DISCLAIMERS: Eu NÃO sou dona de Harry e sua turma, infelizmente. Escrevo única e exclusivamente para a minha diversão e daqueles que leem o que escrevo.
Avisos: Parte do cap foi tirado de Harry Potter e o Cálice de Fogo, essa história se baseia nos acontecimentos deste livro e, portanto, existirão passagens que são idênticas aquelas do original. Eu espero fazer mudanças o suficiente para que a história não fique chata e/ou repetitiva.
N/a: Aqui está o capitulo! Mais longo do que o normal... espero que gostem!
Capitulo 2 – Copa Mundial de Quadribol.
Domingo chegou sem demora. Harry aproveitou os dias com Sirius e Remus para planejar em maior detalhes o que eles iriam fazer durante o ano. Quando as cinco horas da tarde de domingo chegou, Harry estava com uma mala pronta (só uma mala, já que ele pretendia ficar apenas alguns dias n'A Toca e não o resto do verão). As cinco horas chegaram e se passaram. Foram só as 5 e meia que a lareira se acendeu de verde e o Sr. Weasley saiu dela. Um pouco depois, Ron, Fred e George também apareceram.
-Desculpem a demora. - disse o Sr. Weasley – Molly não queria deixar os garotos virem, mas eles insistiram.
-Não tem problema, Arthur. - disse Remus indo cumprimentar os recém-chegados – como vão, garotos?
-Vamos muito bem, professor Lupin! - exclamou George.
-Pronto pra ir, Harry? - perguntou Arthur.
-Sim, tenho tudo o que vou precisar.
Enquanto Arthur, Sirius, Remus e Harry conversavam, Fred, George e Ron andavam pela sala, olhando o novo lar de um dos melhores amigos deles.
-Ótimo. - disse o Sr. Weasley – vamos então. George, Fred, Ron. Estamos indo.
O Sr. Weasley pegou um pouco de pó de flu e jogou na lareira acessa, fazendo as chamas ficarem verde-esmeralda e rugiram com mais força do que antes.
-Pode ir, Fred - disse o Sr. Weasley.
-Estou indo - respondeu Fred. - Ah, não... Espera aí...
Um saquinho de balas caiu do bolso de Fred e o conteúdo se espalhou em todas as direções - grandes caramelos em embalagens muito coloridas.
Fred saiu catando os caramelos, guardando-os de volta no bolso, depois deu um adeusinho animado aos Marotos adiantou-se e entrou direto nas chamas, dizendo "A Toca!". Ouviu-se um barulho de deslocamento de ar e Fred desapareceu.
-Agora você, George - disse o Sr. Weasley. - Leve a mala.
Harry deu a mala a George que a carregou até as chamas da lareira. Depois com um segundo deslocamento de ar, George gritara "A Toca!" e desapareceu também.
-Ron, você é o próximo - disse o Sr. Weasley.
-Até outro dia - disse Ron animado para os Marotos. Deu um grande sorriso para Harry, entrou no fogo e gritou "A Toca!" e desapareceu.
Agora só faltavam Harry e o Sr. Weasley. Harry abraçou seus dois guardiões para se despedir deles.
-Até mais. - disse o moreno.
-Até, Harry. Se cuide! - respondeu Remus.
-E não esqueça do que combinamos! - lembrou Sirius. Em seguida, o animago se abaixou para pegar alguma coisa do chão enquanto Harry andava até a lareira.
Quando Harry estava enfiando um pé nas chamas que, aos seus sentidos, pareceram um hálito morno. Naquele momento, porém, um horrível ruído de alguém se engasgando ocorreu às costas dele e Remus começou a rir descontroladamente.
Sirius estava ajoelhado ao lado da mesinha de centro, e tossia e cuspia uma coisa de uns trinta centímetros, roxa e viscosa que saía de sua boca. Passado um segundo de aturdimento, Harry se deu conta de que aquela coisa de trinta centímetros era a língua de seu padrinho - e que havia um papel de caramelo, vivamente colorido, caído no chão ao lado dele. Harry não se aguentou e começou a rir também. Remus já chorava, ao ver a situação em que seu amigo se metera. O Sr. Weasley, por outro lado, não sabia se ria ou se se desculpava pela ação de seus filhos.
Tomando uma decisão, Arthur acho que seria melhor ajudar Sirius, já que Remus e Harry pareciam ser incapazes de fazer outra coisa a não ser rir. Um feitiço depois, e a língua de Sirius voltou ao tamanho normal.
-O que diabos foi isso? - perguntou Sirius exasperado e completamente maravilhado.
-Caramelo Incha-Língua, eu acho. - respondeu Harry – e está na hora de eu ir. Até mais, Remy, Siri. Se comportem!
E com essas palavras o moreno entrou completamente nas chamas verdes e disse "A Toca!", sumindo na rede de lareiras.
Harry rodopiou cada vez mais veloz, apertando os cotovelos junto ao corpo, lareiras difusas passaram como relâmpagos por ele, até que começou a se sentir nauseado e fechou os olhos. Depois, ao sentir finalmente que estava desacelerando, esticou as mãos para frente e fez força para parar em tempo de evitar cair de cara na lareira da cozinha da casa dos Weasley.
-Alguém comeu? - perguntou Fred excitado, estendendo a mão para ajudar Harry a se levantar.
-Comeu, Sirius. - disse Harry se endireitando, e fingindo não saber continuou. - O que era?
-Caramelo Incha-Língua - informou-lhe Fred, animado. - Foi George e eu que inventamos, passamos o verão todo procurando alguém para experimentar...
A pequena cozinha explodiu de risadas; Harry olhou para os lados e viu que Ron e George estavam sentados à mesa da cozinha com dois rapazes ruivos que ele nunca vira antes, embora soubesse na hora quem deviam ser: Bill e Carlinhos, os dois irmãos Weasley mais velhos.
-Como vai, Harry? - disse o que estava mais próximo, sorrindo para ele e estendendo a mão enorme, que Harry apertou sentindo calos e bolhas sob os dedos.
Tinha que ser Carlinhos, que trabalhava com dragões na Romênia. O rapaz tinha o mesmo físico dos gêmeos, mais baixo e mais forte do que Percy e Ron, que eram compridos e magros. Seu rosto era largo e bem-humorado, castigado pelo sol e tão sardento que quase parecia bronzeado; os braços eram musculosos e em um deles havia uma grande e reluzente queimadura.
Bill se levantou, sorrindo, e também apertou a mão de Harry. O rapaz foi uma surpresa. Harry sabia que ele trabalhava para o banco dos bruxos, o Gringotes, e que fora monitor-chefe em Hogwarts, e sempre imaginara que Bill fosse uma versão mais velha de Percy; preocupado com as infrações dos regulamentos e chegado a mandar em todo mundo.
No entanto, Bill era — não havia outra palavra — descolado. Alto, os cabelos compridos presos em um rabo-de-cavalo. Usava um brinco de argola com um berloque pendurado que parecia um dente canino.
Suas roupas não estariam deslocadas em um concerto de rock, exceto pelo detalhe de que as botas não eram feitas de couro de boi, mas de couro de dragão.
O Sr. Weasley não parecia muito contente quando apareceu na lareira, mas apenas deu um olhar de aviso aos filhos e deixou tudo por isso mesmo. O resto do dia passou como Harry se lembrava, cheio de risadas de Percy falando sobre a espessura dos caldeirões. Acordar cedo no dia seguinte foi a mesma dificuldade, e subir o morro para encontrar a chave de portal ainda mais cansativo do que ele se lembrava. Lá, eles novamente encontraram os Diggory, e Harry não poderia ter ficado mais feliz em ver que Cedrico estava bem, e vivo.
As barracas bruxas eram tão exuberantes quanto Harry se lembrava. Cada uma tentando ser mais espetacular do que a anterior. Pouquíssimos bruxos seguiam a regra (como os Sr. Weasley) de não usarem magia. Observar os bruxos e as crianças de vários lugares do mundo foi novamente toda uma experiência, e Harry tentou tirar o máximo dela.
Quando chegou a hora de entrar no estádio, Harry foi afetado pela atmosfera de excitação febril que era extremamente contagiosa; Harry não conseguia parar de sorrir. Caminharam pela floresta durante vinte minutos, conversando e brincando em voz alta até que finalmente emergiram do outro lado e se viram à sombra de um gigantesco estádio.
Embora Harry só pudesse ver partes das imensas paredes douradas que cercavam o campo, ele podia afirmar que caberiam dentro dele, com folga, umas dez catedrais. Exatamente como ele se lembrava.
As escadas de acesso ao estádio estavam forradas com carpetes púrpura berrante. Eles subiram com o resto da multidão, que aos poucos foi se dispersando pelas portas à direita e à esquerda que levavam às arquibancadas. O grupo do Sr. Weasley continuou subindo e finalmente chegou ao alto da escada, onde havia um pequeno camarote, armado no ponto mais alto do estádio e situado exatamente entre as duas balizas de ouro. Umas vinte cadeiras douradas e púrpura tinham sido distribuídas em duas filas.
Harry passou os olhos no quadro de aviso e depois e espiou por cima do ombro para ver quem mais dividia o camarote com eles. Por ora estava vazio, exceto por uma criaturinha sentada na antepenúltima cadeira na fila logo atrás. Winky... se tudo der certo, talvez Crouch não dê roupas pra ela...
Hermione estava lendo superficialmente o programa que tinha borda e capa de veludo.
-Vai haver um desfile com as mascotes dos times antes da partida - leu ela em voz alta.
-Ah, a isso sempre vale a pena assistir - disse o Sr. Weasley. - Os times nacionais trazem criaturas da terra natal, sabem, para fazer farol.
O camarote foi-se enchendo gradualmente em volta deles durante a meia hora seguinte. O Sr. Weasley não parava de apertar a mão de bruxos, obviamente muito importantes. Percy levantou-se de um salto tantas vezes que até parecia que estava tentando sentar em cima de um porco-espinho. Quando Cornélio Fudge, Ministro da Magia, chegou, Percy fez uma reverência tão exagerada que seus óculos caíram e se partiram. Muito encabulado, ele os consertou com a varinha e dali em diante permaneceu sentado, lançando olhares invejosos a Harry, a quem o ministro cumprimentara como um velho amigo. Os dois já se conheciam e Fudge apertou a mão de Harry paternalmente, perguntou como ele estava e apresentou-o aos bruxos de um lado e de outro.
-Harry Potter, sabe - disse ele em voz alta ao ministro búlgaro, que usava esplêndidas vestes de veludo preto, enfeitadas com ouro, e aparentemente não entendia uma única palavra de inglês. - Harry Potter... Ah, vamos, o senhor sabe quem É... O menino que sobreviveu ao ataque de Você-Sabe-Quem... Tenho certeza de que o senhor sabe quem é...
O bruxo búlgaro, de repente, viu a cicatriz de Harry e começou a algaraviar em voz alta e excitada, apontando para a marca.
-Sabia que íamos acabar chegando lá - disse Fudge, esgotado, a Harry. - Não sou grande coisa para línguas, preciso de Bartô Crouch nesses encontros. Ah, vejo que o elfo doméstico está guardando o lugar dele... - disse o ministro apontando para a elfinha - Bem pensado, esses búlgaros danados têm tentado arrancar da gente os melhores lugares... Ah, ai vem Lúcio!
Harry, Ron e Hermione se viraram depressa. Avançando vagarosamente pela segunda fila, em direção a três lugares ainda vazios, bem atrás do Sr. Weasley, vinham ninguém menos que os antigos donos de Dobby — Lúcio Malfoy, seu filho Draco e uma mulher que Harry supôs que fosse a mãe do garoto.
Harry se desligou do resto da conversa, sabendo já o que seria dito ali. Ele aproveitou do momento de distração de todos a volta dele para ter certeza de que a varinha ainda estava no bolso de trás dele. Sorrindo internamente, Harry voltou a prestar atenção ao que se passava em volta dele.
No momento, seguinte, Ludo Bagman adentrou o camarote de honra.
-Todos prontos? - perguntou ele, o rosto redondo e excitado brilhando como um queijo holandês.
-Ministro, podemos começar?
-Quando você quiser, Ludo - disse Fudge descontraído.
Daí, a partida aconteceu. E por mais que Harry soubesse como iria terminar o jogo, ainda assim a emoção de ver aquele jogo voltou com força total, e ele aproveitou a partida como se fosse a primeira vez que ele a via. E quando Lynch entrou num mergulho, Harry não conseguiu não dizer:
-Ele viu o pomo! - berrou Harry. - Ele viu! Olha lá ele correndo!
Metade da multidão parecia ter compreendido o que estava acontecendo, a torcida irlandesa se levantou como uma grande onda verde, animando o apanhador... Mas Krum voava na esteira dele. Como conseguia enxergar aonde ia, Harry não fazia idéia, gotas de sangue voavam pelo ar à sua passagem, mas ele emparelhava com Lynch agora e os dois disparavam em direção ao chão...
-Eles vão bater! - esganiçou-se Hermione.
-Não vão! - berrou Ron.
-O Lynch vai! - gritou Harry.
E tinha razão - pela segunda vez, Lynch bateu no chão com um tremendo impacto e foi imediatamente pisoteado por uma horda de Veela raivosas.
-O pomo, onde é que está o pomo? - berrou Carlinhos, mais adiante na fila.
-Ele pegou, Krum pegou, terminou o jogo! - gritou Harry.
E realmente, o fim do jogo foi exatamente como Harry se lembrava, Viktor pegou o pomo, acabando o jogo nos termos dele, mesmo perdendo a partida.
Na bagunça que foi a saída do estádio e a volta para as barracas, Harry pôs a mão no bolso de trás, e quando não encontrou nada, sorriu abertamente.
A felicidade deles, porém, não durou muito. Um pouco depois de os Weasleys terem finalmente se deitado, os comensais da morte começaram o ataque. Eles foram acordados abruptamente, e Fred, George, Ginny, Ron, Hermione e Harry foram mandados para se esconderem na floresta. Ron, Mione e Harry se perderam dos outros, e depois de trocarem alguns insultos com Draco Malfoy, se viram sozinhos em uma clareira.
-Lumus – disse Hermione, acendendo a ponta da varinha para conseguirem enxergar alguma coisa, movimento seguido por Ron e Harry.
À luz das três varinhas, eles observaram as sombras a volta deles, que pareciam vivas e os assustava. Bagman apareceu e se foi, até que o som que Harry esperava aconteceu.
Hermione parou de falar abruptamente e espiou por cima do ombro.
Harry e Ron também se viraram depressa. Parecia que alguém estava cambaleando em direção à clareira em que se encontravam. Eles esperaram, prestando atenção ao ruído dos passos desiguais por trás das árvores escuras.
Mas os passos pararam repentinamente.
-Alôô? - chamou Harry.
Silêncio. Harry se levantou e espiou atrás da árvore. Estava escuro para ver muito longe, mas ele sentia que havia alguém logo além do seu campo de visão.
-Quem está aí? - perguntou.
E então, sem aviso, o silêncio foi rompido por uma voz diferente de todas que tinham ouvido antes; e ela não soltou um grito, mas algo que lembrava um feitiço.
-MORSMORDRE!
Mas em vez do crânio de fumaça verde com a cobra saindo pela boca, uma luz amarela iluminou as sombras próximas do lugar de onde veio a voz, seguida de um xingamento.
-Uma maldita galinha? Como assim?
-Acho melhor sairmos daqui. - disse Harry baixinho, de modo que apenas Ron e Mione ouvissem.
Lentamente, os três saíram dali, voltando pelo caminho para ver se o ataque dos comensais já tinha sido terminado.
Quando eles chegaram à orla da floresta, viram os últimos comensais desaparatando. Aparentemente, os aurores e outros defensores tinham conseguido salvar a família de trouxas e estuporar dois dos comensais. Os outros acharam melhor sumirem antes que também fossem pegos.
-Harry! Ron! Hermione! - exclamou Fred atrás deles – vocês estão bem?
-Estamos sim. - respondeu Hermione – mas o que é que realmente aconteceu? Quem eram aquelas pessoas?
-Comensais da morte. - disse Arthur que tinha ido atrás dos filhos – vocês estão todos bem?
-Estamos sim. - respondeu um dos gêmeos – nos perdemos na floresta, mas estamos todos bem, agora.
-Vocês se perderam? - perguntou Arthur.
-É. - respondeu Harry – na confusão, eu, Ron e Mione nos perdemos dos outros, Sr. Weasley. Mas estamos bem.
Logo, todos voltaram para as barracas e foram dormir. A confusão com certeza estaria nos jornais logo de manhã cedo, e o Sr. Weasley não queria preocupar a esposa mais do que o necessário.
Na manhã seguinte eles levantaram logo cedo, e usando uma nova chave de portal, voltaram para A Toca. A Sra. Weasley não era a única pessoa esperando pela volta deles. Remus e Sirius também estavam ali, preocupados com todos.
-Sirius! Remus! - exclamou Harry – o que vocês estão fazendo aqui?
-Queríamos ter certeza de que você está bem, Pronglet. - disse Sirius, abraçando o afilhado e falando baixinho, perguntou – deu certo?
-Melhor do que o esperado. - respondeu Harry no mesmo tom.
Depois de passarem o dia em casa, esperando noticias do Sr. Weasley e de Percy, a única noticia de importância para Harry, Sirius e Remus foi Percy quem trouxe, ao dizer o quanto o Sr. Crouch estava tão extremamente irritado com seu elfo-doméstico, que o desobedeceu durante o ataque na copa mundial, que deu roupas a ele. Depois disso, os três voltaram para casa, para se prepararem para a volta à Hogwarts e tudo o que iria acontecer durante o ano letivo.
N/a: Bom? Essas mudanças ainda vão dar muita dor de cabeça aos nossos heróis... espero que Éris tenha ficado satisfeita com o caos que isso vai criar... e vocês? O que acharam? REVIEWS?
