- Mas não faz sentido, é isso que não estou entendendo. – Justin dizia para James no escritório da mansão do moreno.
- Tem algo que não estão dizendo. – James respondeu. – Se o tempo não fecha com os mapas de Murray, então é muito provável que eles tenham uma estratégia a parte.
Justin suspirou conformado e frustrado. Na verdade, ele não conseguia se concentrar naquilo, estava preocupado com Jared.
- Tudo bem. – O loiro respondeu, com a voz mais baixa. – Vou ver o que descubro.
James sorriu de canto e tinha aquele olhar. Aquele que Justin odiava. Tinha passado a odiar. Aquele olhar manipulador, baixo, que o fazia sentir-se realmente mal. Ele andou até Justin, que não conseguia evitar uma expressão de repugnância por tudo aquilo.
- Você é o meu número, Hartley. – James falou baixo, sorrindo de canto. – Mas... Essa sua cara de puta espancada cada vez que me aproximo, é broxante.
- Desculpe, senhor. – Justin ergueu os olhos e olhou firme para James. – Não é minha intenção.
- Ah, mas é claro que é. – James sorriu mostrando todos os dentes. – O que é? São as drogas?
- Não sei do que está falando, senhor.
- É o estilo de vida... fora-da-lei? – James insistiu.
Justin permanecera em silêncio, procurando um ponto fixo para olhar já que James estava tão próximo que ficava difícil não olhar pra ele.
- Senhor...
- Hartley, sei que isso tudo parece loucura pra você. E não tiro sua razão, acho que é mesmo. – James dizia num tom completamente despreocupado. – Mas se você baixasse a guarda, se divertiria bem mais.
Justin permaneceu em silêncio, mas agora conseguiu encarar um James nada ameaçador, apenas um cara que, talvez, tenha crescido apenas fisicamente. Porque definitivamente ele tinha mentalidade de um adolescente de, no máximo, uns quinze anos.
- Dispensado. Vá fazer seu trabalho. – concluiu ficando mais sério enquanto Justin, totalmente sem graça, deixava o escritório do moreno.
Don't pretend you're sorry
(Não finja que está arrependido)
I know you're not
(Sei que não está)
You know you've got the power to make me weak inside
(Você sabe que tem o poder de me fazer sentir fraco por dentro)
- Plaza? – Jared perguntou rindo em frente ao luxuoso Hotel Plaza de Nova York onde ele e Jensen entravam com poucas malas.
- Óbvio. – Jensen respondeu encantado com o sorriso e os olhos de Jared que pareciam como os de uma criança na Disney. – Sempre o melhor. – Ele pegou na mão livre de Jared e beijou. – Você merece o melhor.
Jared sorriu em resposta e os dois se encaminharam para a recepção. Jensen, é claro, era hóspede habitual e já tinha reserva feita. A recepcionista preencheu a burocracia de registro de entrada no hotel e lhe entregou a chave da suíte presidencial que ele tinha escolhido.
Subiram pelo elevador com o carregador das malas, sempre de mãos dadas. Jared sentia-se um pouco constrangido, nunca tinha andado por aí de mãos dadas com um homem, já Jensen, parecia bastante à vontade. Durante a pequena viagem do saguão do hotel até a cobertura, o loiro não parara de olhar o moreno alto ao seu lado.
Chegaram ao andar em que se hospedariam e deixaram as malas na parte do quarto onde havia uma sala ampla, bastante luxuosa. O quarto era realmente requintado. Os móveis, a decoração, as cortinas, tapetes, tudo da mais fina confecção.
- Gostou? – Jensen perguntou a Jared logo após a saída do empregado do hotel.
- Está perfeito, Jen. – Jared respondeu abraçando-se ao loiro. – Mas poderia ser qualquer lugar, só de estar com você...
- Começamos cedo os clichês? – disse rindo do jeito de Jared impedindo-o de terminar a frase.
- A última coisa que essa relação é, é clichê, Jensen! – O moreno respondeu divertido, fazendo Jensen rir, de um jeito sincero, coisa extremamente rara se tratando dele.
Jared ficou o observando por um tempo, segurou no rosto de Jensen, passou devagar um dos dedos contornando a boca bonita do loiro e seus olhares se encontraram de uma maneira extremamente intensa. Jensen sentiu seu coração quase pular do peito. Como se tivesse vida própria. Ou melhor, como se finalmente tivesse vida!
And girl you leave me breathless
(E, garota, você me faz perder o fôlego)
But it's ok
(Mas tudo bem)
'Cause you are my survival
(Porque você é minha sobreviência)
Now hear me say...
(Agora me deixe dizer...)
- Como entrou nessa, Jen? – Jared perguntou sem tirar os olhos do loiro, aproximando mais seu corpo do dele.
- Não foi uma escolha. – O mais velho respondeu.
- Sempre temos uma escolha, Jensen.
- Agora é tarde pra pensar nisso. – O loiro respondeu com um sorriso triste.
- Digo, você não é uma pessoa ruim...
- Claro que não, eu apenas vendo drogas. – Jensen respondeu ironicamente.
- Jensen! – Jared não conteve o riso. – Não é isso que estou falando.
- Jay, está procurando desculpas. – Jensen disse mais sério. – Está procurando desculpas para si mesmo porque se sente culpado por gostar mim, está procurando algo no que se fiar para poder me amar sem sentir que é uma coisa errada a se fazer...
- Não é nada disso, Jen...
- É claro que é! – Jensen insistiu ainda sério, mas calmo. – Mas... Não importa. Se não fosse isso, então talvez você se recriminaria por sermos dois homens, senão pela nossa personalidade, senão pela classe social...
- Não entendo aonde quer chegar. – Jared respondeu confuso.
- O que quero dizer, Jared, é que sempre, sempre vai existir algo, uma desculpa racional que nos leve a duvidar do que sentimos, e no fim das contas... Não importa! – Jensen sorriu calmo agora. – Temos uma vida só e eu não estou a fim de desperdiçá-la com tabus e razões que tentem me convencer a não fazer o que eu quero, e, em se tratando de você, eu quero muito.
A cada minuto que Jared passava ao lado de Jensen, achava que era impossível amá-lo mais. Mas aí vinha ele, e o surpreendia de novo. Quando o conheceu, jamais imaginou que um dia fosse ouvir tais coisas. Na realidade, chegou a vê-lo apenas como mais alguém que colocaria na cadeia e para quem ele seria apenas mais uma diversão.
- Eu não sei o que dizer... – Jared respondeu, fazendo Jensen sorrir. – Só consigo pensar em... Eu te amo, Jensen...
Jensen respirou fundo e fechou os olhos ao ouvir aquilo. Nunca, nunca tinham dito isso a ele. Nem de mentira, nem em faz-de-conta. Nunca. Era realmente uma sensação indescritível ouvir aquilo pela primeira vez e com tanta verdade.
- Eu também te amo, Jared Tristan... Muito.
I don't need another life line
(Não preciso viver de outro jeito)
It's not for me
(Não é pra mim)
'Cause only you can save me
(Porque só você pode me salvar)
Oh, can't you see
(Oh, você não pode ver?)
O beijo é claro foi a forma que encontraram de materializar os sentimentos que não podiam ser ditos e que eram muitos. Era um beijo calmo, terno, e ao mesmo tempo quente, cheio de desejo. Qualquer um que visse a cena poderia jurar que eles se conheciam há anos, que estavam juntos há muito tempo. Uma sintonia única, total e perfeita.
- O que você acha de... – Jensen começou dizendo entre os beijos que Jared se recusava a parar de dar. – ...irmos comer alguma coisa e então... ficarmos juntos aqui, só nós dois?
- Acho a melhor idéia de todas! – Jared respondeu enquanto beijava o pescoço de Jensen, ouvindo apenas um suspiro como resposta.
Chad estava em seu apartamento desde que saíra da casa de Jensen. Estava tão focado em sua pesquisa, concentrado na luz que vinha da tela de seu laptop que nem percebeu que já havia escurecido e a sala havia sido tomada por uma completa penumbra.
Vasculhou sites de busca no geral procurando por Christian Kane. Obviamente, não encontrou nada. Encontrou alguns Kane pela rede, mas nenhum Christian. Ele ajeitou-se na cadeira, suspirando um pouco frustrado. Nada que se tratasse de computadores e internet era um problema para Chad. Nunca era. Mas a ausência de informações sobre o ex-companheiro de 'trabalho' era um pouco estranhas.
Ele fechou o laptop, cansado, mas não iria desistir. Kristin tinha razão. De algum lugar Jared tinha que ter saído. Procurou pelo moreno alto também, mas como já se esperava, não achou nada.
Era tudo muito estranho. Ou não. Se fosse tão fácil encontrá-los e achar informações sobre eles, muito provavelmente Beaver não os contrataria para trabalhar com Jensen. Esse tipo de pessoa da qual não se sabia nada a respeito era uma faca de dois gumes. Eram 'fantasmas' praticamente para a lei, por outro lado, não se sabia se eram dignos de confiança.
Por mais que o loiro não tivesse simpatizado com Jared pelo motivo óbvio, ele tinha que admitir que, em anos, não via Jensen daquele jeito. Bobo. Completamente idiota. E isso estava estampado na cara do marrento Jensen Ackles. Jared, seja lá o que tinha feito, pelo jeito não era nada ingênuo. Amarrar o loiro daquele jeito, o levar pra todos os lugares, exibi-lo para o mundo, era de fato algo nada característico de Jensen.
Chad não se lembrava sequer uma vez em que Jensen o tratasse ou olhasse de alguma forma sequer parecida com o modo como agia com o moreno alto. Ele deitou-se na cama e admitiu, finalmente, que aquilo era o fim dele e Jensen. Jogou para o alto todas as esperanças de ter o loiro de volta. O "chefe" estava completamente apaixonado por Jared e aquilo não mudaria tão cedo.
Go on and pull me under
(Vá em frente e me puxe pra baixo)
And cover me with dreams, yeah
(Me cobra com seus sonhos, sim)
Love me mouth to mouth now
(Me ame boca-a-boca agora)
You know I can't resist
(Você sabe que não posso resistir)
'Cause you're the air that I breath
(Porque você é o ar que eu respiro)
Eles comeram no restaurante do hotel, tranquilamente, Jared evitou pensar que o resto do mundo existia, Jensen também. Há tempos o mais alto não se sentia tão bem com alguém, tão ele mesmo, tão a vontade... Parecia que sim, ele havia esquecido que estava mentindo para Jensen.
Jensen, por sua vez, nunca antes havia se sentido daquela forma. Não pensava mais em dinheiro, nem em pessoas, não pensava sequer em seu próprio negócio com Lobo. Esqueceu durante todo dia até mesmo o que ele era de fato.
- Não, eu evito colocar a culpa em quem quer que seja... – Jensen dizia tranqüilo, abraçado a Jared enquanto eles voltavam a suíte do hotel.
- Eu sei que não... E eu sei que não tem saída essa vida, Jen... – Jared respondeu um pouco mais triste do que gostaria.
- Acha mesmo? – Jensen perguntou parando em meio a sala, segurando as mãos de Jared, frente a frente com ele.
- Jen... – Jared fez uma pausa buscando uma resposta para confortar Jensen, mas não encontrava. – Não pode desfazer nada do que já fez...
- Eu sei. – respondeu com firmeza. – Mas posso começar de novo e...
- Como? – O moreno alto interrompeu. – Veja quem foi seu pai... As coisas que ele fez, até mesmo te envolver nisso tudo e...
- Não importa o que meu pai fez! – Jensen respondeu até um pouco magoado com a colocação, soltando as mãos de Jared. – Importa quem ele foi pra mim.
Ele deu as costas a Jared e andou até a janela. Jared respirou fundo e sentiu-se culpado por estar fazendo juízo de valores ali, naquela situação. Era do pai do Jensen de quem estavam falando e, apesar de tudo, ele tinha sido um bom pai. Não um bom exemplo, mas um bom pai. Jared podia jurar até que, talvez, mais presente que o seu próprio.
- Me desculpe, Jen... – Jared andou até a janela em que Jensen estava encostado olhando a bela vista noturna da Big Apple. – Eu não devia ter dito nada.
Jensen não respondeu e, diante do silêncio, Jared o abraçou por trás, devagar, beijando a nuca do mais velho. Jensen, por sua vez, sentiu sua pele se arrepiar. Ele gemeu baixinho, não conseguindo resistir àquele carinho. Parecia que ele já tinha aprendido todas as artimanhas em pouco tempo.
- Jay...
- Vamos, Jen... Me perdoe, vai? – Jared falava perto do ouvido do loiro que simplesmente não conseguiu mais manter as feições sisudas, recostou a cabeça no ombro de Jared que agora lhe acariciava os músculos do abdômen por baixo da camisa. Jensen gemeu baixinho no ouvido de Jared ao sentir a barba do agente roçar sua nuca. – Isso é um sim? – Jared brincou, mordendo a orelha do mais velho.
- Como você é folgado, Tristan... – Jensen enquanto virava-se de frente para Jared.
- Talvez só um pouquinho. – Jared respondeu sorrindo beijando os lábios do loiro. – Nossa primeira briga?
- É. – Jensen riu agora ao se dar conta. – Acho que foi... uma mini-briga vai...
Jared riu alto, mostrando as covinhas e os dentes bonitos. Abraçou Jensen apertado, quase sentindo as batidas do coração dele contra seu peito.
- Mas... E você, hein? – Jensen disse ainda abraçado a Jared. – Só falamos de mim até agora...
Jared soltou-se devagar de Jensen, mas mantendo as mãos nos ombros dele. Era essa a parte em que ele tinha que esconder algumas coisas, e isso o estava incomodando profundamente. Não queria mentir pra Jensen.
- Não tenho muito que contar. – Jared começou um pouco sem graça. – Meu pai morreu quando eu tinha quinze anos... Minha mãe me criou praticamente sozinha na verdade...
- Por quê? – Jensen perguntou enquanto passava as mãos nos cabelos de Jared. – Seu pai trabalhava muito?
- É. – Ele respondeu um pouco confuso. – Muito.
- O que ele fazia?
- Ahn... – Jared pensou por um segundo suspirando. Mentir para Jensen era horrível. – Ele viajava muito, sabe? Ele sempre tinha que estar em várias cidades...
- Ah entendo. – Jensen respondeu confiante, é claro. – E ele morreu como?
- Ataque cardíaco. – Foi a única coisa que veio a mente do moreno.
- Ah sinto muito, Jay. – Jensen passou uma das mãos pelas costas de Jared, como se quisesse confortá-lo. – Mas essa opção ganha disparado da que me fez perder o meu...
- E como seu pai morreu? – Jared fingiu que não sabia.
- Por um agente. – Jensen disse tentando esconder a raiva que sentia. – Troca de tiros na Sunset Boullevard.
- Sinto muito. – Jared disse com um sorriso triste.
- Morgan. – Jensen disse, afastando-se. O loiro tirou a jaqueta e a pôs na cama. Jared apenas sentiu todas as partes de seu corpo congelarem. – Agente Especial Jeffrey Dean Morgan.
- Ah é mesmo? – Jared disse após respirar fundo e tentar retomar o controle de seu corpo.
- É. – Jensen respondeu voltando aos braços de Jared. – Bom, no nosso "ramo", ou a gente acaba morto ou na cadeia. – Ele sorriu irônico escondendo o rosto no ombro de Jared.
Jared engoliu a seco ao ouvir as palavras de Jensen e seu coração falhou uma batida. Parece que, de repente, havia finalmente caído a ficha sobre o que ele estava fazendo. Sobre quem ele era e sobre quem Jensen era. E sobre como tudo aquilo acabaria.
Jared não conseguiu dormir direito àquela noite. Por mais que o sexo com Jensen fosse cada vez mais incrível e apaixonado, ele não conseguiu tirar da cabeça aquela conversa. Sim, ele sabia que Roger Ackles havia sido morto por um agente federal... Mas nunca lhe passou pela cabeça havia sido pelas mãos de Morgan.
Revirou-se de um lado para outro na cama, mas o sono não o vencia. Ele olhou Jensen ao seu lado, parcialmente coberto com o lençol, as costas nuas, parecia estar num sono profundo e calmo. Ele passou as mãos de leve pelos cabelos do loiro, sorrindo involuntariamente.
Não sabia explicar o quanto podia amar aquele homem em tão pouco tempo. Jensen era especial, e acho que o fato de não dever, não poder se apaixonar por ele é o que mais cativava Jared. Ele definitivamente não era nada do que o agente esperava encontrar.
Desistiu de tentar dormir e levantou-se da cama. Vestiu a boxer preta e andou até uma mesa posta onde havia bebidas. Serviu-se de um pouco de whisky sem gelo e ficou olhando Jensen de longe. Ele nem se mexia, dormia profundamente.
Lembrou-se do plano, da carga, imaginou-se dando a informação a Morgan, imaginou uma troca de tiros nas docas, imaginou Jensen alvejado... não. Ele largou o copo e resolveu pôr em prática a idéia que teve mais cedo. Procurou o celular no bolso da calça que estava jogada no quarto, afastou-se enquanto discava um número conhecido para não acordar Jensen.
- Hartley.
- Justin, sou eu. – Jared disse baixo, verificando se o tom da sua voz acordara Jensen, mas o loiro nem se mexeu.
- São quase quatro da manhã, aconteceu alguma coisa? – Justin perguntou preocupado e com a voz mais desperta.
- Nada, nada. – Jared se apressou em responder. – Só queria me desculpar pelas atitudes recentes...
- Cara, você sabe que somos amigos há anos. Só estou preocupado...
- Com o que, exatamente Justin? Não confia em mim, não é?
- Eu conheço Ackles, Jared. Acho que o estudei melhor que você. Não o deixe entrar na sua mente! Sei que ele já conseguiu, dá pra ver pelo seu jeito... cara...
- Está duvidando da minha lealdade? – Jared tinha até um tom ofendido.
- Não, Jay, só peço cuidado. Cautela, apenas isso...
- Olhe, vou te provar de que lado estou. – Jared disse enquanto voltou a olhar Jensen dormindo. De fato, ele acabara de escolher definitivamente seu lado. – Katie vai sair com o guarda responsável pela troca de barcos, isso vai atrasar em cinco minutos, tempo suficiente para passar os barcos.
- Eu bem que achei que o tempo que Murray tinha posto no mapa não fechava...
- Então diga a Lafferty que, se ele quiser pegar os barcos, que chegue antes de Beaver e os capangas de Lobo com Kristin.
- Jared, você sabe que está fazendo a coisa certa, não é? – Justin disse um pouco mais aliviado.
- É claro que estou. – Jared olhou novamente para Jensen, que e remexeu de leve, mas sem acordar.
- Vamos pegar todos, Jay. Todos eles. – Justin disse orgulhoso.
- Nos vemos daqui dois dias. – Jared despediu-se rapidamente de Justin e desligou o celular. Todos não. Jared pensou. Jensen não vai estar lá.
O plano era brilhante. Deixar que James fosse pego no lugar de Jensen. Ele daria um jeito de fazer com que Jensen não fosse às docas aquele dia, que certamente, depois dessa conversa com Justin, estaria cheia de policiais.
Não deixaria Jensen ser morto e nem preso. Não conseguia conceber aquilo, não ia ficar sem ele. Poderia viver sem o Bureau, mas não sem Jensen.
I can't imagine life without your love
(Eu não posso imaginar a vida sem o seu amor)
And even forever don't seem like long enough
(E mesmo 'para sempre' não parece ser suficiente)
*Música do capítulo: Drowning, dos Backstreet Boys.
