Nhaaaai... essa deve ser a atualização mais rápida do século... he he he, bem, não vou enrolar muito, os deixo com a segunda parte do capitulo.
Disclaimers: Gosto das coisas que tenho, devo dizer que sou uma pessoa relativamente afortunada em vários sentidos, mesmo que infelizmente entre estas coisas não estejam Harry Potter e seus adoráveis personagens... Fazer o que?
Capítulo nove: Jogando com leões (tarde).
"Era segredo... tudo o que um dia representemos foi um segredo.
Minhas palavras, meus sentimento, meu amor.
Tudo, tudo.
Por isso, meu bem.
Até que eu possa dizer o seu nome sem medos ou culpas.
Guardemos nossos imaturos sentimentos por mais um tempo...
...em segredo."
5º dia
Sob as mesmas circunstâncias em que estava naquele momento, se Harry estivesse junto de qualquer outra pessoa, um silêncio opressivo ou ao menos incomodo se colocaria entre eles.
- E então eu disse: "professora, eu juro que o fato de todos os terceiranistas de Ravenclaw estarem com um bico de tucano não tem nada haver com a coincidência de eu ter me atrasado para a sua aula de astronomia".
Mas decididamente Sirius Black não era qualquer pessoa.
- Também teve aquela vez...
E mais decididamente ainda aquela não seria uma caminhada silenciosa.
Não que a viajante tempo-espacial reclamasse.
Black tinha tudo o que um dia Harry quis ver em seu padrinho, jovialidade, descontração, e uma língua que não tocava apenas em temas amargurados.
Aos poucos as barreiras que Harry havia colocado iam caindo uma a uma, Harry claramente gostava da companhia de Black, e definitivamente o sentimento era recíproco.
"Agora consigo entender James um pouco, realmente algo nesse novato o torna... magnético".
Sirius riu muito de algumas historias que o próprio Harry contou de sua adolescência, evitando, é claro, de fornecer o nome de locais, pessoas e datas.
Foi quando já estavam fora do castelo que o texugo havia juntado toda a sua valentia de ex-Gryffindor e conseguiu perguntar algo que vinha o incomodando:
- Mas por que você disse aquilo? – Harry pergunta do nada
- Aquilo o que?
- Aquilo sobre o King... Sobre o Shacklebolt, sabe? Logo quando nos encontramos, por que achou naquela hora que eu o irritei?
- Ah!!! – finalmente Sirius compreende – É por que o cara não é do tipo que procura briga por aí.
- Não foi o que eu ouvi falar – diz se lembrado das rápidas apresentações que Hooch fez na sua primeira noite no castelo.
Sirius franze o cenho um pouco incomodado, Não gostava muito de tocar no assunto que era meio que tabu em seu meio: "O irmão postiço de Rony".
- Não existe um dia em que Shacklebolt não está em castigo – Sirius tenta simplificar o máximo a resposta – mas até onde eu sei, nunca foi por puxar confusão contra ninguém.
- Então por que ele fica de castigo?
- Não sei – o leão se espreguiça aproveitando para escolher com cuidado as próximas palavras – existem boatos sobre o que ele faz, mas a verdade é que ninguém tem bem certeza do que ele apronta para todas as noites estar de castigo. – ri entre dentes – acho que a interação mais longa com um outro ser humano que eu já vi ele ter nesse castelo foi essa trombada de agora a pouco com você.
Dessa parte Harry já discordava. Ainda se lembrava muito bem do carinho com que os gêmeos falavam com o rapaz mudo.
O que trouxe outra pergunta.
- Por que diz isso? Ele não se dá bem com aquele seu amigo o... – fingiu buscar o nome de seu ex-melhor amigo na memória – Como ele se chamava... ah Rony? Eles não se dão bem?
Sirius fica sério. Era impressão dele, ou aquele novato estava tentando sacar informação?
- Por que se dariam? – Sirius joga a pergunta com um ar desconfiado
- Ouvi falar que eram irmãos postiços.
- E realmente são... Mas não me lembro deles trocarem uma palavra desde que Shacklebolt entrou no castelo – Black vê a expressão desdenhosa no rosto de Harry – eu sei, eu sei. Péssima escolha de palavras. – soltou uma curta gargalhada e depois diz em um tom pomposo que lembrou muito a Percy, na humilde opinião de Harry – Digamos apenas que nenhum em algum momento tentou interagir com o outro. – recuperando o ar descontraído Sirius pisca para Hardnet – Melhor?
- Melhor. – Harry teve que fazer um grande esforço para não piscar de volta – Sabe o porquê da distancia?
O moreno mais alto dá entre ombros
- Talvez seja pelo o que aconteceu com os pais de Rony, afinal Shacklebolt estava lá quando tudo aconteceu, não estava? Vai se saber... – Sirius enterra as mãos no bolso e encolhendo os ombros encara com o rabo de olho o outro rapaz de maneira desconfiada – você parece bem interessado nele.
"Pense rápido Harry" o texugo se pressiona diante daqueles olhos azuis questionadores.
- Estamos na mesma aula de defesa – tentou soar o mais natural possível – devo admitir que fiquei curioso sobre ele.
De fato, Harry não mentiu.
Ao menos não muito
Considerando um pouco a situação, Black meio que se rende e não vê motivo para não liberar um pouco da informação que de certa forma meia Hogwarts já tinha.
Aos seus olhos ele estava diante apenas de um novato curioso.
- Não tem muito que saber. – tira as mãos do bolso e se solta mais – Mas não acho que Rony e Shacklebolt tenham uma má relação, eles apenas se ignoram, com quem Rony realmente não se dá são com seus irmãos.
- Os professores?
- É. Os gêmeos.
- Por quê?
Black o encara de forma pensativa, claramente medindo novamente as palavras.
- Por que eles o abandonaram
- COMO??? – Harry tropeça em nada em especial, mas com certa dificuldade consegue evitar cair de cara no chão.
- Por que todo esse espanto?
- É que... – nervoso Harry começou a se enrolar com as palavras – digo... Não achei que com todo aquele drama eles... bem... Uma família que passou por tanto normalmente se espera que ficasse mais unida.
- Não acho que esse foi o caso – suspira com claro pesar – Rony guarda muita mágoa dos irmãos. Quando tudo aconteceu os gêmeos estavam em seu sexto ano, e apesar de não serem maiores de idade pediram a intervenção da diretora para poderem se abrigar entre os refugiados do castelo, eles e o Shacklebolt, os dois queriam que a diretora fosse sua responsável até que completassem a maioridade e pudessem requisitar oficialmente a guarda do irmão postiço, mas Rony... Eles não intercederam por ele e deixaram-no entrar nos registros de adoção do ministério. A sorte do meu amigo é que os Potters o adotaram logo em seguida, já que ele era amigo de James na época.
Harry não pode acreditar no que acabara de ouvir
- Eles... – o texugo vacilou – Eles abriram mão da guarda de Rony.
"Impossível, os gêmeos nunca fariam algo assim... nenhum Weasley faria algo assim, até mesmo Percy que volta e meia se afastava da família intercederia se soubesse que algum irmão estava em problemas"
- Mais que isso – Black continuou – durante todo o ano em que os gêmeos esperaram completar a sua maior idade, Rony ainda acreditava que quando os irmão se tornassem independentes fariam alguma coisa para reavê-lo, ele não falava isso alto, mas era obvio que era o que mais desejava, e que sonhava que a indiferença dos gêmeos era apenas mais um dos "trotes pesados" que volta e meia pregavam nele – o leão gryffindor sorri com amargura – Mas quando aconteceu de Fred e Jorge completarem dezessete anos, eles pegaram a guarda apenas de Shacklebolt, e nem ao menos se despediram de Rony quando partiram de Hogwarts para se graduarem como professores.
Aquilo foi um choque para Harry, até onde ele sabe não existe nada mais importante para uma Weasley do que a "família" não que ele achasse que eles deveriam ter deixado de lado Shacklebolt ao invés de Rony, mas ao menos poderiam ter tentado proteger os dois.
Sem falar que um detalhe naquela historia o inquietou, assim como em toda a historia relacionada a tragédia "Weasley".
- E Rony... – com cuidado tentou retomar o assunto – não tinha outros irmãos?
- Como sabe disso?
- Sempre que ouvia falar dos Weasley me diziam que era uma família grande. – desvia os olhos dissimuladamente.
- Rony tinha outros irmãos realmente – Sirius admitiu – mas ele nunca fala muito deles, Bill, Charles... Acho que eram assim que se chamavam... Ele nunca tocou nos nomes deles depois que tudo aquilo aconteceu, e quando eu e James perguntamos por eles, ele fez uma cara tão assustadora que abandonamos o tema desde então. – faz um pequeno esforço para puxar mais algum detalhe da memória – Acho que tinha uma irmã pequenininha também... Mas a reação de Rony quando ela entrava no assunto era a mesma que a quando tocávamos nos nomes de Bill e Charles. Nossa, acho que fora os gêmeos o único irmão que ainda se tem noticias é o Percy. O cara era um prodígio, na época em que os pais morreram estava galgando postos dentro do ministério, mas depois... Parece que largou tudo e sem motivo aparente começou a cursar medmagia e agora está em St Mungos.
"Percy largou uma carreira promissora no ministério por iniciativa própria?" aquilo sim surpreendeu a Harry.
- E ele não podia ter ficado com Rony?
- Difícil, antes mesmo de tudo acontecer Percy já não se dava bem com a família, acho que nem ao funeral dos pais ele foi. – Foi quase com nojo que Black disse aquilo – acha que um cara desses "perderia tempo" adotando um pré-adolescente?
"Acho, assim como eu acho que muito dessa historia está mal explicada."
Harry relutava em aceitar toda aquela informação, mas invariavelmente acaba perdendo um pouco de chão, a família que ele tanto amou em seu mundo estava completamente decomposta.
- Por que... Por que você me contou tudo isso numa boa?
- O que aconteceu com a família Weasley não é algo que ninguém já não saiba – da entre ombros – hoje em dia as pessoas não comentam mais sobre isso, pois muitas outras tragédias similares foram abordadas pela mídia daquele tempo para cá, mas mesmo agora existem muitos boatos do que aconteceu... Boatos que mesmo agora machucam meu amigo – o sextanista o olha seriamente – James parece ter simpatizado com você, e não nego que eu também começo a gostar de sua companhia e isso talvez diga que você vai ter passe livre para andar ao nosso redor. Sendo assim, acho que deve saber o mais próximo da verdade do que aconteceu naquele dia, pelo bem do próprio Rony.
O leão parecia sincero, o que de certa forma alegrou e deu um pouco de ciúmes para Harry, o carinho com que Sirius tratava Rony era igual ao carinho que o seu Sirius do seu mundo o tratou um dia.
O carinho de amigo.
- Fora que com isso consegui guia-lo de maneira indolor exatamente para onde eu queria.
Harry olha ao seu redor e percebe que mais uma vez naquele dia estava no campo de vôo.
Bem, que os jogos comecem.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
- E então? – O loiro pergunta ao mais novo.
- O idiota que você me indicou para contratar não achou a varinha – Régulos diz com desdém – nesse momento ele deve estar revirando as coisas do aborto atrás dela. Isso se ao menos conseguir entrar na sala comunal de Hufflepuff.
Ambas as serpentes estavam conversando despreocupadamente escorados no parapeito da janela mais próxima do grande salão.
- Esse é o maior de seus defeitos, meu caro Régulos – Lucius ri entre dentes – você subestima de mais as pessoas a sua volta.
- Já no seu caso a capacidade de superestimar quem não merece chega a níveis catastróficos. – Black sorri mordaz – e me diga, para a segunda fase do plano, caso consiga a varinha, como vai garantir que o aborto não tenha álibi?
- Ah... Segundo minhas fontes seu amado irmãozinho já providenciou isso.
- Meu ir... – uma breve palidez passou pela face do mais novo – Malfoy – sibilou perigosamente – se por acaso você fizer alguma coisa ao meu irmão...
- Calma amigo, sabe que nunca tocaria em um fio de cabelo de Sirius, não se quero me manter longe da mira de sua varinha.
Lucius não era estúpido, sabia que em nível de poder sua magia superava com creces a de Régulos. Mas o pequeno demônio que era seu amigo, tinha meios de fazer qualquer um sofrer que iam alem da magia, meios que conseguiram dar a um quartanista como ele o respeito em Slytherin digno de um setimanista.
- Lucius...
- Já disse que seu irmão não será tocado – Lucius revira os olhos "sua única fraqueza, meu amigo, é essa sua 'debilidade' por seu irmão" – a iniciativa de entreter a Hardnet partiu inteiramente dele, meus informantes disseram que ele preparou uma surpresinha para o texugo que tomará boa parte da tarde, se não toda. Tempo mais que o suficiente para executar meu plano.
- Boa sorte então – Régulos resmunga.
- Como assim "Boa sorte"? Ainda preciso de você. Por que acha que pedi para você negociar com o estrupício do Mundungus, ele ainda precisa entregar a varinha e não pode descobrir que eu estou por trás disso.
- Eu sei... eu sei... – diz o mais novo com impaciência já se afastando do amigo – quando ele achar a varinha, independente onde eu esteja ele vai me procurar como um cachorrinho, afinal sou eu que estou com o seu "prêmio" – tira de suas vestes uma pequena sacola de moedas. – depois de tratar com ele eu te passo aquela estúpida varinha.
- "Estúpida varinha" – Lucius murmura para si mesmo – você e sua incorrigível mania de subestimas as coisas.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
- AAAi... – Harry geme de dor ao ter um forte polegar pressionando a palma de sua mão machucada – O que eu fiz para você sempre ser tão "delicada" toda vez que nos encontramos?
Antes de que Black pudesse explicar as regras do jogo, alguém havia os interrompido.
Com sua já conhecida delicadeza a enfermeira do colégio havia chegado por trás e apertou com força seu polegar em uma das palmas cobertas "porcamente" de ataduras de Harry.
"Não sei como não percebi que se aproximava? Quem com seu alfato em perfeitas condições não sentiria o cheiro dessa chaminé ambulante se aproximando?"
- O que você fez? – pergunta a mulher de forma sarcástica – seria mais fácil dizer o que você não fez, como por exemplo enfaixar de maneira descente essa mão esfarrapada.
- O seu ferimento... – Black pareceu se lembrar das seqüelas do ultimo vôo de Hardnet – você acha que consegue guiar a vassoura ass...
- Acredite, mesmo se o Sr. Hardnet não fosse capaz de guiar uma vassoura com esse bagaço de mãos ele daria um jeito de guiar a dita cuja nem que fosse com os dentes. Não é Sr. Hardnet? – pergunta a enfermeira para em seguida apertar com mais força o ferimento, dessa vez não conseguindo arrancar dos lábios de Harry qualquer gemido de dor – decisões estúpidas parecem sempre andar de mãos dadas com o senhor.
- Eu não...
Ignorando os protestos de Harry, a enfermeira desliza a sua mão para o pulso do moreno e com um rápido movimento de varinha ajeitou as bandagens de maneiras mais confortável, repetindo o processo com a outra mão do aluno.
Finalmente largando o rapaz ela sorri de forma malvada e retira um de seus "onipresentes" cigarros de dentro de sua maleta medica.
Foi apenas quando esteve mais calmo que Harry percebeu que a mulher estava usando apenas um biquíni e uma fina canga na cintura.
- E o que aconteceu com seu uniforme? – Harry pergunta incrédulo.
- Hoje esse é o meu uniforme – abana a mão como se aquilo fosse um fato irrelevante – de vez em quando tenho alguns assuntos a tratar no lago.
- Assuntos?
- Meta-se com a sua vida – a enfermeira foi curta e grossa – e Black, parece que esse ano, até o momento, o numero de alunos que Potter mandou para a enfermaria está superando o seu – diz com sarcasmo, mas também visivelmente irritada com o trabalho extra – devo supor que está perdendo o toque?
- Não diga isso Sra. ............. – Black simula uma expressão de bom moço – será que vou ter que acelerar minha cota de vitimas anual?
- Sr. Black – a brincadeira aparentemente perdeu a graça para a mulher – se por acaso você e o Sr. Potter repetirem a proeza do ano passado de me enviar mais internos do que o número de macas na enfermaria pode suprir, eu juro que providenciarei para que apenas duas macas se mantenham ocupadas durante todo o resto do ano, a sua e a dele.
Se virando, fazendo sua cabeleira esvoaçar de maneira encantadora, a enfermeira se afasta indo na direção do lago.
Harry olha de relance para Black e percebe que o adolescente olhava meio abobalhado para aquelas longas e bem torneadas pernas que se afastavam.
É... Mesmo Harry não pode negar que para quem gostava "daquilo" a enfermeira não era nada de se jogar fora, tinha um corpo bem definido, e o rosto era realmente bonito, se não fosse aquele desagradável cheiro de cig... "Opa!!! Mas o Sirius desse mundo não era gay???"
Olhando mais uma vez para o rapaz do seu lado, percebeu que Sirius já estava mais recomposto, e por isso deixou o tema de lado.
"Talvez ele seja bi, nunca ninguém me havia dito que ele era categoricamente gay."
Aceitando essa como uma resposta razoável, Harry resolve voltar ao motivo que os levou a aquele lugar.
- E agora então? – pergunta tentando ignorar a estranha interrupção que tiveram.
- Agora? Agora vem a melhor parte – Sirius tira algo de dentro de seu bolso interno e com sua varinha murmura – engordo.
E duas vassouras cresceram até que o moreno não pode segurar-las sem que fosse com as duas mãos. E as escorou contra a parede mais próxima.
- O jogo não é muito complicado – Sirius tira novamente algo de seu bolso, desta vez uma caixinha e com o mesmo feitiço a faz crescer. Dentro dela havia uma esfera similar as do professor Krum, em seguida ele faz crescer também um par de tacos os colocando ao lado das vassouras – perde quem tocar o chão primeiro.
- Só isso? – Harry pergunta com desconfiança.
- Só isso – repete prendendo o riso diante da desconfiança do texugo – Essa é apenas a primeira parte do jogo.
- E qual seria a segunda?
- Vai descobrir em breve. – sorri misterioso – E então? – estende uma das vassouras –Topa?
Sabia que não deveria confiar tanto no leão, mas Harry não resistia a um desafio.
- Ok – pega a vassouras que lhe era estendida. – quem tocar o chão primeiro perde.
- Assim é que se fala. – estala os dedos, triunfante.
Cada um pega um taco e monta em sua respectiva vassoura.
- A caixa foi programada para após trinta segundos que os competidores tirassem ambos os pés do solo liberasse a bola. – Sirius mal diz isso e com um forte impulso levantou vôo – não me deixe esperando muito.
Obedientemente, Harry também ganhou rapidamente altura, mas desde o começo ficou claro que suas técnicas de vôo eram diferentes das de Black.
Harry já havia enfrentado dois tipos de batedores: os como de Slytherin em seu antigo tempo de colégio, que eram agressivos, com manobras questionáveis muito próximas a robalheira; e os com estilo dos gêmeos Weasley, que primava mais pela agilidade e pelo ataque surpresa.
Sirius Black era a junção dos dois.
Como era de seu instinto, Harry tentou alcançar a maior altura possível e de cima esquematizar um plano de ataque, mas em meio ao percurso, Black voou por sobre sua cabeça o desestabilizando. A freada foi o suficiente para que o balaço que havia sido liberado alguns segundos atrás cobrisse a distancia contra seu primeiro alvo, Harry tenta desviar, mas mesmo assim a esfera consegue golpear com força seu tornozelo arrancando do moreno um entrecortado gemido de dor.
A esfera, que era programada para atingir o maior número de pessoas possíveis, após atingir seu primeiro alvo, ricocheteia violenta na direção de Black, que sem se imutar rebate ela na direção de Harry.
Mais preparado, e ainda dolorido, o moreno consegue desviar da bola. E em vez de prender seus olhos nela, ele encara ao herdeiro da família Black que caçoando diz ao dolorido texugo:
- Sabe, quando eu te dei um desses – diz balançado o bastão em sua mão – não foi apenas para você segurar.
- Bla...
- Hey hey – risonho Sirius aponta para as costas do moreno que sem se virar, já sabendo do que se tratava, se joga em um mergulho para escapar da esfera que voltava em sua direção.
Tendo Harry escapado, a esfera voa na direção de Sirius que a rebate mais uma vez na direção de Harry. Com uma pirueta, o moreno ainda em meio a queda escapa de raspão. Próximo do chão, Harry sobe finalmente do mergulho tendo a esfera aos seu calcanhares. E sabendo que era a única maneira de afastara esfera dele, se vira e rebate de forma desengonçada com o bastão.
A bola se afasta dele sem uma direção especifica, ele havia rebatido sem nem ao menos mirar.
Mas Black, sem perder seu sorriso maroto, e sem receios, voa na direção da esfera e com gosto rebate a bola.
Harry desvia por puro reflexo e se amaldiçoa por isso, pois a bola dá uma curva curta e volta com tudo golpeando com gosto as costas do moreno, roubando de seus pulmões todo o ar.
Harry sente fraqueza graças ao dano e por segundos se desestabiliza em cima da vassoura.
O quintanista era um bom jogador, isso era inegável, mas o problema era que ele foi cair na besteira de não relevar um pequeno ponto:
Ele era um apanhador, e não um batedor.
Em um jogo como aquele alguém com a experiência de Black tem plena vantagem.
Diferente dos outros postos, dentro do Quadribol os batedores são os únicos que são condicionados a pular na frente dos balaços, os de mais são acostumados a apenas desviar ou agüentar os impactos.
Se um jogo tiver como regra principal quem derruba quem primeiro da vassoura é lógico que batedores tem maior chances de ganhar que um apanhador.
"Mas não desse apanhador" Pensa Harry com raiva.
Sem soltar a vassoura, o moreno se deixa cair frouxamente, como se tivesse perdido a consciência. Geralmente balaços sempre vão na rota a que são direcionados, ou a jogadores em jogo, o corpo inerte de Harry havia perdido o interesse da esfera.
Ao ouvir o som da esfera indo na direção de Black, Harry retoma o controle da vassoura mais uma vez a centímetros do chão e voa baixo.
Mas sem tocar a terra.
Não importa quantas vezes fosse golpeado, só perderia realmente aquele que tocasse o chão primeiro.
Voar baixo nunca foi muito a sua praia, mas com calma relevou esse detalhe e observou como Sirius golpeava novamente a esfera em sua direção, e não se move.
A esfera mais uma vez se aproximava rapidamente.
E Harry ficou parado.
E ficou...
E ficou...
E...
POFF!!!
A poucos centímetros de acertar o seu rosto Harry desvia e a esfera, que havia vindo em uma alta velocidade, abriu um enorme rombo no chão. O moreno aproveita a desorientação momentânea da esfera e levanta vôo com tudo na direção de Black, com o taco levantado de maneira ameaçadora.
"Espero que dê tempo"
Vendo a forma com que vinha, Sirius quase riu ao supor que o plano de Harry era derrubá-lo da vassoura na base das tacadas, "Não é algo muito honrado, mas tuuuudo bem" ele ergue o próprio taco em sinal de desafio "pode vir".
Foi quando estava a uma distância ridiculamente curta de Black que Harry freou e sorrindo abaixa o taco. Sirius arregala os olhos, surpreendido, tentando entender o porquê da mudança de atitude, mas antes de conseguir abrir a boca para soltar qualquer comentário desdenhoso. O sorriso de Harry ficou maior e apertando o cabo da vassoura mais forte o texugo sobe com tudo o mais alto possível.
Sem Harry na frente, Sirius percebeu finalmente o porquê daquilo tudo.
POOOW
O balaço golpeia seu peito o arrancando da vassoura.
Em meio a queda a lógica invadiu sua cabeça, Hardnet aproveitou que o balaço demoraria para se desenterrar e se estabilizar, para tampar o campo de visão de Sirius com o seu falso ataque e com a atenção de Black presa nele o moreno mais baixo só desviou no ultimo segundo para que o balaço pegasse o herdeiro Black de surpresa.
"Grande plano" Black teve que reconhecer "pelo jeito eu vou ter que adiantar a segunda parte do jogo se quero que o meu plano dê certo"
Tirando a sua varinha das vestes, ainda em plena queda, ele convocou a sua vassoura, que também estava em queda livre. Montado nela, volta a ganhar altura.
Harry ao ver aquilo, até pensou em reclamar, mas se lembrou que ninguém havia dito nada que magia não poderia ser usada naquela competição, e de certo esse seria o argumento de Sirius.
Mais uma vez eles se colocaram em uma longa batalha de artimanhas e rebatidas.
A verdade era que Sirius estava adorando.
Aos poucos Hardnet parecia tentar copiar com sucesso as suas manobras, e ele mesmo copiou uma ou outra jogada original do aparentemente mais novo.
Mas assim como havia pensado antes.
Aquilo tinha que passar para a próxima fase do jogo.
Foi quando Harry estava mais ou menos posicionado aonde o aparentemente mais velho queria, que Sirius deu inicio ao que havia arquitetado.
Deixando completamente de lado o pobre balaço, Sirius se joga com tudo para cima de Harry. O moreno achando que era o mesmo truque que havia usado antes, ficou parado crente que Black frearia no ultimo segundo, mas ao invés disso, Sirius continuou e o empurrou dolorosamente para fora de sua vassoura.
Aquilo realmente o havia pegado de surpresa.
Não apenas por que não esperava, mas por que quando estava crente que entraria em uma longa e vertiginosa queda, o moreno sentiu seu corpo se chocar contra um duro e áspero chão.
Mais uma vez sem sentir o ar dentro dos pulmões, Harry olha confuso ao seu redor e reconhece aquela como a sala de astronomia, tal qual a de seu mundo.
Se bem que aquele não era um bom momento para ficar admirando decorações.
Se virando na direção da janela pela qual foi arremessado, ele vê um concentrado Sirius Black em pé no parapeito da alta janela, posicionado com seu bastão. Quando o balaço chegou a sua direção, seus olhos se tornaram pela primeira vez sérios dentro daquele estranho jogo e com um único golpe arremessou a esfera tão longe que se perdeu de vista.
Se virando para o admirado, e esparramado quintanista no chão, Sirius, ainda encima do parapeito sorri e diz:
- O balaço também era programado para se desativar quando estivesse a uma certa distancia, a essa hora ele já deve ter parado – vendo que Harry ainda o olhava impactado com a estranha repercussão dos fatos, Black sorriu mais largamente – e só para constar, como você tocou o chão primeiro. – com um pulo chega ao mesmo nível que o texugo – eu ganhei a primeira parte do jogo.
Ainda sem responder, Harry levanta em um pulo e tenta pegar a vassoura em que esteve voando há pouco tempo atrás, mas Black foi mais rápido e convocando as duas vassouras para sua mão o moreno mais alto as joga janela a baixo, para em seguida, em um movimento de varinha, trancar as janelas.
"Merda" o hufflepuff maldisse mentalmente.
Harry apenas piscou atordoado diante do ato de Sirius, e sem querer dar mais brechas para o outro, o texugo se vira na direção em que está a porta e com passos largos chega à ela, agarrando com tudo a maçaneta.
Mas e fechadura estava trancada.
Ele estava preso.
Pior.
Ele estava preso com Black
Aos poucos todo o medo e receio começavam a se transforma em raiva.
- O que diabos significa isso? – Harry sibila com impaciência.
-Muito simples – disse Black as suas costas – agora começa a segunda parte do nosso joguinho.
- Segunda parte?
Harry se vira e vê do outro lado da sala de astronomia o herdeiro Black com seu rosto moreno adornado de um maroto sorriso.
Nada de bom poderia sair daquele sorriso.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
O loiro começava a ficar impaciente com a demora de seu amigo.
Tudo bem que Lucius havia obrigado um de seus companheiros de ano a que tomasse durante toda a tarde pequenas doses de poção polissuco para evitar que descobrissem sua ausência nas aulas, mas isso não significava exatamente que poderia ficar dando bobeira no meio dos corredores.
Foi com verdadeiro alívio que viu Régulos se aproximar.
- Por que demorou? – pergunta impaciente
- Estava apenas renegociando alguns saldos. – sorri de forma perturbadora.
As pequenas gotas de sangue que Lucius viu no uniforme de Régulos fizeram com que o loiro desconsiderasse a idéia de pedir maiores detalhes.
- E então?
- Aqui está – o quartanista estende uma caixinha longa e preta – devo admitir que me enganei, o inútil do Mundunguss realmente conseguiu invadir a sala comum hufflepuff – ele começa a brincar com um mancha de sangue especifica em sua roupa – pena que as vezes as ambições de alguns conseguem ofuscar as suas próprias escassas qualidades.
- Não pensei que você fosse do tipo que perdesse tempo filosofando – Lucius pega a caixinha da mão do amigo.
- Bem, eu espero que você não seja do tipo que simplesmente perde tempo, vá fazer logo o que você planejou fazer, antes que alguém lhe descubra.
- Certo, certo. – o setimanista sorri com a camuflada preocupação do amigo. – Obrigado pela ajuda, meu amigo.
Régulos não responde, apenas se vai, já que sua parte no plano foi mais que cumprida, e Lucius aproveita a solidão para abrir com curiosidade a caixa.
- E com isso – sorriu malévolo – passemos para a segunda parte do plano.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
Preso no alto de uma torre, Harry não podia fazer nada alem de lançar olhares desconfiados ao sorridente leão despreocupado.
- Vamos, não me olhe assim. O que eu vou propor não será nada de mais, eu juro – Sirius caminha na direção de Harry tirando de seu bolso um frasco, que a primeira vista parecia conter água – apenas um pequeno jogo da verdade.
Harry olha com desconfiança o frasco que estava na mão de Black, era pequeno e ligeiramente oval, sendo impossível coloca-lo em pé em terreno liso.
Não via nada de muito ameaçador nele, ao menos até que uma suspeita lhe veio a mente.
- Veritasserum – diz o moreno mais baixo em um fio de voz.
Seria Black capaz de forçá-lo a beber um frasco de veritasserum?
Seria isso que o Gryffindor chamava de "jogo da verdade"?
- Há há há – Sirius começa a rir de maneira leve – não esperava que você descobrisse tão cedo, mas sim, isso é veritasserum.
A afirmativa apenas fez com que Harry desse um passo para trás.
Diante do ato, Sirius ergue uma sobrancelha e ao pegar o fio de raciocínio do texugo solta outra gargalhada.
- Calma novato, não é como se eu fosse virar esse vidrinho em sua goela a baixo.
- Não? – Harry pergunta entre o sarcasmo e o receio.
- Ora, com quem você acha que esta tratando?
- Não sei. Com um doido que me trancou no topo de uma torre? – diz usando o máximo de sarcasmo que a sua posição permitia – É, por que será que estou agindo de forma tão desconfiada?
- Ora vamos, pensei que pessoas que pertencessem a casa dos texugos tivessem a tendência de sempre esperar o melhor dos de mais.
"Fica meio difícil quando os 'de mais' em questão tem a tendência de queimar nossos cadernos e nos pendurar em candelabros" pensa o texugo sem abandonar o bom e velho sarcasmo, mas apenas diz:
- E o que exatamente eu deveria esperar dessa estranha situação onde estou preso no topo de uma torre com um dos maiores pregadores de peça do colégio, tendo apenas como distração um pequeno vidro de veritasserum?
- Em primeiro lugar eu agradeço a parte do "um dos maiores pregadores de peças do castelo" James vai se morder de inveja quando eu disser isso a ele. – ele sorri para Harry com seu patenteado sorriso sedutor - Em segundo, eu creio que já disse, tudo o que eu quero é um inocente joguinho da verdade.
Colocando a mão no ombro de Harry ele o guia para uma área mais escondida na sala de astronomia, chegando a certa área da parede ele batucou em cinco ou sete tijolos e do nada apareceu no chão a sua frente um enorme número de confortáveis almofadas, algumas bebidas de diferentes níveis alcoólicos e um ou outro tira-gosto.
- Por que algo me diz que você já tinha se dado ao trabalho de preparar isso a um bom tempo?
- Ora, você realmente se tem em muita auto-estima – Sirius solta mais uma de suas altas gargalhadas que mais pareciam o ladrar de um cachorro – na verdade isso é algo que nós de Gryffindor sempre mantivemos escondido na sala de astronomia quando queremos fazer joguinhos como esse. – Black se afasta de Harry e se deixa cair em uma das almofadas próximas a uma pequena estatueta de leão.
Harry imita o seu "anfitrião".
- E tem alguma regra nesse seu joguinho da verdade que eu deveria saber – diz acrescentando com certo sarcasmo – antes que seja tarde.
- Para ser sincero, sim – ele mais uma vez ergue o frasquinho na direção de Harry para que o mais baixo segurasse. – o veritasserum desse frasco está um pouco mais diluído em água do que o normal, quem bebe-lo só deverá ser obrigado a responder uma única pergunta antes de que o efeito passe. No caso essa pessoa será o perdedor do jogo.
- Que perderá quando...
- Quanta impaciência – diz cantarolando. Black leva a mão a estatueta de leão e abre a sua boca, dentro dela ele derrama o conteúdo de outro frasco que carregava em suas vestes. Após fechar, uma fumacinha começa a sair dos orifícios da juba do felino de mármore. – o que eu derramei aqui dentro é veritasserum puro, mas como ele está apenas em uma versão gasosa...
- Vai demorar cerca de cinco horas para nos matar intoxicados... – Harry resmunga irritado.
- Isso – diz sem se abalar enquanto entorna uma pequena quantidade de vodka em um copo, misturando com uma e outra coisinha a mais – mas antes disso vai afrouxar nossas auto-defesas e soltar nossas línguas a tal ponto que depois de aspirar apenas um pouco disso, a pessoa precisara de um grande esforço para dizer qualquer simples mentirinha, o obrigando a ou dizer a verdade ou se negar a responder, quem se negar mais vezes a responder as perguntas do outro terá que beber o frasco de veritasserum diluído. – o moreno pega o frasco na mão de Harry e guarda novamente em seu bolso interno, ao mesmo tempo em que beberica a própria bebida – O que acha?
- E minha opinião faria muita diferença?
A verdade era que esse jogo não era de todo inconveniente para ele, havia muitas coisas que Harry gostaria de saber da vida de seu padrinho e de seu pai, era verdade que dada as circunstâncias que o levaram a este mundo não era uma boa idéia ficar em uma sala impregnada de veritasserum tendo apenas como companhia um curioso Black, mas na pior das circunstancias, ele teria apenas que modelar as verdades que fosse obrigado a dizer.
Não é como se já não tivesse feito isso antes.
- Ah... E mais uma coisa.
- Mais uma?– Harry pergunta com certo desanimo.
- Para as coisas ficarem mais interessantes – Sirius continuou ignorando o tom do texugo – que tal uma pequena aposta?
- Que tipo de aposta?
- Se eu ganhar, você fará uma coisa que eu quero. Se você ganhar eu farei uma coisa que você quer.
Aquilo estava ficando mais perigoso.
- E o que exatamente você quer?
- Primeiro diz se aceita ou não a aposta – replica Black de maneira perspicaz.
- Por que insiste em fingir que eu tenho qualquer opção aqui dentro? – resmunga Harry contrariado – Vai logo, diga o que você quer que eu faça caso "vossa senhoria" ganhe.
- Nada de mais, apenas que pelo que resta de ano letivo não se aproxime mais de Severus Snape.
...
...
...
- QUE?
- O que você ouviu – respondeu de maneira séria – se eu ganhar não quero que você se aproxime de Severus "seboso" Snape pelo resto do ano.
A falta de carinho dos marotos por Snape era algo mais que conhecido por todos em Hogwarts, e qualquer coisa que danasse diretamente a Severus vindo de qualquer um deles não deveria surpreender Harry, mas ainda assim o moreno não pode deixar de estranhar a essa estranha ocorrência que Sirius propõe.
- No que eu estar junto de Severus pode incomoda tanto você? – e um estranho pensamento lhe veio à mente – Não me diga que...
- NÃO!!! – respondeu Black quase em pânico ao entender a linha de pensamento do Harry – Eca... Como pode achar que eu poderia.... Argh, e logo com o seboso... Não, na verdade eu quero fazer essa aposta nem tanto por mim, mas pelo James. – vendo o susto novamente se estampar na cara de Harry, Sirius se apressou em aclarar novamente o mal entendido – O James também não sente nada pelo seboso.
- Então eu não entendo por que esse desejo repentino de me ver longe dele – cruza os braços.
Um pequeno formigamento no peito começou a se expandir em Harry, e estranhamente e idéia de não poder conversar mais com Severus o assustava mais do que achou que assustaria.
Sem poder se conter, Harry olha para o lado em um mudo sinal de apoio, mas havia se esquecido que quem deveria estar lá para responder o seu olhar aflito... não estava mais.
"Draco..."
Alheio aos dilemas internos de seu "convidado", Sirius voltava ao seu papel de vilão da trama, uma atuação a qual ele estava adorando.
"Se for por James eu faria tudo".
Potter e seus outros dois amigos, representaram muito para Black durante uma fase complicada de sua vida, e sempre que Sirius achava um meio de agradecer ele se agarrava a ele com unhas e dentes
- É que... – o rapaz de olhos azuis busca a melhor forma de colocar as coisas – James parece estar estranhamente atraído por você.
Pálido...
Harry Potter não poderia ter ficado mais pálido.
- Ele... por mim.. e...
- O quê? – compreendendo o desconcerto do texugo Sirius ri de sua cara de tacho – há há há... não, não, não... Desculpe, eu me expliquei mal, James sente uma certa atração por você, mas não é no sentido romântico – solta outra gargalhada – como se você fosse o tipo de James...
Ok, não era como se Harry quisesse ser "o tipo de James", mas isso também não quer dizer que um pouco do seu orgulho não foi ferido no processo.
- Ah... – tenta não passar o ressentimento em sua voz – então pelo jeito apenas você deve ser o tipo dele?
- Não – o leão responde um pouco melancólico – eu menos ainda sou o tipo de James.
Não era bem tristeza o que se ouvia na voz de Black, apenas nostalgia.
- Mas eu pensei que vocês fossem...
- Amantes? – o gryffindor sorri quando Harry afirma com a cabeça – Acho que é essa a imagem que nós passamos para toda a escola – engole um grande gole de seu copo – Aaaah!!! Na verdade temos apenas uma "amizade com direitos", apesar de que de vez em quando um interfere na vida amorosa do outro se achar que alguém que não deve se aproxima de um de nós...
" 'Interferir'? Eu chamaria isso de se livrar da concorrência" Harry pensa ao se lembrar das palavras de Hooch.
- Eu um dia cheguei a confundir isso com amor... Mas foi há muito tempo – dá entre ombros – coisas aconteceram, e bem... – tenta disfarçar a incomodidade – cof cof... O fato é: eu meio que entendo por que James se fixou tanto em você, talvez por que você lembre muito a uma pessoa que ele conheceu.
- Eu?
Desde que pisou naquele mundo ele havia esperado que alguém o comparasse a James, mas apesar das semelhanças a diferença de seus cortes de cabelo, a cor de seus olhos e a diferença de estatura e massa muscular pareceu camuflar o grande parecido que ele tinha com seu pai.
Não que isso o incomodasse, de certo isso evitou que lhe fizessem muitas perguntas que não saberia responder.
Mas ouvir que existia alguém que parecia mais com ele do que o seu próprio pai com certeza chamou sua atenção, de certo deveria ser um dos Potters.
- James se apegou muito a essa pessoa quando era criança, mas há muito tempo atrás ele foi embora, acho que te ver o faz lembrar dele.
- E qual é o nome dele?
- Não faço a mínima idéia – diante da face estupefata de Harry, o gryffindor ergue as mãos como se dissesse que era inocente – eu não cheguei a conhecê-lo pessoalmente, foi James que me contou sobre ele em uma noite que eu fui dormir em sua casa e vi essa pessoa emoldurada em um quadro. James disse que não podia me dizer seu nome por que dentro da família Potter o nome dessa pessoa havia se transformado em um "tabu" registrado no próprio cartório do ministério. Assim, qualquer Potter que disser o nome dele ativaria uma maldição que o faria sofrer uma grande desgraça no segundo seguinte.
"Wooou, isso sim que foi uma medida drástica. Não sei se nesse mundo é assim, mas no meu não existe mais muitos registros de palavras tabu, seja quem for o meu 'clone', deve ter feito algo bem grave para merecer isso."
- Certo, então eu pareço com um cara do passado de Potter, o que isso influencia na minha amizade com Severus?
- Vê-lo rodeado por Snape e Greyback parece estar irritando James – sorri maroto – só achei que dessa forma poderia desanuviar algumas tensões.
- Cara de pau... Esse foi seu plano desde o começo?
- Não posso negar. James, Rony, Remus e eu sempre cuidamos das costas um do outro, se um de nós fica incomodado, todos nós ficamos. Fora que perder a amizade de Snape não vai ser grande coisa.
Aquilo sim irritou Harry.
- Tudo bem – o moreno estreita os olhos perigosamente – mas se eu vencer você será obrigado a passar o resto do ano letivo sem insultar ou pregar uma misera peça sequer no Severus.
- Co...
- Essa é a minha parte da aposta, e creio que você estará de acordo – sorri vitorioso.
- Certo – aceita crente que poderia vencer esse jogo de olhos fechados.
- OK, você começa – Harry deixa suas costas caírem em algumas almofadas próximas, mas sem tirar os olhos de Sirius – diz ai, quantas vezes você foi para a cama com Potter.
-Puuusth – Sirius é pego de surpresa com a pergunta repentina e cospe toda a bebida em algumas almofadas próximas, para depois cair na gargalhada – há há há ... Você sabe começar jogando duro – ergue o copo em direção a Harry em um saúdo – mas tenho que te avisar que não sou uma pessoa fácil de acanhar. Conte os dedinhos de suas mãos multiplique pelos dedos de seus pés e talvez chegue perto do décimo de todos os orgasmos que eu já fiz o Jammy ter.
Harry nem ao menos piscou.
Preparou silenciosamente uma bebida não muito forte, levou calmamente seu próprio copo a boca e disse como se não fosse nada:
- Penso ter perguntado quantas vezes você foi para a cama com Potter, não quantas vezes o fez gemer.
Desafiaram-se com o olhar.
Aquele era um jogo onde as palavras deveriam ser respondidas a risca, qualquer figura de linguagem, ou desvio exagerado, pode ser interpretado como uma negativa a responder, e Merlin sabia que aquelas duas almas maliciosas aproveitariam cada brecha que o outro desse.
- Quase todas as noites desde a metade de nosso primeiro ano.
- Que crianças prematuras...
- Desde que nos fizemos amigos Jammy pareceu sempre guardar um pequeno espaço para mim em sua cama.
Puxado em sua memória a imagem de Neville o envolvendo a noite, Harry conseguiu entender o tom de carinho na voz de Black.
- Não consigo imaginar um Black e um Potter se tornando melhores amigos.
- Você e meio colégio na época. James pode parecer do tipo despreocupado, mas realmente se preocupa com as aparências, se tornar meu amigo foi o primeiro desafio que ele fez contra os seus pais.
- Talvez ele te achasse interessante o suficiente para correr o risco. – com ambos os seus dedos polegares e indicadores, Harry enquadra Sirius a distancia e diz em tom de brincadeira – Um Black que se torna um gryffindor... Acho que você deve ser um espécime mais raro que um diabrete de duas cabeças.
- Heeey!!! – ele arremessa alguns salgadinhos em Harry – agora é a sua vez de responder. – Black se põe pensativo... – com quantos anos você perdeu a virgindade.
E assim seguiu.
À medida que o tempo passava as pergunta ficavam mais e mais absurdas, e os dois riam divertidos das respostas um do outro. Na verdade, boa parte daquela alegria se devia aos efeitos secundários de estarem aspirando por tanto tempo o veritasserum.
Entre perguntas e conversas Harry descobriu vários detalhes da vida de seu pai e seus amigos, como cada um se conheceu, varias das perigosas peripécias dos marotos, os trotes que pregavam, o por que de odiar Snape...
Também aprendeu muito sobre a família Black, Sirius aparentemente a-do-ra o seu irmão mais novo, independente da casa que ele havia entrado. Muito da implicância que Sirius tinha contra slytherins vinha simplesmente para poder pregar peças contra as serpentes. Sua relação com a mãe ainda era ruim e de certo ele teria saído de casa para morar com James se não fosse o fato dos Potters terem adotado Rony primeiro.
Quanto a Harry... A verdade saia de sua boca de maneira conveniente, ele respondia as perguntas de Black com trechos de seu passado, mas muitas vezes escondendo datas e nomes. Foi espantado que Harry percebeu que em quase todas as perguntas que envolviam sexo a imagem de Draco aparecia instantaneamente em sua mente.
"Aposto que se ele estivesse ao meu lado eu poderia me sentir bem mais seguro"
Pensou pela milésima vez naquele dia.
As perguntas foram passando de desbocadas para cada vez mais sérias, na tentava fazer o outro fraquejar, mas ambos pareciam tentar fingir que não estavam nem ai para o que se perguntava.
- Você é algum tipo de lobisomem –a voz ligeiramente pastosa de Black, efeito de quatro horas seguidas exposto a veritasserum, perguntou em dado momento.
- O que? – Harry deixou escapar em um tom assustado arrancando de Black uma curta risada.
- Se você é algum tipo de lobisomem...
- Não – Harry respondeu limpamente e sem rodeios com uma voz tão sonolenta quanto a de Black – nem puro nem parcialmente... Por quê?
Black dá entre ombros.
-Eu venho me perguntando isso desde ontem. – percebe o olhar estranhado de Harry – Entenda. Você não parece ter magia, mas parece entender bem o mundo mágico, do nada começa a namorar o idiota do Fenrir Greyback e vamos e convenhamos, quebrar m cabo de vassoura com as mão nuas, em pleno ar, exige muita força.
- Já ouviu falar de adrenalina? – Bem... Aquilo não era uma resposta, era mais uma pergunta, então não poderia ser considerada uma mentira, não é?
- Pufff... sei...
- É verdade, algumas pessoas conseguem fazer verdadeiras façanhas quando estão sobre o efeito da adrenalina. Eu pelo menos sou um cliente bem freqüente dela. Fora que Greyback não é uma das piores companhias.
- Um licantropo?
Aquilo golpeou uma pequena área do coração de Harry, e não pode deixar de se perguntar se Lupin não fez certo em esconder o seu "probleminha peludo".
- Você iria se surpreender o quanto alguns lobisomens podem ser boas companhias.
- Acredite, eu sei o quanto um lobisomens podem ser agradáveis – diz com claro desdém – eu tive o prazer de conviver varias vezes na mansão Black com convidados lobisomens... Hipócritas... Meus pais dizem que odeiam mestiços e criaturas mágicas, mas quando o seu senhor... – bufa, calando o que claramente seria inconveniente – de qualquer forma, minhas experiências com lobisomens nunca foram as melhores, me desculpe que insisto em não ver o seu ponto.
Ligeiramente derrotado, Harry apenas mudou de assunto e continuou o jogo.
Faltava uma hora para completar cinco e seu corpo começava a formigar, se alguém não se recusasse rápido a responder alguma pergunta os dois cairiam inconscientes e minutos depois morreriam intoxicados.
O tempo passava e Harry não gostava do ritmo das coisas, Black respondia tudo com calma e descontração, se não achasse logo algo que o aparentemente mais velho se recusasse a responder correria o risco de perder.
Ou pior, morrer.
Sirius ria e fazia piada, às vezes até de si mesmo, seu sistema nervoso deveria estar banhado com veritasserum e mesmo assim ele era a encarnação da despreocupação.
Harry não sabia mais o que perguntar que poderia ser algo que o outro rapaz não pudesse querer responder, por isso, para ganhar tempo, perguntou algo que ao seu ver seria trivial.
Mas que não imaginou que teria tanto efeito.
- Por que você deixou de amar a Potter.
Logo após dizer isso seu cérebro atrofiado pelo gás começou a funcionar a mil atrás de uma pergunta realmente comprometedora, mas quando não ouviu resposta a sua questão anterior levantou os olhos em direção a Sirius e se surpreendeu com o que viu.
Black abria e fechava a boca com os olhos ligeiramente arregalados, primeiro Harry pensou que finalmente o gás começava a sufocar o herdeiro Black, mas depois percebe que o que sufocava o rapaz eram suas próprias palavras.
- Eu... eu...
Claramente o rapaz, ao mesmo tempo em que lutava em responder a pergunta, se contia para não dizer o que seria a verdade...
"Será que então ele ainda ama meu pai e não quer dizer?"
- Eu deixei de amar James... deixei de ama-lo... eu...
"Então ele deixou realmente de amá-lo, ou não teria capacidade de dizer essa parte, mas qual seria o motivo que o fez deixar de amá-lo com o qual ele reluta tanto em dizer?"
- Eu deixei de amá-lo...quando... eu deixei de ama-lo quando eu me apaixonei por outra pessoa. – derrotado, Black cospe a ultima parte de sua confissão como se esta se tratasse de um veneno.
E lá estava ela. A dica que Harry precisava para fazer a pergunta que ganharia aquele jogo.
E Sirius sabia disso.
Os olhos de ambos se encontraram e um deixava claro pro outro que se Harry tivesse a chance de fazer a pergunta que tinha em mente ganharia aquele jogo.
O moreno tinha o calcanhar de Aquiles de Black nas mãos.
- Como detalhadamente seus pais morreram – o gryffindor começou a fazer mão das informações antigas que Harry havia lhe dado da maneira mais cruel para que o aparentemente mais novo perdesse.
Aquilo pegou o moreno de jeito, e de fato uma pequena ferida se abriu em seu peito, mas não se rendeu, engolindo em seco respondeu com voz sombria:
- Foi uma morte rápida e indolor, primeiro meu pai defendendo a vida de quem mais amava. Apesar de claramente ser mais fraco, mas ainda assim olhando nos olhos de seu executor, cedendo a própria vida para prolongar os segundo que fosse para que sua mulher e filho ganhasse distancia – os detalhes que Harry escolheu dar foram os mais dramáticos e mórbidos, atingindo em cheio a consciência gryffindor de Sirius – logo em seguida foi a minha mãe, com uma magia não mais poderosa que a de meu pai me defendeu com tudo o que tinha e não se importou com orgulhos quando se viu diante da hora de se humilhar atrás de misericórdia pela vida de seu filho. Tendo sua vida ceifada da mesma maneira que a de seu marido, instantaneamente e sem dor, ambos por meio de Avadas, sendo ela diante de meus olhos quando tinha um pouco mais de um ano de idade.
Silencio...
Aquelas eram palavras que Harry nunca ousou falara antes, seja para quem fosse. Esse canário mórbido era algo que ele havia montado em sua cabeça por todos aqueles anos, uma macabra remontagem de como seu mundo começou a ruir.
Sirius se envergonhou momentaneamente de si mesmo, mas logo se recuperou, pois a situação não era a das melhores para ele.
Era a vez de Harry perguntar.
- Qual o nome da pessoa que você atualmente ama.
Black arregalou os olhos essa era uma pergunta que não admitia qualquer meia resposta, era tão direta que imperiosamente ele deveria responder somente com um único nome.
Nome qual ele não poderia responder.
- Estou esperando Black – Harry sorri maligno – estou ansioso para ouvir sua resposta.
O veritasserum em seu organismo nublava ligeiramente seu cérebro o incitando a responder, mas se contendo Black chegou a morder a própria língua.
"Não posso... não posso responder..."
Era algo que não afetaria apenas a ele, mas a uma outra pessoa que teria sua identidade revelada.
Ele simplesmente não pode responder a aquela pergunta.
Não sem expor a pessoa que ele ama.
Harry mais uma vez temeu que Sirius estivesse se sufocando, sua boca abria e fechava e dessa vez até mesmo os músculos de seu pescoço visivelmente se tensavam.
O moreno começava a estranhar, era certo que alguns jovens não gostavam de revelar a identidade de seus amorzinhos secretos, mas aquilo era ridículo, Black lutava para não responder como se aquilo fosse uma disputa de vida ou morte.
E realmente a palavra morte daquela expressão começava a ser levada em conta.
Black, com seu rosto começando a ficar roxo cai em meio a uma convulsão em cima das almofadas.
Assustado Harry se levanta e o ergue encarando a expressão em pânico de Black.
- Responda, apenas responda e tudo ficará bem - Harry começava a entrar em pânico – Black, eu estou me lixando para a resposta, mas responda logo antes que você morra sufocado.
Mas Sirius não obedecia e se debatia nos braços de Harry dando tudo de si para prender as palavras o máximo possível dentro de sua boca.
- Então... – Harry tenta prender a a tenção do leão – então desista... apenas não responda, por favor... apenas não responda.
Mas a mente transtornada de Sirius estava muito alem da lógica naquele momento, ele apenas via duas soluções, responder... ou morrer.
- Sirius... – Harry começava a sentir suas bochechas se umedecerem – Sirius...por favor... por favor... responda... não morra de uma maneira tão estúpida... não morra... não morra de novo.
Mas Sirius apenas se debatia asfixiado.
Aquilo era inútil, foi quando Harry teve uma idéia.
- Sirius, se manter isso em segredo é tão importante para você, eu não me importo de deixar essa passar – falava devagar e alto para ele entender em meio a sua crise – responda a pergunta que eu prometo não escutar. – aquilo atraiu os olhos injetados do leão para Harry, que sorrindo continuou – eu tapo os ouvidos e até mesmo cantarolo, e enquanto isso você responde – aquela solução fez os olhos de Sirius se estreitarem de maneira desconfiada, mas não por muito tempo diante da sinceridade e das poucas lagrimas nos olhos de Harry – eu prometo.
Soltando o moreno aparentemente mais velho, Harry se levanta das almofadas tampa os ouvidos e começa a cantar alto o hino do Inglaterra.
Foi apenas na metade dele que ele se virou novamente e deitado em meio as almofadas estava um arfante a ainda um pouco alterado Sirius Black. Harry se aproxima dele, e vendo que o outro estava melhor propinou um forte chute em sua costela, arrancando do leão um alto grito de dor.
- AAAAAI! Você...cof cof... arg... Você tá louco?
- Eu estou louco? – Harry se agacha perto de Sirius com os olhos cheios de raiva – se eu estou louco? Você que acabou de quase morrer dentro da sua própria brincadeira estúpida.
Aquilo calou Black.
-Por que diabos você simplesmente não deixou de responder?
- Eu não sei – passou as mãos pelos cabelos ainda visivelmente grogue – minha cabeça não está funcionando direito... Acho que... Acho que estamos a muito tempo aqui dentro.
- Realimente – concorda – seria melhor sairmos daqui, onde está a chave?
- Ela... – e antes de falar perde a consciência.
- Black?
Temeroso Harry verifica os sinais vitais e apesar de fracos ainda estavam lá.
Eles tinham que sair de lá.
Ainda com a cabeça grogue, Harry tenta organizar seus pensamentos.
Primeiro ele revista os bolsos de Black atrás de alguma chave, mas não achou nada lá.
"Talvez se eu ficar batendo na porta e gritando bem alto alguém que esteja passando por perto me ouça"
Se colocando novamente de pé Harry caminha trôpego novamente em direção a porta, mas a cada passo que dava ficava cada vez mais trôpego. Foi quase se arrastando que ele chegou a porta e antes de sequer conseguir tocar na dura madeira ele apaga.
Ambos os adolescentes agora estavam em um sono mortalmente profundo
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
Abrindo os olhos com certa dificuldade. Harry retoma a consciência.
O moreno tosse um pouco e massageia sua dolorida cabeça. Aos poucos as lembranças dos momentos passados retornaram com tudo e pálido olha ao seu redor.
Estava sentado no chão, encostado em uma das paredes de um dos tantos corredores do colégio.
O corredor estava deserto, tendo apenas ele e Black sentados no chão.
Alguém os havia tirado daquela complicada situação.
Mas quem?
Ainda inconsciente, a cabeça de Sirius pendeu para o lado, e caiu sobre o ombro do texugo, Harry estremeceu incomodado, mas não o afastou, não era como se ao menos tivesse força para isso.
Foi ainda escorado no ombro do quintanista que Sirius começou a murmurar dormindo.
E entre esses murmúrios ele disse um nome.
Pelos comentários dos murmúrios dava a entender que essa era a pessoa que ele amava, o que surpreendeu a Harry
"Mas... como pode? Nem por um segundo eu vi essa pessoa no colégio".
A resposta a essa duvida não foi resolvida, mas com certeza inquietou Harry, só deixando esse assunto de lado quando com um susto ele percebe que algo havia se mexido no topo de sua cabeça e quando ergue a mão para averiguar o que é, recebe uma forte bicada e um grasnado indignado.
- Ai – leva a mão à boca – creio que já sei quem é meu inconveniente hospede – recebendo por esse comentário mais uma bicada, desta vez no topo de sua cabeça – Entendi, entendi, tentarei parecer mais honrado com suas amáveis visitas.
Com um grasnar de aprovação um já conhecido corvo abandona seu ninho favorito, a cabeça de Harry, e pousa nos joelhos estendidos no moreno. A ave parecia analisar o moreno com preocupação.
- Cuidado ou posso até pensar que você gosta de mim. – a ave grasna em resposta arrancando uma curta risada do rapaz – E então? Veio me visitar por algum motivo ou só teve vontade de me ver. – como se tal pensamento fosse um insulto o pássaro bica o joelho de Harry para em seguida estender a pata em que carregava uma mensagem.
Harry retira o papel com dificuldade, já que ainda estava zonzo, e com certa impaciência vê que mais uma vez era uma carta de sua "suposta irmã".
Ele a leu por cima apenas para comprovar o que já esperava. Aquela era novamente uma alegre e fútil carta que narrava o amor de uma simpática irmãzinha mais nova, mas entre as letras escritas, assim como antes, havia algumas que estavam mais baixas que as outras. E lá estaria a verdadeira mensagem.
- Mais uma vez terei que decodificar isso? – pergunta o obvio para ave.
Harry poderia jurar ter visto um sorriso malvado no bico do corvo, e após um leve assentimento o pássaro levanta vôo.
- Quão absurdo isso tudo ainda pode se tornar?
- Não tão absurdo quanto um cara que conversa com um corvo – responde a voz cansada de Sirius ao seu lado.
Black havia acordado com a breve e divertida interação ao seu lado.
- Isso vindo de um cara que quase nos mata sufocados em meio a uma brincadeira estúpida de "jogo da verdade", vem cá vocês sempre quase se matam quando decidem jogar esse jogo?
- Na verdade jogos como esses só duram em media duas horas, nunca nos arriscamos em ir alem. – ligeiramente culpado o moreno abaixa os olhos – só que dessa vez... eu realmente queria ganhar.
- Percebo – Harry revira os olhos – só tente não se matar da próxima vez.
"Fazer com que eu pare de me encontrar com Snape é tão importante assim?" Harry se pergunta com certo desgosto "Você quase se matou apenas para evitar que James tivesse esse desgosto? Ou foi por que simplesmente não queria dizer aquele nome? Por que não dize-lo pareceu tão importante para você?".
Foi ainda perdido em pensamentos que Harry percebe que ao seu lado Sirius destampava a garrafinha de veritasserum diluído e se preparava para beber.
Mas antes que conseguisse, o texugo golpeia a mão do mais alto fazendo o frasco se espatifar no chão.
- Por que... – Sirius olha confuso para o liquido derramado.
- Nossos organismos estão impregnados de veritasserum. Você realmente quer morrer intoxicado?
- Mas...
- Fora que... Seja qual for a pergunta que eu faça, não acho que valerá a pena a resposta que eu receba se ela for me dada desse jeito.
- Mas...
- O jogo eu posso até considerar empatado, já que no final você respondeu a minha pergunta. Mas como castigo por quase ter me matado você vai ter que cumprir sua parte da aposta.
- O qu...
- Você vai ter que passar o resto do ano sem pregar uma peça que for no Severus.
Vencido por aquelas decididas esmeraldas o herdeiro Black se rende.
Com dificuldade ambos se levantam e um apoiado no outro, resolvem ir ao grande salão.
- Você acha que já serviram o jantar? – pergunta Sirius
- Provavelmente.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
Não era exatamente uma amizade o que eles haviam desenvolvido naquela tarde, mas bem que poderia ser considerado um bom começo.
Já não precisando se apoiar um no outro, Harry e Sirius voltavam lado a lado pelos vazios corredores de Hogwarts conversando amenamente sobre tudo e nada.
A verdade era que graças a aquela estranha brincadeira eles agora sabiam muito um do outro, e Harry não poderia dizer que não gostava da sensação de finalmente poder conversar amenamente com seu padrinho, quando ele era vivo em seu mundo, Sirius emanava uma aura melancólica que praticamente espantava todo e qualquer tema alegre que tentava entabular com o adulto, e quando era possível, os assuntos entre padrinho e afilhado sempre envolviam James, e o quanto um se parecia com o outro.
Algo incomodo se não fosse tão obvio que o Black do seu mundo o via como uma mera sombra do seu pai.
Mas ali não, ali Black o via nem com o filho de James, nem mesmo com o afilhado que deveria proteger de todo o mal do mundo, o via como...
- Seu desgraçado ardiloso – Black remexe os cabelos revoltos de Harry em um puro sinal de brincadeira – jura que você montou em um hipogrifo?
- Não foi o que eu disse? – responde Harry rindo afastando a mão do gryffindor – mas foi quando eu tinha uns treze anos, a muito tempo atrás.
- Nem tanto assim – Black o olha estranhado.
- Ah... é, nem tanto – percebe a mancada que deu – nem tanto tempo assim.
Decididamente Harry deveria policiar mais o que fala.
- Chris!!!
Neville, Severus e Fenrir corriam em sua direção, vindo de onde deveria ser o refeitório.
E pareciam bem abalados.
- Onde diabos você se meteu durante todo o dia? – Neville parecia mais assustado do que furioso.
Harry retrocedeu diante do semblante sério dos dois amigos.
- Calma mamãe galinha – Sirius tenta abrandar a situação com seu característico jeitinho especial – ele apenas...
- Não se meta Black – Severus sibila, tão inquieto quanto Neville – até onde sei isso tudo pode ser até mesmo um plano seu.
- PLANO??? QUE MANÉ PLANO??? EU NEM SEI O QUE ESTÁ
ACONTECENDO, O QUE O SEBOS...
- Sirius – lhe lancei um olhar de advertência o lembrando de sua promessa, e depois volto a encara meus dois sérios amigos – o que houve? Por que todo o alarde?
Algo grave deveria ter acontecido, era o que dizia o semblante dos três adolescentes.
- Não acho que temos muito tempo para perder – Fenrir falou de maneira séria, e isso sim era um mau sinal – Seja o que formos explicar é melhor que o façamos em movimento.
Ainda com um ar ultra-tumba Neville pegou Harry pelo pulso e o guiou em direção ao grande salão, explicando com calma e tentando o preparar para uma drástica situação que teria que enfrentar, sendo seguidos por um silencioso Snape e um surpreso Black.
Como "aquilo" foi acontecer?
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
Nem mesmo as palavras de Neville poderiam preparar Harry para o que teve de encarar.
Dentro do grande salão todas as mesas haviam sido afastadas e apenas os estudantes do quarto ano para cima estavam reunidos em seu centro.
Todos encarando o moreno variando entre nojo, graça e ira.
Com a cabeça erguida Harry caminhou para o centro do grupo, onde estavam os professores, a diretora, James Potter e no chão próximo aos seus pés, uma enorme pichação onde estava desenhado o milenar símbolo da família Potter partido em três partes e dentro de cada pedaço a mais que reconhecível marca tenebrosa, e os dizeres:
"Aqui jaz a última esperança. Que a família sangue pura da luz definhe nas mãos de sua inepta última geração".
Harry não pede deixar de engolir em seco ao ler aquelas palavras, mas logo se recompôs, sabia a quem elas eram direcionadas e sabia o por que todos olhavam para ele de forma tão dura.
A pergunta era:
Quem seria o primeiro a falar o obvio?
- Christopher Hardnet – a diretora faz jus de seu posto ao demonstrar tamanha imponência em apenas pronunciar o nome de seu aluno – Estas aqui para ser acusado diante de representantes das quatro casas pelo crime de difamar a família de James Potter, um dos príncipes desse castelo. O que tem a dizer em sua defesa?
Silêncio.
Os efeitos do veritasserum ainda dançavam em seu sistema, e com isso ele teve de redobrar o cuidado na hora de escolher as próximas palavras.
- Provas – o moreno diz com voz fria – antes de me defender gostaria de ouvir as provas que levaram em conta ao me acusar.
A mulher me olhou de forma pensativa para em seguida afirmar com a cabeça levemente, aparentemente ela mesma não parece crer muito naquele espetaculizinho.
Mas ainda sim o toca para frente.
- Seu sumiço, testemunhado por todos os seus companheiros de ano com quem compartia aula hoje, se encaixa perfeitamente no lapso de tempo em que o salão de refeições ficou desprotegido para sofrer depredações.
- Interessante, mas creio que não devo ser o primeiro nem o último aluno nesse adorável castelo que tirou um dia para matar aulas.
- Sim, mas de certo é o único "aluno desse adorável castelo" que em meio a sua "folga" teve sua varinha achada em meio a cena de um crime.
"Varinha?"
A pergunta quase escapou da boca de Harry.
E todo o salão se rompeu em comentários e buchichos.
Mais afastados, dois slytherins em especial sorriam maliciosamente.
Talvez mais um do que o outro.
Régulos havia "pescado" com os olhos um Neville Longbottom olhando discretamente para a direção dele e de seu amigo. Se aproveitando da situação, coloca a mão no ombro de Lucius e aproxima seu rosto mais que o necessário do loiro para murmurar em seu ouvido:
- Oh... Agora eu entendi o seu plano. Pichou o chão do grande salão usando magia neutra e deixou convenientemente a varinha do aborto próximo da cena do crime.
- Eeeeeu? – Lucius sorri de volta ao companheiro de casa, sem se importar aparentemente com a aproximação excessiva – para que eu faria isso?
O sorriso de Régulos aumentou e ficando de ponta de pé praticamente encostava seu nariz na pele do mais velho.
"Será que o texuguinho já ficou vermelho" Black pensou consigo mesmo.
- Brilhante... Simplesmente brilhante, tudo aponta para ele, já que magia neutra torna quem a conjurou indetectavel. Se ele disser que não poderia ter realizado os feitiços por que ele é um aborto terá que se prestar a todo o tipo de teste mágico e físico para comprovar o que disse. – Régulos desfia baixinho o plano de seu amigo – Coisa que eu acho que vá acontecer.
- E se ele não for um aborto – o loiro levanta o outro lado da questão – seja qual for a punição que leve, irá mostrar esse maldito potencial que eu pressinto que ele tenha.
- Ainda insiste nisso, o rapaz é um aborto, eu sei que...
- Você não entende Régulos, você chegou a tirar aquela varinha da caixa quando a levou para mim? – Régulos nega com a cabeça – ela não era um daqueles produtos baratos parta aborto que se vê por ai, ela era real, e mais... Emanava uma forte energia... Não sei o que esse novato andou fazendo, mas seja lá o que for, ele não ficou brincando por ai... Seja quem tenha utilizado essa varinha, fez mão de feitiços assustadoramente poderosos.
Black o encarou ainda com certa descrença, mas sem contestar, apenas se permitiu assistir o espetáculo que seu amigo desencadeara.
- E então... existe algo que possa nos dizer que prove que você não fez uso dessa varinha? – Minerva insiste em voz neutral.
"Merlin... você deve estar se divertindo, sua diretora de duas caras. É obvio que você não acredita que eu fiz isso"
Se bem, que a maioria das pessoas naquela sala, não parecia acreditar muito que Harry havia feito aquilo, não, a maior expectativa ali era ver quando Harry iria de uma vez falar que era um aborto.
Cada um deles esperava o desenrolar daquela trama com seus próprios sentimentos:
Alguns com descrença que aquele aborto tenha realizado um feitiço.
Outros com sarna, já que seria a primeira vez que aquele aborto desgraçado admitiria por A + B que era um aborto.
E outros, essa parcela sendo muito pequena, por que sabia que esse era o único jeito de tudo isso acabar sem maiores feridos.
Entre eles um certo leão de cabelos negros e olhos castanhos.
"Admita Hardnet" pensava James "apenas diga que e um aborto e termine com isso".
- Como sabem que essa varinha é minha?
Foi tudo o que saiu da boca de Harry.
Não facilitaria para eles.
Mas diferente do que o moreno esperava, diretora sorriu com a pergunta.
- Simples, eu a interroguei - ela estende a varinha na palma de sua mão sem interromper sua explicação – uma varinha é um objeto inanimado, mas tem como núcleo a essência de um animal mágico, o que da certa "vida" a ela. Usando o feitiço certo se pode extrair um tanto de informação sobre seus últimos portadores. – sorri malévola – devo admitir que ela se provou uma "criaturinha" difícil de se extrair informação. Muito fiel ao seu dono devo dizer, se negou rotundamente a dizer o nome de a quem pertencia, mas apos mais alguns feitiços para confundi-la consegui extrair a imagem do rosto de que a possui. E foi isso que eu obtive.
Com um movimento de sua mão esquerda que segurava a própria varinha, a diretora fez aparecer entre uma espessa fumaça a imagem do rosto de Harry.
Uma enorme comoção estourou no grande salão, e Harry apenas fechou os olhos por alguns segundos, refletindo sua situação.
E de verdade, não podia descrevê-la melhor do que como feia, muito, mas muito feia.
- CALADOS – bradou a dama McGonagal para em seguido voltar a mirar com olhos felinos o confundido Harry – agora que as provas foram expostas, repito a pergunta que fiz antes: O que tem a dizer em sua defesa?
Sirius ao seu lado se move como se fosse tomar a frente na discussão. Mas estendendo o braço, Harry o impedi, olhou de lado com severidade e deixou claro que não deixaria Black se meter.
Sirius era a única testemunha que podia provar que Harry não havia estado no refeitório no horário em que houve o atentado, mas se fizesse isso, teria que revelar, que ele e Black haviam passado uma adorável tarde inalando substancias ilegais, que de certo seria motivo para um castigo bem mais drástico do que uma simples pichação.
Que confusão.
Respirando fundo, Harry olha para frente e seus olhos caem em Potter.
James parecia guardar certa dureza no olhar, mas mesmo assim o texugo pode reconhecer uma certa suplica.
"Se defenda... saia dessa, não se deixe castigar... não deixe que eu seja obrigado a te castigar..."
O silêncio do salão começava a finalmente penetrar nos poros do moreno e a calma de sua mente mostrou com clareza os pontos básicos da situação.
Aquilo era uma armação. (fato)
Alguém quer que eu seja condenado. (suposição)
Alguém quer que eu prove alguma coisa. (suposição)
A suposição das pessoas em geral é que eu sou um aborto. (fato)
Quem armou isso para mim, quer que eu desdiga isso... ou talvez que confirme de vez. (suposição)
Se eu disser que não fiz as pichações por que sou um aborto, existiram testes que comprovarão o contrario. (fato)
Se eu disser que não fiz as pichações por que não consigo fazer magia me perguntarão por que meu núcleo está selado. (fato)
Quem armou tudo isso espera que eu escolha entre essas duas opções. (suposição)
Seja quem foi o desgraçado que armou isso para mim, vai se surpreender e muito. (mais do que fato).
- E então Hardnet? – a diretora pergunta à medida que um sorriso nasce em seu rosto enquanto acompanha a evolução dos acontecimentos – terei que repetir a pergunta pela terceira vez?
- Nada – foi tudo que saiu de seus lábios.
- Como?
- Eu disse: Nada, não tenho nada a dizer em minha defesa – sorri em resposta a diretora – isso nos faz pular diretamente para a parte do castigo, não faz?
Outra vez o salão estourou em murmúrios.
Aquele adolescente descarado desafiava não apenas a pessoa de maior posto do colégio, como admitia na cara dura ter depredado o símbolo de uma das famílias mais influentes dos tempos atuais!
- Oh sim – a diretora não parecia ligar muito para o tom atrevido de seu estudante – isso com certeza nos faz pular varias etapas maçantes do processo de julgamento – se vira para James a seu lado – Sr. Potter, Qual é o seu veredicto?
- Culpado.
A palavra saiu áspera da boca do moreno.
Harry não levou para o lado pessoal, a verdade era que James não tinha opção, ele era o único representante da família Potter no castelo, e como tal não pode deixar algo assim passar impune, e se a cabeça de um ou dois bodes expiatórios rolarem no meio do processo...
"Ah... como eu adoro as hipocrisias puro sangue" Harry pensa interiormente.
- E qual vai ser o castigo para o ato? – a diretora parecia seguir a mesma linha de pensamento de Harry.
- Duelo de magos.
Um burburinho, desta vez mais contido se espalhou, e Harry apenas pode olhar estático para o sextanista.
Ele teria que duelar contra o seu pai???
- Eu... terei que duelar com você? – pergunta sem jeito.
- Hn... não exatamente – a diretora responde por James – como o Sr. Potter é um dos príncipes de Hogwarts, ele não pode duelar diretamente com qualquer outro que não seja um príncipe também. Logo, ele irá escolher um duelista que batalhe em seu nome.
"Aaaah, isso é o que se chama, 'passar a bomba para outras mãos' "
Por segundos Harry quase poder ver um ar de pesar na expressão de Potter, mas logo em seguido algo de calculismo e malicia o reemplanzaram.
- Pois que o meu representante seja... Severus Snape.
...
...
...
Todos ficaram baqueados.
Foi um empalidacidamento em massa.
- Isso... isso é possível? – Harry olha diretamente a diretora.
- Hm... hm... – mais recuperada a mulher responde – Creio que sim, sendo um dos representantes das quatro casas, Potter tem certo poder não apenas nos da sua casa, mas nos de outras, e em momento cerimoniais como esses, se ele quiser que Snape o represente... Só cabe ao príncipe de Slytherin dizer se permite que seu protegido duele.
Todos se viram para a figura sorridente de Lucius.
A serpente estava simplesmente a-do-ran-do o show.
- Não vejo o problema – o loiro respondeu.
Se bem, que não foram exatamente todos os que olharam para Lucius, Harry havia prendido seus olhos aos de James.
Uma mensagem havia sido mandada, e Harry havia captado.
James não podia ajudar a Harry estando na posição em que estava, e não podia dar nenhuma dica direta de como se livrar da situação, mas nada o impedia de da-las indiretamente.
"Entendo, você escolheu Severus para te representar na duelo de magos apenas para me lembrar da divida de honra que eu mantenho com você quando salvei a vida de Snape quando quase o matou afogado." Harry responde dissimuladamente com um sorriso enquanto os outros estavam distraídos. "Quer que eu faça mão da sua divida para que me libere do duelo".
- Meu representante já foi escolhido – James diz com voz neutra – algo mais a declarar?
Era a hora.
Era uma questão apenas de obrigar James a cumprir com sua divida de honra e tudo ficava quite.
Ele precisava apenas...
- Não, nada mais a declarar – diz Harry de forma seca antes de se virar para partir.
... desistir de seus princípios e admitir uma culpa que não era sua.
Não faria isso, Harry poderia até mesmo passar por um castigo que não merecia, isso era algo que ele ainda poderia contestar, mas se ele fizesse mão da divida de honra que tinha com seu pai seria o mesmo que atestar sem sombra de duvidas que há culpa em sua consciência.
E esse gostinho ele não daria a ninguém.
"Fora que" o moreno sorriu maligno "estender essa palhaçada por mais algum tempo pode me ajudar a descobrir quem está por trás de tudo isso".
Em seus primeiros passos para deixar o local a primeira ausência que notou foi a de Sirius, minutos atrás ele havia ido para o lado de James, não parecia muito feliz com as repercussões atuais, mas mesmo assim, honrando o desejo de Hardnet, não iria contar aonde ele e o novato estiveram durante a tarde.
A segunda ausência, se desenvolveu bem diante dos olhos do quintanista. Já próximos a porta, Harry olha para Severus ao seu lado e o aparentemente mais velhos apenas abaixa a cabeça e empurrando algumas poucas pessoas a sua frente tenta se afastar dele em silêncio.
Um frio no estômago estremeceu a Harry.
O texugo estende o braço para segura-lo, mas mal ele toca no tecido das vestes de Severus, este puxa bruscamente o pano para longe do mais baixo e diz:
- Creio que tudo o que tivermos para ser dito será dito amanhã. – sua voz era fria e inflexível.
E sem mais se afasta.
Sem chão, Harry o observa se afastar entre os de mais.
- Ele...
- Ele é seu oponente – murmurou um abatido Neville ao seu lado – duelos são levados muito a sério por aqui, e para alguém como ele que sempre está tentando provar seu valor para sua casa... Severus deve estar em meio a um grande conflito interno.
- Ah... Drama, drama, drama... – Fenrir estica os braços em meio a uma curta espreguiçada, e aproveita a brecha para dar um beijo rápido na bochecha de um distraído Harry, escapando do golpe em sua cabeça que vinha logo em seguida. O albino pula para trás e com um sorriso travesso conclui – vou ver como a "dama amargurada" está se virando em sua escura e fria masmorra.
E se afastando dos outros dois o lobisomem vai tendo como destino as masmorras.
- Pode esse dia ficar pior? – Harry suspira.
- Não sei. Mas tem uma coisa que vem me incomodando há algum tempo – Neville não parece muito dado ao positivismo naquele momento. – Em algum momento você viu a Xionara?
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
Todos já estavam em sues respectivos dormitórios
A maioria em suas camas.
Todos... Menos certo texugo.
Sentado em uma das poltronas de sua sala comunal o moreno havia acabado de decodificar a carta de sua "adorável irmã mais nova". E após separar devidamente as letras e acentua-las, o texto ficou mais ou menos assim:
"SUICIDIO POR ASFIXIA NO ALTO DA TORRE DE ASTRONIMIA? VOC Ê REALMENTE SABE COMO COMPLICAR A VIDA DAS PESSOAS! DA PROXIMA VEZ EU NÃO ME DAREI AO TRABALHO DE TE TIRAR DE LÁ"
Ao menos ele descobriu quem o havia tirado de dentro da sala de astronomia.
Seu bem feitor misterioso.
Apesar das duras palavras, ele se obrigou a agradecer mentalmente a misteriosa pessoa que parecia mais que disposta a ajudá-lo nessa sua estranha jornada.
Harry mantinha as mãos cobrindo o rosto em mais um dos tantos sinais de debilidade que se permitiu naquele dia
Como as coisas poderiam dar tão erradas?
Queria falar com Severus
Queria falar com James
Queria falar com Sirius
Mas principalmente, antes de tudo, queria muito poder falar com Draco.
"Onde diabos você esta?"
O dia acabava e nenhum sinal de vida do loiro foi dado.
Poderia isso ser lido como um Adeus?
Foi ainda se atormentando, quando ouviu o som da porta principal da sala comunal se abrindo. Levantou os olhos para encarar o intruso de seu momento de fraqueza e teve que se conter muito para não soltar qualquer exclamação.
Hooch estava parada na entrada, parecia não esperar ver Harry ainda lá. A garota estava coberta de sangue, seus cabelos brancos estavam vermelhos, sua face morena... Tudo, tudo... A representante da casa dos texugos estava toda coberta de sangue.
E aparentemente nenhuma gota daquele liquido de cheiro metálico pertencia a ela.
Caminhando em silêncio, ignorando o outro texugo, Hooch cruza a sala em direção da escadaria que leva ao dormitório feminino.
- Você perdeu um belo espetáculo essa noite – Harry diz com uma voz baixa e sombria, ganhando a atenção da garota – mas aparentemente protagonizou outro bem mais dramático.
Verde no amarelo, os dois olhares se encontraram iluminados pela fraca luz da lareira.
- Isso que cobre seu corpo também foi derramado em nome do sorriso que tanto protege?
A garota deu as costas para o moreno novamente volta a seguir seu caminho.
- O cheiro de morte que impregna seu corpo também está ai pelo sorriso que tanto protege?
Harry nem sabia mais se a garota estava lá ou não, mas ainda sim concluiu.
- Até que ponto você chegaria por esse sorriso? Até que ponto pretende corromper seus atos por esse sorriso?
Talvez Harry pudesse não saber se foi ouvido ou não, isso talvez não importasse muito, assim como não importava muito a baixa, e infelizmente não escutada resposta que foi dada no topo da escadaria do dormitório feminino por uma ensangüentada adolescente.
- Até o inferno Hardnet, eu chegaria até o inferno.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
A porta do quarto se abriu pela primeira vez desde que o dono da mansão havia saído pela manhã.
Draco entra em seu aposento com uma expressão cansada, mas resoluta.
A fraqueza era um traço que nunca um Malfoy se permitiria demonstrar.
Observando seu dono caminhar de uma lado a outro, organizando alguns papeis e pastas, Blaise e Pansy guardavam silêncio, Draco não lhes havia dirigido a palavras desde a discussão da noite passada.
O loiro havia saído de manhã para resolver os problemas pendentes da empresa e havia deixado para trás as miniaturas de bronze com o coração na mão.
Nunca haviam sido tão ignorados.
E quando se tem quinze centímetros isso representa muito.
- Dracky-pooh – murmura Pansy com hesitação.
O loiro se vira pela primeira vez para as peças animadas e os encara por um tempo significativo, e em seguida suspira.
- Vocês têm idéia de quantos velhos babões eu tive que aturar me bajulando o dia inteiro? Fico imaginando que a queda de dignidade humana deve ser proporcional ao aumento de calvície...
- Pelo visto teve um dia duro – Blaise diz de maneira desconfiada, Malfoys não eram conhecidos por relevar facilmente os atritos passados – parece cansado.
- Oh sim – Draco sorriu de uma maneira que faria os pelos da nuca de Blaise se arrepiarem se ele tivesse pelos na nuca – foi um dia bem duro, mas ao menos foi o último.
- Último? – Pansy balbucia como se tivesse ouvido Draco pronunciar a própria sentença de morte.
- Último! – Draco repete a medida que seu sorriso aumentava e que estendia um pequeno bolo de papeis para as estatuetas.
Blaise lançou mais um olhar desconfiado para Draco antes de começa a folhear com extreeeeema dificuldade as paginas do documento.
Pasmo, Blaise se afasta das folhas após uns bons cinco minutos de leitura. E com raiva voltar a olhar seu dono.
- Você não fez isso.
Como resposta só teve o sorriso prepotente de Draco que voltou a caminhar pelo quarto pegando uma e outra coisa que juntas não tinham nada haver com a outra, mas que seriam necessárias para onde estava indo.
Enquanto Pansy se debruçava sobre as folhas Blaise provou não querer deixar o assunto de lado tão facilmente.
- Você é louco ou o que?
- Essa pergunta era para ser uma retórica? – Draco pergunta enquanto vasculhava seu armário. – por que se não for eu gostaria que você especificasse mais o "ou o que". Talvez dentro dessa classificação eu poderia achar algo que...
- Como você pode? – Blaise levava a mão à cabeça com exasperação – tudo, você simplesmente se livrou de tudo!!!
- Não, tudo não, eu ainda tenho essa mansão, ao menos até que eu a venda. Vem cá, você conhece alguém interessado em uma propriedade milenar com desguinomização perpetua e três piscina aquecidas e duas cobertas?
- As empresas, os títulos, os terrenos, alianças, posses físicas e imaterialmente mágicas – Pansy murmurava à medida que se afastava com certo nojo dos papeis, se pudesse a garota estaria pálida naquele momento - tudo vendido, doado ou jogado fora.
- Por quê? – Blaise parecia se acalmar aos pouco- apenas me diga o porque? Não era para administrar a fortuna Malfoy que você ficou para trás.
- Não – Draco diz pela primeira vez olhando sério para as duas estatuetas, à medida que deixava sua diversificada carga sobre a cama e se aproximava deles – esse era o motivo que eu dei para o Harry para eu ficar para trás... Para não ir atrás dele. Eu nunca, nem por um segundo quis administrar essa fortuna?
- Nunca? – pergunta o garoto de bronze com uma face cética
- Tá bom, talvez um pouco, mas não é assim que eu quero realmente passar o resto de minha vida. Afundado em papeis e pessoas idiotas me bajulando, fora que agora eu juntei tanto ouro que não preciso me preocupar com o conforto de minhas próximas duas ou três gerações.
Um silêncio imperou no quarto, os três presentes sabiam que discussão se iniciaria no exato momento que o primeiro se pronunciasse.
E essa pessoa foi Blaise.
- Você sabe que não vou deixar que você vá onde ele está. Não importa se agora não tem mais compromissos para com suas empresas.
- Eu sei – Draco se vira para a estatueta e se abaixa ligeiramente para poder encara-lo mais de perto – e a isso eu agradeço, sei que faz isso, por que assim como meu amigo Blaise, você também não iria quere me ver sofrendo. Mas... Eu sofreria mais depois, quando parasse para pensar que não aproveitei o pouco tempo que tinha em minhas mãos para passar com ele. Isso seria algo do qual eu nunca me perdoaria.
A estatueta o encara por alguns segundos.
- Faça como quiser. – dá as costas para seu dono e se afasta.
- Farei.
Deixando de lado a pilha de coisas em cima de sua cama, ele resolve leva-las em outra viagem.
Por hora tudo o que ele queria era ver Harry.
O loiro caminha até a sua escrivaninha, tira dela a esfera luminosa, e a ativando desaparece bem na frente das duas tristonhas estatuetas.
- Blaise... – a mão pequenininha de Pansy tenta tocar o ombro do seu amigo que lhe dava as costas.
- Não quero falar agora Pansy... – afasta o ombro de forma brusca.
- Mas Blaise... – tenta novamente.
- AGORA NÃO!!! – o ponderado boneco perde a calma.
A menininha de bronze vacila, ainda com o braço erguido. Morde o lábio inferior e com um único impulso abraça forte o companheiro de metal por trás e enterra sua face nas costas dele.
- Mas Blaise, como posso te deixar sozinho se tanto você como eu sofremos com a maior das desvantagens que alguém de metal pode sofrer? Como posso te deixar sabendo que assim como eu você também esta sentindo essa mesma dor? A dor de não poder despejar nossas magoas através de nossos olhos.– ela vira seu amigo e beija ternamente suas pálpebras – só nos dois podemos consolar esse incomodo latejo que sentimos nos nossos olhos. Só eu posso ser a sua lagrima, e só você pode ser a minha.
E o acolhendo em seu abraço, a menina permitiu que o rapaz a usasse como apoio
- Pansy... – Sua voz era fraca – ele vai acabar definhando.
- Mas vai ser feliz.
- Mas ele...
- Ele vai ser feliz.
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
E lá estava ele de novo.
Draco olhava silencioso o aposento escuro em que havia aparecido, seus moradores estavam adormecidos, cada um em sua cama.
Ou quase todos.
Aproxima-se silenciosamente, já que apesar de os demais não poderem lhe ouvir o objeto de seu desejo, sim, poderia.
Mas tal objeto, estava tão adormecido quanto os outros.
Nos braços de Longbottom
"Nunca em minha vida imaginei que um dia iria sentir inveja de Longbottom" pensa o loiro com certo rancor.
Ajoelhado, próximo ao rosto adormecido do moreno de sua idade, suspira com pesar, e estica sua mão a altura da face relaxada, mas seus dedos transpassam aquela aparentemente calorosa pele.
- Merli... Poderia essa situação ser mais injusta?
Harry se remove em meio aos seus sonhos sobressaltando a Malfoy que se afasta com um pouco de medo que ele acordasse.
- Draco... idiota.
- He he... Será que nem em sonhos você parará de insultar minha pessoa?
- Draco... idiota... Cadê você, Draco idiota...
O loiro sente um nó na garganta, e se aproximando de seu ouvido sussurra:
- Estou aqui, meu amor, eu sempre estarei aqui...
- Estou tão sozinho... – Harry volta a murmurar como se respondesse em meio a seus sonhos – sem você parece que estou sempre sozinho...
"Harry... não é como se no fim... DROGA!!! Será que Blaise tinha razão? Será que o melhor seria..."
Balançando a cabeça na expectativa que isso afastasse os pensamentos desnecessários, o loiro teimosamente se mantém ao lado de Harry.
Ficaria lá todo o tempo que lhe fosse permitido.
Ficaria lá todo o tempo...
Todo...
Uma idéia algo maluca lhe passou pela cabeça.
Uma idéia digna de um gryffindor.
Estendendo a mão novamente na direção da cabeça de Harry, seus dedos transpassam a pele e seguem sem medo em direção ao cérebro do moreno, e lá, Draco tenta fazer a mesma coisa que havia feito com Severus e Sirius, mas ao invés de simplesmente ler, conectou as duas consciências.
E antes que se desse conta sua consciências ganhou forma dentro do sonho de Harry,
SSS
Tudo ao seu redor era sombrio.
Ele estava em meio a um frio e assustador cemitério.
A lua brilhava de forma fraca e as estralas se escondiam atrás de grossas nuvens que ameaçavam chover.
No meio a lapides e de oferendas mortuárias, um pequeno garoto se encolhia no chão sujo, rodeado por um círculo de velas.
Um pouco mais a sua frente havia quatro portas, todas fechadas, ligadas a nada em especial, apenas em pé na frente do jovenzinho que nem olhava para elas.
Ele apenas chorava...
Harry apenas chorava...
- Harry…
Draco murmura tentando caminhar em sua direção, mas seus pés pareciam pregados ao chão e o pequenino nem parecia se dar conta de sua presença. O loiro insistiu em chamá-lo, mas o menininho não parece ouvi-lo.
Apenas chorava...
Apenas chorava...
E chorava...
Chor...
- HARRY!!! – Draco grita com todas as suas forças.
O pequeno levanta a cabeça assustado, mas também esperançoso, e quando ia virar a cabeça no direção de onde o haviam chamado uma forte chuva tem inicio, e as velas se apagam.
Tudo foi envolvido por um forte breu, no qual apenas Draco conseguia enxergar, graças ao desejo de sua mente de não perder de vista o pequenino.
Mas Harry...
O pequeno se levanta do circulo e com dificuldade tateia o ar com passos incertos, mas sem nunca sair de dentro do circulo, aparentemente não era possível para ele sair daquele pequeno domínio. Completamente encharcado aparentava mais medo enquanto olhava ao redor tentando ver quem o chamou.
Mordendo o próprio lábio ele volta a chorar.
- Sozinho... aqui estou tão...
- Harry – Draco volta a chamar, mas o som da chuva parecia abafar sua voz.
- Por que... – a criança volta a murmurar – por que eu tenho que estar sempre tão...
Draco não suporta mais aquela cena, indo além de suas forças dentro daquele mundo insólito, movido apenas pelo desejo de consolar aquelas lagrimas, ele consegue se mover e corre na direção de seu amado.
A lama salpicou por todos os lados a cada passo desajeitado que dava e quando cruzou o circulo em que o pequenino estava pisoteou uma ou duas velas apagadas e sem maiores pudores se deixou escorregar de joelhos na lama, abraçou forte a ensopada criança, e o prendeu entre seus braços com tanta possessividade e amor que o pequeno perdeu o fala.
- Não tem... Você não tem mais por que ficar sozinho, por que eu estou aqui.
- Dra...co – Harry murmura a medida que seu corpo crescia e voltava a ter a idade que tinha em seu mundo original – Draco – o moreno encara com espanto o loiro e segura seu rosto com se tentando comprovar que ele é real – Você... onde você esteve.. onde.
- Ao seu lado – Draco sorri – não importa onde ou quando, eu sempre estive e sempre estarei ao seu lado.
- Mas eu...
- Mesmo que não me veja, é um fato, eu sempre estarei ao seu lado.
Ainda atordoado, Harry foi pego de surpresa quando Draco o aperta mais forte contra si e o beija profundamente. O frio de suas peles molhadas, e o calor de suas línguas compartidas guiavam seus sentidos a um estado de êxtase que embalaram os dois corpos estendidos no mundo real em um sono tranqüilo.
Tanto o corpo material de Harry...
... como o imaterial de Draco.
SSS
Draco havia se deitado no chão com a mão ainda dentro da cabeça de Harry, e Harry agora sorri dentro dos braços de Neville.
Ambos inconsientes.
Ambos compartindo o mesmo sonho.
Seus sentimentos nunca haviam sido tão saciados como naquela noite.
Mas... por quanto tempo?
---------------------------------------------------FVQP-----------------------------------------------
Nhaaaai (vermelhinha), vamos que essa cena final ficou bonita?!!!
Aaaah, e o pensamento no começo desse capitulo pertence ao Sirius, mas isso eu acho que vocês já notaram.
Muitos vem dizendo que o Harry deveria tirar uma casquinha de um ou outro personagem por aí até o Draco ter um corpo físico no novo mundo, mas eu não acho que o Harry seja esse tipo de cara. Se ele não gostasse de ninguém seria outra historia, mas o coraçãozinho dele está todo voltado para o Drack-pooh, de momento eu não vou deixar o Harry tomar a iniciativa com ninguém até que seus sentimentos mudem.
O que não me impede que ooooutros tomem a iniciativa com ele...
Eu lancei no ar muitas historias do passado desse novo mundo, mas a que eu acho que mais gostei de tocar foi a dos Weasleys, chegaram a me perguntar se Rony vai ter "alguém" ou se vai ficar apenas "chupando dedo". Devo admitir que eu até cheguei a pensar em um casal para ele, mas desisti, se for acontecer, vai sem muuuuuuito lá para frente, e antes que me perguntem ele é hetero.
Aposto que muitos de vocês acharam que Sirius entraria para o "clube do picnic" no final desse capitulo, mas não. Harry pode ser uma figura muito carismática que sabe envolver as pessoas, mas a amizade que Sirius sente por James e os outros marotos é mais forte que qualquer coisa. Se algum dia qualquer um dos marotos entrar no grupo de Harry, vai ser por que os outros foram junto, nem um deles deixariam os outros para trás.
E não é só o Harry que está fazendo novos amigos, ainda não apareceu na fic, mas Luna está fazendo amizades interessantes também... Estou me coçando para por esses "amigos" na trama, mas ainda é cedo TToTT
Greyback e Hooch ganharam uma legião de fãs nesses últimos capítulos, para mim é uma festa colocar esses dois bagunceiros nas cenas, Greyback como um brincalhão lascivo e Hooch como uma brincalhona despreocupada... Ou talvez nem tão despreocupada, essa ultima cena dela foi sinistra.
E....
Severus: Quer cortar logo o lenga-lenga e nos deixar responder os reviews?
Luana: Sevy...(olhar choroso) normalmente é o Draco que me interrompe, por que você está tão nervoso?
Draco: He he he... Por que o padrinho está des-pei-ta-do, já que eu pude beijar o Harry nesse capítulo e ele além de não ter tocado em nem um fio de cabelo dele acabou o capítulo sendo obrigado a ser o antagonista da vez.
Luana: Só por isso? Olha, quanto a parte do antagonista eu não posso fazer muito, mas pense só, antes eu não poderia fazer nenhuma cena do Harry beijando ninguém até que ele beijasse o Draco, bem... ele acaba de beijar... Isso não quer dizer que a boquinha do Potty-pooh está com o acesso livre?
Severus:... (cara abobalhadamente feliz imaginando um chiby-Harry dançando balançando os quadris e os braços enquanto canta: "Já beijei um, já beijei dois, já beijei três. Hoje eu já beijei e vou beijar mais uma vez")
Draco: Aaah nem vem – aponta a varinha para a autora fajuta – Crucio!!!
Luana:... – encolhidinha de olhos fechados esperando o impacto, mas ele nunca veio – ué? Cadê a dor? – abre os olhos e se vê protegida por longa e fortes costas.
Severus e Draco: O QUE ELE FAZ AQUI???
Fenrir – He he... vocês me chamaram, esqueceram? – fala enquanto brinca com o seu colar de proteção com um dos dedos – Foram vocês que disseram que agora os outros personagens da fic poderiam responder as reviews, e como algumas leitoras me requisitaram... – pega com delicadeza o pulso da autora que ainda se escondia atrás dele e a abraça a fazendo corar – aqui estou.
Draco: Quer dizer que agora vou ter que dividir o meu espaço com mais gente?
Seveurus: Nosso espaço, bem, mas pela lógica, só vão aparecer aqui aqueles que as leitoras requisitarem, alem de você, quem veio?
Remus: Nós – aparece do nada aparentemente sozinho.
Draco: Nós? – ergue uma sobrancelha
Remus: Nós – aponta para suas costas para alguém escondido atrás dele só podendo se ver a sombra no chão.
Todos:... – olhando de forma interrogativa para a autora
Luana: Bem... Como essa pessoa ainda não apareceu na fic eu ainda não vou descrevê-la, mas acho que pelo jeito que ela vai responder a fic, todo mundo vai perceber em que "estado" ela está, não é Mione
Hermione: Né, tia... Então eu posso falar?
Luana: Pode querida, só não fale nada que revele de mais a onde você está. Bem, acho que já que todos estão aqui, você já podem começar a responder os reviews. Só se lembrem que com exceção do Severus e o Draco, os outros só tem como conhecimento apenas aquilo que já passaram até o momento na fic, não poderão adiantar nada – puxa uma cadeira de sol e uma limonada e vai relaxar.
– Então a gata quer que eu responda a sua review (Olhar lascivo) Já que você foi a primeira a requisitar os meus "serviços", farei o meu melhor (piscadela marota).
Harry? Quem é Harry? AAAAH o Chris, vocês ultimamente vem chamando as minhas queridas esmeraldas por esse nome, por que será?
Remus é um assunto complicado, mas eu sei que eu e o Chris vamos saber lidar com ele (sorriso lascivo)
Snape realmente mostrou a que veio nessa capitulo, pena que eu fiquei inconsciente a maior parte do tempo, aposto que ele estava muito sexy... hum...
Alguém para tirar uma casquinha do Harry? PODE SER EU? PODE SER EU? PODE SER EU???
Wouuu, a primeira a dar um chute é a primeira a acertar, garota, você tem sorte. Mas apenas um dos palpites está correto, e na opinião da autora era o mais difícil de acertar. O Chris vai ser um batedor.
Bem, como eu apareci muito nesse capitulo, não é muito difícil gostar dele (dando de ombros)
Lançando um beijo descaradamente, Fenrir Greyback
Simca – Malfoys não com-par-tem (olhar furioso), tire essa idéia de trios, quartetos, quintetos da cabeça, por que o Harry é sóooo meu.
Péeeee, dessa vez você errou, Harry vai ser um batedor, e a Hooch uma apanhadora, se bem que sem importar em que posição, o Harry vai continuar lindo naquele uniforme de Quadribol (babando)
A escritora muggle está feliz de ter agradado, apesar da dificuldade na hora de descrever algumas coisas, ela sempre se sente mais feliz quando lê reviews como a sua. E quanto ao meu destino... (suspira) muita coisa vai rolar ainda, espero que até lá essa escritora de araque se compadeça de mim e suavize o destino que me planeja.
Com pouca crença na bondade humana, Draco Malfoy.
Hyperion Malfoy – Hm… a titia Andy e a titia Evy dizem que o ódio não é uma coisa muito legal para se sentir. Que o ódio é a... hm... como elas diziam mesmo...(carinha concentrada) Ah é !!! a semente de todos os males. Nha... por isso eu fico feliz em saber que você conseguiu superar o seu ódio, a titia Andy ainda não conseguiu, e por isso sofre muito.
Uaaah, agora estou com soninho. Até mais.
Uma semi-adormecida Hermione Granger.
2Dobbys – Creio que quando você diz "fofo", você quis realmente foi dizer "imprudente", não é senhorita 2Dobbys? Ele esteve muito próximo da morte, atacado por todos os lados, com as costas sangrando e sendo dilaceradas... (olhos flamejando de ódio, louco para despelar algumas serpentes)
E eu... hum... não gosto de coisas doces e... aquele pavê não era nem... e o Harry... e eu... (vermelho como um pimentão) Aaaah, esquece!!!
Meu afilhado não faria nada que me magoaria, nem eu a ele, em casos como esses, creio que estamos toooodos nas mãos do Sr. Potter... Estamos ferrados.
Não se preocupe pela senhorita Rosette, ela já liberou os direitos para responder as reviews oficialmente para a gente, e ela meio que já esta ficando imune ao cruciatos. Também, depois de levar tantos...
Fofo... essa palavra de novo, não creio que eu tenha ouvido muito isso ao decorrer de minha vida, mas... creio que nessa situação eu devo agradecer...hm... obrigado.
Um vermelhíssimo Severus Snape
Tainá – E a senhorita pode me explicar o que a imagem dom MEU Harry está fazendo marcada na sua cabeça?
Greyback deve ser o amigo de Potter que sabe mais segredos dele. Eu, se fosse o Potter, mantinha esse cachorro não apenas em uma coleira, mas em uma focinheira.
He he... como se alguém pudesse me manter muito longe do MEU Ha... hm... cof cof... do Potter.
Estamos cada vez mais próximos do fim dessa fase, e eu se fosse você não ficaria muito ansiosa em chegar nela... Eu dei dando uma olhada no roteiro, e as coisas vão ficar beeeem feias nos próximos capítulos.
Parabéns muggle, você realmente estava com sorte, acertou as duas partes da pergunta, mas infelizmente alguém já havia respondido antes de você a posição do Harry, por isso você só ganha o prêmio que corresponde a posição da Hooch.
Um ainda muito surpreso, Draco Malfoy.
Stra. Slver – Senhorita Slver, apesar de serem os Ravenclaws que vêem com bons olhos a imaginação, devo dizer que a sua me intriga bastante, gostaria de ver como ficou minha imagem no filme de tão hiper ativa mente brilhante.
Mas infelizmente sua suposição está errada, como já foi revelado no começo do capitulo, mas não desanime, outros desafios apareceram.
Cordialmente um intrigado professor de poções.
Angelina Corelli – Insubstituível... hum... sim minha cara Angelina (olhar sedutor) creio que essa palavra descreve bem um perfeito representante da família Malfoy.
Quanto a demora da autora, não creio que adiante muito lembrá-la de seus deveres como escritora, pois ela não passa de uma inútil. Mas não se preocupe, eu mesmo me ocuparei de lembra-la de seus deveres fazendo Mao de um ou dois crucios.
O Weasley tem um papel meio complicado na trama e realmente no atual momento não tem nenhum par, ele tem muitos problemas familiares para pensar, como deve ter dado para perceber nesse capitulo.
Harry... assim como eu sempre soubemos que pertencemos um para o outro, mas as circunstancias nos impediam de nos confessar, espero ter uma segunda chance mais para frente.
O QUE? O QUE? BANHEIRO??? HARRY NO BANHEIRO??? AONDE???
Atenciosamente um orgulhoso Draco Malfoy sofrendo com uma calamitosa hemorragia nasal.
Lucy Black – Remus:Hum... hum... senhorita Black, não acho que haja genialidade em distorcer a personalidade de um personagem que já existe para fazer com que os outros gostem... quero dizer... hum... quando se é mal... é mal... se é bom.. é bom e... bem.
Fenrir:Esquece gata, esse lobinho aqui não foi feito para responder reviews, pode deixar que eu dou um oficio melhor para a boquinha do MEU lobinho, e que até a senhorita Black vai me apoiar (pisca de maneira lasciva)
Quer dizer que eu virei seu favorito? Fiiiiiu, tenho escutado bastante isso desde o ultimo capitulo, por isso não pare de repetir, quem sabe minha participação na fic fique maior. He he
E não chame o MEU lobinho de mané, só eu posso fazer isso, ele é propriedade exclusiva "Greyback" só eu posso xingar, lamber, morder... hm...
Também acho que esse Harry é muuuuito zem, mas não grila não, o cara ta com as asinhas cortadas no momento, mas logo elas crescem de novo (risada maligna)
HEEEEI!!!! EU PENSEI QUE EU FOSSE SEU CANINO FAVORITO!!!
Peeeeim resposta errada, mas não desanima, mais perguntas haverão e quem sabe você acerta.
... Voce é vidente? Como adivinhou que eu e o Crhis começaríamos a namorar de mentirinha? LEGAL!!! Já que você prevê o futuro, diz aí: Quanto tempo vai levar para eu conseguir arrastar o Remy para a cama? DIZ!!! DIZ!!! DIZ!!!
Garota... você é terrível, deu na mosca de novo!!! Ou ao menos meia mosca... Como você sabia que o Malfoy ia roubar a varinha do Harry? Para uma fic que se apóia em seus mistérios você é uma oponente perigosa, a Luana tem que ficar atenta com você.
Sedutoramente um atrevido e um envergonhado Fenrir Greyback e Remus Lupin
...Makie... – Harry!!!! Essa escritora louca ainda vai matar o meu HAAAARY (Draco percebe que tem gente olhando o espetáculo dele) hum hum... digo... realmente foi uma cena deplorável a da floresta.
Mas também não posso negar que foi terapêutico para o Potter, ele precisava se desestressar.
Hooch finalmente mostrou uma nova faceta nesse capitulo, você ainda a acha hilária? Bem... de uma forma destorcida, eu acho. Hu hu hu
Minha tia e minha mãe estão fazendo uma legião de fã, e olha que nem ao menos aparecem muito na fic, creio que isso se deve ao carisma Black.
Isso também eu me perguntei... Mas se bem que eu não posso reclamar muito agora (babando ao se lembrar da ultima cena do capitulo)
Abobalhadamente um apaixonado Draco Malfoy
m-chan – Apesar de eu pessoalmente achar que para a senhorita Rosette lhe falta um boa parcela de talento e esforço, não se preocupe senhoria m-chan, passarei seus comprimentos a ela.
Tsc... Quanto a cena da floresta eu ainda acho que foi desnecessariamente dramática, grande coisa.. correr no mato... qualquer um correria no mato... EU correria no mato, se estivesse com Harry eu... Bom... quero dizer... qual era o próximo tópico da review?(vermelho feito um pimentão x2)
Mais detalhes da vida de Harry no seu mundo original vão aparecer na próxima fase, se bem que a senhorita rosete está em duvida se escreve um capitulo curto de como conheceu os seus filhos em um interlúdio dentro da própria fic, ou retoma o "antes de você pedir" com um one-shot mais completo.
Infelizmente você realmente chegou tarde, o palpite que você acertou sobre o Harry, já havia sido dado, espero que a senhorita tenha mais sorte na próxima.
A autora ficara feliz de saber que você gosta tanto da fic dela, e tenho certeza que tentará alcançar mais que nunca suas expectativas.
Atenciosamente, Severus Snape.
Zia Black – Tsc... o que será que essa autora fajuta derrubou nesse lobo sarnento? Mel? Quase todos estão babando em cima dele, que desperdício, ainda mais quando se tem um belo espécime alto, loiro e de olhos azuis como eu a Mao ( fazendo biquinho).
E mais uma vez alguém mais acertou a posição do Harry, mas como você não foi a primeira, não foi dessa vez. Boa sorte na próxima.
Um enciumado Draco Malfoy
Srta Silver – O Potter sempre sofre nos capítulos dessa autora sádica. Brrr.
Se algum dia vocês quiserem saber qual é o personagem que essa lunática gosta mais em uma fic só precisa procurar o com maior grau de sofrimento, geralmente os que ela não gosta simplesmente ignora ou procura um meio de matar rápido. Brrr (x2)
Insisto em dizer que as técnicas artísticas dessa autora estão sendo super estimadas, mas coincidentemente você gostou exatamente dos três desenhos que a senhorita Rosette mais gosta.
Me pergunto se a senhorita Xionara tem um "Q" de artilheira, a maioria dos palpites foram os de que ela joga nessa posição, mas infelizmente nenhuma de suas suposições foram corretas... boa sorte na próxima.
Um ainda arrepiado pela frieza da autora, Severus Snape.
Luana: Ué? Para onde foram os outros – uma autora, mais bronzeada pergunta ao ver que só estavam Draco e Severus lá.
Severus: Assim que eles responderam as reviews que os correspondia foram embora.
Draco: E vão tarde.
Luana: Despeitado... Só ta assim por que a maioria do pessoal estava elogiando o Fenrir. Fazer o que? Ele é o maximo (suspira).
Draco: VOCE TAMBEM NÃO!!! Se vai perder seu tempo babando pelo lobo sarnento, então vá fazer alguma coisa útil, como propor o próximo desafio!!!
Luana: Certo, certo... povinho estressado.
Severus: Você também procura.
Bom, o desafio da vez vai ter um prêmio especial, aquele que acertar a pergunta vai ter como prêmio o direito de escolher sobre o passado de quem eu vou escrever no próximo capitulo de "antes de você pedir" pode ser qualquer um, e de qualquer mundo, só aviso que eu não vou adiantar nada sobres os mistérios da fic, vou dar um jeito, serei indireta, o que for... Mas não revelarei nada relacionado aos segredos da fic... bom... Talvez eu solte uma pista ou outra.
A pergunta é: Qual dos amigos do Harry no próximo capítulo vai descobrir mais um dos segredos do moreno, mais uma vez essa resposta vai depender da sorte, mas como ajuda eu vou lembra-los dos nomes dos personagens que estão do lado de Harry atualmente: "Neville Longbotom, Xionara Hooch, Sibila Trelawney, Severus Snape, Luna Lovegood e Fenrir Greyback". No próximo capítulo um deles vai descobrir um grande segredo do moreno. Qual deles será?
Boa sorte para vocês.
No próximo capítulo: Harry está em péssimos lençóis, e para piorar o clima entre ele, Severus e Hooch não anda dos melhores. Ele terá que fazer uma visitinha a um lugar que não esperava ter que botar os pés tão cedo. E quem sairá vencedor do duelo PotterxSnape... só Merlin dirá.
Ate o próximo capítulo.
