Jared fechou o laptop quando sentiu os olhos e a cabeça cansados de ter que pensar na mesma coisa. Era frustrante, ia dar errado, aquilo não ia funcionar. Ele recostou-se na cadeira, fechando os olhos. A noite já havia caído lá fora, quando ele olhou pela janela do escritório de Jensen.
Jensen. Ele pensou no loiro e de repente se perguntou onde ele havia passado a tarde. Será que estava com alguém? Com Chad talvez. Isso, com certeza era com Chad. Jared agora tentava entender o que Jensen via no loiro. Não que Jared fosse de achar homens bonitos, mas Chad realmente não tinha nenhum atrativo. Era magro demais, alto demais, era desproporcional o tamanho de sua cabeça... Ele não tinha uma postura decente para andar e aquele cabelo era... estranho.
Já Jensen era demais pra ele. O moreno lembrou-se detalhadamente do beijo que quase acontecera antes dele atender aquele maldito telefonema. Jared teria mesmo deixado aquilo ir adiante? Será que teria beijado Jensen? Tudo bem, era trabalho. Isso! Era tudo questão do plano e, se ele tivesse que de repente ter a sexualidade dúbia, era por um bem maior. E Jensen... Jensen tinha uma boca que era impossível não chamar atenção, e... ao contrário de Chad, tudo em Jensen era totalmente proporcional... Até as pernas arqueadas quando ele andava o deixavam sexy.
E o moreno também não podia negar que Jensen tinha uma bela bunda! As mãos sempre quentes, os olhos sempre seguros, até quando vinham acompanhados daquele sorrisinho de canto. Os ombros largos, e a versatilidade em parecer um homem de negócios e, em um segundo, revelar o sorriso mais filho da puta de todos os tempos... Era sexy, era mesmo... Ele talvez agora entendesse porque Jensen tinha tanta gente a sua volta. Todo mundo queria experimentá-lo. Ele parecia tão... deliciosamente perigoso...
- Em que está pensando? – A voz grave do loiro ecoou dentro do escritório e Jared abriu os olhos num susto. Ele corou como se tivesse sido pego pela mãe fazendo sexo com a namorada na cama dos pais.
- No plano. – Ele respondeu para Jensen depois de um breve silêncio, que ele ocupou pra voltar a face da terra. – Na melhor forma de...
- Você mente muito mal, Tristan. – Jensen respondeu se aproximando de Jared, sentado na pequena mesa ao lado da grande, que pertencia a Jensen. – Com esse sorrisinho na cara e de olhos fechados pensando em rotas? – Ele concluiu rindo, recostando-se na mesa, de frente para Jared.
Jared ergueu os olhos a fim de olhar para os de Jensen, que realmente esperava uma resposta. Ele afastou um pouco a cadeira, dando espaço para Jensen ficar naquela parte da mesa. Ele não podia realmente dizer em que estava pensando, até porque, ele havia se dado realmente conta do que era no momento em que Jensen perguntava.
- Eu estava... – O moreno sorriu sem graça. – Sei lá, Jen... Só pensando em coisas da vida...
Jensen abriu um de seus melhores sorrisos, desfazendo um pouco da postura tensa de seus ombros e relaxando o olhar.
- Você acabou de me chamar de... Jen? – O loiro perguntou de maneira que até seus olhos brilharam.
- Jensen. – Jared disse, arregalando os olhos, um pouco desconfortável. – Eu disse Jensen.
- Não, não disse! – Jensen riu por Jared ter ficado tão sem graça.
O moreno levantou-se da cadeira e andou para o centro da sala como se quisesse correr léguas de Jensen. Ele não sabia muito bem porque agia como um perfeito idiota quando Jensen estava por perto. Perto, tão perto. Fisicamente perto. Ele sentia-se descontroladamente perturbado.
- Jared. – Jensen saiu de seu lugar e andou até o moreno, que agora não tinha uma desculpa para se afastar. Jensen olhou profundamente nos olhos verdes do moreno, como se lesse suas ações e pensamentos. Aquele olhar, aquele em que Jared, mais uma vez, parecia sentir-se nu em frente ao loiro. – Qual o problema?
- Não tem nenhum problema, Jensen. – Ele respondeu categórico.
- Por que me deixa... chegar perto... – O loiro agora começou a acariciar uma das mãos de Jared sutilmente, esperando pra ver se o moreno o impedia. Mas não aconteceu. Jared apenas desviou o olhar para a mão que Jensen segurava. – ...e, de repente, sai correndo?
- Eu... – Jared soltou sua mão da de Jensen. – Não faço isso.
Jensen arqueou as sobrancelhas, com um sorriso de canto, olhando para Jared com aquela típica expressão de obviedade, porque Jared tinha feito exatamente o que Jensen tinha descrito. Jared baixou os olhos, percebendo é claro, e sorriu um pouco nervoso.
- Eu... não sei o que acontece, Jensen... – O moreno respondeu, ainda sem encarar o outro. – Você... me perturba! – Ele concluiu e aí sim encarou Jensen.
- Bom, eis aí uma resposta que é verdade finalmente. – Jensen respondeu sorrindo, mas não soou de maneira prepotente. – Está tudo bem com você? O que está acontecendo?
- Por que está perguntando isso? – Jared disse confuso, enquanto Jensen voltou a olhar daquela forma.
- Porque alguma coisa está acontecendo aqui. – Jensen respondeu, ficando mais próximo de Jared.
- Em que sentido? – Jared disparou, tentando dar um passo para trás, a fim de se afastar de Jensen, mas ele segurou seu braço o impedindo, como se adivinhasse perfeitamente o que o moreno iria fazer.
- Nesse sentido, Jared... – Jensen segurou o rosto de Jared e não deu a menor chance para o moreno recuar, beijando os lábios de um Jared que pareceu tremer em seus braços. Jared se perdeu por alguns momentos, perdeu o chão e a respiração principalmente. O corpo de Jensen era firme e quente, seus lábios... Deus! Seus lábios eram de uma textura única, a forma que a língua do loiro se movia dentro da boca de Jared, buscando por espaço, era escandalosamente obscena.
Jared acabou se deixando levar por aquilo, como já previa mesmo. Ele segurou o rosto de Jensen retribuindo o beijo sem pensar muito. Talvez se ele pensasse, pararia com aquilo na hora. Ou melhor, se raciocinasse de fato, não deixaria chegar tão longe.
Mas o caso é que Jensen parecia estar tão entregue quanto ele. O loiro puxou Jared de uma forma um tanto quanto agressiva em direção a mesa onde o mais novo antes estava, e o fez sentar em cima, colocando-se entre as pernas de Jared, de forma que o moreno podia perfeitamente entrelaçá-las na cintura de Jensen.
Jensen parecia faminto por Jared, tinha sede da boca do mais novo e agora mordia os lábios de Jared como se quisesse ficar com um pedaço daqueles lábios quentes e, agora marcados pelos dentes do loiro.
Um estrondo na porta fez com que ambos acordassem daquele delírio. Katie Cassidy entrava no escritório e tentava encarar aquilo com naturalidade, afinal, nenhuma novidade que Jensen fosse traçar o novato. Mas ela teve que admitir pra si mesma que a cena foi quente, mais do que ela imaginou que seria e, bem, ver Jensen literalmente corando pelo flagra a surpreendera um pouco, já que ela já o havia pego com Chad antes muitas vezes.
- Desde quando... – A voz de Jensen estava rouca, ele pigarreou antes de continuar. – Desde quando entra sem bater? – Ele agora estava sério, olhando a loira, enquanto um Jared visivelmente atordoado afastava-se discretamente de Jensen.
- Desculpa, eu precisava...
- Não entre sem bater. – Jensen interrompeu a loira, estava agora rubro de raiva. – Odeio que façam isso, e você sabe melhor do que ninguém.
- Jensen, eu já pedi desculpas, eu só...
- Sai daqui. Seja o que for, pode esperar. – Jensen disse quase gritando, interrompendo-a mais uma vez.
- Na verdade, é importante que...
- SAI, KATIE! – Ele gritou diante de mais uma tentativa frustrada da garota se explicar.
Ela arregalou os olhos, surpresa pela atitude e reação exagerada de Jensen, que agora parecia que queria avançar em cima dela. Certo, Jensen frustrado ficava ligeiramente mais perigoso. A moça deu meia volta e deixou o escritório como se estivesse fugindo do próprio diabo.
O loiro suspirou e voltou-se para Jared, que estava de costas olhando pela janela. Parecia perdido em pensamentos e tinha uma das mãos sob a boca, como se não quisesse que aquele gosto, aquela sensação passasse.
- Jared. – Jensen disse, num tom baixo, como se tivesse com medo de assustar o moreno.
- Sim? – Jared virou-se para encarar o mais velho, a postura claramente tensa, tentando agir naturalmente e falhando obviamente.
- Tudo bem? – Jensen sorriu de canto, daquele jeito que fazia o coração de Jared bater num ritmo descompassado. – Desculpa se eu... passei um pouco do limite. – Ele concluiu e Jared não acreditou naquilo. Definitivamente Jensen não estava arrependido.
- Não, tudo bem... – Jared respondeu sorrindo de um jeito nervoso, afastando-se de Jensen. Não queria parecer amador, mas estava morrendo de vontade de sair correndo. Ele suspirou ao fim da frase diante do silêncio de Jensen, que ainda sustentava o olhar como se estivesse se concentrado novamente na boca de Jared.
Ele voltou a se aproximar de Jared, o deixando um tanto quanto encurralado entre o loiro e a parede perto da janela. Jared tentou parecer não se intimidar, mas a Jensen ele obviamente não enganava.
- Eu acho que vou... – Jared começou a falar, quebrando o silêncio de um Jensen que parecia querer voltar a beijá-lo e ele, Jared, sabia que corresponderia mais uma vez e provavelmente não seriam interrompidos na segunda vez. - ...Voltar a olhar aquelas rotas...
- Não. – Jensen foi enfático.
- Mas eu...
- Eu sou seu chefe. – Jensen interrompeu o moreno. – E eu digo quando é pra você trabalhar e quando não é.
- Jensen...
- Qual é, Jared! – Jensen se aproximou daquele jeito de antes do moreno, invadindo completamente seu espaço pessoal. – Você nunca beijou um homem é isso? – Jensen perguntou quase debochado.
- Eu não... – Jared ficou sem graça. – Eu não gosto de homem... – O tom dele era quase ingênuo. Incerto?
- Ah é mesmo? – Jensen sorriu abertamente dessa vez. – Pelo jeito que você me beijou não foi o que pareceu...
- Jensen...
- Jared. – O loiro voltou a interromper o mais novo e pousou um beijo calmo nos lábios do moreno, que apenas suspirou voltando a sentir os lábios carnudos de Jensen sob os seus. – Quando estiver pronto ok?
Jared apenas balançou a cabeça dizendo sim. Estava aí uma coisa que definitivamente ele não iria reportar ao Bureau.
***
- Não compreendo essa fé cega que você tem em Kristen. – Michael Rosenbaum dizia sentado ao lado do chefe, El Lobo, em sua poltrona no jato particular de Tom.
- Eu é que não compreendo essa tua implicância com minha mulher, Rosenbaum. – Tom respondeu calmo, servindo-se de mais uma dose de whisky.
- E Ackles... – Michael deu um sorrisinho debochado. – Ackles faz o que quer com você, Tom, você aceita todas as condições dele!
- E você me critica demais. – El Lobo quase interrompeu seu homem de confiança, e tinha um tom levemente irritado.
- Tom... – Michael recomeçou após uma breve pausa, dessa vez escolhendo melhor as palavras. – Eu só acho eu você não deveria dar tanto dinheiro nas mãos dela, apenas isso. Ainda mais dinheiro vindo do Ackles.
- Eu realmente não quero falar sobre isso, Michael. – Tom ajeitou-se na poltrona do avião, que era praticamente uma casa nos ares, recostou a cabeça no encosto e fechou os olhos. – Realmente não quero.
- Tom... – Michael recomeçou. – Eu soube de rumores sobre Lafferty estar tentando entrar nos negócios do Ackles. – Rosenbaum levantou-se, colocando as mãos nos bolso fitando Welling, que apenas sorriu irônico.
- Ele não se atreveria. – O moreno comentou despreocupado. – Lafferty não tem culhões pra isso.
- Mas ele tem Hilarie do lado dele.
- E daí? – Tom desdenhou. – Hilarie tem os negócios dela por fora, e você sabe. Está sempre um passo a frente de Lafferty...
- Exatamente. – Michael agora voltou a sentar-se. – Ele contratou um novo garoto agora.
- Quem? – Tom franziu o cenho, olhando Michael curiosamente.
- Hartley. – Rosenbaum respondeu com um sorriso sarcástico. – Um hackerzinho de Miami... Pra ficar na cola de Murray. – Michael concluiu. Tom soltou seu copo e gargalhou.
- Está de brincadeira não é? – O colombiano ainda sorria. – É impossível. Murray não trabalha pra Jensen a toa! Nem o FBI pegou Murray de novo, você acha que um contratado qualquer de um zé ruela feito Lafferty vai dar conta? Me poupe! – Tom ria despreocupado enquanto falava. Michael, por outro lado, não estava tão seguro.
***
Chad Michael Murray respirava ofegante num momento de entrega absoluta enquanto Kristen Kreuk finalizava ritmados movimentos com os quadris em cima de Chad, que tinha ambas as mãos apertando as coxas da morena.
Num movimento quase sincronizado de ambos, ele levantou-se por um segundo recostando a cabeça entre os belos seios de Kristen que, por sua vez, gemeu alto segurando nos cabelos do loiro.
- Você está ficando cada vez melhor nisso! – Ela falou perto do ouvido de Chad, enquanto ele parecia se esforçar pra retomar o controle do próprio corpo. Ele não respondeu, apenas sorriu de cant, habilidosamente a tirando de cima dele.
A morena deitou-se ao lado dele, na enorme king size do quarto de hotel onde, anteriormente, ela estava com o marido.
- Este era o favor? – Ele disse finalmente, fechando os olhos quando sua cabeça tocou o travesseiro.
- Óbvio que não. – Ela sorriu cobrindo-se com o fino lençol branco. – Esse era um extra pra mim, claro.
Chad a encarou com o canto dos olhos e sentou-se na cama. Olhou para o chão em busca das próprias roupas. Achou sua boxer preta a lado do criado mudo e a vestiu sem pressa.
- Estou ouvindo. – Ele disse agora um pouco mais sério.
- Quero saber quem é esse tal de Jared. Ficha inteira. Tudo que tiver sobre ele. – A morena parecia ter uma leve irritação na voz ao lembrar-se do agente.
- E por que o interesse no novato? – Chad riu, divertindo-se enquanto fechava as calças.
- Saber os meus motivos não faz parte do pacote, Murray, apenas faça sua mágica com o computador. – Ela respondeu enfática.
- Ok. – Ele abotoava a camisa branca tentando não parecer muito interessado, mas a verdade é que ele estava muito curioso.
- Manteremos contato. – Ela acrescentou, virando-se para o lado oposto de onde ele estava fechando os olhos. – Bata a porta quando sair.
Ele sorriu de canto olhando para a morena enquanto terminava de calçar os sapatos. Seria tão simples se todas as mulheres do mundo fossem como ela, apenas quisessem "virar para o lado e dormir". Ele pegou o casaco do terno, jogou sobre o ombro e deixou o quarto.
***
- Anda Jared, atende... – Justin andava de um lado para outro com o celular, na varanda da enorme casa de Lafferty. Era a terceira vez que ele tentava e o celular do moreno dava na caixa postal. Definitivamente isso já estava preocupando o loiro. – Jared, sou eu de novo, quando pegar essa mensagem me liga. – Ele desligou o aparelho e voltou a guardá-lo no bolso do jeans.
Ele voltou para a sala onde seu laptop já estava ligado. Ele sabia que não seria nada fácil hackear o sistema de Murray, mas ele podia ser igualmente tão surpreendente quando o assistente de Jensen. Afinal, ele praticamente fazia a mesma coisa, com a diferença de que era para os 'mocinhos'.
Ele trabalhou algumas horas em programas e codificações em placas de redes online até que, por fim, conseguiu um breve acesso ao material que Chad tinha em seu computador. O problema era exatamente que Murray nunca, ou quase nunca, usava apenas um computador.
Justin conseguiu achar o que já esperava encontrar na verdade. Uma keylogger para entrar nos arquivos da Guarda Costeira para ter acesso as rotas. Ok, ele já sabia disso, até porque não era muito o que lhe interessava, afinal, ele mesmo poderia pedir a Jared que as entregasse a ele.
O que na verdade chamou a atenção de Justin foram as diversas contas em paraísos fiscais que Murray parecia coordenar. De quem era o dinheiro é que realmente ele não sabia. Talvez de Jensen, talvez de Murray. Provavelmente de Jensen, Hartley sabia que só existia uma pessoa que tinha acessos e autorização para mexer no dinheiro do texano, e este certamente não era Chad, e sim Beaver.
Justin fechou rapidamente as janelas quando ouviu passos descendo as escadas até a sala novamente. Ele fechou o laptop e viu que se tratava de James o chamando até o escritório. Hartley o seguiu, fechando a porta atrás de si.
- Que conseguiu? – James perguntou, sentando-se atrás de sua mesa e indicando a cadeira a frente para Justin sentar-se.
- Eles parecem estar trabalhando em rotas ainda. – Justin começou, abrindo o computador e mostrando um desenho das rotas marítimas que Chad havia entregado a Jensen mais cedo. – Eu acredito que eles ainda não tenham encontrado um jeito seguro... Não é um trabalho fácil.
- Ótimo. –James disse, olhando atentamente para a tela. – Isso significa que igualmente teremos tempo para pensar numa rota segura também. – O moreno acrescentou, agora voltando a recostar-se na cadeira, deixando o computador de lado.
Justin ficou em silêncio olhando o chefe que retribuía o olhar. Ele lembrou-se do encontro inicial de ambos e sabia que James estava pensando o mesmo.
- Então... Hartley... – James tinha um sorriso de canto e Justin teve certeza que ele olhava para as partes baixas do loiro. – Estou indo a inauguração de um clube em Miami... – O moreno passou a língua pelos lábios e Justin passou a prestar mais atenção na conversa. Bom, ele era de Miami não é mesmo? – E você vai comigo...
- Senhor Lafferty, eu acho que temos um mal entendido aqui...
- Não, não temos. – James interrompeu o loiro que estava definitivamente começando a se sentir desconfortável com a posição de garoto de programa. – Você faz o que eu mando, eu acho que se tem algo que você não entendeu foi isso.
- O senhor me chamou para descobrir os planos de Murray e não para...
- Não seja por isso então, vamos renegociar. – James abriu com calma a gaveta do lado direito de sua mesa, com uma chave, sério. Com calma, ele pôs a sua frente uma bela Magnum prata, calibre 44, com cabo de marfim. Justin arregalou os olhos ao ver o revólver em sinal claro de ameaça.
James fechou a gaveta e deixou a chave pendurada, fez todos os movimentos sem tirar os olhos de Justin e não conseguiu deixar de se excitar com o pânico nos olhos do loiro a sua frente.
- Você descobre os planos de Jensen através de Murray... – James recomeçou, no mesmo tom pacífico, típico de quem está no controle. – "E"... faz todo o resto que eu mandar. Senão... – Ele desviou os olhos de Justin para sua arma, o que fez o loiro entender perfeitamente o que ele quis dizer.
- Certo. – Justin respondeu quase num sussurro, encarando agora as próprias mãos.
- Fico feliz que não queria acordar com a boca cheia de formigas, senhor Hartley... – James disse num tom extremamente debochado, quase rindo. – Então... fui claro?
- Cristalino, senhor. – Justin respondeu agora com um leve tom de sarcasmo.
