Discleimer: Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.

Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vão ter q ser mudadas.

Texto original: Lisa Jane Smith.

Adaptação: Dreime.

DdoV

Capítulo Nove

Ela não era a reencarnação de Kikyou.

Dirigindo de volta à pensão no débil silêncio lavanda antes do amanhecer, Inuyasha pensou sobre isso.

Ele tinha dito isso mesmo a ela, e era verdade, mas ele só estava percebendo agora a quanto tempo ele estivera trabalhando nessa conclusão. Ele tinha estado ciente de cada respiração e movimento de Kagome há semanas, e ele tinha catalogado cada diferença.

Seu cabelo era um ou dois tons mais claro do que o Kikyou, e suas sobrancelhas e cílios eram mais escuros.

Os de Kikyou tinha sido quase prateados. E ela mais alta do que Kikyou por um bom palmo. Ela se movia com mais liberdade, também; as garotas dessa época estavam mais confortáveis com seus corpos.

Até mesmo seus olhos, aqueles olhos que o imobilizaram com o choque do reconhecimento naquele primeiro dia, não eram realmente os mesmos. Os olhos de Kikyou eram geralmente arregalados com curiosidade infantil, ou então desencorajados como era apropriado para uma jovem garota do fim do século quinze. Mas os olhos de Kagome o encontravam diretamente, olhavam para você firmes e sem vacilar. E algumas vezes eles se estreitavam com determinação ou provocação de uma forma que os de Kikyou nunca fizeram.

Na graciosidade e beleza e pura fascinação, elas também eram parecidas. Mas enquanto Kikyou tinha sido uma gatinha branca, Kagome era uma tigresa branca como a neve.

Enquanto ele passava pelas silhuetas de árvores de bordo, Inuyasha encolheu-se da lembrança que brotou repentinamente.

Ele não iria pensar nisso, ele não iria se deixar... Mas as imagens já estavam se movendo diante dele. Era como se o jornal tivesse se aberto e ele não pudesse fazer nada além de encarar incontrolavelmente a página enquanto a história se desenrolava na sua mente.

Branco, Kikyou estivera usando branco naquele dia. Um novo vestido branco de seda veneziana com mangas cortadas para mostrar a fina camisola de linho por baixo. Ela tinha um colar de ouro e pérolas em seu pescoço e um pequenino brinco de pingente de pérola em suas orelhas.

Ela estava tão satisfeita com o vestido novo que seu pai tinha comissionado especialmente para ela.

Ela tinha dado piruetas na frente de Inuyasha, levantando a grande e comprida saia com uma pequena mão para mostrar o bordado amarelo debaixo dela...

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- Veja, está até bordado com as minhas iniciais. Papa fez isso. Mein lieber* Papa... - Sua voz dissipou-se, e ela parou de rodopiar, uma mão lentamente se ajustando ao seu lado. - Mas o que está errado, Inuyasha? Você não está sorrindo.

* expressão alemã que quer dizer 'meu querido', 'meu bem'.

Ele não conseguia nem tentar. A visão dela aqui, branca e negra como alguma visão celestial, era uma dor física para ele. Se ele a perdesse, ele não sabia como poderia viver.

Seus dedos se fecharam convulsivamente em volta do frio metal entalhado.

- Kikyou, como eu posso sorrir, como eu posso ser feliz quando...

- Quando?

- Quando eu vejo como olha para Sesshoumaru. - Pronto, foi dito. Ele continuou dolorosamente. - Antes de ele voltar para casa, você e eu estávamos juntos todos os dias. Meu pai e o seu estavam satisfeitos, e falavam de planos de casamento. Mas agora os dias são mais curtos, o verão está quase acabando – e você passa tanto tempo com Sesshoumaru quanto passa comigo. A única razão porque o pai permite que ele fique aqui é porque você pediu. Mas por que você pediu isso, Kikyou? Eu achei que você gostasse de mim.

Os olhos azuis dela estavam consternados.

- Eu gosto de você, Inuyasha. Oh, você sabe que eu gosto!

- Então por que intercede por Sesshoumaru com meu pai? Se não fosse por você, ele teria jogado Sesshoumaru na rua...

- O que eu tenho certeza que teria agradado você, irmãozinho. - A voz na porta era estável e arrogante, mas quando Inuyasha virou-se ele viu que os olhos de Sesshoumaru estavam ardendo.

- Ah, não, isso não é verdade. - disse Kikyou. - Inuyasha nunca desejaria vê-lo machucado.

Os lábios de Sesshoumaru se curvaram repentinamente, e ele lançou a Inuyasha um olhar irônico enquanto movia-se para o lado de Kikyou. - Talvez não. - ele disse a ela, sua voz suavizando-se ligeiramente. - Mas meu irmão está certo sobre pelo menos uma coisa. Os dias estão ficando mais curtos, e logo seu pai partirá para Florença. E ele te levará junto – a não ser que você tenha uma razão para ficar.

A não ser que você tenha um marido com quem ficar. As palavras não foram ditas, mas todos as ouviram. O barão era muito ligado à sua filha para forçá-la a se casar contra sua vontade. No final teria que ser a decisão de Kikyou. A escolha de Kikyou.

Agora que o assunto foi levantado, Inuyasha não podia calar-se.

- Kikyou sabe que deve deixar seu pai em breve– - ele começou, exibindo seu conhecimento secreto, mas seu irmão interrompeu.

- Ah, sim, antes que o velho fique desconfiado. - Sesshoumaru disse casualmente. - Até mesmo o mais coruja dos pais começará a se perguntar por que sua filha só sai à noite.

Raiva e mágoa varreu por Inuyasha. Era verdade, então; Sesshoumaru sabia. Kikyou tinha dividido seu segredo com seu irmão.

- Por que você contou a ele, Kikyou? Por quê? O que pode ver nele: um homem que não liga para nada exceto seu próprio prazer? Como ele a pode fazer feliz quando pensa somente em si mesmo?

- E como esse garoto pode fazê-la feliz quando ele não conhece nada do mundo? - Sesshoumaru interpôs sua voz afiada como lâmina com desprezo. - Como ele irá protegê-la quando ele nunca encarou a realidade? Ele passou sua vida entra livros e pinturas; deixe-o ficar aqui.

Kikyou estava balançando sua cabeça em agonia, seus olhos azuis de pedras preciosas nublados com lágrimas.

- Nenhum dos dois entende. - ela disse. - Vocês estão pensando que eu posso me casar e me assentar aqui como qualquer outra dama de Florença. Mas eu não posso ser como as outras damas. Como eu poderia manter uma casa cheia de serventes que irão observar cada movimento meu? Como eu poderia viver em um lugar onde as pessoas irão ver que os anos não me tocam? Nunca haverá uma vida normal para mim.

Ela tomou um longo fôlego e olhou para cada um deles de uma vez. - Quem escolher ser meu marido deve desistir da vida da luz solar. - ela sussurrou. - Ele deve escolher viver sujeito a Lua e nas horas da escuridão.

- Então você deve escolher alguém que não tem medo das sombras. - Sesshoumaru disse, e Inuyasha ficou surpreso com a intensidade de sua voz. Ele nunca tinha ouvido Sesshoumaru falar tão ardentemente ou com tão pouca afeição.

- Kikyou, olhe para meu irmão: ele será capaz de renunciar à luz solar? Ele é muito apegado às coisas comuns: seus amigos, sua família, sua responsabilidade para Florença. A escuridão o destruiria.

- Mentiroso! - gritou Inuyasha. Ele estava agitado agora. - Eu sou tão forte quanto você é, irmão, e eu não temo nada nas sombras ou na luz solar tampouco. E eu amo Kikyou mais do que amigos ou família—

- Ou a sua responsabilidade? Você a ama o bastante para desistir disso também?

- Sim. - Inuyasha disse audaciosamente. - O bastante para desistir de tudo.

Sesshoumaru lançou um de seus sorriso repentinos e perturbadores. Então ele virou-se para Kikyou. – Parece... - ele disse - Que a escolha é somente sua. Você tem dois pretendentes para sua mão; irá escolher um de nós ou nenhum?

Kikyou lentamente abaixou sua cabeça negra. Então ela levantou olhos azuis molhados para ambos.

- Dêem-me até domingo para pensar. E no meio tempo, não me pressionem com perguntas.

Inuyasha concordou relutantemente. Sesshoumaru disse:

- E no domingo?

- Ao anoitecer de domingo, no crepúsculo, eu farei minha escolha.

DdoV

Crepúsculo... A profunda escuridão violeta do crepúsculo...

Os tons de veludo dissiparam-se ao redor de Inuyasha, e então ele voltou à si. Não era o anoitecer, mas sim o amanhecer, aquele céu manchado ao seu redor. Perdido em seus pensamentos, ele tinha dirigido até a beira da floresta.

Ao noroeste ele podia ver a Ponte Wickery e o cemitério. Novas lembranças fizeram sua pulsação golpear.

Ele tinha dito a Sesshoumaru que estava disposto a desistir de tudo por Kikyou. E foi exatamente isso que ele fez. Ele tinha renunciado seu direito à luz solar, e tinha se tornado uma criatura das trevas por ela. Um caçador condenado a ser para sempre caçado, um ladrão que tinha que roubar vida para preencher suas próprias veias.

E talvez um assassino. Não, eles tinham dito que a garota Kaguya não morreria. Mas sua próxima vítima podia. A pior coisa sobre seu último ataque era que ele não se lembrava de nada. Ele lembrava-se da fraqueza, da necessidade opressora, e ele lembrava-se de vacilar na porta da Igreja, mas nada depois. Ele tinha voltado a si quando estava do lado de fora com o grito de Kagome ecoando em seus ouvidos – e ele tinha corrido até ela sem parar para pensar sobre o que podia ter acontecido.

Kagome... Por um momento ele sentiu uma onda de pura felicidade e admiração, esquecendo todo o resto. Kagome, quente como a luz solar, macia como a manhã, mas com um coração de aço que não podia ser quebrado. Ela era como fogo queimando no gelo, como a ponta afiada de uma adaga de prata.

Mas ele tinha o direito de amá-la? Seu sentimento por ela a colocava em perigo. E se na próxima vez a necessidade o tomasse quando Kagome fosse a humana viva mais perto, o vaso sanguíneo cheio de sangue quente e renovador mais perto?

Eu morrerei antes de tocá-la, ele pensou, fazendo um juramento. Antes que abra suas veias, eu morrerei de sede. E eu juro que ela nunca conhecera meu segredo. Ela nunca terá que abandonar a luz solar por minha causa.

Atrás dele, o céu estava se iluminando. Mas antes que ele fosse ele mandou um pensamento profundo, com toda a força de sua dor por trás dele, procurando por algum outro Poder que pudesse estar por perto. Procurando por alguma outra solução para o que quer que tenha acontecido na Igreja.

Mas não havia nada, nenhuma pista de resposta. O cemitério zombava dele em silêncio.

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Kagome acordou com o Sol brilhando em sua janela. Ela sentiu, imediatamente, como se tivesse acabado de se recuperar de um longo episódio de gripe, e como se fosse manhã de Natal. Seus pensamentos se misturaram enquanto ela se sentava.

Ai. Ela estava machucada em tudo quanto é parte. Mas ela e Inuyasha – aquilo deixava tudo certo. Aquele Bankotsu bêbado e grosseiro... Mas Bankotsu não importava mais. Nada importava exceto que Inuyasha a amava.

Ela desceu as escadas com sua camisola, percebendo pela luz que se inclinava pelas janelas que ela deveria ter dormido até muito tarde. Tia Kaede e Souta estavam na sala de estar.

- Bom dia, tia Kaede. - Ela deu à sua tia surpresa um abraço longe e duro. - E bom dia, chuchu. - Ela levantou Souta e valsou pela sala com ele. - E – oh! Bom dia, Myouga.

Um pouco envergonhada por sua exuberância e seu estado de vestimenta, ela desceu Souta e se apressou para a cozinha.

Tia Kaede entrou. Apesar de terem círculos escuros ao redor de seus olhos, ela estava sorrindo.

- Você parece estar de bom humor essa manhã.

- Oh, eu estou. - Kagome deu-lhe outro abraço, para se desculpar pelos círculos escuros.

- Você sabe que temos que voltar ao escritório do xerife para falar com eles sobre Bankotsu.

- Sim. - Kagome tirou suco da geladeira e serviu um copo a si mesmo. - Mas posso ir primeiro na casa da Kaguya Bennett? Eu sei que ela deve estar chateada, especialmente já que parece que ninguém acredita nela.

- Você acredita nela, Kagome?

- Sim, - ela disse lentamente, - Eu acredito nela. E, tia Kaede, - ela acrescentou, chegando a uma decisão, - Algo aconteceu comigo na Igreja, também. Eu pensei–

- Kagome! Rin e Sango estão aqui para vê-la. - A voz de Myouga soou do corredor.

O estado de confidência foi quebrado. - Oh... Mande-as entrar. - Kagome chamou, e tomou um gole do suco de laranja.

- Eu te conto sobre isso mais tarde. - ela prometeu à tia Kaede, enquanto passos aproximavam-se da cozinha.

Rin e Sango pararam na entrada, paradas com uma formalidade desacostumada.

Kagome mesma se sentia embaraçada, e esperou até que sua tia tivesse deixado a sala para falar de novo.

Então ela limpou sua garganta, seus olhos fixos em um azulejo gasto de linóleo. Ela espreitou ligeiramente e viu que ambas Rin e Sango estavam encarando o mesmo azulejo.

Ela explodiu em risadas, e com o som ambas olharam para cima.

- Eu estou feliz demais para até mesmo ficar na defensiva. - Kagome disse, estendendo seus braços para elas. - E eu sei que devia estar arrependida sobre o que eu disse, e eu estou arrependida, mas eu só não posso agir pateticamente sobre isso. Eu fui horrível e eu mereço ser executada, e agora podemos simplesmente fingir que nunca aconteceu?

- Você tem que estar arrependida, fugir da gente daquele jeito. - Rin repreendeu enquanto as três se juntavam em um abraço intrincado.

- E com Bankotsu Smallwood, justo ele. - disse Sango.

- Bem, aprendi minha lição nessa. - Kagome disse, e por um momento seu humor ficou negro. Então Rin garganteou uma risada.

- E você mesma conseguiu um peixão – Inuyasha Salvatore! Falando em entradas dramáticas. Quando você entrou pela porta com ele, eu achei que estivesse alucinando. Como você fez isso?

- Eu não fiz. Ele só apareceu como a cavalaria em um daqueles filmes velhos.

- Defendendo sua honra. - disse Rin. - O que podia ser mais excitante?

- Eu posso pensar em uma ou duas coisas. - disse Sango. - Mas então, talvez Kagome já as fez, também.

- Eu contarei tudo sobre isso. - Kagome disse, soltando-as e dando um passo para trás. - Mas primeiro vocês vão para a casa de Kaguya comigo? Eu quero falar com ela.

- Você pode nos contar enquanto você estiver se vestindo, e enquanto estivermos andando, e enquanto você estiver escovando seus dentes por sinal. - disse Rin firmemente. - E se você deixar de fora um detalhezinho, você vai encarar a Inquisição Espanhola.

- Veja, - disse Sango maliciosamente, - todo o trabalho do Sr. Tanner deu certo. Rin agora sabe que a Inquisição Espanhola não é uma banda de rock.

Kagome estava rindo com completo entusiasmo enquanto subiam as escadas.

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Sra. Bennett parecia pálida e cansada, mas as convidou para entrar.

- Kaguya está descansando; o médico disse para mantê-la na cama. - ela explicou, com um sorriso que tremia levemente. Kagome, Rin, e Sango se amontoaram no corredor estreito.

A Sra. Bennett bateu levemente na porta de Kaguya.

- Kaguya, querida, algumas garotas da escola querem vê-la. Não fiquem muito tempo. - ela acrescentou para Kagome, abrindo a porta.

- Nós não vamos. - Kagome prometeu. Ela adentrou um lindo quarto azul e branco, as outras logo atrás dela. Kaguya estava deitada em uma casa apoiada por travesseiros, com uma manta azul-cinzenta até seu queixo.

Seu rosto estava branco como papel contra ela, e seus olhos de pálpebras pesadas encaravam diretamente à sua frente.

- Era assim que ela estava ontem à noite. - Rin sussurrou.

Kagome moveu-se para o lado da cama. - Kaguya, - ela disse suavemente. Kaguya continuou encarando, mas Kagome pensou que sua respiração tinha mudado levemente. - Kaguya, pode me ouvir? É Kagome Higurashi. - Ela olhou duvidosamente para Rin e Sango.

- Parece que deram-lhe tranqüilizantes. - disse Sango.

Mas a Sra. Bennett não tinha dito que tinham-lhe dado remédios. Franzindo a testa, Kagome voltou-se para a garota indiferente.

- Kaguya, sou eu, Kagome. Eu só queria falar com você sobre ontem à noite. Eu quero que você saiba que eu acredito em você sobre o que aconteceu. - Kagome ignorou o olhar afiado que Sango lhe deu e continuou. - E eu queria perguntar para você–

- Não! - Foi um grito, grosso e agudo, saído da garganta de Kaguya. O corpo que estivera tão parado quanto um boneco de cera explodiu em uma ação violenta. O cabelo castanho claro de Kaguya chicoteou suas bochechas enquanto ela atirava sua cabeça para frente e para trás e suas mãos batiam no espaço vazio. - Não! Não! - ela gritava.

- Faça algo! - Rin arfou. - Sra. Bennett! Sra. Bennett!

Kagome e Sango estavam tentando segurar Kaguya na cama, e ela estava lutando contra elas. A gritaria seguiu continuamente. Então de repente a mãe de Kaguya estava ao lado delas, ajudando a segurá-la, empurrando as outras para longe.

- O que vocês fizeram a ela? - ela gritou.

Kaguya agarrou-se com força à mãe, se acalmando, mas então os olhos de pálpebras pesadas olharam Kagome por sobre o ombro da Sra. Bennett.

- Você é parte disso! Você é malvada! - ela gritou histericamente para Kagome. - Fique longe de mim!

Kagome estava pasma.

- Kaguya! Eu só vim aqui pedir–

- Eu acho que é melhor vocês irem agora. Deixem-nos em paz. - disse a Sra. Bennett, apertando sua filha protetoramente. - Não vêem o que estão fazendo a ela?

No silêncio estupefato, Kagome deixou o quarto. Rin e Sango a seguiram.

- Devem ser os remédios. - disse Rin quando estavam fora da casa. - Ela simplesmente ficou completamente não-linear.

- Você notou as mãos dela? - Sango disse à Kagome. - Quando nós estávamos tentando contê-la, eu segurei uma de suas mãos. E estava fria como gelo.

Kagome balançou sua cabeça em perplexidade. Nada disso fazia sentido, mas ela não deixaria isso estragar seu dia. Ela não deixaria. Desesperadamente, ela procurou em sua mente por algo que fosse contrabalancear a experiência, que permitir-lhe-ia atear-se à felicidade.

- Eu sei. - ela disse. - A pensão.

- O quê?

- Eu disse a Inuyasha para me ligar hoje, mas por que não andamos até à pensão ao invés disso? Não é longe daqui.

- Somente uma caminhada de vinte minutos. - disse Rin. Ela se alegrou. - Pelo menos poderemos finalmente ver aquele quarto dele.

- Na verdade... - disse Kagome - Eu estava pensando que você duas podiam esperar no andar debaixo. Bem, eu só vou poder vê-lo por alguns minutos. - ela acrescentou, defensivamente, enquanto elas olhavam para ela. Era estranho, talvez, mas ela não queria dividir Inuyasha com suas amigas ainda. Ele era tão novo para ela que parecia que ele era quase um segredo.

A batida delas na brilhante porta de carvalho foi atendida pela Sra. Flowers. Ela era uma gnominha enrugada com olhos negros surpreendentemente brilhantes.

- Você deve ser Kagome. - ela disse. - Eu vi você e Inuyasha saírem ontem à noite, e ele me disse o seu nome quando ele voltou.

- Você nos viu? - disse Kagome surpresa. - Eu não te vi.

- Não, você não viu. - disse a Sra. Flowers, e deu risada. - Que garota bonita você é, minha querida. - ela acrescentou. - Uma garota muito bonita. - Ela deu um tapinha na bochecha de Kagome.

- Er, obrigada. - disse Kagome desconfortavelmente. Ela não gostava da maneira como aqueles olhos parecidos com pássaros estavam fixados nela. Ela olhou através da Sra. Flowers para as escadas. - Inuyasha está em casa?

- Ele deve estar, a não ser que tenha voado do telhado! - disse a Sra. Flowers, e deu risadas novamente. Kagome riu educadamente.

- Nós ficaremos aqui embaixo com a Sra. Flowers. - disse Sango para Kagome, enquanto Rin revirava seus olhos em martírio. Escondendo um sorriso, Kagome concordou e subiu pelas escadas.

Que casa velha estranha, ela pensou novamente enquanto localizava a segunda escada no quarto. As vozes abaixo estavam muito fracas daqui, e enquanto ela subia os degraus elas se dissiparam inteiramente. Ela estava enrolada em silêncio, e enquanto alcançava o quarto mal iluminado no alto, ela teve a sensação de ter entrado em outro mundo. Sua batida soou muito tímida. - Inuyasha? - Ela não podia ouvir nada de dentro, mas de repente a porta se abriu. Todos devem parecer pálidos e cansados hoje, pensou Kagome, e então ela estava nos braços dele.

Aqueles braços se apertaram ao seu redor convulsivamente. - Kagome. Oh, Kagome…

Então ele se afastou. Era exatamente do jeito que fora na noite passada; Kagome pôde sentir o abismo abrindo-se entre eles. Ela viu o olhar frio e correto se juntar em seus olhos.

- Não. - ela disse pouco ciente de que falara em voz alta. - Eu não te deixarei. - E ela puxou a boca dele para a dela.

Por um momento não houve resposta, e então ele estremeceu, e o beijo tornou-se abrasador. Seus dedos se embaraçaram no cabelo dela, e o universo contraiu-se ao redor de Kagome. Nada mais existia exceto Inuyasha, e a sensação de seus braços ao redor dela, e o fogo de seus lábios nos delas.

Uns poucos minutos ou uns poucos séculos mais tarde eles se separaram, ambos tremendo. Mas seus olhares permaneceram conectados, e Kagome viu que os olhos de Inuyasha estavam dilatados demais mesmo para essa luz turva; havia apenas uma estreita faixa de verde ao redor de suas pupilas escuras. Ele parecia estupefato, e sua boca – aquela boca! – estava inchada.

- Eu acho. - ele disse, e ela pôde ouvir o controle em sua voz, - Que é melhor tomarmos cuidado quando fizermos isso.

Kagome concordou, ela própria estupefata. Não em público, ela estava pensando. E não quando Rin e Sango estavam esperando lá embaixo. E não quando estivessem absolutamente sozinhos, a não ser que...

- Mas você pode só me segurar. - ela disse.

Que estranho, que depois daquela paixão ela pudesse se sentir tão a salvo, tão pacífica, em seus braços. - Eu te amo. - ela sussurrou na lã áspera de seu suéter.

Ela sentiu um tiritar passar por ele. – Kagome. - ele disse novamente, e era um som de quase desespero.

Ela levantou sua cabeça. - O que tem de errado com isso? O que possivelmente poderia ter de errado com isso, Inuyasha? Você não me ama?

- Eu... - Ele olhou para ela, desamparadamente – e eles ouviram a voz da Sra. Flowers chamando fracamente da base da escada.

- Garoto! Garoto! Inuyasha! - Soava como se ela estivesse batendo no corrimão com seu sapato.

Inuyasha suspirou. - É melhor eu ir ver o que ela quer. - Ele deslizou para longe dela, seu rosto ilegível.

Deixada sozinha, Kagome cruzou seus braços ao redor do peito e estremeceu. Era tão gelado aqui. Ele deveria ter uma lareira, ela pensou os olhos se movendo preguiçosamente pelo quarto para descansar finalmente na cômoda de mogno que tinha examinado na noite anterior.

O cofre.

Ela olhou para a porta fechada. Se ele voltasse e a pegasse... Ela realmente não deveria - mas ela já estava se movendo em direção à cômoda.

Pense na mulher do Barba Azul, ela disse à si mesma. A curiosidade matou ela. Mas seus dedos estavam na tampa de ferro. Com seu coração batendo rapidamente, ela abriu a tampa.

Na luz turva, o cofre primeiramente pareceu estar vazio, e Kagome soltou uma risada nervosa. O que ela tinha esperado? Cartas de amor de Ayame? Uma adaga sangrenta?

Então ela viu a tira estreita de seda, dobrada repetidamente impecavelmente sobre si mesma em um canto. Ela a tirou e a correu entre seus dedos. Era a fita laranja-amarelada que ela tinha perdido no segundo dia de escola.

Oh, Inuyasha. Lágrimas queimaram seus olhos, e em seu peito amor fluiu incontrolavelmente, inundando-a.

Tanto tempo atrás? Você gostava de mim tanto tempo atrás? Oh, Inuyasha, eu te amo...

E não importa se você não pode dizer isso para mim, ela pensou. Houve um som do lado de fora da porta, e ela dobrou a fita rapidamente e a recolocou no cofre. Então se virou em direção à porta, piscando lágrimas de seus olhos.

Não importa se você não pode dizer isso de imediato. Eu direi por nós dois. E algum dia você irá aprender.

N/A: Oi pessoal, como vão? Espero que vocês tenham gostado do capitulo de hoje.

Respostas as Reviews:

Flor do Deserto:

Oi flor, eu não fiz nada só dei umas férias a ela.

Tenho certeza sim, nenhum alien a seqüestrou. Obrigada por avisar essa parte!

Obrigada pela review! 8D

Tchauzinho deixem uma review.