Cap. 4
- Deveríamos avisar a alguém que já voltamos e que estamos vivos. Acho que notaram nossa ausência. – Harry disse ao que o outro assentiu. – A sala da Mcgonnagal é a mais próxima daqui.
- À sala dela. – respondeu. Seguiu o outro até lá, batendo na porta e entrando em seguida. A professora, que estava sentada em sua cadeira, deu um pulo, levantando-se e indo na direção dos dois.
- Sentem-se e não saiam daqui. Eu volto em um instante. – disse, deixando-os sozinhos na sala. Entreolharam-se, sentando nas cadeiras que ela havia indicado. Demorou uns dez minutos para que ela voltasse e, para desgosto do moreno, o fez acompanhada por Snape.
- Os senhores poderiam nos dar a honra de saber onde estavam até o presente momento? – Indagou com a costumeira voz arrastada e perigosa. A expressão não mostrava nada, nem ao menos preocupação pela ausência prolongada dos dois.
- Nós nos perdemos. – respondeu Potter, desviando o olhar do loiro para encarar o detestado professor. Jamais lhe contaria a verdade.
- Se perderam! – o homem enfatizou, desdenhando. – E demoraram para achar o nosso pequeno castelo porque pararam no caminho para colher amoras?
- Não, demoramos porque paramos para descansar. – Os professores viraram para o loira, que falava pela primeira vez. – O pomo foi para longe, eu caí da vassoura, Potter me pegou e descemos numa clareira no meio da floresta proibida. Vou precisar de uma vassoura nova. – concluiu, sem demonstrar emoção alguma em sua voz ou expressão. – Podemos ir dormir agora ou ainda querem mais detalhes?
- Não, estamos satisfeitos, podem ir. – Minerva disse, esfregando as mãos. – Acho que gostariam de saber que o jogo foi adiado. Quando a nova data for decidida, comunicarei a ambos. Vão direto para os dormitórios, já passou da hora de dormir.
Os dois saíram, caminhando juntos por uma parte do caminho. Foram até as escadas, despedindo-se com um aceno de cabeça. Harry subiu correndo as escadas para seu salão comunal, correndo mais ainda para chegar ao dormitório. Não pretendia contar nada a ninguém, por isso se trancou em um dos banheiros, tentando pensar claramente.
Tirou as roupas devagar, as terminações nervosas do corpo todo ainda pareciam estar em chamas. Ligou a água gelada, entrando debaixo dela e fechando os olhos. Involuntariamente seus pensamentos voaram até o que havia acontecido naquela tarde e, antes que pudesse se conter, já estava ereto.
Teve que se aliviar ali mesmo com uma das mãos. E, pior de tudo, pensando no maldito-Malfoy-que-vivia-para-lhe-fuder, literalmente. Se aquele desgraçado não o tivesse agarrado no meio da floresta, nada daquilo teria acontecido e ele estaria só tomando mais um banho.
Porém, não conseguia ficar completamente irritado com o outro. Por mais que o odiasse, a experiência havia sido tão prazerosa que a raiva parecia sair de seu corpo junto com o liquido que acabara de expelir. Tinha, finalmente, perdido sua virgindade e aquilo o fazia sentir-se como um novo homem.
Terminou seu banho, demorando mais do que costumava para se secar e vestir uma calça de dormir. Saiu do banheiro, jogando-se na cama sem nem ao menos tirar os óculos e fechando a cortina. Não conseguiria encarar os amigos e agir normalmente depois do que tinha acontecido durante o dia.
Em seu dormitório de monitor, Malfoy delirava com as lembranças daquela tarde. Fantasiava com o que poderiam ter feito na terceira rodada de sexo, falando palavras desconexas ao masturbar-se. Aquilo não era o suficiente, ele precisava de mais. Precisava do corpo do outro colado ao seu.
Queria mais uma vez o sexo do jeito que fizera com Potter. Sobre os gravetos, no chão da floresta, cheio de mordidas, arranhões e chupões. E também aquelas carícias mais rudes, os beijos cheios de desejo. Aquilo o estava enlouquecendo. Não conseguia mais ficar deitado, sozinho, mesmo depois de já ter atingido o orgasmo.
Levantou-se sem ter a menor idéia de para onde iria. Não sabia onde era o salão comunal Grifinório e, mesmo se soubesse, duvidava de que conseguiria entrar. Saiu andando sem rumo certo pelo castelo. Suas pernas pareciam levá-lo sem precisarem de comandos. Quando se deu conta de que estava parado, uma porta surgiu na sua frente. Era a sala precisa, tinha certeza. Já estivera ali tantas vezes naquele ano que seus pés haviam gravado o caminho. Desejava um lugar para ficar com Potter e a sala lhe atendeu perfeitamente. Agora só faltava o próprio Potter.
Deitou na cama que estava no meio da sala, fechando os olhos e desejando com todas as suas forças que o outro estivesse ali com ele. Sabia que só desejar não seria suficiente. Concentrou-se em pensar num modo de fazê-lo ir até lá. Uma idéia lhe veio à cabeça. Não tinha certeza se funcionaria, mas não perderia nada tentando. Visualizou aquilo que desejava, movendo a varinha enquanto murmurava: "accio óculos".
Demorou alguns minutos, mas o óculos de Harry entrou flutuando na sala, seguido pelo próprio, suado e sem camisa. Draco segurou o objeto, encarando seu dono com um sorriso nos lábios. Mantinha o mesmo olhar de desejo selvagem da floresta, mas o outro parecia não enxergar direito, assim não entendia o que estava acontecendo ou onde estava.
O loiro se levantou, pondo os óculos no rosto do outro com uma das mãos, fechando a porta e puxando-o pela cintura com a outra. Antes que ele tivesse tempo de protestar, uniu seus lábios, beijando-o com certa violência. O moreno não teve tempo nem de pensar, já estava sobre a cama com o outro em cima dele. O sonserino começava a se sentir concupiscente. Arrancou sua camisa, roçando o peito nu no do outro enquanto o beijava.
Uma de suas mãos foi até o volume crescente sob a calça do pijama do outro, apertando-o. Potter soltou um ofego, arranhando as costas do outro enquanto mordia seu lábio inferior. As mãos foram até a barra de sua calça, descendo-a o máximo que conseguiu. Malfoy desceu o que faltou, chutando a calça para um canto. Esfregou a própria ereção na do outro, puxando-o para cima pela cintura.
Beijavam-se num ritmo alucinante, trocando mordidas e arranhões. Não ligavam para a falta de ar, tomando fôlego nos pequenos espaços em que suas bocas se separavam. O loiro levou seus lábio até o peito do outro, distribuindo vários beijos e mordidinhas pelo local, ao que seu companheiro fechava os olhos, ofegando baixo. Enquanto o fazia, tirou a calça e a cueca do moreno, descendo a boca pela barriga do outro, chegando até sua virilha. Mordiscou-a, passando a língua pela base de seu pênis em seguida.
Harry pôs as mãos no cabelo do outro, acompanhando os movimentos de sua cabeça. Pôs a glande rosada na boca, sentindo seus cabelos sendo levemente puxados. Começou a sugá-lo, passando a língua pela cabeça lentamente. Uma de suas mãos deslizava pela base do pênis, enquanto a outra arranhava o peito do companheiro.
Draco ainda não queria que o outro gozasse. Queria sentir o liquido quente dentro de si e tinha pressa nisso. Levantou-se, engatinhando para cima do outro. Num movimento rápido, sentou-se sobre ele, fazendo com que o membro do moreno entrasse todo de uma vez em seu orifício. Soltou um gemido de êxtase, segurando as mãos do outro em sua cintura.
Apoiou as mãos no peito do outro, começando a cavalgar lentamente sobre ele ao mesmo tempo em que unia seus lábios num beijo rápido. As unhas de Potter entravam na pele fina de sua cintura, machucando-o, ao que ele arranhava com força seu peito. Levou uma das mãos ao próprio pênis, masturbando-o no mesmo ritmo em que cavalgava, cada vez mais rápido. Recusava-se a fechar os olhos, observando o rosto do outro.
O loiro sentia cada vez mais prazer, só de olhar a expressão do moreno, que mordia os lábios, soltando seu nome em gemidos baixos, os olhos completamente cerrados. Mesmo naquela hora, com outro homem sentado sobre seu membro, seu rosto ainda tinha uma masculinidade e beleza clássicas. Não era delicado ou afeminado, era a face de um homem. Era o primeiro que o via naquela situação, o primeiro que lhe dava aquele tipo de prazer e isso era a parte mais excitante.
Passou as mãos pelo peito do outro lentamente, abaixando o corpo para mordiscar seu lóbulo. Deslizou a boca por trás de sua orelha, descendo-a por seu pescoço até o ombro, mordendo-o e chupando-o. O outro gemia perto de seu ouvido, apertando sua cintura e puxando-o com força sobre seu pau. Levantou-o, projetando a cintura para cima, tocando sua próstata com força. O loiro apertou os olhos, soltando um gemido alto ao sentir a glande dele tocando seu órgão com tanta força. Apertava o próprio membro com demasiada vontade, pondo o dedão sobre a abertura de seu pênis e pressionando-a.
Sentia o outro pulsar e sabia que ambos em breve se derramariam. Os pré-gozos já haviam lambuzado sua mão e seu orifício, ao que ele uniu seus lábios, aproveitando o momento do coito para beija-lo, começando agressivamente e, enquanto gozavam, ficando mais calmo. Ofegavam um contra a boca do outro, relaxando os corpos enquanto suas línguas se tocavam suavemente.
Sem desgrudar sua boca da do outro, Draco levantou os quadris, tirando o pênis de dentro de si. Deitou o corpo suado e quente sobre o do outro, sentindo seu calor e aroma misturando-se aos seus próprios. Demoraram-se naquele beijo, as mãos deslizando pela barriga e costas um do outro, sem pressa.
Não queriam sair dali naquele momento, não queriam lembrar quem eram. Mas precisaram. A noite avançava rapidamente, se transformando em manhã e teriam que explicar a ausência em seus dormitórios, o que poderia ser uma tarefa difícil, já que também haviam desaparecido do jogo no dia anterior.
As pessoas começariam a suspeitar dos sumiços dos dois e criariam historias mirabolantes. Talvez nada próximo da verdade, nada sexual, mas ainda assim, boatos que trariam problemas. Contra sua vontade, Malfoy levantou de cima do outro, dando-lhe um selinho antes de pegar suas roupas no chão e começar a vesti-las. O outro fez o mesmo, observando-o enquanto o fazia.
- Achei que isso não ia mais acontecer. – Potter disse, ajeitando os óculos em seu rosto, já com a calça. Olhava o próprio peito, todo arranhado, pensando no que os meninos diriam quando chegasse daquele jeito ao dormitório.
- E não ia. Não tenho idéia do que me fez agir dessa maneira e não tenho certeza se isso já acabou ou se vou fazer de novo. – o loiro respondeu, passando as mãos pelo cabelo para arrumá-lo. Pegou a camisa de seu pijama, vestindo-a. Pelo menos ninguém veria as marcas em sua cintura. – mas temos que tomar cuidado se isso acontecer novamente.
- Sim, temos. Ninguém pode saber que sequer ficamos juntos por algum tempo. – respondeu, andando até o outro, que estava mais próximo da porta.
- Melhor voltarmos aos nossos dormitórios. Antes que notem nossa falta. – concluiu, olhando para o moreno pelo canto do olho. Puxou-o pela nuca, beijando-lhe os lábios mais uma vez antes de sair pelos corredores em direção a seu salão comunal, assim como o outro.
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bjsmil
