado, encontrei com o Rob no alto da escada, ele estendeu as mãos pra mim, pegando as minhas e levando-as ao lábios beijando docemente.
- Pronta? – ele perguntou me olhando intensamente.
- Sim. – respondi segura dos meus sentimentos por ele e pronta pro desse e viesse.
Descemos as escadas de mãos dadas, sabendo que nunca mais as soltaríamos.
Entramos na sala onde papai e mamãe se encontravam vendo TV, eles estavam no sofá, sentados lado a lado.
- Pai, mãe, será que podemos conversar um pouco com vocês? – iniciou Rob.
- Claro que sim. – disse mamãe olhando rapidamente para nossas mãos entrelaçadas.
Papai pegou o controle remoto desligando a TV e se virou em nossa direção em seguida.
- Qual é o assunto?
- Gostaríamos de conversar na outra sala, se possível. – eu disse.
Reparei que eles se olharam, achando tudo muito estranho, mas se levantaram fazendo o que pedimos. Fomos na frente e sentamos lado a lado na banqueta do piano e aguardamos eles chegarem e se sentarem nas poltranas a nossa frente, nos olhando muito curiosos.
- Antes de começarmos, eu e Marina gostaríamos que soubessem que os amamos e que em nenhum momento fizemos nada com a intenção de magoá-los. – disse Rob abrindo o piano e removendo a proteção das teclas.
Olhei para mamãe que agora parecia visivelmente preocupada, já papai nos olhava com um olhar confuso.
- Pensamos muito como seria a melhor maneira de dizer isso a vocês e como nos faltavam palavras, decidimos dizer através da música. Então por favor, gostaríamos que prestassem muita atenção na letra e esperamos que entendam. – eu disse carinhosamente.
Olhei pro Rob que aguardava, fiz um sinal afirmativo com a cabeça e ele começou a tocar, cantando em seguida.
Link para a música: .com/watch?v=R5ByybRRu2w
Come What May (Haja o Que Houver) - Nicole Kidman e Ewan McGregor
Nunca imaginei
Que eu pudesse me sentir assim
Como se eu nunca tivesse visto o céu antes
Quero desfalecer num beijo seu
A cada dia eu te amo, mais e mais
Ouça meu coração, pode ouvi-lo cantar?
Dizendo para eu te dar tudo.
As estações podem mudar de inverno a primavera
Mas eu te amarei, até o fim dos tempos.
Haja o que houver,
Haja o que houver,
Eu amarei você até o dia da minha morte.
Agora começamos a cantar juntos, nos olhando apaixonadamente.
De repente o mundo parece ser um lugar perfeito,
De repente se move com tanta graça,
De repente minha vida não parece um desperdício
Tudo gira em torno de você.
E não existe montanha tão alta,
Nem rios tão extensos.
Cante esta canção e eu estarei ao seu lado,
Tempestades podem se formar
E estrelas colidirem
Mas eu te amo, até o fim dos tempos.
Haja o que houver,
Haja o que houver,
Eu amarei você até o dia da minha morte.
Oh, haja o que houver,
Haja o que eu houver,
Eu amarei você, eu amarei você
De repente o mundo parece ser um lugar tão perfeito.
Haja o que houver,
Haja o que houver,
Eu amarei você até o dia da minha morte.
Acabamos de cantar perdidos nos olhos um do outro, tínhamos cantado com todo o sentimento que conseguimos e as mãos mágicas dele, como sempre tinham transformado aquela linda canção em algo sublime.
Finalmente me virei para olhar para nossos pais, mamãe tinha uma mão cobrindo sua boca aberta e a outra no peito, papai nos olhava de um jeito que eu fiquei sem saber se ele realmente não tinha entendido nossa mensagen ou se não queria entender, o silêncio na sala era total, depois de ressoar os últimos acordes.
Por fim alguém falou, eu já estava ansiosa aguardando alguma reação, mesmo que fossem gritos, eu precisava de alguma reação!
- Eu... Eu... não sei se entendi. – disse papai.
Olhei pro Rob, que me devolveu o mesmo olhar constrangido.
- Não está claro? – disse mamãe logo depois – Richard, eles estão apaixonados! – disse parecendo horrorizada.
- Como? – disse papai se virando pra ela - Apaixonados? – ele parecia completamente confuso – Mas, isso é impossível, ele são irmãos!
- Não, não somos. – disse Rob firmemente.
Papai se virou pro Rob completamente surpreso e fiquei com pena da dor que vi estampada em seus olhos.
- Claro que são! Sempre os tratamos como irmãos! Nunca fizemos diferença entre vocês, procuramos trata-los igualmente. – disse papai na defensiva – Querida, alguma vez a tratamos de alguma forma que não a fizemos se sentir parte da família? – ele disse se dirigindo a mim.
- Não, papai, claro que não! – disse tentando tranquiliza-lo – O senhor sempre me fez me sentir sua filha, mas isso não signica que me fizesse me sentir irmã do Rob.
- O que? – ele parecia chocado com minha afirmação.
- A quanto tempo isso vem acontecendo? – disse mamãe de voz baixa.
- Nos amamos desde crianças. – explicou Rob – Na verdade nunca tivemos um sentimento fraterno um pelo outro, apenas... – ele olhou pra mim parecendo procurar pelas palavras - ...apenas nos sentíamos obrigados a nos comportar como tal.
- Obrigados? – disse mamãe tensa – Desde de crianças? Oh, meu Deus! Vocês estão juntos todos esse anos?
- Não! – eu respondi rápido – Só nos confessamos recentemente.
- Sim, estamos juntos a pouco tempo mas nunca tivemos dúvidas dos nossos sentimentos. – disse Rob.
- Juntos? – perguntou papai estreitando os olhos – Como assim juntos? Juntos como? – foi a vez do Rob suspirar e em seguida segurar minha mão por cima do piano.
- De todas as maneiras que um homem e uma mulher podem ficar juntos. – respondeu pausadamente.
Agora não tinha mais como papai dizer que não entendeu, ele olhou pra mim com tristeza e em seguida com um misto de horror e nojo pro Rob.
- Incesto! – disse por fim – Minha casa foi profanada por incesto!
- Não! – disse Rob desesperado – Papai, por favor, será que não entende? Não somos parentes de verdade, não temos nenhum vínculo sanguíneo, então não é incesto!
- Você é um Pattinson! – disse apontando pro Rob – Ela é uma Pattinson! – disse apontando pra mim – Isso pra mim faz de vocês irmãos sim senhor e o que você fez com ela é incesto!
- Papai, com certeza sou uma Pattinson – falei calmamente – Mas agora não mais por adoção. – papai e mamãe prestavam muita atenção ao que eu falava, fechei os olhos, respirei fundo e concluí – Mas sim por matrimônio.
Ouvi mamãe soltar um gritinho, enquanto papai ficou roxo.
- Matrimônio? – papai disse rindo nervoso – Vocês estão brincando, não é? – perguntou.
- Não, papai. – respondeu Rob sério – Nós realmente nos casamos.
- Onde? Quando? – perguntou mamãe arrasada.
- No Taiti. – Rob respondeu.
Mamãe cruzou os braços, abaixou a cabeça e começou a chorar em silêncio, meu coração estava partido ao vê-la sofrer tanto.
- Chega! – disse papai – Quero saber tudo e quero saber agora! – disse se levantando indignado – Rob, você e eu, no meu escritório agora!
- Quero ir também! – falei rápido.
- Não! – papai disse firme – Vai ser uma conversa só entre homens!
Olhei pro Rob, ele sacudiu a cabeça e tocou meu rosto.
- Fique aqui, amor. – disse tranquilo – Ficarei bem.
Notei que ao agir assim comigo e me chamar de amor, papai fez cara de asco. Rob se levantou e os dois seguiram para o escritório ao lado, fechando as portas ao entrar. Fiquei ali, apreensiva, torcendo as mãos, imaginando como estava a conversa, o que estariam falando.
Levantei-me, me aproximei da porta e escutava algumas coisas.
- Vocês estão juntos desde do filme do Harry Potter? – papai gritava, enquanto Rob falava alguma coisa que não consegui entender.
- Você a seduziu! – ouvi papai declarar encolerizado.
- Não foi bem assim! – disse Rob se defendendo.
Eles voltaram a conversar num tom mais baixo.
- Casamento no Taiti? Que palhaçada é essa? – papai voltou a gritar, percebi que Rob respondia falando com calma.
- Lua de Mel? – me encolhi de medo dessa vez, ao ouvir o berro do papai – Você fornicou com sua irmã por uma semana no Taiti?
- Pela última vez, ela não é minha irmã! – gritou Rob em resposta.
- Que tipo de pervertido criei em baixo do meu próprio teto?
- Nunca olhei a Marina como irmã, vocês nos impuseram essa condição, nunca nos deram escolha! – Rob disse se defendendo.
- E por que resolveram nos revelar tudo agora? – papai por fim perguntou.
- Porque não queríamos mais mentir, não queríamos mais enganar ninguém - disse Rob – Queremos viver nosso amor com liberdade, mas também com responsabilidade.
- Responsabilidade? Ela está grávida? – papai berrou mais uma vez.
- Não! – disse Rob energicamente.
- Oh, graças a Deus que não! – disse papai aliviado – Nem quero pensar no pecado que seria você engravidar sua própria irmã!
- Merda, pai! – disse Rob perdendo a paciência – Pela milésima vez, ela não é minha irmã!
- Olha a linguagem que usa comigo, rapaz! – papai disse irritado.
- Desculpa! – disse Rob – Mas vocês não sabem como me tira do sério sermos chamados de irmãos.
Agora novamente o silêncio, fiquei ainda mais apavorada com essa súbita falta de gritos.
- Psiquiatra? – gritou Rob furioso – Por que precisaríamos ir a um psiquiatra?
- Para tratar essa anomalia que vocês tem! – respondeu papai igualmente zangado.
Fiquei furiosa, aquilo tinha ido longe demais, abri a porta e entrei ouvindo a repreensão da minha mãe.
- Chega! – eu disse assim que entrei – O que sentimos não se trata de um distúrbio psiquiátrico, mas amor pai! Apenas amor! Será que não pode entender algo tão simples e puro como amor! Não se trata de sedução, sacanagem e anormalidade! Nos amamos a anos, como homem e mulher, mas só recentemente tivemos a coragem de viver esse sentimento! Eu sou mulher do Rob agora pai! Sou esposa dele!
- Filha, você está confusa...
- Não! – falei – Eu estava confusa antes, quando olhava o Rob todo dia, com medo de demonstrar tudo o que sentia por respeito a vocês! Eu estava confusa antes, quando queria tanto toca-lo, mas com medo de não ser correspondida! Eu estava confusa antes, quando não sabia o quanto me faria feliz me tornar mulher por ele!
- Chega, Marina! – disse mamãe entrando na sala e segurando meu braço.
- Não! – falei me virando pra ela – Vocês não querem ouvir toda a verdade, então agora vou até o final – me virei pro papai e disse - Pai, eu amo vocês de verdade, mas não posso mais continuar fingindo ser alguém que não sou. Sei que vocês devem estar magoados com nosso casamento escondido, mas quando Rob me propos o casamento, ele estava tentando agir o mais honradamente possível, demonstrando todo o respeito e amor que sentia por mim. Por favor, pai! Sei que isso está sendo um choque pra vocês e entendo sua reação até certo ponto, mas não deixe que o preconceito o impeça de ver a verdade.
Papai me olhava mordendo o lábio inferior, por fim baixou os olhos, colocando as mãos na cintura. Olhei pro Rob que continuava olhando pro papai, aguardando, mamãe passou por nós, ficando ao lado do marido.
- Não me resta outra alternativa – disse papai falando baixo – Rob você hoje sai desta casa. – falou por fim encarando Rob.
- Não! – disse mamãe.
- Se ele for, eu também vou! – ameacei.
- Você não ousaria! – papai disse.
- Experimente! – desafiei – Se Rob passar por aquela porta essa noite, não sairá sozinho, pode estar certo!
- Richard, por favor! Não posso perder dois filhos de uma única vez! – implorou mamãe aos prantos.
Papai olhou pra mamãe e suspirou, enquanto ela segurava seu braço.
- Deixem-nos a sós por um momento. – ele disse pouco depois – Esperem lá fora.
POV – Robert
Fomos pra sala e sentamos juntos no sofá, de mãos dadas e muito nervosos.
- Vou lá em cima fazer minhas malas – ouvi Marina dizer.
- Meu amor, não faça isso! – falei preocupado – Se eu sair de casa hoje, deixa eu ir sozinho! Não quero você comigo na rua, no meio da noite!
- Pára com isso! – ela disse cortante – Sou sua esposa, pro que der e vier! Prometemos cuidar um do outro lembra? – ela disse tocando meu rosto com doçura – Como vou cuidar de você se ficarmos separados?
Oh, meu Deus, como eu amava essa corajosa e linda mulher! Ela era tudo pra mim, abracei-a apertado.
- Me promete uma coisa? – ela disse com o rosto em meu peito.
- O que?
- Que nunca ficaremos separados, não importa o que aconteça, não importa para onde formos, você me leva junto? – ela pediu.
- Marina... – falei acariciando seus cabelos.
- Prometa! - ela disse segurando meu rosto e pude ver seu olhos brilhando cheio de lágrimas.
Eu estava no meu limite, eu queria protege-la de todo e qualquer mal, de qualquer coisa no mundo lá fora que pudesse faze-la infeliz, queria ser altruísta e pensar somente nela. Mas eu sabia que não conseguiria mais viver sem ela, não conseguiria mais viver sem aquele sorriso radiante, sem ouvir aquela voz aveludada, sem sua presença marcante e inteligente, sem sua paixão e seu amor. Dane-se o altruísmo!
- Prometo! – falei plenamente ciente da minha atitude egoísta e assisti ela sorrir aliviada.- Como posso ficar longe de você? Você é meu sol durante o dia, minha lua à noite, você é minha bússula me mostrando o caminho a seguir quando me sinto perdido, você é meu eterno norte.
Estávamos assim abraçados, quando ouvimos a porta do escritório se abrir, olhamos tensos naquela direção.
Papai parou ali nos observando, mamãe ainda segurava em seu braço, mas parecia mais calma.
- Conversei com sua mãe – ele disse se dirigindo a nós – E somente por amor a ela, e por não querer vê-la sofrer mais do que já está sofrendo permito que ambos fiquem. – respiramos aliviados – Mas, com uma única condição. – olhei desconfiado.
- A partir de hoje. – disse me olhando nos olhos – Não tenho mais filho, nunca mais fale comigo novamente, nunca mais volte a me chamar de pai.
Previsão do tempo em Londres hoje: parcialmente nublado, com alguns vislumbres de sol.
Capítulo 23
POV - Marina
As últimas palavras de papai ainda ecoavam em meus ouvidos mesmo depois de termos saído da sala e ido para meu quarto. Rob não disse mais nenhuma palavra, permanecia completamente mudo, o olhar parado e fixo, só não dizia que ele estava catatônico porque ele piscava os olhos ocasionalmente.
Estávamos sentados na beirada da minha cama, lado a lado, passei minha mão em seu rosto, tentando adivinhar o que estava passando em sua mente e coração. Eu sentia que não deveria dizer nada, naquela noite já haviam sido ditas coisas demais, fortes demais, tudo o que precisávamos agora era um pouco de paz e silêncio.
Continuei observando sua imobilidade e suspirei, talvez fosse melhor deitarmos e tentarmos dormir um pouco.
- Já volto. – eu disse.
Fui até seu quarto, peguei sua calça de moleton preta, voltei e ele continuava na mesma posição.
- Vou cuidar de você. – falei.
Me aproximei dele, pegando na barra da sua camiseta e puxei, ele levantou os braços automaticamente, para que eu a retirasse e acabei de passar por sua cabeça, colocando-a de seu rosto e vi que seus olhos continuavam desfocados, olhando para o nada. Me abaixei, desamarrei seus sapatos, os retirei e em seguida tirei as meias, deixando-o descalço. Depois peguei suas mãos e o puxei para que ficasse de pé, abri seu cinto, desabotoi sua calça, abri o zíper e puxei, ele levantou os pés ligeiramente, facilitando a retirada, aproveitei e enfiei neles as pernas da sua calça de moleton, subindo e puxando-a no caminho, ajeitando na sua cintura. Peguei sua roupas, dobrei-as cuidadosamente e coloquei em cima da cadeira. Virei-me pra ele novamente, ele continuava de pé, agora focalizando o olhar em mim, os olhos vazios. Fui até ele e o empurrei carinhosamente para a cama, fazendo-o se deitar.
- Vou me trocar. – disse beijando sua testa.
Fui até o banheiro, tirei minha roupa, colocando minha camisola e como de hábito comecei a escovar os dentes. Enquanto isso continuava a pensar em Rob e no que ele estaria sentindo. Será que ele estaria arrependido do que tínhamos feito ao se deparar com as terríveis consequencias de nossos atos? Será que ao se ver frente a frente com esse terrível obstáculo, ele desistiria de tudo? Será que ele voltaria atrás? Fechei os olhos e sacudi a cabeça, tinha que parar de pensar nisso ou ia ficar maluca. Não adiantava tentar adivinhar, agora eu só tinha que me concentrar em ajudar o Rob da melhor maneira possível. Saí do banheiro, apaguei a luz e fui pra cama onde ele me esperava.
Ele estava deitado de lado virado de frente para a janela, de maneira que não podia ver seu rosto, deitei de lado, ficando bem atrás dele, abracei-o com um braço, grudando meu peito em suas costas, enquanto minha outra mão acariciava suavemente seus cabelos. Não sei quanto tempo ficamos assim, até que ao passar minha mão em seu rosto, senti elas ficarem molhadas, ele estava chorando silenciosamente. Meu coração se partiu ao vê-lo assim, abracei-o com mais firmeza e então ouvi-o respirar pesadamente, ele começou a soluçar baixinho, tremendo ligeiramente.
- Chora, meu amor. – eu disse com doçura – Não guarde essa dor dentro de você.
E com aquelas palavras, as comportas se abriram, ele virou-se de frente pra mim e vi seu rosto transfigurado pela dor, agora chorando abertamente. Ele se agarrou a mim, enfiando seu rosto em meu colo e chorou pesadamente. Seu corpo inteiro tremia, sacudido pelos soluços cada vez mais altos.
- Ah, meu querido! – disse enquanto o abraçava tentando consola-lo.
Naquele momento senti que Rob voltava a ser menino, aquele homem enorme, agora frágil pela dor, me abraçava em busca de apoio e compreensão.
Então lembrei-me da única vez, além desse momento, que Rob tinha chorado assim, foi quando nossa cachorrinha Poppy morreu atropelada, ele tinha cerca de 11 anos e eu com 9. Lembro que depois de a termos enterrado no quintal, ele sumiu, procurei-o pela casa toda e depois de muito tempo, encontrei-o no sótão, sentado no chão, com a cabeça nos joelhos, chorando forte. Lembro dele erguer o rosto, ao ouvir meus passos, surpreso de me ver ali, os olhos muito vermelhos, sua face coberta de lágrimas.
- Você vai contar que me viu chorando? - perguntou com dificuldade.
- Nunca! – prometi me aproximando e sentando a seu lado, cruzando as pernas.
Ele olhou pra mim desamparado como agora e me surpreendeu ao deitar a cabeça na minha coxa, me abraçando pela cintura, chorando mais ainda, comecei a acariciar seus cabelos, assim como fazia agora, deixando ele desabafar sua tristeza.
Então a compreensão me atingiu, claro que o Rob não estava arrependido de nossa decisão, eu confiava totalmente nele e na veracidade de sus sentimentos, afinal ele já tinha me dado provas mais que suficientes do que sentia por mim.
Assim como ele tinha um dia chorado pela perda de um ser querido, agora ele chorava novamente por outra perda, a perda de um pai. Rob era o único filho homem, numa família cheia de mulheres, papai sempre foi sua refência de masculinidade, seu confidente para assuntos que mamãe não tinha como entender ou aconselhar, parceiro de assistir partidas de futebol do Arsenal, time do coração de ambos, nas férias de inverno quando saíamos para esquiar, eles sempre eram os últimos a sair da estação de esqui, tamanha a paixão que tinham por aquele esporte, eles compartilhavam de muitos gostos em comum, o que até aquele momento tinha tornado o relacionamento dos dois amoroso e sincero. Além disso, depois de mim, papai sempre foi o maior incentivador da carreira do Rob, foi idéia dele coloca-lo para fazer teatro, percebendo logo seu inegável talento. Eu entendia agora seu lamento e mais uma vez me perguntava como papai tinha tido coragem de ir tão longe, rompendo de forma absoluta uma ligação que sempre foi natural e sólida. Meu coração não queria acreditar que aquela situação fosse permanente, ainda tinha esperança que talvez no futuro, isso se resolvesse.
Ficamos juntos assim por um longo tempo, até que percebi ele se acalmando, o choro cessou, eu continuava a passar minhas mãos por seus cabelos, por suas costas, até que no silêncio que se seguiu, ouvi-o ressonando tranquilo em meu peito.
- Durma, meu amor. – disse beijando o topo de sua cabeça.
Fechei os olhos, desejando ardentemente que quando a manhã chegasse, trouxesse o alívio que necessitávamos.
Acordei e tentei me mexer, mas estava completamente presa entre tantos braços e pernas, não parecia que estava dormindo com uma pessoa mas com dez. Rob com aquele tamanho todo ocupava praticamente toda a minha cama de solteiro e agora me encontrava presa na armadilha formada por seus membros compridos.
Mas não estava reclamando, sorri ao pensar que nunca mais precisaríamos dormir separados, mas talvez fosse uma boa idéia pensar em trocar nossa cama por uma de casal. Iria propor isso depois que ele acordasse, olhei seu rosto, estava tranquilo, os olhos um pouco inchados, a boca ligeiramente aberta e respirava serenamente. Fiquei um bom tempo só contemplando-o, poderia ficar assim por horas, sem cansar, eu me sentia uma mariposa diante da luz, voando incansavelmente ao redor de uma chama, terrivelmente atraída mesmo diante do fogo e do perigo, totalmente hipnotizada por essa beleza irresístivel.
Não resisti e aproximei meus lábios dos dele, primeiro toquei seu nariz com o meu, sentindo seu cheiro que era uma mistura de colônia, tabaco e do aroma da sua própria pele, aspirei profundamente satisfeita, querendo preencher meus pulmões com o máximo que eu pudesse dele. Olhei sua boca mais uma vez antes de toca-la, rosada e tão bem feita, rocei ligeiramente meus lábios nos dele, com medo de acordá-lo, voltei a olha-lo mas ele continuava imóvel e sorri, que coisa maravilhosa era tê-lo assim só pra mim. Aproximei novamente meus lábios e lhe dei o mais casto dos beijos, sentindo o calor morno de seus lábios passar para os meus, me afastei novamente, ele tinha apenas movido ligeiramente a boca, abrindo-a um pouco mais, agora eu podia ver a ponta da sua língua vermelha, não resisti e toquei novamente sua boca com a minha, ficando imóvel por um momento, apenas apreciando a maciez e suavidade do contato, abri ligeiramente os lábios e foi então que totalmente pega de surpresa senti a língua dele tocando a minha. Tentei me afastar, não tinha sido minha intenção acordá-lo, mas ele enfiou a mão em meus cabelos segurando-me ali, sua língua brincava suavemente com a minha, numa carícia doce e lenta, apenas curtindo o prazer daquele carinho. Abracei-o, sentindo a firmeza de seu peito de encontro a meu corpo, suas mãos começaram a descer e subir por minhas costas vagarosamente, seus dedos fazendo trilhas imaginárias em minha pele. Ele aproximou mais ainda seu corpo do meu, senti sua mão descer por minha perna, até alcançar a panturrilha, em seguida segurando ali, suspendeu minha perna colocando envolvendo-a seu quadril. A língua dele continuava a brincar calmamente com a minha, numa dança deliciosa e convidativa, mas quando ele pressionou mais seu quadril no meu ventre, senti o quanto estava excitado. Em momento algum tinha sido minha intenção atiça-lo naquela manhã, depois da experiência traumática da noite passada jamais passaria pela minha cabeça procurá-lo por sexo, queria dar-lhe tempo para curar sua feridas, respeitando seus sentimentos de perda e quando me aproximei agora pouco tinha sido com a mais inocente das intenções, apenas para dar-lhe carinho e ternura. Com delicadeza tentei me afastar, mas ele não permitiu, segurando-me pelas nádegas e me apertou ainda mais firmemente de encontro a seu quadril, de maneira que podia sentir totalmente sua ereção. Senti sua mão sair das minhas costas e irem para minha cintura, fazendo uma carícia suave, em seguida desceram para minha barriga, onde acariciou com movimentos circulares antes de descer para meu ventre, prendi a respiração ao sentir seus dedos brincando com o elástico da minha calcinha, como se estivesse decidindo o que fazer. Inesperadamente senti ele enfiar a mão inteira dentro da minha calcinha, cobrindo toda minha genitália com sua mão, pressionando ligeiramente. Continuavamos nos beijando, mas agora eu podia sentir a intensidade mudando para algo ainda lento porém mais sensual.
Senti sua mão se mover novamente dentro da minha calcinha, agora era ele tateava minha vagina com a ponta do dedos, como se estivesse fazendo um exame de reconhecimento, até que pareceu encontrar o que procurava ao localizar meu clitóris, passando a massagea-lo prazerosamente. Soltei imediatamente sua boca e emiti imediatamente um gemido, ficando ainda de olhos fechados, estava com tanta vergonha de mesmo sem intenção ter começado aquilo tudo nesta manhã que não tinha coragem de olhá-lo nos olhos. Escondi o rosto em seu pescoço, enquanto ele continuava o estímulo, me fazendo gemer novamente, impossível me controlar com ele me tocando daquele jeito, sentia minha calcinha ficando totalmente úmida e meus quadris começaram a se mover acompanhando o movimento de suas mãos. Comecei a chupar seu pescoço, dando suaves mordidinhas, indo para sua orelha onde suguei mansamente seu lóbulo e ouvi ele gemer de encontro a meu ombro, movi a boca e enfiei a ponta da minha língua na sua orelha, em resposta ele parou de acariciar meu clitóris e me penetrou com um de seus dedos, me fazendo suspirar profundamente, imediatamente introduziu também outro dedo, me fazendo dar um gritinho surpreso e iniciou movimentos de entre e sai pausadamente. Eu gemia sem parar, perdendo o controle, meus quadris se moviam de encontro a seus dedos procurando por uma satisfação completa. Mordi seu ombro, sentindo meu corpo começar a contrair e sabendo que a qualquer momento estaria chegando lá, ele também deve ter sentido isso, pois retirou imediatamente os dedos. Sentia ele respirar pesado no meu pescoço, continuavamos ainda deitados de lado, de frente um pro outro, suas mãos começaram a tirar minha calcinha, passando por minha pernas, depois senti ele abaixando as próprias calças, provavelmente retirando-as e colocando a camisinha, não sabia ao certo pois como continuava de olhos fechados não via o que estava acontecendo. Assim que ele se viu livre da barreira de sua roupa, na mesma posição de lado, grudou novamente seu quadril no meu, com um perna minha passada por cima dele e a outra esticada, ele me possuiu gentilmente, fazendo movimentos suaves e precisos. Continuavamos a nos mover sem pressa, apenas mantendo a mesma intensidade e constância, de maneira que quando o gozo veio, foi como um bálsamo na alma, me senti mergulhar numa luz dourada, uma mariposa indo de encontro ao sol.
Devagar levantei meu rosto de seu ombro e ousei abrir os olhos, seu rosto estava de frente ao meu, vi um par de olhos azuis que me olhavam carinhosamente e nos lábios um sorriso gentil.
- Bom dia. – murmurei timidamente.
- Isso é o que eu chamo de um bom dia completo. – ele respondeu sorrindo e me fazendo corar violentamente.
- Desculpa. – falei rápido – Não tinha a menor intenção de me aproveitar de você esta manhã.
- Não? Puxa, agora estou decepcionado! – ele disse se fingindo de ofendido.
- Não que eu não tenha gostado! – falei tentando me corrigir – Foi muito bom, de verdade, eu só quis dizer que não era pra ter acontecido agora, isto é, era pra ter acontecido, mas numa hora melhor, isto é, não que o momento fosse errado... – ele tapou minha boca com sua mão.
- Já entendi. – ele disse sorrindo – Mas quer saber de uma coisa, Senhora Pattinson? Nada pode me deixar mais feliz do que acordar a seu lado, sentindo seus beijos roubados e te fazendo acreditar que você estava se aproveitando de mim, quando na verdade o aproveitador o tempo todo fui eu.
- Sério? – perguntei surpresa.
- Sério! – ele respondeu com aquele sorriso maroto – Você estava tão gostosinha me beijando que não resisti. – disse roçando suavemente os lábios nos meus – Prepare-se Senhora Pattinson, esse é só o primeiro dia do resto de nossas vidas.
- Sabe, eu deveria ficar zangada por ter sido enganada por você Senhor Pattinson. – falei fingindo indignação – Mas como você me acena com a possibilidade de muitas manhãs iguais a essa, posso abrir uma excessão e perdoá-lo. – ouvi-o rir baixinho.
- Ah, o que nós pobres maridos não temos que fazer pra sermos perdoados pelas esposas! – não resisti e ri junto com ele.
- Está mais calmo agora? – perguntei passando a mão em seu rosto.
- Sim. – ele disse calmo – Ontem foi só um desabafo, liberei as emoções e agora estou mais conformado.
- Fiquei preocupada com você.
- Eu sei, desculpa. – ele disse um pouco constrangido.
- Não precisa se desculpar, você agiu como qualquer ser humano diante de uma crise.
- Eu sei, mas tomei uma decisão. – disse confiante – A partir de hoje não vou mais gastar energia com nada que não seja você e minha carreira. O resto pode esperar.
Ele abaixou os olhos e não disse mais nada, senti ele tocar meu pescoço.
- Ah, antes que eu esqueça! – ele disse abrindo meu colar – Agora não temos mais necessidade de usar isso.
Ele pegou minha mão esquerda e estufando o peito de orgulho, colocou a aliança novamente em meu dedo, de onde eu não tiraria nunca mais. Sorri radiante e fiz o mesmo, abri seu colar, colocando a aliança em seu dedo. Erguemos nossas mãos e ficamos olhando o brilho dourado das jóias na luz da manhã, nos olhamos felizes, sentindo que momentos como esse compensavam tudo que passamos e ainda teríamos que passar.
Depois de tomarmos um banho, resolvemos tomar o café da manhã numa coffee-shop que tinha na rua de baixo, ao andarmos até a porta de casa, notamos que pelo silêncio nossos pais deveriam ter saído.
Colocamos nossos casacos e saimos na manhã fria, andamos de mãos dadas pelas casas vizinhas, vendo a fumaça que se formava com nossa respiração. Entramos na loja e procuramos logo fazer nossos pedidos.
- Por favor um café preto, puro, forte, sem açúcar, um capuccino light descafeinado e 3 scones. – disse Rob para a atendente, realmente era muito bom ter um marido que conhecia nossos gostos.
(NA: Scone = pãozinho típico inglês, muito consumido no café da manhã e lanches. Fic também é cultura!)
Pegamos nossos pedidos e sentamos numa mesa, apreciando silenciosamente o nosso dejejum, sorria despreocupadamente, estava leve e em paz como a muito não me sentia, revelar toda a verdade tinha sido realmete libertador.
Assisti Rob devorar os scones rapidamente, enquanto ainda comia o meu, depois ele acendeu um cigarro, continuando a beber seu café me observando por entre a fumaça.
- Enquanto você ainda estava dormindo essa manhã eu tive uma idéia.- eu disse mordendo meu scone.
- Qual?
- Já que agora dividimos o mesmo quarto, talvez fosse interessante fazer algumas alterações.
- De que tipo? – perguntou curioso.
- Que tal comprarmos uma cama maior? – sugeri, vendo ele abrir um largo sorriso.
- Claro! – ele disse animado – Podemos ir agora mesmo!
- Agora?
- Sim, por que não? O shopping está aberto e tem uma enorme loja de móveis lá.
- Está certo, então vamos. – disse acabando de tomar meu capuccino.
Pegamos um táxi e fomos para o shopping, entramos na loja e fiquei boquiaberta com o tamanho do estabelecimento, Rob estava certo, era imensa. Nos dirigimos ao departamento desejado e de repente nos vimos rodeados dos mais diversos modelos, tamanhos e variedades de camas.
- Quero uma enorme! – ele foi logo dizendo.
Começamos a passar por fileiras e mais fileiras de camas, até que no final nos deparamos com uma colossal.
- Que tal essa aqui? – perguntou empolgadão.
- Nossa, isso não é uma cama, parece mais um tablado para prática de ginástica olímpica! – falei impressionada.
- Bem... – ele disse me abraçando pela cintura – Se você pensar que o que vamos praticar sobre aquela cama seja uma modalidade esportiva, o tamanho é justificado.
- Hum... – disse abraçando-o pelo pescoço – Você está planejando muito treinamento?
- Intensivo! – disse sorrindo maliciosamente – Nunca ouviu falar que a prática leva a perfeição?
- E que nota você me dá pelo meu desempenho atual?
- Ainda não estou muito certo. – ele disse cinicamente – Acho que vou precisar de mais tempo avaliando, profundamente.
- Boa idéia. – respondi com voz sedutora – Tenho algumas sugestões que talvez possam ajudar a tornar a performance mais, digamos, Olímpica!
- Vou perguntar se eles tem pra pronta entrega! – disse me soltando e procurando um vendedor rapidamente.
Rob voltou com o vendedor que muito solicito, respondia a todas as nossas perguntas.
- E o colchão, já escolheram? – perguntou o vendedor.
Olhamos pro rosto um do outro, não tinhamos lembrado daquele detalhe importantíssimo. O vendedor então nos levou a um local onde tinham os mais variados tipos. Ele começou a explicar sobre a importância de escolher o colchão certo baseado no nosso peso por pessoa.
- Quantos vocês pesam?
- Oitenta e cinco. – respondeu Rob.
- Cinquenta e cinco. – disse eu.
- Então um colchão com densidade para até 100 kg é o suficiente.
- Discordo. – disse Rob.
- Por que? – perguntei.
- Bem, levando em consideração que estaremos naquele colchão boa parte do tempo, um por cima do outro, devemos considerar pelo menos 140 kg. – ele disse como se fosse a coisa mais natural do mundo – O senhor não concorda comigo? – eu queria sumir!
Olhei pra cara do vendedor que chocado, gaguejou uma resposta qualquer, nos mostrando logo o mais resistente disponível. Rob mais do que depressa se jogou em cima do colchão e virando-se pra mim com uma piscadela de olho, deu um tapinha sugestivo no colchão ao seu lado. Depois disso, vi o vendedor saindo de fininho.
- Você é maluco sabia? – eu disse rindo, sentando-me ao seu lado – Pela cara do vendedor no mínimo ele pensou que você estava me chamando pra fazer "test-drive" no colchão. – ele deu uma gostosa gargalhada.
- Test-drive! Por que não pensei nisso antes? – disse antes de me puxar para sentar em seu colo – Será que eles não tem um lugar pra isso por aqui? – preferi ignorar a pergunta acreditando que ele estava realmente brincando.
Fechamos a compra, eles prometeram entregar tudo amanhã ao final do dia. Lembrei então que iamos precisar de nova roupa de cama, pois não tínhamos nada em casa que fosse daquele tamanho. Depois de enfim comprarmos tudo o que era necessário, saimos satisfeitos do shopping com várias sacolas.
Mal chegamos em casa o celular do Rob tocou, ele se afastou um pouco e reparei que ele conversava sério com alguém. Enquanto guardava nossas compras, olhava disfarçadamente em sua direção, tentando adivinhar quem seria, ele finalmente desligou e caminhou até mim.
- Novidades! – disse entusiasmado.
- Me conta! – pedi curiosa.
- Tenho boas e más notícias. – ele disse calmo – O que prefere ouvir primeiro? – virei os olhos
- As boas, claro!
- Consegui o papel principal naquele filme sobre o aviador. – ele disse alegre.
- "The Haunted Airman"? – ele confirmou com a cabeça – Que legal! – disse abraçando-o feliz.
- Peraí... – disse me afastando – Se isso são as boas notícias, quais são as ruins? – perguntei desconfiada, escutei ele suspirar.
- Viajo amanhã de manhã bem cedo pra começar as filmagens e vou ficar uma semana fora. – murchei na hora.
- Uma semana. – falei baixinho.
- Eu sei que é horrível te deixar sozinha aqui em casa com essa situação esquisita com nossos pais. – ele disse olhando meu rosto triste – Você quer que eu cancele?
- Não! – respondi imediatamente – Essa é a sua profissão, melhor eu me acostumar logo com esse seu estilo de vida.
- Tem certeza? – ele perguntou segurando meu rosto.
- Claro! – disse com falsa animação – Ossos do ofício, não é mesmo?
Passei o restante do dia fingindo que estava tranquila, mas na verdade estava arrasada de ter que me afastar dele agora, afinal com o clima sombrio que estavamos vivendo dentro de casa, ter sua presença me apoiando era um alívio.
Ajudei-o a arrumar sua mala, ele partiria de madrugada e tinhamos pouco tempo para preparar tudo.
Nos amamos aquela noite com um misto de emoções, alegria por mais uma oportunidade profissional, tristeza pela partida, saudade antecipada e expectativa pelo retorno, além é claro de amor que exalava pelos poros.
Acordei ouvindo o som dele andando pelo quarto.
- Já vai? – perguntei sussurrando, me sentando na cama sonolenta.
- Quase. – ele murmurou – O carro que vem me buscar deve chegar a qualquer momento.
O quarto estava escuro, a única luz no ambiente era a que entrava pela janela e a do relógio digital ao lado cama que marcava 4:10h da manhã.
Ele segurou meu rosto com uma de suas mãos, fazendo uma carícia suave, passando o polegar pelos meus lábios. Peguei sua mão e beijei-a, apertando-a docemente em minha face.
- Vou contar os segundos para voltar. – ele disse aproximando o rosto do meu.
Abri a boca para falar, mas escutamos uma buzina lá fora, Rob se levantou indo a até janela.
- São eles, tenho que ir. – ele disse pegando sua mala.
Saltei rapidamente da cama, ficando na ponta dos pés e me pendurei em seu pescoço.
- Me dá um último beijo antes de sair. – pedi.
Ele soltou a mala imediatamente, me pegando pela cintura e aproximando o rosto do meu. Se ele pensou que eu ia deixa-lo partir com um beijinho rápido e sem graça, ele estava muito enganado, queria que ele partisse com a lembrança de um beijo sem igual. Então quando nossos lábios se encontraram beijei-o com toda paixão que era capaz de demonstrar. Senti ele vacilar ante a intensidade do meu beijo, quando me dei conta, ele estava me suspendendo pelas nádegas, fazendo com que eu abraçasse seus quadris com minhas pernas, o beijo se tornando cada vez mais selvagem. Por fim ele nos jogou na cama, ficando por cima de mim, enquanto eu o abraçava com braços e pernas. Ouvimos a buzina novamente lá fora e fomos obrigados a nos separar ofegantes.
- Isto foi pra você não se esquecer de mim. – eu disse respirando rápido.
- Como se isso fosse póssível – ele disse ainda com o desejo brilhando nos olhos.
- Agora, vá! – disse empurrando-o, tentando brincar – Te amo!
- Também te amo! – ele disse se levantando.
Ele pegou a mala, foi em direção a saída, me jogou um beijo e me dando um último olhar intenso, saiu fechando a porta.
Segunda-feira, manhã fria, acordo sozinha, abro os olhos e suspiro desanimada, o primeiro dia sem o Rob.
A manhã foi deprimente como imaginei que seria, assim que desci encontrei mamãe que mal respondeu meu cumprimento, ficando o tempo todo de cabeça baixa enquanto tomava seu café.
- Rob viajou? – ela perguntou sem olhar pra mim.
- Sim, vai ficar uma semana fora fazendo um filme. – respondi.
Depois disso voltou o silêncio incômodo.
- Papai já foi trabalhar? – perguntei.
- Sim. – ela respondeu seca.
Ela acabou de tomar seu café e respirando profundamente, levantou o rosto e me encarou.
- Antes de sair, preciso esclarecer sobre algumas mudanças na dinâmica dessa casa. – aguardei ansiosa pelo que viria.
- Já que você e o Rob agora estão... – ela parecia estar encoontrando a maior dificuldade para dizer a palavra - ...casados, minha responsabilidade cuidando das coisas de vocês acaba aqui. De agora em diante vocês lavam, passam e cozinham, se acharam que tem respossabilidade para se casarem, então podem se virar sozinhos. Estamos entedidas?
- Perfeitamente. – respondi automaticamente.
- Então acho que por enquanto é só. – ela disse se virando de costas pra mim e levando a xícara até a pia.
- Tudo bem pra mim. – eu disse nervosa - Mãe, você sabe que nunca quisemos magoar vocês, certo?
Ela continuou de costas, lavando a xícara.
- Sim, mas não ter a intenção, não diminui as consequências, nem faz doer menos. – ela soltou bruscamente a xícara na pia e virou-se pra mim – Você faz idéia como me senti ao saber na mesma noite, que seus "supostos filhos" estão apaixonados e não somente isso se casaram escondidos de toda família, usando de minha boa fé ao permitir aquela viagem? Desde que vocês voltaram do Taiti eu senti uma mudança no comportamento de vocês, vocês estavam sutilmente mostrando ter uma intimidade que não tinha percebido antes. Principalmente no Rob, os olhos dele nunca deixam você, sabia? Ele parecia um gato diante de um suculento passarinho voando convidativamente na frente dele, acompanhando com os olhos cada movimento seu, e as vezes ele te olhava de jeito que honestamente, faria até a Madonna ficar embaraçada.
Shanti estava certa, ela tinha percebido muito mais do que eu imaginava.
- Marina, vocês estão usando algum método contraceptivo?
- Sim, claro! – respondi ficando muito vermelha.
- Ainda bem, você são muito jovens, mal iniciaram a vida, então só se cuidem, está bem? – eu apenas afirmei com a cabeça.
- Mãe, você acha que algum dia o papai perdoa o Rob? – aquele assunto não saia da cabeça, ela demorou um pouco pra responder.
- Sinceramente, eu não sei. Claro que eu gostaria que eles voltassem a se entender, mas será que você tem idéia do quanto o magoaram? – ela sentou na minha frente olhando-me nos olhos – Marina, você sempre foi a princesinha do seu pai, desde o início na mente dele, você era tão filha nossa como os outros. Na concepção dele Rob tinha o papel de irmão mais velho, que deveria ser sempre seu protetor e guardião na nossa ausência. Então imagina o susto que não foi descobrir que a pessoa em que você havia confiado seu tesouro mais precioso, te traiu, usando de mentira e dissimulação para conseguir o que queria?
- Nós nunca quisemos enganar vocês, sempre detestamos mentir, mas tínhamos tanto receio da reação que vocês teriam quando contassemos a verdade. – disse tentando nos justificar.
Ficamos um tempo pensando nas coisas que tínhamos acabado de dizer, ambas tentando explicar o comportamento de seus homens.
- Você sabia que quando fomos no orfanato pela primeira vez anos atrás, nós estávamos procurando um menino para adotarmos? – ele perguntou.
- Não, não sabia. – respondi surpresa.
- Já tínhamos duas filhas e um menino, mas queriamos muito dar um irmão para fazer companhia pro Rob e eu não podia ter mais filhos. – ela disse enquanto passava as mãos na mesa removendo os farelos – Então tivemos a idéia da adoção, nos indicaram um orfanato e lá fomos nós na esperança de encontrar nosso próximo filho. Fomos muito bem recebidos pela diretora, que adorou saber que queríamos adotar uma criança já crescida, o que é muito raro, as pessoas geralmente procuram por bebês. Fomos então conduzidos até um pátio onde as crianças brincavam.
- Eu lembro desse pátio, eu costumava ficar lá sentada em baixo de uma árvore . – eu disse interrompendo-a.
- Passamos por várias crianças, observando atentamente os meninos, na esperança de que encontrassemos alguém especial. Resolvemos nos separar, fui para um lado, seu pai para outro. – mamãe agora deu um largo sorriso – Lembro como se fosse ontem, cerca de meia hora depois seu pai voltava segurando você pela mão, dizendo que o Destino tinha nos reservado uma surpresa. – ao ouvir aquilo me arrepiei inteira.
- O Destino? Foi isso que o papai disse? – perguntei surpresa lembrando-me das palavras da adivinha..
- Sim, ele disse que olhava ao redor sem conseguir se decidir por alguém, o dia estava nublado, mas ele disse que de repente, do nada, as nuvens se abriram um pouco e o sol iluminou a árvore onde você se encontrava, ele viu que tinha uma criança sentada sozinha ali e seguiu curioso para saber quem era.
- Eu lembro perfeitamente desse momento. – disse emocionada – Eu tinha perdidos meus pais a um ano, me sentia solitária e desamparada, gostava de me sentar ali, conversava com aquela árvore como se ela fosse minha amiga e na verdade era.
- Seu pai disse que foi isso que lhe chamou a atenção. – ela disse sorrindo – Quando ele se aproximou, disse que ouviu você falando com alguém, mas achou estranho pois não tinha ninguém ao seu lado, depois ele entendeu que você falava com a árvore como se fosse uma amiga e ele achou aquilo tão bonitinho!
- Eu lembro! – disse dando uma risada – Ele surgiu do nada e me perguntou: "Com quem você está conversando, meu bem?" E eu muito surpresa e embaraçada não respondi nada, mas ele insistiu e eu confessei com quem era. Ao ouvir minha resposta, ele sorriu, disse que de fato era uma bela árvore para se ter como amiga, me disse seu nome, perguntou o meu e a minha idade. Depois ele sentou-se do meu lado e conversamos um pouco, ele disse que gostaria de me apresentar sua esposa e se eu poderia acompanhá-lo, não me opus e ele ficou de pé, me estendeu a mão e depois de um momento de exitação a aceitei.
- Seu pai estava tão feliz, fiquei muito surpresa no início, mas ele estava tão empolgado e você era tão adorável que por fim ma convenci também. Fomos pra casa e conversamos com seus irmãos, as meninas não se importaram nem um pouco de ganhar mais uma irmãzinha, mas o Rob... – ela deu uma gargalhada – Ele ficou uma fera! Ele disse: "Mais uma menina? Só falta ela ser feia e chata!"
- Ele disse isso? – perguntei rindo.
- Sim, ele já estava enciumado de perder o posto de filho caçula e ainda por cima para uma menina? Bem, chegou o grande dia, chegamos em casa com você e então todos se conheceram – ela ficou pensativa – Lembro que assim que o Rob te viu algo nele mudou definitivamente, toda aquela postura agressiva desapareceu, ele parecia enfeitiçado por você, como se estivesse diante de algo mágico. Eu e seu pai ficamos muito felizes a aliviados que ele tivesse mudado o comportamento, pensamos que ele tinha começado a desenvolver por você o mesmo amor fraterno que tinha pelas outras irmãs, mas... – ela mordeu os lábios, voltando a ficar tensa – Parece que estávamos enganados.
Ficamos um momento em silêncio, ambas constrangidas diante do assunto que conversávamos.
- Foi amor a primeira vista. – confessei com a voz trêmula – Eu olhei pra ele, dentro de seus olhos e pensei: "Ele é o amor da minha vida!" Senti-me tão feliz, mas ao mesmo tempo fiquei apavorada! Como viveria na mesma casa com alguém que supostamente deveria ser meu irmão, mas que secretamente em meu coração era o meu grande amor? Então sofri calada, ano após ano, até que quando decidi finalmente desistir dele e seguir em frente, ele surpreendentemente se declarou! – claro que eu não ia contar pra mamãe a história da pegação no banheiro, achei melhor poupá-la dos detalhes. – Foi um dos momentos mais fantásticos de toda minha vida, por isso sinto muito mamãe, mas nunca poderei dizer que sinto-me arrependida por ter escolhido ficar com ele, posso me arrepender de ter mentido ou enganado, mas nunca de corresponder ao amor do Rob.
Ela olhava-me com um olhar estranho, parecia que ao mesmo tempo que minha confissão a tinha deixado fascinada, tinha também entristecido-a ainda mais, talvez no fundo ela ainda tivesse alguma esperança de que nos arrependessemos e voltassemos atrás, mas ela deve ter percebido que isso nunca aconteceria, nunca voltaríamos a ser a família que ela tinha pensado que éramos, talvez somente agora ela percebesse que na verdade nunca tínhamos sido o que ela tinha planejado, talvez somente agora ela começasse a entender que poderíamos continuar sendo uma família, só que um pouquinho diferente de seu sonho inicial.
Por enquanto não havia nada mais a ser dito, mas senti que mesmo ela ainda estando chocada e sem conseguir nos perdoar, tínhamos dado um primeiro passo para a compreensão dos motivos que nos fizeram agir daquela forma, seja o papai com sua intransigência, seja eu e Rob com nosso amor sem limites.
Segui para a escola, onde encontrei uma Shanti ansiosa por respostas, me desculpei por ainda não ter conseguido em ligar pra ela, tivemos que aguardar pela hora do almoço, então fomos para um local mais tranquilo para conversar, contei tudo, com todos os detalhes que consegui me lembrar, inclusive a última conversa com mamãe pela manhã.
- Ai, Marina! Sinto tanto pelo que vocês estão passando! – ela disse com os olhos cheios de lágrimas – Estou arrependida de ter dado aquele conselho maluco, olha só agora a situação que vocês estão! Por que não fiquei de boca calada? – ela disse colocando a mão nervosamente na boca.
- Shanti, por favor não se culpe! – disse categórica – Isso não tem nada a ver com você! Eu e Rob tomamos a melhor decisão para o dilema que estávamos vivendo, não temos dúvidas disso.
- Sim, mas talvez se eu não tivesse sido tão enérgica nas minhas afirmações, vocês poderiam estar sem esse clima horroroso dentro de casa.
- O clima já estava horroroso, na verdade insuportável com aquela situação de estar juntos e ao mesmo tempo sem estar. Agora pelo menos, assumimos quem nós somos, estamos pagando um alto preço é verdade, especialmente o Rob, mas nenhum preço é alto demais pela liberdade do nosso amor. – passei a mão no rosto dela enchugando suas lágrimas – Como poderia culpar você pelo mais sábio dos conselhos?
- Ah, Marina! – ela disse antes de me abraçar apertado – Te amo como se você fosse minha irmã!
- Eu também! – disse abraçando-a carinhosamente – Além disso, você é minha madrinha, esqueceu?
- Claro, que não! Como esquecer o casamento mais lindo e romântico do mundo, que um dia espero ser só superado pelo meu! – não tinha como não rir com a Shanti.
- Por falar nisso. – disse mudando de assunto – Como anda seu rolo com o Tom?
- Enrolado! – respondeu fazendo uma cara engraçada – Sabe, eu e Tom temos muita coisa em comum, ambos somos alegres, autênticos, gostamos de dizer o quem pensamos doa a quem doer e não somos inibidos em demonstrar quando queremos algo ou como queremos. – ela disse enquanto mexia com a pulseira que estava em seu pulso – Mas, diferente de mim, ele não gosta de compromisso. – já ia abrir a boca prá falar mas Shanti me interrompeu – Eu sei o que você vai dizer: "Eu te avisei!" Olha, eu entrei nessa com o Tom totalmente ciente que ele é um CAFA! Acho que inclusive isso faz parte do charme dele, ele sabe que é CAFA e não esconde isso de ninguém. Quando nós ficamos a primeira vez ele deixou bem claro que não era exclusivo de ninguém, então entrei na parada sabendo onde estava me enfiando e por um tempo até que foi divertido, a gente marcava de se encontrar de vez em quando e ficava, rola muita química entre a gente, o sexo é ótimo, mas... – ela fez uma pausa ficando pensativa.
- Mas... – disse incentivando.
- Mas tem uma hora que cansa, mesmo ele sendo um gato. – ela disse resignada – Acho que vou começar a procurar algo mais permanente, alguém que queira um compromisso e não pareça ter medo de confiar nos outros, alguém mais maduro.
- Você merece esse alguém e tenho certeza de que vai encontrar! – disse confiante.
- Espero que você esteja certa. – ela disse meio tristinha – Eu estava mesmo começando a gostar dele. – falou suspirando.
- Quando o Rob voltar, vou pedir para ele ter uma conversinha séria com o Tom. – pensei.
- Bem, mas vamos mudar de assunto. – ela disse voltando a ficar animada – Que tal planejarmos o que fazer para nos divertir, até o Rob voltar? – realmente não era da natureza da Shanti ficar triste durante muito tempo.
Naquele final de tarde nossa cama nova chegou, papai e mamãe chegaram do trabalho encontrando na frente de casa o caminhão que descarregava o mais novo símbolo da minha união com o Rob, uma espetacular cama de casal king size plus.
Eles assistiram a tudo calados, tentando ignorar o esforço que os entregadores faziam ao tentar subir a cama imensa pela escada, só para descobrir que ela não passava pela porta, tiveram que desce-la de novo pela escada, levaram-na para o lado de fora e içaram-na por cabos para que entrasse pela janela, para extremo constrangimento dos meus pais, pois a vizinhança inteira parou para ver o espetáculo. No dia seguinte, a mais nova fofoca que corria pelo bairro era que os filhos dos Pattinson agora viviam de forma pecaminosa e incestuosa.
Pois é, agora não era só dentro de casa que eu sofria discriminação, antes vizinhos que sempre me cumprimentavam e eram simpáticos me viravam a cara ou fingiam não me ver quando passava.
Na escola não foi muito diferente, assim que as pessoas começaram a notar que eu estava usando aliança, me perguntavam do que se tratava, eu sempre falava a verdade, que tinha casado.
- Com quem? – perguntavam curiosas depois de me darem os parabéns.
- Com o Rob.
- Que Rob?
Então quando eu explicava todo mundo caia o queixo e ficavam mudos, alguns se afastavam tantando disfarçar o susto, outros me olhavam com cara de nojo. Mas a notícia se espalhou mais rápido que erva-daninha e logo chegou na Diretora que chocada, resolveu chamar meus pais para saber se realmente os boatos eram verdadeiros, ou se eu não passava de uma mentirosa compulsiva.
Se a situação já estava feia antes, a coisa se tornou muito pior, ao ficar eu, mamãe e papai de frente pra diretora e meus pais se verem obrigados a não só confirmar todos os boatos, como nos defender explicando não se tratar de incesto já que não éramos irmãos consanguíneos.
Ao sairmos da diretoria, virei-me pro papai já pronta para agradece-lo mas ele me interrompeu levantando a mão.
- Só fiz o que fiz e disse o que disse, para que não fosse expulsa da escola! – ele disse-me antes de sair – Mas quero que saiba que nada mudou na minha forma de pensar.
Foi a semana mais infernal da minha vida, eu estava morrendo de saudade do Rob, nas poucas vezes que conseguimos nos falar aquela semana não contei nada pois não queria atrapalhar sua concentração no trabalho, eu tinha medo que se ele soubesse da verdade, desse uma louca e largasse tudo só para me vir consolar, eu o conhecia o suficiente para saber que ele era bem capaz de fazer isso.
A noite como que para tentar me sentir mais próxima a ele, dormia vestida com uma camiseta dele usada, assim podia passar a noite toda sentindo seu cheiro, enquanto molhava meu travesseiro de lágrimas, deitada sozinha naquela cama gigantesca.
Finalmente no sábado pela manhã ele me ligou avisando que chegaria naquela noite, só não podia dizer ao certo a hora, ia depender da hora que acabariam as filmagens naquele dia.
- Só gostaria que me fizesse um favor. – ele disse de um jeito, que já imaginava o largo sorriso que devia estar dando.
- Qual? – perguntei.
- Me espera usando aquele vestido vermelho escuro que eu adoro. – ele pediu.
- Tudo bem, mas por que? – perguntei curiosa e ouvi ele rir do outro lado.
- Surpresa! – ele respondeu de bom humor.
Finalmente voltei a sorrir, só de saber que o Rob estava voltando me sentia mais leve e mais forte para encarar qualquer cara feia.
Passei o restante do dia arrumando nosso quarto, colocando lençóis novos e cheirosos na cama e fazendo as tarefas domésticas estipuladas pela mamãe, mas fiz tudo cantando o tempo todo, sorrindo feliz.
Quando a noite chegou me preparei tomando um banho gostoso, arrumando meu cabelo, fazendo minhas unhas, me perfumando e me vestindo como ele tinha pedido. Fiquei um tempão na janela, procurando por qualquer sombra que parecesse com ele, mas as horas passavam e para meu desapontamento ele não aparecia. Por fim, vencida pelo cansaço, pelo sono e pelo tardar da hora, adormeci deitada em nossa cama.
Eu estava sonhando com a gente lá em Bora Bora, estávamos na praia, deitados na areia morna, nossos corpos estavam molhados e ele tocava meu braço com suavidade, seu rosto se aproximava do meu e nossos lábios se tocavam num beijo perfeito.
- Nossa, esse beijo está tão real! – pensei durante o sonho.
Foi então que reparei que realmente tinham lábios de verdade se movendo sob os meus, abri os olhos surpresa e ouvi uma voz.
- Boa noite, Bela Adormecida! – ele disse alegre com o rosto próximo ao meu.
- Você chegou! – disse imensamente feliz, pulando da cama e abraçando-o apertado pelo pescoço.
Nossas bocas se encontraram num beijo cheio de amor, paixão, desejo e saudade, nossas línguas se movendo ávidas em busca de satisfação.
Quando finalmente nossos lábios se separaram foi que olhei pra ele com mais atenção e meu queixo caiu.
Nada podia ter me preparado para aquela visão, Rob de cabelo curto, estilo militar e usando farda, FARDA! Minha nossa, ele estava gato demais, meu pobre coração quase não aguenta, ele estava simplesmente MARAVILHOSO com aquela farda de piloto. Ele não era um pedaço de mau caminho, ele era o mau caminho inteiro. Agora eu sabia, se um dia o Rob desistisse da carreira de ator, eu ia implorar para ele fazer carreira nas forças armadas, exército, marinha, aeronáutica, não importava, qualquer coisa que fizesse ele usar FARDA!
- E aí gostou da surpresa? – ele perguntou me observando comer ele com os olhos.
- UAU! – foi tudo o que consegui dizer, colocando a mão no peito tentando controlar meu batimento cardíaco exagerado.
- Gravei a última cena com essa roupa e pedi pra ficar com ela mais um pouquinho. – ele disse um pouco desajeitado, passando a mão pelo palitó – Sei lá, achei que talvez você fosse gostar de me ver diferente.
- Gostar? ADOREI! – disse passando a mão pelo seu peito, por cima daquela roupa tentadora que combinavam perfeitamente com seus ombros largos, depois passei as mãos em seus cabelos – Estão mais curtos.
- Pois é, eles tiveram que cortar para o personagem, mas daqui a pouco cresce. – disse como se estivesse se desculpando.
- Está diferente, mas eu gostei assim também.
- Gostou, mesmo? – ele perguntou passando a mão na nuca., como se estivesse sentindo falta do cabelo que tinha anteriormente ali.
- Gosto de você de qualquer jeito, mas tenho que confessar hoje você está... – soltei-o me afastando um pouco para olhá-lo de cima a baixo – Simplemente... Nem tenho palavras!
Ele sorriu meio sem graça, ficando ainda mais lindo.
- Bem, eu fiz isso, pensando em fazer algo diferente para comemorararmos nossa nova fase.
- Nova fase? – perguntei confusa e ele se aproximou, me abraçando novamente.
- A fase da liberdade. – ele disse, enquanto eu sorria – Quero uma noite especial, quero dançar com minha esposa, sentindo seu corpo coladinho ao meu.
- Eu vou adorar! – falei.
- Fiz uma seleção de músicas mo meu I-Pod pensando nesse momento. – ele disse se afastando e conectando o I-pod nas caixas de som.
Em seguida, virou-se pra mim, a primeira música começava, enquanto ele me segurava em seus braços e assim que a reconheci, segurei-o fortemente junto a mim, começando a dançar ao som da linda melodia.
- Perfeito. – sussurrei.
(link para a música: .com/watch?v=NsqrwLF2j7M)
Endless Love – Lionel Ritchie Diana Ross
My love
There's only you in my life
The only thing that's right
Oh yeah
My first love (yeah)
You're every breath that I take
You're every step I make
both:
(Oh)
And I
(And I)
I want to share
All my love with you, hey yeah
No-one else will do (mh)
And your eyes (your eyes, your eyes)
They tell me how much you care
Oh, yes
You will always be
My endless love
Oh yeah
Two hearts
Two hearts that beat as one
Our lives have just begun
And forever (forever)
I'll hold you close in my arms
I can't resist your charms
No no no no (no no no)
And I
(And I)
I'd be a fool
For you, I'm sure
You know I don't mind (no, you know I don't mind)
'Cause baby you (baby, baby, baby, baby)
You mean the world to me, yeah
I know I've found in you
My endless love
[instrumetal break]
Yeah (yeah)
Do do, do dooo, do do do
Whooooa
And I
I'd play the fool
For you, (for you baby) I'm sure
You know I don't mind (you know I don't mind)
Oh, yes
You'd be the only one
'Cause no-one can't deny
This love I have inside
And I'll give it all to you
My love (my love, my love)
My my my
My endless love
Mmh
My love
Eterno Amor
Meu amor
Só existe você em minha vida
A única coisa que é certa
Meu primeiro amor
Você é cada suspiro que eu dou
Você é cada passo que eu ando
E eu
Eu quero compartilhar
Todo meu amor com você
Ninguém mais irá
E teus olhos
Eles me dizem o quanto você se importa
Oh sim
Você sempre será
Meu eterno amor
Dois corações
Dois corações que batem como um só
Nossas vidas acabaram de começar
E pra sempre
Terei você em meus braços
Não consigo resistir a teu charme
E amor
Eu bancaria o tolo
Por você
Estou certo que
Você sabe que não me importo
Porque querido
Você significa o mundo pra mim
Eu sei que encontrei em você
Meu eterno amor
E amor
Eu bancaria o tolo
Por você
Estou certo que
Você sabe que eu não me importo
Pois, querido
Você será o único
Pois, ninguém pode negar
Este amor que tenho dentro de mim
E darei ele todo a você
Meu amor, meu amor, meu amor
Meu eterno amor
POV – Robert
Ela estava tão linda dançando com suavidade em meus braços, seu cabelo solto caia pelas suas costas, seus olhos brilhavam amorosos e seu sorriso me deixava completamente sem fôlego. Aproximei meu rosto do dela, colando nossas testas e fechando os olhos, ficando completamente inebriado com seu cheiro inconfundível. Nos beijamos várias vezes apaixonadamente, enquanto não cansávamos de olhar um pro o outro.
Até que olhei ligeiramente para o lado, onde agora ficava nossa nova king size plus.
- Antes que eu esqueça, tenho que dizer, a cama ficou incrível! – comentei.
- Também gostei, mas devo confessar que era muito espaço só para mim, o tamanho só me fazia ter ainda mais consciência da sua ausência. – ela disse me apertando com força.
- Ah, Muffin de Baunilha, senti tanta saudade de você! – murmurei.
- Não mais do que eu! – ela sussurrou – Você me fez tanta falta! – disse me abraçando apertado e senti ela tremer.
- Calma, agora estou aqui. – disse enquanto afagava suas costas e a música terminava, começando a próxima.
Ela continuava a tremer ligeiramente, grudada em mim bem apertado, seu rosto em meu peito, segurei seu queixo e ergui seu rosto, um mar de lágrimas escorria por sua face e alguma coisa me dizia que aquelas lágrimas não eram só de saudade.
- O que aconteceu na minha ausência? – falei suavemente, tentando esconder minha preocupação.
- Nada que a gente não possa conversar depois. – ela disse passando a mão no rosto – Não vou estragar a nossa noite com lamúrias.
Isso era bem típico da Marina, esconder a verdade para tentar me poupar, mas dessa vez não ia funcionar, se tinha acontecido algo que a tenha feito chorar como agora, a coisa tinha sido séria. Segurei seu rosto com minhas duas mãos e procurei falar com toda a calma.
- Você não vai estragar nada me contando a verdade, se você não me falar agora, vou passar o resto da noite preocupado, tentando adivinhar e aí sim a noite vai ser perdida comigo ruminando sem parar o que pode ter acontecido.
Ela me encarou parecendo na dúvida sobre o que fazer, segurei sua mão e puxei-a, para que nos sentássemos lado a lado na cama.
- Agora respira fundo e me conta exatamente o que aconteceu na minha ausência. – ela suspirou de cabeça baixa, sem coragem de me olhar, segurei novamente seu rosto e insisti.
- Por favor, fale meu amor. – e então ela começou a contar.
Eu estava preparado para algo ruim, mas a semana tinha sido muito pior do que supunha. A medida que ela ia contando minha boca foi se abrindo de espanto, a conversa com a mamãe, o comportamento cretino dos vizinhos, a fofocada na escola, a reunião com a Diretora e as palavras finais do papai. Tremi só de pensar na Marina ali encarando tudo sozinha, mas como sempre, ela me surpreendia, demonstrando uma incrível coragem ao enfrentar tudo.
- Meu amor, por que você não falou o que estava acontecendo?
- Por que eu sabia que se te contasse, provavelmente você podia querer se comportar como um cavaleiro de armadura brilhante, montado num cavalo branco e ia acabar largando tudo para vir me salvar. – ela passou a mão em meu rosto – E eu não podia deixar isso acontecer.
Ela realmente me conhecia, pois sem dúvida era o que ia acabar fazendo mesmo. Pensei por um momento, tentando encontrar uma explicação lógica para toda essa reação hostil que vinha de todos os lados e depois de refletir um pouco, encontrei dois pontos em comum em todos os lugares, preconceito e falta de informação.
Senti uma fúria silenciosa começar a surgir dentro de mim, que eu fosse atingido por caluniadores, fofoqueiros, por gente ignorante e até pelos meus próprios pais, eu não me importava, mas a Marina passar por tudo aquilo sozinha, sendo atingida diariamente, era completamente diferente. Se era um escândalo que todos temiam, essa noite eu realmente ia dar motivos para falatório.
Peguei a Marina, empurrei ela na cama e disse:
- Se é guerra que eles querem, eles vão ter guerra! – e grudei meu corpo no dela, beijando-a pra valer – Hora do test-drive! – falei quando soltei rapidamente sua boca.
Começou a tocar Father Figure do George Michael, não poderia ter fundo musical mais perfeito.
(Link para a música: .com/watch?v=4WK2WfZj1q8
Father Figure - George Michael
That's all I wanted
Something special, something sacred
In your eyes
For just one moment
To be bold and naked
At your side
Sometimes I think that you'll never
Understand me
Maybe this time is forever
Say it can be
That's all you wanted
Something special, someone sacred
In your life
Just for one moment
To be warm and naked
At my side
Sometimes I think that you'll never
Understand me
But something tells me together
We'd be happy
(baby)
I will be your father figure
(oh baby)
Put your tiny hand in mine
(I'd love to)
I will be your preacher teacher
(be your daddy)
Anything you have in mind
(it would make me)
I will be your father figure
(very happy)
I have had enough of crime
(please let me)
I will be the one who loves you
Until the end of time
That's all I wanted
But sometimes love can be mistaken
For a crime
That's all I wanted
Just to see my baby's
Blue eyed shine
This time I think my lover
Understands me
If we have faith in each other
Then we can be
Strong
I will be your father figure
Put your tiny hand in mine
I will be your preacher teacher
Anything you have in mind
I will be your father figure
I have had enough of crime
I will be the one who loves you
Until the end of time
If you are the desert
I'll be the sea
If you ever hunger
Hunger for me
Whatever you ask for
That's what I'll be
So when you remember the ones who have lied
Who said that they cared
But then laughed as you cried
Beautiful darling
Don't think of me
Because all I ever wanted
It's in your eyes baby, baby
And love can't lie, no
(greet me with the eyes of a child)
My love is always telling me so
(heaven is a kiss and a smile)
Just hold on, hold on
I won't let you go, my baby
I will be your father figure
Put your tiny hand in mine
I will be your preacher teacher
Anything you have in mind
I will be your father figure
I have had enough of crime
(so I am gonna love you)
Until the end of time
I will be your father
I will be your preacher
I'll be your daddy
I will be the one who loves you
Until the end of time
Figura Paterna - George Michael
Isso é tudo o que sempre eu quis
Algo especial, algo sagrado
Em seus olhos
Apenas por um momento
Ser atrevido e ficar nú do seu lado
Às vezes penso que você nunca vai
Me entender...
Talvez dessa vez seja para sempre
Diga que pode ser
Isso é tudo o que você sempre quis
Algo especial, alguém sagrado
Em sua vida
Apenas por um momento
Estar aquecida e nua
Do meu lado
Às vezes penso que você nunca vai
Me entender
Mas algo me diz que juntos
Nós seríamos felizes
(Garota)
Serei sua figura paterna
Ahh, Garota
Coloque sua mãozinha na minha
(Eu adoraria)
Eu serei seu professor e pregador
(Serei seu pai)
Qualquer coisa que você tiver em mente
(Me faria)
Ser sua figura paterna
(Muito feliz)
Estive suficientemente cheio de crimes
(Por favor, me permita)
Eu serei aquele que vai amar você
Até o final
Isso é tudo que eu sempre quis
Às vezes o amor pode ser confundido com um crime
Isso é tudo que eu sempre quis
Apenas ver o brilho nos olhos azuis do meu amor
Desta vez eu acho que meu amor
Me entende
Se temos fé um no outro
Então podemos ser
Fortes
Eu serei sua figura paterna
Coloque sua mãozinha na minha
Eu serei seu professor e pregador
Qualquer coisa que você tenha em mente
Serei sua figura paterna
Estou farto de crimes
Serei aquele que te amará
Até o final dos tempos
Se você for o deserto
Eu Serei o mar
Se você estiver mesmo faminta
Faminta por mim
Qualquer coisa que você peça
É o que eu serei
Então quando você lembrar dos que têm mentido
Que disseram que se importavam
Mas depois riram enquanto você chorava
Linda querida
Não pense em mim
Pois tudo o que eu sempre quis
Está nos seus olhos garota, garota
E o amor não pode mentir, não...
(Me cumprimenta com os olhos de uma criança)
Meu amor está sempre me falando...
(O paraíso é seu beijo e seu sorriso)
Apenas espere, espere (aguente firme)
Eu não vou deixar você ir embora, minha garota
Serei sua figura paterna,
Coloque sua mãozinha na minha
Serei seu professor e pregador
Qualquer coisa que você tenha em mente
Serei sua figura paterna
Estive suficientemente cheio de pecado
(Então eu vou amar você)
Até o final
Serei seu pai
Serei seu professor
Serei seu papai
Serei aquele que te amará até o fim dos tempos
Entre beijos molhados, tirei sua roupa, afobado por poder vê-la totalmente nua, tinha fome de sentir sua pele. Em segundos o vestido, sua lingerie, estava tudo no chão, então me afastei, sentando a seu lado, para fazer uma das coisas que eu mais gostava, admirar seu corpo nu, começava por ver seu rosto lindo, rubro de excitação, baixando mais o olhar vi aqueles seios que pareciam uma escultura de tão firmes e perfeitos, continuava descendo por sua barriga lisa e macia, seu ventre onde escondido por um pequeno tufo de pelos se encontrava as portas do paraíso, suas coxas roliças ainda estavam fechadas, mas não por muito tempo, pensei maliciosamente, acabei por seguir meu olhar por seus joelhos, tornozelos, pés, ela era perfeita pra mim.
Coloquei a mão na gravata para começar a me despir, ansioso por sentir seu corpo no meu.
- Não, espera. – ela sussurrou – Fica um pouco mais assim.
Parei meu gesto surpreso com seu pedido, foi então que eu reparei que ela também me olhava de cima a abaixo, observei que ao fazer isso a respiração dela tinha se acelerado.
- Lembra quando disse como eu fiquei quando vi sua bundinha pela primeira vez? – ela perguntou.
- Sim. – respondi ficando ainda mais excitado pela lembrança.
Ela então pegou minha mão, abriu as pernas e colocou-a no seu sexo, estava completamente molhada.
- Fiquei assim desde a primeira vez que te vi com essa farda. – confessou arfante.
Senti "Robinho" dar um salto acrobático dentro das calças, como se estivesse gritando: "Me dá a Marininha, ma dá a Marininha!" "Calma, rapaz!", disse pra ele, temos a noite toda pela frente e primeiro quero explorar todas as minhas possibilidades.
Então ela tinha realmente gostado do fetiche da farda e pela quantidade de lubrificação que sentia escorrer pelos meus dedos, muito mais do que eu tinha imaginado. Contrariando então todos os meus desejos urgentes de arrancar logo aquela roupa, resolvi ficar vestido um pouco mais, enquanto minhas mãos iniciavam uma pequena brincadeira.
Não existe nada mais excitante para um homem, do que tocar na intimidade uma mulher, vê-la gemer, se contorcer, erguendo os quadris de encontro a sua mão em busca de satisfação. Já estava vendo a Marina virar os olhos, completamente entregue ao prazer que eu estava proporcionando, ao toca-la com movimentos ora rápidos, ora lentos, mas dessa vez não a penetrei nenhuma vez com meus dedos, essa noite isso seria tarefa exclusiva de "Robinho", que não parava de quicar impaciente dentro da minha cueca. Procurei estimula-la ao máximo com todo o carinho, tocando mais firme nos pontos que a faziam gemer mais.
Eu estava sentado entre suas pernas, completamente hipnotizado pela cena diante de mim, até que quando vi a Marina erguer o quadril desesperada quase na minha cara, senti que tinha chegado no meu limite, arranquei toda aquela roupa e coloquei a camisinha, mas antes de me posicionar entre suas pernas, coloquei um travesseiro bem em baixo do seu quadril, o que a fez arregalar os olhos.
- Meu amor, talvez isso não seja uma boa idéia. – ela disse entre gemidos.
- Por que?
- Você sabe que nessa posição eu não consigo me segurar... – sorri diabolicamente quando ela disse aquilo.
Deitei-me sobre ela, beijando-a apaixonadamente, tocando seus seios, em seguida sugando-os, ouvindo-a gemer.
- Mas é justamente isso que eu quero. – disse erguendo meu rosto, enquanto a penetrava procurando a posição ideal para estimular o lugar certo – Quero que o papai, a mamãe, os vizinhos, a rua, o bairro, todo mundo tenha motivos de verdade pra falar da gente a partir dessa noite! – e dizendo isso recomeçamos a nos amar com loucura.
Assim que a Marina começou a gemer mais alto, sussurrei em seu ouvido:
- Hoje vou te fazer cantar ópera em árabe!
POV - Shanti
- Oh, como ele mexe bem! – pensei comigo mesma – E o pior de tudo é que o desgraçado sabe que é bom, muito bom. – pensei em seguida ao ver a cara convencida do Tom.
Estávamos no quarto dele, mais especificamente na cama dele, na clássica posição papai e mamãe, só que com ele o comum se tornava divino, ele tinha um jeito de tocar, ou melhor ele sabia me tocar como nenhum outro até o momento.
Ele tinha perfeito domínio do seu tempo de ereção, nunca vi coisa igual, ele podia ficar por tempo indefinido dentro de mim, se ele quisesse ficávamos trocando de posição sem parar, literalmente ele acabava comigo, no bom sentido é claro.
Mas eu também não ficava muito atrás, também tinha meus truques.
Coloquei minhas mãos em seu peito e nos beijamos mais uma vez, um beijo gostoso e sensual, soltei sua boca e empurrei seu peito, desencaixando-me dele, ele imediatamente entendeu o que eu queria, girando o corpo e se deitando do meu lado, sentei em cima dele, mas não da maneira tradicional, fiquei de frente pra suas pernas, de maneira que ele teria uma visão privilegiada do meu traseiro. Recomecei os movimentos agora no meu tempo, ouvindo ele gemer atrás de mim, senti ele correr as mãos pelas minhas costas, parando nos meus quadris e apertando gostoso o meu bum bum. Agora eu ia fazer meu pequeno truque, fui descendo meu corpo, até que deitei completamente, minhas costas grudadas em seu peito, levantei os braços e o segurei pelos ombos para manter o equilíbrio, mantendo o movimento constante só com os quadris. Ele acariciou meus pequenos seios em movimentos circulares antes de me abraçar pela cintura com um braço e flexionou as pernas para ajudar a manter a penetração, enquanto sua mão livre seguiu pro meu sexo, acariciando meu clitóris e me fazendo gemer alto. Acelerei os movimentos, sentindo a conhecida sensação de prazer se aproximando, todo o meu corpo se contraiu quando por fim cheguei lá e pela respiração pesada dele no meu ouvido, também estava acontecendo com ele.
Continuei em cima dele, enquanto ele voltava a esticar as pernas, esperei minha respiração voltar ao normal e rolei o corpo, deitando do seu lado, de costas, cruzei os braços e repousei neles o meu rosto, observando-o. O suor brilhava em seu rosto vermelho e no peito, ele esticou um braço para pegar um cigarro na mesa ao lado, acendeu e deu uma longa tragada, em seguida deitou-se de lado, virando-se pra mim.
Ele sorria levemente, enquanto continuava fumando, uma de suas mãos acariciando levemente o meu ombro.
- Já estava com saudade da gente. – ele disse.
Fazia um tempinho que nós não nos encontravamos, na última vez que ele me procurou, bem que tentou me lavar pra cama, mas consegui escapar no último minuto. Agora fui eu que vim procurá-lo e dessa vez eu tinha meus motivos.
- Eu também. – afirmei enquanto esticava um braço e tocava seu cabelo preto com minha mão.
Com a mão em seu rosto, podia observar o enorme contraste no tom da nossa pele, ele branquíssimo como a neve, e eu no meu conhecido tom acobreado, que ele dizia gostar tanto.
- Você é quente como sua pele cor de fogo. – ele disse certa vez.
- Você tem notícias dos "casadinhos"? – ele perguntou se referindo a Marina e Rob.
- Parece que o Rob ligou dizendo que chega hoje a noite. – respondi – Ainda bem, já estava ficando preocupada com a Marina enfrentando essa barra sozinha.
- A semana foi muito ruim? – ele perguntou.
- Ruim? Você não faz idéia! – eu disse me virando de lado também, me apoiando no cotovelo.
- Me conta! – ele pediu e comecei a contar a situação na escola, com a diretora e na casa deles.
- Nossa, a coisa ficou feia! – ele disse – Posso até imaginar a reação do Rob quando souber de tudo, do jeito que ele é super-protetor com a Marina, pode até fazer uma besteira.
- Será? – perguntei surpresa.
- Não tenho dúvida! – ele respondeu vigorosamente – Ninguém ofende a Marina e fica por isso mesmo, experiência própria.
- Você já ofendeu a Marina? – perguntei curiosa.
- De brincadeira, num jogo bobo de voley e o Rob quase partiu pra cima de mim, exigindo que eu me desculpasse. – ele riu lembrando da cena – Você tinha que ver a cara do Rob, todo vermelho e zangado, foi uma piada!
Suspirei ao ouvir aquilo, infelizmente tudo pro Tom era motivo de piada e isso me fez lembrar o motivo de estar ali.
- Você gostou de eu ter vindo aqui hoje? – perguntei mudando de assunto.
- Claro, você sabe que sim! – disse dando um sorriso malicioso, fazendo correr sua mão por minhas costas – E fiquei surpreso também, você quase nunca me procura.
- Eu sei. – disse melancólica – Mas hoje, eu tenho meus motivos.
- Oh, eu sei disso! – ele disse sorrindo e descendo sua mão até minhas nádegas, apertando-as gentilmente.
- Além desse! – eu disse sorrindo.
- Eu sei, uma vez só é pouco! – disse já animado, aproximando o corpo do meu e abaixando o rosto para beijar meu ombro.
- Além de mais sexo, é isso o que eu quis dizer! – falei rindo, antes que ele começasse tudo de novo.
- Além disso? – ele perguntou surpreso, erguendo o rosto e me encarando com a testa franzida, aquilo me irritou.
- Por que a surpresa? – perguntei – Será que não posso ter outras coisas na cabeça além de trepar com você?
Pude notar que a mudança no meu tom de voz e minhas palavras o pegaram desprevenido.
- Não foi isso que eu quis dizer! – ele disse tentando se corrigir – Apenas fiquei surpreso porque quando estamos juntos a gente quase nunca conversa, você sabe.
- É eu sei. – concordei ainda irritada – E é justamente por isso que vim aqui hoje.
- Não entendi. – ele disse confuso – Você não está curtindo o nosso lance? Sempre pensei que a gente combinava muito bem.
- Na cama você quer dizer, né? – falei ácida.
- E qual é o problema da gente se dar bem na cama?
- Nenhum. – respondi – Mas as vezes isso não é mais o suficiente, Tom.
- Não estou sendo o suficiente na cama pra você? – ele perguntou horrorizado, como se aquilo fosse impossível de acontecer, fiquei tentada a dizer que sim, mas resolvi ser sarcática.
- Será que tudo pra você sempre se resume só em sexo? Já ouviu falar de companheirismo, amizade, romance? Quando foi a última vez que a gente realmente conversou? A gente está junto a um tempão e você não sabe nada a meu respeito! – ele me olhava de boca aberta.
- Não é bem assim! – disse tentando se defender – Claro que eu conheço algumas coisas sobre você.
- É mesmo, como o que por exemplo? – perguntei.
- Bem.. – ele parecia nervoso – Você é indiana, tem uma família grande, muitos irmãos, sua melhor amiga é a Marina e... e... – virei os olhos quando reparei que ele não sabia mais o que dizer.
- Até o padeiro da esquina da minha casa, sabe essas coisas que você falou, Tom! –
- Eu sei mais coisas, mas agora não estou lembrando! Mas se você me perguntar eu vou saber responder.
- Então vamos lá! – disse desafiando-o – Qual a minha cor favorita?
- Rosa? – ele respondeu perguntando.
- Azul. Qual o meu sanduíche favorito?
- Cheese-bacon?
- Não! – falei fazendo uma careta – Sanduíche de tofu, sou vegetariana! Qual é o meu hobby favorito?
- Além desse que a gente acabou de fazer?
- Tom! – falei irritada.
- Tá certo, tá certo! Deixa eu ver. – disse coçando a cabeça – Ouvir música?
- Não, fazer compras! Ai, eu desisto! – voltei a deitar de bruços e enfiei minha cabeça nos meus braços dobrados, ficamos por um momento em silêncio.
- Eu sei uma coisa sobre você. – ouvi ele dizer.
- O que? – perguntei sem levantar a cabeça.
Na mesma hora ele deitou-se por cima de mim, grudando o peito nas minhas costas e o seu quadril no meu traseiro, ele aproximou a boca do meu ouvido e sussurrou.
- Sei que gosta quando começo assim. – disse se esfregando em mim – E termina com você de quatro.
Eu fechei os olhos, sentindo o meu corpo traidor estremecer, automaticamente reagindo ao corpo dele e as suas palavras, mas dessa vez não ia me deixar levar, por mais que fosse delicioso o que meu corpo pedia, eu ia ser mais forte e iria revelar o motivo principal de estar ali.
Bandido! Ele já estava beijando minha nuca, me fazendo arrepiar inteira, infelizmente naquele ponto eu tinha que concordar com o Tom, ele realmente sabia o que precisava fazer para me deixar excitada!
- Tom, por favor, pára. – disse séria.
- Tem certeza? – ele perguntou surpreso.
- Tenho. – respondi com minhas últimas forças, logo em seguida senti ele saindo de cima de mim.
Eu admirava muito isso no Tom, ele nunca obrigava ou forçava ninguém a nada, ele sempre respeitava limites e gostos.
Sentei na cama de frente pra ele, enquanto ele continuava deitado de lado me olhando cheio de dúvidas, dei um suspiro antes de começar.
- Olha, presta atenção no que vou dizer porque não vou repetir. – avisei, respirei fundo e soltei – Hoje foi a última vez que a gente ficou junto dessa forma. Adoro quando estamos juntos, você me satisfaz de um jeito que ainda não encontrei parecido, mas pra mim isso não é mais o sificiente. Não estou culpando você e por favor isso não é uma cobrança, você deixou bem claro como seria o nosso lance se eu topasse ficar com você e entrei nessa de olhos abertos desde o início. – molhei os lábios antes de continuar – Mas agora eu preciso de algo diferente, algo que me complete em todos os sentidos, eu quero um relacionamento de verdade e eu sei que isso você não pode me dar.
Olhava seu rosto, observando sua expressão mudar a medida que eu falava, parecendo finalmente entender o meu ponto de vista, os olhos dele pareceram se entristecer ligeiramente.
- Desculpa. – foi tudo o que ele disse, me decepcionando profundamente.
Na minha cabeça fantasiosa eu tinha a frágil esperança de que ao ouvir minhas palavras, ele fosse se declarar me propondo alguma coisa mais sólida, mas para meu desapontamento ele agiu como eu sabia que ele era, de acordo com sua personalidade.
- Tudo bem, não precisa se desculpar. – falei engolindo a mágoa – Eu sempre soube que o nosso relacionamento era só esse, não é mesmo? – disse rindo cinicamente.
- Você sabe que eu gosto de você. – ele afirmou.
- Eu sei, eu também gosto de você. – sorri triste, pois eu nunca revelaria o quanto eu gostava dele – Eu sei que do seu jeito você gosta de mim, mas o seu jeito não é mais o suficiente, agora o que eu preciso é de um... um.. namorado. – consegui finalmente dizer.
- Eu não namoro. – ele declarou calmamente.
- Eu sei. – eu disse tranquila – Mas quero que você saiba que um relacionamento tão superficial como o que você me oferece não é mais o suficiente pra mim.
- Desculpa. – ele repetiu constrangido.
- Por favor, pare de se desculpar, só está tornando tudo isso pior. – eu pedi.
- Está bem.
- Sabe você nunca me disse porque não namora ou porque não quer namorar, e eu tenho certeza de que se eu te perguntasse provavelmente você diria que não foi feito pra isso ou que essa não é sua praia. Mas, quer saber de uma coisa Thomas Sturridge? – ele arregalou os olhos quando eu disse seu nome completo – Acho que você age assim porque você já amou muito alguém no passado, alguém que talvez o tenha magoado tanto que te fez se fechar completamente.
Ele estreitou os olhos, ficando muito sério, deitou-se de barriga pra cima e ficou olhando o teto.
- Eu realmente espero que um dia você conheça alguém que te faça ter coragem de sair dessa carapaça fria e superficial que você criou em torno de você, alguém que te faça ter coragem de voltar a se arriscar, alguém que te faça sentir a emoção de estar completamente apaixonado, que te faça ficar ansioso imaginando quando irão voltar a se encontrar, alguém que te faça ficar nervoso só de pensar no primeiro beijo, que te faça andar na rua assoviando uma música tola e romântica, alguém que seja a primeira coisa que você pensa ao abrir os olhos e seja a última a lembrar antes de dormir. – declarei com firmeza.
Ele não voltou a olhar pra mim, continuando a fitar o teto, mas vi que ele engoliu em seco.
- Bem, agora acho que vou tomar um banho antes de ir embora. – disse serenamente, me levantei e fui para o banheiro da suíte.
- Shanti! – ouvi ele me chamar quando estava na porta, meu coração deu um salto e me virei.
Ele se levantou, aproximando-se de mim, deixando o rosto bem próximo ao meu.
- Você não quer fazer uma última despedida lá no chuveiro?
Por um segundo pensei novamente que ele fosse dizer algo tão diferente! Sou uma idiota, será que não aprendo nunca? O Tom continuava a ser o Tom. Olhei para aqueles olhos claros, sentindo o cheiro do seu hálito tão próximo ao meu, o calor do seu corpo quente que oferecia tão facilmente um mundo de prazeres inimagináveis. Mas quem disse que eu gostava de coisas fáceis? Bem, que eu gostava, eu gostava, mas ele nunca saberia disso. Então reunindo todas as minhas forças, lhe respondi.
- Agora realmente acabou, meu querido. – falei dando um beijo leve em sua bochecha – Você sempre terá um lugar especial no meu coração, foi bom enquanto durou.
E sem esperar para ver sua reação, corri para o banheiro e fechei a porta rapidamente, me virando e encostando as costas nela, enquanto sentia as lágrimas começando a escorrer.
Entrei no chuveiro e enfiei a cabeça na água quente, com o orgulho inteiro, mas com um coração partido.
Capítulo com overdose de "Marininha e "Robinho", vamos todas matar a saudade!
Estávamos deitados, Rob me abraçava carinhosamente, passando a mão suavemente pelo meu braço, me fazendo sentir amada, segura, protegida, como se o mundo lá fora não fosse mais uma ameaça a nossa felicidade.
Sorri ao lembrar da maneira apaixonada e intensa que ele tinha me possuído, cumprindo sua promessa de me fazer cantar ópera, qua não só cantei em árabe, como também em javanês, russo e sueco.
Estava imaginando o que nossos pais tinham pensado ao ouvir toda aquela "cantoria", afinal eles estavam bem no quarto ao lado, senti que corava ao pensar como agiria na manhã seguinte ao dar de cara com eles.
Ele puxou-me para que eu o abraçasse mais apertado, ficamos assim juntos, deitados naquela cama gigantesca, sentia o braço dele acariciando de leve minhas costas, enquanto cheirava meus cabelos.
- Ah, como gosto de estar assim com você! – ele disse me apertando um pouco mais – Sentindo seu corpo quente, macio e cheiroso. – ele abaixou um pouco a cabeça mordendo de leve minha orelha – Você parece um pêssego maduro, perfumado e suculento.
Ele inesperadamente puxou-me para ficar por cima dele, nossos rostos bem próximos, seu olhar magnético deixava-me hipnotizada, suas palavras me seduziam.
- Será que algum dia você terá idéia do que faz comigo, de como fico quando estou assim perto de você, sentindo seu coração bater tão próximo ao meu, tocando você, sentindo sua pele de veludo, seu gosto na minha boca? – ele subiu as mãos que estavam na minha cintura até meus ombros, puxando-me novamente para um beijo doce e maravilhoso – Será que você tem idéia de como preciso de você? Do quanto é gratificante e mágico te amar, possuir você e saber que você é minha, só minha?
Eu estava completamente emocionada diante daquela declaração tão sincera, ele girou comigo, ficando novamente por cima de mim e beijou-me cheio de amor e desejo, nossas línguas se encontrando numa dança harmoniosa, abríamos bem a boca querendo nos devorar ao máximo.
- Diz que você é minha! – ele disse com boca próxima a minha – Diz que você é só minha!
- Sou tua, só tua, sempre fui tua! – falei baixinho, sentindo a boca dele, procurando a minha novamente com urgência.
Ele parecia ter surtado ao som das minhas palavras, ele soltou minha boca, descendo os lábios por meu pescoço, enquanto suas mãos acariciavam meus seios, senti seus dedos apertarem gentilmente o bico dos meus seios, fazendo-me gemer baixinho, em seguida sua boca desceu faminta sobre eles, sugando com força e desespero, gemi ainda mais alto. Sua mão desceu rápido para meu ventre, indo direto para meu sexo, completamente sem inibição.
- Você tem idéia do quanto é linda? – disse enquanto sua mãos continuavam a me acariciar – Sua beleza me cega, não consigo ver nada mais além de você!
Ele foi se abaixando, fazendo o mesmo percurso de suas mãos, até que parou seu rosto onde elas estavam trabalhando até o momento.
- Quero te beber, quero matar minha sede de você. – ele disse com a voz sussurrante – Geme pra mim, geme bem alto só pra mim.
Ele desceu a boca na minha intimidade, sugando vigorasamente, me fazendo dar um grito surpreso diante do intenso prazer provocado tanto por suas palavras quanto pelo ataque apaixonado. Eu gemia incontrolavelmente, me sentindo invadida por língua, lábios e saliva.
Eu tinha perdido completamente a noção de onde estava, que horas eram ou mesmo qual o dia e ano nos encontrávamos, tudo o que sentia agora era ele, meu Rob, meu marido.
- Você tem um gosto tão bom. – ele disse rapidamente – Vai, fala de novo de quem você é... – ele disse dando uma lambida no meu clitóris.
- Sou tua. – falei gemendo.
- Vai, fala mais alto, fala... – disse dando outra lambida.
- Sou tua! – repeti.
- Diz de quem você é, meu amor! – e ao pedir isso envolveu completamente meu botão entre seus lábios, chupando pra valer, me segurei com força no lençol.
- Sou tua, Robert Pattinson! – urrei – Ai, sou tua, ai minha nossa como isso é bom! Ai, não pára, por favor não pára!
Comecei a tremer toda, sentindo leves espamos por meu corpo, senti que o gozo não estava longe, ele então parou e levantou o rosto.
- Também sou teu, eternamente teu! – e dizendo isso foi rápido até a mesinha de cabeceira pegando o preservativo, colocando com agilidade.
Enquanto isso eu ainda gemia baixinho, mexendo impaciente meu corpo na cama, ansiando por ele. Ele se posicionou de joelhos, entre minhas pernas, olhando-me de cima abaixo. Ele foi se deitando sobre mim devagar, me penetrando igualmente lento, enquando eu continuava a me mexer impaciente em baixo dele.
- Já viajou de helicóptero? – ele perguntou inesperadamente.
Que pergunta maluca era aquela, feita bem nessa hora crucial? Olhei seu rosto, ele sorria com o mais travesso dos sorrisos, esperando uma resposta.
- Não, nunca. – respondi sem entender nada.
- Então você vai viajar agora. – ele disse pressionando firmemente seu quadril no meu e girando-o – Ligando os motores!
- OH! – exclamei de susto.
O movimento dele me pegou completamente desprevenida, ele continuou a girar o quadril em sentido horário, me fazendo perder todo e qualquer controle, eu comecei a cantar ópera em ucraniano!
Eu podia senti-lo totalmente dentro de mim, enquanto "Robinho" massageava internamente toda a "Marinha", aqueles movimentos circulares permitiam que ele friccionasse não só um lado da minha caverna úmida, mas todas as paredes da minha gruta, me fazendo sentir jorros de prazer que corriam por todo o meu corpo, sem falar que ao mesmo tempo sua pélvis fazia contato direto com meu clitóris, sendo massageado no mesmo movimento circular, era prazer demais para uma só pessoa.
- Decolando... – ele gemeu no meu ouvido, acelerando a rotação dos quadris.
- Ai, aquela farda de piloto tinha realmente inspirado ele! – pensei enquanto tremia inteira.
A medida que ele girava todas as sensações se intensificavam, eu segurei forte o travesseiro que estava abaixo da minha cabeça, sentindo o Rob acelerar ainda mais, minhas pernas começaram a tremer e senti de novo que estava quase chegando lá.
De repente ele parou tudo, eu olhei pra ele surpresa, ele me encarava, o rosto suado, as faces vermelhas, os olhos brilhando e respirando como se estivesse numa corrida.
- Por que parou, parou por que? – eu dizia com meu olhar espantado.
- Velocidade super sônica... – ele gemeu de novo, agora girando na outra direção, no sentido anti-horário, em alta velocidade.
- AAAHHH! – eu gritei agarrando o Rob pelos cabelos.
Eu nunca tinha feito tanto escandalo, mas saiu expontâneamente, foi mais forte do que eu, foi minha válvula de escape para a imensa onda de prazer que me varreu de alto a baixo, eu não tinha como segurar tantas sensações borbulhando dentro de mim.
E assim em meio a gritos, gemidos e giros, viajei rumo a um mundo que só o Rob conhecia o caminho, me fazendo mergulhar de cabeça.
Quando tudo acabou, deitamos lado a lado, abraçados e adormecemos quase imediatamente, totalmente exaustos e saciados daquela longa noite de prazer.
POV – Rob
Me mexi na cama, sentido-me extramamente quentinho e confortável, embaixo de um edredon fofo e deitado em um colchão macio. Espreguicei-me devagar, adorava aquela cama nova, para um cara alto como eu, era muito bom ter uma cama onde pudesse me esticar a vontade.
Abri os olhos, olhei para o lado e vi que a Marina estava toda coberta, a manhã estava bem fria, enfiei a cabeça embaixo do cobertor só para confirmar, sim, ela continuava toda nua, com aquela visão senti "Robinho" começar a dar sinal de vida.
- Fica quieto, deixa a "Marininha" descansar! – briguei com ele, que voltou a se encolher muito a contragosto.
Eu não ia abusar dela desse jeito, afinal sabia que devia estar mesmo cansada depois da noite de ontem. Sorri ao lembrar das nossas loucuras e de como a Marina tinha "cantado" afinadinho, coloquei a mão na boca prendendo uma risadinha imaginando a cara dos nossos pais e me senti vingado e também vingando a Marina, não tínhamos porque ter vergonha do que sentíamos um pelo o outro e eu esperava que essa noite tenha deixado isso bem claro para muita gente, ou pelo menos para quantos vizinhos nos escutaram a noite passada.
Aproximei meu rosto do dela, abaixei-me e cheirei seu ombro, fechando os olhos, expirando e aspirando prazerorasamente. Como ela cheirava bem, não era perfume, colônia ou desodorante, era o cheiro da pele dela, aquele cheiro que me desarmava completamente, eu era viciado em seu cheiro, ela me fazia sentir como se fosse um garotinho faminto em frente a uma loja de doces, olhando pela vitrine todas aquelas guloseimas açucaradas e irresistíveis, tentando decidir o que comer primeiro.
- Pára, "Robinho"! – reclamei com ele mais uma vez.
Suspirei e achei melhor me afastar dela, estava flertando perto demais com a tentação, meu auto-controle sempre foi pouco quando se tratava do meu macio e perfumado"Muffin de Baunilha".
Por falar em delícias, minha barriga começava a dar sinal de vida, sempre tinha muito apetite pela amanhã, ainda mais depois de ter dado tanto duro como a noite passada.
Decidi me levantar, tomar um banho gostoso e procurar alguma coisa pra comer lá na cozinha.
Saí do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, sacudi a cabeça sentindo falta do meu cabelo, ainda bem que a Marina disse ter gostado dele mais curtinho, porque eu ainda não tinha me acostumado.
A casa estava toda silenciosa, todos ainda dormiam, afinal era domingo de manhã, só eu que estando tão faminto não tinha ficado mais na cama. Abri a geladeira decidindo o que comer, ovos mexidos seria uma boa, com torradas, manteiga, geléia e suco de maçã. E se eu preparasse tudo e levasse também pra ela lá na cama, acho que ela iria gostar.
Infelizmente para meu desespero, pensar se revelou mais fácil do que fazer, ao olhar o resultado da minha façanha gastronômica, torradas ligeiramente queimadas e ovos mexidos que pareciam com qualquer outra coisa menos ovos mexidos. Pra disfarçar passei bastante manteiga e geléia nas torradas e cortei os ovos mexidos em pedacinhos, para parecer mais apetitoso. Coloquei tudo numa bandeja e subi as escadas, indo para o quarto, mas só quando parei na frente da porta vi que não tinha como segurar a bandeja e destrancar a porta ao mesmo tempo.
- Sua anta! – me xinguei em voz alta.
Nesse momento, abriu-se a porta do quarto dos meus pais e sai minha mãe vestindo um roupão, ela olhou pra mim, aparentemente surpresa de mer ver ali, ela se aproximou olhando do meu rosto, para a bandeja, visivelmente tentando não rir da situação toda.
- Precisando de ajuda? – ela perguntou debochando.
- Talvez. – respondi impaciente.
Ela por fim esticou o braço, girando a maçaneta pra mim, destrancando a bendita porta.
- Obrigado. – agradeci rápido, mas antes que pudesse dar mais um passo ela colocou o braço na minha frente impedindo a passagem.
- Só mais uma coisa, antes de você entrar. – ela disse e olhei-a curioso.
- Seu pai pede para lembrar a vocês dois que existe uma lei de silêncio nesse país, que inicia as 22:00h e se entende até as 8:00h da manhã. – ela me encarou – Preciso ser mais clara?
- Não. – respondi imediatamente, tentando não cair na risada.
- Ótimo! – ela disse tirando o braço e me dando passagem.
Entrei no quarto rapidamente, fechando a porta com o pé e dei uma sonora gargalhada.
- O que... Como... – disse Marina acordando e sentando na cama assustada.
Eu não conseguia parar de rir, deitei ao seu lado, rolando de um lado para o outro.
- HAHAHA... Você tinha que ter visto a cara da mamãe, foi hilário!
- O que aconteceu? - ela perguntou sonolenta e contei rapidamente.
- Papai mandou esse recado? – ela perguntou arregalando os olhos e ficando muito vermelha – Ai, que vergonha! – e se enfiou em baixo do edredon.
- Deixa de ser boba, meu amor! – eu disse tentando puxar o cobertor da sua cabeça – Vem, sai daí, eu sei que você está com fome eu troxe algo pra gente.
- Comida? – ela disse finalmente colocando a cabeça pra fora e olhando a bandeja que eu tinha trazido – Você que preparou tudo?
- Hum, hum... – murmurei.
- Ai, que lindo, meu primeiro café da manhã na cama! Obrigada! – e dizendo isso soltou o cobertor se aproximando para me dar um rápido beijinho.
Eu acho que ela esqueceu queestava sem nada por baixo, bati os olhos naquele corpinho e fiquei numa dúvida tremenda de qual dos meus dois apetites ia satisfazer primeiro. Ela percebeu meu olhar de cobiça, olhou pra baixo e percebendo como se encontrava, rapidamente se cobriu novamente com o cobertor.
- O que você preparou? – perguntou tentando disfarçar e olhando pra bandeja – A torrada parece muito boa, mas... O que é isso aqui?
- Ah... São ovos mexidos. – respondi sem graça e ouvi sua risadinha.
- Ok, valeu a intenção. – ela disse fazendo piada – Mas, no futuro lembre-me de te dar umas aulas de culinária. – mostrei a língua pra ela, fazendo-a rir novamente.
Apesar da aparência pouco convidativa do nosso café da manhã, o gosto não estava ruim e comemos tudo, estávamos realmente com fome.
- O que você quer fazer hoje de manhã? – perguntei.
- Preciso dar um pulo na farmácia pra comprar algumas coisas. – disse pigarreando – Comprar algumas pastilhas pra garganta, acho que estou um pouco rouca. – não tive como não dar uma risadinha ao ouvir aquilo.
- Da próxima vez, então vamos fazer um aquecimento das cordas vocais. – sugeri cheio de malicia.
- Próxima vez? – ela perguntou.
- Hum, hum.. – respondi me aproximando dela – Ainda não experimentamos cantar ópera em espanhol, alemão, mandarim...
Parei meu corpo bem em cima dela e senti suas mãos em meu peito empurrando-me gentilmente.
- Já entendi seu ponto de vista! – ela disse rindo, fazendo-me sair de cima dela – Mas, por hora comporte-se, acho que já cantamos o suficiente por uma noite, não acha?
Limitei-me a sorrir, assitindo seu rosto rubro e constrangido, ela ficava tão adorável quando fazia aquela carinha. Mas se ela por hora não queria continuar, eu também não precisava facilitar.
- Bem, já que vamos sair, vou começar a me arrumar. – falei inocentemente , me levantei e tirei a toalha jogando displicentemente na cama.
Fiquei de costas, abrindo o guarda roupa e escolhendo alguma coisa para vestir. Com o canto do olho percebi que ela não tinha se mexido, virei-me sorrindo e surpreendi-a olhando descaradamente pro meu traseiro.
Quando ela percebeu que foi pega em flagrante, abaixou os olhos sem graça e se enrolou no lençol, levantando-se, não tive como não rir.
Já estávamos vestidos e prontos, quando ela virou-se pra mim e perguntou apontando pra minha mala.
- Tem roupa suja aí?
- Tem sim, por que?
- Então antes de sair preciso te apresentar a alguém muito importante. – ela disse rindo e me fazendo abrir a mala, tirando tudo lá de dentro.
- Agora, me acompanhe. – ela disse risonha.
Segui-a com meus braços cheios de roupa suja, sem entender quais era seus planos, até que comecei a entender ao passamos pela cozinha, nos dirigindo a lavanderia de casa.
- Rob, apresento sua nova melhos amiga, a máquina de lavar roupa! – ela disse fazendo um gesto teatral, apontando pra máquina.
- Hein? Mas você não é a esposa?
- Tempos modernos, meu amor! – ela disse cinicamente – Claro que não me importo de colocar nossa roupa pra lavar, mas isso não significa que você não possa fazer também! Agora deixa eu te mostrar como funciona.
Ela me explicou pacintemente todo o processo e achei mais simples do que imaginava, deixamos a roupa lavando e enfim fomos pra farmácia.
Marina colocou um óculos de sol enorme no rosto, assim que a gente colocou a cara pra fora de casa.
- Pra que o disfarce? – perguntei rindo.
- Você ainda pergunta, depois do que fizemos a noite passada? – dei uma risada e segurando sua mão, começamos a andar, levantei bem o rosto e ergui os ombros.
Fiz questão de cumprimentar cada vizinho por quem passávamos e TODOS nos olhavam com uma cara mais vermelha que a outra.
- Morram de inveja, seus otários! – falei assim que saímos da nossa rua.
Entramos na farmácia do bairro e lá dentro cruzamos com mais vizinhos, Marina foi correndo pro fundo da farmácia pegando algumas coisas pelo caminho, eu fiquei por ali olhando algumas pratileiras, cumprimentando de vez em quando alguma cara vermelha, sentindo sussurros ao me redor. Ao passar distraído por uma estante vi algo que meu deu uma ótima idéia e sorri diabolicamente. Peguei uma cesta, colocando um item de cada até encher todo o espaço.
Encontrei a Marina que já estava na fila pra pagar, olhei pra quem estava na minha frente e atrás de nós, sorri de antecipação e fazendo minha cara mais inocente perguntei pra ela.
- Oi, amor, encontrou tudo o que queria?
- Sim. - ela respondeu distraída.
- Bem, eu ainda estou na dúvida. – disse apontando pra minha cesta – Que sabor você prefere, morango, melancia ou limão? – perguntei erguendo três caixas, com três diferentes sabores de camisinha.
Vi Marina abrir a boca, mas não emitiu nenhum som, só vi suas bochechas virando dois tomates.
- Está na dúvida? – continuei com o teatro – Eu também! Sabe de uma coisa, levamos todos, hoje podemos experimentar um de cada e depois você me diz qual é mais gostoso. Bom dia, Senhora Donalds! – cumprimentei a velhinha que estava atrás de nós e nos olhava espantada, ela morava bem na casa ao lado da nossa.
Mais engraçado que isso foi despejar a minha cesta de preservativos na frente da moça do caixa, que por acaso era colega de escola da Marina.
- Bom dia. – a garota disse.
- Bom dia, Julie. – eu disse normalmente, escutando a Marina murmurar um cumprimento – Droga! Sabia que tinha esquecido alguma coisa! – disse colocando a mão na testa como se eu tivesse esquecido uma coisa importantíssima. – Só um momento, por favor!
Corri e voltei a seção de preservativos, a farmácia inteira me olhando, voltei com mais algumas caixas e coloquei junto com as outras.
- Esqueci o sabor chocolate. – falei olhando cinicamente a cara espantada da garota – Adoro seguir os conselhos do Ministério da Saúde!
POV – Marina
- Eu vou acabar com a raça do Rob! – pensei enquanto pagava aquela exorbitância de camisinhas.
Saímos da farmácia e mal viramos a esquina Rob já estava se dobrando de tanto rir.
- KKKKKKKK! – ele ria sem parar – Você... você viu a cara da Julie? – ele continuava a rir – E a cara da Senhora Donalds? Eu pensei que ela fosse ter um troço bem ali! – ele já estava lacrimejando de tanto rir.
Respirei fundo e continuei andando sem responder nada.
- Ah, vai! Você não achou mesmo engraçado? – ele perguntou vindo atrás de mim.
Continuei andando, sem olhar pra ele e apressei o passo. Assim que entramos em casa, tirei os óculos, peguei o Rob pela casaco, espurrei ele na parede e apontei um dedo pro seu peito.
- Nunca. Mais. Faça. Isso. De. NOVO! – ameacei bufando pelas ventas, ele me olhou espantado.
- Calma, foi só uma brincadeirinha! – ele disse tentando descontrair.
- Prometa! – exigi ainda apontando o dedo para seu peito, ele virou os olhos.
- Ai, quanto drama! – ele disse rindo e fiz uma cara feia – Tá bom, ta bom, eu prometo! – disse erguendo os braços como se estivesse se rendendo.
- Melhor assim! – falei convencida e fui pra lavanderia, reparei que ele me seguia.
Entrei na lavanderia, ouvi ele entrando logo atrás, fechando a porta ao passar.
- O que você veio fazer aqui de novo? – ele perguntou visivelmente curioso.
- Vim verificar se sua roupa já acabou de lavar. – olhei pra dentro da máquina e vi a roupa sendo sacudida de cá pra lá – Pelo visto não. – respondi de costas pra ele.
- Já está mais calminha?- ele perguntou, pegando-me de surpresa ao sentir sua respiração no meu pescoço, não tinha percebido que ele tinha se aproximado.
- Depende. – respondi sentindo os lábios dele percorrerem o meu pescoço, me fazendo tremer.
- Depende do que? – ele perguntou antes de chupar o lóbulo da minha orelha.
- Do quanto você está arrependido. – sussurrei tentando pensar coerentemente, o que era muito difícil no momento.
- Então deixa eu te mostrar o TAMANHO do meu arrependimento. – e dizendo pressionou seu quadril no meu traseiro, me imprensando contra a máquina de lavar roupa.
Eu podia senti-lo duro na minha coxa, enquanto ele cheirava, lambia e mordiscava meu pescoço, me fazendo gemer baixinho.
- Rob, a gente não deve... – eu não conseguia pensar direito – Logo aqui...
- Adoro viver perigosamente!
(Link para a música: .com/watch?v=HHhhcKxflMY) N/A: Essa música é FODA!
Sex On Fire - Kings Of Leon
Lay where you're laying
Don't make a sound
I know they're watching (they're watching)
All the commotion
The kiddie like play
Has people talking (talking)
You...
Your Sex is on fire
Dark of the alley
The breaking of day
The head while I'm driving (I'm driving)
Soft lips are open
Knuckles are pale
Feels like you're dying (you're dying)
You...
Your sex is on fire
Consumed
Were the words to transpire
Hot as a fever
Rattling bones
I can Just taste it (taste it)
If it's not forever
If it's Just tonight
Oh, it's still the greatest (the greatest, the greatest)
You...
Your sex is on fire...
You...
Your sex is on fire
Consumed
Were the words to transpire (2x)
Sex on fire (Sexo em Chamas) - Kings Of Leon
Fique onde você está
Não abra a boca
Eu sei que eles estão vendo
Eles estão vendo
Toda a comoção
E a dor infernal
Tem pessoas falando
Eles estão falando
Você
Seu sexo esta em chamas
A escuridão do beco
O amanhecer de um dia
A cabeça quando estou dirigindo
Quando estou dirigindo
Os lábios macios estão abertos
Eles se prendem e ficam sem cor
Parece que você está morrendo
Você está morrendo
E você
Seu sexo está em chamas
Confortável
Com as palavras para transpirar
Quente como uma febre
Ossos se tocando
Eu poderia só sentir o gosto
Sentir o gosto
Se não é para sempre
Se é só por essa noite
Oh ainda é a melhor
a melhor
a melhor
Ele pegou meu braço puxando-me de frente pra ele, vi seus olhos cheio de desejo e em seguida senti sua boca sobre a minha, beijando-me com sofreguidão, ele soltou minha boca por um momento, sua respiração tão apressada como a minha.
- Eu quero você agora. – ele sussurrou no meu ouvido – Quero amar você em cada cômodo dessa casa. – disse beijando-me mais uma vez – Quero que essa casa fique com a marca do nosso amor em cada canto. – beijou-me novamente – Assim não importa para onde olharmos, nossa historia vai estar por todo lugar.
Quem conseguia resistir a esse homem, quando dizia essas coisas, beijando-me a ponto de desfalecer? Com certeza, não eu!
Ele puxou rápido a minha blusa, enquanto eu puxava a dele pra fora da sua calça, enquanto ele voltava a me beijar, senti sua mão desabotoando o botão da minha calça jeans e beixando o zíper.
Estávamos meio afobados e apressados, pois ainda rondava o perigo de sermos flagrados bem ali na lavanderia. Movi rápido minhas mãos para sua calça, tentando abri-la rápido e puxei-a por suas pernas.
Ao me ver só de calcinha e sutiã, ele voltou a me abraçar apertado, grudando meu corpo na máquina, suas mãos passeavam por todo meu corpo, indo parar nas minhas costas, abrindo com agilidade meu sutiã. Gemi baixinho, ao sentir suas mãos e sua boca na minha carne que vibrava com cada carícia. Enfiei minha mão dentro da sua cueca, apertando aquela bundinha maravilhosa e puxando mais ainda seu quadril sobre o meu, ouvindo ele gemer com a pressão exercida em seu membro minha calcinha pelas laterais, ele puxou de uma vez só e empurrei pro lado com os pés, ele tirou rápido a cueca, sacudindo-a bem na minha frente, fazendo-me rir ao atira-la pra trás sem nenhuma timidez.
Nossas bocas se encontraram novamente, sua língua se movendo junto com a minha, numa coreografia perfeita, ele pegou-me pela cintura, colocando-me sentada em cima da máquina. Ele parou de me beijar, olhando profundamente dentro de meus olhos, senti suas mãos em meus joelhos e em seguida abrindo minhas pernas, expondo-me completamente. Sem deixar de olhar meu rosto, senti suas mão escorregarem dos meus joelhos para minhas coxas e em seguida para meu sexo. Arqueei as costas, colocando meus braços pra trás, segurando-me na tampa da máquina de lavar roupa, sentindo seus dedos acariciando-me gentilmente.
- Tão molhadinha. – ouvi ele sussurrar, ao me tocar profundamente – Tão quente.
Ele começou a movimentar seus dedos dentro de mim, me fazendo gemer e movimentar os quadris, junto com suas mãos. Abri as pernas ainda mais, sentindo-me derreter diante do seu toque ousado. Senti uma vibração suave começar a vir por baixo de mim e arregalei os olhos surpresa, a máquina em breve entraria na fase da centrifugação.
Rob rapidamente se abaixou pegando a camisinha do bolso da sua calça, colocando logo num impaciente "Robinho", que estava quicando na direção de "Marininha".
Senti a vibraçao abaixo de mim aumentando, ele posicionou-se bem entre minhas pernas, mas para minha surpresa colocou só a ponta de "Robinho" bem na entada de "Marininha", que gemeu inconformada.
- Estou perdoado? – ele perguntou malandramente.
- Talvez. – respondi maliciosa.
- Do que?
- Do quanto você pode ser um bom rapaz. – ouvi ele dar uma risada gostosa.
- E quem disse que sou um bom rapaz? – e dizendo isso começou a me penetrar bem devagar, olhando meu rosto não perdendo nenhuma das minhas reações.
- Você já não sabe que quando eu sou bom, sou bom, mas que quando sou mau, sou melhor ainda? – disse quando chegou no fundo.
Abracei-o com minha pernas, puxando-o impaciente de encontro a mim, enquanto nossos lábios se devoravam, ele começou a se movimentar forte dentro de mim. Logo depois a máquina começou a vibrar inteira, centrifugando toda roupa em seu interior, soltei a boca do Rob, um grito preso na garganta, segurei ele forte com meus braços e pernas e no segundo seguinte comecei a gritar como se estivesse no meio de um incêndio.
- Socorro, socorro, SOCOOORRO!
A máquina vibrava sem parar e violentamente em baixo de mim, o Rob vibrava sem parar dentro de mim, era vibração demais concentrada numa pessoa só, eu tinha um verdadeiro incêndio entre as pernas e só Rob e sua mangueira podiam ter capacidade de apagar aquele fogaréu. Comecei a fantasiar o Rob com roupa de bombeiro, mas aquele pensamente não ajudou em nada, só aumentou o fogo ainda mais, diacho!
- Ah , como eu te amo! – ele disse
- E-e-eu t-t-te a-a-amo t-t-também! – eu disse gaguejando pela tremedeira que esta sendo submetida, sacudia mais que uma britadeira.
Então como um presente dos céus, senti as deliciosas contrações musculares iniciando, os espamos se tornando cada vez mais intensos, até que numa contração violenta da "Marininha", me fez sentir no paraíso.
- Já? – Rob me olhou espantado – Caraca! – eu também estava surpresa, eu nunca tinha gozado tão rápido.
Rob demorou um pouquinho, mas senti ele estremecer todo um pouco depois, enquanto senti a máquina ir parando lentamente, e coomeçando a se encher de água novamente.
- Não se mexa nem um centímetro. – ele me pediu, me apertando forte contra si.
- Por que? – perguntei curiosa, sentindo agora seu membro flácido dentro de mim.
- Você já vai descobrir. – ele disse risonho – Quanto tempo demora pra encher a máquina de água de novo?
- Uns 10 minutos. – respondi e reparei que depois de ouvir minha resposta, ele calculava alguma coisa em sua cabeça, até que deu um sorriso satisfeito.
– Perfeito! – ele exclamou.
Ele começou a tocar delicadamente em meus cabelos, acariciando suavemente, corria as mãos pelos meus braços, seguia para as minhas costas.
- Você é tão macia, sua pele parece um damasco. – ele disse beijando um ombro, depois o outro e em seguida, começou a sugar docemente meu pescoço, terminando por dar um gostoso chupão.
Dali pra minha boca foi um pulo, foi então ao rodar minha língua na dele que eu senti algo novo acontecendo, senti "Robinho" começar a dar sinal de vida dentro de mim.
- Oh... Oh... OH... – comecei a gemer surpresa, sentindo o membro dele voltar a ficar completamente ereto dentro de mim – Ai, que delícia, hummm... – disse sentindo ele me expandir toda por dentro.
- Eu não disse que quando sou mau, sou melhor ainda? – murmurou em meu ouvido enquanto voltava a bombar dentro de mim.
Para meu azar ou sorte, a máquina juntamente voltou a fase final de centrifugação, começando a vibrar toda de novo.
- Ah, não, não, NÃO! – mentira, em um minuto eu já gritava diferente – Oh, sim, sim, SIM!
Agarrei-me no Rob, dando uma bela mordida no seu peito, fazendo ele gemer, só não sabia se de prazer ou de dor, gozei ainda mais rápido do que a primeira vez.
Quando tudo terminou, eu estava mais mole que manteiga derretida, me apoiei fracamente nele, abraçando-o exausta, eu não sabia como sairia andando dali, não tinha nenhum controle das minhas pernas.
- Nunca pensei que lavar roupa fosse tão divertido. – ouvi Rob dizer, dando uma risadinha, Rob e suas piadas. – O que é essa máquina aqui do lado? – ouvi ele perguntar, ergui ligeiramente o rosto.
- Essa é a secadora de roupas. – respondi fraquinha, mas arregalei os olhos ao ouvir a próxima pergunta.
- Oba! Me ensina a usar ela também?
Nota do autor:
Capítulo cheio de testosterona, porque só tem POV com nossos gatos favoritos, Rob e Tom.
Ah! E pra variar escolhi a música a dedo, prestem atenção, acho que tem tudo a ver!
POV – Robert
Naquela tarde Tom me ligou e marcamos de nos encontrar no meu pub favorito, para colocar o papo em dia.
Assim que entrei no pub, vi que ele já tinha chegado, estava sentado numa mesa no canto, com uma gararrafa de cerveja na mão.
Aproximei-me sentando na sua frente, ele ergueu o rosto e nos cumprimentamos batendo os punhos fechados.
- E aí, como vai o homem mais bem casado de Londres? – ele perguntou rindo.
- Se melhorar estraga! – respondi.
Chamei o garçon, pedi uma cerveja e virei-me pra ele novamente.
- Soube a que a semana foi complicada pra Marina, né? – ele disse.
- Sim, muito difícil. – respondi tenso – A Marina no início não queria me contar, mas insisti e ela soltou tudo. Nunca fiquei com tanta raiva na vida!
- Eu sabia! – ele disse risonho – Assim que eu soube de tudo, imaginei que você ia ficar puto!
- Pois é, você me conhece, se mexem com a Marina, mexem comigo. – o garçon voltou com meu pedido e tomei um gole – Mas já iniciei minha pequena vingança. – disse rindo.
- Uh, então conta aqui pro seu amigo. – ele pediu batendo no próprio peito, ri, tomei mais um gole e contei superficialmente sobre a noite passada, omitindo os detalhes mais picantes, mas mesmo assim dando um bom panorama da situação.
- Eu daria TUDO pra ter sido uma mosquinha no quarto dos seus pais a noite passada! – riamos juntos, enquanto eu acendia um cigarro – Imagina seu pai ouvindo a princesinha dele gritando no quarto ao lado: "Vai, Rob! Não pára, Rob! Mais forte, Rob!" – e ao dizer aquilo fechou os olhos imitando uma garota gozando.
- Menos, Tom! Tem gente olhando, ok? – falei soltando a fumaça do cigarro pelo nariz e apontando um casal sentado numa mesa do outro lado que nos olhavam espantados.
Ele olhou na direção que eu apontava e sacudiu os ombros como não estivesse nem aí, virei os olhos, esse era o Tom!
- E agora, qual o próximo passo? – ele perguntou.
- Bem, já decidi que só vou me concentrar na Marina e no trabalho. – bebi mais um gole – Quero muito fazer dinheiro e rápido!
- Por que? – ele perguntou curioso.
- Não quero ficar indefinidamente eu e a Marina morando com nossos pais, além do clima ser pesadíssimo, não temos liberdade, entende? A Marina ainda fica meio constrangida de por exemplo, me beijar na frente deles ou fazer alguma outra carícia. Tipo, ontem a noite estávamos vendo um filme na TV da sala, sentados juntinhos no sofá, mas até parece que vou ficar duas horas e meia de filme do lado da Marina sem rolar nada, né? Comecei então com a mão boba e ai...
- Mão boba aonde? – Tom perguntou me cortando.
- Aonde? Pra que você quer saber isso? – perguntei franzindo a testa.
- Pra visualizar melhor a cena – ele disse na maior cara de pau.
- Ai, caralho! Tá bom, coloquei a mão no peitinho dela, satisfeito?
- Só no peitinho? – perguntou fazendo uma cara desapontada.
- Se você deixar eu terminar, te conto o resto!
- Tá bom, continua. – ele disse calmo.
- Ok, coloquei uma mão no peitinho e outra na coxa, comecei a chupar aquele pescocinho gostoso e ela mandando parar, sabe?
- O maior erro que uma garota pode cometer! – Tom disse rindo.
- Exato! – concordei – Tudo o que uma garota precisa fazer pra só aumentar ainda mais o tesão é mandar parar, ainda mais quando é a Marina falando com aquela voz rouquinha, revelando que está doida pra eu continuar.
- E aí?
- Bem, pra resumir, mamãe entrou na sala e me pegou dando um chupão na Marina e com minha mão enfiada dentro da saia dela, apertando sua bunda.
- Que empata foda!
- Cara, foi muito frustrante! – falei chateado – A Marina e a mamãe ficaram completamente constrangidas e eu tive que colocar a viola no saco, porque depois dessa a Marina não quis mais nada comigo o resto da noite.
- Que saco!
- Nem me fale! Se nós estivéssemos na nossa própria casa, a gente tinha feito amor ali mesmo no tapete da sala. – dei mais um gole antes de continuar – Por isso vou trabalhar pra burro, economizar uma grana e vou arrumar um lugar legal pra gente.
- Te dou o maior apoio, já está na hora mesmo de vocês terem mais privacidade.
- Com certeza! E não é só por causa de sexo, já estou com 20 anos, mais do que na hora de sair da casa de papai e mamãe.
Depois dessas palavras ficamos um tempo em silêncio, apenas fumando e terminando nossas cervejas antes de pedirmos outra rodada.
- Mas chega de falar de mim, agora me fala de você, quais são as novidades?
- Estou ensaiando uma peça nova, que deve estrear daqui a um mês. – ele disse animado
- Legal! Não esquece de me mandar os convites.
- Claro, lugar reservado na primeira fila! – ele disse rindo.
- E... er... – pigarreei antes de continuar – Como vão, você e a Shanti? – reparei que ele fechou a cara.
- Não vamos. – ele respondeu depois de ficar um momento calado, olhando pra garrafa em sua mão.
- Como assim? Pensei que vocês estavam se curtindo?
- A gente estava se curtindo até ontem. – ele respondeu – Mas ela nos fez o favor de encerrar o nosso lance. – ele disse isso bem sério.
- E o que você achou da atitude dela? – ele sacudiu os ombros e não respondeu nada, olhei seu rosto que continuava vazio, mas eu conhecia Tom o suficiente para saber que por trás dessa aparência fria e de pouco caso, alguma coisa borbulhava em seu íntimo. Como eu sabia? Ele não parava de estalar os dedos das mãos e ele só fazia isso quando estava nervoso, triste ou puto, e naquele momento acho que ele estava um pouco de cada.
Respirei fundo, tentando encontrar uma maneira de tocar no assunto sem deixar ele precavido.
- A Shanti é uma garota legal. – falei por fim e ele só concordou com a cabeça – E bonita e inteligente também. – dessa vez ele voltou a olhar para o meu rosto.
- O que você quer dizer com isso? – disse enquanto tragava o cigarro.
Suspirei e soltei a bomba.
- Ela não é a Micaela, Tom.
- Ah, estava demorando! – ele disse batendo irritado com a garrafa na mesa – Lá vem você com esse papo!
- Cara, eu sou seu amigo, mas tenho que te falar algumas coisas. – disse apagando meu cigarro no cinzeiro – Você não pode continuar espantando todas as garotas legais da sua vida, só porque uma piranha cruzou o seu caminho.
- Porra, Rob! Não começa com isso, tá? – ele disse apagando seu cigarro também – Você sabe que esse papo sempre acaba mal!
- Mas não precisa acabar mal. – falei calmo – Olha, me diz, o que a Shanti falou pra querer terminar contigo? – ouvi ele suspirar antes de responder.
- Ela disse que gostava da nossa relação, mas que o que eu lhe oferecia não era mais o suficiente pra ela. Ela disse que quer um... namorado! – ele disse essa última palavra como se fosse um palavrão e tive que engolir o riso.
- E você não quis se candidatar ao cargo?
- Fala sério, Rob! Tom Sturridge namorando?
- Sim, Tom Sturridge namorando! Por que não?
- Por que... Por que... Ah, porque namoro e eu não combinamos! – ele terminou sua cerveja e cruzou os braços sobre a mesa – Eu acho que nem sei como se faz isso, esse negócio de ter que dar satisfações pra outra pessoa, ligar pra dizer aonde vou, com quem estou, porque isso, porque aquilo, lembrar data de aniversário de qualquer coisa, desde data de primeiro beijo até data de primeira foda, almoçar com a família dela aos domingos e pra piorar ter que ser FIEL!
- Você faz parecer que tudo é um sacrifício horrível e a coisa não é bem assim.
- Ah, não? Então tá, "casadinho"! Me conta o que tem de tão bom, de ser exclusivo de uma garota? – eu sorri antes de continuar.
- Pra começar, quando você escolhe alguém pra ser sua namorada, ou no meu caso minha esposa, você não escolhe qualquer garota, você escolhe "a garota", entendeu?
- " A garota"? – ele perguntou confuso.
- Você vai escolher uma garota que te faça esquecer todas as outras, alguém que te completa, alguém que você tenha prazer de estar com ela e não só na cama, mas em todos os sentidos, alguém com quem seja legal conversar, alguém que tenha um senso de humor que te agrada, alguém que te liga ou pede pra você ligar, não porque quer te controlar, mas porque se preocupa com seu bem estar ou porque simplesmente esta com saudade. – tomei mais um gole para molhar os lábios – Sabe, quando você está com alguém que você gosta e a outra pessoa realmente corresponde ao seu sentimento, não pode haver nada mais prazeroso do que estar com ela e aquilo que antes era visto como "sacrifício" se torna algo natural e bem vindo.
- Tá, na teoria parece tudo lindo, um verdadeiro conto de fadas, só deixa eu te lembrar, que as vezes nessa história pra boi dormir, aparece uma bruxa má, vestida de princesa, que te promete o paraíso com um beijo e no momento seguinte te enfia uma faca no coração, quando você flagra ela trepando com seu irmão! – ele disse furioso.
- Tom, como eu já disse, nem todas são iguais a Micaela e algo me diz que especialmente a Shanti é bem diferente dela.
- Nunca se sabe, cara! – ele disse amargo, acendendo outro cigarro.
- Dá um tempo, Tom! Até quando você vai descontar em todas as mulheres do mundo, o que a Micaela fez? Será que você não percebeu ainda, que quem vai sair perdendo mais que todos nessa história, é você mesmo? – falei firme, encarando o Tom, que depois de um tempo baixou os olhos e perguntou baixinho.
- E você acha que a Shanti poderia ser "a garota" pra mim?
- Isso eu não posso afirmar por você. – eu disse mais tranqüilo - Mas eu conheço a Marina muito bem e sei que ela nunca teria como amiga alguém tão fútil, superficial e mesquinha como a Micaela. – olhei pro Tom, ele parecia triste, brincando distraído com a tampa da garrafa e continuei falando
- Marina e Shanti são muito unidas e a Shanti foi incrível durante todo esse tempo que estamos juntos, sempre demonstrando ter uma amizade e preocupação sinceros conosco, demonstrando inteligência, sabedoria, sensibilidade e muito carinho e bom humor com toda a situação. Resumindo, não sei se ela é "a sua garota", mas com certeza ela é uma garota diferente e especial, que tenho certeza não vai demorar muito pra encontrar alguém que a valorize e queira ficar com ela pra valer.
- Você acha isso mesmo? – ele levantou os olhos pra mim – Que ela vai arrumar outro logo?
Ao ver seu olhar ansioso, percebi que finalmente eu tinha encontrado uma fresta na armadura do Tom, pensar na Shanti com outro tinha-o deixado preocupado e isso era um bom sinal.
- Claro que sim! – afirmei sem titubear – A garota é engraçada, inteligente e uma gata, uma combinação fatal para qualquer marmanjo, não acha?
- Sem falar que na cama é tão gostosa! – ele disse num sorriso malicioso – Ai, você falando dela assim já fiquei até com saud... – quando ele percebeu que ia falar aquela palavra, parou a frase e mordeu a boca constrangido.
- Peraí, você ia dizer a palavra que estou pensado? – não resisti em mexer com ele.
- Cala a boca, Rob! – ele disse muito vermelho.
- Vamos, "Maior Comedor de Londres", seja homem e diga que sente falta da gata! – Tom mordia o lábio nervoso – Porra, diga logo! – falei batendo com a mão na mesa.
- Merda, eu sinto saudade da Shanti! – ele disse apavorado – Pronto, satisfeito?
- Vivi para ver o dia que Thomas Sturridge confessou que sente falta de uma garota, agora posso morrer em paz! – falei colocando teatralmente a mão no peito.
- Vai a merda, Rob! – ele disse mais vermelho ainda, me mostrando o dedo.
- Calma, meu chapa! Só estou zoando contigo um pouquinho. – falei rindo da cena toda.
- Eu sinto saudade daquela indiana maluca, mas ainda não tenho certeza se ela é "a garota".
- Você também não precisa decidir isso agora. – falei calmo – Faz uma coisa, vai pra casa, pense em tudo o que conversamos e pergunte a si mesmo o que sente por ela. Só quero te dizer mais uma coisa, se relacionar e se comprometer com alguém é correr riscos, você estará exposto e eu sei que é isso que você mais teme, se sentir vulnerável. Mas tenha em mente que se você não se arriscar de vez em quando, você pode deixar passar um grande amor, por medo e insegurança e aí quando você for se dar conta pode se tarde demais.
- De onde você tirou toda essa filosofia de boteco, Pattinson? – ele perguntou irônico.
- Desde quando quase perdi o amor da minha vida por ter medo de não ser correspondido. – eu disse com sinceridade, para espanto do Tom – Se tem uma coisa que me arrependo todos os dias, foi de não ter me declarado mais cedo pra Marina.
- E é bom mesmo, estar casado? – ele perguntou cheio de curiosidade.
- Muito bom, não tem coisa melhor do que dormir e acordar ao lado da mulher da sua vida.
- Caralho, a Marina te colocou a coleira mesmo, hein? – agora era ele que zoava.
- Babaca! – respondi.
POV – Tom
Despedi-me do Rob naquele final de tarde e resolvi ir andando pra casa. Decidi pegar o caminho mais comprido, que me fazia entrar num lindo parque, estava mesmo precisando espairecer um pouco, para digerir a última conversa.
O vento soprava frio, era outono, as folhas das árvores estavam amarelas ou avermelhadas, aquela era minha estação favorita do ano, ficava tudo tão bonito. Resolvi sentar num banco do parque, o vento arrepiava meu cabelo, liguei meu i-pod, coloquei os fones e fiquei ali sentado, admirando a paisagem, ouvindo música e refletindo.
(Link para a música: .com/watch?v=xX4br4w9g5E&feature=fvst)
Amazing - Aerosmith
Composição: Steven Tyler / Joe Perry
I kept the right ones out
And let the wrong ones in
Had an angel of mercy to see me through all my sins
There were times in my life
When I was goin' insane
Tryin to walk through
The pain
When I lost my grip
And I hit the floor
Yeah, I thought I could leave, but couldn't get out
the door
I was so sick and tired
Of livin' a lie
I was wishin that I
Would die
It's Amazing
With the blink of an eye you finally see the light
It's Amazing
When the moment arrives that you know you'll be
alright
It's Amazing
And I'm sayin' a prayer for the desperate hearts
tonight
That one last shot's a Permanent Vacation
And how high can you fly with broken wings?
Life's a journey not a destination
And I just can't tell just what tomorrow brings
You have to learn to crawl
Before you learn to walk
But I just couldn't listen to all that righteous talk
I was out on the street
Just tryin' to survive
Scratchin' to stay
Alive
It's Amazing
With the blink of an eye you finally see the light
It's Amazing
When the moment arrives that you know you'll be
alright
It's Amazing
And I'm sayin' a prayer for the desperate hearts
tonight
Desperate hearts
Desperate hearts
Did you wanna see without and give it out now
Oh oh
Yeah yeah
Oh yeah yeah ya-ka-kow, ya-ka-ka-ka-kow
Oh, it's amazing
So, from all of us at Aerosmith
To all of you, wherever you are
Remember, the light at the end of the tunnel
May be you
Goodnight
Amazing (Incrível) - Aerosmithl
Eu deixei as certinhas de fora
E deixei as erradas invadirem.
Havia um anjo de misericórdia...
Para ver-me através de todos os meus pecados.
Houve tempos em minha vida...
Em que eu estava ficando louco
Tentando atravessar a dor
Quando eu perdi o meu controle...
E atingi o chão...
Sim, eu pensei que eu pudesse partir
Mas não pude sair pela porta.
Eu estava tão doente e cansado...
De viver uma mentira...
Que eu desejava...
Morrer
(refrão)
É incrível
Num piscar de olhos
Você finalmente vê a luz...
É incrível
Quando chega o momento...
Você sabe que vai dar certo.
Sim, é incrível.
E estou fazendo uma oração...
Pelos corações desesperados esta noite.
Aquele último tiro são umas férias permanentes.
E quão alto você pode voar com asas quebradas?
A vida é uma jornada, não um destino.
E eu não posso dizer nem o que o amanhã trará.
Você tem que aprender a engatinhar
Antes de aprender a caminhar.
Mas há pouco eu não pude escutar aquela conversa correta.
Eu estava nas ruas...
Só tentando sobreviver...
Superar pra ficar...
Com vida.
É incrível
Num piscar de olhos
Você finalmente vê a luz...
É incrível
Quando chega o momento...
Você sabe que vai dar certo.
Sim, é incrível.
E estou fazendo uma oração...
Pelos corações desesperados esta noite.
Corações Desesperados.
Corações Desesperados
Vocês quiseram ver, de fora,
E renderam-se então.
Oh oh
Oh, sim, sim,
Yeah yeah
ya-ka-kow, ya-ka-ka-ka-kow
Oh, é incrível.
(Solo)
A muito tempo não pensava na Micaela, meu primeiro grande amor, mas o Rob tinha trazido o assunto a tona, expondo as cicatrizes, pensar nela não doía mais como no início quando as feridas estavam abertas, agora tudo o que sentia era uma coceira, quando como um machucado que está cicatrizando.
Alta, loira, olhos azuis, corpo tipo manequim e um sorriso sensual, ela foi minha perdição, fiquei completamente apaixonado por aquela vadia. Fiz tudo como mandava o figurino, mandava flores, comprei caixas de chocolate, dei ursinhos de presentes com cartões melosos, gastei minha mesada de um mês numa semana, só para comprar um vestido que ela tinha adorado. E tudo pra que? Só pra num belo dia de primavera, chegar em casa mais cedo da escola, passar pelo quarto do seu irmão mais velho, ouvir uns sons suspeitos e ao me aproximar da porta escutar uma voz de mulher dizer:
- Nossa, já vi que ser bom de foda é coisa de família! – reconheci imediatamente aquela voz.
Nunca vou esquecer da cena, abri a porta e vejo Micaela deitada, meu irmão por cima mandando ver e eu lá, otário, de pé, coçando a galhada que saia da minha cabeça.
Lembro do olhar surpreso que a Micaela me deu ao me ver ali, do Samuel se levantar envergonhado, tentando se desculpar, do soco que dei na cara dele, o sangue espirrando através do nariz quebrado.
- Vagabunda! – gritei pra ela – Suma daqui!
E assim ela saiu da minha vida, deixando-me em pedaços e fazendo-me prometer a mim mesmo nunca mais namorar com ninguém, nunca mais me prender a ninguém, tinha sido usado, agora quem ia usar seria eu. Mas nunca iludia uma garota prometendo fidelidade ou dando falsas esperanças, sempre fui muito claro, quer ficar comigo? Ótimo, mas dentro dos meus termos.
Depois disso, nunca mais apareceu ninguém que mexesse comigo ou com meus sentimentos, todas eram iguais, feitas pra curtir e nada mais. Bem, isso até aparecer uma indiana baixinha, levada da breca, inteligente, engraçada, atrevida e gata. Suspirei ao lembrar do sorriso grande que ela dava quando estávamos juntos, ela tinhas os dentes mais brancos e mais bonitos que eu já vi, dignos de comercial de creme dental.
Desde o início tínhamos tido uma afinidade imensa, tanto na personalidade quanto em gostos pessoais, riamos juntos das mesmas piadas bobas, gostávamos de chocar as pessoas, éramos curiosos com relação a tudo e a todos. E na cama não podia ter encontrado parceira mais compatível, não era qualquer garota que acompanhava o meu pique, na verdade a maioria não conseguia e eu era obrigado a diminuir o ritmo, mas não a Shanti, não era qualquer garota que conseguia me surpreender, mas ela tinha conseguido essa façanha logo na primeira noite, demonstrando ter fôlego de campeã.
Geralmente na primeira noite com uma garota eu ia devagar, testando seus limites para saber até onde eu podia ir com ela, até quanto de mim ela ia agüentar, mas Shanti falou logo de cara:
- Quero tudo o que você tem. – ela desafiou.
- Coitadinha, não sabe onde está se enfiando. – pensei e qual não foi o meu esgano.
Ela não só acompanhou o meu pique, quanto demonstrou ser uma parceira criativa e exigente. Sorri ao lembrar que terminei aquela noite um bagaço, mas completamente saciado, como a muito não me sentia.
A única garota que tinha tido esse pique comigo tinha sido a Micaela e agora, inesperadamente o destino tinha me trazido a Shanti.
Mas as similaridades paravam por aí, diferente da Micaela, Shanti era independente, dona do próprio nariz, nunca se fazia de coitadinha para conseguir as coisas que queria ou dava uma de vítima para que ficasse com pena dela, ela era completamente auto-suficiente, até nisso a gente combinava, ela como eu, não dava satisfações a ninguém. Mas diferente de mim, ela tinha mais bom senso, mais equilíbrio, prova disso foi a maneira como tinha terminado comigo, sendo ao mesmo tempo doce e determinada.
Confesso que ao ouvir sua explicação dos motivos de terminar nossa relação, fiquei balançado, pude ver o quanto foi difícil pra ela dizer tudo aquilo e ao ver seus olhos suplicantes, esperando alguma iniciativa da minha parte, eu amarelei completamente, agindo da única maneira que sabia, me desculpando.
Claro que percebi sua decepção, mas estava assustado demais para agir diferente e ela me surpreendeu ainda mais ao demonstrar uma sensibilidade incomum ao sugerir que talvez eu agisse assim por causa do meu passado, eu fiquei sem fala depois dessa.
Então qual foi a próxima babaquice que eu fiz? Em vez de chegar nela e pedir mais uma chance, convidei ela pra trepar no banheiro. Cara, eu sou um idiota! Mas o que eu posso fazer, sou péssimo nesse lance de discutir a relação, na verdade quando fiz o convite pra ela, eu estava querendo dizer o seguinte:
- Shanti, por favor não vá embora, fica mais um pouco que a gente pode resolver isso.
Mas é claro que ela não entendeu a mensagem, ninguém entenderia, né? E ela se despediu de mim com toda a dignidade, beijando-me castamente no rosto, no rosto!
- Merda! – falei em voz alta.
Eu ainda me pelava de medo, só de pensar na possibilidade de propor namoro pra alguém, mesmo sendo alguém tão legal quanto ela. Será que o Rob estava certo mesmo, ao dizer que vale a pena correr o risco de se machucar, para estar com alguém que a gente realmente gosta? Será que a Shanti era essa pessoa?
Eu via o Rob passar o diabo para ficar com a Marina e mesmo assim ele fazia tudo sem duvidar, assumindo cada risco e encarando todas as pedras do caminho, só pra ter a satisfação de estar com "a garota", como ele dizia. Será que a Shanti era "a garota" pra mim?
Olhei pro céu nublado e carregado de nuvens, como se buscasse por uma resposta, um sinal divino as minhas indagações, foi quando ouvi o celular tocando.
Olhei pro visor do celular e meu queixo caiu, era a Shanti!
- Puxa, vocês aí de cima foram rápidos, hein? – falei olhando pro céu.
Atendi com o coração batendo rápido no peito.
- Alô? – eu disse.
- Oi, Tom! Sou eu, Shanti. – como se eu já não soubesse – Está ocupado? – ela parecia meio sem graça.
- Não, pode falar.
- Certo, é coisa rápida. – ela fez uma pausa – No próximo sábado vou dar uma Festa de Halloween e estou convidando todos os AMIGOS. - amigos? Aquilo me incomodou, muito.
- Tá, legal! Aonde vai ser? – perguntei.
- Anota aí o endereço. – ela disse e eu guardei de cabeça, já conhecia o lugar.
- Você vai convidar a Marina e o Rob? – perguntei.
- Claro, a Marina já está sabendo e vai falar com o Rob. – ficamos um momento num silêncio meio constrangedor – Bem, acho que é só. – ela disse por fim.
- Fala alguma coisa, seu demente! – falei comigo mesmo, mas sem conseguir abrir a boca.
- Ah, Tom! Antes que eu esqueça, você pode levar uma acompanhante, tá?
- Acompanhante? – perguntei confuso.
- É se quiser você pode levar uma garota, não precisa ficar sem graça, ok? Afinal, agora somos AMIGOS, não é mesmo? – eu não soube o que responder, odiei aquela parada de AMIGOS.
- Ok. – foi tudo o que consegui dizer.
- Então, até lá! E não esquece da fantasia, afinal é Festa de Halloween! Beijo! – e desligou.
- Estou fodido!
POV – Marina
- Por que não? – ele insistia.
- Porque dessa vez nós fomos longe demais! – respondi – Apesar dos pesares, quero conviver bem com nossos pais, não precisamos fazer uma exibição pública diária da nossa vida íntima só porque eles não aceitam a nossa relação. Por favor Rob, tente entender!
Ele estava bufando, eu sabia que todo aquele clima de estresse dentro de casa mexia muito com ele, sabia que a constante indiferença do papai o magoava, mais do que ele revelava, ele estava revoltado e estava extravasando isso da pior maneira, querendo constantemente chocar nossos pais com a exposição de nossas demonstrações amorosas, no início eu tinha até concordado, parecia realmente engraçado, mas o que aconteceu a noite passada e voltou a se repetir agora a pouco na sala, me tirou do sério, eu não ia mais aceitar todas as idéias malucas dele, tinha que impor alguns limites se quiséssemos continuar vivendo com um mínimo de harmonia.
- Você está com vergonha da gente? – ele parecia muito aborrecido.
- Você sabe que não! – disse firme – Mas também não precisamos nos expor dessa forma!
- Certo, mas agora estamos no nosso quarto, não é mesmo? – ele rebateu
- Sim, mas eu não sou um brinquedo eletrônico, com tecla liga e desliga. Estou aborrecida e tenho todo o direito de estar assim e enquanto eu me sentir dessa forma não rola o menor clima pra fazer o que você quer.
- Marina, isso é ridículo! – ele disse virando os olhos e erguendo os braços – Você está deixando que os problemas "deles"... – disse apontando para o quarto dos nossos pais - ... interfiram com a gente! Você não quis fazer nada ontem e não quer fazer nada hoje, só porque fomos flagrados fazendo o que qualquer casal apaixonado faz!
- Mas acontece que nós não somos qualquer casal, nossa situação é diferente nessa casa, Rob! - falei nervosa – As vezes me pergunto o que realmente anda motivando você quando fazemos amor, sabia?
- O QUE? – ele gritou, em seguida fechou os olhos, colocou as mãos na cintura e disse baixo – O que você quer dizer com isso? – mordi os lábios sem saber se devia responder – Diga! – ele insistiu com a voz fria, ainda de olhos fechados.
- Desde ontem ando me perguntando o que realmente anda te motivando quando nos amamos. – disse trêmula – Se é o seu amor e desejo por mim ou apenas desejo de vingança e revolta.
Ele abriu os olhos e me deparei com dois lagos gelados que me fitavam.
- Se você tem dúvidas com relação a isso, então não temos mais nada para conversar. – pegou a carteira em cima da mesa e saiu batendo a porta com força.
Fiquei ali chocada e trêmula, minhas pernas falharam e caí sentada na cama. Aquela foi a primeira vez que discutimos desde que nos casamos e pelo motivo mais idiota possível. Mas eu não podia continuar alimentando aquele comportamento dele, estava magoando desnecessariamente nossos pais e indiretamente a mim também.
Fui até a janela e o vi andando na rua, se afastando de casa, fumando um cigarro e passando a mão nervosamente pelos cabelos. Tinha vontade de descer e chama-lo de volta, mas não tinha forças, estava completamente sem ação, dominada pela tristeza. Talvez fosse melhor assim, talvez precisássemos desse tempo para colocar as emoções sobre controle.
Joguei-me na cama e extravasei toda a minha angústia da única maneira que sabia, abracei meu travesseiro e chorei copiosamente, chorei até cair no sono.
Já devia ser bem tarde quando ouvi um barulho no quarto, como se alguém tivesse tropeçado e deixado alguma coisa cair, fiquei completamente imóvel e tentei manter minha respiração o mais estável possível. Ouvi o som de roupas que escorregavam no chão em seguida senti o peso de seu corpo no colchão ao deitar-se do meu lado, junto com um cheiro muito peculiar de bebida que chegou as minhas narinas. Permaneci imóvel, prestando atenção a seus movimentos, depois de um certo tempo senti que ele esta quieto e sua respiração estava regular, parecia até roncar um pouco, respirei aliviada ao perceber que finalmente tinha adormecido.
Resolvi então me mexer, já estava ficando dura de permanecer tanto tempo numa mesma posição, estava de costas pra ele e abri os olhos, virando o corpo e ficando de barriga pra cima, esticando as pernas. Quase gritei de susto, quando senti o Rob me agarrando pelos ombros com força, jogando o corpo por cima do meu e me prendendo ali.
- Como você ousa duvidar dos meus sentimentos por você? – ele disse com a boca colada na minha, pude sentir o cheiro de bebida no seu hálito – Com você ousa duvidar de nós?
Ele estava visivelmente transtornado, mesmo na penumbra do quarto, pude ver o brilho intenso e perigoso em seu olhar, seu corpo estava anormalmente quente, como se estivesse com febre, senti suas pernas nuas encostadas nas minhas, senti que ele completamente despido.
- Será que você ainda não sabe que nada mais importa, só você? Será que ainda não sabe que você é o ar que respiro, você é minha razão de existir, o motivo porque acordo, levanto e encaro qualquer um e qualquer coisa em nosso caminho? Será que ainda não sabe que sou viciado em você? – ele segurou meu rosto em suas mãos – Sou completamente viciado no seu cheiro... – disse passando o nariz pelo meu rosto e parando no meu pescoço – Na sua pele... – disse enquanto descia uma mão lentamente pelo meu braço e parava na minha cintura – No seu corpo...– ele disse pressionando o quadril no meu – Nessa boca que me enlouquece! – e desceu os lábios famintos nos meus.
Meu coração batia tão rápido, que parecia que a qualquer momento ia saltar pela boca, ainda estava em choque pelo ataque inesperado e apaixonado dele. A boca dele movia-se sem trégua sobre a minha, forçando a minha a se abrir, invadindo-a sem piedade com sua língua. Suas mãos desciam e subiam pelas laterais do meu corpo, desesperada e obsessivamente.
- Estou tendo uma crise de abstinência, Marina! – disse apressado ao soltar minha boca por um momento, a respiração completamente irregular – Sou viciado em você, você é minha droga! Será que ainda não entendeu que preciso de doses diárias e constantes de você para não enlouquecer? Me beija! Deixa eu matar minha sede na sua saliva, deixa eu matar a minha fome no seu corpo! Preciso de você nas minhas veias!
Não podia e nem queria mais resistir a ele, abri meus lábios, minhas pernas e meu coração para recebe-lo, correspondendo com a mesma intensidade ao seu amor, paixão e desejo.
Não foi nada gentil a forma como ele arrancou minha camisola e a calcinha, não foi nada gentil a forma como me acariciava, ele parecia dominado por um instinto primitivo e selvagem, demonstrava ter uma necessidade de mim que estava além da compreensão, me entreguei a ele completamente assombrada com o nível das suas emoções. Nunca vi o Rob tão sem controle como agora, era como se eu estivesse fazendo amor com o Taz (Demônio da Tasmânia), aquele personagem maluco dos desenhos animados, ele parecia estar em todo lugar, ao mesmo tempo, em alta velocidade, ele subia e descia pelo meu corpo beijando, cheirando, mordendo, chupando, completamente afoito, eu podia jurar que ouvi ele até rosnando baixinho.
Até que ele me segurou forte pelos braços, como se temesse que eu fosse fugir (até parece que eu conseguiria ou queria), senti seus dedos se afundando na minha pele (ui, aquilo ia deixar marcas!), ele se posicionou entre minhas pernas e começou a esfregar sua pélvis na minha, esfregando e apertando com força, estimulando nós dois ao mesmo tempo, comecei a gemer, ondas de prazer me varriam, a febre dele, começou a passar pra mim, aquele constante esfregar estava me deixando maluca, era torturante sentir o Robinho já tão perto, mas ainda distante do lugar que eu precisava senti-lo.
Rob desceu as mãos e segurou minhas pernas pela panturrilha, suspendendo-as e mantendo-as flexionadas ao lado de seu corpo, eu parecia um frango assado daquele jeito.
Então olhando-me dentro dos olhos, ele me penetrou de uma vez só, acho que nós urramos ao mesmo tempo, ele imediatamente começou os movimentos, incentivado pela posição em que eu estava que oferecia uma penetração profunda. Ele estocava com força, alternando com pequenas reboladas dos quadris, agarrei-me na cabeceira da cama mordendo meu lábio inferior, quando ele aumentou ainda mais a velocidade, agora bombamdo pra valer. A cabeceira da cama batia repetidamente na parede atrás de nós, no mesmo ritmo acelerado que o Rob estava me infligindo e pensei logo nos nossos pais ouvindo aquela martelada naquela hora da madrugada.
Abri os olhos e vi seu rosto, ele parecia estar numa espécie de transe, os olhos fixos, a boca ligeiramente entreaberta, olhando pra mim como seu fosse um tipo de objeto secreto de desejo, como se ainda não acreditasse que era eu ali com ele.
As ondas de prazer começaram a me varrer até que me tragaram completamente, gozei intensamente numa mistura de prazer e dor. Pouco depois, olhei novamente para seu rosto e vi ele fechar os olhos.
- Ai, tá vindo... – ele gemeu – Ai, agora... – ele abriu a boca como se tivesse perdido o fôlego – Oh, graças aos céus... - nunca vi uma cara de alívio mais real do que aquela.
Senti ele estremecendo inteiro, enquanto gozava, o corpo dando espasmos repetidamente, até que ele pendeu a cabeça molemente , ainda se firmando nos braços.
- Você... não... faz... idéia... de ... como... precisava... disso... – e desabou sobre mim.
POV – Robert
Acordei assustado, tateando pela Marina ao meu lado e não encontrando ninguém, sentei na cama passando as mãos pelos cabelos, nervoso e ainda tonto de sono.
Eu lembrava de cada detalhe da noite passada e me sentia péssimo, estava envergonhado e arrependido. Eu tinha atacado a Marina de um jeito que nunca imaginei que faria, o desejo tinha me consumido por completo. Eu precisava conversar com ela, me desculpar, tentar explicar o inexplicável, está certo que a bebida contribuiu e muito para meu comportamento alterado, mas mesmo assim, eu sabia que tinha extrapolado.
Levantei, vestindo minha cueca e a calça do pijama, já pensado em sair e procurar por ela quando a porta do quarto se abriu e ela entrou. Pela surpresa estampada em seus olhos, percebi que ela não esperava me ver ali acordado a essa hora. Olhávamos um pro outro, ambos constrangidos, sem saber o que dizer para quebrar aquele clima estranho. Até que ela deu um passo na minha direção, abrindo a boca mas sem nada dizer, eu estiquei o braço, estendo minha mão, que ela segurou insegura, mas quando nossos dedos se tocaram a mágica aconteceu.
Nos jogamos nos braços um do outro, chorando juntos ao mesmo tempo, nossos corpos se sacudiam com a intensidade do nosso pranto, lavando toda a mágoa e ressentimento que estivessem guardados.
- Desculpa! – consegui dizer entre soluços, sentindo sua cabeça no meu peito – Eu não podia ter feito isso!
- Desculpa! – ela dizia ao mesmo tempo que eu – Eu nunca devia ter duvidado dos seus sentimentos!
Ficamos assim nos desculpando e chorando um bom tempo, até que nos afastamos um pouco, olhando no rosto um do outro e rimos de alívio entre as lágrimas. Passei os dedos carinhosamente por sua face, enxugando as lágrimas que tinham acabado escorrer.
- A partir de hoje, prometo ser mais cuidadoso, prometo ter mais autocontrole, prometo respeitar mais nossos pais e principalmente você, que é a coisa mais importante da minha vida. – falei com sinceridade – Você me perdoa?
Ela ergueu os olhos pra mim, numa mistura de assombro, carinho e ternura.
- Como posso não perdoar? – ela sussurrou – Você é e sempre será meu amor, meu único e verdadeiro amor. E também prometo ser mais compreensiva e paciente, ok?
- Você não precisa me prometer nada, você é perfeita! – eu disse puxando-a novamente e beijando seus cabelos.
- Rob, só peço que você não deixe de ser você mesmo. – ela disse tranqüila – Eu te amo exatamente do jeitinho que você é, amoroso, sensível, brincalhão e tarado! – com essa última eu tive que rir e ouvi ela rir também.
- Ah, Marina! Eu te amo!
- Te amo mais! – ela respondeu.
Nos beijamos gostosamente, demonstrando toda a alegria que sentimos por estar fazendo as pazes.
- Eu só queria que você entendesse essa necessidade vital que tenho de você. – eu falei – Sei que a noite passada extrapolei alguns limites, mas... Caramba, como eu precisava mesmo de você, sabe? Nunca precisei tanto de você e a bebida colaborou para que eu realmente perdesse o controle. Mas, por favor, entenda que se errei, errei por amor, errei por te amar demais, te esperei tempo demais e agora que finalmente posso te ter, sinto como se explodisse alguma coisa dentro de mim cada vez que você se aproxima! Começa a correr uma adrenalina pelo meu corpo e fico doidão. Seu cheiro, seu gosto, seu corpo, você inteira me alucina!
- Ah, meu amor... – ela disse tocando meu rosto.
- Olhar você todos esses anos, era como ser um marinheiro em alto mar que toda noite olha a lua no céu e se apaixona por ela, eu podia vê-la, admirar sua beleza, mas de longe, sempre de longe e me conformava com a minha triste sina desse amor impossível, continuando a navegar solitário por aí. Mas então, eis que um milagre acontece, a lua cai do céu e fica bem na minha frente, ao alcance de minhas mãos e então finalmente começo a ser feliz. Mas existe um problema, a gravidade que essa lua exerce sobre mim é imensa e constante, resultado, não consigo ficar muito tempo sem tê-la em meus braços, o seu brilho me hipnotiza, sua luz me cega. Será que você pode suportar um amor assim? Ser minha lua pra sempre?
Ela olhou pra mim por um momento e no minuto seguinte, jogou-se em meus braços, fazendo com que caíssemos um por cima do outro na cama.
- Venha marujo, venha tomar um banho de lua!
POV - Marina
Finalmente chegou o dia da festa da Shanti, na escola não se falou em outra coisa a semana toda, todo mundo preocupado com a escolha das fantasias ou em arrumar companhia para o evento.
As Festas de Halloween da Shanti eram famosas, ela fazia todo o ano e o pessoal aguardava impacientemente por este dia, primeiro porque ela caprichava em tudo, desde a escolha do lugar, a decoração, o som, comida, bebida e principalmente a fantasia, as fantasias dela eram feitas sob medida, sempre um modelo exclusivo e lindíssimo, ano passado ela usou uma fantasia de Afrodite (a deusa grega do amor) e arrasou. Estava super curiosa para saber o que seria esse ano, pois nem pra mim tinha revelado, ela fazia questão de surpreender a todos.
O restante do dia transcorreu tranqüilo e quando chegou a noite eu e Rob nos arrumávamos animadamente.
Eu estava acabando de dar os toques finais no banheiro, quando ouvi o Rob me chamando lá fora.
- Anda, Marina! Deixa eu ver logo como ficou! – ele disse ansioso.
- Calma, já estou saindo! – passei um pouco mais de batom e fui pro quarto, quando cheguei lá meu queixo caiu.
Tínhamos combinado de nos vestir igual aos personagens principais do filme "Juventude Transviada", um dos favoritos do Rob e ele estava incrível, era o próprio James Dean! Jaqueta de couro preta, calça jeans, óculos escuros, cabelo cheio de gel e um cigarro na boca, ele era a própria imagem do "bad boy", nem preciso dizer que comecei a babar com aquele look sexy!
- Uau! – ele disse quando levantou o rosto e me viu – Você está linda! – disse olhando-me de alto a baixo.
Pra combinar me vesti como uma típica garota dos anos 60, uma blusa branca de manga fofa, uma saia vermelha super rodada, cheia de anáguas por baixo, para ficar bem armado, meia soquete e sapatilhas vermelhas completavam, fiz um rabo de cavalo alto e prendi com um lacinho.
- Gostou? – perguntei dando uma voltinha e fazendo a saia rodopiar.
- Adorei! Você é a própria Natalie Wood! – ele disse animado.
(N/A: James Dean e Natalie Wood são os atores que fizeram os personagens principais no filme "Juventude Transviada", e já li em uma entrevista que o Rob é relmente fã desse ator e sempre gostou de imitar o jeito do James Dean paquerar as garotas.)
- Você também está incrível! – eu elogiei – Muito... pegável! – ele riu.
- Peraí, deixa eu ver uma coisa. – ele disse colocando o cigarro na boca e prendendo-o entre ao lábios.
Ele aproximou-se de mim e levantou minha saia, depois a anágua e encontrou camadas e mais camadas de tule e filó, vi-o arregalar os olhos.
- Como é que eu vou te achar embaixo de tudo isso? – ele disse com a boca semi-aberta por causa do cigarro.
- Pode deixar, vou fazer um mapa e coloco na sua carteira. – respondi rindo – Que tipo de intenção você tinha com essa pergunta, ?
- Você já não sabe? – ele disse enquanto me abraçava – As piores possíveis! – e tirando o cigarro da boca deu-me um beijo que só confirmava sua última afirmação – Você já quer que eu demonstre quais são, Sra Pattinson? – disse puxando-me em direção a cama.
- Não agora! – eu disse puxando ele de volta – Talvez mais tarde. – disse enquanto piscava o olho.
- Talvez? – ele perguntou risonho – Já vi que vamos ter uma longa noite pela frente!
Peguei ele pela mão e fomos até a garagem, tínhamos ficado de dar uma carona pro Tom.
Paramos em frente a casa dele, buzinei e ficamos aguardando, quando ouvimos a porta se abrindo, olhamos naquela direção e eu e Rob começamos a rir ao mesmo tempo.
Tom andava na nossa direção vestindo uma roupa de soldado romano completa, estava até de capacete com aquele enorme penacho vermelho no meio, eu não conseguia parar de rir ao olhar as pernas do Tom. Eu e Rob fizemos força para prender o riso quando ele entrou e sentou no banco de trás.
- Que foi? – Tom perguntou desconfiado.
- Gostei do saiote. – respondeu o Rob caindo na gargalhada e eu junto.
- Pois fique sabendo que essa é uma réplica perfeita da roupa do General Romano Marco Antonio! – disse defendendo-se – Um dos meus granges ídolos!
- Marco Antonio é seu ídolo? – perguntei surpresa enquanto ligava o carro.
- Claro, o cara só pegou mulherão! – ele disse defendendo-se, virei os olhos, dei partida e saímos.
A casa de festas escolhida pela Shanti era enorme e super bem localizada, bem no centro de Londres, pela movimentação do lado de fora a festa já devia estar animada, ainda bem que a Shanti tinha deixado uma vaga reservada na garagem pra gente, ia ser difícil encontrar um lugar por ali, já estava tudo cheio.
- Caramba! Pelo jeito a Shanti convidou metade da cidade. – Tom comentou enquanto caminhávamos em direção a entrada lotada de pessoas se espremendo, esperando sua vez.
- Não duvido nada! – respondi.
Aguardamos pacientemente na fila, observando curiosos as fantasias da galera e víamos de tudo, desde monstros famosos do cinema até personagens de históris infantis, chegou nossa vez, confirmamos nossos nomes na lista de convidados e entramos.
Olhamos abobalhados ao redor, a decoração estava incrível, parecia que tínhamos entrado num castelo antigo, cheio de teias de aranha, morcegos, abóboras, castiçais e armaduras antigas, Shanti tinha se superado.
Música: Dangerous - Akon
.com/watch?v=jELRMefIewc&feature=related
Mal tinha pensado nela e a vi caminhando em nossa direção com um sorriso enorme no rosto. Ela estava deslumbrante, com um vestido longo e dourado, um tecido lindo que nunca vi igual, tão bem trabalhado que quando ela andava e as luzes batiam, parecia que o vestido era feito de ouro, o vestido era tão justo que não passava nem vento, ressaltando o seu corpo esguio. Os cabelos negros, lisos e compridos estavam soltos, na cabeça ela usava uma tiara com uma serpente no centro, nos braços ela também usava pulseiras com serpentes, a maquiagem estava maravilhosa, os olhos pintados iguais ao de uma típica egípcia.
- Amiga você arrasou! – disse abraçando-a.
- Sério, gostou mesmo? – perguntou sorrindo.
- Fala sério, você sabe que sim, né? – disse observando-a – Então sua fantasia é...
- Sua Majestade Rainha Cleópatra do Egito! – respondeu alegre.
Shanti parou para nos observar e logo elogiou também minha fantasia e a de Rob. Até que seu olhar parou numa figura que estava atrás de nós, segui seu olhar e então me dei conta da ironia daquela situação, como eu suspeitava Tom e Shanti combinavam muito mais do que imaginavam.
- Marco Antonio? – Shanti perguntou boquiaberta olhando pro Tom.
- Cleópatra? – ele perguntou igualmente surpreso.
(N/A: Marco Antonio e Cleópatra são personagens históricos e tiveram um famoso caso de amor, cheio de altos e baixos, mas no final acabaram se casando. Como eu já disse, fic também é cultura!)
POV – Tom
Só podia ser piada, demorei a semana toda pra decidir pela minha fantasia pois queria causar impacto. E agora, aqui estou, de frente pra Shanti vestida de Cleópatra, ninguém merece! Corri meus olhos pelo seu corpo, o vestido justo não deixava sobrar muito para minha imaginação, mas eu lembrava com perfeição cada pedaço daquele corpinho, que aquele vestido revelava as formas.
Era hora de agir, dei meu melhor sorriso e disse:
- Então, "Cléo", me dá a honra da primeira dança? – perguntei todo insinuante.
- Desculpe, "Toni". – ela disse educada – Mas primeiro tenho que dar atenção a todos os meus súditos, afinal sou a anfitriã. Além disso, a primeira dança já está... reservada. Quem sabe mais tarde. – e dizendo isso deu um tapinha em meu ombro.
- Galera, divirtam-se! Vou cumprimentar algumas pessoas que estão chegando – disse já se afastando - Depois te procuro, Marina!
- Ui, podia passar sem essa, hein? – ouvi o Rob dizer enquanto ria bem do meu lado.
- Que porra é essa de que a primeira dança já está reservada? – pensei chateado.
Peguei uma bebida servida por um garçom que passava e dei um gole comprido, observando ao longe Shanti cumprimentar uns caras que tinham acabado de chegar.
- Acho que isso vai ser mais complicado do que imaginava. – pensei dando outro gole.
POV – Marina
Música – Don´t Stop the Music - Rihanna
.com/watch?v=xsRWpK4pf90
- Vem, vamos circular. – Rob disse puxando-me pela mão e deixamos Tom pra trás.
Comecei a ver alguns rostos conhecidos lá da escola entre a multidão, as fantasias cada uma mais hilária que a outra.
A imensa pista de dança estava cheia de gente se requebrando animadamente.
- O pessoal foi bem criativo esse ano com as fantasias! – ouvi Rob olhando ao redor sorrindo.
- Concordo, olha só aquelas garotas lá da escola que estão dançando ali. – falei apontando para um grupo particularmente alegre.
- Quem são? – Rob perguntou curioso.
- Aquela maluca que acabou de agarrar o cara vestido de vampiro é a Edbell.
- Fantasia estranha. - Rob comentou observando-a – Despenteada e vestido rasgado na frente.
- Ah, lembrei o que é, ela me disse: "Pobre Donzela em Perigo".
- Donzela? - ele disse rindo vendo-a tascar um beijão na boca do vampiro – Tem certeza?
- Ela é meio maluca, mas é gente boa. – defendi.
- Quem mais você conhece? – perguntou Rob curioso.
- Estou vendo a May Cullen vestida de "Chapeuzinho Vermelho", que parece ter acabado de se dar bem com o Lobo Mau atrás dela Aquela ali vestida de "Julieta Mascarada" é a Rosalina, ela é um docinho, ainda bem que já apareceu um "Romeu" chamando ela pra dançar.
- Credo, quem é aquela garota vestida de saco vermelho? – perguntou Rob espantado.
- Essa é a Lucy Myh, e a fantasia é de "Bolsa de Sangue", não reparou que ela está de braço dado com outro vampiro?
- Ah, saquei! É, depois que a gente entende, fica interessante. – falou bem humorado.
- Deixa eu continuar, bem ali de "Gata Borralheira" dançando com aquele cara vestido de "Príncipe Encantado"é a Francini, amigona também! Aquela ali do lado dela que está deixando o outro "Princípe Encantado" dar uma mordida na sua maçã é a Murtinha, ela veio de "Branca de Neve".
- Elas parecem legais! Você conhece mais alguém?
- Claro, só não vou poder dizer todas as fantasias, mas eu as chamo de "Galera do Bem", porque todas são muito legais comigo lá na escola: Nikky Swan, Kitagawa, Cahhh, Be, Biia, Aleka, Nessie Cullen, Luci, Luh, Bruna, Jene, Tekiinha Cullen, Dâmaryss, Bii, Michele, Gabriela, Milly, Marina Tavares (minha Xará) e Cindy Cullen.
- Gostei de saber que você ainda tem amigas com quem pode contar na escola.
- Sem dúvida, elas ajudam a tornar suportáveis os momentos difíceis. Vem, vamos lá, vou apresentar você pra elas.
Caminhamos com dificuldade entre a pista de dança, até o grupo animado da "Galera do Bem", mas assim que nos aproximamos todas olharam pra gente, especialmente pro Rob.
- Oi, meninas! – gritei para conseguir ser ouvida – Lembra que eu prometi apresentar o Rob pra vocês, olha ele aqui! – e dizendo isso empurrei o Rob pra frente das meninas que nos cumprimentavam.
- Oi, tudo bem? – ele perguntou um pouco tímido no meio daquela mulherada atenta.
- Ai, Cedric Diggory na minha frente, ao vivo e a cores, me segura! – tinha que ser a Edbell – Me dá um autógrafo? – ela pediu dando pulinhos.
- Er... Tudo bem, mas não tenho caneta, nem papel. – respondeu Rob constrangido.
- Não seja pó isso! – ela disse procurando rapidamente algo na bolsa e tirando de lá um batom – Pode assinar com isso!
Rob pegou inseguro o batom que ela estendia.
- Onde escrevo? – ele perguntou.
Ela olhou pros lados como se estivesse procurando por alguma coisa que pudesse ser usada e não encontrou nada.
- Ah, deixa pra lá, escreve aqui mesmo! – disse apontando pro decote – Com todo o respeito, Marina! – disse pra mim.
- Hein? – disse o Rob arregalando os olhos e olhando pra mim, como se estivesse pedindo permissão.
- Tá bom, vai logo! – só deixei porque conhecia bem a Edbell e sabia que ela só fazia aquilo porque ela era completamente tiete do Rob.
Então lá foi o Rob autografar de batom vermelho o colo decotado da Edbell, que tremia o tempo todo de emoção.
- Posso te dar uma sugestão? – ela perguntou enquanto ele assinava.
- Qual?
- Faz um filme de vampiro! – disse eufórica.
- Vampiro? – ele disse franzindo a testa. – Nunca pensei nisso antes.
- Adoro filmes de vampiros e acho que você ia ser um vampiro super gost... Quer dizer, um vampiro super talentoso!
- Bom, valeu pela sugestão, quem sabe um dia? – ele sorriu terminando de assinar e devolvendo-lhe o batom.
- Não vou lavar por um mês! – ela disse segurando o batom com as mãos tremendo.
- Eeewww! Não exagera, Edbell! – disseram as meninas em coro atrás dela.
- Ok, até mais meninas, a gente se vê por aí! – e nos afastamos vendo elas acenando animadamente.
- Está tudo bem? – perguntei olhando pra cara estranha do Rob.
- Tudo bem, só que aquela Edbell me olhou de um jeito... Fiquei até com medo!
- Ih, liga não, late mas não morde!
- Tá, só não deixa ela chegar perto de mim novamente hoje a noite, tá? – ele implorou.
- Tá bom. – disse abraçando-o – Vou ser sua guarda-costas essa noite!
- É bom mesmo! – ele disse sorrindo e correspondendo ao abraço – Você tem que aprender a tomar conta do que é seu.
- Huuummm, então deixa eu começar a te dar um trato. – e tasquei um beijo daqueles.
Ele me apertava forte de encontro a seu peito, passei minhas mãos por sua camiseta branca, adorando sentir a firmeza do seu tórax.
- Vamos dançar? – eu pedi depois que o beijo acabou.
- Depois desse beijo, faço o que você quiser.
- Não comece a me dar idéias! – brinquei puxando ele pela mão.
POV – Tom
Música: Wall to Wall – Chris Brown
.com/watch?v=dubAo8mr-eU
- Eu sou patético! – pensei comigo mesmo.
Estava parado, encostado no bar, bebendo minha terceira cerveja e observando a Shanti andar de um lado para o outro que nem borboleta num jardim, parava num lugar, conversava um pouco, sorria, rodopiava mostrando aquele vestido tentação, depois saía, parava em outro lugar e fazia a mesma coisa. Sem falar que não parava de chegar gente e ela fazia questão de cumprimentar todos, parecia mesmo uma rainha com aquele jeito de andar, os ombros erguidos e a cabeça levantada. Infelizmente ela parecia ter tempo para dar atenção a todos, menos a mim. Acendi um cigarro e comecei fumar desanimado, fiz toda aquela produção pra nada!
Mas de repente ela começou a andar na minha direção, acabei de virar a cerveja toda de uma vez só, desde que chegamos ela não tinha me olhado mais nenhuma vez, pelo visto agora tinha lembrado que eu existia.
Ela foi chegando mais perto sorrindo e eu já tinha aberto a boca para falar alguma coisa, quando ela desviou ligeiramente do caminho que fazia e falou com o barman ao meu lado.
- Por favor, pode me preparar dois Martinis?
- Martini? – perguntei – Seu gosto mudou muito desde a última vez que saímos juntos. – não resisti em mexer com ela.
- Todas as pessoas evoluem, não é mesmo? – disse olhando minha garrafa de cerveja vazia – Ou pelo menos deveriam.
- E evoluir significa beber dois martinis de uma vez só? – impliquei.
- Quem disse que os dois são pra mim? – cerrei os olhos com sua resposta.
Ela pegou as bebidas e agradeceu ao barman.
- Até mais, Tom!
Segui-a com os olhos, ela andou até um cara vestido de Marajá Indiano, que sorriu e pegou a taça que ela estendia, os dois conversavam animadamente, reparei que toda hora ele tocava no ombro ou no braço dela e abaixou a cabeça para falar alguma coisa em seu ouvido, o que a fez dar uma sonora gargalhada, pela forma como se comportavam pareciam ser velhos conhecidos.
Música: Just Dance – Lady Gaga
.com/watch?v=M65zI9LH-as
- Por favor, outra cerveja. – pedi ao barman, o jeito era encher a cara para suportar aquela cena.
- Nossa, que calor! – disse Rob, chegando com a Marina e pedindo umas bebidas.
- Está tudo bem? – Marina perguntou-me.
- Se você chama bem, beber até cair, então estou. – ela me observou curiosa.
- Por que está tão desanimado? – ela insistiu.
Não respondi, apenas sacudi os ombros, tentando disfarçar, olhei novamente para o casal animadinho que agora se dirigia a pista de dança. Marina seguiu rápido o meu olhar e reparei que ela fez uma cara de surpresa e compreensão.
- Ah, o primo da Shanti chegou! – ela disse.
- Primo? – perguntei interessado – Aquele cara é primo dela?
- Sim, em segundo grau. – ela respondeu inocente – Ele é o prometido dela.
- Prometido? Que história é essa? – perguntei observando o casal dançando pra valer na pista de dança.
- Você não sabia que a Shanti tem um prometido? Você sabe como essas famílias indianas são tradicionais, eles querem combinar o casamento da Shanti com o primo no futuro.
- Você só pode estar brincando! Essas coisas não existem mais!
- Claro, que existem! – ela afirmou – E a prova está bem na sua frente! - disse apontando pra eles - Os pais dela até fizeram uma concessão, se ela conseguir um namorado firme até o final do ano, ela está liberada do compromisso, se não... – parou sugestivamente e engoli em seco.
- Se não, o que?
- Se não, ela vai pra Índia ano que vem, acaba os estudos lá e casa com o primo.
- CARALHO! – soltei expontaneamente – E ela vai aceitar isso?
- Acho que ela não tem muitas opções. – falou resignada.
Não consegui dizer mais nada, tomei outro gole de cerveja e enxuguei o suor que escorri pela minha testa.
POV – Marina
Observei a Shanti dançando com o primo e pensei:
- Eu vou pro inferno, eu vou pro inferno!
Era pra lá que iam os mentirosos, não é mesmo? E eu tinha acabado de inventar uma mentira daquelas! Mas foi impossível me segurar, ao olhar aquela cara covarde e indecisa do Tom, ele precisava de um choque para ver se tomava uma atitude com a Shanti.
Porém para o meu plano dar certo, eu precisava deixar a Shanti avisada, assim que a vi terminar de dançar e vi o primo se afastando, corri até ela.
- Shanti, preciso falar com você agora, urgente! – e sai puxando ela para um canto.
- Nossa, o que foi Marina? – perguntou preocupada.
- Você confia em mim? – perguntei.
- Que pergunta é essa agora?
- Depois eu explico, você confia em mim ou não? – insisti.
- Sim, claro que sim! – ela respondeu finalmente.
- Então me faz um favor, se o Tom vier conversar com você essa noite, CONFIRME tudo o que ele te disser, tá bom?
- Confirmar tudo? – ela disse confusa – Como assim?
- Não tenho tempo de te explicar agora, mas só me faça esse favor, se o Tom te contar alguma história maluca essa noite, só confirme, ok? Isso é importante! – pedi ansiosa.
- Está bem, então. – ela disse conformada – Se é mesmo assim tão importante pra você.
- Obrigada! – falei beijando-a no rosto – E pode ter certeza que vai ser impotante pra você também! – disse enquanto me afastava.
POV – Tom
Passei o restante da noite ruminando aquela história incrível que a Marina tinha me contado.
Como uma garota inteligente, corajosa, atrevida e audaciosa como a Shanti ia aceitar aquela condição maluca que os pais dela tinham inventado? Casamento arranjado em pleno século XXI, parecia uma alucinação no meu modo ocidental de pensar, mas a família dela não era ocidental, não é mesmo?
Realmente conhecia muito pouco da cultura indiana, basicamente meu conhecimento sobre eles se resumia no que continha no cardápio de um restaurante de comida típica.
Então, e se fosse verdade, se a Shanti fosse mesmo se mudar pra Índia ano que vem, para depois se casar com aquele indiano boa pinta? Como eu reagiria? Senti uma mistura de dor e raiva dentro do peito, um sentimento que foi aumentando e me fez cerrar os punhos, levei uma das mãos até a espada que fazia parte da fantasia e disse em voz baixa.
- General Marco Antonio vai voltar a agir essa noite!
Virei o último gole de cerveja, engolindo junto todo orgulho, medo e receio e parti rumo a batalha.
POV – Shanti
Música: Poker Face – Lady Gaga
.com/watch?v=cQ5uCfwK6qw
Estava ainda cismada com aquele pedido estranho da Marina, ela não era daquilo, de ter rompantes desesperados e pedidos apressados, ela sempre foi a amiga mais centrada e equilibrada, entre todas as pessoas que eu conhecia e foi esse o principal motivo de ter aceitado aquele pedido maluco.
Senti uma mão no meu ombro, virei-me rápido e me surpreendi ao ver o Tom. Como ele estava magnífico com aquela roupa de General Romano, ele tinha um porte e uma altura que combinavam perfeitamente com aquele traje militar antigo, eu tinha que usar todo o meu autocontrole para manter o rosto sereno e indiferente, se não ia começar literalmente a babar.
- Vamos dançar? – ele pediu novamente, um estranho brilho no olhar.
Eu estava evitando ter contato físico com o Tom as noite toda, procurando conversar com o máximo de pessoas possível, estando em todo lugar ao mesmo tempo, para que ele me visse sempre ocupada e desistisse de vez. Toca-lo e ser tocada por ele, era ao mesmo tempo prazer e dor, era a certeza do que eu ansiava e também a certeza do que eu nunca teria. Por isso, fugia covardemente de perto dele. Pensei mil vezes se devia ou não convida-lo para essa festa, até a que a razão venceu a emoção e liguei pra ele com aquele papo de amigos, inclusive sugerindo disfarçadamente que ele trouxesse alguém, coisa que eu pensei que ele faria e me surpreendeu chegando apenas com a Marina e o Rob.
E agora eu estava nessa enrascada, como conseguiria continuar evitando-o se ele teimava em aparecer?
- Olha, agora eu preciso verificar algumas coisas lá na cozinha. – dei a desculpa mais esfarrapada possível.
- Não tem problema. – ele disse – Espero você voltar.
Droga! Agora eu teria que ir na cozinha, só pra tentar despistar o Tom. Fui, fiquei lá uns 20 minutos e voltei na esperança dele ter me perdido de vista, olhei para um lado, para o outro e nada dele, respirei aliviada. Tinha dado cinco passos quando sinto alguém atrás de mim.
- Voltei, Vossa Majestade. – nem preciso dizer quem era, né?
Virei-me e lá estava ele com aquele sorrido matador no rosto, por que ele tinha que ser tão charmoso, irresistível e sexy? Eu estava pirando!
- Er... Certo, mas só um momentinho, preciso fazer um pit stop no toillette, ok?
- Claro, vai em frente. – ele sorriu paciente.
Fui para o banheiro quase em pânico, tinha alguma coisa errada, o Tom não era assim, com essa paciência toda, ele sempre foi afoito, sem conseguir esperar por nada, agora esse comportamento estranho estava muito esquisito.
Enrolei no banheiro o máximo que eu podia, me olhei no espelho, retoquei a maquiagem, ageitei a coroa e sai dali. Assim que voltei para o salão, escutei os primeiros acordes de uma música bem conhecida, se tinha que dançar com o Tom, então que fosse aquela música. Parei na frente dele e disse:
- Se quer dançar comigo, tem que ser agora. – falei rápido.
Ele apenas sorriu e acenou com a cabeça, pegando-me pela mão e me levando pra pista de dança, assim que a Britney Spears começou a cantar, ele arregalou os olhos e comecei a rebolar.
.com/watch?v=mCaEVBIDGuI
Womanizer (Mulherengo) - Britney Spears
Composição: Nikesha Briscoe / Rafael Akinyem
Super astro
De onde vem, como vai indo?
Eu conheço você
Me dê uma dica, o que está fazendo?
Você pode brincar se fazendo de novo para todas as outras garotas aqui
Mas eu sei o que você é, o que você é, Baby
Olhe pra você
Conseguindo mais que uma renovada
Baby você
Manipula todas as suas marionetes pelas cordinhas acima delas
Se passando por um bom garoto, mas eu reconheço um quando vejo
Mas eu sei o que você é, o que você é, Baby
Mulherengo, mulher-mulherengo
Você é um mulherengo
Oh mulherengo.
Oh você é um mulherengo baby
Você ,você, você é; Você, você, você é
mulherengo,mulherengo,mulherengo
(mulherengo)
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Você vai me levando
Você também me atrai
Mas eu posso fazer isso
Seu mulherengo
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Você diz que eu sou louca
Eu deixo você louco
Você é um mulherengo mulherengo
Daddy-O!
Você se acha o maior dos campeões
Muito mal pra você
Apenas não acha a companhia certa
Eu acho que quando você tem muitas, fica difícil
Poderia ser fácil, mas sabem quem você é, baby
Queridinho,
Me confundiu com uma qualquer
Para pensar que eu
Seria uma vítima como outra qualquer
Diga, jogue como você quiser
Mas não há jeito que eu me faça ceder pra você, nunca você,
Baby
mulherengo, mulher-mulherengo,
Você é um mulherengo
Oh mulherengo.
Oh você é um mulherengo baby
Você ,você, você é; Você, você, você é
mulherengo, mulherengo, mulherengo
(mulherengo)
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é-é-é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é-é-é
Você vai me levando
Você também me atrai
Mas eu posso fazer isso
Seu conquistador
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Você diz que eu sou louca
Eu deixo você louco
Você é um mulherengo
mulherengo
Talvez se nós vivêssemos em um mundo diferente
Tudo seria bom, e talvez eu fosse a sua garota
Mas eu não sou porque nós não vivemos
mulherengo, mulher-mulherengo
Você é um mulherengo
Oh mulherengo
Oh você é um mulherengo baby
Você ,você, você é; Você, você, você é
mulherengo, mulherengo, mulherengo
(mulherengo)
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é-é-é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é-é-é
Você vai me levando
Você também me atrai
Mas eu posso fazer isso
Seu mulherengo
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é
Você diz que eu sou louca
Eu deixo você louco
Você é um mulherengo
mulherengo
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é-é-é
Garoto, não tente me encarar
Eu, eu sei exatamente, exatamente o que você é-é-é
mulherengo,mulher-mulherengo
Você é um mulherengo
Oh mulherengo.
Oh você é um mulherengo baby.
Womanizer - Britney Spears
Composição: N. Briscoe / R. Akinyemi / Chris Brown
Superstar
Where you from, how's it going?
I know you
Gotta clue, what you're doing?
You can play brand new to all the other chicks out here
But I know what you are, what you are, baby
Look at you
Gettin' more than just re-up
Baby, you
Got all the puppets with their strings up
Fakin' like a good one, but I call 'em like I see 'em
I know what you are, what you are, baby
Womanizer, woman-womanizer, you're a womanizer
Oh, womanizer, oh, you're a womanizer, baby
You, You, You are, you, you, you are
Womanizer, womanizer, womanizer (womanizer)
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
You got me going, you're so charming, but I can't do it, you womanizer
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
You say I'm Crazy, I got you crazy, you're nothing but a womanizer
Daddy-O
You got the swagger of champions
So bad for you
Just can't find the right companion
I guess when you have one too many, makes it hard
It could be easy, who you are, that's who you are baby
Lollipop
Must mistake me as a sucker
To think that I
Would be a victim not another
Say it, play it how you wanna, but no way
I'm ever gonna fall for you, never you, baby
Womanizer, woman-womanizer, you're a womanizer
Oh, womanizer, oh, you're a womanizer, baby
You, You, You are, you, you, you are
Womanizer, womanizer, womanizer (womanizer)
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
You got me going, you're so charming, but I can't do it, you womanizer
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
You say I'm Crazy, I got you crazy, you're nothing but a womanizer
Maybe if we both lived in a different world
It would be all good, and maybe I could be yaw girl
But I can't 'cause we don't
Womanizer, woman-womanizer, you're a womanizer
Oh, womanizer, oh, you're a womanizer, baby
You, You, You are, you, you, you are
Womanizer, womanizer, womanizer (womanizer)
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
You got me going, you're so charming, but I can't do it, you womanizer
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
You say I'm Crazy, I got you crazy, you're nothing but a womanizer
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Boy, don't try to front. I-I know just what you are-a-a
Womanizer, woman-womanizer, you're a womanizer
Oh, womanizer, oh, you're a womanizer, baby
POV – Tom
- Que porra de música, era essa? – pensei irritado.
E a Shanti dançava e cantava toda insinuante, mexendo os quadris com sensualidade, olhando-me nos olhos.
- Alguma mensagem subliminar com a escolha da música, Shanti? – perguntei rindo cinicamente.
- Se a carapuça serve! – ela respondeu com mais cinismo ainda.
Bem, eram dois jogadores nesse jogo, agora era a vez de fazer meu movimento. Num supetão, peguei a Shanti pala cintura, grudando meu corpo no dela, enfiei uma perna entre as suas e rebolei com ela até em baixo e voltei. Foi com uma enorme satisfação que percebi seu corpo reagindo ao meu, sua respiração ficou mais rápida, a medida que nossos quadris se moviam em harmonia, em movimentos quase eróticos. Foda-se Britney Spears!
Aos poucos fui empurrando a Shanti pelo salão, até que ela percebeu que eu tinha imprensado ela na parede num canto. Ela já tinha aberto a boca pra protestar, quando tasquei uma língua poderosa dentro daquela boca quente.
Ela tentou reagir a princípio, tentando socar meu peito e me empurrar, mas não dei trégua, beijei e suguei aquela boca, empurrando seu corpo contra a parede, deixando-a completamente imobilizada. Então de repente ela parou de lutar e senti suas mãos em meu pescoço e sua língua mexendo-se junto com a minha com ferocidade. Peguei uma perna dela, suspendi e enganchei no meu quadril, me esfreguei todo nela, soltei sua boca por um momento e ouvi ela gemer baixinho.
- Por que... Por que... – ela dizia tentando recuparar o fôlego.
- Já sei de tudo de Shanti. – disse em seu ouvido.
- Tudo o que? – ela perguntou.
- De tudo, do seu primo, de você ser prometida em casamento pra ele, do acordo maluco dos seus pais de obrigar você a se mudar pra Índia caso não arrume um namorado firme esse ano, enfim de tudo.
- Como é que é? – ela disse arregalando os olhos.
- Então, pra te mostrar como eu sou legal, vou fazer a minha boa ação do dia e me ofereço pra ser seu namorado tempo integral, que tal? – disse sorrindo.
- Você está se oferecendo pra ser meu namorado como estivesse me fazendo um favor? Você acha que eu preciso da sua caridade? – ela disse com raiva – Pois eu prefiro morar na Índia, me casar com meu primo e ter dez filhos, do que namorar você por esse motivo. Idiota!
Ela me pegou completamente desprevenido, com uma força surpreendente para uma mulher tão pequena, me empurrou e saiu dali marchando duro.
- O que foi que fiz de errado? – pensei atônito.
POV – Rob
Eu e Marina assistimos ansiosos, quando finalmente Tom foi dançar com a Shanti, vimos eles conversando, dançando (quer dizer, se esfregando) e depois o ataque poderoso do Tom, ficamos animados quando vimos a Shanti corresponder ( que dizer, atacar) ao Tom.
Assistimos eles conversando brevemente e em seguida para nosso completo espanto, vimos Shanti andar furiosa pra longe do Tom e ele ficar lá com cara de otário. O que tinha acontecido para as coisas terminarem assim? Marina correu atrás da Shanti e eu fui falar com o Tom.
Aproximei-me e fui logo perguntando:
- O que aconteceu?
- Eu... eu não sei. – ele disse com sinceridade – Eu me ofereci para ser seu namorado e ela ficou com raiva.
- O que? – perguntei descrente – Não pode ser, vai me conta exatamente o diálogo que vocês tiveram.
Ele então me contou, ouvi tudo em silêncio e respirei fundo.
- Tom, eu só tenho uma coisa a te dizer: Sua anta!
- Agora é você que me xinga! – ele disse aborrecido – Isso é que dá tentar ajudar os outros! O que fiz de errado?
- Isso que você acabou de dizer, foi o que você fez errado. – tentei explicar – Nenhuma garota quer ouvir que você quer ficar com ela por pena, Tom!
- Mas não foi isso que eu disse! – ele tentou se defender.
- Bem, não com essas palavras, mas resumindo sua proposta pra ela, foi isso sim!
- Então como eu deveria ter dito? – ele perguntou confuso.
- Já pensou que talvez, bastasse que você dissesse que queria ficar com ela, por estar apaixonado? – ao ouvir aquilo percebi que seus olhos começaram a demonstrar compreensão.
- Eu... Bem... Quer dizer... – ele fechou os olhos e suspirou – Estraguei tudo, não é mesmo?
- Tudo, eu não sei. – respondi – Mas com certeza, você enfiou os pés pelas mãos.
- Eu te falei, Rob! Eu não sei fazer direito esse negócio de namorar! – ele disse nervoso – Quando o negócio é pegação sou PHD, mas falou em namorar... Sinto-me no Maternal!
- Ok, não precisa ficar em pânico, acho que ainda dá para consertar.
- Sério? – ele perguntou cheio de esperança.
- Sério. – respondi – Mas, antes preciso saber uma coisa.
- Pergunta. – disse Tom.
- Você estaria disposto a TUDO, pra ter a Shanti como namorada? Quando digo TUDO, é TUDO mesmo! – ele olhou espantado pra mim.
- Tudo? – ele perguntou inseguro.
- É seu, mané! Tudo! – olhei deboxadamente para sua roupa de General – Ou essa fantasia aí é só fachada?
Ele ergueu as costas, me olhou duro e disse com firmeza.
- Pode dizer, encaro qualquer parada!
Expliquei então meu plano secreto.
- Qualquer coisa menos isso! - Tom disse apavorado.
- Você disse que encarava qualquer parada. – disse calmo – Então, agora você vai lá naquela palco, vai se declarar pra ela na frente de todo mundo e vai cantar uma música bem romântica.
- Mas como é que vai ficar minha reputação? – ele disse reclamando.
- Não é hora de pensar em reputação, Tom! Porra, você que ou não quer a gata?
- Quero. – ele disse enxugando o rosto com as mãos – Nossa, nunca pensei que fosse tão difícil iniciar uma vida de monogamia.
- Considere esse seu batismo de fogo. – disse sorrindo – Agora, chega de perder tempo, vamos lá falar com o pessoal da banda.
Fui na frente, com o Tom atrás de mim que nem cachorrinho com o rabinho entre as pernas. Falamos com o pessoal da banda e toparam nos ajudar na hora, quando souberam do motivo romântico por trás de tudo. Pedi o repertório deles para escolher a música ideal, depois de muito procurar escolhi uma e mostrei pro Tom.
- O QUE? – ele quase gritou – Além de romântica, também tem que ser brega?
- Aprendi isso com a Marina, que ver uma garota se derreter de verdade, cante uma música bem brega pra ela. – respondi positivamente.
- Ai, estou com dor de barriga! – disse Tom – Preciso de uma bebida!
- Peraí que eu já volto! – disse pro Tom e corri até o bar.
Voltei com uma garrafa de tequila e um copo.
- Agora, bebe essa tequila até ficar de fogo, vai! – disse empolgado.
Seis copos de tequila depois vi o Tom começar a ficar mais alegrinho.
- Então, acha que já dá para encarar? – Tom sorriu maliciosamente.
- Pode trazer os fuzileiros, que eu encaro!
- Beleza! Então agora vai lá, pega aquele microfone e despeja tudo!
Vi o Tom começar a pular no mesmo lugar, como se estivesse preparando-se para entrar num ringue de luta, rodou o pescoço estalando tudo, sacudiu os braços, respirou fundo e subiu no palco.
POV – Tom
Subi naquele palco como se estivesse flutuando, não sabia se era resultado da bebida, do nervosismo ou se eram as duas coisas juntas. Perecebi que todos na festa pareciam surpresos por a música ter parado de repente, alguns começavam a reclamar.
Entre a multidão surpresa, vi a Marina abraçando a Shanti, que parecia estar chorando no seu ombro.
Então quando me dei conta, estava com o microfone na mão, começando a falar.
- Boa noite! – falei e me surpreendi como a minha voz estava firme – Gostaria de pedir por um momento a atenção de todos. – certo, agora cada cabeça naquele salão olhou pra mim, inclusive a Marina e uma Shanti de olhos vermelhos.
- Eu vim aqui essa noite, como todos vocês, pra me divertir. – comecei – Mas, este não foi o principal objetivo ao decidir aceitar o convite de estar nessa festa. A maioria aqui já me conhece e sabe que não sou homem de palavras e sim de ação, então vou tentar ser breve.
Olhei pro Rob que lá de baixo estava se descabelando todo, pedindo pra eu falar logo de uma vez.
- Desembucha! – ouvi alguém na platéia gritar, olhei e vi que quem tinha gritado foi uma garota descabelada e de vestido rasgado, que estava rodeada por garotas que olhavam ansiosas pra mim.
- Certo, então o negócio é o seguinte – repirei fundo – Shanti, vim aqui essa noite pra ficar contigo, mesmo antes de saber sobre esse seu casamento arranjado, meu objetivo já estava traçado e ... – comecei a me enrolar todo - Ai, PUTA QUE PARIU, isso é difícil! Tá gente, desculpa pelo palavrão, mas então tá certo, aqui vai! Shanti a verdade é que estou APAIXONADO por você e quero que seja a minha namorada, ok? – disse olhando diretamente pra ela.
Se podia ouvir uma agulha caindo no chão com o silêncio que ficou no ambiente depois da minha declaração.
- E se isso ainda não sificiente pra te convencer, escute isso!
Fiz um sinal pra banda que começou a tocar aquela música cafona.
.com/watch?v=MggrZMe86i0
If You Go - Jon Secada
Composição: Jon Secada E Miguel A Morejon
TAKING A DAY AT A TIME
Passando um dia por vez
DEALING WITH FEELINGS I DON'T WANNA HIDE
Lidando com sentimentos que eu não quero esconder
LEARNING TO LOVE AS I GO, BABY
Aprendendo a amar enquanto eu sigo, meu bem
WITHOUT TAKING YOU ALONG FOR A RIDE.
Sem levar você junto comigo para um passeio
TRIED TO FIND MYSELF
Tentei descobri a mim mesmo
TRIED TO FIND THE TRUTH
Tentei descobrir a verdade
GET OUT FROM THIS SHELL!
Sair fora desta concha!
GIRL I'M ALMOST THERE
Menina eu estou quase aí
TO SHOW YOU HOW MUCH I REALLY CARE.
Para te mostrar o quanto eu te quero de verdade
IF YOU GO SAY GOODBYE
Se você vai dizer adeus
THERE'LL BE SOMETHING MISSING IN MY LIFE
Haverá alguma coisa faltando em minha vida
'CAUSE YOU KNOW
Pois você sabe
THAT ALL I REALLY (ALL I REALLY) WANT IS YOU.
Que tudo que eu realmente (tudo que eu realmente) quero é você
SORRY IF YOU FELT MISLEAD
Desculpe se você se sentiu enganada
BUT I KNOW WHAT I FEEL, I KNOW WHAT I SAID, BABY
Mas eu sei o que eu sinto, eu sei o que eu disse, querida
GOD, I HOPE YOU BELIEVE, BELIEVE IN ALL THAT WE CAN BE
Deus, eu espero que você acredite, acredite em tudo que podemos ser
FUTURE IN US TOGETHER IN LOVE.
O nosso futuro, juntos apaixonados
YOU'RE THE REASON I'M STRONG
Você é razão pela qual eu sou forte
DON'T YOU THINK I DONT KNOW
Você não acha que eu não sei (que)
THIS IS WHERE I BELONG?
este é o lugar que eu pertenço?
GIVE ME THE TIME
Dê-me a oportunidade
TO SAY THAT YOU'RE MINE,
Para dizer que você é minha
TO SAY THAT YOU'RE MINE.
Para dizer que você é minha
Terminei de cantar a música de olhos fechados, então fui pego completamente de surpresa quando senti um corpo batendo no meu, fazendo-me perder o equilíbrio e cairmos juntos em cima da bateria que estava atrás de mim.
Abri os olhos, ainda tonto e vejo uma Shanti em cima de mim, chorando.
- Também sou apaixonada por você, seu imbecil!
Sorri pra ela, surpreso como uma pessoa podia se declarar e xingar numa mesma frase.
Nos levantamos juntos, pedindo desculpas ao baterista, felizmente não danificamos nada. Foi aí que começamos a ouvir todo mundo na festa dizendo em coro:
- Beija! Beija! Beija!
Opa, taí uma coisa que eu sabia fazer, agarrei a Shanti, curvando sua costas até quase ficar deitada, apoiada em meus braços e dei um beijo cinematográfico. Foda-se Brad Pitt!
Acabei o beijo, olhei pra ela que ainda arfava e disse:
- Vem, gostosa! Vem dançar comigo, agora a festa está começando! – virei pro pessoal do som e gritei – Som na caixa!
.com/watch?v=bap-oZI-Grc
My Life Would Suck Without You (Minha Vida Seria Um Saco Sem Você) - Kelly Clarkson
Acho que isto significa que você está arrependido
Você está em pé na minha porta
Acho que isto significa que você retira
Tudo o que disse antes
Como o quanto você queria
Qualquer uma menos eu
Disse que nunca voltaria
Mas aqui está você novamente
Porque nós pertencemos um ao outro agora, yeah
Pra sempre unidos, de alguma maneira, aqui, yeah
Você tem um pedaço de mim
E honestamente
Minha vida seria um saco sem você
Talvez eu fui estúpida por te dizer adeus
Talvez eu fui errada por tentar provocar uma briga
Eu sei que tenho problemas
Mas você está muito confuso também
De qualquer forma, Eu descobri que não sou nada sem você
Estar com você
É tão disfuncional
Eu realmente não deveria sentir saudades
Mas não posso te deixar ir
Oh, yeah!
My Life Would Suck Without You - Kelly Clarkson
Composição: Max Martin / Dr. Luke / Claude Kelly
Guess this means you're sorry
You're standing at my door
Guess this means you take back
All you said before
Like how much you wanted
Anyone but me
Said you'd never come back
But here you are again
Because we belong together now (Yeah!)
Forever united here somehow (Yeah!)
You got a piece of me
And honestly
My life (My life!) would suck (Would suck!) without you
Maybe I was stupid for telling you goodbye
Maybe I was wrong for trying to pick a fight
I know that I've got issues
But you're pretty messed up too
Either way, I found out I'm nothing without you
Because we belong together now (Yeah!)
Forever united here somehow (Yeah!)
You got a piece of me
And honestly
My life (My life!) would suck (Would suck!) without you
Being with you is so dysfunctional
I really shouldn't miss you, but I can't let you go
Oh yeah
Because we belong together now (Yeah!)
Forever united here somehow (Yeah!)
You got a piece of me
And honestly
My life (My life!) would suck (Would suck!) without you
Because we belong together now (Yeah!)
Forever united here somehow (Yeah!)
You got a piece of me
And honestly
My life (My life!) would suck (Would suck!) without you
Todo mundo na pista de dança, pulava junto com a gente aquela música perfeita, a Marina e o Rob vieram correndo nos parabenizar.
- Finalmente você desencalhou, caramba! – disse o Rob dando-me tapinhas nas costas e dei um soco em seu braço.
- Valeu, cara! – disse – Te devo uma!
- Que nada, estamos quites! – ele disse sorrindo – Agora, a gente tem mais é que comemorar! – ouvi a música mudar.
- Adoro essa música! – disse Shanti se pendurando no meu pescoço.
.com/watch?v=aD22Mk_cfJE
7 Things (7 Coisas) - Miley Cyrus
Composição: Tim James / Antonina Armato
Eu provavelmente não devia dizer isso
Mas as vezes eu fico super assustada
Quando eu penso sobre o ultimo
Relacionamento que tivemos
Foi incrível mas nós o perdemos
Não é possível pra mim não se importar
Agora estamos parados na chuva
Mas nada vai ao menos mudar até você ouvir, meu querido
(Refrão)
As 7 coisas que eu odeio em você
As 7 coisas que eu odeio em você
Você é vaidoso, seus jogos, sua insegurança
Você me ama, você gosta dela
Você me faz rir, você me faz chorar
Eu não sei que lado comprar
Seus amigos são uns idiotas
E quando você age como eles, sabe como machuca
Eu quero estar com o que eu conheço
E a sétima coisa que eu mais odeio que você faz
É que você me faz te amar
Enquanto eu espero você dizer
O que eu preciso ouvir agora
Suas sinceras desculpas
E quando você pensar nisso, eu vou acreditar
Se você escrever isso, eu vou apagar
Vamos ser claros
Eu não vou voltar
Você vai dar 7 passos até aqui
(Refrão)
As 7 coisas que eu odeio em você
Você é vaidoso, seus jogos, sua insegurança
Você me ama, você gosta dela
Você me faz rir, você me faz chorar
Eu não sei que lado comprar
Seus amigos aqueles idiotas
E quando você age como eles, sabe como machuca
Eu quero estar com o que eu conheço
E a sétima coisa que eu mais odeio que você faz
É que você me faz te amar
Comparado com todas as coisas boas
Que demorariam tanto pra serem escritas
Eu provavelmente devo mencionar
As 7 coisas que eu gosto
As 7 coisas que gosto em você
Seu cabelo, seus olhos, seu Levi's velho
E quando nós nos beijamos, fico hipnotizada
Você me faz rir, me faz chorar
Mas eu acho que vou ter que comprar ambos
Sua mão na minha
Quando nos misturamos tudo fica bem
Eu quero ficar com o que eu conheço
E a sétima coisa que eu mais gosto que você faz
É que você me faz te amar
7 Things - Miley Cyrus
Composição: Miley Cyrus / Tim James / Antonina Armato
1234 Sha, sha, sha.
I probably shouldn't say this
But at times I get so scared
When I think about the previous
Relationship we shared
It was awesome but we lost it
Is not possible for me not to care
And now we're standing in the rain
But nothin's ever gonna change
Until you hear, my dear
The 7 things I hate about you
The 7 things I hate about you, oh you
You're vain, your games, you're insecure
You love me, you like her
You make me laugh, you make me cry
I don't know which side to buy
Your friends, they are jerks
When you act like them, just know it hurts
I wanna be with the one I know
And the 7 thing I hate the most that you do
You make me love you
It's awkward and it's silent
As I wait for you to say
What I need to hear now
Your sincere apology
When you mean it, I'll believe it
If you text it, I'll delete it
Let's be clear
Oh I'm not coming back
You're taking 7 steps here
The 7 things I hate about you
You're vain, your games, you're insecure
You love me, you like her
You make me laugh, you make me cry
I don't know which side to buy
Your friends, they are jerks
And when you act like them, just know it hurts
I wanna be with the one I know
And the 7th thing I hate the most that you do
You make me love you
And compared to all the great things
That would take too long to write
I probably should mention
The 7 that I like
The 7 things I like about you
Your hair, your eyes, your old Levi's
When we kiss, I'm hypnotized
You make me laugh, you make me cry
But I guess that's both I'll have to buy
Your hand in mine
When we're intertwined everything's alright
I wanna be with the one I know
And the 7th thing I like the most that you do oh
You make me love you
Sha, sha
You do, oh
uh, uh, uh, uh
uh, uh, uh, la, la, la, la
uh, uh, uh, uh, uh, uh, oh
Terminamos a música com um beijo molhado, apaixonado e quente, passei a mão em seus cabelos, tirando algumas mexas do seu rosto e sorrimos um para o outro, o sorriso que ela me deu cheio de promessas, estava começando a ter idéias.
Começou uma música bem dançante e ela começou a dançar animada, olhei pro lado e vi a Marina se aproximando da Shanti, fazendo passinhos de dança junto com ela.
Música – Boom Boom Pow– Black Eyed Peas
.com/watch?v=9F444CELomo
- Vem, Marina, rebola até o chão! – disse Shanti pra ela.
- Valha-me! – pensei – Essas duas dançando juntas desse jeito é um poço para pensamentos pervertidos!
Olhei pro Rob, ele olhou pra mim e tive certeza que ele pensou a mesma coisa que eu, principalmente quando ouvimos a próxima frase.
- Uhuuu! Velocidade cinco! – gritou Shanti, rebolando os quadris pra frente e pra trás.
- Meninas, vamos ali pegar umas bebidas e já voltamos! – peguei o Rob pelo braço e fomos até o bar.
- Ok, vou falar logo. – disse pro Rob que me olhava surpreso – Está a fim de começar um rala e rola com a Marina agora?
- Você ainda pergunta! – ele disse todo animado.
- Certo, então o negócio é o seguinte. – falei rápido – Já estive aqui antes e sei que existem quartos lá em cima, a gente só tem que reservar.
- Então, o que estamos esperando? – perguntou ansioso.
- Calma, vamos ser discretos, ok? Pra não assustar as meninas. – falei sorrindo – De romance você entende bem, mas de armar uma pegação, sou um Mestre.
- Convencido! – Rob disse cínico.
- Certo, então presta atenção no plano!
POV – Robert
Aguardei o Tom que bateu um papo rápido com o pessoal do som, de longe vi ele fazer um sinal ok com as mãos pra mim, então confirmei a reserva dos quartos com a recepcionista.
- Tudo certo? – ele perguntou quando chegou do meu lado.
- Confirmado, fico com o quarto da esquerda e você com a direita. Ou prefere trocar? – vi-o virar os olhos.
- Tanto faz, Pattinson! – respondeu impaciente. – Vamos voltar logo, eles já vão colocar a música que eu pedi. Entendeu tudo, né?
- Entendi! Vamos lá!
Voltamos e encontramos as meninas dançando de se acabar.
- Vocês demoraram! – Marina disse quando me aproximei.
- Fomos ao banheiro. – falei tentando disfarçar – Olha, trouxe algo gelado pra você beber.
- Oba! Estou morta de sede!
Ela tinha acabado de beber, quando a música mudou, olhei pro Tom que tinha acabado de abraçar a Shanti.
- Vem, amor! – disse tirando o copo vazio da sua mão – Quero dançar juntinho com você. – e a puxei pela cintura.
.com/watch?v=ZqqY07OZWps
Love in This Club (Fazer Amor Nesta Boate) - Usher
Essa vai para as garotas
E eu vou manter isso em cima
Nos estamos em Pólo
Eu vejo você Ryan
O que você fez estava certo
Mas nos estamos apenas começando
É cara
Você se vê procurando por alguém
Que vai pegar você e fazer direito
Bem vindo aqui baby,
E deixe o papai mostrar como você vai se sentir
Você sabe que tudo o que você tem que fazer
É me dizer o que quer que mande
E eu prometo que eu vou continuar mandando ver a noite inteira.
Olhando nos seus olhos
Enquanto você anda até o outro lado
E eu pensando que gatinha,
Eu tenho uma coisa pra você
Fazendo isso de propósito,
Sinuosas e trabalhando
Eu posso dizer pelo modo como você me olha garota
Eu quero fazer amor nessa boate
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Eu quero fazer amor nessa boate.
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Você tem alguns amigos rondando com você baby,
Quando isso é legal
Você pode deixar eles com meus amigos,
Deixe-me saber que eu tenho você
Se você não sabe,
Você é a única coisa que esta na minha mente
Porque do jeito que eu estou perdendo,
Você me faz querer te dar isso a noite toda
Olhando nos seus olhos
Enquanto você anda até o outro lado
E eu pensando que gatinha,
Eu tenho uma coisa pra você
Fazendo isso de propósito,
Sinuosas e trabalhando
Eu posso dizer pelo modo como você me olha garota
Eu quero fazer amor nessa boate
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Eu quero fazer amor nessa boate.
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Eu quero fazer amor nessa boate.
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Eu quero fazer amor nessa boate.
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Young Jeezy•.
(bem, você sabe que eu estou sempre rondando! Estou nessa!)
É vamos lá
Eu sou o que você quer,
Sou o que você precisa
Ele deixou você presa,
E eu vou te libertar
Sexualmente, mentalmente, fisicamente, emocionalmente
Eu vou ser seu remédio,
Você vai tomar cada dose de mim
Isso está descendo a gôndola 3,
Eu vou pegar você como alguns mantimentos
E toda vez que você pensar sobre isso,
Vai querer mais algum sobre mim
Sobre o hit da boate,
Fazer você se mexer, é nominal R
Puxou pra cima como uma armadilha estrelada
Se é isso que você tem que regular seu carro
Você sempre fez amor com um matador na boate com seu gelo
87 jeans e um par fresco de nikes
No sofá, na mesa, no bar, ou na pista
Você pode encontrar comigo no banheiro,
É você sabe que eu estou tentando ir
Você talvez possa me dar um beijo
Se você continuar tocando desse jeito
Você sabe que você assusta Baby,
Eles não sabem que nos estamos fazendo
Vamos os dois ficas nus aqui mesmo
Continue garota e eu juro
Eu vou te dar isso, não pare
E eu não ligo quem esta assistindo
Assistindo, assistindo
(assistindo, assistindo)
Oh oh, nessa boate, na pista
Baby, vamos fazer amor
Eu quero fazer amor nessa boate
(nessa boate, nessa boate, nessa boate)
Eu quero fazer amor nessa boate.
(nessa boate, nessa boate, nessa boate).
Love In This Club (Feat. Young Jeezy )- Usher
Gotta do it for the ladies
And I gotta keep it hood
Where we at Polo (Ay)
I see you Ryan
What you do was right
But we just gettin started
Yeaa Man..
Usher
You see you searching for somebody
That'll take you out and do you right
Well come here baby and let daddy show you what it feel like
You know all you gotta do is tell me what you sippin' on
And I promise that I'm gonna keep it comin' all night long
Lookin' in the eyes while you walk the other side
And I think that shorty I've got a thing for you
Doin' it on purpose winding and workin' it
I can tell by the way you lookin' at me girl
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
Usher
You got some friends rollin' wit you baby then that's cool
You can leave them with my niggas let em know that I got you
If you didn't know, you're the only thing that's on my mind
Cuz the way I'm staring miss you got me wantin to give it to you all night
Lookin' in the eyes while you walk the other side
I can't take it no more, baby I'm coming for you
You keep doin' it on purpose winding and working it
If we close our eyes it could be just me and you
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
Young Jeezy
(Well, you know we always rollin!, Im on em')
Yea, Let's Go
I'm what you want, I'm what you need
He got you trapped, I'll set you free
Sexually, mentally, physically, emotionally
I'll be like your medicine, you'll take every dose of me
It's going down on aisle 3, I'll bag you like some groceries
And every time you think about it you gon' want some more of me
About to hit the club, make a movie yeah rated R
Pulled up like a trap star,
That's if you have yo regular car
You ever made love to a thug in the club with his ice on
87 jeans and a fresh pair of Nikes on
On the couch, on the table, on the bar, or on the floor
You can meet me in the bathroom yeah you know I'm trying go
Usher
You might as well give me a kiss
If we keep touching like this
I know you scared
Baby, they don't know what we doin
Let's both get undressed right here
Keep it up girl and I swear
I'ma give it to you non-stop
And I don't care who's watchin
watchin, watchin (watchin, watchin)
oohh, in this club, on the floor
Baby let's make love
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
I wanna make love in this club (in this club, in this club, in this club)
Yea...
Começamos a dançar agarradinhos, passava as mãos por suas costas, descendo e subindo devagar, comecei a roçar os lábios por seu pescoço e vi ela se arrepiar toda, sorri e comecei a beijar seu pescoço. Senti suas mãos em meus cabelos, acariciando docemente, quando mordi levemente sua orelha, ela deu um pequeno suspiro.
Nossa, aquela música, estava reamente ajudando a pintar o maior climão.
Voltei as mãos para sua cintura e discretamente desci para seu bum bum, apertando levemente, senti ela estremecer, voltei as mão para sua cintura e abaixando minha cabeça, desci meus lábios nos dela, num beijo lento e sensual, aquela língua na minha estava me dando arrepios de prazer que corriam por todo o meu corpo, Robinho já aceso, reclamava impaciente.
Soltei seu lábios, sentindo sua respiração rápida no meu rosto, olhei pro Tom e o vi movendo os lábios pra mim dizendo:
- Agora!
Então fizemos como combinamos, pegamos nossas garotas ao mesmo tempo pela cintura, as suspendemos, ouvindo sua exclamações de surpresa e as colocamos no ombro, atravessamos a pista de dança, todo o salão e cheios de ansiedade subimos a escada pulando de dois em dois degraus, entramos num corredor, paramos em frente a duas portas que ficavam lado a lado e abrimos ao mesmo tempo.
- Boa noite, Rob! – disse Tom.
- Boa noite, Tom! – respondi.
- Uhuuú, Marina! Nos demos bem! – foi a última coisa que ouvi Shanti dizer antes de entrarmos no quarto e fechar a porta.
POV - Tom
.com/watch?v=6LNNuENqZIY
Falling In Love Again (Estou me Apaixonando de Novo) - Eagle-Eye Cherry
Eu estou tão cansado
De me apaixonar
Achando fácil
Cair fora
Eu não posso negar
O que sinto aqui dentro
Eu vou guardar o fogo
Eu não posso esconder
Estou me apaixonando de novo
E não há nada que eu possa fazer
Me apaixonando de novo
E dessa vez é com você
Quando me apaixono
É tudo a mesma coisa
E estou tão cansado
De jogar esse jogo
Faz tempo agora
Desde que desisti do meu coração
Eu tenho me trancado
Eu não quero me machucar
Então me deixe te dizer agora
Eu só quero ter certeza
Que você não vai me machucar
Você pode me prometer isso?
Estou me apaixonando de novo
E não há nada que eu possa fazer
Me apaixonando de novo
E dessa vez é com você
Quando me apaixono
É tudo a mesma coisa
E estou tão cansado
De jogar esse jogo
Você tem que me contar se você vai quebrar o meu coração
Porque eu não quero ter essa chance
E se não for verdade, tudo será nada além de um pobre romance
Então, me dê essa promessa para eu me segurar
E eu nunca te deixarei
Nós precisamos ter algo
Ou eu te deixo sabendo agora
Estou me apaixonando de novo
E não há nada que eu possa fazer
Me apaixonando de novo
E dessa vez é com você
Quando me apaixono
É tudo a mesma coisa
E estou tão cansado
De jogar esse jogo
me apaixonando de novo
Eu estou me apaixoando de novo
Eu me apaixonando
Eu estou me apaixonando de novo
Me Apaixonando
Eu estou me apaixonando de novo
Falling In Love Again - Eagle-Eye Cherry
Composição: Eagle Eye Cherry
I'm so tired
Of falling in love
Finding it easier
To fall out
I can't deny it
I feel it inside
I'll keep its fire
I can't hide
I'm falling in love again
ain't nothing I can do
Falling in love again
And this time it's with you
When I fall
It's always the same
And I'm so tired
Of playing this game
Been so long now
Since I gave up my heart
IÂ've kept it locked down
I don't wanna get it harmed
So let me tell you now
I just wanna to be sure
That you won't hurt meh
Can you promise me that?
Falling in love again
ain't nothing I can do
Falling in love again, girl
And this time it's with you
When I fall
It's always the same
And I'm so tired
Of playing this game
You got to tell me if you're going break my heart
cause' I donÂ't wanna take the chance
And if it ain't true, all it's gonna be is nothing, but a poor romance
So, give me that promise or hold on now
And I'll never let you go
I gotta have something go on,
Or IÂ'm letting you know now
Falling in love again
ain't nothing I can do
Falling in love again, girl
And this time it's with you
When I fall
It's always the same
And I'm so tired
Of playing this game
Yeah
Falling in love again
I'm falling in love I fall
Falling in love again
I'm falling in love again
Oh falling in love
I'm falling in love again
Falling in love again
Falling in love again
I'm falling in love again
I'm falling in love again
Entrei no quarto, empurrei a porta com o pé e coloquei a Shanti no chão, eu ainda estava meio sem fôlego pela correria, mas não perdi tempo, prendi-a na perede e tasquei o maior beijão, grudando meu corpo no dela. Ela não se fez de rogada e se imprensou ainda mais em mim. Desci a boca no seu pescoço e suguei com vontade.
- Rainha Gostosa! – falei em seu ouvido.
- General CAFA! – ela rebateu fazendo-me rir.
Minhas mãos deslizavam facilmente pelo tecido macio do seu vestido, peguei as alças finas dele e comecei a baixá-las. Fui passando por seus ombros, fui abaixando e de repente me vi frente a frente com um par de seios pequenos e perfitos.
- Sem sutiã? – perguntei.
- Ia marcar o vestido. – ela respondeu e ri.
Continueie a descer o vestido devagar aproveitando para beija-la toda pelo caminho, enquanto ela segurava-me pelos cabelos. Continuei descendo o vestido pela sua cintura, quadril e meu queixo caiu quando cheguei com ele nas suas coxas.
- Sem calcinha?
- Seria um crime fashion, marcar esse vestido!
- Adoro ser fashion! – respondi.
Eu não ia perder um presente daqueles, acabei de descer seu vestido, empurrei ele pro lado, ajoelhei-me na sua frente, levantei uma de sua pernas e passei por cima do meu ombro, mantendo-a flexionada, sua coxa apoiada em mim e dando-me todo acesso que eu queria aquela parte do seu corpo. Literalmente, caí de boca!
- Oh, Tom! – ouvi ela gemer apertando minha cabeça, arqueando as costas apoiadas na perede.
Brinquei no seu sexo com a minha língua, até sentir ela começar a tremer e suas pernas falharem.
Depois me levantei, peguei ela no colo e a depositei na cama, procurando tirar minha fantasia.
- Você ficou TDB com essa roupa. – ela disse enquanto eu acabava de me despir – Mas, sou obrigada a revelar... – disse olhando avidamente para meu membro ereto - ...prefiro mil vezes você sem ela.
- Tarada! – falei deitando por cima dela.
- Tesudo! – ela disse sorrindo.
- O que você quer fazer essa noite? – perguntei roçando meu corpo levemente no dela e sentindo ela tremer.
- Tudo. – ela sussurrou.
- Tudo? – perguntei sorrindo – Isso não é muita coisa?
- Depois do você me disse essa noite, pode fazer o que quiser comigo.
Aproximei meu rosto do dela e falei com a boca colada na sua.
- O que eu quiser? – disse passando meus lábios em seu rosto – Eu tenho uma imaginação enorme, sabia?
- Estou contando com isso. – disse atrevida e fazendo-me ficar ainda mais cheio de tesão – Só me promete uma coisa.
- O que?
- Me faça gozar muito.
- Esqueceu o meu lema: "Tom Sturridge, satisfação garantida ou seu dinheiro de volta!" – disse rindo.
- Tom, faça-me um favor.
- Qual?
- Cale essa boca e use-a num lugar melhor.
- Adoro quando você é sutil. – mas atendendo a seus desejos, procurei seus seios avidamente com meus lábios.
Estávamos famintos um pelo o outro, uma mistura de saudade, paixão, desejo e alegria por termos finalmente nos acertado.
Foi uma longa noite, cheia de gemidos, sussurros, gozos e promessas de amor. Deixei o melhor por último, num papai e mamãe gostoso, caprichado e bem feitinho. Por incrível que pareça eu achava aquela a melhor de todas as posições, era confortável para ambos, permitia você ficar frente a frente com sua parceira, roçando todo o seu corpo e beijando muito. Movia meu quadris junto com o dela, senti-a apertar minha bunda e me envolver com sua pernas, um sinal claro que era o momento de acelerar o ritmo. Estoquei com firmeza, ouvindo ela gemer e dançar com os quadris em baixo do meu, impaciente, fazendo-me agora bombar com vontade. Então ela fechou os olhos, abriu a boca ligeiramente, jogou a cabeça pra trás e apertando-me com força gozou em espamos repetidos, me permiti gozar logo em seguida.
Estava quase amanhecendo quando agora, completamente saciados, deitamos abraçados e pela primeira vez em muitos anos, adormeci com a certeza, de que não tinha feito sexo, mas que tinha feito amor, amor de verdade.
POV – Marina
- Amor, acorda! – senti Rob abraçando-me gentilmente.
Abri os olhos assustada, foi então que reparei que tinha gritado de verdade. Confusa, passei a mão na testa suada, piscando os olhos, aliviada ao perceber que estava na minha cama, deitada com meu marido.
- Você está bem? – ele perguntou preocupado.
- Sim, só me dê um minuto. – disse respirando fundo, procurando me acalmar.
- Foi o mesmo sonho? – não tive coragem de falar e apenas confirmei com a cabeça.
- Já é a terceira vez essa semana que você tem esse sonho.
Ele puxou-me para que deitasse em seu peito, enquanto acariciava delicadamente meus cabelos, abracei-o com força, completamente tomada pelo medo. Era sempre o mesmo sonho, o mesmo que eu tivera em Bora Bora, eu me via sozinha andando numa mata escura em meio a uma terrível tempestade, estou sozinha, cansada, completamente molhada e com frio, até que encontro uma caverna, entro dentro dela, procurando por abrigo, mas uma vez dentro dela, me perco, chamo desesperada por ajuda, chamo pelo Rob e as vezes tenho a impressão que consigo ouvi-lo, começo a correr, chamando desesperada por ele, procurando uma saída, gritando por socorro e então acordo.
- Você começou a ter esse sonho desde que te contei que vou viajar de novo. – ele falou baixo em meu ouvido.
Rob tinha recebido outra proposta para fazer um filme para TV e como queria muito trabalhar e conseguir dinheiro para que pudéssemos ter nosso próprio espaço, aceitou na hora. Infelizmente, nem tudo é perfeito, ele ficaria fora por alguns dias gravando. Quando ele me contou sobre tudo, perguntando minha opinião, claro que o apoiei, afinal era a profissão dele, eu tinha que me acostumar logo com isso, eu sabia que futuramente ele poderia ficar meses gravando, dependendo do tamanho da produção, então não podia fazer de poucos dias, um problema. Mas, ao lembrar dos fatos que aconteceram da última vez que ele se ausentou por uma semana, tremi de pavor, tinha sido tão difícil suportar tudo aquilo sem ele, mesmo assim tentei não demonstar nada, para não atrapalhar seus planos e sua concentração no trabalho. Mas foi aí que os sonhos recomeçaram.
- Você sabe que ainda posso desistir de tudo, não é?
- Nem pensar! – disse com firmeza, levantando minha cabeça para olha-lo – Não vão ser um bando de sonhos bobos que vão atrapalhar nossos planos!
- Mas você fica tão apavorada quando tem esses sonhos. – ele disse segurando meu rosto com suas mãos – Não quero deixar você sozinha, acordando assustada no meio da noite e cheia de medo.
- Não se preocupa comigo, já sou bem grandinha e posso me virar, ok? – falei tocando a testa dele que estava enrugada de preocupação. – Anda, desfaz essas rugas, assim você vai envelhecer antes do tempo. – falei tentando brincar.
- Você sabe que NADA é mais importante na minha vida, do que você, não é?
- Sim, eu sei. – respondi e como sempre ele me amocionava – Mas, sonhos são sonhos, não precisamos nos preocupar com eles, logo vai amanhecer e eles voltam para o lugar onde pertencem, no esquecimento. Vamos voltar a dormir, quero acordar bem disposta amanhã para aproveitar nosso último dia juntos, antes de você partir.
Voltei a deitar minha cabeça em seu peito, enquanto ele continuava passando as mãos suavemente em minhas costas.
- Posso só te pedir uma coisa? – perguntei.
- O que você quiser. – molhei os lábios e falei titubeante.
- Se... algum dia, eu me perder, se algum dia, você descobrir que, sei lá, estou em algum lugar estranho ou perigoso, você vem me buscar? – senti ele estremecer ligeiramente com minhas palavras.
- Mas é claro que sim! – ele disse imediatamente – Eu vou até o fim do mundo, se for necessário!
- Não vai desistir nunca?
- Nunca! – e ele abraçou-me com força – Não existe força que possa tirar você de mim! – senti-me mais tranqui-la ao ouvi-lo dizer aquilo.
- Só me prometa mais uma coisa – falei olhando-o novamente nos olhos – Nunca me deixe entrar numa caverna e ... – ele colocou seus dedos em meus lábios impedindo-me de continuar.
- Se depender de mim, você NUNCA vai chegar perto de uma caverna na vida! – ele disse intensamente – Você vai sempre estar no lugar que foi feito exclusivamente pra você.
- Onde? – perguntei, ele aproximou seus lábios dos meus antes de responder.
- Nos meus braços. - em seguida beijou-me com toda a delicadeza, amor e carinho.
Quando ele me beijava assim, eu sentia que podia morrer naquele momento, sabendo que conheci a plena felicidade de amar e ser amada, que experimentei o júbilo de tocar e ser tocada por ele e de saber que nada podia ser mais perfeito do que tudo aquilo que vivemos juntos até agora. Se fosse necessário faria e passaria por tudo novamente, apenas pela alegria simples e pura de tê-lo junto a mim.
Senti o beijo se aprofundando, tornando-se apaixonado e exigente, ele afastou brevemente os lábios dos meus.
- Quer continuar? Afinal, você ainda deve estar abalada... – foi minha vez de colocar meus dedos em seus lábios.
- Vou ficar abalada se você não continuar agora. – disse sorrindo levemente.
Assisti ele dar um largo sorriso antes de voltar a me beijar, rolando comigo na cama e ficando por cima de mim. Corri minhas mãos por seu corpo, querendo guardar a sensação de toca-lo nas palmas de minhas mãos, sentindo a textura de sua pele, a firmeza de seus músculos e seu calor. Soltei seus lábios, agora correndo minha boca por seu pescoço, por seus ombros, lambendo, chupando, mordendo, ouvindo ele gemer no meu ouvido. Enfiei as mãos por dentro de sua cueca, encontrando aquela bundinha firme e apertei gostoso, antes de começar a tirar aquela peça de sua roupa.
- Alguém está apressada hoje. – ele sussurrou em meu ouvido, mas parecendo satisfeito com minha reação.
- Deixa eu acabar de tirar. – pedi e ouvi ele rir baixo.
Ele então rodou novamente comigo, deixando-me por cima dele e dando todo o acesso que eu queria. Primeiro sentei-me a seu lado puxando minha camisola pela cabeça, ficando só de calcinha, depois posicionei-me e pegando sua cueca, fui puxando devagar, revelando um impaciente "Robinho" que saltou afoito e alegre de dentro da sua prisão. Toquei Robinho a princípio com timidez, mas fiquei mais animada ao ouvir um gemido baixo sair dos lábios do Rob. Comecei a apertar com mais firmeza entre minhas mãos, subindo e descendo repetidamente. Vi que ele tinha fechado os olhos, mordendo os lábios e aquilo só aumentou ainda mais o tesão, caprichei ainda mais na pressão que exercia e na velocidade, fazendo ele começar a gemer incontrolavelmente. Prossegui até que percebi ele tremer levemente da cabeça aos pés.
- Chega! – ele disse de repente e parei na hora – Quer me deixar doido? – ele perguntou gemendo.
Ele sentou-se na cama, apoiando sua costas na cabeceira e estendeu-me os braços.
- Vem cá. – disse rouco.
Antes de ir, peguei a camisinha na mesinha de cabeceira, me aproximei e coloquei rápido em rápido a calcinha e sentei de pernas abertas, em cima de seu quadril, de frente pra ele, abraçando-o pelo pescoço com meus braços. Voltamos a nos beijar completamente afoitos, nos espremíamos um de encontro ao outro, como de fossemos nos soltou minha boca o vi baixar sua mão, segurou Robinho e começou a passá-lo por toda minha intimidade, só com a pontinha dele, como se fosse um pincel. Eu quase engasguei diante do prazer surpreendente que aquela caricia me proporcionou. Ele pressionou gentilmente meu clitóris, fazendo movimentos circulares, seguidos de movimentos verticais, provocando-me arrepios que corriam por todo meu corpo, então ele aproximou-se da minha entrada úmida, apenas introduzindo ligeiramente e repetindo o mesmo movimento circular, repetidamente. Eu comecei a gemer sem parar, começando a mover impaciente os quadris pra frente e pra trás ansiosa por senti-lo todo dentro de mim. Ele então aumentou a velocidade dos movimentos circulares ainda mais, deixando-me alucinada.
- Não tortura mais a "Marininha". – implorei em seu ouvido.
Ouvindo isso ele posicionou "Robinho", bem na minha entrada, segurou-me pelas nádegas e me baixou em cima dele, fazendo-me senti-lo finalmente inteiro dentro de mim. Segurando-me pelos quadris ele guiou meus movimentos, ditando a velocidade e a direção, hora de cima pra baixo, hora em movimentos rodopiantes.
- Deixa agora eu fazer do meu jeito. – sussurrei em seu ouvido.
Ele soltou meus quadris, apenas mantendo suas mãos em minha cintura, enquanto eu me movimentava pra frente e pra trás repetidamente. Olhei para seu rosto e assisti deliciada a excitação ir aumentando visivelmente em sua expressão.
- Goza comigo. – eu pedi
- Falta pouco... – ele disse mordendo os lábios.
- Eu também.
Ele ergueu ligeiramente seu quadril, nos movendo no mesmo ritmo acelerado, provocando novas ondas de prazer.
- Vem agora, comigo... – fechei os olhos, joguei a cabeça pra trás e abrindo os lábios gemi alto quando senti o corpo todo se contrair num orgasmo intenso.
Abracei-o forte, apoiando meu rosto em seu ombro, enquanto nossos respirações se acalmavam. Depois voltei a erguer o rosto, olhando seu rosto risonho e atrevido.
- Tenho que te dizer uma coisa.
- O que?
- Você é linda, mas você gozando é totalmente deslumbrante! – senti que corava até a raiz dos cabelos.
- Eu não sei se te beijo ou se te dou um beliscão. – disse brincando.
- Prefiro a primeira opção, se bem que dependendo da intensidade e local do beliscão, posso gostar também. – ouvindo aquilo dei uma boa risada.
- Você não muda nunca! – falei beijando-o levemente – Ainda bem!
Pouco depois voltamos a dormir e acordei sozinha na cama aquele sábado, sorri ao imaginar o Rob tentando novamente fazer um café da manhã lá na cozinha e resolvi descer para ajudar, antes que fosse obrigada a engolir outra gororoba.
Qual não foi minha surpresa ao entrar na cozinha e encontrar alguém sentada a mesa conversando com o Rob.
- Lizzie! – disse alegre – Que surpresa boa!
- Oi, maninha! – ela disse se levantando e beijando-me no rosto e me abraçando – Que saudade!
- Também senti saudade! – disse correspondendo ao abraço – Acabou a turnê com a banda? – perguntei sentando-me na cadeira ao seu lado.
- A primeira parte da turnê acabou, teremos duas semanas de folga e depois recomeçamos. – ela disse sorrindo.
- Puxa, quero saber tudo, me conta dos lugares que conheceu! – perguntei curiosa, olhei pro Rob e ele também sorria animado.
Tivemos uma conversa animada, cheia de histórias engraçadas e pitorescas, rimos bastante, enquanto conversávamos preparei um chocolate quente para todos, servi em canecas.
- Hum, está uma delícia! – Lizzie disse saboreando com prazer.
- Está uma delícia, amor. – disse Rob.
Quando Rob se dirigiu a mim dizendoaquilo, vi Lizzie nos olhar diferente e fiquei imediatamente alerta, ela já estava viajando quando eu e Rob começamos a ficar juntos, na verdade eu ainda não tinha certeza se a Lizzie já tinha sido informada da minha relação com o Rob, então fiquei ali esperando por mais perguntas e imaginando qual seria sua reação.
Depois de um momento nos avaliando e bebendo o chocolate quente, ela depositou a caneca na mesa e cruzou as mãos sobre a mesa.
- Mamãe me ligou semana passada e me contou algo... surpreendente! – ela disse parecendo escolher as palavras.
Fiquei tensa, olhei pro Rob e ele estendeu a mão pra mim, segurei-a e ficamos de mãos dadas sobre a mesa.
- Então é verdade? – ela disse olhando fixamente para nossas mãos entrelaçadas – Vocês estão juntos mesmo?
- Sim, Lizzie. – respondeu Rob calmamente – Nós estamos.
- E é verdade que se casaram? – perguntou séria.
Nós apenas confirmamos, mexendo a cabeça e a reação seguinte dela, me deixou sem fala, ela caiu na gargalhada!
- Caramba, eu daria tudo para ter visto a cara do papai quando soube de tudo! – ela não parava de rir, realmente o senso de humor dos Pattinson era estranho.
- Você não está...chocada? – perguntei ainda surpresa.
- Claro que estou, seus malucos! – ela disse enfiando a mão na cabeça do Rob e arrepiando o cabelo dele ainda mais.
- Pára, Lizzie! – Rob reclamou.
- Mas, querem saber de uma coisa? – disse Lizzie – Eu sempre achei que tinha um lance estranho entre vocês.
- Sempre achou? – perguntou Rob espantado.
- Hum, hum. – ela confirmou enquanto bebericava a bebida – Vocês se relacionavam diferente de quando era comigo e com a Vicky, eu sentia sempre uma espécie de tensão, uma vibração no ar, sei lá, algo que eu sentia mas não sabia bem o que era. – ela parou de falar e deu um sorriso malicioso – Bem, mas eu fiquei realmente desconfiada quando peguei esse moleque aqui, falando dormindo. – disse apontando pro Rob.
- O que? – disse Rob ficando super vermelho – Como assim?
- Ah, isso já faz tempo! Um dia cheguei de madrugada escondido da mamãe, subi as escadas nas pontas dos pés e quando cheguei no corredor ouvi uma porta se abrindo, entrei correndo no quarto do Rob que era o mais próximo. – ela disse agora rindo – Fiquei ali um tempinho e então vi o Rob dormindo, se remexendo todo no cama, e dizendo: "Vem...Me beija..." – olhei pro Rob que agora estava um pimentão – Até aí tudo bem, pensei que ele estava sonhando com uma garota qualquer, mas então ele completou dizendo: "Me beija, Marina..." – eu e Rob arregalamos os olhos.
- Então, você já sabia de tudo? – Rob perguntou acalmando-se.
- Tudo não, né? – Lizzie respondeu – Mas depois disso comecei a prestar mais atenção em vocês dois e posso dizer que vocês disfarçaram muito bem, principalmente essa menina aqui. – disse apontando pra mim – Até que um dia entrei na sala e vi a Marina olhando pela janela lá pra fora, até aí nada demais, mas quando olhei seu rosto, fiquei curiosa, você resplandescia num sorriso tão bonito, cheguei por trás de você e disse: "O que você esta olhando que te deixa tão feliz?" Olhei e adivinha que eu vejo? – agora era eu quem ficava envergonhada, ela bateu no ombro do Rob e disse – Você, manézão!
Rob olhou pra mim sorrindo e piscou um olho, me fazendo ficar mais vermelha ainda.
- Então, como podem ver, eu já desconfiava que algo rolava mas só não sabia se era um sentimento pra valer ou tes
