Discleimer:Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.
Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vou ter q mudar.
Texto original: Lisa Jane Smith.
Adaptação: Dreime.
Capítulo Quatro
Na hora que Kagome alcançou seu armário, o entorpecimento estava passando e o caroço em sua garganta estava tentando se dissolver em lágrimas. Mas ela não choraria na escola, ela disse a si mesma, ela não iria. Depois de fechar seu armário, ela foi em direção a saída principal.
Pelo segundo dia consecutivo, ela estava voltando para casa logo depois do último sinal, e sozinha. Tia Kaede não iria conseguir lidar com isso. Mas quando Kagome chegou a casa, o carro de tia Kaede não estava na garagem; ela e Souta devem ter ido ao supermercado. A casa ainda estava quieta e pacífica enquanto Kagome entrava.
Ela estava grata por essa quietude; ela queria ficar sozinha agora. Mas, por outro lado, ela não sabia exatamente o que fazer consigo mesma.
Agora que ela finalmente podia chorar, ela descobriu que as lágrimas não vinham. Ela deixou sua mochila afundar no chão do corredor da frente e andou lentamente na sala de estar.
Era uma bonita e impressionante sala, a única parte da casa fora o quarto de Kagome que pertencia à estrutura original. Aquela primeira casa fora construída antes de 1861, e fora quase queimada completamente na Guerra Civil. E tudo que pôde ser salvo foi essa sala, com sua elaborada lareira emoldurada por curvas, e o grande quarto acima. O bisavô do pai de Kagome tinha construído uma casa nova, e os Higurashis moraram lá desde então.
Kagome se virou para olhar por uma das janelas que iam do teto até o chão. O vidro era tão velho que estava grosso e oscilante, e tudo do lado de fora estava distorcido, parecendo levemente embriagado. Ela se lembrou da primeira vez em que seu pai a mostrou aquele velho vidro oscilante, quando ela era mais nova do que Souta era agora.
A sensação de algo em sua garganta estava de volta, mas ainda assim as lágrimas não vinham.
Tudo dentro dela era contraditório. Ela não queria companhia, e ainda assim ela estava dolorosamente solitária. Ela queria pensar, mas agora que ela estava tentando, seus pensamentos a evitavam como um rato correndo de uma coruja branca.
Coruja branca... Ave de caça… Comedora de carne… Corvo, ela pensou.
- O maior corvo que eu já vi. - Kouga tinha dito.
Seus olhos doeram novamente. Pobre Kouga. Ela o tinha machucado, mas ele fora tão bonzinho quanto a isso. Ele tinha sido bonzinho até com o Inuyasha.
Inuyasha. Seu coração fez um baque, forte, espremendo duas lágrimas quentes em seus olhos.
Pronto, finalmente ela estava chorando. Ela estava chorando de raiva e humilhação e frustração – e o que mais?
O que ela tinha realmente perdido hoje? O que ela realmente sentia por esse estranho, esse Inuyasha Salvatore? Ele era um desafio, sim, e isso o deixava diferente, interessante. Inuyasha era exótico… excitante.
Engraçado, isso era o que algumas vezes os caras tinham dito à Kagome que ela era. E mais tarde ela ouvia deles, ou de seus amigos ou irmão, os quão nervosos eles estavam antes de sair com ela, como suas palmas ficaram suadas e seus estômagos estavam cheios de borboletas.
Kagome sempre achou tais histórias divertidas. Nenhum garoto que ela conhecera já a fez ficar nervosa.
Mas quando ela falara com Inuyasha hoje, seu pulso estivera acelerado, seus joelhos bambos.
Suas palmas estiveram molhadas. E não havia tido borboletas em seu estômago – havia tido morcegos.
Ela estava interessada no cara porque ele a deixava nervosa? Não é uma razão muito boa, Kagome, ela disse a si mesma. De fato, uma razão muito ruim.
Mas também tinha aquela boca. Aquela boca esculpida que fez seus joelhos ficarem bambos com algo totalmente diferente do que nervosismo. E aquele cabelo escuro como a noite – seus dedos coçavam para se entrelaçar naquela suavizes. Aquele corpo flexível e de músculos lisos, aquelas pernas longas... E aquela voz. Fora a voz dele que a fizera se decidir ontem, deixando-a absolutamente determinada a tê-lo. Sua voz era fria e desdenhosa quando estivera falando com o Sr. Tanner, mas estranhamente convincente para tudo aquilo. Ela se perguntou se poderia ficar escura como a noite também, e como soaria dizendo seu nome, sussurrando seu nome...
- Kagome!
Kagome pulou seu devaneio destruído. Mas não era Inuyasha Salvatore chamando-a, era a tia Kaede tagarelando na porta da frente aberta.
- Kagome?
- Kagome! - E essa era Souta, sua voz estridente e sibilante.
- Você está em casa?
Sofrimento fluiu por Kagome novamente, e ela deu uma olhada na cozinha. Ela não podia encarar as perguntas preocupadas de sua tia ou a inocente animação de Souta agora. Não com seus cílios molhados e novas lágrimas ameaçando a qualquer minuto. Ela tomou uma decisão rápida e silenciosamente deslizou pela porta de trás enquanto a porta da frente batia ao fechar.
Logo que estava fora da varanda de trás e entrou no quintal, ela hesitou. Ela não queria encontrar ninguém que ela conhecia.
Mas aonde ela podia ir para ficar sozinha?
A resposta veio quase instantaneamente. É claro. Ela iria ver sua mãe e seu pai.
Era uma caminhada razoavelmente longa, quase na beira da cidade, mas nos últimos três anos se tornara familiar para Kagome. Ela cruzou a Ponte Wickery e subiu a colina, para além da Igreja arruinada, então desceu para o pequeno vale adiante.
Essa parte do cemitério era bem-cuidada; era a parte antiga que permitiam ficar levemente selvagem.
Aqui, a grama estava primorosamente aparada, e buquês de flores salpicavam cores brilhantes. Kagome sentou-se na grande lápide de mármore com "Higurashi" entalhado na frente.
- Oi, mãe. Oi, pai. - ela sussurrou. Ela se inclinou para colocar flores não-me-toque roxas que ela havia pegado a caminho em frente ao mercado. Então ela enroscou suas pernas debaixo de si e simplesmente sentou.
Ela vinha aqui regularmente após o acidente. Souta tinha somente um ano quando o acidente de carro aconteceu; ele não lembrava bem deles. Mas Kagome lembrava. Agora ela deixava sua mente folhear pelas memórias, e o caroço em sua garganta inchou, e as lágrimas vieram mais facilmente. Ela sentia tanto a falta deles, ainda. Mamãe, tão jovem e bonita, e papai, com um sorriso que enrugava seus olhos.
Ela tinha sorte de ter tia Kaede, é claro. Não era toda tia que se despediria do trabalho e se mudaria para uma cidadezinha para tomar conta de dois sobrinhos órfãos. E Myouga, o noivo de tia Kaede, era mais como um padrasto para Souta do que um futuro tio-por-casamento.
Mas Kagome se lembrava de seus pais. Às vezes, logo depois do funeral, ela tinha vindo aqui para brigar com eles, com raiva deles por terem sido tão estúpidos a ponto de morrerem. Isso foi quando ela não conhecia muito bem a tia Kaede, e tinha sentido que não havia mais lugar na Terra aonde ela pertencesse.
Aonde ela pertencia agora? - ela se perguntou. A resposta fácil era, aqui, em Fell's Church, aonde ela havia vivido sua vida toda. Mas ultimamente a resposta fácil parecia errada.
Ultimamente ela sentia que devia ter alguma outra coisa lá fora para ela, algum lugar que ela reconheceria de primeira e chamaria de lar.
Uma sombra caiu sobre ela, e ela olhou para cima, assustada. Por um instante, as duas figuras paradas sobre ela eram alienígenas, estranhas, vagamente ameaçadoras. Ela encarou, congelada.
- Kagome. - disse a menor figura agitadamente, as mãos nos quadris, - às vezes eu me preocupe com você, realmente me preocupo.
Kagome piscou e então riu brevemente. Eram Rin e Sango.
- O que uma pessoa tem que fazer para conseguir um pouco de privacidade por aqui? - ela perguntou enquanto elas sentavam.
- Diga-nos para ir embora, - sugeriu Sango, mas Kagome só deu de ombros. Sango e Rin tinham vindo aqui muitas vezes para encontrá-la nos meses depois do acidente. De repente, ela se sentiu feliz por isso, e grata à ambas. Se a nenhum outro lugar, ela pertencia às amigas que ligavam para ela. Ela não se importava se elas soubessem que ela estivera chorando, e ela aceitou os lencinhos amassados que Rin ofereceu e limpou seus olhos.
As três sentaram juntas em silêncio por um tempo, observando o vento agitar o grupo de árvores de carvalho na beira do cemitério.
- Eu sinto muito sobre o que aconteceu, - Rin disse por fim, com uma voz suave. - Aquilo foi realmente terrível.
- E o seu nome do meio é Tato, - disse Sango. - Não poderia ter sido tão ruim, Kagome.
- Você não estava lá. - Kagome se sentiu ficando quente novamente com a memória. - Foi terrível. Mas eu não ligo mais, - ela acrescentou categoricamente, com despeito. - Eu estou farta dele. Eu não o quero mais.
- Kagome!
- Eu não quero Rin. Ele obviamente se acha bom demais para – para americanos. Então ele pode simplesmente pegar aqueles óculos de sol de designer e...
Houve bufos de risada das outras garotas. Kagome assou seu nariz e balançou sua cabeça.
- Então, - ela disse à Rin, determinada a mudar o assunto, - pelo menos Tanner pareceu estar com um humor melhor hoje.
Rin pareceu atormentada.
- Você sabe que ele fez eu me recrutar para ser a primeira a fazer meu relatório oral? Eu não me importo, de qualquer forma; eu vou fazer o meu sobre os druidas, e –
- Sobre o quê?
- Druí-das. Os velhos esquisitos que construíram Stonehenge e faziam mágica e coisa e tal na antiga Inglaterra. Eu descendo deles, e é por isso que eu sou vidente.
Sango bufou, mas Kagome franziu a testa para o talo de grama que ela estava girando entre seus dedos. - Rin, você realmente viu alguma coisa ontem na minha palma? - ela perguntou abruptamente.
Rin hesitou. - Eu não sei, - ela disse por fim. - Eu – eu pensei que tinha naquela hora. Mas às vezes minha imaginação me escapa.
- Ela sabia que você estava aqui, - disse Sango inesperadamente. - Eu pensei em procurar na cafeteria, mas Rin disse: Ela está no cemitério.
- Disse? - Rin pareceu pouco surpresa, mas impressionada. - Bem, veja só. Minha avó em Edimburgo tem a segunda visão e eu também. Sempre pula uma geração.
- E você descende dos druidas. - Sango disse solenemente.
- Bem é verdade! Na Escócia eles mantêm as antigas tradições. Você não acreditaria em algumas das coisas que minha avó faz. Ela tem um jeito de descobrir com quem você vai se casar e quando você vai morrer. Ela me disse que eu vou morrer cedo.
- Rin!
- Ela disse. Eu vou estar jovem e bonita no meu caixão. Não acha que isso é romântico?
- Não, não acho. Eu acho que é nojento. - disse Kagome. As sombras estavam ficando mais longas, e o vento estava frio agora.
- Então com quem você vai se casar, Rin? - Sango disse com jeito.
- Eu não sei. Minha avó me disse o ritual para descobrir, mas eu nunca tentei. É claro – Rin fez uma pose sofisticada – Ele tem que ser escandalosamente rico e totalmente lindo. Como o nosso misterioso estranho moreno, por exemplo. Especialmente se ninguém mais o quiser. - Ela lançou um olhar travesso para Kagome.
Kagome recusou a isca.
- E quanto à Bankotsu Smallwood? - ela murmurou inocentemente. - Seu pai é certamente rico o bastante.
- E ele não é feio, - concordou Sango solenemente, - Isso é, é claro, se você for uma amante de animais. Aqueles enormes dentes brancos.
As garotas olharam uma para outra e então simultaneamente caíram na risada. Rin jogou um punhado de grama em Sango, que a removeu e jogou um dente-de-leão nela. Em algum lugar no meio disso, Kagome percebeu que ela ia ficar bem. Ela era ela mesma novamente, não perdida, não uma estranha, mas Kagome Higurashi, a rainha da Robert E. Lee. Ela puxou a fita laranja-amarelada de seu cabelo e balançou o cabelo livremente por seu rosto.
- Eu decidi o que fazer no meu relatório oral. - ela disse, observando com olhos estreitos enquanto Rin tirava com os dedos grama de seus cachos.
- O quê? - disse Meredith.
Kagome inclinou seu queixo e olhou para o céu vermelho e roxo acima da colina. Ela tomou um ponderado fôlego e deixou o suspense crescer por um momento. Então ela disse friamente: - A Renascença Italiana.
Rin e Sango a encararam, então olharam uma para outra e explodiram em berros e gargalhadas novamente.
- Arrá - disse Sango quando se recuperaram. - Então a tigresa regressou.
Kagome mostrou-lhe um sorriso ferino. Sua confiança abalada havia retornado à ela. E ainda que ela mesma não entendesse, ela sabia de uma coisa: ela não ia deixar Inuyasha Salvatore escapar vivo.
- Tudo bem. - ela disse rapidamente. - Agora, escutem vocês duas. Ninguém mais pode saber disso, ou vou ser motivo de riso na escola. E Ayame iria amar qualquer desculpa para me fazer parecer ridícula. Mas eu ainda o quero, e eu vou tê-lo. Eu não sei como ainda, mas eu vou. Até que eu bole um plano, contudo, nós vamos tratá-lo com indiferença.
- Oh, nós vamos?
- Sim, nós vamos. Você não pode tê-lo, Rin; Ele é meu. E eu tenho que ser capaz de confiar em você completamente.
- Espere um minuto, - disse Sango, um brilho em seu olhar. Ela soltou o alfinete cloisonné de sua blusa, então, levantando seu dedão, deu uma rápida picada. - Rin, me de sua mão.
- Por quê? - disse Rin, olhando o alfinete com suspeita.
- Porque eu quero me casar com você. Por que você acha, idiota?
- Mas – mas – Ah, tudo bem. Ai!
- Agora você, Kagome. - Sango picou o dedão de Kagome eficientemente, e então o espremeu para conseguir uma gota de sangue. - Agora, - ela continuou, olhando para as outras duas com brilhantes olhos negros, - todas nós pressionamos os nossos dedões juntos e juramos. Especialmente você, Rin. Jure manter esse segredo e fazer o que quer que Kagome peça em relação à Inuyasha.
- Olha, jurar com sangue é perigoso, - Rin protestou seriamente. - Quer dizer que você tem que ser fiel ao seu juramente não importa o que acontecer, não importa o que, Sango.
- Eu sei, - disse Sango cruelmente. - É por isso que eu estou dizendo para você fazer isso. Eu me lembro do que aconteceu com Houjo Martin.
Rin fez careta.
- Isso foi há anos, e nós terminamos logo de qualquer jeito e – Ah, tudo bem. Eu vou jurar. -Fechando seus olhos, ela disse, - Eu juro manter isso secreto e fazer qualquer coisa que Kagome peça em relação à Inuyasha.
Sango repetiu o julgamento. E Kagome, encarando as pálidas sombras dos dedões juntados na reunião do anoitecer, tomou um longo fôlego e disse suavemente, - E eu juro não descansar até que ele pertença a mim.
Uma rajada fria de vento soprou pelo cemitério, ventilando o cabelo das meninas e fazendo com que folhas secas se agitassem no chão. Rin arfou e recuou, e todas olharam ao redor, então riram nervosamente.
- Está escuro. - disse Kagome, surpresa.
- É melhor irmos para casa. - Sango disse, fixando seu alfinete enquanto ficava de pé. Rin se levantou, também, colocando a ponta de seu dedão em sua boca.
- Tchau. - disse Kagome suavemente, encarando a lápide. A flor roxa era um borrão no chão.
Ela pegou a fita laranja-amarelada que descansava ao lado dela, virou-se, e acenou para Rin e Sango. - Vamos.
Silenciosamente, elas se dirigiram à colina em direção à Igreja arruinada. O juramento feito com sangue deu-lhes uma sensação solene, e enquanto elas passavam pela Igreja arruinada Rin estremeceu. Com o Sol se pondo, a temperatura tinha abaixado abruptamente, e o vento estava subindo. Cada rajada mandava sussurros pela grama e fazia com que as antigas árvores de carvalho agitassem suas folhas suspensas.
- Eu estou congelando. - Kagome disse, parando por um momento no buraco negro que uma vez fora a porta da Igreja e olhando para baixo para a paisagem.
A Lua ainda não tinha se erguido, e ela apenas podia perceber o antigo cemitério e a Ponte Wickery além dele. O antigo cemitério datava dos dias da Guerra da Secessão, e muitas das lápides tinham nomes de soldados.
Parecia selvagem; arbustos e grandes ervas daninhas cresciam nas sepulturas, e heras americanas abundavam granitos decadentes. Kagome nunca gostara dele.
- Parece diferente, não? Na escuridão, quero dizer. - ela disse estavelmente. Ela não sabia como dizer o que ela realmente quisera dizer, que não era um lugar para os vivos.
- Nós podíamos ir pelo caminho longo. - disse Sango. - Mas isso significaria outros vinte minutos de caminhada.
- Eu não me importo ir por esse caminho, - disse Rin, engolindo em seco. - Eu sempre disse que queria ser enterrada no antigo.
- Dá pra parar de falar sobre querer ser enterrada? - Kagome repreendeu, e começou a descer a colina. Mas quando mais ela descia pelo estreito caminho, mais desconfortável ela se sentia. Ela diminuiu até que Rin e Sango a alcançaram. À medida que elas se aproximavam da primeira lápide, seu coração começou a bater mais forte. Ela tentou ignorá-lo, mas toda sua pele estava formigando com percepção e os pelinhos em seus braços estavam levantados. Entre as rajadas de vento, todo som parecia horrivelmente magnífico; o esmagamento de seus pés contra o caminho de folhas espalhadas era ensurdecedor.
A Igreja arruinada era uma silhueta preta atrás delas agora. O caminho estreito conduzia-se entre as lápides incrustadas com líquen, muitas das quais eram maiores que Sango. Grandes o bastante para algo se esconder atrás, Kagome pensou desconfortavelmente. Algumas das próprias lápides eram amedrontadoras, como a com o querubim que parecia um bebê de verdade, exceto que sua cabeça tinha caído e tinha sido cuidadosamente colocada sob seu corpo.
Os grandes olhos da cabeça de granito estavam vazios. Kagome não conseguia desviar seu olhar dele, e seu coração começou a golpear.
- Por que nós estamos parando? - disse Sango.
- Eu só... Sinto muito. - Kagome murmurou, mas quando se forçou a virar ela imediatamente endureceu.
- Rin? - ela disse. - Rin, qual é o problema?
Rin estava encarando diretamente o cemitério, seus lábios separados, seus olhos tão arregalados e vazios quanto os do querubim de pedra. Medo passou pelo estômago de Kagome. - Rin, pare com isso. Pare! Não é engraçado.
Rin não respondeu.
- Rin! - disse Sango. Ela e Kagome olharam uma para outra, e de repente Kagome sabia que tinha que escapar. Ela girou para começar a descer o caminho, mas uma voz estranha falou atrás dela, e ela se virou rapidamente.
- Kagome. - a voz disse. Não era a voz de Rin, mas vinha da boca de Rin. Pálida na escuridão, Rin ainda estava encarando o cemitério. Não havia expressão em seu rosto de jeito nenhum.
- Kagome, - a voz disse de novo, e acrescentou, à medida que a cabeça de Rin virava em direção a ela, - há alguém esperando lá fora por você.
Kagome nunca soube bem o que aconteceu nos próximos minutos. Algo pareceu se movimentar entre as escuras sombras curvadas da lápide, mudando e se elevando entre elas. Kagome berrou e Sango gritou por ajuda, e então ambas estavam correndo, e Rin estava correndo com elas, berrando, também.
Kagome percorreu o estreito caminho, tropeçando em pedras e protuberâncias de raízes de grama. Rin estava soluçando por atrás delas, e Sango, a calma e cínica Sango, estava ofegando selvagemente. Houve uma repentina batida e um som agudo em uma árvore de carvalho acima deles, e Kagome descobriu que ela podia correr mais rápido.
- Há algo atrás de nós, - Rin chorou estridentemente. - Ah, Deus, o que está acontecendo?
- Vão para a ponte, - arfou Kagome através do fogo em seus pulmões. Ela não sabia porque, mas ela sentia que elas tinham que chegar lá. - Não pare Rin! Não olhe para trás! - Ela agarrou a manga da outra garota e a arrastou.
- Eu não consigo. - Rin choramingou, agarrando com força seu lado, seu ritmo hesitando.
- Sim, você consegue, - resmungou Kagome, agarrando a manga de Rin novamente e a forçando a continuar se movendo. - Vamos. Vamos!
Ela viu o brilho prateado de água perante elas. E ali estava à clareira entre as árvores de carvalho, e a ponte mais à frente. As pernas de Kagome estavam tremendo e seu fôlego estava sibilando em sua garganta, mas ela não ia se deixar retardar. Agora ela podia ver as tábuas de madeira da ponte para pedestres. A ponte estava há seis metros delas, três metros, um e meio.
- Nós conseguimos. - ofegou Sango, os pés trovejando na madeira.
- Não parem! Cheguem ao outro lado!
A ponte rangeu, à medida que elas corriam vacilantemente por ela, seus passos ecoando pela água. Quando ela pulou na terra comprimida na margem distante, Kagome por fim soltou a manga de Rin, e permitiu que suas pernas cambaleassem e parassem.
Sango estava curvada, as mãos nos quadris, respirando profundamente. Rin estava chorando.
- O que foi isso? Ah, o que foi isso? - ela disse. - Ainda está vindo?
- Eu pensei que você fosse à expert, - Sango disse estavelmente. - Pelo amor de Deus, Kagome, vamos cair fora daqui.
- Não, está tudo bem agora. - Kagome sussurrou. Havia lágrimas em seus próprios olhos e ela estava tremendo, mas o hálito quente na parte de trás de seu pescoço tinha sumido. O rio se esticava entre ela e aquilo, as águas um tumulto escuro. - Aquilo não pode nos seguir aqui. - ela disse.
Sango a encarou, então a outra margem com suas árvores de carvalho agrupadas, então Rin. Ela molhou seus lábios e riu brevemente.
- Claro. Não pode nos seguir. Mas vamos para casa de qualquer jeito, está bem? A não ser que você queira passar a noite aqui.
Algumas sensações inomináveis estremeceram por Kagome.
- Não hoje, obrigada. - ela disse.
Ela colocou um braço ao redor de Rin, que ainda estava fungando.
- Está tudo bem, Rin. Nós estamos a salvo agora. Vamos.
Sango estava olhando através do rio novamente. - Sabe, eu não vejo nada lá trás, - ela disse, sua voz mais calma. - Talvez não houvesse nada atrás de nós de modo algum; talvez nós simplesmente entramos em pânico e nos assustamos. Com uma ajudinha de nossa sacerdotisa druída aqui.
Kagome não disse nada à medida que elas começaram a caminhar, mantendo-se muito juntas pelo caminho de terra. Mas ela queria saber. Ela queria muito saber.
Dreime: Oi, pessoal hoje vou ser breve e sem embolações e isso serve p/ vc nina-chan.
Nina: ¬¬
Dreime: Espero q estejam gostando da estória, ia postar à tardinha ou à noite. Só q me lembrei à tardinha eu tenho crisma e a noite um niver p/ eu ir. Então, estou postando na hora do almoço.
Tchauzinho q ainda tenho um trabalho de recuperação de inglês p/ fazer, e eu não estou de recuperação em nenhuma matéria + é obrigatório na minha escola fazer o q, né?
Nina: É a vida... Deixem uma review o/ tchau.
