Nhaaaai, espero que tenham ficado felizes com a minha volta, sentiram saudades? FVQP é a minha primeira e mais querida fic de Harry Potter, e espero que também seja especial para vocês ^o^.

Como maaaais uma vez o dia de Harry ficou grande de mais para caber em um único capitulo, vou ser obrigada a dividir a segunda-feira em duas partes. Mas calma pessoal, não se desesperem, como eu demorei bastante em atualizar dessa vez, eu resolvi aliviar para o lado de vocês e postar os dois capítulos no mesmo dia, ou seja... HOJE É DIA DE ATUALIZAÇÃO DUPLA *o*

Agradeço aos reviews de rohh ,Angelina Corelli, Stra. Slver, Lucy Balck, ...Makie..., m-chan, Zia Black , Srta Silver, Tainá, 2Dobbys , Hyperion Malfoy, Simca, , eles me fizeram uma pessoa muito feliz nesses últimos dias, em especial os de e de Tainá, cara, vocês me surpreenderam, foram umas das primeiras a enviar o review e acertaram de cara as respostas da pergunta anterior. Bem... Tainá realmente acertou as duas posições de nossos amados texuguinhos, mas como havia respondido corretamente primeiro a posição de Harry cada uma vai receber a imagem que lhe corresponde, o prêmio que corresponde a posição de Harry vai para e o que corresponde o da posição de Hooch vai para Tainá.

Se vocês duas quiserem mesmo as imagens que eu prometi , me digam seus e-mails ou mandem um e-mail para luanarosettehotnet, em dois segundos eu as envio, e como bonos eu vou fazer uma pequena explicação sobre cada uma que vai adiantar alguns dos segredos da fic. Só peço descrição para quem as mostre, eu ainda pretendo demorar um pouquinho para posta-las no e-mail e no Orkut

Eu meio que gostaria de aproveitar para fazer a propaganda de uma fic minha. Recentemente eu postei o segundo e último capítulo de "a melhor das reações" e a partir dele eu criei uma fic chamada "a visita da pequena deusa" onde a netinha de Lucius resolve escapar de casa e visitar o seu vovô escondida. É uma fic muuuuito fofa e curtinha que já está terminada em seis capítulos. Gostaria de pedir que quem ainda não deu uma passadinha lá, que desse quando possível, e deixasse sua opinião, pois eu estou pensando em construir uma outra fic baseada no universo de "a melhor das reações" onde os protagonistas são os filhos de Harry x Severus, de Draco x Bill, entre outros casais. Por ser uma fic cheeeeia de personagens originais eu me sinto meio perdida e gostaria de toda a opinião possível. Eu sei que já conto com o apoio de Lieny Uzumaki Malfoy , ela meio que virou minha musa inspiradora dentro desse universo e...

Draco: Heeeey!!! Que palhaçada é essa de ficar fazendo propaganda de outra fic por aqui? Que falta de vergonha na cara...

Severus: Dessa vez tenho que concordar com meu afilhado, até que ponto um ser humano pode decair...

Luana: Dois contra um não vale... – diz a pobre escritora em prantos – só estou fazendo o me trabalho!!! Se eu não faço propaganda das minhas fics, quem vai fazer?

Draco e Severus: Patético.

Bem, deixo apenas mais dois recados, eu coloquei mais algumas imagens no orkut e no e-mail que criei para essa fic, como já faz mais de um mês que eu coloquei lá talvez alguns de vocês já tenham visto, mas não custa avisar ^_^.

Entre eles está também uma besteirinha que durante meu trabalho eu fiquei desenhando. Entre uma ligação e outra meio que nasceram alguns chibs-Harrys, espero que gostem.

Segundo recado: No final do próximo capitulo que corresponde a tarde de Harry, os garotos vão responder os reviews da capitulo anterior, se alguns de vocês não estiverem interessados, eu recomendo que pulem para o finalzinho da pagina, pois vai ter um novo desafio, e um novo prêmio, caso estejam interessados, é claro.

Sem mais enrolações, tenham uma boa leitura.

Disclaimers: Gosto das coisas que tenho, devo dizer que sou uma pessoa relativamente afortunada em vários sentidos, mesmo que infelizmente entre estas coisas não estejam Harry Potter e seus adoráveis personagens... Fazer o que?

Capítulo oito: Jogando com leões (manhã).

"Nem que eu tenha que amarrar as suas mãos...

Nem que eu tenha que quebrar os seus pés...

Nem que eu tenha que amordaçar sua boca...

Meu bom amigo, eu sempre te protegerei.

Mesmo que para isso eu tenha que virar o pior inimigo da pessoa que mais lhe causa dano:

Você mesmo"

5º dia

Foram cinco?

Seis?

Oito talvez...

Para ser sincero Harry não saberia dizer quantas vezes suspirou durante toda aquela manhã. Mas sentado no meio do grande salão, rodeado por seus companheiros de refeição, o moreno mal tocava em sua comida, se contentando em apenas revolve-la.

Algo estava faltando.

Não importa qual fosse o momento em seu dia.

Desde a hora em que acordou ao momento em que terminou seus exercícios matinais.

Em cada segundo daquela manhã teve a impressão de que algo estava faltando, e a resposta, por mais que não quisesse admitir era obvia.

Draco.

O loiro não havia dado o ar de sua graça por toda a manhã. Talvez fosse um pouco cedo para reclamar por sua ausência, mas...

Essa sensação... Algo estava errado.

"Por que estou fazendo disso um drama?" Harry olha com desgosto para a sua comida "Desde o começo ele havia dito que mesmo eu vindo para cá ele ainda moraria no outro mundo, ele tem uma vida por lá, não tem a obrigação de gastar cada segundo dele comigo".

Suspirando pela sexta... sétima... ou talvez nona vez, ele tenta novamente se focar na comida, mas... bem...

Coloquemos dessa forma:

Anos e anos dentro de uma guerra prepararam Harry para quase tudo nessa vida.

- Diga aaaaah

Para quase tudo... Menos aquilo.

De joelhos, ao seu lado, Luna erguia o próprio garfo oferecendo um conteúdo multicolorido e suspeito demais para que qualquer um aceitasse comer de primeira.

- Hm... Luna – o moreno olha com receio a cena comprometedora em que a loirinha o colocava – por que exatamente você está me dando de comer?

- Isso que estou te oferecendo é a minha revolucionaria salada de frutas – apesar de agora ter um nome, o amontoado de fatias multicoloridas na frente dos olhos do texugo não havia se tornado mais agradável – e como você é a nossa "abelha rainha" temos o dever de te manter bem e saudável, de corpo e alma.

- A... abelha rainha?– Harry, em meio a um leve tic no olho esquerdo, rezava internamente para que aquilo se tratasse apenas de uma analogia – Er... Fenrir... me ajuda aqui por favor.

- Claro, como não? – o lobisomem que estava ao lado de Harry imita a pose de Luna, mas por ser mais alto teve o privilegio de envolver o ombro do moreno e de encostar o garfo que erguia nos lábios de sua "abelha rainha" – diga aaaaah.

- Fenriiiir – Harry sibila com raiva – você também não.

- Mas nós temos o dever de te manter bem e saudável de corpo e alma. – sorri de maneira malvada – Afinal, você não é apenas a minha "abelha rainha" como o meu... – soltando o garfo de qualquer jeito no prato o lobisomem aponta seu dedo indicador na ponta do nariz de Harry e o golpeia a cada silaba. – na-mo-ra-do.

- Claro, claro – Harry se rende e abocanha o pedaço de carne que havia voltado a ser oferecido – como pude esquecer...

Flash Back

Fazer amizade com Fenrir Greyback não foi um mal negocio no final das contas.

Mal educado, sem vergonha, maldoso...

O adolescente tinha milhões de defeitos e não fazia a mínima questão de escondê-los, mas também tinha a maior das qualidades, a qual Harry percebeu que faltava em quase todas as pessoas que conhecera, neste ou em seu próprio mundo.

- E o que você vai fazer agora? – Harry havia perguntado ao albino enquanto caminhava ao lado do novo amigo após o jantar.

- Vou emboscar algum terceiranista da minha casa e fazê-lo gemer a noite inteira.

Uma sinceridade pura e crua.

Greyback solta uma alta gargalhada diante da expressão descomposta de Harry.

Por mais adulto que seja, ninguém consegue manter a compostura intacta diante de alguém tão desbocado.

Envolvendo o ombro de Harry, Ferir descarrega todo seu peso, sem deixar de tomar cuidado para não tocar no ombro ferido do mais baixo.

- Pensei que a sua relação com seus "coleguinhas de casa" não fosse tão boa – Harry diz

- Não sabia que para fazer certas coisas se precisasse de uma relação – responde o Slytherin – fora que eu tenho que aproveitar a época pré-lua cheia, nesse período eu mal preciso estalar os dedos e eles já pulam em minha cama.

- Ok! – Harry ergue os braços se soltando do agarre do mais alto e ganhando alguns passos de distancia – informação de mais.

- Ora vamos – Fenrir bufa – vai me dizer que você... – ele se detém e olhando ao redor percebe que os amigos de Harry estavam distraídos falando de outra coisa, mas mesmo assim abaixa o tom – vai me dizer que você não aproveita também.

- Não montando um harém – Harry se vira – e aquele papo de "ah eu o amo" e tudo o mais?

Ok aquilo não tinha nem uma pisca de sutileza, mas depois de todo aquele papo de "vou arrastar meia Hogwarts para a minha cama" Harry pode entender que delicadezas não fariam parte de nenhum bate papo que tivesse com o albino no seu futuro.

- Está falando de Remus? – Fenrir inclina a cabeça de lado ligeiramente confuso – o que amor tem a ver com isso? – voltando a deixar seu corpo se apoiar no de Harry, o albino empurra o mais baixo para que voltassem ao trajeto – Sexo não é mais do que uma necessidade fisiológica.

- Eu desisto.

Antes Neville e os de mais não estavam muito longe dos dois adolescentes, mas como não adotaram a técnica "bicho preguiça" patenteada por Fenrir, foram se afastando uns dos outros ao cruzarem a multidão.

E enquanto alguns são afastados...

- Pelo visto você faz questão de sempre estar cercado de serpentes

...Outros se aproximam.

Foi apenas quando as pessoas começaram a se dispersar do lado de fora do grande sala, em direção as suas casas, que Harry pode perceber que estava bem ao lado dos marotos.

James observava com o cenho franzido o lobisomem agarrado ao pescoço de Harry.

E aquilo não o agradava.

- O que posso fazer? – Harry tem dificuldade de dar entre ombros, graças a "carga extra" e o ferimento recém fechado – as vezes pequenas doses de veneno se tornam uma droga viciante.

- Sim – Foi a vez de Rony rebater com certo nojo – que quando não medida corretamente matam.

- Ou... – Harry ia retrucar, mas sente os braços que o envolviam o apertar em um pedido que se calasse.

Entre o grupinho de leões estava, como era de se esperar, Lupin.

Talvez não fosse uma boa idéia estender muito mais aquilo.

- Minhas amizades não precisam ser rotuladas e separadas por cores, Weasley – Harry avança, tendo sempre como "acessório" um calado Fenrir – a oferta está aberta para todos que não acreditarem que um ser humano é tão simples para ser definido apenas entre quatro qualidades.

Quando os outros amigos do moreno finalmente alcançam o rapaz, Harry pensou que aquela discussão já podia se dar por encerrada.

- Amigo? – a voz de Potter o faz se virar novamente – com a fama que esse cachorro disfarçado de serpente tem você acha que ele só pensa em ser só seu amigo?

A malicia na face de seu pai irritou Harry. Era certo que a "pureza" de Greyback era altamente questionável, mas ninguém tinha o direito de discuti-la em publico.

Não que o albino se importasse.

Longe disso.

Algo úmido e esponjoso começou a cutucar sua orelha, e olhando de relance pode ver que Fenrir estava lambendo seu lóbulo.

"Alguém arranje uma focinheira para esse cachorro no cio" Pensou Harry, mas do jeito que as coisas estavam o melhor era seguir o jogo.

- E se for o caso? – Pergunta Harry como se aquilo não importasse – não vejo no que isso lhe implica.

Dando a volta Harry tenta ignorar o burburinho que se formou.

- Sabe, eu não acho que você vai conquistar o Lupin lambendo a orelha de cada cara que você ver pela frente.

- Tudo bem, tomarei o cuidado de só lamber a sua.

- Fenrir...

- É sério – o albino ri baixinho – desde que eu comecei a andar com você ele não desgrudou os olhos de mim.

- Você apenas começou a andar comigo hoje

- E veja os resultados.

Harry olhou de relance para trás, e realmente Remus parecia ignorar o que seus amigos falavam e não desgrudava os olhos dos dois adolescentes que se afastavam grudadinhos.

- Aparentemente você é meu amuleto de boa sorte. Minha pequena esmeralda.

- Ok, já entendi o recado – Harry suspira o primeiro dos muitos suspiros que aquela amizade traria para ele – vou ajudar você a conquistar Remus, e como primeira regra, você deve parar de se referir aos de mais associando seus olhos com pedras preciosas ou qualquer metal. Isso é um saco.

- Anotado.

- E o lóbulo de minha orelha é área proibida.

- Anotado... hm... Mas se eu quiser lamber qualquer outra parte do seu corpo ainda posso né?

- FENRIR!!!

Fim do Flash Back

Daí para frente os boatos de que estavam saindo começaram a aumentar e aumentar e aumentar.

Harry, como sempre, não fez nada para desmentir. A verdade era que as coisas que todos tinham contra ele já eram tantas que namorar um lobisomem ou não, não iria necessariamente deixar a sua "ficha" mais suja.

- Creio que já está na minha hora.

Severus larga o garfo mais forte do que o necessário sobre o prato.

Desde ontem à noite ele vem sentindo um estranho incomodo com a presença do lobisomem, principalmente diante das horas inadequadas em que o albino escolhia para ficar agarrando Hardnet.

Não que isso fosse da sua conta, claro que não.

Mas por que ele tinha que ficar o agarrando a cada segundo?

- Hm... espera – jogando o ultimo pedaço de carne na boca, Fenrir fica de pé em um só pulo – eu vou com você. Afinal somos da mesma turma de Runas.

Apesar da contrariedade de Severus, Fenrir fez questão de acompanhá-lo, e assim ambos saem do salão.

- Nossa – Hooch também parecia prestes a terminar o seu café da manhã – ele parecia tão fechado com a gente, com exceção do Harry, ontem. Se bem que não posso falar nada muito diferente do Severus.

- Hn – Neville sorri – as pessoas mudam.

Harry não estava muito de acordo com aquele ponto de vista positivo. A verdade era que Fenrir deve estar com um bom peso na consciência.

Graças a intervenção de Snape ontem, quase toda a casa das serpentes – e talvez a das águias – deve estar querendo o seu couro. Fenrir deve estar querendo pagar a sua divida servindo de guarda-costas, pois agora que havia recuperado seu colar poucos teriam coragem de peitar o lobisomem.

"Mas não nego que com a devida lapidação poderia nascer uma boa amizade. Severus tem que ganhar um pouco da auto-confiança de Fenrir e Fenrir deve aprender a confiar em alguém que não seja da sua espécie. Andar juntos não fará mal a nenhum dos lados."

- Chris? – Neville tentava chamar sua atenção – Chris !!!

- Eu? – o moreno se vira para o amigo.

- Vamos? Está na hora de nossa primeira aula do dia.

- Ah é – Harry retira seu horário da mochila, os dias que teve foram tão corridos que nem havia olhado para ele – o que temos agora? – bastou apenas uma olhadela para ficar branco – O que? Isso só pode ser brincadeira.

- O que? – Neville pega o horário do amigo – Não, está certo. Qual o problema? Nunca teve aula disso antes?

- Siiiim, mas no primeiro ano, por que nós temos aula disso no quinto?

- Temos aula disso todos os anos, é uma das matérias fixas – Hooch se espreguiça lentamente para depois olhar com certa incredulidade o seu amigo – você não olhou a lista de matérias fixas que eu te dei.

- Sim, mas talvez eu não tenha posto toda a atenção que deveria. – suspira resignado – me distrai vendo a lista das opcionais.

- Bem, tanto faz – batendo nas coxas a garota se levanta, sendo seguida pelos de mais – está na hora, vamos.

- Isso mesmo – Neville engole o ultimo pedaço de pão que tinha na mão – vamos.

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- Ok, me explica de novo por que estamos aqui.

Harry caminhava ao lado de Neville em direção a sua primeira aula do dia.

- Já te expliquei um milhão de vezes – o normalmente calmo texugo mostrava os primeiros indícios de seu cansaço – não penso repetir.

Os dois rapazes caminhavam entre Hufflepuffs e Gryffindors do quinto ano do lado de fora do colégio.

- Ao menos me explique para que precisamos de lições de vôo todos os anos!!! – Harry bufava – quero dizer... Será que é tão difícil subir alguns metros no ar em uma vassoura? Para que tomar sete anos para aprender isso???

Não era como se a Harry não lhe agradasse a idéia de voar, lhe encantava, só não entendia por que o colégio gastava o horário já corrido de seus alunos com uma matéria que não necessitava de tanto tempo quanto lhe era empregado.

- Porrr que assim, talvez eu possa manterrr o meu emprrrego.

Harry havia conhecido muita pessoas em seu universo, cada uma mais diferente que a outra, mas de todas elas, apenas uma tinha um sotaque tão pesado envolto em um tom ligeiramente carrancudo.

E foi guiado por aquela familiar voz que o moreno virou o rosto e se deu de cara com um mais que reconhecível Victor Krum.

- Vict... – Harry teve que praticamente morder a língua para não falar com demais familiaridade com o russo – você deve ser o professor dessa matéria.

- Corrreto – o homem olhou de maneira analítica seu novo aluno – e devo suporrr que você serr o famigerrrado aluno novo. Advirrrto que você, srrr Harrdnet, causou uma grrrande imprrressao com o professorrrrado. E que apesarrr de aparrrentemente acharrr minha matérrria desnecessárrria, devo lembrrrá-lo que estamos em época de guerrra e parrra alunos que ainda não sabem aparatarrr, qualquerrr conhecimento que os prrrovenha uma possível fuga semprrre deve serrr considerrrada. E é isso o que eu ensino – o professor diz algumas palavras em russo de maneira irritada antes de retomar o inglês – manobrrras aérrreas defensivas e ofensivas.

Apesar de ter que disfarçar, Harry havia entendido o que o professor havia dito em russo graças a um dos "efeitos colaterais" do conjuro que o levou a aquela mundo. O professor tinha dito algo como: "maldito aluno mimado".

"Aaah eu e meu grande 'carisma'" pensa o moreno com sarcasmo.

- Entendo, peço desculpas por minha insolência – o moreno não queria ter um mal começo com Victor, suas memórias de guerra sempre mostravam um russo como uma "varinha fiel" e "o portador de palavras que sempre tinham como tema o conforto e a amizade".

O professor pareceu procurar no rosto de Harry qualquer sinal de deboche.

Já estava acostumado a ouvir criticas de mais de um estudante por ter que cursar essa matéria onde na maioria dos colégios de magia só durava um ano, mas ainda assim nunca é fácil ter que ser criticado por um trabalho que tem como única função garantir a segurança desses pirralhos mal agradecidos.

Vendo que o adolescente era sincero em suas desculpas, o mais velho apenas assente com a cabeça e se encaminha na direção a um grupinho de leões que começava a fazer mais bagunça que o conveniente.

Voltando a dar atenção a Neville Harry retoma a conversa:

– Tudo bem, agora eu entendo por que nós estamos aqui – Harry suprime um sorriso ao ouvir seu amigo resmungando um baixinho "como se eu já não tivesse respondido isso umas trocentas vezes" – mas o que ela faz aqui? - o moreno aponta para uma muito feliz e contente Xionara Hooch que acena para ele de volta – até onde eu sei, ela está no sétimo ano.

- Autch Chris – a menina se faz de ofendida – falando assim até parece que você não me quer mais por perto.

- É por causa da temporada de Quadribol – Neville responde ignorando os apelos dramáticos de sua companheira de casa – não é muito difícil ver os capitães dos times faltando suas respectivas classes para observar as aulas de vôo de outros anos atrás de novos jogadores.

- Hmmm. – Harry apenas aceitou aquela explicação apesar de ainda achar que uma seleção normal em uma sábado qualquer seria bem mais pratico.

- Sem falar que eu não sou a única aqui – Hooch aponta para um grupinho bem alegre de leões que tinham como centro James Potter e Sirius Black – apesar de Black não ser um capitão, ele sempre acompanha Potter na hora de eleger novos jogadores, ele é um dos batedores oficiais do time dos leões e Potter um dos artilheiros.

Harry teria gostado de estender mais aquela conversa, mas naquele ponto eles já haviam chegado no local em que teriam a aula.

Um grande caixote de madeira se encontrava no centro de varias vassouras que estavam deitadas e bem distribuídas no solo.

Diferentes das do colégio de seu mundo, aquelas vassouras eram extremamente bem cuidadas e polidas, Harry até mesmo se perguntou se não eram recém-saídas de fabrica. Percebendo a duvida nos olhos de seu amigo, Hooch sorriu e respondeu a sua muda pergunta.

- Elas são lindas, não? Temos entre os refugiados um caprichoso fabricante de vassouras que simplesmente adora concerta-las, poli-las e atualiza-las após cada aula de vôo. Algumas pessoas acham que ele e meio pinel – Hooch divide toda a apreciação que tinha nos olhos de Harry – mas eu o considero um gênio.

- Gostaria de conhecê-lo um dia.

- Seria um pouco difícil – Neville diz – ele normalmente não sai muito de seus aposentos, não gosta de muitas aglomerações. Tanto na hora de se alimentar ou na de pegar as vassouras para repará-las ele faz questão de usar os elfos do castelo para realizar o "serviço de entrega".

- Um ermitão – Harry diz pensativo.

- Muito bem alunos – Krum põem fim nas conversas paralelas – como vocês já estão no quinto ano – o professor resmunga em russo "apesar de alguns ainda agirem como primeiranistas" – eu vou começarrr a imparrrtir as manobrrras mais avançadas de vôo. Mas antes disso eu prrretendo verrr se vocês não esquecerrram nada durrrante suas calmas férrrias de verrrão.

O russo aponta sua varinha para o caixote no centro do terreno e o levita até ele.

- Aqui dentrrro tem trrrinta esferrras. – ele levita uma delas para fora do caixote – Elas forrram encantadas parrra perrrseguir a todos, mas darrrão prrrioridade a aqueles que mostrarrrem mais rrresistência, quanto mais rrrápido vocês voarrrem parrra longe delas mais rrrápido elas ficarrrão. O objetivo do jogo é um simples todos contrrra todos, vocês terrrão que rrresistir no arrr o máximo de tempo possível sem serrrem golpeados. Assim que forrrem atingidos estarrrão automaticamente forrra do jogo e a esferrra que o golpeou imediatamente perrrde o feitiço que a animava. As esferrras têm o tamanho e a forrrça de um balaço e como vocês não terrrão protetorrres ou bastões parrra afastá-las – nesse ponto o professor sorriu pela primeira vez – eu rrrecomendo que tenham cuidado.

Um burburinho ora excitado, ora preocupado se espalhou entre os alunos.

- Mas professor, se for para prevenir acidentes, por que o senhor está deixando esse aborto colocar as mãos em uma vassoura.

O comentário havia vindo de um dos grupinhos dos leões.

E para a surpresa geral o bufo irritado não veio do supra citado "aborto", mas do professor que impartia a matéria.

- Crrreio que até ontem eu errra o prrrofessor rrresponsavel porrr esssa aula, sr. Macmilan - o russo parecia mais que ciente do autor do comentário – logo também crrreio que nesse campo eu sou o mais capaz de rrreconhecer quem está ou não está mais apto parrra subirrr em uma vassourrra. – Harry teve que se conter para não rir do comentário em russo que seguiu aquela polida defesa, que foi "o que no seu caso se enquadraria melhor no segundo grupo"

- Não... digo – o aluno pareceu tentar não cair mal ao professor – eu apenas acho que...

- As condições mágicas do srrr. Harrrdnet não interrrferem com suas capacidade físicas, se algum dia ele quebrrrar a perrrna ou torrrcer a coluna ai sim serrria outrrra historrria – "se bem que se certos alunos quebrarem algumas pernas e braços 'acidentalmente' não me abalaria muito" mais uma vez resmungou em russo – mesmo se uma pessoa fosse um aborrrto, nada o impedirrria nem mesmo de jogarrr Quadrrribol nas grrrandes ligas.

Aquilo em especial pareceu insultar mais de um ali, mesmo em épocas de guerra o Quadribol parecia ser levado demasiadamente a sério.

- Ora vamos professor – um texugo decidiu se intrometer, não do lado de Harry, é claro – só não vá nos dizer agora que os melhores jogadores de Quadribol são abortos.

- Não digo isso – o adulto parecia fazer mão de toda sua paciência – apenas lembrrro a vocês que em gerrral, porrr não poderrrem fazerrr uso da magia dirrretamente, muitos aborrrtos se torrrnam especialistas no manuseio de objetos encantados, e às vezes se torrrnam mais hábeis do que os próprrrios magos. – "principalmente se os magos em questão são uma corja de preconceituosos de mente fechada" disse sério em russo – Não crrreio que seja o caso ainda, mas se ele se prrropusesse eu não duvidarrria de que um aborrrto pudesse se torrrnar o melhorrr jogadorrr de qualquerrr liga que o escolhesse.

Harry sorriu diante da gentileza do mais velho.

Victor Krum tem uma aparência sombria e intimidadora, mas independente do mundo em que estivesse, Harry conseguia ver a bondade e a sinceridade nas palavras do grande voador.

Querendo honrar as palavras de boa fé do adulto, e de quebra fechar a boca dos debochados de seus colegas, Harry caminha sem a menor mostra de receio em direção a uma das vassouras.

- Chris, tem certeza que quer fazer isso? – Neville deixava a mostra sua eterna fachada de mamãe galinha – isso pode ser perigoso, você sabe mesmo voar? Você já se sentou em alguma vassoura alguma vez antes?

Harry quase riu diante do ultimo comentário preocupado de seu amigo.

Mas tudo o que fez foi sorrir e responder:

- Neville, se no dia em que me criou Deus esqueceu de me dar algo – Harry olha para a vassoura no chão e diz de maneira firme - Suba. – e a vassoura sobe diretamente na mão de Harry, que a colocou entre as pernas e a segura com as duas mãos. Sem perder o sorriso, o moreno olha para o lado e volta a falar com seu amigo – essa coisa seria um belo par de asas.

E antes que Neville soltasse qualquer comentário mais, Harry decolou com apenas um leve impulso.

Uma sensação similar a que ele sentiu ao correr pela floresta o envolveu por segundos.

A deliciosa sensação de mais uma vez se sentir livre.

De se sentir vivo.

10 metros

50 metros

100 metros...

A medida que subia sua cabeça parecia deixar cair em direção ao solo todas as suas preocupações.

E no fim sua mente estava tão leve e tranqüila quanto as nuvens que cortava.

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- Boooooom dia amigos do Quadribol – um moreno falava animado em um microfone encantado que havia tirado de dentro de suas vestes escolares – aqui quem vos fala é o seu adorado Sirius Black.

- Black, quantas vezes eu já disse parrra que você não trrransforrrmar a minha aula em uma parrrtida de quadrrrinbol? – um possesso professor de vôo dizia para depois resmungar em russo "talvez não menos vezes em que eu desejei que ele caísse e acabasse engolindo esse maldito microfone"

- Calma professor – Sirius cobre o microfone e diz com seu conhecido sorriso sedutor – eu apenas estou tornando as coisas mais interessantes.

E uma pequena discussão professor-aluno havia tido inicio.

- Ele sempre carrega um microfone com ele? – Neville pergunta sem querer acreditar muito no que via.

- Isso não é nada, você tem que ver o que dizem que ele carrega nas aulas de CCM. – Hooch comenta com os olhos grudados no céu – Ah... Você não deveria estar lá? – aponta para o céu.

- ... – já Neville aponta para o grande arroxeado em sua bochecha e solta um suspiro – eu não entendo, sempre que o professor Krum faz esse exercício eu não consigo levantar nem dois pés de altura e já sou derrubado.

- Essas esferas têm apenas dois critérios: perseguir os mais rápidos, o que eu acho que não foi o seu caso, e os com mais medo – Hooch parecia se conter bastante para não rir da expressão insultada do seu amigo – admita Neville, você combina com uma vassoura tanto quanto um trasgo combina com um tchutchu de bailarina.

Mais adiante, após um pequeno duelo de palavras, Black havia vencido o professor pelo cansaço, e devido a uma das tantas reviravoltas do destino havia arranjado uma inusitada companheira de comentários.

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Aaaaaa: Narração de Sirius Black

Aaaaaa: Narração de Xionara Hooch

Aaaaaa: Comentários de James Potter

(Espero que não fique muito confuso)

O dia está perfeito para voar, não concorda comigo Hooch?

Eu que o diga Black, sem falar que esse é o ano dos "quintanistas", os melhores voadores revelações deste ano parecem ter se concentrado nessa geração.

E posso garantir que não é exagero de sua parte. Seamus Finigann, Dean Thomas parecem ser a próxima "dupla dinâmica" como os novos batedores dos leões. Parece que meus tempos amargando no banco estão prestes a começar

Nem começa Sirius, foi você que pediu para sair do time principal, por Merlin sabe que motivo, fora que desde o ano passado eu venho prometendo a aqueles ficar de olho em seu desenvolvimento e parece que eles já estão no ponto.

Os globos encantados já foram soltos há quinze minutos e...

... os texugos estão caindo de suas vassouras como moscas.

Realidade infelizmente difícil de ignorar, companheiro. Os pobres pontinhos amarelos parecem não ter vez no céu. Mas com dez voadores a menos, os sete pontinhos restantes de Hufflepuff estão começando a mostrar a que vieram.

Eles estão voando realmente alto, fica difícil de diferenciar quem é quem.

Eu dou um jeito nisso.

O que são essas três coisas que ele está tirando da mochila?

Hum... parecem... Sirius!!! Você não jogou essas coisas fora?

O que são? O que são?

He he, peguem um desses e as coisas vão ficar bem mais interessantes.

Wooow, são monóculos como os que usam nos estádios para assistir as partidas de Quadribol!!

A adorável matriarca da família Black, por acaso minha mãe, havia me obrigado a jogar fora essas gracinhas depois da última copa mundial, mas eu consegui recuperar alguns. Agora voltemos ao jogo. O número de esferas finalmente parece ter diminuído consideravelmente, com mais da metade dos voadores de Hufflepuff fora do páreo e apenas cinco Gryffindors tendo caído.

Seis, irmão, acaba de cair mais um leão.

Woooou!!! Seamus Finigann mostra mais uma vez a que veio, senhoras e senhores, com uma inacreditável freada seguida de um zig zag inesperado duas esferas o perderam como alvo e atingiram em cheio o maxilar de Patrícia Borleng de Hufflepuff. Ui... Patty, espero que seu plano de saúde inclua atendimento odontológico.

Pois é Hooch, parece que você vai ter outro ano penoso para formar um novo time em Hufflepuff.

Talvez Potter, mas nem todas minhas esperanças no quinto ano estão perdidas, Hanna Abboott esta demonstrando um bom jogo de cintura. DA-LHE LOIRINHA!!!

Fiiiiiu ela tem razão companheiro, a gata acabou de dar uma bela costurada entre alguns dos nossos conseguindo derrubar três leões com as esferas que a perseguia.

Abboott não parece muito disposta a um confronto de frente com as esferas, mas está demonstrando umas boas fintas este ano.

Finigann consegue com uma única finta desviar de um lançamento presenteado por Thomas, o lançando de volta ao golpear a esfera com a ponta de sua vassoura.

O americano não deve estar muito a fim de facilitar as coisas meus amigos, com um rodopio triplo desviando não só dessa, mas de duas outras esferas que vinham em sua direção, Thomas consegue golpear duas delas em um único golpe de ponta de vassoura e derrubar Hanna Abboott, Sinto muito pequenina , mas não se preocupe, este ano eu vou te dar mais uma chance de se vingar de Thomas e Finigann.

Sinto ressentimento em sua voz Hooch?

Longe disso, por que deveria? Apenas por que os seus leões estão derrubando a maioria dos meus texugos com jogadas combinadas, ao invés de seguir um justo jogo todos contra todos? Loooonge de mim.

Deixe disso, Abboott jogou bem, e isso é o que conta, se bem que sem ela o céu ficou completamente livre de pontinhos amarelos.

(SUSPIRO) Pelo visto os texugos se recolheram mais cedo esse ano

Espere!!! Um leão acabou de cair... Mas como?

Eu também não vi, mas... hei, outro acaba de cair.

Foi rápido de mais, eu mal pude... Isso é ridículo, outro caiu!!!

E outro.

E outro.

Como foi isso?

Fique de olho no jogo Black, eu vou "rebobinar" a imagem no meu monóculos e vou ver o que fez isso.

Eu acho que antes de caírem eu vi um risco vermelho próximo a eles, deve ter sido as esferas que os derrubaram.

Isso é obvio, mas para elas voarem tão rápido ao ponto de mal podermos vê-las e de mal eles poderem desviá-las alguém deve tê-las rebatido.

Parece que Hooch concorda com você.

Por quê?

Olha a cara dela... Que sorriso estranho.

Hooch, você viu quem derrubou aqueles leões?

Vi. Uma das minhas "moscas".

Como? Um texugo??? Quem?

He he... O texugo maravilha.

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(POV Harry)

Eu sabia que havia subido de mais.

Mas o que podia fazer? Era uma questão de instinto.

"Instinto, essa palavra ultimamente tem se repetindo de mais para o meu gosto".

Mas não era nada do que se podia remediar, subir o mais alto possível em uma partida era o movimento mais básico de um apanhador.

Se bem que se alguém reclamasse de minha atitude, não haveria motivo. Mesmo distante de tudo e todos... Ou melhor, de quase tudo e todos, cinco esferas me seguiram teimosamente.

Não que eu me importasse.

Longe disso.

Era excitante.

Cumprindo o prognostico de Victor, as esferas pareciam acompanhar cada aumento de velocidade meu, o que era perigoso, já que agora, se eu diminuísse a velocidade um pouquinho sequer, eu seria de certo golpeado em cheio por cinco esferas furiosas.

As vozes de Sirius, James e Hooch, estranhamente se faziam ouvir às vezes entre o zumbido do vento que golpeava meus ouvidos.

"Dever ser impressão minha... opa!!!"

Tive que abaixar minha cabeça para desviar de uma das esferas que passou zumbindo a 5 cm da minha orelha esquerda.

"Elas estão começando a aumentar a velocidade por conta própria, se eu me descuidar... wooou" desvio de mais uma "eu posso me dar mal."

Se eu continuasse naquele ritmo mais hora ou menos hora acabaria beijando o chão.

Logo, resolvi tomar a única estratégia que poderia tomar se quisesse mesmo me livrar daquelas esferas na atual velocidade.

Me livraria delas uma por uma.

Não seria fácil, admito, elas pareciam tão ligadas ao meu ritmo que dificilmente aceitariam voar atrás de outro jogador. Por isso eu deveria ir com calma.

Primeiro eu dividi a minha atenção nas cinco esferas que me perseguiam e nos alunos que voavam mais próximos de mim.

Que ainda sim, naquela distancia, pareciam formiguinhas.

Quando algumas dessas "formiguinhas" pareceu estar especialmente abaixo de mim, eu quebro o ritmo que tinha estabelecido com as cinco esferas e desço em uma velocidade alucinante, tão rápido que antes que o outro jogador se desse conta mais de uma das cinco esferas que me perseguiam acabavam o golpeando, e voltando a subir, sem dar tempo de mais alguém percebesse minha descida, eu volto ao meu posto com apenas quatro esferas.

Minha esperança era que com apenas uma descida esgotante daquela bastasse, que todas as cinco esferas golpeariam alguém, mas aparentemente apenas a primeira que tocar o jogador perde o funcionamento, as outras que o tocassem depois continuariam em jogo.

O que era obvio, pois se não, não teria como manter o numero de alunos igual ao de esferas.

Suspiro.

Parece que para me livrar desses quatro trambolhos terei que suar mais a camisa.

Repito a mesma estratégia mais quatro vezes, na ultima eu não voltei mais a subir.

Nem vem!!!

Não correria mais o risco de atrair mais esferas ensandecidas.

No meio dos outros jogadores eu percebi qual tinha sido o meu erro inicial, o objetivo do jogo não era o escapar das esferas. Era como Krum havia dito, aquele é um "todos contra todos" onde de alguma forma tínhamos que guiar as esferas em direção aos outros companheiros.

Uns faziam como eu e se arriscavam em vôos perigosos próximos a outros adversários, outros rebatiam as esferas com o cabo de sua vassoura na direção da pessoa mais próxima, ou simplesmente se preocupavam em apenas desviar e poupar energia.

Aqueles que simplesmente corriam, em um momento ou outro, eram alcançados e golpeados mais forte do que os que ficavam e enfrentavam.

Acho que nessa aula tinha uma lição escondida.

Mas eu não estava muito disposto a ficar procurando lições de moral.

Não era como se eu tivesse muito tempo livre.

Sendo o único ponto amarelo no céu, aparentemente despertei toda a atenção dos Gryffindors no ar, resumindo: de "todos contra todos" virou um "todos contra o Chris".

Me desviar era difícil, mas isso não quer dizer que ainda assim não derrubei ninguém. Será que eles não percebem o erro mais básico em uma estratégia "todos contra um"? Quando se está em um numero visivelmente maior que o do seu adversário, as chances dos golpes que errarem seu alvo acertarem seus próprios aliados é de 89% se estiverem em uma formação fechada.

Bem... Pelo jeito eles REALMENTE não conhecem essa regra.

Mais tranqüilo do que qualquer outra pessoa estaria em minha situação, eu finalmente reparo nas três vozes que vinham da direção do chão.

Nossa, então naquela hora eu realmente havia ouvido a voz daqueles três.

Olhando mais necessariamente para James não pude deixar de deixar nascer um sorriso maroto.

Talvez esse jogo pudesse ficar mais interessante.

Mudando totalmente sua forma de jogo por uma mais agressiva, minhas táticas pegaram boa parte de meus adversários de surpresa.

Mas quem eu queria chamar a atenção não estava necessariamente lá.

Por isso a cada gesto, a cada movimento, a cada leão que eu derrubava era como se dissesse:

"Venha a mim... venha me desafiar... venha tentar me derrubar."

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Incrível!!! Ele está literalmente caçando os leões, mas a técnica dele é estranha, o que a faz ser mais eficaz que a dos outros?

A aceleração meu caro, depois que ele se estabilizou entre seus companheiros de curso, começou a variar a velocidade sua vassoura constantemente.

Isso é loucura, isso vai acabar com o estabilizador central da vassoura.

Talvez, mas isso seria um dano a longo prazo, para uma única batalha uma vassoura com aquele potencial agüente isso e mais. Um dos critérios que atraem as esferas é a velocidade, ele usa a velocidade para atrair o maior número de esferas atrás dele e diminui o ritmo na hora de fazer as manobras perto de seus adversários. Graças a isso só existem mais dois leões no páreo, e parece que o meu texugo maravilha ainda não perdeu o pique.

De onde você tirou esse apelido?

Os professores Weasleys. Ouvi eles conversando outra noite.

Sei, mas ele realmente é impressionante. Se bem que essas manobras me parecem bem familiares, essa técnica parece mais a de um...

Artilheiro.

Wooou companheiro, não me assuste assim, você ficou calado por tanto tempo que eu... James? Por que você está com esse olhar tão esquisito?

Essas manobras são as de um artilheiro, e o macete da variação de aceleração também, apesar de não ser muito usado, é uma técnica de artilheiro.

Então ele deve ter experiência co...

Ele está fazendo de propósito.

...

...

Eu sinto isso.

Como? O que você esta fazen... Heeei!!! James, se vai puxar a varinha para desmaiar um dos quintanistas, que não seja um dos nossos!!!

É impressão minha ou ele acaba de roubar a vassoura de um dos seus colegas de casa?

É, ele roubou mesmo.

O que ele pretende fazer lá em cima?

Conhecendo o James? Suponho que responder ao suposto desafio.

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(POV Harry)

Quase todos já haviam caído, só faltavam mais dois.

E de longe eram os mais difíceis de derrubar, olhando de forma desafiante para mim estavam Dean Thomas e Simas Finigann, meus antigos companheiros de casa.

Dizer que não havia reconhecido eles a alguns dias atrás no grande salão seria mentira, assim como muitos rostos familiares eles me chamaram facilmente a atenção no meio de tantos leões, o que eu não esperava, era que eles fossem tão bons em cima de uma vassoura.

E Merlin como são.

Apenas três esferas rodavam ao nosso redor, querendo por um fim naquele impasse, desistimos das miraculosas manobras que executamos nos últimos minutos e mantendo uma curta distancia entre nos três, havíamos entrado em um silencioso mutuo acordo de decidimos quem venceria apenas rebatendo com a ponta de nossas vassouras.

Nada muito justo, logo percebi.

Os dois leões concentravam seus ataques todos em mim, e quando vi que havia caído em uma armadilha, não pude mais me afastar sem quebrar o ritmo que me foi imposto.

Meu quadril começava a doer, o movimento que aquela técnica exigia colocava muita pressão naquela área.

Foi quando pressentia que a qualquer momento levaria uma bolada na cara, que aconteceu: um raio colorido, vindo da terra atingiu em cheio um dos leões, o Thomas mais especificamente, e desestabilizado com a queda de seu companheiro Seamus é atingido por uma das esferas que eu rebati.

Aproveitando a brecha, subo um pouco e sem tirar os olhos das duas esferas restantes que tentavam me golpear, eu desviava delas com movimentos curtos, para não atiça-las muito.

"Por que será que uma dessas esferas não foi atrás do cara desmaiado? Se bem que eu deveria me preocupar mais por 'quem desmaiou o cara'".

Eu estava sozinho no céu, e quase desci para perto dos outros alunos para dar o teste por terminado, mas antes que fizesse isso, uma das esferas se afastou de mim e voou para baixo.

Ouve-se um som seco de rebatida, e logo a esfera volta com tudo na minha direção, eu desvio e prestando atenção ao local de onde vinha a pequena bola, cruzei por um milésimo de segundo meus olhos com o de James Potter.

- Se importa se eu entrar no jogo? – pergunta o Gryffindor.

Sorrio.

Dando um giro completo eu golpeio as duas esferas ao mesmo tempo na direção do leão.

- Não poderia preferir de outra maneira

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Woooou essa não é uma disputa que se vê a muito tempo, Hardnet com um rodopio lança as duas esferas na direção de Potter, para em seguida se afastar na direção das torres, esse por certo não será um confronto direto.

Concordo com você, James consegue desviar da primeira esfera com facilidade, mas a segunda quase encosta em sua coxa esquerda, vá com calma companheiro!!! Conseguindo mais estabilidade, James golpeia as esferas que voltavam novamente na direção em que Hardnet havia corrido, mas... ONDE DIABOS ESTA HARDNET???

Procure um par óculos Black, nosso texugo maravilha, apesar de muito afastado, ainda se encontra nas torres.

Droga, vou ter que aumentar o zoom... Ah, lá esta ele, wooou e lá vão as esfera, parece que a decisão de se afastar tanto do jogo irritou as pequeninas.

As esferas não tem raciocínio Black.

Diga isso às esferas, elas parecem pequenos cometas furiosos, o que será que Hardnet planeja naquela posição?

Vamos descobrir.

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(POV Harry)

Próximo às torres eu assisto de longe meu pai... hm... James duelar com dificuldade contra as esferas.

O que não me causou nenhuma pena.

Pois assim que conseguiu me localizar com sua visão periférica, Potter golpeia as pequenas bolinhas na minha direção, atraídas com uma velocidade incrível elas chegam a mim em questão de segundos.

E acredite, eu as estava esperando.

Mas não tão rápidas.

Não podendo golpeá-las com o cabo da vassoura, não sem correr o risco de quebrar minha montaria ao golpear algo que vinha a aquela velocidade, eu me vejo obrigado a desviar das pequeninas com movimentos que me custariam a vitória se fossem errados milimetricamente. Eu me senti em meu segundo ano quando enfrentei aquele balaço assassino.

Mas dessa vez são dois.

Como se me dizendo que as coisas podiam ficar piores eu observo James se aproximar do meu pequeno "numero de dança" e prevendo que minha derrota seria total se permitisse isso, eu respiro fundo e golpeio uma das esferas, já que essas estavam mais lentas, mas diferente do que se esperava, não a golpeio na direção de James, mas nas torres.

A outra sim eu golpeio na direção de James. E espero que meu plano dê certo.

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É impressão minha ou os dois jogadores estão sorrindo?

Não é impressão sua Hooch, desde que essa disputa acirrada começou nenhum dos dois perdeu o sorriso.

Potter voa na direção do desengonçado Hardnet, meu pequeno está tendo dificuldade em se manter inteiro contra as duas violentas esferas.

Mas parece que elas estão diminuindo a velocidade, ou estou enganado?

Está certo, o combate direto contra Hardnet parece acalmar os globos do professor, mas Potter se aproxima e se o Chris não se organizar logo as coisas ficaram feias para ele.

E ele reage senhoras e senhores, Hardnet rebate uma das esferas que vão em direção ao... vai na direção da torre sul??? QUE ESPÉCIE DE MIRA É ESSA? O JAMES ESTA PRATICAMENTE DO SEU LADO!!!

Calma Black, depois de "dançar" por tanto tempo, o pequeno ainda deve estar atordoado, e se é um combate que você quer, parece que acabou de se dar inicio um, a segunda esfera foi rebatida por Chris na direção de Potter. Que o jogo recomece.

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(POV Harry)

Sempre me orgulhei das habilidades de vôo de meu pai. Era algo que no meu tempo de adolescência me fazia me sentir mais próximo dele.

- E então, novato? Isso é tudo o que você tem a me mostrar?

Mas nesse exato momento não sei se orgulho é bem a palavra que me vem a mente.

Voando a milímetros um do outro, uma batalha, quase corpo a corpo, havia tido inicio.

Nesse jogo onde a única arma que se pode usar para derrubar o oponente é uma pequena esfera atraída contra qualquer um dos jogadores, o melhor método para garantir uma vitória rápida é diminuir a distancia contra seu contricante.

Mas aquilo era ridículo.

Estávamos quase colados um contra o outro dando voltas perigosíssimas um ao redor do outro, entre lupings e pequenas freadas de ultima hora. Tudo isso evitando um contato direto contra a esfera.

O que não evitava um contato entre a gente.

Pequenas cotoveladas, agarramento de ombros, puxões de camisa, valia tudo para se manter em cima da vassoura ou simplesmente desestabilizar o oponente, James chegou ate a ter a cara de pau de me fazer cosquinhas!!!

Potter praticamente ria, como se aquilo não exigisse dele muito esforço. Já eu tinha que me concentrar ao máximo para não mover nem ao menos um dedo de maneira errada, por diversas vezes eu quase cheguei a encostar naquele pequeno corpo esférico.

Sempre me perguntei se em um confronto direto quem haveria de ser o melhor, e tendo que engolir o orgulho tenho que admitir que James tinha uma habilidade mais afiada.

O que não deveria me surpreender.

Diferente de mim, James teve uma infância tranqüila o suficiente para treinar e aperfeiçoar suas técnicas de vôo, meus treino em meu mundo se resumiam aos poucos treinos de Quadribol no colégio, já que depois que me formei em Hogwarts eu mal me sentei em uma vassoura novamente.

Eu sei... isso parece o discurso de alguém que tenta justificar sua própria incompetência, mas o que posso fazer? O cara é bom...

Meu pai é bom...

Sem falar, que havia outros dois fatores que... bem... não facilitavam em nada minha atual performance.

- Cuidado com a cabeça – ouço ele me sussurrar, e assim que abaixo o rosto por puro reflexo a esfera passa raspando por meus cabelos com tudo.

Essa foi por pouco.

- Devo dizer que estou um pouco decepcionado – ele volta a falar – esperava um pouco mais de desfio.

Sorrio com o comentário.

- Sinto decepciona-lo, mas o que pensa que devo fazer? Me render?

E antes que ele me respondesse eu finalmente acho uma brecha para dar inicio ao meu plano mestre.

Passando pelo curto intervalo entre uma pirueta de me pai e a esfera, eu quebro o ritmo em que estávamos e vôo com tudo na direção do chão.

Percebendo meus movimentos, James logo começa a me seguir.

Não ficamos muito tempo separados, logo James me alcança. Mas o vôo era tão vertiginoso que nem mesmo ele abria a boca para fazer seus comentários irritantes.

O chão estava cada vez mais próximo e o som da esfera atrás de nos indicava que ela novamente aumentava a sua velocidade.

Quem diminuísse agora seria de certo alcançado por ela.

James ao meu lado sorri e parecendo entender o que eu planejo, coisa que duvido, arrisca dizer em meio a toda aquela velocidade.

- Quer dizer que no final vamos decidir isso em um racha? Quem frear primeiro perder?

Não respondo. Diferente dele tinha medo de por acidente morder a língua.

O momento decisivo estava a segundos de nós e minhas mãos começavam a suar.

E foi quando aconteceu...

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E ESSA FOI POR POUCO!!! Hardnet por um milésimo de segundo desviou primeiro do chão!!!

Não fale como se isso decidisse quem é o vencedor, a esfera não tocou nenhum deles, Chris conseguiu se esquivar da esfera e depois de um curto vôo baixo voltou a ganhar altura. Mas realmente foi um movimento surpreendente do príncipe dos leões, seus joelhos devem estar em carne viva, mas depois de arrastá-los contra a grama naquela velocidade, ele venceu o pequeno racha que disputavam e voltou a voar atrás do Chris... É impressão minha ou esse jogo está começando a parecer uma disputa de pega-pega?

Concordo, e James é o pegador. Ele voa como um raio atrás de Hardnet que insiste em voar em direção as torres, por que esses garoto teima em voar para lá? Lá vou eu ter que alterar o zoom de novo.

Eles parecem ter uma pequena conversa enquanto desviam da furiosa esfera, algo aparente amigável se me for perguntar.

...

Mas Black, me responda uma coisa.

Diga.

Já faz um tempo que eu não vejo a segunda esfera, aonde ela foi parar?

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(POV Harry)

- Parece que eu ganhei – foi a primeira coisa que me disse Potter quando voltamos a ficar cara a cara.

Após o pequeno "racha" que travamos James não demorou muito para me alcançar. Novamente perto das torres, disputando um brando "bate e rebate" a bolinha voava levemente de um lado para o outro enquanto conversávamos.

Mas era estranho, James ainda não havia notado o meu plano?

Uma dica talvez fosse o fato de eu agora só conseguir rebater a bolinha com a parte traseira da vassoura...

- Ganhou? – pergunto com sarcasmo – tudo o que eu vi você ganhar foram uns belos arranhões no joelho. Apesar de eu mesmo não esta muito ileso.

Estranhando meu comentário James me esquadrinha com mais calma e finalmente parece se dar conta.

Minhas mãos sangravam.

- Como você...

- Não se preocupe, isso aconteceu logo no começo da nossa disputa, quando você entrou no jogo estávamos em condições iguais – tento aliviar a consciência Gryffindor de meu pai.

- Mas como você... – ele olha com mais cuidado e aparentemente percebe outro detalhe – a parte da frente da sua vassoura, como ela quebrou?

Fiiiu, finalmente ele percebeu, um bom pedaço da parte da frente da minha vassoura foi arrancado, para ser mais específico, eu arranquei, esse seria o motivo do estado de minhas mãos estarem assim.

Mas não posso deixar ele seguir essa linha de conclusões.

Ou o plano vai para o espaço.

Com um golpear mais forte, eu lanço a esfera com tudo contra James, cortando assim o nosso papo. Uma seqüência violenta de rebatidas seguia a partir daí, eu estava com as mãos anestesiadas pela adrenalina, mas sabia que quando descesse da vassoura a dor seria abrasadora.

Por isso, tinha que fazer a dor valer a pena.

Me aproximando com tudo de James nossa disputa se transformou novamente em uma partida de esquiva, voávamos um por cima do outro, e assim como antes ele mostrava uma folgada vantagem e vivacidade, e eu... bem, com dificuldade mantinha o controle na vassoura, que como antes estava instável graças a repentina diminuição de tamanho.

- Sabe que não vai vencer assim – James sussurrava – sabe que...

- A única coisa que sei – murmuro cansado – é que você deveria ter cuidado com a cabeça.

James abaixa a cabeça, por reflexo como eu mesmo fiz da ultima vez, mas nada havia tentado golpeá-lo daquela direção, e o pegando de surpresa a esfera vem com tudo na direção de suas costelas.

O que? Eu sei que menti, mas até onde eu sei, ninguém mandou ele confiar logo no oponente.

Se bem... que minha artimanha não deu certo.

Antes de encostar no leão, vendo que não teria esquiva possível da esfera, o louco pula de sua própria vassoura entrando em uma vertiginosa queda livre, arrancando mais de um grito de terror dos espectadores em terra.

A bola segue o trajeto de James em direção ao solo, mas antes que o golpeasse, James estica a mão, alcança a vassoura que caia ao lado dele, a reativa, e montado nela retoma altura, arrancando desta vez da platéia varia gritos de "viva".

Voltando a minha direção, James mostrava em seu rosto uma clara determinação de acabar com o jogo.

Parece que o gatinho se cansou de brincar com a comida.

Chegando a onde eu estava, na frente da torre sul, James lança com tudo a esfera em minha direção. A qual ao invés de rebater eu simplesmente desvio.

Ela voa para longe graças a força empregada. Com ela afastada eu tinha que agir rápido, estendendo meu braço para trás, em direção a janela as minhas costas eu puxo algo.

James olha curioso para o pedaço de madeira que minha mão ensangüentada trás com ela.

Um pedaço de vassoura.

Com movimentos rápidos, eu abro a janela atrás de mim e me escondo atrás de suas portinholas, e saindo dela, como um pequeno rojão furioso, a pequena bolinha esquecida desde a metade do jogo, foi de encontro do primeiro alvo que tinha pela frente.

James Potter.

O Gryffindor não teve nem tempo de reagir, ele levou a bolada no estomago e o arrancando da vassoura o leão cai novamente em queda livre, desta vez não parecendo ser capaz de voltar para a montaria.

O professor apita o que seria o final do jogo e retirando rapidamente a varinha de dentro de suas vestes ele levita o desacordado James.

Acho que isso quer dizer que eu ganhei. Não é?

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...

...

...

Acabou?

Acabou...

E ACABOU!!! Incrível minha gente, uma disputa cheia de revira-voltas se desenrolou diante de meus olhos, James Potter, o invicto campeão de todas as suas partidas de Quadribol em Hogwarts acaba de ser derrubado de sua vassoura pelo nosso Teeeeeexugo maravilha, isso e simplesmente é i-na-cre-di-ta-vel!!!

Mas... como... quando... como aquela esfera ficou presa na sala da torre sul e... e...

Eu também não vi, rebobinemos os nossos monóculos companheiro, rebobinemos.... hm... hm.... hm... Ainda não vejo quando ele prendeu a balinha lá, mas a partir desse ponto a sua vassoura dele já está quebrada... Talvez se mudarmos o ângulo do monóculos.... hm... hm... Ali, faça um zoom ali.

Aqui, desacelere ali, isso... Depois que ele lançou a esfera na direção da torre e de lançar a outra na de James, ele foi atrás da primeira esfera e a trancou em uma das janelas abertas, mas como se tranca uma janela do lado de fora?

Assim

Ui, isso deve ter doido, ele quebra a ponta da própria vassoura com as mãos nuas arranhando as palmas nas pontiagudas frestas de madeira. E usando o toco trava a janela.

Brilhante, mantendo uma esfera dessas por tanto tempo trancada, quando a soltar, a pequenina deve ficar histérica. Todo o tempo que ele enrolou com Potter foi para dar tempo para a esfera se irritar mais. Cara... Aquele golpe deve ter doido.

Realmente James deve estar até agora... JAMES!!!

Bem, e lá foi Black acudir o maridinho... Bom, amigos do Quadirbol, com isso ficamos por aqui. Se quiserem adquirir a copia dessa eletrizante partida, venham falar com Xionara Hooch, 7º ano de Huffepuff, prometo os fazer um precinho camarada.

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- Uuuui... – foi tudo o que Harry conseguiu pronunciar assim que seus pés tocam novamente o chão, e suas mãos largam os restos mortais de sua vassoura.

Toda a dor que ele deveria ter sentido nos últimos segundos se acumularam naquele curto instante.

- Você sabe que existem maneiras menos chamativas para cometer suicídio.

Um sibilo mortal indicou ao moreno que a "mamãe Longbottom" guardava uma expressão nada feliz logo as suas costas. Comprovando o já esperado, Harry se vira e se dá de cara com um pálido e irritado Neville e uma radiante e risonha Xionara.

"É incompreensível como esses dois terminaram amigos, eles são simplesmente o oposto extremo um do outro!!!" Harry conteve-se de rir ao chegar a essa conclusão.

- Grande vôo. – diz uma rouca voz ao seu lado.

Não pela voz, mas apenas pela pura necessidade de querer acreditar nisso, Harry vira o rosto na esperança de ver Draco sorrindo prepotente ao seu lado.

Mas não era, e teve que fazer das tripas coração para não transparecer a sua decepção, afinal não podia desperdiçar o momento, Victor Krum não era o tipo de homem que falava mais do que o necessário, e elogios vindo dele eram escassos, mas sempre baseados apenas na verdade.

O garoto realmente era bom.

-Hm... – Harry sorri de lado – obrigado professor.

De certa forma, apesar de certas ausências, nada poderia tornar aquele momento melhor.

Mas já conhecendo a sorte de Harry, não era de se estranhar que em compensação váaaaarias coisas poderiam tornar aquele momento pior.

- ELE ROUBOU!!!

- QUEM DISSE QUE ELE PODIA FAZER ISSO???

- OH COITADINHO DO POTTER, ELE FOI DERRUBADO DE MANEIRA MUITO INJUSTA.

- ELE DEVIA SER CASTIGADO!!!

- POR QUER O PROFESSOR AINDA NÃO TIROU PONTOS DA CASA DESSE ABOR...

- CALADOS!!! – Krum rugiu mais forte que qualquer um daqueles leões recalcados. – A AULA É MINHA, O JOGO FOI INVENTADO PORRR MIM, E AS RRREGRAS DO MESMO TAMBEM!!! – disse algumas palavras em russo, as quais Harry preferia não ter entendido, para depois prosseguir em um tom mais baixo, mas não menos mortal e depreciativo – apenas eu posso julgarrr aqui o que é cerrrto e o que é errrado. E o que o senhorrr Harrrdnet fez foi uma clarrra demonetrrração de orrriginalidade e pensamento rrrápido, sem falarrr de manobrrras que não deixaram a desejarrr perrrto do talento prrrodigioso do jovem Potterrr, vinte pontos parrra Gryffindorrr pelo talento demonstrrrado por seu reprrresentante e cinqüenta parrra Hufflepuff pela MAIS QUE MERRRECIDA vitórrria.

Os leões que fizeram as reclamações eram os que borboleteavam ao redor de seu príncipe. Harry só podia agradecer por essa escolha, pois as opções eram "borboletear ao redor de seu príncipe" ou "borboletear ao redor do pescoço da pessoa que derrubou o seu príncipe".

Apesar de alguns felinos parecerem começar a considerar essa segunda opção.

Foi quando Krum acabou seu largo e irritado discurso que os olhares perigosos de alguns Gryffindor se voltaram como adagas na direção de Harry e seus dois amigos. Neville estreitou os olhos e tentou fazer valer sua posição de príncipe se colocando ligeiramente na frente de Harry e Xionara simplesmente sorriu marota e lançou um beijo descarado na direção dos "gatinhos inconformados".

A terceira, a quarta e a quinta guerras mundiais pareciam prestes a explodir quando uma alta risada se ouviu no centro do grupinho de leões.

- HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ... Isso sim que foi tombo – agarrando seu estômago, morrendo de rir, o príncipe leonino desperta de uma forma nada digna – Merlin e Morgana de mãos dadas em um campo de trigo... Eu nunca fui golpeado assim... e por um texugo... há há há... Isso sim que é modo de começar o ano. Creio que a única coisa que poderia amargar uma inusitada derrota como essa seria me engasgar com desculpas esfarrapadas para explicar a minha queda. Não acha Siri?

- Oh sim – Sirius parecia não compartir do bom humor do amigo o revisando de cima a baixo – seria de péssimo gosto.

Todos os leões encolheram seus rabinhos diante das palavras de seu descontraído líder, sem falar dos olhares mortíferos que Black, o cavaleiro mais leal de vossa alteza, lançava.

E sendo apoiado por Sirius, James se coloca de pé e anda com dificuldade. Quando estava bem próximo de Harry, Neville dá mais um passo para o lado se colocando totalmente na frente do amigo.

Alguns Gryffindor ficaram indignados pela ousadia do texugo, mas como a posição de Neville era claramente mais alta que a deles não puderam mais que murmurar suas revoltas. Os demais Hufflepuffs apenas se entreolhavam com certo pesar.

Os dois príncipes se encaram.

Era regra dentro daqueles muros que qualquer enfrentamento entre dois príncipes só poderia ser realizado dentro de duelos oficiais,

Algo que nunca aconteceu nos últimos anos.

James sorri com simpatia, e Neville parece ler em seus olhos que não danaria seu amigo, então deixou que o leão prosseguisse. E diante de Harry, James disse com certa admiração nos olhos.

- Acredito que terei a chance de uma revanche – ele olha por cima do ombro do texugo – espero que você possa providenciar isso, Hooch.

Hooch joga todo seu peso sobre o ombro bom de Harry e pisca para Potter com mais confiança que hierarquicamente lhe era permitido. Os olhos da menina eram os mesmos dos de uma criança que escuta que o natal havia chegada mais cedo.

- Acredite Potter, terei o maior prazer de providenciar.

Harry quase riu, pois era praticamente capaz de ver as engrenagenzinhas no cérebro de Hooch se movendo aceleradas para encontrar uma maneira de acorrentar seu mais novo jogador a uma vassoura pelo restante do ano escolar.

Como se Harry Potter precisasse ser chantageado para voar em uma vassoura.

Dando as costas para os três texugos, James e os de mais leões caminham em direção ao colégio, sendo seguidos não muito de longe pelos texugos do quinto ano e seu carrancudo professor.

- Fiiiu isso é o que eu chamo de reconhecimento – Xionara se desgruda de Harry e leva as duas mãos a cabeça enquanto observa os outros alunos se afastarem.

- Eu quase quebrei o pescoço um bom número de vezes no meio daquela partida – resmungou Harry – se mesmo depois disse ele não me reconhecesse como rival...

- Ah sim... – o comumente sorriso maroto de Hooch se desenhou no rosto da garota – Você foi reconhecido com um rival, mas eu não estava falando do Potter.

- Desculpe? – Harry a olha como se pintinhas amarelas e roxas começassem a se desenhar no rosto da garota.

- Que eu não estava falando de Potter. Eu estava falando de Black.

Harry quis se fazer de desentendido, mas também havia percebido a maneira com que Sirius olhava para ele. Não podia dizer que era hostil, mas também de longe era amigável.

E o motivo para aquilo era algo que ele tentou por algum tempo evitar de imaginar

- O que... eles são na realidade? – Harry preferiu guardar nomes na esperança que a situação não parecesse mais insólita do que já era.

- Esses dois? Quem vai saber? – Hooch dá entre ombros e quando vê que a distância entre eles e os outros alunos já era suficiente começa a andar acompanhada de seus amigos – Eu me lembro quando no final do meu primeiro ano corria um boato de que os primogênitos da família Black e Potter entrariam no colégio no ano seguinte. Cara, eles tinham tudo para serem inimigos mortais, e era o que todos esperavam.

- Mas aí...

- Mas aí que aconteceu o que menos se esperava, eles se tornaram grandes amigos – a garota dá entre ombros – ninguém percebeu bem como isso aconteceu, quando eles entraram no trem parecia que iam se despelar um ao outro. Eu me lembro que durante o trajeto eles quase descarrilaram o vagão em que estavam no meio de uma confusão. Mas assim que pisaram pela primeira vez em solo de Hogwarts agiam como se fossem os melhores amigos de longa data.

- Assim... do nada? – Harry pergunta com estranheza.

- Boatos sempre vão existir. – Hooch chuta uma pedra em seu caminho – Uns falam que foi algo que Weasley fez no meio da viagem, outros que foi Lupin... Eu acreditaria mais na versão de que foi o Weasley.

- Por que?

- Lupin só começou a andar com aqueles três doidos em seu segundo ano, antes agiam mais como conhecidos.

- Ah... eu me lembro – Neville entra no assunto – foi uma surpresa na época, Lupin que sempre passava uma imagem tão reservada, do nada começou a andar com aqueles doidos.

- Bem, mas o que realmente interessa nessa historia para você é: - a menina retoma seu ar "dramático demais para ser levado a sério" – Se eu fosse você Chris, mantinha um pouco de distancia de Potter por algum tempo. Ninguém sabe o que diabos eles são, afinal, não é como se eles ficassem andando por aí com anéis de compromissos ou saltitando alegres e contentes de mãos dadas – a imagem descrita pela menina emanou calafrios ao pobre garoto – mas o que sim é fato: é que toda e qualquer pessoa que sequer pensou em investir em qualquer um dos lados daquela estranha relação, nunca acabou bem, ou Potter ou Black a afastava de uma maneira nada agradável.

- Potter tem mostrado bastante interesse em você – Neville, como sempre, tenta amenizar o ar sombrio que Hooch coloca nas situações – um interesse positivo de fato, mas as coisas podem ficar difíceis para o seu lado se não tomar cuidado.

Harry encara seu amigo com ser ceticismo.

- Certo – o outro garoto se retifica – as coisa podem ficar mais difíceis do que já são para o seu lado. Acredite, você não vai querer um Sirius Black enciumado correndo atrás de você.

Os três amigos caminham calmamente em direção ao castelo para suas próximas aulas tentando manter seus assuntos longe de leões, vassouras e amores possessivos, mas invariavelmente a mente de Harry não pode deixar de fazer um ultimo lamento.

"Agora meu padrinho me vê como uma ameaça ao relacionamento amoroso que tem com o meu pai... definitivamente eu estou em um universo paralelo".

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- Xi... ele parece que está trincando os dentes...

- Não, não, eu acho que ele está apenas cerrando levemente, veja o movimento de lábios.

- Os dois estão errados, ele está murmurando algo baixinho, eu acho que consigo ouvir alguma coisa...

- Devem ser os Dirariduffs, eles de vez em quando...

- Será que vocês poderia para por um minuto parar de analisar as anomalias faciais de Hardnet e se concentrarem em seus próprios almoços??

Severus fuzila os dois texugos, a águia e a serpente que debatiam alegremente a estranha expressão no rosto de um irritado Harry.

E com mais do que motivo.

O moreno meio que havia se enchido de expectativa para as duas ultimas aulas da manhã, que por acaso seriam de adivinhação. Ele jurava que com Trelawney como aluna do primeiro ano, a única escolha para professor de adivinhação lógica seria Firenze, dessa forma, freqüentando suas aulas ele teria mais chances de encurralar o professor.

O plano perfeito.

Se não fosse um detalhe.

Para a sua surpresa, ao chegar alegremente na aula em questão, encontrar uma muito envelhecida - talvez uns quarenta anos a mais do que se lembrava em seu mundo –Parvati Patil.

Foi depois de aturar sofridas duas horas de monólogos sobre destinos e amores predestinados, que o moreno pode encontrar Neville no meio do percurso para o grande salão, já que o rapaz de cabelo castanho não freqüenta as aulas de adivinhação, Qual não foi a sua surpresa quando em meio a uma dissimulada conversa descobriu que Firenze era professor de CCM.

"E Neville ainda teve a cara de pau de dizer isso para mim como se fosse a coisa mais obvia do mundo" o moreno bufa pela milésima vez "Se o obvio é um centauro dar aulas de CCM, quem deveria dar as aulas de Herbologia? O salgueiro batedor???"

Respirando fundo, e aceitando os erros de sua estratégia principal, Harry, diante desse acontecimento, teve que admitir que tem agido de maneira muito paranóica, que teria que se arriscar mais e fazer algumas perguntas que poderia soar estranhas e até mesmo fora de lugar para evitar inconvenientes como aquele.

O jeito agora será desistir de cursar adivinhação e se inscrever em CCM, correndo o risco ou não de parecer suspeito.

"Esse lance de vigilância constante realmente enlouquece as pessoas..."

- Os refugiados não parecem meio ouriçados hoje – comentou Harry apenas para desanuviar o ambiente.

Seus amigos olham para onde Harry apontava com o garfo e alguns dão entre ombros.

- Parece que um comensal veio pedir asilo ontem a noite – falou Hooch como se não fosse nada.

- Bem... isso não seria comum?

Harry não havia tido muito contato com os refugiados, a verdade era que os próprios refugiados não pareciam querer fazer contato com os alunos, era como se o colégio estivesse divido em dois mundos que não se misturavam, com exceção talvez de alguns parentes de estudantes, que volta e meia paravam para conversar com um filho ou um sobrinho, mas esses eram casos escassos.

Talvez a falta de contato seja para não se meterem no meio da tensão que há entre as casas, por que pessoas que foram para lá para fugir de uma guerra se meteriam em outra?

- Não existem muitos comensais graduados que voltem para Hogwarts, o que torna a maioria dos refugiados ou neutros ou vítimas de seu antigo senhor... – Neville explica com seu eterno tom neutral – Não acho que isso crie um bom clima para convívio.

- Resumindo, não dou dois dias para que a cabeça dele role. – Fenrir sorri com seu bom e velho sorriso maligno e simula a queda da suposta cabeça com um dos rabanetes que Luna insistentemente pôs em seu prato

- Um – replica mais dignamente Severus que aponta ligeiramente com a cabaça para um grupinho na mesa dos refugiados que tinham os olhos vermelhos e choravam, aparentemente de raiva – pelo visto o novo refugiado já tinha alguns "conhecidos" aqui dentro.

Harry não argumentou quanto isso, apesar de seus dois amigos estarem discutindo o curto tempo de vida de um ser humano de uma maneira tão fria.

Não era um assunto ideal, mas ao menos aqueles dois pareciam começar a se entender.

De uma maneira estranha... mas pelo visto era a maneira deles.

Se bem que não foi apenas isso que o calou, mas também foi o leve murmurar que ele ouviu, e que o restante de sues amigos ignorou, talvez considerando irrelevante.

- Tec tec tec tec tec tec...

Olhando para o lado Harry vê Trelawney murmurado aquele irritante ruído, antes de se calar novamente e degustar com calma sua sobremesa.

"Eu mereço..."

Quando todos terminaram de se alimentar, assim como todas as louças nas mesas as deles desapareceram, sinalizando o final do almoço.

Se levantando o grupinho de Harry se dirige em direção a saída, mas antes de chegar a rota Harry percebe pelo rabo do olho como um dos refugiados sussurra algo ao ouvido de Hooch, a menina se coloca tensa, mas logo assente. E segue em frente como se nada tivesse passado.

Do lado de fora do salão o grupinho se detém em um canto mais isolado para conversar e decidir seus destinos.

- Bem, bem, bem, moçada, o dever me chama – Hooch foi a primeira a partir – Neville, você e Chris tem aula de historia, não tem? O professor Binns disse para eu passar em sua sala para pegar um material de estudo, mas eu talvez não consiga passar por lá hoje, vocês poderiam pegar para mim?

- Claro – Neville responde pelos dois com sua eterna boa vontade – mas por que você não vai conseguir passar lá hoje?

- Trabalho.

Harry percebeu que a expressão tanto de Severus como de Fenrir se endureceram.

- Bem, eu já vou – a menina se despede da irmã menor com um leve celinho e um afagar na cabeça.

Trelawney segura a mão que a acariciou por alguns segundos e encarou com tristeza os olhos da irmã.

- Siby? – pergunta Hooch tentando manter o sorriso, mas vacilando levemente.

A pequena não diz nada, mas solta a mão da mais velha e encolhe os ombros.

Harry não gostou daquela reação.

Logo após Hooch partir, Neville foi encurralado e arrastado por uma volumosa onda Hufflepuff que o seqüestrou para que desse algumas explicações sobre deveres em geral.

Severus resmungou algo sobre aula de feitiços e partiu com um leve acenar de cabeça para Harry.

E Greyback...

- Não pense em acompanhá-lo? – Harry pergunta em um suspiro enquanto apoiava o lobisomem que o usava como escoro.

- Nã', eu não participo de aulas que necessitem de magia – Fenrir balança seu colar com o dedo o fazendo tilintar – se lembra?

- Ah é, e o que você vai fazer agora?

- Cultura muggle – o lobisomem faz uma careta – Eu sei que não existem muitas matérias que não precisem de uma varinha por aqui. Mas não é como se eu já não soubesse tudo o que precisasse saber sobre o mundo muggle.

- Sei. – de certa forma Harry concordava com o lobisomem. Fenrir, segundo algumas das historias que contou ontem, havia vivido um bom número de anos entre muggles, sem se misturar com clãs de lobisomens, o motivo nunca foi explicado ao moreno.

- E você? Para onde está indo? – pergunta o lobisomem de maneira desconfiada – Até onde sei, a aula de historia fica para lá. – e aponta para um corredor a direita.

- Vou gazear um pouquinho.

Harry precisava de aulas de historia da magia tanto quanto Fenrir precisava de cultura muggle. O moreno tinha praticamente todos os livros de historia entre outro decorados em sua mente, fora que no momento ele tinha outra coisa mais importante com o que se preocupar.

- Ah não – os braços de Greyback apertaram forte Harry o impedindo de avançar mais.- nem pense nisso.

- Pensar em que? – o mais baixo tenta soar infrutiferamente inocente

- Você sabe em que, você não vai entrar no bosque proibido sozinho.

"Ups, fui pego"

- Como soube? – se soltando do agarre de Fenrir Harry se vira para ter a aparentemente longa conversa

- Sabia que iria tentar em algum momento – o albino revira os olhos diante do obvio que seu amigo podia chegar a ser – você parecia ter certo carinho por aqueles facões.

- Eles... – Harry deixa sua mente vagar por segundos em lembranças do passado – me foram dados por uma pessoa muito importante.

Flash Back

Lembrou-se da pele negra coberta de sangue e fuligem...

Lembrou-se dos gritos e reprimendas que soltou quando o viu naquele estado.

Lembrou-se do calorzinho que encheu seu peito quando tremulo o pequenino disse aonde tinha ido e como tinha se ferido.

Lembrou-se como chorou de orgulho e preocupação quando terminou de ouvir a narração.

Lembrou-se como o abraçou forte e o fez jurar que não sairia mais de perto dele ou de seu irmão novamente.

Lembrou-se...

E lembrou-se...

Lembrou-se de como aquela pequena criaturinha conseguiu justificar todos os atos daquela noite em apenas seis pequenas palavras

"Por que eu te amo papai"

Fim do Flash Back

Pedro sempre havia sido habilidoso, mesmo para sua tenra idade, ele e Mario haviam sido postos a prova pela vida antes mesma de aprenderem a andar. Mas naquela noite, a tantos anos atrás, Harry não quis vê-lo como um ágil e inteligente licantropo, ou como um experiente pivete de rua que sobreviveu por anos tendo apenas ao lado a fome e o irmão como companhia.

Ele quis vê-lo como o seu filho.

O filho que sumiu de casa por três dias atrás do material para forjar um presente para o pai e reaparece completamente ferido.

"Eles devem estar em algum lugar da Escócia, ou quem sabe na Inglaterra. Se esse feitiço funcionar como Draco disse que funcionaria eles não devem estar muito longe de mim, não creio que eles ainda estejam em Angola. Seja como for, mais dia ou menos dia eu os encontro... meus meninos..."

- Foi uma das pessoas que te mordeu? - pergunta um nada vacilante Greyback

- Como? – Harry o encara confuso saindo de seus pensamentos.

- Quem lhe de os facões, foi uma das pessoas que lhe mordeu?

Por segundos Harry perde a fala antes de perguntar, ainda descomposto:

- Como você sabe?

Greyback sorri triunfante.

- Chutei – o albino ri da cara de espanto que arrancou do moreno – não é como se você tivesse falado para mim sobre muitas pessoas do seu passado, das poucas que você me descreveu eu supus que a pessoa que lhe deu o facão seja um "daqueles dois". – sua voz ganha um ar meio melancólico – fora que... Para um licantropo transformado, aquele que o morde vira uma figura muito importante pelo resto de sua existência... sempre haverá um sentimento muito forte que os une, seja de ódio... tristeza... melancolia...

- Amor?

Os amigos se encaram sérios. E o lobisomem albino suspira e sorri.

- E amor.

Eles caminham em silencio sem nenhum destino especifico.

Tão distraídos estavam que nem notaram quando alguém correndo se jogou contra Harry. Atrapalhado, o rapaz que se chocou com o moreno se desfez em desculpas e batendo nas vestes do texugo insistia em desamarrota-las.

- Mil desculpas, mil desculpas.

- Tudo bem, não tem problema – Harry tentava responder atordoado, ultimamente não eram muitos os que se desculpavam após esbarrar nele.

- Não, realmente... me desculpe, me...

- Já sacamos cara – Fenrir com um empurrão o afasta de Harry e praticamente grunhi – agora pode cair fora.

O rapaz estranho se afasta assustado se encolhendo dentro de sua próprias vestes.

- Não precisava reagir assim também. – Harry não entende a ação de Fenrir

- Eu se fosse você conferia a minha carteira – dando entre ombros o lobisomem se escora na parede mais próxima.

- Como?

- Depois de esbarrar naquele cara, se eu fosse você, conferiria a minha carteira. – vendo ainda a confusão na face de Harry ele tenta explicar – aquele era o Mundungus, quarto ano de Slytherin, o cara pode ser jovem mas é especialista em bater carteiras e pequenos furtos.

Bastou apenas ouvir o nome da figura que Harry logo verificou seus bolsos esternos e internos, mas tudo estava em seu devido lugar.

- Talvez no final das contas tudo foi uma simples coincidência – Harry tenta ser otimista.

- Até parece, um cara como Mundungus não faz uma cena daquelas por nada.

- Deixa para lá – Harry diz diante da inquietação do lobisomem. – não houve dano.

- Isso você não sabe.

Harry fecha os olhos, cansado, não pela atitude de Fenrir, ou pela suposta ameaça que deveria sentir do recém-encontro com Mundungus, mas por que pela milésima vez ele se lembrou de Draco naquele dia.

" 'Isso você não sabe' essa seria provavelmente a frase paranóica que ele soltaria se estivesse aqui".

Como que por reflexo ele olhou por cima do ombro e nada estava lá.

E mais uma vez suspira

- Por acaso seria também um "desses dois" o motivo de você estar suspirando tanto hoje?

A pergunta pegou Harry de surpresa fazendo o moreno engasgar, e voltar a se concentrar no curioso lobisomem ao seu lado.

- NÃO!!! Digo... eu não estive suspirando o dia inteiro eu...

- Claro que não esteve suspirando o dia inteiro – bufa exasperado – no intervalo de um suspiro e outro você aproveitava para olhar por cima do seu ombro, você esteve estranho desde que nos encontramos no café da manhã. – o lobo olha com certa preocupação – o que houve?

- Não houve nada – sussurra Harry

"Ele apenas não esta aqui"

- Não é o que parece – sorri mordaz, se aproximando lentamente.

- Nada me incomoda – responde um pouco mais irritado.

"Como se deixando claro como serão os restos de meus dias, ele não veio até mim"

- Então por que você parece preocupado? – o lobo pergunta quase rindo

- O que... o que poderia me preocupar...

"Draco... como você é cruel..."

- Diga você. – sussurra, já bem próximo ao moreno

– Tudo está bem...- murmura irritado em resposta

"Me mandou para cá para superar as perdas de quem eu um dia amei..."

- Então não parece estar? – sua voz não soava mais tão alegre

– Tudo está...

"Mas não me ensinou como superar a perda da pessoa que eu ainda amo"

- Diga – ordenou.

– Tudo...

Um ligeiro incomodo em seus olhos deteve Harry em meio a sua mentira, e assustado leva a mão ao rosto ao sentir um linha úmida descer por seu rosto.

Olha pra Fenrir a sua frente e a expressão do albino era neutra.

Antes que pudesse secar as lagrimas, Harry não pode deter o que veio a seguir. Um forte braço o agarrou pela cintura e antes que pudesse deter o outro, Fenrir aproximou o rosto ao do mais baixo.

Lentamente.

Sabendo que o que viria seria inevitável, o moreno fecha os olhos, mas ao invés de sentir os lábios do outro tomarem os seus, apenas ouviu uma risada baixinha.

Abrindo os olhos Harry se deparou com duas sorridentes esferas amarelas, Fenrir estava a centímetros de seu rosto, ainda abraçado a ele.

- Os muggles dizem que para curar um soluço basta sofrer um grande susto – ele pisca maroto e com a mão livre seca o rosto do amigo – mas aparentemente isso também serve em outros casos.

- Fenrir.

O albino se afasta do aparentemente mais novo.

- Você não combina muito com lágrimas Chris, pelo pouco que me contou elas já fizeram tanto parte de sua vida que agora elas não te caem bem. Por isso se isso voltar a acontecer pode me procurar, eu não sou muito bem consolando as pessoas, mas quem sabe da próxima vez podemos chegar ao "próximo passo" dessa nossa teoria. – o lobo assopra um beijo e se afasta ainda falando. – E eu ainda acho que o safado do Mundungus está aprontando alguma, vou dar uma conferida, não vá entrar em nenhuma confusão sem mim.

- Lobo sarnento – Harry murmura já com um sorriso no rosto – Eu já não disse para não fazer esse tipo de brincadeira.

Suspirando pela enésima vez, mas dessa vez por causa de certo albino, Harry decide sair de dentro do castelo de uma vez.

Apesar dos apelos de Greyback, ele não queria deixar seus facões mais nem um segundo expostos meio da floresta.

"E se um dos centauros o encontra? As chances de eu os ver de novo seriam mínimas"

Poucos passos foram dados por Harry, pois mal ele se vira....

Pof!!!

Alguém esbarra nele novamente.

Mas dessa vez o impacto foi mais violento, o lançando em direção ao chão. O moreno olha irritado para as costas que se afastavam, e ele não se surpreendeu ao reconhece-las.

Seu dono sempre sabia como se fazer notar.

Kingsley Shacklebolt.

- Cara... Seja lá o que você fez para irritar o Shacklebolt não deve ter sido coisa pequena.

Harry olha para quem havia dito isso a suas costas, e para sua surpresa vê um semi agachado Sirius Black com a mão amigavelmente estendida oferecendo apoio.

Sem duvidar, o moreno aceita a ajuda e já de pé bate a poeira das vestes com certo pesar:

"Quantas vezes hoje eu vou ter que passar por isso?"

- Hardnet – Sirius atrai a atenção de Harry – tenho algo a lhe propor.

A seriedade nos olhos do moreno aparentemente mais velho fizeram Harry piscar um pouco acanhado, e sem jeito soltou um gracejo para desanuviar o ambiente.

- Desculpe, mas você já deve saber que eu estou saindo com o Fenrir e até aonde eu sei você também está de muito boa relação com o ...

- Não, não é essa proposta – sorri com a brincadeira e passa a mão nos cabelos parecendo procurar voltar a seriedade anterior – eu realmente gostei da maneira com que você voou hoje contra o James, e eu gostaria de poder ter a chance de voar contra você também.

Por essa Harry não esperava.

Nesse mundo, segundo ouviu de Hooch, Sirius eram um dos batedores do time dos leões. Como atleta era um prazer se tanto elogiado como desafiado por um companheiro de esporte, mas como texugo... ele não pode deixar de ficar com o pé atrás.

- Tudo bem – disse lentamente como se procurasse uma armadilha na oferta recém feita – por mim não há problema, só temos que marcar uma data e...

-Agora. – corta Harry sem maiores remordimentos.

- Como?

- Vamos voar agora, você não parece muito disposto a ir para as aulas, e eu não tenho também nenhuma matéria importante pelo resto do dia – da entre ombros com um ar descontraído – por que não agora?

- Talvez por que quando se gazeia aula a pessoa em questão procura ficar em lugares discretos, e não voando no campo aéreo do colégio, a vista de tudo e todos...

- Não se preocupe – diz com seu sorriso: "pode confiar em mim que comigo tudo se resolve" – na segunda feira não existe aulas no exterior no período da tarde, e os professores e funcionários estão tão entretidos com o trabalho dentro do castelo que se não voarmos muito próximos as janelas não seremos pegos. – vendo que aquilo não convencia muito a Harry ele adicionou uma pequena dose de deboche a sua voz – a não ser que esteja com medo...

Sirius podia não saber, mas havia atingido o nervo mais sensível de um Potter.

Seu orgulho.

Harry mordeu o lábio inferior com indecisão. Todas as palavras de aviso de Hooch e Neville naquela manhã parecia se apagar a medida que suas mãos começavam a formigar de vontade de segurar uma vassoura.

E foi quando não pode conter mais a própria língua que disse:

- Onde estão as vassouras?

Bastou aquilo para Sirius sorrir vitorioso e se juntar ao texugo em sua caminhada em direção aos terrenos externos do colégio.

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- E então? Trouxe o que lhe pedi?

Régulos olhava com impaciência a figura, segundo ele patética, que removia uma mão contra a outra a sua frente.

- Não estava lá – disse Mundungus em tom de explicação.

- Tem certeza? – não fez questão de esconder a irritação em sua voz.

- Absoluta – balançou a cabeça afirmativamente com mais veemência do que era necessário – olhei em cada bolso, o aborto não estava carregando nenhuma varinha.

- Entendo – murmura sem perder a irritação – bem, então você terá que passar para o plano b. – dá entre ombros e se prepara para partir, deixando o pepino na mão do nervoso rapaz.

- E... espere.. quanto a minha comissão...

- O que tem ela? – pergunta com cansaço.

- Acho que não ela condiz com o esforço que esse trabalho está requerendo.

- Ah, você acha?. – o rapaz de olhos violetas sentia seus dedos formigarem para segurar a varinha "controle-se Régulos" ele se dizia mentalmente "Lucius disse que essa escoria mestiça é a único que pode completar o serviço de maneira limpa".

- Quero dizer... Quero dizer – gagueja podendo ler as nada boas intenções nos olhos de se contratante – agora a pouco eu tive que despistar o tal lobisomem amigo do aborto, você já tentou despistar o alfato de um lobisomem?

- Aafh – respira fundo – Tudo bem, quando a varinha do aborto estiver em minhas mãos eu posso renegociar o seu pagamento, agora vai logo.

E Mundungus partiu.

- Tsc... Lucius – Régulos resmunga consigo mesmo – espero que no final, você não esteja apenas me fazendo perder tempo, se bem que... – olha o outro quartanista de sua casa se afastando – talvez no final, se as coisas não saírem como você planejou, eu ainda posso me divertir torturando um pequeno verme.

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Bem... o que acharam? Essa foi apenas a manhã do nosso moreno, o pensamento no começo do capitulo pertence ao Blaise, graças a ele "as pernas e braços" que levam Draco ao mundo de Harry estão quebradas. Espero que isso não faça a minha amada estatueta ganhar muitos inimigos...

Bom, não vou mais prende-los, Harry acaba de passar uma adorável manha com o seu papai e agora passará uma adoravel tarde com o seu padrinho...

Até o próximo capitulo.