N/A: Eu avisei sobre linguagem depreciativa na fic? Não? Bem, agora sim.
Galera, não apareceu o link do vídeo no capítulo anterior, então se alguém interessou por ele o nome no youtube é "Jared e Jensen - Entrevista CW". Aproveitem :D
Lobo em pele de diretor
Jared estava dentro de uma ampla sala, olhava para os lados cantarolando mentalmente. Estava nervoso, sentia-se um peixe fora d'água, prova disso era que estava fazendo de tudo pra descontrair.
Balançava a perna freneticamente, jogava o cabelo pra trás de um em um minuto, pegou a caneta que estava sobre a mesinha e a desmontou, montou, desmontou novamente, tentou remontar de outro jeito... Mais um pouco e fabricaria uma sonda interestelar com o objeto.
Inclinou-se para trás apoiando a cabeça na parede e inspirou profundamente, relaxando. Aquela estranha sensação estava o perseguindo desde manhã, algo como um pressentimento ruim.
Agora tentava visualizar a si mesmo brincando com os seus cães, Jensen com um pote de... Droga! Sua consciência estava lhe torturando com broncas, e ela tinha a voz de Jensen:
"Seu irresponsável! Não acredito que veio sozinho em uma agência que ninguém conhece, falar com um cara que menos que ninguém conhece. Pra que serve o Clif, Jared? E por que você tem um empresário?"
Mas ele precisava fazer isto, sentir que estava no controle de sua vida de novo. Seu mundo girava em torno de sua carreira, cada mínimo passo era planejado e nem sempre por ele.
"Se ao menos tivesse me avisado... Desde quando esconde essas coisas de mim?"
Jared pegou o celular, iria ligar para Jensen quando se lembrou que ele deveria estar com Dannel. Pensar naquela ruiva pendurada no pescoço do Jen, pra quem precisasse ver, deixava-lhe louco. Imaginem as coisas que tinha que suportar, era o seu J-dog...
_Mr. Padalecki?_ Uma jovem o chamou interrompendo os seus pensamentos.
Finalmente! Ele levantou-se a acompanhou a mulher até outro cômodo. Um senhor estava esperando.
_Boa tarde, sou Henri Morgan. Prazer em conhecê-lo, Jared Padalecki? Certo?
_Sim_ respondeu apertando-lhe a mão_ O prazer é todo meu.
Jared se sentou em uma cadeira de frente para o tal Morgan, um silêncio constrangedor encheu o ar.
_Acho que isto é seu_ Jared entregou a caneta_ O homem a pegou esboçando um sorriso de lado.
_Aprecio muito seu trabalho.
_O senhor disse que tinha um papel pra mim.
_Sim_ O homem colocou seus óculos como que para analisá-lo_ , você tem uma ótima aparência, é incrivelmente alto, acredito que seja forte porque eu soube que pratica exercícios físicos regularmente, posso ver com meus próprios olhos que é verdade. Não fuma, faz uso moderado de bebidas alcoólicas, mantêm hábitos saudáveis. Não vou nem fazer um comentário mais completo sobre seu talento e carisma, coisas que julgo até certo ponto, hereditárias. É cientificamente falando: perfeito.
Jared não entendeu muito bem. Aquele homem era mesmo diretor?
_E onde é que todas essas "qualidades" se encaixam no script?
_Suas qualidades são idéias para o meu exper... Digo, reality show.
Definitivamente, reality show não era a praia do ator. Já estava arquitetando uma forma de dizer "não" sem ser desagradável.
_Entenda que é algo grandioso que o fará ser uma celebridade com direito a capa das revistas mais respeitadas.
_Humm, e sobre o que é esse show?_perguntou apenas por educação.
_Algo familiar, sabe?_Disse o diretor, claramente desesperado para manter a atenção de Jared.
_Olha, muito obrigado pelo seu tempo, pela consideração, fico lisonjeado, mas não é meu perfil. Até mais.
_Espere!
_É sério, eu não... _Jared de repente se viu agarrado por outros dois homens . Ele não deixaria que o dominassem e logo a sala virou palco de pancadarias.
Algo o atingiu nas costas e o fez cair no chão de bruços, sentiu uma picada na bunda e deu um soco no diretor.
_Seu tarado desgraçado!_ O cara havia espetado ele, provavelmente com a caneta.
Jared usou a primeira coisa que achou para golpear os homens, isso lhe deu alguma vantagem, correu o quanto podia pra longe dali.
_Tudo bem, deixe-o ir_ escutou a voz de Morgan ao longe.
Entrou em sua caminhonete com a adrenalina correndo pelo corpo. Não se importou com multas, dirigiu bem rápido.
Da próxima vez seria mais esperto, seguiria seus instintos e principalmente a razão. Passou a mão livre na nádega afetada.
_Filho da puta_ Isso estava doendo.
