N/A: Pessoal, vocês estão sendo tão gentis comigo, como eu posso agradecer? Vou tentar fazer isso postando mais cedo.

Enjoy :B


Querer não é poder

Algumas semanas haviam se passado e naquela manhã, Jared acordou muito animado, no sentido sexual da palavra.

_Jens_ Jared chamou com a voz maliciosa e grave.

_Que foi?_ Jensen perguntou. Ele andava pela casa só de boxer, aquela que Jared tanto adorava. O moreno achava que aquilo era uma baita de uma provocação.

_Largue esse livro um pouco, vem aqui.

_Não. Você sabe que eu tenho que aprender isso.

O loiro estava muito atraente, sentado no sofá da sala lendo um livro de medicina. Estava com o cabelo ligeiramente bagunçado e de óculos. Chupava um pirulito distraidamente sem se dar conta do risco que estava correndo.

Jared atravessou o cômodo e sentou-se ao lado do loiro, envolvendo os braços em sua cintura.

_Parar um pouquinho não vai fazer mal algum_ E beijou sua nuca.

_Jay...

Jared riu divertidamente.

_Eu vou ter que ser mal com você?_ Jared perguntou baixo em seu ouvido, fazendo o outro arrepiar.

_Ow, isso parece interessante_ E lhe deu um beijo com gosto de doce. Agora que Jared esquentaria de verdade_ Mas eu realmente preciso estudar.

Jared empurrou-o com firmeza fazendo com que ele se deitasse no sofá, Jensen riu do gesto e deixou ser dominado.

_Vai estudar anatomia humana agora_ Jared disse com luxúria, puxando a boxer para baixo.

Antes que Jared pudesse alcançar a boca de Jensen (seu objeto de desejo mais profundo) para beijá-lo, o telefone tocou.

Jensen bufou de raiva, ficou de pé recolocando a cueca. Jared tentou segurá-lo para que ele não fosse atender o aparelho, mas o loiro conseguiu escapar, zombando pelo fato de ser mais rápido do que o outro.

_Alô_ Jensen atendeu_ Ah, como vai Megan?

Jared revirou os olhos. Sua irmã estava acabando com seu barato.

_Sim, eu falei com ele ontem_ Jensen disse olhando para Jared, conversando por olhares_ Ele está melhorando. Estão dizendo o quê? Que site?

Jensen começou a rir pendurado ao telefone.

_Hilário! E ridículo. Fica tranqüila, não é nada disso. Obrigado, eu fiquei realmente chateado, mas fazer o quê? Não é? Essas coisas acontecem...

Jared levantou-se do sofá. Ok Meg, você ganhou. Agora a conversa iria demorar bastante. Ele sabia do que os dois estavam falando, era sobre a série. Jensen há algum tempo atrás precisou ir até Erick e contar para o diretor que seu amigo não poderia interpretar Sam Winchester na data que foi estipulada.

" Jared está doente, nós pensamos que ele já estaria recuperado, mas as coisas pioraram. Ele não vai poder trabalhar por um tempo. Não é nada grave, mas eu te dou minha palavra que se ele estivesse fisicamente disponível, ele viria até dopado pra cá. É por que o cara não pode ficar na frente de uma câmera, juro. Não sei o que vai ser de nós, faça o que achar melhor. Demita e contrate outros atores, encerre a série, ou, sei lá, adie as filmagens... Não há como contornar essa situação."

Erick, no fim das contas teve que se conformar. Um piti, dois pitis, três pitis...não importava, isso não iria resolver nada. Ele teria que contar que as coisas não ocorrem como o planejado para a imprensa e pronto.

Então, ele fez o que devia, falou com as pessoas necessárias para tentar atrasar as filmagens e anunciou. O problema era: todos passaram a achar que Jared estava morrendo. Mil e uma doenças letais foram cogitadas, Jensen desgastou seus nervos com tanta especulação.

A mídia que arranjou um samba com tudo aquilo, não era nem de longe o pior. O que realmente preocupava Jensen e Jared era que suas famílias faziam parte desses indivíduos que sabiam que alguma coisa de errado estava acontecendo e já estavam tirando conclusões precipitadas. Jared ligava sempre para seus pais, amigos e etc. dizendo que estava tudo bem com ele e que isso era o que acalmava as coisas.

Os fãns, Meu Deus, eles realmente estavam torturando Jensen. Sobrenatural atraía os fãns mais loucos, mais apaixonados e leais. Nesse contexto isso era um crime, por que se eles acreditavam piamente que Jared estava à beira da morte... Salvem-se, é o apocalipse! Queriam estar a par de tudo, se preocupavam de verdade, queriam poder mostrar o amor por ele, dar força. Ninguém sabia de nada do moreno. Se nem a família estava entendendo o que ocorria, a última esperança era Jensen. Dá pra imaginar você indo ao supermercado pra comprar papel higiênico e uma senhora de quarenta anos gritar a plenos pulmões:

_Jensen! Jensen!_ E todos pararem de escolher seus produtos para olhá-lo?

Foi bem isso que aconteceu.

_Quem é Jensen?_ Um rapaz perguntou.

_O carinha que faz o Dean em Sobrenatural.

_Nossa, é ele mesmo!

_Jensen!_ A louca se aproximou imitava a expressão de quem perdeu o filho pequeno em uma praia pública_ O que aconteceu com Jared?

_E-e-e-e-ele está bem_ Jensen respondeu dando uma risadinha nervosa. Deu um tchau e saiu de fininho com vários pares de olhos vigilantes.

Quando já estava atravessando a rua cm o rosto mais vermelho que a bandeira da China, ouviu outra pessoa dizer:

_Espera, aquele não é Jensen Ackles?

Sim! Jensen, Jensen!_ Caminhando até ele.

Apressou os passos fingindo que não ouviu. Cinco minutos depois, era possível ver um loiro correr feito um ladrão fugindo da polícia e um grupo de cerca de quinze fãns atrás dele gritando para que ele os esperasse.

Sim, ele passou por maus bocados e a série de sua vida iria se chamar 007.

Voltando ao momento presente, Jared estava na cozinha e seu namorado ainda não tinha parado de tagarelar no telefone com Megan. Foi até lá pensando no que poderia fazer.

Pode-se dizer que o estado de seu humor era nublado, ameaçando fortes pancadas de chuva. Ele enfrentaria mais uma de suas crises de tédio.

Não podia sair de casa.

Não podia sequer colocar o rosto fora da janela para espiar a rua.

Não podia ligar para o disk pizza e atender o entregador.

Não podia colocar uma máscara do Jason, ligar um motosserra e assustar o vizinho.

Não que ele realmente fosse fazer isso, mas não podia isso, nem nada também.

Não poder estava deixando-o perigoso. Uma bomba relógio. Ele já havia passado todas as fases de todos os jogos que queria, já havia feito os serviços domésticos mais dignos de honrarias_ ter empregada, não podia_ assistiu cada um dos episódios das temporadas de "Os Simpsons", sabia de cor os horários de seus programas favoritos nos canais de TV, visitou páginas de jornal na internet, virou um cozinheiro exemplar... O ócio era ácido em suas veias. Estava sem fome, mesmo assim, abriu a porta da geladeira para pegar qualquer coisa.

_Jensen, eu liguei mesmo para avisar que minha mãe pegou um avião, ela está indo aí pra te ver_ Megan avisou. Jensen coçou a nuca.

_É? Que bom, mas por quê?

_Você a conhece um pouco, quando coloca alguma coisa na cabeça..._ Verdade, e Jared herdou isso_ Ela quer falar com você e depois vai direto ver o Jay.

_Sabe mais ou menos quando ela vai chegar?

_Bem, eu não pude te ligar antes por...

Jensen ouviu gritos bem altos e de horror. O grito da voz grave de Jared unido a um grito agudo, definitivamente feminino. Instintivamente, Jensen pegou o livro de medicina (A primeira coisa que viu) e correu para a cozinha, ameaçando usá-lo para defendê-los de quem quer que fosse.

Quando chegou à porta, viu a mãe de Jared com os olhos quase saindo para fora, uma expressão bem parecida com a do moreno. Ela olhava para os dois homens e encontrou alguma força para perguntar:

_Mas o que é isso?

Descobriu a gripe de Jared.