True x Lies

- Tenho certeza absoluta. – Michael disse entrando no quarto da namorada com um copo de whisky com gelo em mãos.

- Mas será que arriscariam tanto assim o cara ser reconhecido? – Amanda Latona, namorada de Michael, estava deitada na cama vestindo apenas uma camisola sexy de seda branca.

- Eu reconheceria o filho do Padalecki em qualquer lugar. – Mike continuou tomando o whisky todo em um gole. – O pai dele era o parceiro de Morgan. Eu me lembro.

- Michael, já faz tantos anos, você deve estar se confundindo. – Amanda disse rindo, achando pouco provável que o namorado tivesse razão. – Ele sabe quem você é?

- Não. Certamente que não. – Michael respondeu, deitando-se na cama ao lado da morena. – Trabalho há dois anos com Lobo, disfarçado, montando esse caso aqui em Madri.

- Não te informaram nada? A agência americana deveria ter entrado em contato. – ela acrescentou um pouco mais séria desta vez.

- Talvez não o tenham feito por segurança, imagino eu. – Michael respondeu incerto. – Jensen não nos interessa. Mas Lobo está perto da pena de morte.

Ele deu um selinho em Amanda e ela em seguida se aconchegou nos braços do agente.

Think you gotta keep me iced

(Você acha que vai me manter fria)

You don't!

(Não vai!)

Think I'm gonna spend your cash

(Acha que vou gastar seu dinheiro)

I won't!

(Não vou!)

Even if you were broke, my love don't cost a thing

(Mesmo que você estivesse falido, meu amor não custa nada)

Dois dias depois, dois dias que pareceram pouco para Jared, ele e Jensen desciam do carro, entrando em casa em seguida, após Cliff buscá-los no aeroporto.

De mãos dadas, entraram na sala da mansão e encaminharam-se imediatamente para o quarto de Jensen, seguidos pelo motorista-segurança, que trazia as malas. Sim, no plural. Eles haviam ido com pouca bagagem, mas Jensen comprou quase uma loja de roupas novas para Jared, sapatos, souvenires de todos os jeitos, até bonés e camisetas com o clássico símbolo de "I Love NY".

- Você não precisava ter comprado isso! – Jared ria enquanto subia as escadas ao lado do loiro.

- É bonitinho vai! – Jensen ria ainda mais, parecendo uma criança, girando pra cima e pra baixo um suporte com a estátua da liberdade numa esfera de água que, conforme se mexia, caía neve por cima.

Jared olhava sorrindo completamente encantado para Ackles. Achava-o incrível até nos mínimos detalhes.

Assim que entraram no quarto, Cliff deixou as malas onde o patrão indicou e saiu. Jensen não perdeu tempo e jogou o mais alto em cima da cama enorme, subindo por cima dele apenas um segundo depois.

O moreno obviamente não protestou ao sentir o peso do corpo de Jensen sobre o seu, olhando tão de perto que podia contar as sardas debaixo dos olhos dele e ver tão próximo seus cílios enormes.

- Seus olhos não são propriamente verdes. – Jensen disse concentrado nos belos olhos do moreno. – Eles têm... pintinhas verdes...

- O que? – Jared riu mostrando as covinhas achando que o namorado estava ligeiramente fora de si.

- E, Deus, como eu amo quando você sorri!

- Jensen... – Jared disse sem graça, fechando os olhos.

- Eu te amo... – ele continuou e, conforme Jared mudava de expressão, percebia o quanto tinha mais certeza do que dizia.

- Por quê? – Jared indagou sorrindo, mas de um jeito sério. – Eu não entendo de onde veio tudo, não que eu não sinta, mas...

- Mistério. – Jensen brincou. – O que faz a gente se apaixonar por alguém? Não é porque você é bonito ou inteligente... – Jensen dizia passando as mãos pelos cabelos de Jared. – Você tem... algo mais.

- Ah é? – olhou curioso para o mais velho, passando as mãos pela cintura dele.

- É o jeito. – O loiro continuou. – Não é porque você tem pintinhas verdes nos olhos ou porque fica sexy empunhando uma arma... Mas é pelo seu jeito de piscar demoradamente como se estivesse em câmera lenta, ou a excitação de tentar me defender apontando uma arma pra outra pessoa...

- Ok, agora você está me deixando sem graça... – Jared disse tentando desviar o olhar, mas Jensen estava perto demais.

- É o seu jeito de andar, Jay... O jeito com que usa a camisa pra fora da calça, o jeito que passa as mãos nos cabelos, ou como suspira no final das frases... O jeito que me beija, o jeito que sorri... Vá tentar explicar isso! – Ele sorriu e recebeu um selinho demorado de um Jared que na verdade não sabia o que dizer.

- Não deve ser a primeira vez que você se apaixona... – Jared disse tranqüilo, roçando seu nariz no de Jensen.

- Pela minha primeira namorada me apaixonei quando estávamos numa festa. – O loiro começou rindo ao lembrar-se. – Ela tinha um jeito de estar lá parecendo que não estava, como se apenas eu a estivesse enxergando...

- Excêntrico. – O mais novo respondeu rindo do jeito de Jensen contar, quase saudosista.

- É, acho que é bem por aí! – O loiro riu. – Mas já pelo segundo... Cara, você vai rir, mas eu gostei dele porque ele tinha um jeito de assistir aos jogos de basquete comigo que me deixava louco! – Ele concluiu e acertou, Jared começou a rir. – Era engraçado porque ele era todo certinho, eu enlouquecia quando baixava nele um caminhoneiro!

Jared ria com vontade e Jensen estava amando ouvir o som daquela risada e perceber as covinhas dele tão de perto.

- Entende o que eu digo? – Jensen perguntou enquanto Jared recuperava o fôlego.

- Perfeitamente... – O mais novo respondeu.

– Eu acho que me apaixonei por você porque você tem um jeito de olhar que... despe a gente! Não as roupas, mas a alma... – Ele dizia enquanto passava as mãos pelo rosto de Jared e sentia a barba começando a crescer. – Logo percebi que nunca conseguiria esconder um segredo de você... Como se você me conhecesse desde que eu nasci...

Think I wanna drive your Benz

(Acha que quero dirigir sua Mercedes)

I don't!

(Não quero!)

If I wanna floss I've got my own

(Se eu quero fio-dental, eu tenho o meu)

Even if you were broke, my love don't cost a thing

(Mesmo que você estivesse falido, meu amor não custa nada)

- Sério? – Jared perguntou extremamente surpreso em ouvir aquilo. Era, de longe, a coisa mais incrível que haviam dito a ele.

- Lógico que é sério! – O mais velho insistiu, abraçando Jared que passou a beijar o pescoço dele.

Não era mentira. Ele não conseguia esconder segredos de Jared, pelo menos não por muito tempo. Ele sentia os beijos e carinhos do moreno e queria do fundo da sua alma que aquilo durasse pra sempre. Jared, por sua vez, queria sumir dali com o loiro, afastar-se de tudo, viver numa ilha, queria desaparecer num planeta onde apenas ele e Ackles existiam.

- Jen... – Ele começou puxando o rosto de Jensen, de forma a fazer com que ele o encarasse. – Eu preciso te dizer uma coisa...

- Ok... – Jensen respondeu tranqüilo. – Estou ouvindo, meu amor...

Jared respirou fundo ao ouvir o 'meu amor'. Ele sentia um misto de prazer, culpa, uma vontade imensa de viver para sempre e querer se matar ali mesmo. Era horrível para ele não saber como se sentir, como se portar e nem o que dizer.

- Você vai ter que me prometer uma coisa. – tornou, quase num sussurro.

- Qualquer coisa. – Jensen encarou-o com atenção. Ele saiu de cima de Jared e deitou-se ao lado dele na cama, sentindo que a conversa era séria.

Jared ergueu o corpo até sentar-se devagar na cama, escolhendo as palavras. Ele observava Jensen repetir o mesmo movimento que ele e com olhos extremamente curiosos. O moreno alto então respirou fundo, pegou nas mãos do loiro e começou a falar pausadamente.

- Jensen Ross Ackles, eu quero que...

- Como sabe meu nome do meio? – Jensen riu ao ouvir seu nome inteiro. Achou estranho Jared saber.

- Eu vi no seu cartão de crédito, naquela loja de sapatos... – Jared improvisou uma mentira, sorrindo sem graça.

- Ah é verdade... – Jensen respondeu sorrindo calmo.

- Olha, Jen... Eu quero que você saiba que é impossível fingir tudo isso. – Jared sentia seu coração bater descompassado. – Tudo que está acontecendo aqui é verdade... Tudo que eu sinto por você é verdade, preciso que acredite muito nisso. – Ele praticamente implorava ao loiro que não estava entendendo todo aquele exagero de Jared.

- Mas eu acredito, Jay...

- Não, Jen, não simplesmente isso... – Jared interrompeu o namorado. – Eu realmente preciso que você acredite em mim... Não importa o que aconteça, certo?

- Jared, você está...

- Prometa, Jensen. – Jared o encarou tentando disfarçar a tensão na voz.

- Tá certo... –começou, segurando mais firme nas mãos do moreno. – Eu prometo.

Jared respirou fundo um pouco mais aliviado. Ele recebeu o abraço de Jensen que automaticamente o acalmou, sentindo o calor reconfortante daquele corpo, o perfume dele, o toque, o jeito com que segurava seu corpo pressionado contra o dele... Deus, ele não podia perdê-lo.

All the matters is that you treat me right

(Tudo o que importa é que você me trate bem)

Give me all the things I need

(Me dê todas as coisas que eu preciso)

That money can't buy

(Aquelas que o dinheiro não pode comprar)

- E como vamos ter certeza disso? Como conseguiu essa informação? – James perguntou a Justin enquanto os dois entravam no carro.

- Eu vi uma... anotação recente do Murray em um arquivo contendo esses detalhes do plano. – Mentiu Justin, sentando-se confortavelmente no banco de trás do carro de James, ao lado do moreno.

- Ótimo. – James disse com um sorriso pretensioso para Justin, que retribuiu. – Bom trabalho, Hartley. É assim que eu gosto. – James concluiu e o loiro bateu a porta antes do carro dar partida.

Justin sorriu de volta, ele estava feliz, estava mesmo. Mas porque já começou a imaginar James dentro de um macacão laranja. Sorriu ainda mais aberto quando se imaginou dando voz de prisão a ele, tinha vontade, na verdade, era de gargalhar ao pensar na cara que James faria quando soubesse quem ele era.

- É gosto dessa cara também. – James concluiu olhando furtivamente para Justin. – Essa expressão no seu rosto é a que me excita.

Justin não desfez o sorriso, aquelas insinuações agora não o incomodavam mais, agora ele sabia que qualquer coisa valeria a pena.

- Lembra o que aconteceu aqui dias atrás, não é? – James disse lembrando-se do agrado que Justin havia feito nele no primeiro dia.

- Como poderia esquecer... – O loiro disse, lançando um olhar para as partes baixas de James. – Quer outra vez? – Justin se ofereceu e percebeu que os olhos do moreno brilharam.

- Ah Hartley... – James respondeu mantendo o sorriso. – Você está fazendo tudo agora, tudo exatamente do jeito que eu quero...

James mal terminou de falar e Justin imediatamente o beijou, sendo correspondido é claro. Hartley não tinha mesmo mais nada a perder e, bem, talvez Lafferty tivesse razão, se ele baixasse a guarda, poderia se divertir um pouco.

Ele desceu a boca para o queixo e pescoço do mais novo, passando as mãos pelo membro dele por cima da calça. De repente, James o puxou pelos cabelos, o afastando um pouco de si.

- E por causa disso... – O moreno dizia numa voz extremamente sexy agora perto do ouvido de Justin. – É que você merece uma retribuição...

I know you want me, baby

( Eu sei que você me quer, baby)

I think I want you too

(Eu acho que te quero também)

"I think I love you baby!"

("Eu acho que eu te amo, baby!")

I think I love you too.

(Eu acho que te amo também).

Justin não conseguiu evitar a surpresa. Arregalou os olhos mirando um James que parecia que iria devorá-lo vivo. E ele realmente iria... Ou talvez apenas uma parte específica do corpo dele.

James voltou a beijar o loiro agora de uma forma um pouco mais agressiva, cravando os dentes no lábio inferior do agente. Justin gemeu baixinho de dor e isso certamente excitou ainda mais James.

- O que aconteceu... – Justin começou falando quando James finalmente o soltou. – ...depois que voltamos pra casa do clube?

- Não lembra? – James sorriu sacana, mordendo o pescoço do loiro e abrindo a camisa branca que ele vestia.

- Eu estava...

- Você estava uma delícia! – James interrompeu o agente. O moreno descia a boca pelo peito e abdômen de Justin e já preparava-se para tirar o cinto. – Vulnerável... Obediente...

- Senhor, eu...

- Hilarie cuidou muito bem de você. – O moreno o interrompeu mais uma vez. – E eu também, é claro... De vocês dois.

- Nós fizemos...?

- Nós fizemos. – James agora ria olhando a expressão de Justin que estava um pouco chocado. Ele abriu a calça de Justin e encheu os olhos com a boxer marcada pelo membro rígido do loiro, não resistiu em passar a língua por cima do tecido e nos pêlos claros que formavam aquela trilha abaixo do umbigo de Hartley.

Justin ajudou o chefe a se desfazer da calça e da boxer caindo de boca na ereção do loiro que se contorceu ao sentir o calor da boca de James e a força com que ele chupava, com fome, gula na verdade. Justin não se lembrava de ter sentido aquilo com mulher nenhuma, com absolutamente ninguém na verdade. Ele agarrou-se aos cabelos de James, apertando os fios entre os dedos. Não o guiava, não era preciso. James fazia exatamente do jeito que ele gostava, como ele queria e o loiro parou para se perguntar mais de uma vez se por acaso Lafferty possuía algum poder que lhe permitisse ler mentes.

Mais um espasmo lhe percorreu o corpo e ele movimentou de leve os quadris mais fundo dentro da boca do moreno. Justin estava alucinado com aquilo tudo, a sucção que James fazia em seu órgão lhe permitia quase ver estrelas. Literalmente. Ele sentia que podia morrer fodendo a boca de James.

Quando o moreno acelerou os movimentos da língua e da boca, ele sequer percebeu, mas gemia de um jeito que estava deixando Lafferty quase louco. Ele abriu a própria calça e começou a trabalhar em si mesmo. Justin percebeu, é claro, e logo tratou de ajudá-lo. Ele simplesmente deitou a cabeça pra trás, fechou os olhos e sentia as investidas da boca de James ao mesmo tempo que massageava com certa força o membro do moreno que parecia uma pedra de tão duro.

I'm here to save you, girl

(Estou aqui pra te salvar, garota)

Come be in Shady's world

(Venha para o mundo do Shady)

I want togrow together

(Quero crescer junto com você)

Let's let our love unfurl

(Deixe nosso amor rolar)

Depois daquele cheiro de sexo invadir completamente o ambiente, era bem óbvio que não demoraria nada para ambos gozarem. Justin sentiu o corpo estremecer e encheu a boca de James com seu liquido. Do jeito que ele o estava chupando, parecia ser exatamente o que ele queria de qualquer forma.

Justin não conseguia relaxar completamente porque sua libido continuava acesa justamente porque percebeu que James gozou exatamente no segundo em que sentiu o esperma de Justin inundar sua boca. Ele engoliu até a última gota, passando a língua pela glande, sugando todo aquele líquido branco.

O agente sentiu uma excitação tão incrível naquilo que sentiu-se quase que obrigado a retribuir a gentileza. James o encarou e Justin sustentou o olhar, como se pedisse a ele pra assistir o que ele estava por fazer. O loiro levou a boca a própria mão em que James havia gozado e lambeu todos os dedos, cada parte da mão onde o moreno havia se derramado. James teve certeza que nunca antes tinha assistido a uma cena tão excitante.

- Acho que vou rever meu conceito. – James disse ainda olhando Justin finalizar o trabalho. – Você é muito melhor "consciente".

Justin apenas riu e respirou fundo. Ok, ele tinha gostado, não dava pra negar.

- Senhor, já chegamos. – O motorista disse a James, um pouco receoso de atrapalhar.

- Certo. – James respondeu indiferente ainda olhando o loiro. Justin, por sua vez, ficou ligeiramente sem graça ao lembrar de ter feito aquilo na frente do motorista do moreno. Ele realmente tinha esquecido até onde estavam e onde estavam indo.

Músicas do capítulo:
Love don't cost a thing, da J-Lo.
Superman, do Eminem.