Edward Cullen PDV

Eu nunca imaginei que seria tão difícil ficar ao lado de Bella naqueles dias que se passaram. E ainda não conseguia entender como tinha resistido tanto tempo. Tomei mais banho gelado naqueles dias que tomei em todos os anos de minha vida.

Eu estava literalmente subindo pelas paredes e com um caso grave de dor nas minhas bolas, causado pelo tesão reprimido.

Ela me deixava louco.

E parecia nem ter noção disso.

Esses dias todos que se passaram nós nos aproximamos mais, ela vivia me implicando e dizendo que me odiava, mas sabia que era da boca para fora. Ela podia não me amar, como eu a amava, mas sabia que sentia algo por mim.

Sim, eu amava Isabella.

Ela era o que eu tinha de mais importante na minha vida e estava planejando dizer isso a ela, quando fizéssemos um mês de casamento.

Bella era uma bruxa que deveria ter me enfeitiçado com aqueles olhos castanhos, seu jeitinho atrevido, eu a queria demais.

Com certeza tinha feito algo para mim, porque eu só conseguia pensar nela e que ninguém soubesse, mas ela vinha antes na minha vida que a Grand C.

Era tão linda, eu amava cada partezinha dela, inclusive as que eu nem conhecia.

Era torturante dormir ao seu lado, só Anthony sabia que ainda não tínhamos consumado nossa união e ele se divertia às minhas custas.

Não aguentava mais.

Tentava descontar minha frustração treinando, atirando e tomando banhos gelados.

Mas sentia que estava próximo de explodir. Eu tive que correr para o banheiro esta manhã quando a vi só com aquela maldita toalha, tentei me masturbar no banho, porém odiava fazer isso como um maldito adolescente que não conseguia controlar o que sentia.

O dia passou devagar e não conseguia me concentrar em quase nada, apenas pensando nela e no que estava fazendo.

— Chefe, tem visita — um soldado bateu na porta, me despertando dos meus pensamentos, e logo vi James entrando.

Ele usava um terno cinza, seu cabelo preso em um rabo de cavalo, como sempre. Os olhos azui tinham um ar malicioso.

— Chefinho, como está?

— James já não era hora — me levantei e nos cumprimentamos com um aperto de mão. — Daqui a pouco tenho que sair.

— Vou ser rápido, só vim deixar o dinheiro que o governador mandou para você.

Ele tirou de dentro do seu paletó um envelope pardo grosso, eu o abri vendo o maço de notas de cem.

As contei e ele se sentou na cadeira em frente a mesa olhando ao redor.

— Isso paga a primeira parte, espero que a segunda venha logo.

— Não se preocupe, sabe que ele paga tudo certinho.

— É eu sei, por isso nós o ajudamos a conseguir ser reeleito — lembrei-o. — Depois temos que começar a planejar te lançar para deputado.

— É claro, estou ansioso para isso. — deu um sorrisinho.

James deveria seguir carreira política assim como o pai, no futuro iria assumir o lugar do pai no conselho.

Guardei o dinheiro no cofre e escutei uma batida na porta.

— Chefe está na hora — Emmett apareceu falando.

— Bem James, tenho que ir, temos uma entrega para fazer.

— Ah mais é claro. — se levantou — Algo que eu possa ajudar?

— Não, já está tudo certo. — falei.

— Temos que ir agora para sair no horário — Anthony apareceu falando e checando o relógio no pulso.

Eu assenti.

Todos saíram para fora e tranquei minha porta, ela só abriu com minha digital.

Nos despedimos de James e ele foi para o outro lado.

— A encomenda está certa, Emmett?

— Sim, chefe conferi duas vezes, os soldados vão levar no carro da frente.

— Ótimo, nada pode dar errado. Pode ir dirigindo. — joguei a chave do SUV para ele.

— Poxa podia ter deixado para mim — Thony reclamou.

— Ah vamos logo, que quero chegar cedo em casa — entrei e me sentei no banco traseiro.

Emmett e Anthony na frente.

— Alguém te esperando por acaso? — meu irmão perguntou.

— Sabe que sim.

Ele riu.

— Então já conseguiu domar a fera brava da sua mulher?

— Vai se foder e ver se acha uma para você — falei apenas os fazendo rir mais.

Chegamos no ponto de encontro dentro do Trabuco Canyon antes de uma hora.

Um carro preto estava esperando com dois caras do lado de fora.

Eles eram traficantes do México e tínhamos policiais comprados na fronteira para conseguirem passar com a mercadoria. Eram clientes antigos e de confiança, por isso tinha ido pessoalmente entregar tudo.

Emmett saiu do carro com Anthony e percebi eles cumprimentarem os caras, atentos ao redor para ver se não tinha nenhuma armadilha.

Quando deram o sinal saí do carro e os cumprimentei também. O nome deles era Juarez e o outro chamava Ruan.

— Onde está o dinheiro? — perguntei direto ao ponto.

— Onde estão as armas?

Fiz o sinal com o dedo e os quatro soldados saíram do carro, os dois de trás carregando as bolsas pesadas. O motorista abriu o porta mala e puxou uma caixa grande de papelão.

Eles se aproximaram e colocaram tudo no chão.

— Está tudo aí.

Juarez se abaixou abrindo e vendo as munições e conferindo as armas. Ele assentiu para Ruan que abriu a porta traseira do carro e puxou as duas malas com o dinheiro do pagamento.

— Coloquei uma caixa de munição a mais, espero que possamos fazer outro negócio em breve.

— Com certeza,vamos.

— Isso foi tão fácil, saudade de um pouco de ação — Emmett falou quando voltamos para o carro.

— Vamos embora daqui — olhei no relógio, queria chegar cedo em casa e já estava perto de anoitecer.

Tinha uma linda bruxinha para provocar.

Precisávamos ter uma conversa definitiva, pois não aguentava mais.

Ele deu a ré e voltamos pelo caminho de estrada de chão empoeirada. O carro com os traficantes foi para o outro lado.

E o com os nossos soldados ia a frente.

Fizemos uma curva e um carro surgiu vindo de outra trilha. Ele era todo preto e com películas escuras, fiquei alerta o observando.

Ele acelerou passando pela gente.

— Isso está muito estranho, dê a volta — falei para Emmett.

— Também não estou gostando.

Nosso carro com os soldados freou bruscamente.

— Tem um atirador — um deles gritou pelo rádio portátil que tínhamos.

Emmett freou bruscamente e outro carro ficou na nossa cola, de repente vi dois homens de máscaras pretas alvejando nosso carro de tiro.

Praguejei vendo as balas ricochetiarem no vidro, sem parar fazendo barulho, mas a blindagem aguentou bem.

— Eles vão ter que recarregar então vamos atirar— puxei minha arma.

— Esses filhos da puta vão ver só — Anthony falou com raiva e nos preparamos para revidar.

Os tiros pararam, abri a porta e atirei. O carro com nossos guardas atirando também, em movimento, escutei o barulho de uma batida e o primeiro carro que tinha passado pela gente, acertou em uma árvore.

Jacob então tirou a máscara preta e se pendurou na janela do carro que atirava em nós.

Aquele fodido, como ele tinha feito isso?

— Eu vou te matar, Cullen — gritou engatilhando a arma e voltando a atirar eu entrei de novo para dentro do carro.

— Não parem de atirar! — Gritei para Emmett e Anthony.

Peguei no compartimento no chão do carro, uma das granadas.

Esse filho da puta ia morrer de vez.

Não sabia como ele tinha descoberto onde estávamos, mas esse seria o último dia que veria a luz.

Apertei para abrir o teto solar. Teria que agir rápido. Anthony atirava nele e calculei a parte da janela livre para jogar a granada.

Agindo rápido puxei o pino e subi jogando-a.

O motorista do carro dele percebeu o movimento e freou e a granada explodiu do lado de fora sem causar grande impacto. Merda.

Jacob gritou atirando e senti uma dor pontuda me atingir.

Gritei caindo dentro do carro.

— Recuar, recuar — Escutei meu irmão gritando entrando no carro e se virando para mim — Porra, Edward foi atingindo!

O que ele estava falando?

Emmett praguejou voltando para seu lugar e passando a ré do carro.

— Recuar, recuar — Emmett gritou no rádio.

— Não temos que matar ela.

— Você está sangrando calma mano, calma — Anthony pulou pro banco traseiro e pegou um pano pressionando meu machucado.

Porta.

Assim que eu melhorasse aquele filho da puta do Jacob Black ia ver só.

Bella Cullen PDV

Eu estava andando de um lado para o outro nervosa, estava desesperada.

O medo tinha tomado conta de mim.

Eu não podia perdê-lo, não naquele momento que finalmente tinha admitido meus sentimentos. Edward não podia ir sem saber de tudo.

Ele não podia fazer isso comigo. Se fizesse isso iria até o inferno resgatá-lo, apenas para matá-lo depois com minhas próprias mãos por atrever a me deixar.

— Calma, filha — meu pai falou, já tinha ido embora quando soube da notícia e voltou, estávamos todos na sala aguardando ele chegar.

— Isso está errado, ele deveria ir para o hospital — falei ultrajada, ainda sem estar conformada com a decisão de ele não ir.

Carlisle estava com uma expressão calma sentado em uma poltrona. Ele que tinha falado para Edward ir para casa para ser tratado ali e ninguém nem discutiu.

— Ele vai ficar bem, sabe quantos tiros já tomei e estou aqui vivo? — disse para mim.

Eu trinquei meus dentes, o encarando.

Foda-se quantos tiros ele tinha tomado, era do meu marido que estavamos falando.

Fiquei quieta e respirei fundo tentando me acalmar.

Assim que visse Edward, se ele não parecesse bem, eu mesma o levaria nem que fosse arrastado pelos cabelos a um hospital.

E foda-se o que aquele velho ia achar.

— Eles chegaram — um segurança falou e a porta se abriu.

Não consegui me mexer com medo, do que veria.

Edward entrou apoiado em Emmett e Anthony segurava um pano sujo de sangue no ombro direito do irmão.

— Eu já disse que to bem, porra — falou bravo enquanto o colocavam no sofá.

Soltei minha respiração, um pouco aliviada ao ouvir sua voz.

— Fique quieto filho, o doutor Grandy já está chegando — seu pai falou.

Edward praguejou com uma expressão de dor.

— Aquele filho da puta me acertou, bem na hora que fui lançar uma granada no carro dele.

Meu coração se aliviou um pouco ao ver que só seu ombro parecia machucado e o resto do seu corpo estava inteiro. Ele podia não morrer só com isso, certo?

— Ele nos cercaram bem, por um momento, achei que não íamos conseguir sair dali — Emmett comentou, Rose estava ao seu lado. A imagem deles ficou embaçada.

— Uma ova que não íamos, não somos amadores que nem eles. Aquele filho da puta me enganou bem debaixo do nariz. Espero que dessa vez Félix não deixe Jacob escapar.

Minha boca se abriu e a raiva me consumiu ao perceber quem tinha ferido-o. Black. Como isso tinha acontecido? Era tudo culpa minha então?

— Ah querido — Esme se aproximou dele. — Temos que tirar sua blusa e ver a ferida.

— Estou bem, mãe — Edward olhou para ela, mas parou ao ver que eu estava logo atrás, seus olhos indo para mim. Algo deslizou por minha bochecha e percebi que estava chorando.

— Bella… — me chamou e eu não aguentei andando até ele, Anthony saiu e sentei ao seu lado no sofá.

-— Deixa que eu seguro — pressionei o pano em seu ombro, com a outra mão limpei minhas lágrimas.

— Você está chorando? — pareceu surpreso.

— Isso são lágrimas de tristeza por você ainda estar vivo — sussurrei.

Ele riu, mesmo com uma expressão de dor. Meu coração se desmanchou e apertei meus lábios um no outro para não me declarar ali mesmo para ele.

— É claro que são — concordou.

— O médico chegou — o segurança voltou falando.

O médico era alto e careca, usava uma roupa formal e carregava um uma maleta preta.

Ele cumprimentou Carlisle com um aperto de mão e se aproximou do sofá que Edward estava, colocando sua maleta ao lado e a abrindo.

— O que aconteceu?

— Só é um tiro no ombro, nada demais — Edward tentou se mexer, mas apertei o pano com mais força para ele ficar quietinho.

— Vou cortar sua blusa, primeiro — pegou uma tesoura na maleta e cortou o tecido. Depois desinfetou sua mão e colocou luvas descartáveis.

— Pode tirar o pano — disse para mim.

Eu tirei com cuidado, notando o pequeno buraco redondo em seu ombro, sujo de sangue. O médico tocou ao redor e Edward tremeu, coloquei minha mão na dele rápido.

— A bala ficou alojada no músculo, vou precisar tirar.

O médico pegou em sua maleta alguns instrumentos, estavam todos embalados.

— Isso vai arder um pouco.

— Puta que pariu — sua mão apertou com força a minha quando ele jogou um pouco do negócio na ferida dele. — Desculpa — fez menção de soltar minha mão quando viu o que tinha feito.

— Está tudo bem, segure a vontade — falei sem soltar a dele e passei a mão em sua testa que estava um pouco suada.

O médico puxou a bala com facilidade.

— Teve sorte, parece que não pegou em sua clavícula ou algum vaso sanguíneo e está inteira. Mesmo assim, recomendo fazer um raio x ou tomografia depois só para ter certeza que não há nenhum estilhaço. Vou dar uns pontos para curar mais rápido, então nada de mexer esse braço até cicatrizar, tenho uma tipóia no carro, vai ficar boa em você. Vou colocar um curativo para proteger os pontos, ele pode molhar então não se preocupe com isso. Vou passar uma pomada para não ficar uma cicatriz e anti inflamatórios. Em umas três semanas deve estar bom para tudo.

— Porra — Edward não pareceu contente, tentando se mexer.

— Tenho uma pomada anestésica que vai ajudar um pouco, para não doer enquanto eu costuro. O fio que tenho não é absorvível, vai precisar ir depois tirar, se não caírem sozinhos.

— Pode apertar minha mão se doer demais. — Coloquei minha outra mão por cima da dele.

Edward bufou, mas ficou quieto enquanto era costurado. Em seguida, o médico colocou um curativo.

— Tenho que voltar para o escritório e…

— E nada, você vai ficar e descansar, deixa que eu tomo conta de tudo. — Carlisle falou.

— Mas pai armaram para mim. Ele queria me matar.

Apertei a mão de Edward.

— Nós sabemos, mas agora você precisa descansar.

Ele bufou parecendo não gostar disso. Eu também não gostei. Precisávamos achar Jacob e o matar de uma vez.

— Escute seu pai, filho. Eu te ajudo a ir para o quarto.

— Eu posso ajudar — fiquei em pé.

— Eu posso ir sozinho — reclamou, mas mesmo assim passei o braço em sua cintura enquanto subia para o quarto, sua pele estava quente.

Subimos as escadas devagar.

Nós entramos no quarto e coloquei Edward sentado na cama.

— O que aconteceu?

— Nós estávamos voltando de uma entrega, fomos cercados por dois carros de Jacob e começaram a atirar, tivemos sorte da blindagem ser bem resistente. Não tenho ideia de como eles sabiam disso, estamos atrás dele há semanas e nenhuma informação e agora ele nos descobriu assim.

Eu arfei.

— Alguém deve ter falado.

— Sim, mas não tenho ideia de quem poderia ter contato com Jacob.

— Você matou ele?

— Foi ele que me acertou. Eu joguei uma granada, mas o carro conseguiu desviar.

— Merda.

— Ainda vou matar esse desgraçado.

— Eu sinto muito — lágrimas voltaram aos meus olhos. — Isso é tudo culpa minha.

— É claro que não!

— É sim, Jacob está fazendo isso por minha causa e…

— Não, Bella. Nós já não nos dávamos bem, muito antes disso. Sem falar que acabamos com a família dele, é claro que quer vingança.

— Mas ele te atingiu, ele poderia ter matado você. — funguei.

— Eu sei me defender.

Eu o abracei deitando minha cabeça no seu ombro que não estava machucado. Escutei o som do seu coração e isso me acalmou.

Batia forte em seu peito.

— Você se importa comigo agora?

— Você sabe que sim — admiti, enfim, soltando-o. — Sou nova demais para ser viúva.

Edward riu.

Ele era tão lindo.

Como eu podia resistir a isso?

E não falava só da beleza que ele tinha por fora, mas da beleza que eu podia sentir dentro dele também.

Edward e Jacob eram completamente diferentes um do outro.

Edward podia já ter matado pessoas, ameaçado, porém eu entendia como para ele seguir a Grand C era importante.

Jacob, ao contrário, agia só pensando em si próprio e fazia mal às pessoas porque gostava disso.

— Por que não usou o colete? Deveria estar com um. Você não pode ficar sem.

— É, eu sei, mas foi tudo tão rápido.

— Pois daqui para frente é para usar direto, pelo menos até pegar esse infeliz do Black.

Ele sorriu, seus olhos verdes brilhando.

— Sim, senhora. Agora acho que preciso de um banho.

— Vou te ajudar.

— Não precisa, dar para tomar sozinho.

— Tem certeza?

— Sim.

Ele se levantou e foi em direção ao banheiro, mas parou dentro e se virou para mim.

— Pode abrir só minha calça? Não quero mexer a mão e doer.

— É claro.

Engoli em seco e assenti andando até ele.

Com cuidado levei as mãos à frente da calça puxando um pouco. Abri o botão com as duas mãos e desci o zíper, vendo um pouco da sua cueca boxer preta.

— Obrigado — Edward pareceu estar com a respiração presa.

— De nada — levantei meu rosto e fiquei surpresa por estar tão próximo. Edward ergueu seu braço bom e colocou no meu rosto fazendo carinho, involuntariamente a ponta da minha língua espreitou para fora umedecendo meus lábios.

Os olhos dele queimaram e jurei que me beijaria, porém se afastou de mim e fechou a porta do banheiro.

Eu coloquei a mão no peito, meu coração batia como um louco.

Fiquei com a mão no peito por alguns minutos, reorganizando os pensamentos. Aquele tinha sido um dia intenso. Escutei uma batida na porta e a abri.

— Aqui querida a tipóia — Esme falou. — E os remédios.

— Obrigada.

— Onde ele está?

— No banho.

— Ótimo, qualquer coisa é só me chamar.

— Obrigada Esme, mas posso tomar conta dele.

— É claro — sorriu e saiu.

Fechei a porta e coloquei a tipóia na cama.

Meu celular tocou e estranhei ao ver um número não identificado.

— Alô? — atendi desconfiada.

— Oi, meu amor.

Eu arfei.

— Jacob, o que você quer? Como conseguiu meu número?

— Diga para seu maridinho ficar longe, ele teve sorte hoje. Mas foi só um aviso.

— Sorte? Você tentou matá-lo — falei com raiva.

Jacob riu.

— Ele tentou me matar primeiro quando mandou que me dessem uma surra.

— O que? — arfei.

— Ah ele não te contou? Passei dois dias no hospital, antes de conseguir fugir. Sem falar que ele matou meu pai e vai pagar por isso.

Balancei a cabeça, só de escutar a voz dele sentia nojo e vontade de vomitar, só em pensar que um dia gostei dele.

— Você me traiu Jacob. Você quebrou meu coração, me deixe em paz, me escutou? Deixe Edward em paz também. Se não, você é que vai morrer — ameacei com a voz mais alta.

— Não vai dizer que se apaixonou por esse otário, Bella.

— Isso não é da sua conta.

— Filha da puta, comigo ficava se fazendo santinha sem deixar eu te comer e em um mês já tá dando para ele. Pois você é minha, me escutou? Eu vou te pegar de volta, quando menos esperar e te comer com força até você implorar por mais. Você vai viver com medo de mim e vai pagar por tudo isso. Vou usar e abusar de você do jeito que...

O telefone foi arrancado de minhas mãos, eu estava congelada.

— Seu filho da puta, como se atreve a ligar para minha mulher? — Edward perguntou com raiva.

— Nunca, Bella é minha esposa, entenda isso de uma vez. Eu vou te destruir assim como matei seu papai fodido — Edward brandou com força e desligou o celular.

Ele estava só de toalha, o corpo todo molhado e o cheiro do seu sabonete era forte. Seu outro braço parado.

— Como ele te ligou? Você ainda fala com ele? — se virou para mim possesso.

— Não é claro que não, eu nunca mais falei com ele desde que o vi me traindo. Eu não sei como ele conseguiu.

Edward respirou fundo se acalmando.

— Nunca mais atenda uma chamada de um número que não for conhecido me entendeu. Vamos trocar esse número depois.

Apenas assenti.

Edward caminhou para dentro do closet, eu o segui.

— Você mandou que batesse nele?

— Sim. Ele quebrou seu coração, tinha que pagar de alguma forma. Deveria ter mandado era que o matasse.

Eu sorri sentindo uma estranha satisfação.

— Obrigada.

Edward pareceu surpreso e pegou uma bermuda para vestir.

Ele se virou de costas e para minha total surpresa puxou a toalha para baixo e vestiu a peça de roupa só com uma mão puxando o elástico ao redor.

Eu arfei chocada, vendo-o completamente nu, estava na frente de um espelho e pude notar suas costas largas e a sua bunda também aquele V que descia entre suas pernas, porém foi rápido demais.

Nunca tinha imaginado que um bumbum podia ser tão atraente. Ele tinha uma pintinha bem em cima, perto do seu cóccix.

— Você… você não vai colocar uma cueca?

— Para que?

— Você não pode dormir assim ao meu lado.

Ele riu.

— Bella eu já durmo assim todas as noites.

Minha boca se abriu.

Eu nunca tinha imaginado. Isso era.. isso era.

Por que estava tão quente de repente?

— É melhor colocar isso logo — peguei a tipóia e o ajudei a colocar.

Ele não falou mais nada.

Eu fui para meu lado do closet e peguei meu pijama. Era uma blusa folgada e um shortinho, nada sexy.

Caminhei até o banheiro e me tranquei. Coloquei a mão no peito e respirei fundo.

Quando saí Edward já estava deitado na cama, um pouco sentado de olhos fechados. Mas abriu os olhos quando me deitei ao seu lado.

— Você quer comer algo?

— Estou bem, o remédio está fazendo efeito. Só quero dormir.

— Então durma, eu vou está aqui cuidando de você, qualquer coisa é só me chamar — deslizei minha mão por seu braço até segurar sua mão.

Ele olhou para nossas mãos juntas, mas só fechou os olhos.

Eu fiquei ali olhando ele dormir.

Ele roncou baixinho e sorri, me inclinei e passei a mão em seu cabelo com carinho.

Eu sabia que tinha que fazer algo.

Era incrível como o amor podia levar ao ódio.

Jacob tinha tentado matar Edward e não podia sair impune disso.

Me levantei da cama com cuidado e ele nem se mexeu.

Calcei minha sandália e saí do quarto, a casa estava silenciosa e torci para ele está ali.

Subi as escadas, o quarto de Anthony era o único que ficava no terceiro andar.

Bati na porta, suavemente.

Anthony abriu a porta do seu quarto. Ele estava com o cabelo molhado e usava só uma bermuda também.

Era incrível como os dois se pareciam em tudo.

— Bella?

— Eu posso entrar?

— É claro, o que aconteceu?

Entrei em seu quarto, eera bem diferente. As paredes eram pintadas de uma cor mais forte e era bagunçado, com roupas espalhadas e calçados, o tamanho era bem menor também.

— Quero que você mate Jacob Black. — falei sem rodeios.

— O que?

— Você tem que matá-lo Anthony.

— Bella não posso fazer isso.

— E por que não? Ele tentou matar seu irmão. Vai deixar isso barato assim? Você disse que se eu precisasse de você eu podia contar.

— Bella…

— Não quero saber, não estou te pedindo isso como cunhada, estou te pedindo isso como a esposa do futuro Grand Chefão — fui séria.

Ele me encarou e endireitou os ombros.

— É claro, o que quiser minha senhora — concordou.

Eu assenti e saí do quarto.

Edward ainda estava dormindo quando voltei.

Deitei ao lado que não estava machucado e sem resistir o abracei, deitando a cabeça em seu peito com cuidado e ouvi seu coração bater.

Vivo, ele estava vivo.

E só isso importava naquele momento.


Nota da Autora:

Ed dodoi e a enfermeira Bella vai entrar em ação hahaha

O que acharam do capítulo?

Esse Jacob não vale nada né, espero que tenham gostado e comentem muuuuito

O próximo só vai vim na sexta que vem, preciso terminar de escrever ele, mas adianto que vai tá do jeito que vocês gostam, pura açúcar com beijinhos e carinhos hahahaha

Então aguardem ;)

E não esquecam de comentar

Beeeijos