Cap. 3

Harry mal havia conseguido dormir aquela noite. Hagrid o distraíra enquanto estavam na casa dele, mas ao saírem de lá, o menino avistou o campo de quadribol e tudo lhe voltou a cabeça. Ainda não tinha vontade de sair e ver as pessoas, assim, esperou até que o horário do café da manhã estivesse quase terminado antes de se levantar.

Foi até a cama de Rony para chamá-lo, mas ela parecia estar envolta por feitiços de som. Pegou sua varinha, desfazendo o feitiço e chamando o amigo. Para sua completa surpresa, constatou, pelos barulhos, que ele não estava sozinho.

- Hermione? O que você está fazendo ai? – indagou. Os olhos se arregalaram ao notar que a poção já estava fazendo efeito.

- Er... Ah, eu vim ficar com meu namorado. Dar apoio para ele antes do grande jogo. – não podia ver seu rosto, já que as cortinas permaneciam fechadas, mas tinha certeza de que ela estava envergonhada. Ouviu o ruivo rir baixo e o barulho de um tapa em seguida.

- Vão logo se arrumar, já está quase na hora do jogo e não podemos nos atrasar de jeito nenhum. – dito isso, foi se vestir.

Vinte minutos depois os três chegaram ao salão principal para tomar o café da manhã. Não havia mais quase ninguém no local quando eles se sentaram e começaram a comer. Também não demoraram muito para limparem os pratos. Faltava só meia hora para o jogo quando Ginny entrou correndo no salão. Vinha na direção deles, ofegante, vestindo seu uniforme e com o rosto completamente vermelho.

- Harry! Ronald! – exclamou, tirando o cabelo do rosto e respirando fundo. – Andem logo! O time já está pronto, faltam só vocês dois!

- Dormimos demais. – disse seu irmão, levantando um pouco os ombros. O moreno evitava olhar para ela enquanto se levantavam e iam na direção do campo. Despediram-se de Hermione na porta do vestiário, correndo para porem os uniformes.

Chovia fraco quando os jogadores entraram em campo. Madame Hooch chamou os capitães para o meio do campo, falando que queria um jogo limpo. Potter e Malfoy apertaram as mãos. O moreno não teve coragem de olhar para o outro e o aperto durou mais tempo do que ele julgaria necessário, assim, puxou sua mão bruscamente.

Subiram todos em suas respectivas vassouras e o começo do jogo foi apitado. Harry mantinha a maior distância possível do outro apanhador, evitando ao máximo encará-lo. Por isso não pode ver o olhar lascivo que o loiro lhe lançava.

Por outro lado, era praticamente impossível para Draco se concentrar no jogo com o enorme tesão que sentia pelo outro. Era como se, pela primeira vez, conseguisse vê-lo plenamente. Olhava cada músculo do outro, notando como era proporcional e bem esculpido. Não era grande e fortão, mas seu corpo, sem dúvida, era muito bonito.

Enquanto apertava sua mão, pode sentir a textura de sua pele. Não era excessivamente macia e delicada como a das meninas, mas também estava longe de ser áspera. Era agradável ao toque e, ao contrário de sua própria pele, não aparentava fragilidade. Talvez por ser mais grossa e bem mais escura.

Também pode observar seu rosto mais de perto, embora o outro não o encarasse. Os olhos verdes, tão brilhantes, que sempre atraíam toda a atenção para si. Porém, o loiro tinha se concentrado em outra parte de seu rosto.

As outras pessoas não costumavam reparar na boca do outro. Mas ele reparara. E a achara bastante convidativa. Tinha o tamanho perfeito, nem muito carnuda, nem muito fina, avermelhada na medida certa. Devia ser muito macia. Tinha consciência de que uma voz no fundo de seu cérebro lhe dizia que aquilo era absurdo e que se tratava de Potter, o inimigo número um. Contanto, era impossível parar de pensar em sua boca e em seu corpo. Precisava dele, agora.

Virara sua vassoura na direção do moreno na hora exata em que o pomo passava por sua frente. Seu corpo agiu automaticamente, fazendo-o voar em alta velocidade na direção da pequena bolinha dourada, coincidentemente, para onde o outro estava.

Harry virou o rosto a tempo de ver o loiro vindo para onde ele se encontrava. Por um breve momento, sentiu seu corpo congelar na posição em que estava – achava que seria atacado ali mesmo – um vislumbre da bolinha o fez descongelar e começar a persegui-la. A adrenalina do jogo o fez esquecer de Malfoy e da poção. Para seu azar, – ou sorte – o pomo saiu do campo, voando veloz para um local cada vez mais distante.

Na empolgação de pegá-lo, o moreno acabou batendo com sua vassoura na do outro, que se desequilibrou e caiu, segurando-se com apenas uma mão. Por mais que o outro parecesse assustado e inofensivo, o outro precisou de alguns segundos antes de decidir salvá-lo. Foi com sua vassoura até ele, que sentou atrás de si, segurando sua cintura. Por mais que não quisesse, o peso o obrigou a pousar em uma clareira na floresta proibida, para seu desespero.

- Pelo menos não estamos muito distantes do colégio. – falou, virando-se para encarar o loiro. Foi surpreendido pela expressão de desejo do outro e, antes que tivesse tempo para se defender, cordas saltaram da varinha do outro e o prenderam a uma árvore pelos pulsos. Tentava se soltar sem nenhum sucesso, debatendo-se violentamente.

Draco andava em sua direção, observando o contrair e relaxar de seus músculos enquanto se agitava. Ajoelhou-se entre suas pernas, lançando um feitiço para que ficassem paradas. Arranhava-as suavemente. Passou um dedo pelo botão da calça, abrindo-o.

Desceu o zíper, acariciando o volume que aumentava contra a vontade de seu dono. Este mordia o lábio inferior, reprimindo qualquer som de prazer que tentasse sair. Usava toda a concentração que lhe restara para tentar fazer seu volume diminuir.

- Para com isso agora, Malfoy! – falou baixo, ofegando.

- Não estrague meu momento de prazer, Potty. – disse, sem tirar os olhos do corpo do outro. – Qual o grande problema nisso? É sexo. Você agora é uma garotinha pura e virgem?

- Eu... Er... Não sou uma garotinha, mas sim... Sou virgem e pretendo sair daqui assim. – falou, tentando manter a voz estável. O outro o analisou por alguns instantes, sem parar a mão, que permanecia friccionando-o.

- Interessante. – disse, sorrindo maliciosamente. – Isso quer dizer que vou ser o seu primeiro caso amoroso?

- Amoroso? – a palavra saiu junto com um pequeno gemido. – Seria no máximo sexual. – surpreendeu-se com as próprias palavras.

Malfoy deu uma risada baixa, voltando sua atenção novamente para o membro do outro. Tirou-o de dentro da cueca, sentindo-se extremamente excitado. Deslizou sua língua pela glande rosada do moreno, fazendo com que ele prendesse a respiração.

- Você vai se arrepender depois disso. – não soava como uma ameaça. – Eu e você não queremos fazer isso, a gente se odeia! Além disso, somos dois homens.

- E daí? É sexo, só sexo. E o ódio é um afrodisíaco. – falava como se fosse algo banal. Colocou o pênis do outro na boca, impedindo-o de continuar a conversa. Começou a chupá-lo com voracidade, fazendo movimentos rápidos.

Passava a língua repetidas vezes por sua glande, fazendo com que o outro soltasse alguns gemidos baixos. Suas mãos iam desde a virilha até as coxas do parceiro, enquanto aumentava e diminuía a intensidade das chupadas. Vez ou outra botava um dedo na entrada de seu orifício, acariciando-o devagar.

Continuou chupando-o, enquanto passava as mãos por suas coxas e bunda. Subiu-as por seu abdome, reparando que o outro havia fechado os olhos e segurava as cordas com força. Não agüentou o desejo de beijá-lo, fazendo-o ao ver seus lábios entreabertos.

Enquanto o beijava, tirou sua própria calça e cueca, libertando sua ereção. Com muito esforço, pegou um potinho com lubrificante do bolso de sua calça, espalhando-o por seu ânus e pelo membro do outro. Respirou fundo antes de levantar os quadris, sem desgrudar suas bocas, ajeitando-se sobre o membro do outro. Começou a descer, devagar, esperando se acostumar enquanto o fazia.

Começou a se movimentar, descendo cada vez mais rápido. Apoiou uma das mãos no peito do moreno, pondo a outra em seu próprio pênis. Acariciava-o, fazendo com que a dor se transformasse em prazer. Terminou de descer, ficando parado por alguns segundos antes de voltar a rebolar sobre o outro. Masturbava-se no mesmo ritmo, jogando a cabeça para trás enquanto gemia junto com o outro.

Harry sentia um pouco de sangue quente escorrendo por suas palmas, de tanto apertar as cordas, mas ao invés de dor, sentia ainda mais prazer. Surpreendera-se ao ter o outro sentado sobre si. Achava que o loiro o penetraria e não o contrário. Agora que acontecia, não conseguia entender porque havia sentido tanto medo. Era tudo tão bom, tão prazeroso. Até mesmo estar amarrado. Para sua completa surpresa, ele havia adorado ser dominado.

Claro que ainda odiava Draco Malfoy e era odiado por ele. Só não tinha racionalidade suficiente para pensar naquilo no momento. Talvez o ódio mútuo e o perigo da situação fossem o que a deixava tão excitante. Potter realmente adorava o perigo.

O moreno jogava os quadris para cima, sentindo a próstata do outro batendo na sua glande. O outro inclinou um pouco o corpo, unindo seus lábios em um beijo meio selvagem e urgente. Seus joelhos, assim como as costas do outro, ardiam sobre os galhos secos que cobriam o chão. O pescoço do moreno também ardera quando o outro lhe deu uma mordida no local.

O loiro chupou-o em seguida, distribuindo vários chupões pelo pescoço e ombros do outro, que mordia os lábios com excessiva força. Não tinha dúvidas de que sairia dali cheio de marcas. Segurava-se para não gozar ainda, mas era difícil com o outro rebolando sobre si.

Draco sentia o pênis do outro pulsando dentro dele, o que o fazia ir mais rápido ainda. Apertava o próprio membro com demasiada força, mordendo os lábios enquanto apertava os olhos. Não demorou muito para sentir um liquido quente e gosmento subindo por seu ânus e começando a escorrer logo em seguida, enquanto o outro relaxava abaixo de si. Beijou-o mais calmamente, sentindo o próprio orgasmo.

Lentamente, o loiro levantou os quadris, tirando o membro do outro de si. Esticou-se para pegar sua varinha, limpando a ambos. Deitou-se novamente sobre o outro, beijando-o lentamente. Passava as mãos por seu peito e, como ele correspondia, libertou seus pulsos das cordas, tendo a cintura firmemente segura por seus braços.

Num movimento ágil, o moreno os virou, fazendo com que o outro ficasse deitado sobre suas roupas. Beijavam-se muito mais rápido e com mais desejo. As pernas do loiro envolveram a cintura do outro, tornando mais fácil o acesso ao seu orifício. Ambos já estavam completamente excitados quando os movimentos de vai e volta recomeçaram.

Algum tempo depois, os dois já limpos, terminavam de se vestir em silêncio. Harry pegava a varinha e sua vassoura, enquanto Draco se ocupava de tirar folhas secas do cabelo. Já tinham conseguido esconder as marcas de chupões e mordidas do pescoço do moreno e preparavam-se para procurar o caminho de volta para o castelo.

- Já está escurecendo, é melhor irmos logo, Malfoy. – disse, sem encarar o outro. Apesar de ter sido bom, ainda era estranho e, agora que podia pensar com clareza, meio inaceitável. Pretendia esquecer tudo aquilo, se possível.

- Potter, isso não vai acontecer novamente. – sua voz soava um pouco constrangida. Ambos estavam constrangidos, afinal, não aceitavam totalmente o que tinham feito. – não faço idéia de como ou porque fizemos isso, mas não vai se repetir e ninguém deve ficar sabendo. Você tem noção de que podemos morrer se as pessoas erradas souberem disso, não é? – encararam-se pela primeira vez depois do que houve. Não havia sarcasmo nas palavras do loiro. Muito menos em seus olhos, que brilhavam urgentes.

- É claro que eu tenho. – respondeu, meio desconcertado. – não precisa se preocupar, ninguém vai saber de nada, nunca. Por mais que eu pudesse te acusar de estupro.

- Também não é assim. Você bem que gostou e até fez de novo depois que eu te soltei. Por vontade própria. – rebateu. Um sorrisinho se formara no canto da boca. – não tente negar que você quis. Eu sei que sou irresistível.

- Não precisa exagerar, Malfoy. Eu só... Empolgay-me um pouco. – disse, corando violentamente. O outro se aproximou dele, lambendo os lábios. O moreno engoliu em seco, já via aquele brilho de desejo voltar com força aos olhos do outro, que o puxou pela camisa. Tinham acabado de falar que não fariam de novo e já estavam se contradizendo.

O loiro uniu seus lábios, mordiscando o inferior de Harry, que pôs seus braços ao redor de sua cintura, puxando-o mais para perto. Enroscaram suas línguas, movimentando-as em sincronia. As mãos arranhavam e passeavam pelas costas um do outro, unindo seus corpos o máximo que conseguiam. Só se separaram quando a necessidade de ar foi mais forte que o desejo, o que demorou um pouco.

- A gente realmente precisa ir agora. – o moreno disse, soltando-se do outro e começando a andar. – lumus. – murmurou, pondo a varinha a sua frente e a vassoura nos ombros. Sabia o que aconteceria se não saíssem dali. O outro o seguiu, frustrado de não ter conseguido mais uma rodada de sexo e completamente confuso com tudo.

Menines, primeira cena de sexo dos dois... Espero que tenham curtido –S

Deixem reviews, não vai fazer a mão de ninguém cair e me estimula a continuar postando e, acreditem, to precisando de estímulos...

Beijos e até o próximo capítulo õ/