Olaaaaa

Segunda parte, segunda parte... Se preparem para o desfecho desse dia nada parado.

Para aqueles que me enviaram reviews pelo capitulo anterior, agradeço a Lilith Potter Malfoy, Freya Jones, Lady T., Tainá, Simca,amdlara, vrriacho, e principalmente a Natália, seja bem vinda ao barco e não se preocupe, eu sou alguém que não se assusta fácil ^o^

Quero advertir a todos os leitores dessa e de todas minhas outras fics algo que talvez os desagradem. Como já havia dito antes estou passando por uma série de problemas pessoais, pois bem, de uma hora para outra isso tudo explodiu na minha cara e estou mudando de cidade para morar com minha tia em Brasília.

Por que estou dizendo tudo isso? Simples, a casa de minha tia não tem computador, e as chances que terei para digitar durante um bom tempo serão quase nulas.

Sei que será inconveniente, mas peço que me esperem, estou meio que tendo que reorganizar minha vida desde o inicio, e até lá eu tenho que ter um tempo para mim. Sempre que der eu farei uma atualização de minhas fics, mas serei sincera, durante um bom tempo elas serão muito, mas muuuuito raras.

O capitulo a seguir eu tive que postar muito rápido, pois estou tendo que resolver muitas coisas para a mudança e quase não tenho tempo de digitar, então eu também não tive muito tempo para revisá-lo. Graças a isso deve haver mais erros gramaticais que o normal, sem falar que eu não estou tooootalmente satisfeita com alguns desenvolvimentos de cenas, mas eu precisava posta-lo antes de viajar, não queria deixar vocês na expectativa de "como terminou o duelo", então... não teve outro jeito

Por tanto, aproveitem o capitulo.

Tenham uma boa leitura

Capítulo nove: Motivos para um duelo. – Parte 2

Dividamos esse momento.

No qual tanto eu quanto você seremos um.

O sentimento que nos une é mutuo.

E o desejo que ferve em meu sangue é igual ao seu.

Por isso, dividamos esse momento.

Onde eu sou você e você sou eu.

E nada mais importa.

Dizer que aquela tinha sido a manhã mais calma desde que chegara ao colégio não seria mentira.

Com sua eterna paciência, e tendo Neville com seu fiel escudeiro, Harry passou de aula por aula tentando manter a cabeça o mais fria possível.

Os comentários maldosos eram ignorados.

Os empurrões com o ombro eram desviados.

A fofoca era escutada com até certa graça.

Aquilo tudo já não era novidade para Harry, Neville parecia mais preocupado do que ele.

Claro, isso sempre é possível de ser feito (ignorar tentativas patéticas de provocação) quando os únicos rivais a se enfrentar são seus companheiros de classe.

Mas quando a categoria cresce para professores...

Suas ultimas aulas da manhã foram duas de DCAT, e como havia prometido Fred, eles dividiram a classe em duplas na base da sorte.

O problema era como aqueles dois demônios resolveram "tirar a sorte".

Ao chegarem na sala de aula, ao invés de verem as corriqueiras carteiras e o birô de professor, os alunos encontraram um cômodo vazio com duas fileiras de círculos desenhados no chão, uma paralela a outra.

- O que deveríamos necessariamente supor com isso? – Neville olha desconfiado para os círculos.

- Que nossos professores não têm futuro no ramo de decoração de interiores? – Harry responde indiferente, mas não podia negar que por dentro se perguntava a mesma coisa.

Não só eles, todos os outros estudantes começaram a discutir entre eles possíveis motivos para aquela situação incomum, mesmo os quadros pregados nas paredes vez ou outra também davam sua opinião, isso se não preferiam apenas fazer comentários como:

"Mas que absurdo"

"No meu tempo os professores tinham mais respeito ao sagrado solo do ensino"

"Afinal, o que eles estão tramando?"

Mais ao canto, os responsáveis por aquele burburinho todo estavam conversando baixinho com o único aluno que havia chegado minutos atrás.

Kingsley Shacklebolt.

- Tudo bem King, tudo bem – Fred ergue os braços em sinal de rendição – se é o que você quer...

A uma longa pausa onde nenhum deles pareceu dizer coisa alguma

- Certo, certo, não vemos o motivo de tanta obstinação – Jorge revira os olhos para em seguida apontar por cima do ombro do estudante – mas por hora, por que você não se reúne com os seus outros coleguinhas?

Lançando um olhar cansado por cima do ombro, Kingsley não pareceu feliz ao ver que tinha platéia. E depois de mais um momento de silencio entre os três irmãos o misterioso aluno negro caminha na direção de seus ouriçados companheiros de classe, intimida duas ou três águias apenas com um erguer de sobrancelhas, se acomoda escorado a uma parede e fecha os olhos mantendo seu ar ameaçador.

"Como os outros quintanistas de Ravenclaw conseguem dormir a noite?" Harry não pode deixar de pensar depois de sentir um calafrio "ele parece um psicopata mirim!!!"

Suspirando, após manter os olhos grudados em seu irmão postiço, os dois ruivos por fim votam sua atenção ao resto dos alunos e retomam sua posição de poder.

- Aproximem-se senhoras e senhores, meninos e meninas de todas as idades – Fred falava como se fosse o mestre de cerimônias de algum parque temático, abrindo bem os braços e calando a conversa atiçada pela curiosidade dos alunos – Não tenham medo, tudo o que se pode temer é o fruto mais profundo de seus corações.

Vários pares de olhos piscaram confusos após aquelas palavras.

- O que meu amado e prolixo irmão quer dizer: é que calem a boca, e se estão curiosos sobre a nova decoração, tudo o que tem que fazer é se posicionarem cada um em um círculo.

Obedecendo a essa simples instrução – ao menos a que veio da boca de Jorge – cada um foi para um circulo. E sem desgrudar seus questionadores olhos dos gêmeos, cada aluno sentiu o sangue gelar, pois dividindo seus costumeiros sorrisos malignos, os lecionadores não fizeram os adolescentes esperarem mais por respostas.

- Como prometido na aula passada, hoje dividiremos vocês em duplas. – Fred caminhava entre as duas filas com as mãos nas costas, enquanto Jorge se escora na lousa. – e também, como foi dito antes, tudo será jogado nas mãos de nossa "mãe sorte".

Neville, que havia ficado no circulo a direita de Harry, morde o lábio inferior. A sorte, dependendo das mãos em que era lançada, poderia ser bastante volúvel.

Indo para perto de um dos alunos, Fred aponta para o circulo desenhado no chão.

- Isso que vocês têm ao redor de vocês, se chama "circulo de inimizade" é um dos sete círculos de equilíbrio, e devo adiantar, antes que tomem qualquer nota – diz olhando especialmente para um ravenclaw que se preparava para retirar um caderno de sua mochila – que esse tipo de circulo está acima do nível de um estudante de quinto ano, precisa estar em aritimancia avançada para poder calcular a circunferência correta para tal proeza.

- Hem, hem – uma voz irritante chama a atenção de seu professor – e como exatamente o senhor realizou esse circulo? – diante do cenho franzido de Fred, Umbridge sorriu maldosamente – quero dizer, todos sabemos que você e seu irmão não eram necessariamente alunos muito assíduos... ho, quero dizer – fingi ter dito algo que não queria – que não eram alunos de aritmancia.

Um riso sufocado foi dividido por alguns poucos alunos, mas o que com certeza prevaleceu foi o arrepio nas espinhas que a maioria sentiu ao ver o sorriso desdenhoso na face do professor.

- Por certo, não fui eu que o fiz senhorita Umbridge. Nem eu nem meu irmão. O que fizemos foi pedir ajuda ao professor de artimancia nessa parte de nossa aula, e gratamente ele nos deu uma mão, coisas que eu tenho certeza que a nossa estimada enfermeira, a senhorita Hargreaves, também faria por minha tão estimada aluna caso seus comentários em minha aula não tomarem rumos mais respeitosos.

- Isso deve ser tomado como uma ameaça? – a menina, apesar de querer parecer forte, estava pálida como papel.

- Oh não – Jorge disse de sua posição mais afastada – o que meu irmão quer deixar claro, é que CASO a senhorita nos force a demonstrar o quão assíduos fomos em nossos tempos de estudante, a senhorita Hargreaves estará mais do que disposta a lhe prestar uma mão CASO algo aconteça ao seu rostinho de sapo, digo... – por segundos, assim com Umbridge, finge ter dito algo que não queria, para em seguida simular que pensava melhor e afirmar com a cabeça – não, eu disse certo mesmo: "CASO algo aconteça ao seu rostinho de sapo."

Encolhida em seu circulo a menina deixou por fim que o professor seguisse com sua aula.

- Bem, dentro desse circulo – Fred volta a andar lentamente de um lado para outro – criasse uma espécie de universo onde vocês são o núcleo, por isso o primeiro passo para darmos inicio a nossa experiência é que vocês estiquem a mão direita e fechando os olhos pensem em tudo aquilo em que não gostam em uma pessoa.

- Não pensem em coisas intensas demais como pessoas que espancam velhinhas ou assassinos em série, - Jorge complementava – imaginam coisas simples e do dia a dia, como pessoas que bebem leite diretamente do gargalo e devolvem o pacote para a geladeira, ou quem usa o banheiro e deixa o assento da privada levantada.

Alguns riram dos exemplos de Jorge, com isso relaxaram um pouco e se deixaram levar pela lição.

Por sua parte, Harry pensava em pessoas que pisavam em formigas apenas pelo prazer de esmagá-las, em quem se farta em uma mesa cheia de alimentos e mesmo sobrando não divide com quem tem fome, em quem não divide o que tem apenas pelo prazer de ver os outros desejando o que não podem ter...

De fato, Harry teve uma grande retrospectiva de sua vida com seus adorados tios e seu priminho.

Depois de alguns minutos disso, os professores disseram que já podiam abrir os olhos, na primeira impressão nada mudou, mas quando o texugo olhou para os pés da pessoa a sua frente percebeu que o circulo dele não era mais uma simples pintura, ele ondulava aos seus pés como uma onda marrom.

Olhando para os próprios pés percebeu que também tinha uma onda inquieta ao seu redor, mas diferente da outra, ela era verde.

Assustados, alguns alunos deram até mesmo um gritinho quando as ondas começaram a fechar o circulo ao redor de sues donos, e antes que qualquer um pudesse sair de seus devidos lugares as ondas subiram pelos corpos dos alunos deslizaram por seus braços e formaram uma bolinha do tamanho de uma bola de tênis na mão de cada aluno.

Só quando cada um tinha sua bolinha a vista que Harry finalmente viu um padrão para a cor das bolinhas, cada bolinha tinha a cor dos olhos de seu dono.

- Essa, caros alunos – Fred recomeçou a falar – é a condensação de seus desagrados. Faz parte de você, e quando terminarmos esse experimento voltaram a se integrar ao seu corpo. Por hora, vamos para a próxima parte do jogo... Digo, do experimento.

Fred sai do espaço entre as filas e se escora ao lado do irmão. De lá ele continua:

- Aquele que fará par com vocês esse ano será o que atrair a sua "bolinha de desagrado", a pessoa nessa sala... bem, tirando os professores – divide um sorriso cúmplice com Jorge e depois pisca para Umbridge – que mais desagradar ao dono da bolinha atrairá a dita cuja para que ela atinja seu corpo. E voilá, teremos nossas duplas perfeitas para o resto de nosso ano.

- Mas professor, e se a minha bolinha atingir alguém e a bolinha desse alguém atingir outra pessoa? – perguntou uma aluna de Ravenclaw.

- Boa pergunta – Jorge concorda – não ocorrerá tais casos, pois no momento que esse conjuro foi efetuado um equilíbrio foi estabelecido. A bolinha não escolhera apenas uma pessoa que o desagrade, mas a pessoa que o desagrade e que também a ele lhe desagrade você. Os sentimentos de antipatia têm que ser mútuos.

- Hen hen... – mais uma vez aquela menina desagradável se manifesta – e se por acaso uma pessoa desagradar a mais de uma pessoa? Como se decide isso?

- Ora, não se preocupe senhorita Umbridge – Fred diz suavemente – a senhorita não correra o risco de ser soterrada por dezenas e dezenas de bolinhas, ao menos não na aula de hoje.

- Como eu expliquei antes – Jorge revira os olhos – tudo será cosmicamente decidido, cada um será golpeado... Digo, escolhido pela bolinha de uma outra pessoa que por certo será escolhida pela bolinha que você lançar.

- Sem mais delongas, joguem a bola para cima, não precisa ser muito forte, dependendo da intensidade do seu ressentimento, ela pode se lançar mais rápida ou mais lenta que as de mais. Apenas tenham a certeza que elas subam alto o suficiente para ultrapassarem a altura de suas cabeças.

Sem entender o que eles quiseram dizer, os alunos jogaram as bolinhas para cima, e assim que alcançam a altura máxima em que foram lançadas elas começam a rodar ao redor de seus donos, algumas mais rápidas, outras mais lentas.

Apesar da teoria que lhe foi passada, Harry não pode imaginar qualquer outra pessoa se não Umbridge para ser o alvo de sua bolinha.

Ora vamos, motivos eram o que não lhe faltavam para tal suposição.

Após alguns minutos rodando, todas as esferas coloridas se detêm ao mesmo tempo e sem prévio aviso se lançam sem nem por um segundo encostar uma nas outras, retas nas direções de seus alvos.

Como o moreno previu, a sua foi consideravelmente veloz na direção de Umbridge.

Oh sim, aquilo sim que foi previsível.

O que não foi tão previsível, foi quando a sua bolinha freou no meio do trajeto e depois de certa resistência começou a retroceder com igual velocidade.

A bolinha havia simplesmente mudado de direção, e quando Harry viu o novo alvo dela...

------------------------------------------------FVQP--------------------------------------------------

- Foi armação – Harry, ainda emburrado, resmungou enquanto mastigava uma boa colherada de ensopado.

Todos ao seu redor não sabiam bem o que responder, a situação era no mínimo ilógica.

- Creio que seu nível de paranóia está começando a sair dos eixos – Severus diz isso desdenhoso, mas sem poder disfarçar certa preocupação – por que dois professores se dariam ao trabalho de desenvolver um plano maléfico para decidir o seu parceiro de DCAT? Por mais inúteis que aqueles dois tenham sido durante sua estadia como alunos – o slytherin suspira – acho que isso seria imaturo até para eles.

Apesar de demonstrar certa resistência, no final das contas Severus acabou aceitando almoçar com os amigos. Não só Harry, mas todos os outros insistiram bastante em que eles sentasse com eles, que apesar do duelo nada precisava mudar.

O motivo que a serpente deu para aceitar o convite foi para dar um fim na "ceninha hufflepuff" que estavam armando.

Talvez parte do "motivo" poderia ser aquela, mas o que Snape não admitiu foi que boa parte da razão de aceitar voltar foi o suplicante e caloroso verde que viu nos olhos de um de seus irritantes amigos.

Aaah esses olhos... Se soubessem a força que tem.

- Ora, não os subestimem tanto. – foi o que Harry voltou a resmungar para si mesmo. – às vezes acho que aqueles dois patentearam a imaturidade.

- Admita, docinho – Greyback solta uma risada abafada quando Harry responde ao "docinho" com um grunhido – você só está revoltado por que terá que fazer dupla com o Kingsley "humor de trasgo" Shacklebolt.

Poucas coisas na vida poderiam se comparar com a surpresa de Harry ao descobrir que seu novo parceiro de DCAT seria ninguém mais ninguém menos que Kingsley, afinal, não muitas pessoas ficariam felizes em serem unidas por um conjuro de "inimizade" com o garoto mais mal encarado do quinto ano, se não do colégio inteiro.

Mas se fosse sincero, não era isso que o inquietava, mas o fato de como os seus "adorados" professores trocavam olhares cúmplices com seu irmãozinho postiço.

Como se confirmando se tudo saíra como queriam.

- Se for assim, você deveria sorrir e agradecer por estar vivo – Neville diz com um humor não muito diferente do de Harry – pelo menos você não pegou a cara de sapo, como eu.

A verdade era que não havia muitos rostos felizes naquele dia no grande salão. Não só a turma de Harry, mas varias outras nos últimos dias daquela semana, após a aula de "seleção" dos gêmeos, tem estado no maior caos. As duplas formadas pelas inimizades estavam dando o que falar, principalmente em classes em que eram freqüentadas por Slytherins e Gryffindors...

Os duelos, assim como os professores esperavam, se tornavam épicos.

Mas esse não era o problema de Harry.

Ao contrario do que Neville havia dito, ele não haveria se importado tanto de pegar a Umbridge, um motivo para quebrar a cara daquela oportunista barata nunca era de mais, o que o irritava era a certeza que mais uma vez estavam tramando para cima dele.

- Acontece, serpentes incrédulas – lança um olhar maligno para os slytherins presentes – que alguma coisa estranha aconteceu com a minha bolinha, ela... Sei lá, meio que desviou do caminho inicial.

- Desviou? – Neville franze o cenho – como assim desviou?

- Desviou... desviando, sei lá, ela ia por um caminho e começou do nada a ir para outro.

- Eu não conheço muito desse conjuro, mas pelo que pude ver na aula de hoje nenhuma bolinha pareceu voar mais do que o necessário para o seu alvo – Longbottom disse pensativo – não me lembro de ter visto nenhuma bolinha desviar.

- Bem, a minha desviou – Harry encara com desgosto seu prato – ela esteve a centímetros da Umbridge e do nada desviou.

- Eu não acredito que vocês estão brigando para decidir quem vai fazer par com a "cara de sapo" – Fenrir graceja.

- Ela é uma menina muito requisitada – Luna interrompe sua conversa com Siby e se vira para os alunos mais velhos, e diz com seu eterno ar sonhador. – em Ravenclaw ela sempre está rodeada de gente.

Os quatro adolescentes mais velhos lançam um olhar descrente para a pequena águia.

- Você quer dizer: "Dumbledore sempre está rodeado de gente" – Snape a corrige – até onde sei, as pessoas só a toleram por que ela é o animalzinho de estimação do prêmio anual.

- Acho que Hooch disse alguma coisa referente a isso. – Harry diz distraído.

Aquilo calou os amigos.

Quando haviam se reunido naquele almoço, Neville perguntou por ela para Siby, mas a pequena apenas encolheu os ombros e estremeceu.

Definitivamente um mau sinal, mas como a texuguinha tenebrosa deu a entender entre acenos de cabeças e movimentos de mão que no momento não era necessário procurar com a septanista, os de mais seguiram com a refeição, apesar de ainda um pouco preocupados.

Mas Harry não deixou de perceber que a pequena manteve seu olhar novamente preso a ele como se pedisse ajuda... Não, como se pedisse que ajudasse sua irmã.

- Hey, parece que as coisas estão de novo quentes na mesa dos refugiados - comenta Harry tentando mudar de assunto desesperadamente.

Todos ficaram mudos e o encararam como se tivesse nascido uma segunda cabeça em seu pescoço.

- O que foi? – Talvez tivesse escolhido um tópico errado.

- Onde você estava escondido esse tempo todo? – pergunta Fenrir sarcástico – de baixo de uma pedra?

- Como assim?

- Você não soube? – Neville também parecia espantado – parece que o comensal que veio se refugiar foi assassinado ontem a noite.

- Assassinado? Praticamente destripado você quis dizer – o lobisomem sorri diante da careta de nojo que arranca da maioria do circulo de amigos – acharam os seus restos, ou o pouco que puderam identificar de sues restos hoje cedo no meio da entrada principal.

- Grotesco – Snape murmura – mas infelizmente não se pode dizer que foi a primeira vez que acontece.

- Já aconteceu antes? – Harry sente o estômago embrulhar, aquele era um péssimo assunto para se ter em meio a uma refeição.

- Algumas vezes – Neville admite.

Harry olha de soslaio novamente para a mesa dos refugiados, enquanto alguns pareciam morbidamente felizes, outros choravam e pareciam bem zangados.

Lembrando-se do estado em que vira Hooch chegar na noite passada, um mal pressentimento invadiu sua cabeça, e um leve murmúrio de uma musiquinha mórbida não ajudou muito

- Ba bum ba bum... bate o relógio...

------------------------------------------------FVQP--------------------------------------------------

Quando o almoço acabou cada um seguiu o seu rumo e para desconforto de Neville a primeira aula da tarde de Harry era uma que não dividia com ele.

Apesar de estar cada vez mais acostumado com a presença de Neville, Harry não reclamou quando virando a primeira esquina os dois amigos se separaram, afinal, não era como se ele fosse REALMENTE para a aula de qualquer forma.

"Me pergunto se até o final do ano algum professor vai se lembrar do meu rosto, eu mal estou freqüentando as aulas deles!!!". Pensou o moreno quando se viu sozinho em um dos tantos corredores.

- Matando aula de novo? Francamente, seu currículo escolar por aqui vai acabar ficando pior do que o que teve no nosso mundo.

Mais uma vez chegando sem avisar, Draco quase faz Harry ter uma paro cardíaco.

- Correntes, buzinas, se quiser eu até arranjo aqueles sininhos que se prende nas coleiras dos gatos – Harry olha irritado para seu incorpóreo amigo – mas seja lá de qual forma, não teria como você se anunciar antes de aparecer de repente?

- E qual seria a graça disso? – o loiro não pode conter o sorriso debochado – e então? Qual é o motivo da vez para estar faltando suas aulas? Duelo com algum trasgo? Encontro com um vampiro? Ping-pong com uma arpia?

- Oh, nada demais – Harry imita o tom de Draco enquanto segue em seu percurso – apenas uma simples tentativa de manter minha cabeça sobre o pescoço ao fim do dia.

- Como assim? – Draco o segue

- Eu apenas vou...

Antes de completar a oração, Harry sente um forte empurrão em seu ombro vindo de trás, um empurrão muuuito familiar, mas desta vez, antes de cair, o moreno estica o braço e segura na primeirra coisa solida mais próxima para servir de apoio:

O pulso de seu tão repetitivo e nada original agressor.

- Ok cara – Harry diz com pouca paciência – eu não sei o que você tem contra mim, mas se vamos ser parceiros de DCAT pelo resto do ano é melhor que comecemos a nos dar bem.

Preso ao forte agarre da mão de Harry estava Kingsley Shacklebolt, encarando o moreno com uma mistura de surpresa e interesse.

- Harry – Draco diz ao seu lado – você está ciente que está tentando interrogando um cara mudo, não está?

Mas Harry não respondeu ao loiro, não apenas por que havia mais uma pessoa presente, mas por que para sua surpresa ao olhar diretamente para aqueles olhos negros, viu todo o poder e a intimidante presença que um dia viu nos olhos do grande auror que conheceu em seu mundo.

Aquele que um dia foi um de seus mentores em sua juventude.

Aquele que um dia foi um aliado em campo de batalha.

Esse Kingsley era jovem, mas algo em seu olhar altivo o lembrava do adulto que conhecera.

O que poderia ter acontecido para esse rapaz ter ganhado esse olhar a tão tenra idade?

O olhar de Harry cai na grotesca cicatriz no pescoço do outro adolescente.

"O que aconteceu com você nesse universo, Shacklebolt"

- Aaah... Eu não sei bem quais são as regras para essa disputa de quem pisca primeiro, mas eu não acho que seja uma boa idéia gastar tanto tempo assim aqui no meio do corredor – Draco tenta despertar seu amigo – não quando algum professor pode passar por aqui a qualquer momento.

Sorrindo de lado, ignorante das palavras do loiro, a águia negra gira seu pulso e com dois dedos batuca rapidamente algo contra a pele de Harry, e antes que o texugo pudesse fazer alguma pergunta, ele gira novamente o pulso para o outro lado afrouxando a mão que o segurava e pegando o moreno de surpresa a águia o empurra com a mesma mão que antes estava presa, o desequilibrando e mais uma vez fazendo Harry cair.

Do chão, Harry observa Kingsley se afastar, mas não faz nada para impedir.

- O que exatamente foi isso? – Draco pergunta sem tirar os olhos do adolescente que se afastava.

- Ele estava me respondendo – diz Harry ainda um pouco embasbacado ajeitando a alça de sua mochila que começava a cair.

- E "São Potter" faz mais uma das dele – graceja Draco – ora vamos Harry, acho que nem você conseguiria fazer uma pessoa que ficou muda por artes das trevas voltar a falar.

- Não - Harry responde sério - creio que não.

Mas apesar dessas palavras, o moreno segurava uma de suas mãos com a outra e com o dedão batucava com o mesmo ritmo que se lembrava ter feito o ravenclaw minutos atrás.

Uma mensagem.

Que silenciosamente foi passada, e silenciosamente foi entendida.

"Pessoas perigosas estão de olho em você, antes que alguém realmente se machuque acho que deveríamos trocar algumas palavrinhas, parceiro."

Virando a palma da mão que antes havia segurado o pulso de Shacklebolt, percebeu que algo havia sido deixado para trás, dentro de sua mão, que até então estava fechada, estava um pedaço de pergaminho.

O que tinha escrito nele?

Só Merlin sabia.

Merlin e Kingsley Shacklebolt.

------------------------------------------------FVQP--------------------------------------------------

(Aaaaa – Narração normal)

(Aaaaa– Narração misturada com os sentimentos e lembranças de Hooch)

- Não acredito que ele fez todo aquele drama pare te deixar um pergaminho em branco.

Draco pela milésima vez resmungava enquanto acompanhava Harry.

- Não foi apenas o pergaminho que ele deixou para trás, eu não te disse?

- Certo, certo, o tal código Morsa.

- Morse, Draco, se chama código Morse.

- Que seja. Mas porque diabos um mago se prestaria a aprender um código muggle?

- Acho que a questão não é essa – Harry roda os olhos diante dos comentários comumente preconceituosos de sue amigo – acho que a pergunta que deveríamos fazer é: "quem ensinou esse código a ele?".

- Pergunta que você poderá fazer bem em breve, já que o cara pelo jeito está disposto a "conversar", ou seja lá o que caras com as cordas vocais dilaceradas fazem para se comunicar.

- Quanta sensibilidade de sua parte – o morenose resigna diante da comum falta de tato do amigo. – sem falar que... sangue... – Harry se detém no meio do corredor.

- Sangue? – Draco olha preocupado para o moreno que praticamente farejava o ar.

- Sangue – suas pupilas ficam do tamanho de contas ligeiramente amareladas – sinto cheiro de sangue e carne mutilada.

- Harry – o loiro ficava mais e mais agoniado enquanto o outro parecia mover a cabeça atrás do foco do cheiro. – Harry se controla, pensei que já tínhamos passado dessa fase, eu sei que estamos perto da lua cheia, mas você já deveria ser capaz de...

- Você não entende – o moreno vocifera olhando para o loiro com impaciência – não é um sangue qualquer – ele volta a farejar o ar – é o sangue de alguém que eu conheço, alguém... Droga, alguém que pode estar prestes a morrer.

Sem mais uma palavra Harry se livra de sua mochila a jogando no chão, acha o rastro que procurava e corre com todas as suas forças.

Se não chegasse a tempo...

Se não chegasse a tempo...

Não queria nem pensar.

Ignorando as poucas pessoas com quem cruzava pelo caminho, mesmo quando algumas delas tentavam questionar o que fazia fora de aula, Harry praticamente arrombou a porta de uma das tantas salas de aulas vazias.

Encolhida no canto mais escuro do aposento, quase inconsciente e com a respiração pesada, estava Hooch.

Não havia em seu corpo tanto sangue quanto havia visto na noite passada, mas certamente desta vez a essência vital que cobria seu corpo pertencia a garota.

Trincando os dentes com raiva, Harry se aproximou, e a cada passo que dava a menina se escolhia mais, como se quisesse desaparecer.

Ao estender a mão, tentando tocar na amiga, Hooch simplesmente ergue a dela para esbofetear a de Harry para longe.

- Xionara – Harry murmura, tentando não se mostrar ameaçador – sou eu... Har... Chris – ele tenta tocá-la novamente, mas ela volta a afastar a mão dele – sou eu Xionara, não precisa ter medo – estende novamente a mão em direção a garota – sou e... aaai.

Surpreso, Harry não pode prever aquilo, aquela frágil garota, simplesmente o havia mordido.

- Ela deve estar fora de si – Draco diz de maneira séria – seja o que fizeram com ela...

- Não – Harry murmura baixinho para apenas o loiro ouvir enquanto mantém a mão presa na forte mandíbula da garota– ela está bastante sã – se abaixando, ele fica na mesma altura da garota e com a mão livre acaricia o rosto da menina – tudo está bem Xionara, eu não te farei mal, você sabe que nunca te faria mal.

Dos olhos da menina começaram a cair lagrimas, e lentamente sua mandíbula foi soltando a mão de Harry.

- Se afaste de mim – ela murmurou.

- Mesmo que me morda eu não vou te deixar.

- Se afaste de mim – ela volta a se encolher no canto do aposento.

- Mesmo que se afaste – Harry ainda agachado se aproxima da amiga – eu não vou te deixar.

- DROGA SEU IMBECIL, SE AFASTE DE MIM!!!

- Não – próximo o suficiente Harry a prende em um forte abraço – mesmo que grite eu não vou te deixar, não quando você parece sofrer tanto.

- Se afaste... – murmura cansada.

- Não

- Se afaste – insiste apesar de não lutar mais contra aqueles braços que a envolvem

- Não.

- Por favor... para o seu bem... se afaste...

- Pelo seu bem – Harry beija a testa da atormentada menina – eu não vou me afastar.

E tudo o que restou dos brados furiosos foram tímidos murmúrios e doloridos gemidos.

- O que vai fazer com ela? – Draco perguntou olhando para toda aquela cena, escorado contra a porta aberta – você não tinha algo para fazer?

- Saia daqui – a menina murmurava – saia antes que eles cheguem...

Sabendo que seja lá quem fossem "eles" não seriam ninguém a quem agradasse sua presença ali, Harry resolveu acatar a ordem da menina.

Ele iria embora.

Mas não sozinho.

Por sua "carga" ser mais alta que ele, Harry se enrolou um pouco para ajeitá-la em suas costas, mas depois de acomodada, o moreno a carregou com bastante facilidade.

- O QUE ESTÁ FAZENDO? – assustada a menina nada mais pode fazer alem de abraçar firme os ombros de Harry.

- Você mesma disse – o moreno saiu do quarto vazio e tenta retomar sua antiga rota. – temos que sair daqui antes de "quem-sabe-lá-quem" chegue.

- Mas...

- Não vou te deixar para trás – o moreno diz sério – e espero que já vá se acostumando com a idéia, eu nunca deixaria nenhum amigo meu para trás.

Uma sensação de proteção e até um pouco de culpa preencheu o peito de Hooch. A menina aperta mais forte o rapaz que a carregava e descansando seu rosto na curva do pescoço do novato ela murmura:

- Não vai perguntar por que eu estava ali? – a menina diz com sua voz quase apagada.

Não ouve resposta.

- Não vai perguntar... – ela tosse despejando um pouco de sangue na roupa do moreno –não vai perguntar por que eu estou assim?

Harry apenas seguia em frente sem dizer nada

- Ou o porquê de fazerem isso comigo? – as mãos dela se fecham com cada vez mais força

Draco, ao lado de Harry, olhava com certa pena para a abalada menina

- Se eu mereci? Ou por que tenho que me livrar da maior parte de minhas roupas por elas ficarem impregnadas de sangue humano? – o silêncio de seu "carregador" era tão exasperante que com um berro ela tentou fazer com que suas questões fossem respondidas – ME DIGA! NÃO SE PERGUNTA POR QUE FAÇO TANTA QUESTÃO DE SORRIR NA FRENTE DE TODOS PARA NO FINAL DO DIA SENTIR ESSA ESTRANHA SENSAÇÃO NA GARGANTA COMO SE QUISESSE GRITAR?

Mas Harry, simplesmente seguia em frente, ignorando os lamentos as suas costas.

- Por que? – ela volta a descansar sua cabeça no ombro de Harry – por que simplesmente não pergunta?

Não era assim que deveria ser?

Não era assim que todos eram?

Sempre cobrando.

Sempre perguntando.

Sempre, sempre julgando.

- Por que me dizer as respostas, não vai te ajudar a afastar essa dor que te faz chorar nesse momento. – Harry vira levemente a cabeça na direção da menina e completa sério – Ao menos não se forem ditas para mim.

Ele não se importa?

Ele realmente não se importa com ela?

Ele simplesmente... não, não é isso.

Sim, ele se importa, se não, por que se daria ao trabalho de carregá-la?

Mas então, por que não a julga?

Por que, como todos, ele não a julga?

- Então para quem? – Xionara pergunta cansada – Para quem eu tenho que responder para que pare de doer... Para que pare de sangrar?

- Para si mesma Xionara – o moreno suspira – quando você puder responder sinceramente para si mesma essas perguntas, você conseguira se levantar, até lá, não se preocupe, eu carrego você.

"NÃO PROMEETA ISSO!!!" a mente da menina quase se partiu vociferando internamente essas palavras "não prometa algo... que eu possa querer que cumpra"

Por que era errado.

Ela não deveria ser carregada.

Era errado

Ela deveria poder sempre andar firmemente sobre as duas pernas

Era errado

Pois se ela não conseguir se sustentar sozinha... Quem sustentaria sua amada Siby?

Mas tanto tempo lutando sozinha finalmente pareceu cobrar seu preço.

Hooch nunca se sentiu tão cansada, e aquelas costas pareciam tão convidativas, tão seguras...

- Eu posso... – e menina se acomoda com esperança - posso mesmo me apoiar?

- Claro que sim.

- Você pode mesmo me sustentar?

- Sempre que for preciso.

Um silêncio construído sobre aquela recém descoberta confiança pairou entre eles.

- Mas e Siby? – ela murmura sua única, mas sempre presente preocupação – e se ela precisar de mim?

Harry pensou um pouco, e escolhendo as palavras certas tentou explicar uma conclusão que a muito havia chegado.

- Eu acho que é exatamente o contrario. - A menina não disse nada diante daquilo, mas era obvio que ficou confusa. – Acho que quem precisa da Siby, é você.

- Eu?

- Tanto trabalho duro, tanto sacrifício... No caminho que trilhou você perdeu muitas coisas, um lar, pais, amigos... Tudo para não largar a mão de Sibila. Apesar disso, sempre que te vejo você parece ter uma perfeita máscara de felicidade todos os dias. E os únicos momentos em que eu te vejo em que realmente sinto que é realmente feliz, é quando afaga os cabelos de Sibila, quando fala com ela, ou quando a beija de manhã. Siby pode ser pequena, ter uma maldição que a atormenta, e ser desprezada por quase todo mundo, mas nunca a vi demonstrando nada que realmente não sentisse, e isso para mim representa uma força que nem mesmo eu consigo ver em mim mesmo. Algo que sei que você mesma sente toda vez que consegue mantê-la por perto, por isso eu acho que mais do que ela de você, é você quem mais depende dela.

As lagrimas da menina parecia cascatas derramadas sobre os ombros de Harry.

Fragmentos de seu primeiro encontro com Sibila a sufocaram em meio ao pranto.

Aquelas mãos pequenas.

Aquele cabelo desgrenhado.

Aquele olhar perdido

"Ninguém vai tirá-la de mim" a menina ferida impôs interiormente.

À noite, quando iam dormir, ela contava o seu conto de ninar favorito onde em seus sonhos as suas almas eram escaladas para protagonizar aquela triste, mas romântica historia.

Uma profetiza mutilada

Um príncipe apaixonado

Um ódio que não supera o amor.

"Não quero e não deixarei que a tirem de mim."

Mas por fim, em dado momento, a arrancam de seus braços, no passado, sim, no passado, a arrancaram por um curto e tortuoso tempo...

Solidão.

Incompreensão.

Desespero

"Matarei quem tentar tirá-la de mim."

Até o dia que aquela tempestuosa e forte mulher a trouxe de volta

Amor...

Respeito...

Devoção...

"Por favor... minha pequena Cassandra, eu serei o seu príncipe, por isso... não se afaste de mim..."

Quando finalmente os gemidos e lamentos da menina cessaram o terceiro integrante daquele bizarro grupo voltou a se pronunciar.

- Ela dormiu? – Draco pergunta não apenas com curiosidade, mas com certa preocupação.

- Acho que sim, não tenho certeza – murmura Harry.

- Você talvez não – Draco, ao lado do moreno leva uma das mãos para dentro da cabeça de Hooch – Mas eu posso ter.

Diante de uma cena tão bizarra Harry quase deixa a menina cair em meio ao susto.

- O que diabos você esta fazendo?

- Calma Potty-pooh, é só um truque novo que eu aprendi, apenas segura ela direito.

Ainda não muito confortável com aquilo, Harry fez o que lhe foi pedido, mas sempre mantendo seus olhos no loiro xereteiro.

Após alguns segundos, Draco parecia ter estado em um breve transe, um nada agradável, pois seus olhos se arregalavam, e sua boca se movia sem emitir som algum, logo em seguida sua mão é violentamente expulsa por alguma força para fora da cabeça da menina.

O loiro balança a cabeça com espanto, pelo jeito a única mente que lhe permite acesso sem tempo limite era a de Harry, talvez por já ter certa familiaridade com o loiro.

Se bem que não era aquilo que afligia naquele momento o slytherin.

Ainda um pouco afobado pelo que viu, Draco é tirado de sua estupefação pela voz de Harry.

- E então? – o moreno pergunta apreensivo.

- Está... Está dormindo.

- Você está tão pálido – soou preocupado – o que você viu?

- Algo que não devia – engole em seco - o passado delas.

---FVQP---

Draco não contou nada do que viu para Harry.

Harry não perguntou a Draco o que ele viu.

Passados, como ambos bem sabem, são peças delicadas que só podem ser manejadas por aqueles a quem pertencem, pois senão, podem se desmanchar ou estraçalhar no mais simples toque

Ao invés disso o loiro preferiu simplesmente explicar no que consistia essa nova técnica que descobrira ter e logo em seguida ir embora para seu mundo de origem e assim garantir que de noite ele possa assistir o duelo de Harry do começo ao fim.

Já Harry carregava um dilema em suas costas.

Literalmente.

Pois teoricamente ele deveria estar nesse exato segundo em uma de suas aulas. Logo, se pusesse sequer um pé na enfermaria não apenas levaria uma senhora bronca daquela enfermeira irritante, como também dificilmente conseguiria outra chance de ir a tempo ao seu destino, pegar o que tinha que pegar e chegar a tempo do duelo.

Mas se não fosse à enfermaria, o que seria de Hooch?

Longe de bem vinda à resposta era mais que obvia. Teria que levar Hooch com ele aquele lugar. Apesar de não ser usada a varias séculos, aquele lugar tem um feitiço poderoso lançado pelo próprio fundador que matem a maior parte dela conservada, sem falar que lá tem um bastante completo armário de poções e ingredientes.

"Slytherins e poções" não pôde deixar de pensar " será que algum dia conseguirei deixar de associar as duas coisas?"

Indo o mais rápido e o mais discretamente possível, Harry cruza andares e corredores sempre com muito cuidado para não acordar sua "carga".

Mas por mais cuidadoso que fosse, o pior aconteceu.

Não, ele não havia sido parado por ninguém.

E não, ele não havia falhado em chegar a seu destino, pelo contrario, assim que chegou aonde queria algo muito pior aconteceu.

- O que você está fazendo no banheiro feminino? – uma voz grogue falou a suas costas. – engraçado, eu pensei que este banheiro estava interditado.

Xionara Hooch havia acabado de acordar.

---FVQP---

- Como, diabos, você descobriu um lugar como esse?

A hufflepuff olhava embasbacada ao redor, escorada em uma das tantas empoeiradas paredes da imponente câmara de um dos grandiosos fundadores do colégio.

A câmara de Slytherin.

- Sorte, eu acho – Harry resmunga enquanto deixava a saleta que havia acomodado sua amiga, carregando um estojo repleto de medicamentos

- Sorte, sei – Hooch diz com descrença enquanto se acomodava entre as mantas no chão.

Era algo admirável da parte da menina conseguir falar, horas atrás ela mal conseguia pronunciar uma silaba sequer quando, sem maiores explicações ou preocupações, seu amigo Chris falou algo na temível língua das serpentes e uma passagem se abriu na frente deles.

Sim, por segundos Xionara Hooch teve medo.

Naqueles tempos sombrios quem não se estremeceria diante de alguém com um dom tão sombrio?

Mas mesmo quando sua garganta se encheu de asco e seu corpo instintivamente se removeu incomodo, os braços que a seguravam não vacilaram nem por um segundo em mantê-la segura.

Aquilo a acalmou.

Aquilo a trouxe a razão.

"Sombrio ou não, aquele dom pertence a uma amigo" uma onda reconfortante de segurança inundou seu peito "Isso é tudo que preciso saber".

Em silencio ela se deixa carregar por aquele caminho desconhecido, pois sabia que aqueles braços não a levariam a nenhum lugar que lhe faria mal.

Juntos, naquela marcha silenciosa cruzaram um corredor úmido, empoeirado e assustadoramente sombrio.

Harry teve que pronunciar algo mais umas duas ou três vezes naquele estranho dialeto, o parsel, mas diferente de antes, a medida que o usava, o moreno não parecia mais tão ameaçador.

Com uma timidez atípica a sua pessoa, Hooch tentou puxar pequenas e amenos assuntos parra entreter a caminhada e Harry, como se estivesse nas mais normais das situações, participou da conversa como se nada daquilo estivesse acontecendo.

Depois de entrarem em uma enorme e antiga câmara, seu companheiro não pareceu muito ansioso em ficar em seu centro, como se temesse que algo saísse de algum lugar, Hooch percebeu que Chris olhava com bastante insistência para a boca de uma estatua gigantesca de Salazar Slytherin.

Sem demora, alegando que deveriam tratar dos ferimentos da companheira, o texugo levou a amiga para uma saleta secreta escondida atrás de um quadro. Lá ele a acomodou entre algumas mantas mofadas e tratou o máximo que poderia tratar de seus ferimentos.

A menina leva a mão a bandagem que carregava agora no peito, e sorrindo se lembrou do ar desesperado e estabanado que seu normalmente calmo amigo teve quando se deparou com o gigantesco ferimento que ela tinha.

"Tanto tempo... tanto tempo que não cuidam de mim... posso ficar mal acostumada"

Ela olha ao redor novamente, ainda surpresa por estar em um lugar tão magnífico.

"Tanto tempo que não confiam dessa forma em mim... tanto tempo"

---FVQP---

(Flash Back)

Harry, enquanto tratava de seus profundos ferimentos, havia explicado para ela de maneira bem superficial o que era aquele lugar, afinal, era preciso que a jovem entendesse a importância daquele lugar para compreender a necessidade de mantê-lo em segredo.

- Nossa, mas isso simplesmente é... – Hooch olha ao redor, para as paredes ornamentadas e os quadros daquela saleta – grandioso... Por que então me trouxe aqui? Digo, pelo que você me explicou a localização daqui é um dos maiores segredos desse castelo, por que se arriscou me trazendo aqui?

- Não podia te deixar sangrando em meio ao corredor – Harry dá entre ombros – e também não tinha tempo de te deixar na enfermaria. Entre te deixar morrer e confiar em você, preferi arriscar a segunda opção.

- E você confia em mim? – Ela segura a mão que fechava a atadura de seu peito e olha fundo nos olhos do amigo – mesmo depois do que viu ontem e hoje, confia MESMO em mim?

- Confio o suficiente para o momento – Harry revolve os cabelos de maneira nervosa com a mão livre – Não posso necessariamente te condenar por suas escolhas. Assim como você eu não tenho um passado do mais transparente. Também tenho segredos e fantasmas – Harry descansa a mão sobre as de Hooch. – tem coisas que não seria de minha conveniência revelar agora. Esse dom que mostrei um tempo atrás, o motivo de saber onde esta câmara estava escondida... Entre outras coisas.

- Todos temos segredos – Hooch sorri soltando a mão de Harry – "não posso pedir que revele os seus quando ainda não me sinto pronta para revelar os meus também." É isso que quer dizer.

- Quase

(fim do flash back)

---FVQP---

- Você ao menos poderia ter me deitado em alguns desses sofás – graceja a menina quando viu seu amigo voltar para a saleta – se eu achava as masmorras frias antes... aqui é praticamente um frigorífico

- Não exagera – Harry revira os olhos – e acredite, é melhor que você se sente no chão ao invés de um desses sofás.

- Por quê?

- Por que, querida Xionara, essa câmara é praticamente um ninho de cobras, elas se entocam em qualquer lugar, as chances de você se sentar em alguma "casa improvisada" não seriam pequenas.

- Acho que vou me arriscar apenas com o chão, obrigada – a menina diz um pouco pálida.

- Achei que compreenderia meu ponto de vista – sorri de lado o moreno enquanto se encaminha para um robusto armário de madeira no fundo do cômodo.

Apesar dos pesares, até que o clima entre eles não estava tão pesado quanto deveria.

Muita coisa estava acontecendo muito rápido entre eles, uma confiança que antes era dada por improvável estava sendo estabelecida sob "solo muito instável".

Harry foi obrigado a ver e aceitar uma face de Hooch que quase ninguém havia visto antes.

Hooch se deu conta de como aquele silencioso novato esconde coisas bem mais sombrias por trás daquele reconfortante sorriso.

Mas mesmo com essas pequenas imperfeições em suas superfícies, ambos não poderiam estar mais a vontade um com o outro.

As forças da convalescida garota, aos poucos retornavam graças as poções fortificantes e reconstituidoras de sangue que Harry a havia obrigado a tomar.

- Mas afinal, o que você tinha que fazer aqui? – ela finalmente pergunta enquanto se colocava de pé e caminhava na direção do amigo – o que era tão importante que não poderia ser deixado para outro dia?

- Hoje, daqui a algumas horas, eu enfrentarei Severus em um duelo - Ainda olhando para o armário Harry golpeia a madeira com frustração, aquela porcaria estava emperrada, e não poderia bater com toda sua força se não quisesse transformar aquele móvel em palitos de dentes. – e antes que isso aconteça, eu preferiria estar preparado.

- Droga, eu havia me esquecido completamente do duelo – golpeia a cabeça com a palma da mão, e do lado do amigo observa confusa ele em meio a sua frustrante missão – E o que você vai fazer?

- Lutar, o que mais poderia? - Harry pega um pedaço de metal solto que achou no chão e tenta usá-lo como alavanca para abrir as maciças portas.

- Isso eu sei, o que quero dizer, é como você vai lutar, sem...bem... sem...

- Magia? - Harry vira o rosto na direção da amiga e sorri com escárnio – por que às vezes os magos, apesar de todo o poder que tem, são as criaturas mais sem imaginação da face da terra?

- Hn?

- Em um duelo o que se usa para atacar ou defender? – Harry volta a se concentrar na porta de madeira emperrada

- Ora, o que mais? – diz como se fosse obvio – se usa magia.

- Péeee, errado – Harry ri – tenta de novo.

- Hn... varinhas?

- Quase, o que é uma varinha?

- Ora, você agora ta parecendo o Neville, uma varinha... – pensa um pouco – Uma varinha é um catalisador que concentra a magia do nosso corpo na sua...

- A varinha é uma arma – Harry a interrompe, e sorri quando ouve os primeiros "crec crecs" do armário que começava a ceder – uma arma que aproveita todo o potencial que puder do mago que a segura, assim são as armas em geral, elas transmitem a força de seus donos catalisando determinados potenciais. Agora, se eu vou para um duelo, qual deve ser meu primeiro pensamento?

- Como derrotar seu inimigo?

- Quase – com um último movimento o armário abre estrondosamente suas portas revelando um grandioso e secular arsenal – eu devo pensar: "com qual arma eu poderei derrotar meu inimigo"

------------------------------------------------FVQP--------------------------------------------------

Quando Hooch entrou no grande salão, não pode mais que prender a respiração, todos os habitantes de Hogwarts, entre alunos, professores e refugiados se encontravam em seu interior. Os quadros estavam abarrotados das mais diversas figuras que povoavam as molduras de todo o castelo e todo aquele cenário vibrante era fortemente iluminado pelas intensas chamas dos vários candelabros espalhados pela habitação.

Um verdadeiro espetáculo estava prestes a começar.

A menina sentiu seu coração bater mais rápido apenas em pensar na situação.

Lançando um discreto olhar para seu lado, ela tenta avaliar o estado de espírito de seu amigo diante disso tudo.

Impassivo.

O pequeno moreno diante de todo aquele estardalhaço estava com uma serena e fria expressão em sue rosto. Era como se não se importasse minimamente com tudo ao seu redor.

Ledo engano.

Harry estava apenas concentrado, sua mente se focava apenas em uma coisa.

Ou melhor, em uma pessoa.

A serpente – tão inexpressiva quanto ele – que se encontrava perto da arena de combate.

Sim, diga-se de passagem, que tal arena era a pura imagem do improviso, todos os assentos haviam sido retirados do recinto, e as seis mesas (quatro dos estudantes, uma dos professores e uma dos refugiados) foram unidas e alargadas, sendo lá aonde deveriam lutar.

Sem nem ao menos procurar com os olhos qualquer um de seus amigos, Harry caminha para onde estava a diretora e seu oponente. Um pouco antes de chegar até a mulher e a serpente pode visualizar de longe Draco acenando, deixando claro que chegara a tempo para o combate.

Mal sabia ele que da distancia em que estava, Draco não apenas havia vindo para vê-lo batalhar, mas que escondia dentro de sua capa o mapa do maroto, e que em poucos minutos iria finalmente identificar em meio a aquele mar de gente quem era a misteriosa figura, dona de um nome tão perturbador.

Hooch, por sua vez, se afastou do amigo indo para onde estavam Greyback, Luna, Neville e Sibila.

Chegando ao grupo de companheiros a "albina" não poderia ter tido recepção melhor. A pequenina Trelawney abraça a cintura da irmã e a encara questionadora enquanto murmura sua costumeira musiquinha mal-agorenta.

- Está tudo bem agora Siby – Hooch se inclina e a beijando levemente nos lábios sussurra – eu juro que agora está tudo bem.

A pequenina aceita as palavras da irmã, mas ainda assim não se desgruda dela, sabia que era a maior fonte de preocupações da mais velha, e reconforta-la era tudo o que poderia fazer por ela por hora.

Sentindo o calor de sua pequenina, Hooch não pode mais do que suspirar aliviada, não havia lugar no mundo que se sentisse mais forte do que entre aqueles braços.

- Hum... Sem querer atrapalhar a ceninha de amor... hum... fraternal ou seja lá o que isso for, não acham que deveríamos nos aproximar mais das mesas? – Greyback com todo o seu tato chama atenção das duas irmãs – sabe? Caso precisemos recolher um olho ou uma orelha dos nossos dois amigos que estão prestes a se matar.

Tentando não considerar seriamente o ultimo comentário, os adolescentes resolvem se aproximar da arena.

Não para resgatar as partes decepadas de seus amigos.

Mas simplesmente para assistir mais de perto o duelo que havia acabado de começar.

---FVQP---

As regras para aquele duelo, aos ouvidos de qualquer um, soariam bastante simples.

Aquele que tocasse o chão primeiro perdia.

Aquele que desistisse perdia.

Aquele que ferisse o oponente após ele declarasse derrota perdia.

Fora isso, tudo era permitido. Qualquer feitiço, arma ou movimento. Tudo era permitido. E mesmo que não fosse colocado em palavras era sub-entendido que até mesmo matar o adversário era permitido.

Tudo que levasse a vitória absoluta era permitido.

Poucas pessoas pareciam estar levando esse duelo muito a sério. Um aborto e um covarde duelando!? Bah... Quem levaria a sério?

Mas não importava, tanto Harry como Severus não tinham ouvidos para a multidão que brincava e soltava vez ou outra comentários mordazes, apesar de que, mesmo entre aquela massa descrente haviam alguns poucos focos de expectativa, alguns poucos que haviam presenciado ou sentido o poder daqueles dois contrincantes.

E para aqueles olhos aquele duelo daria o que falar.

Muitas vozes ecoavam no grande salão naquela noite, mas apenas uma mantinha os dois duelistas pendentes, a voz que por fim daria inicio ao tão esperado duelo.

- Duelistas – A diretora diz no chão, próxima as mesas – se cumprimentem.

Os dois adolescentes se curvam levemente sem por um segundo desviar os olhos de seu oponente.

- Em suas posições...

Severus aponta sua varinha em direção a Harry, enquanto o outro moreno simplesmente posiciona o corpo de maneira defensiva, ato que arranca uma gargalhada desdenhosa de mais de um naquele salão.

- Podem começar!!!

Mesmo diante de um inimigo aparentemente desarmado, Severus não mostrou nenhum receio em manter seu alvo sob a mira de sua varinha.

Na verdade sua reação foi toda ao contrario do que muitos esperavam.

-Furnunculus– o adolescente bradou segundos depois do inicio do duelo, e não se deteve em esperar que o primeiro feitiço atingisse o alvo, fez questão de lançar mais dois alterando o ângulo de sua varinha em cada um deles.

Sem nem por um momento tirar os olhos de seu adversário, ele assistiu como Hardnet fazia mão de sua já famosa agilidade e com um simples giro de quadril abaixando ligeiramente o ombro esquerdo ele consegue virar o suficiente para ver o primeiro raio colorido passar a centímetros de seu nariz, arrancando com aquele simples movimento uma onde de "ooooohs" da platéia.

Outra pessoa talvez tivesse sentido alivio ao ver um feitiço dessa intensidade passar tão próximo sem causar qualquer dano, mas Harry não tinha tempo naquele momento para sentir alivio.

O moreno ainda estava naquela posição estranha quando o segundo raio colorido estava quase o alcançando, e movido apenas por seus instintos ele salta mudando no ultimo instante a posição de seus ombros até conseguir estabilizar sua posição. De cabeça para baixo ele usa suas mãos para impulsionar novamente, desta vez em um salto mais curto, e aterrissa agachado na arena improvisada se salvando por pouco do terceiro raio.

Ainda com os músculos tensos da ultima acrobacia, Harry tenta se focar novamente na outra pessoa em combate. Mas mal ergue a cabeça ele sente uma forte joelhada no rosto o arremessando para trás.

Surpreso, com o maxilar doendo horrores e esparramado no chão, Harry só teve tempo de girar o corpo para longe de mais um feitiço que vinha em sua direção.

Erguendo os joelhos, o moreno aparentemente mais jovem ondula o quadril para baixo e com um forte impulso volta a ficar de pé com apenas um pulo. Girando, já de pé, ele escapa de mais uma maldição, e seguindo a rota desta última ele consegue reatar o contato visual com Snape.

E Merlin, como ele gostou do que viu.

Brilhando, no fundo daquelas determinadas ônix, estava a mesma determinação que um dia já inspirou vários aspirantes a duelistas nos corredores de Hogwarts de seu mundo.

Aqueles eram os olhos de um verdadeiro duelista.

Os olhos de alguém que com gosto faria questão de conseguir derrotar.

Em Hogwarts Severus Snape talvez fosse considerado muitas coisas, algumas vezes injustamente, outras nem tanto, mas algo que ninguém poderia dizer de Severus Snape, era que ele era um tolo.

Longe disso.

E com certeza não seria agora que começaria a ser.

Hardnet, apesar de aparentemente não poder usar magia, não era um adversário a se menosprezar. Já havia sido uma das muitas testemunhas da agilidade quase sobrenatural do estranho novato.

Logo, por sua vez, Hardnet poderia ser considerado varias coisas, menos indefeso.

Snape estava com a próxima maldição na ponta da língua, mas travou seu maxilar quando encarou fixamente as chamas que queimavam nas duas esmeraldas a sua frente.

Muitos foram aqueles que ergueram a varinha contra ele e se fosse sincero, na maioria dos casos preferiu ignorar os desafios ou simplesmente se esconder atrás de suas palavras ferina, responder as afrontas infantis de seus companheiros de colégio era algo, que na opinião de Snape, rebaixaria sua habilidade como duelista. Ele não era como o bufão de Potter e seus companheiros que aproveitavam cada momento de sua vida escolar para... Bem, o ponto é que aquela era uma situação diferente.

Não apenas por estar em meio a um duelo de honra,

Não apenas por que todo o colégio estava pendente de cada movimento seu.

Mas por aqueles olhos, o desafio e a reverencia que viu naquelas profundas contas verdes o fez desejar mostrar "o seu melhor".

Mostrar o quão longe conseguiria chegar.

Sem perceber os adversários passaram longos minutos se encarando. Após aquele acelerado começo de tirar o fôlego, aquele tenso silencio e a estaticidade de ambos os lados descolocou a todos, os mais experientes compreenderam logo o porquê da repentina trégua e explicavam para os mais novos que ambos os duelistas analisavam o próximo movimento que deveriam dar.

- Tão escorregadio quanto um rato – Snape quase podia sentir o veneno que escorri da seus lábios ao dizer essas palavras – aparentemente o chapéu não se enganou na hora de te selecionar, já que de fato você deve ter sangue de roedor.

"Vamos descer ao nível dos 'insultos' agora?" Harry riu interiormente "ora, dois podem jogar esse jogo"

- Ora Snape, nunca te disseram? Ratos são criaturas perigosas, que quando atiçadas podem morder, talvez não tão forte quanto um leão ou tão venenosamente quanto uma cobra, mas com certeza, dependendo do rato, sua mordida pode guardar uma surpresa nada agradável.

- Não se preocupe, pestes em geral podem ser facilmente erradicadas simplesmente com o extermínio do hospedeiro.

Talvez se Harry tivesse se virado na direção de Hooch a visse murmurar para Greyback algo como: "Eles vão duelar ou passar o resto da noite discutindo saneamento básico?"

Vendo que provocações verbais não funcionavam, dividindo um sorriso conspiratório ambos voltam a se mover.

Severus lançou a sorte uma maldição, e ao contrario do que esperava, o texugo não parecia disposto a desviar desta vez.

Com espanto vários olhos viam como Hardnet simplesmente parecia esperar que o raio colorido o atingisse.

E antes que o pior acontecesse, quando o feitiço estava a centímetros de Harry, o moreno coloca a mão dentro da gola de suas vestes pretas e sem titubear sacou algo que estalando no ar em meio a um alto ruído fez o feitiço que vinha em sua direção desviar e dar em cheio em uma das serpentes próximas a arena.

Após a defesa perfeita, um longo e negro chicote ondeou ameaçador formando um circulo ao redor de Harry.

Xionara, de sua posição na platéia, sorri.

- Então finalmente ele resolveu fazer mão de sua "arma secreta" - murmura.

---FVQP---

(Flash Back)

- Incrível – a menina mal sabia em qual arma tocar primeiro – isso,,, isso tem que ter mais de mil anos, como podem estar em tão bom estado?

- A maior parte das peças de arte entre outras coisas estão sob um feitiço de conservação – Harry diz isso como se fosse o mais obvio do mundo, enquanto vasculha o armário – ou como você acha que encontrei tantas poções sem validades vencidas?

- Nossa – Hooch segura uma maça quase tão grande quanto seu braço – e você pretende usar uma dessas belezinhas contra o Severus? – assobia de forma debochada – estou começando a sentir pen da nossa cobrinha ranzinza.

- Se tudo fosse tão simples – Harry continuava a procurar algo em especial em meio a todas aquelas brilhantes e perigosas armas.

- Como assim? – Hooch empunha uma espada qualquer e com dificuldade, devido ao peso, brinca como se estivesse enfrentando um adversário invisível – basta escolher uma e se aquecer.

- Não posso escolher qualquer uma, por que não sei manejar qualquer uma – responde com um pouco de irritação – não sou um espadachim, nem nada parecido.

Era verdade que ele tinha alguma familiaridade com aquelas armas, a maioria delas ele já utilizou em vaaaarias batalhas sangrentas, mas o motivo disso era por que a maioria delas eram armas mágicas, e esse tipo de arma, quando unidas com certo feitiço faz com que por um espaço de tempo quem a maneje absorver as habilidades de quem a melhor manejou antes.

Feitiço que, diga-se de passagem, ele não poderia executar no momento por motivos bem óbvios.

Não, a arma que ele tinha que escolher só poderia ser uma.

- Achei!

- Um chicote? – Xionara pergunta com certo desdém ao ver a arma que Harry havia pegado– e você sabe manejar isso.

- Consideravelmente bem – Harry sorri para si mesmo enquanto segurava a arma com certo carinho – tive um bom professor, mas mais importante que isso, esse chicote em especial é uma arma mágica, que diferente destas outras, eu posso utilizar as propriedades especiais.

- Propriedades especiais? – a menina agora olhava a peça com mais interesse – Quais?

- Primeiro esse chicote foi feito de um couro muito especial – Harry entrega o chicote para a amiga – couro de basilisco, e assim como a cobra de que foi retirada, a pele de basilisco repele a magia, qualquer uma.

- Incrível – ela segura a arma pela empunhadura ornamentada – Com isso Severus vai ter um bom trabalho em te acertar.

- E esse é só um pequeno detalhe – Os olhos de Harry se estreitam de forma travessa

(Fim do flash back)

---FVQP---

- Um chicote – murmurou Severus um pouco atordoado, mas não abalado o suficiente para deixar de atacar - Tarantallegra – lançou novamente apenas para ver mais um de seus feitiços sendo redirecionados pelo ágil chicote – e não é um chicote qualquer, é um chicote mágico.

"E eu ainda nem comecei, Snape" Harry pensa.

O chicote que Harry segurava não era feito apenas de pele de basilisco, mas também de alma.

A cobra aprisionada na arma, obedecendo a ordem de qualquer mestre com habilidades de Parselmouth, pode alterar o tamanho do chicote, ou realizar movimentos que normalmente são fisicamente impossíveis.

O único problema, era que sem magia, Harry só teria capacidade de utilizar cinco vezes as habilidades especiais do chicote sem causar danos para a alma da serpente aprisionada.

Cinco ordens.

Era tudo o que o moreno tinha, e cada ordem, apesar de não precisarem ser ditas em parsel, teriam que ser ditas em palavras sibiladas.

Harry nunca entendeu o porquê disso, sempre supôs que era apenas uma amostra do senso de humor de Salazar Slytherin.

"Humor de serpente, bah. Quem vai entender?"

- Essspiral – o moreno sussurra a primeira ordem

Com um movimento de pulso Harry fez o chicote formar vários círculos ao seu redor enquanto ele crescia mais e mais em uma grande espiral.

- Acho que você não vai se importar se eu dificultar um pouquinho mais as coisas para você – Harry pisca para seu adversário – não é Severus?

Severus volta a tentar a atacar Harry com maldição atrás de maldição, mas toda vez que os raios coloridos se aproximavam, o chicote se movia sozinho e subindo agilmente fez cada ataque rebotar para outra direção.

Uma espiral viva, era aquilo que fazia a ordem: "Essspiral", uma defesa de todos os ângulo.

Severus trinca os dentes com raiva, e lança duas maldições uma quase em cima da outra, apesar da primeira ter sido prontamente defendida, o chicote não era ágil o suficiente para deter a outra, e Harry teve que se esquivar por conta própria.

- Talvez você deveria reconsiderar a idéia de "correr e saltar", Hardnet. Por mais que esse chicote te proteja de uma ou duas de minhas maldições – o aparentemente mais velho sorri com maldade – duvido que te proteja de uma seção mais longa

Surpreendendo a muitos presentes, Severus recita vários feitiços nada adoráveis um atrás do outro na direção de Harry, algo não muito usual, pois realizar cada movimento de pulso e recitar cada feitiço exigia muita concentração do mago, sem falar da magia do mesmo. E se qualquer detalhe for efetuado errado, só Merlin saber que conseqüências aquilo poderia acarretar, tanto para o alvo, como para o mago que as lançou.

Mas todas foram perfeitas, cada uma foi rápida e precisamente recitada, sem falar da mão que segurava a varinha realizando movimentos febris ao mesmo tempo que graciosos.

Era o ataque perfeito!!!

E para combater o ataque perfeito...

... Precisasse de uma defesa perfeita

Antes mesmo da primeira maldição se aproximar, o moreno simplesmente sorri de lado e murmura para o chicote seu segundo comando,

- Sssssciclone.

Novamente, como se criasse vida, a arma se move sozinha rodopiando velozmente ao redor de seu mestre, em uma velocidade tão alta que chega a revolver os cabelos de alguns poucos espectadores, sem falar que levantou algumas vestes.

Cobrindo todos os possíveis pontos abertos, os feitiços lançados foram desviados um a um atingindo paredes, candelabros, quadros e um ou outro espectador desprevenido que não conseguiu se desviar da "bala perdida".

- Detenhassse – o moreno sussurra o terceiro comendo.

Harry franze a testa com certo desgosto, já havia gastado três dos cinco comandos, e o duelo não parecia próximo de terminar, talvez tivesse sacado sua única carta na manga muito cedo.

Severus não estava lá muito feliz com o andar da carruagem também, apesar de tentar dissimular, estava ligeiramente esgotado, o ultimo ataque consumiu muito de sua magia.

"Atacá-lo diretamente aparentemente é inútil". Pensou com calma. "aquele chicote tem mais de uma propriedade especial e se eu perder meu tempo as testando minha magia se esgota e Hardnet não vai nem ao menos suar". Estava parcialmente encurralado. "Tenho que pensar, e rápido, em uma nova forma de atacá-lo".

Foi presos em suas maquinações que a serpente não viu a primeira ofensiva de seu oponente vir.

Aproveitando a visível distração de Snape, Harry brandiu seu chicote na direção da mão de Severus que segurava a varinha.

- Ugh – Severus não reprime um gemido de dor e mesmo que por ato reflexo sua mão direita havia soltado sua arma, seus instintos foram mais rápidos e sua mão esquerda voltou a segura-la antes mesmo que tocasse o chão.

A segunda investida do chicote não esperou muito para vir e agora na direção de seu corpo. Mais desperto, dessa vez ele pode se prevenir. Com a mão machucada, agachado no chão, ele empurra o corpo para trás e dobrando o tronco para trás, quase deitando o corpo sobre as pernas ele vê de muito perto a grossa tira de couro passar a centímetro de seu rosto.

Se erguendo rápido ele joga a varinha de uma mão para a outra. Por ser destro não seria inteligente tentar lançar qualquer feitiço com a mão esquerda.

Tudo o que se seguiu então foi muito rápido.

Quando já se encontravas de pé, Severus ao olhar na direção em que antes estava Hardnet não viu ninguém e antes que pudesse se virar foi com uma dor alucinante que sentiu algo se enroscar asperamente em seu pescoço.

Ele estava nas suas costas.

Sentindo que seu captor o puxava para trás, suas costas grudam contra Chris. Antes que pudesse movimentar a sua varinha ele sente seu pulso ser preso pelo forte agarre da mão do mais baixo e tem seu braço dolorosamente dobrado para trás pelo meio licantropo.

Com a outra mão ele tenta golpear ao novato, mas na posição em que estava não conseguia fazer quase nada, ao menos nada que realmente ferisse alguém com a vitalidade de Harry.

Apesar da visível diferença de alturas Severus sentiu um arrepio quando ouviu uma voz ser sussurrada em seu ouvido:

- Rendasse – a pressão em seu pescoço aumentava a cada segundo

- Acho pouco provável que isso aconteça, Hardnet cof cof – a respiração se tornava cada vez mais difícil.

- Oh, pensei que poderíamos fazer da forma mais fácil – o tom de quintanista era tão malicioso como o de qualquer serpente – vejo que teremos então que aguardar mais alguns segundinhos nessa posição – a pressão do chicote se incrementou – até que você fique sem ar e desmaie. Claro, sempre há a possibilidade de seu pescoço quebrar antes, mas para que sermos fatalistas?

Sim, o pescoço de Severus tinha grandes chances de quebrar, e ambos sabiam disso, mas nem por isso Snape protestou contra a natureza perigosa daquele ataque ou Hardnet diminuiu a pressão na arma.

Um sem ver o outro dividiam um sorriso de cumplicidade.

Quem cederia primeiro?

Sentindo-se cada vez mais tonto, Severus começa a sentir as pálpebras pesadas, sabendo que se demorasse mais seria o seu fim, ele move com desespero a sua mão rendida pelo meio licantropo.

- Desista – Hardnet quase riu – movimentos para qualquer feitiço envolve mais do que apenas o pulso.

- Magia? – Severus se ainda tivesse fôlego de certo teria rido – Uma varinha, quando se quer, pode ser usada para muitas coisas alem da magia. – quando sua mão conseguiu ficar na posição que queria Severus joga todo o peso de seu corpo para trás.

- O que voc... uuugh – uma dor aguda fez todo o corpo de Harry estremecer, e como ato reflexo a forte pressão que colocava no chicote cedeu, e caindo de joelhos leva uma das mãos na ferida recém feita em seu abdômen.

Vendo o sangue jorrar de seu corpo ele olha para cima e vê um bambo Snape desenrolando o chicote de seu pescoço, tossindo compulsivamente e segurando uma varinha ensangüentada.

"Ele me apunhalou com a própria varinha" pensou com os olhos arregalados.

Por sorte o ferimento não havia se entendido para nenhum órgão, mas o que não o tornava menos perigoso, pois o sangue ainda saia de seu corpo.

"Se eu não acabar com isso logo, eu que vou começara a ficar zonzo".

Brandindo seu chicote novamente na direção de Snape, desta vez o moreno mais alto foi também mais rápido, e erguendo o braço direito detém o chicote deixando-se prender novamente por ele.

Interligados por aquela faixa negra de couro ambos conectam olhares.

- Ora, que conveniente – Chris diz com sarcasmo – quer dizer que ao invés da cabeça, você prefere perder uma mão? – ele puxa com força o chicote tornando a situação cada vez mais dolorida para Severus – sinceramente, na minha posição, isso não faz muita diferença.

- Então deveria pensar de novo. – Severus diz mortalmente sério. E erguendo a varinha que segurava na outra mão ele recita – Sectumsempra.

"Esperto" Harry sorri de lado ao entender o plano "ele se deixou prender pelo chicote para retê-lo e assim eu não pudesse usá-lo para me defender"

Pulando para o lado, ainda se mantendo interligado por Severus, o texugo também percebeu que seus movimentos também foram obrigados a ser mais contidos, isso se não queria largar o chicote.

"Ora" pensa com malicia "mas quem disse que para que eu possa voltar a me mover a vontade necessariamente eu tenho que largar o chicote?".

Apertando com mais força, Harry ouve Severus grunhindo na outra extensão da arma. A manga das vestes protegia o braço do slytherin e por isso talvez ainda não sangrasse, mas em poucos minutos não importa o quão grosso fosse o tecido, sabia que o ferimento que viria não seria brincadeira.

Vendo que seu braço seria triturado se continuasse assim, Severus aponta a varinha para o próprio braço e diz

- Expelliarmus

O corpo da própria serpente foi lançado para trás graças ao feitiço, mas em compensação o chicote desfez o seu agarre, como se a arma em si pertencesse a ele.

Próximo a borda da arena Severus teve que girar rápido para escapar da potente chicotada que foi lançada em sua direção. Em pé Severus logo ergue o mais potente Protego que pode, mas cada golpe do chicote, apesar de não chegar a atingi-lo, desfazia o encantamento graças as propriedades mágicas daquele estranho chicote. Vendo que levantar Protego atrás de Protego apenas iria esgotá-lo o moreno aparentemente mais velho começo a lançar pequenos feitiços quaisquer contra os ataques que da arma, pois tinham quase o mesmo efeito.

- Esperto – Harry diz desta vez em voz alta entre risos enquanto brandia seu chicote golpe atrás de golpe.

- Isso, Confundus era. Conjunctivitus obvio – a resposta do outro era intercalada pelos feitiços mixurucas que lançava.

Novamente presos em um impasse, Severus sabia que se deixasse isso continuar esse duelo seria decidido pela resistência, e disputar resistência com alguém que tinha sangue licano nas veias era burrice.

E acredite, Severus Snape estava longe de ser alguém burro.

Tirando Harry de sua mira, Severus aponta sua varinha para o lado e recita um novo feitiço, repetindo o mesmo para o lado oposto do salão, mas aquela foi a brecha perfeita para o chicote de Harry acertar com tudo o peito da serpente o fazendo se ajoelhar.

- Já se dando por vencido Severus? – Harry lança mais uma vez seu chicote no adolescente caído – pensei que duraria mais.

- Ora, e quem sou eu para decepcioná-lo?

A chicotada foi forte o suficiente para quase fazer Severus perder os sentidos.

Quase.

Esparramado no chão, o dono dos olhos negros observou o desenrolar de seu mais recente plano.

Harry não havia esperado aquilo, quando estava prestes a dar o ultimo golpe necessário para empurrar Severus para fora da arena, um projétil quente o atingiu no pescoço.

Tirando os olhos de Severus, mal teve tampo para recolher o chicote e se proteger de todos os outro projeteis que se lançavam em sua direção. Procurando a fonte daquele estranho ataque, o moreno mal pode acreditar no que viu.

Em dois pontos opostos do grande salão, Severus havia dado vida a dois candelabros que lançavam pequenos e incandescentes pedaços de cera.

"Mas isso é mais doloroso que simples cera quente"

Enquanto movia seu chicote o mais rápido que podia para se defender daquele estranho ataque, Harry olha para uma das pequenas "balas" caída próxima ao seu pé, inconfundivelmente aquilo era apenas cera, mas por que doía como se fosse feitar de algo mais?

"Isso é..." sentindo uma fraqueza bastante conhecida Harry começava a entender "prata!!!".

Olhando mais uma vez para os candelabros ele notou o porquê daquilo o afetar tanto. Os candelabros eram feitos de prata e parte do metal se misturou com a cera.

"Desgraçado" Harry sente cada vez mais tontura "Ele soube se aproveitar direitinho da minha..."

- EXPELIARMUS!!!

Pego de surpresa, distraído com seus próprios pensamentos, Harry não percebeu que havia aberto uma brecha em sua defesa, e lançado para trás e ele perde seu chicote.

Estirado no chão, fraco graças a prata, só pode sentir a proximidade de seu adversário quando Severus pisa em sua mão.

- Arrgh – geme.

- Acho que é a minha vez de perguntar – Severus se abaixa e aponta a varinha na garganta de Harry – vai se render?

Aquilo definitivamente era desesperador, mas mesmo assim o moreno mantém sua mente fria.

- Então acho que essa deveria ser a minha vez de responder – sorri de lado apesar de sua expressão sofrida – NEM FODENDO!!!

Mais recuperado, já que o ataque dos projeteis de prata haviam cessado, com um movimento rápido de pernas Harry dá uma rasteira em Severus, mas diferente do esperado, ele não se levantou, ele aproveitou que estava na brecha entre uma mesa e outra e usando sua força desumana afasta os dois moveis e se deixa cair entre eles.

Uma exclamação de decepção foi dividida por todos.

O aborto havia escolhido ele mesmo se jogar para fora da arena?

Severus, que não era tão inocente se levanta e vai para a beirada que Harry havia criado no meio da arena e não havia nem rastro do moreno no solo. A serpente olha para a diretora que diz:

- As regras são claras – a mulher dá entre ombros – perde aquele que desistir ou tocar no chão.

E definitivamente Christopher Hardnet não havia tocado o chão.

Com a varinha apontada para a mesa de baixo de seus pés, Severus era ciente que o outro moreno estava se escondendo se apoiando nas pernas e nas vigas do móvel, mas aonde?

Antes que tivesse a chance de conferir, Harry foi mais rápido, e logo atrás do slytherin ele impulsiona novamente seu corpo para cima e com um só impulso ele chuta Severus para longe e cai de pé.

- Severus, Severus – corre para a serpente caída e chuta antes que ele se levantasse- você quer mesmo transformar isso numa luta corpo a corpo?

Snape tenta se recompor, mas um novo golpe vem, e outro e outro, percebendo que não teria brecha para se concentrar em qualquer feitiço complexo, ele suporta o golpe seguinte e lança um simples Bombarda.

Mas Harry desvia pulando um pouco para trás.

- Isso era para mim? – pergunta com deboche.

- Não – Snape responde no mesmo tom – por isso mesmo que irá funcionar.

Crec... crec... POOOW

Devido ao rombo que Snape lançou na quina da mesa, o peso dos dois duelistas faz o móvel ceder e perdendo duas de suas pernas, a mesa se torna um longa rampa.

Sem apoio, Harry é forçado a pular para a mesa mais próxima, mas mal ele pisa no móvel esse também se espatifa na área das pernas próximas a explosão provocada por Severus. Ele tenta mais uma vez pular, mas agora tanto na frente quanto atrás havia duas rampas íngremes.

Sem escolha ele joga todo seu corpo para frente na direção da parte mais alta da primeira mesa que rachou, uma posição muito próxima a Severus, mas assim que conseguiu se agarrar a borda a pressão faz as pernas sobrevivente fraquejarem e também se partir.

Em meio a queda Harry pode ver Severus movendo o pulso para o próximo feitiço e antes que esse o atingisse ele desvia, mas sabia que não teria a mesma sorte se se mantivesse naquela posição e tão indefeso.

Próximo ao chão, o moreno teve que se contorcer mais duas ou três vezes para escapara dos ataques da serpente quando vê seu chicote próximo as pernas de madeira recém quebradas, mais rápido do que pode, utilizando o pedaço do móvel quebrado, ele puxa a arma para perto e com cuidado para não tocar no chão o pega novamente.

Severus se prepara para uma nova maldição, mas Harry é mais rápido, e com um único movimento de seu chicote volta a utilizar suas habilidades especiais.

- Compressssão – o chicote envolve as duas pernas de mesa a sua frente e sem grande esforço as destrói, fazendo dessa vez Severus lutar para manter o equilíbrio.

Prestes a cair em cima de Harry, Severus sabia que se o outro moreno o pegasse, não duraria dois segundos em uma luta corpo a corpo. Apontando a varinha para o adversário, Severus arrisca tudo em uma manobra arriscada.

-leviacorpus.

Harry, pego de surpresa não consegue desviar do feitiço, e levitando de cabeça para baixo em direção de Severus que caia e graças a posição estranha não pode se prevenir do soco que Severus que o empurrou para fora da mesa.

Em um movimento, no mínimo desesperado, Harry brande seu chicote as cegas e lança sua ultima ordem:

- Cresssça

Com uma sorte que apenas ele tem, o chicote não apenas cresceu, mas se prendeu a um candelabro em uma parede bastante distante.

Tendo um apoio, Harry consegue escapar a centímetros do chão e com um bom impulso, corre em alta velocidade pelas paredes, graças ao chicote que não deixava de crescer e diminuir de acordo com a necessidade de seu mestre e sua agilidade nata.

Severus tentava acertar Harry, mas o moreno não deixava de correr, para assim não apenas escapar dos feitiços, mas também se manter nas paredes.

Mas aquilo não podia durara para sempre, uma hora ele teve que ceder, e se balançando no chicote volta a descer, e pegando Severus em um ponto cego, ele desfere um chute as costas do slytherin.

Apesar de conseguir acertar a serpente e a empurrar quase para fora da arena destruída, Severus, usando toda a frieza que aqueles segundos tensos lhe permitiam, consegue segurar o chicote de Harry. Machucando as mãos com as escamas ele geme, mas ainda assim puxa o outro moreno para o acompanhar em sua queda. Pego de surpresa, Harry tropeça e cai junto com Severus, os corpos rolam um pouco no ar, e agarrados caem juntos ainda um encima da mesa sem pernas.

Abraçados, um olha com os olhos arregalados para o outro. Respirando pesadamente, nunca um esteve tão perto do outro.

"Por que não quero que se afaste? Por que não quero que se afaste?" Severus abria e fechava a boca desconcertado.

"Não é ruim... estou abraçado com Severus e não me sinto estranho... a única pessoa que deixei me abraçar assim foi Draco, então por que não me sinto incomodo?" Harry também tinha a mente um pouco longe da batalha.

- Acho... Acho que deveríamos por um fim a isso – Severus murmura.

- Talvez não – Harry responde no mesmo volume e acena com a cabeça para cima.

Deitado, ainda enroscado contra Harry, Severus ergue o rosto e vê que uma das mãos de Harry estava erguida, e um dedos desta mesma mão tocava o chão.

- Parece que você ganhou –Harry sorri de forma marota enquanto se desfazia dos braços de Severus e se levantava.

Sentado no móvel quebrado, vendo como Harry se aproximava da diretora e de Potter, Severus sente um vazio entre seus braços e um incomodo atrás da nuca.

"Será mesmo?" a ausência do outro corpo em seus braços fez Severus se perguntar "Será mesmo que eu ganhei? Então por que eu não sinto isso?"

--FVQP—

- Vejo agora um grave problema de planejamento – A diretora suspira enquanto todos ao seu redor esperavam ansiosos seu veredicto. – Não deveria ter usado as mesas de refeição para o duelo, alem de anti-higiênico vocês detonaram com metade delas.

- Oh, desculpe se quebramos algumas mesas. – Harry responde com sarcasmo – Longe de mim querer destruir propriedade da escola enquanto tento proteger a minha vida.

- Sei que não fez por mal – a mulher responde no mesmo tom – apenas que não se repita. – lança um olhar preocupado para o ferimento no abdômen de Harry – talvez devesse dar uma passadinha em nossa enfermaria.

- Talvez – resmunga o moreno, apesar de não estar nem um pouco afim de aturar aquela enfermeira com complexo de chaminé.

Assim que Severus se une a eles, a diretora retoma seu ar imponente e com um leve mover de braços cala a todos no grande salão. Com ar neutro ela se vira para James:

- O seu campeão venceu o duelo – McGonagall dizia de forma solene – Esse duelo foi o suficiente para lavar a honra da casa dos Potters?

James não disse nada, apenas acenou positivamente com a cabeça. Lançando um olhar acanhado para Harry, o representante da família Potter apenas se resigna a se retirar seguido por seus amigos.

De longe, Harry pode distinguir Lucius Malfoy, tendo seu lado seu inseparável escudeiro Regulus Black. E ambos, Harry e Lucius, trocaram um breve, mas significativo, inclinar de cabeça.

Aqueles olhos acinzentados... frios e debochados.

"Foi ele, agora eu sei que foi ele" Harry confirmava em sua mente "não vou negar que no começo a palavra vingança rondou minha cabeça, mas acho que deixarei para lá. Apesar dos ferimentos, esse duelo até que foi divertido, e não trouxe nada de mal" seus olhos caem em algumas poucas serpentes que cumprimentavam Severus por sua difícil vitoria e sorri diante da cena "acho que aconteceu exatamente o contrario. Mas se por acaso Malfoy voltar a aprontar e isso novamente envolver os meus amigos... Não haverá céus e terras que poderão escondê-lo de minha vingança."

O novato por fim sentiu que podia respirar aliviado, apesar de Severus estar estranhamente quieto.

Ao seu redor todos ainda pareciam abalados pela recente demonstração de habilidade de ambos os duelistas. Saindo de seu estupor, alguns poucos cumprimentaram com respeito a ambos e Harry teve a impressão de um ou outro até mesmo deu tapinhas em suas costas.

- Isso foi demais – Xionara se aproximava com os outros dos dois amigos feridos – eu mal consegui respirar durante a luta. Eu não sabia que você era tão bom Severus.

Mesmo diante do entusiasmo da amiga Severus não pareceu muito propenso a falar.

- Os dois se saíram muito bem – Neville concorda, mas não pode deixar de lançar um olhar preocupado para a ferida aberta no abdômen do amigo texugo – mas não acham que deveriam ir para a enfermaria?

"Será que todo mundo tirou o dia para me arrastar para o covil daquela chaminé ambulante?"

- Aaah Neville – Harry faz carinha de cachorrinho abandonado – não é para tanto, pode deixar que eu dou um jeitin...

- Você acabou de ser perfurado por um objeto pontiagudo de madeira – Luna estava pertubadoramente próxima ao ferimento de Harry – não sei se com apenas um "jeitinho" você conseguirá ficar bem.

- Não se preocupe, eu tenho umas... hm... poções guardadas e eu posso dar um jeito nisso aqui em dois tempos.

- Sei não, um dia essa sua fobia de enfermarias ainda lhe vai custar a vida – Hooch da entre ombros – mas fazer o que? O funeral é seu.

- Deixa de ser rabugenta – Fenrir dá uma cotovelada na garota- você só está assim por que perdeu a aposta.

- Aposta? – Harry pergunta já temendo a resposta – que aposta?

- Nada – ambos os "albinos" responderam em coro.

- Xionara e Fenrir – Harry usa uma voz ultra-tumba que faria até mesmo Siby sentir inveja – não me obriguem a ter que voltar a utilizar esse chicote em um amigo meu.

- Hn... Acontece que eu e Fenrir... apenas para nos divertir... sem maldade nenhuma...

- Vocês...

- Bem, nos fizemos uma aposta em quem ganharia.

- E eu ganheeei – Fenrir parecia quase dançar de felicidade.

- Você apostou contra seu próprio namorado? – Neville olhava o licantropo com descrença.

- Nada pessoal, benzinho – Greyback lança um beijinho no ar para o "namorado" – não se deve misturar negócios com amor. E depois de seis anos dividindo classes com o CDF do Severus, é quase impossível não saber que eles tinha um bom punhado de chance de...

- Certo, certo, fidelidades a parte – Harry não estava certo se queria ouvir o resto da linha de raciocínio de Fenrir – o que exatamente vocês apostaram.

- Logo você iram saber – lançando um olhar malicioso para a garota o lobisomem solta um alta gargalhada enquanto ela negava com a cabeça, completamente pálida.

O grupo já estava se virando para deixar o refeitório, e Harry sente que lhe seguram o ombro.

Mais uma vez Severus o detinha.

- Mais uma vez – disse baixinho.

- Como? – Harry olha preocupado para a serpente.

- Mais uma vez... Lutemos mais uma vez – Severus encara Harry com determinação – você também não deve estar totalmente feliz com um resultado desse, lutemos mais uma vez.

- Perder para você não me parece algo tão ruim - Harry tenta dizer de forma descontraída, mas detém a língua quando sente a força da mão que segurava seu ombro aumentar e perceber a seriedade nos olhos do moreno – concordo que talvez a palavra sorte esteja muito presente nesse resultado, mas sorte é algo que eu aprendi a duras penas que também faz parte de um duelo, desta vez eu perdi e sei muito bem aceitar isso – tirando seu ombro da mão que o segurava, o moreno se vira e estende a mão na direção do amigo, que titubeante a aceita – mas isso não quer dizer que não podemos voltar a duelar, podemos duelar o dia e a hora que você quiser – sorri daquela forma que sem saber fazia bater mais forte o coração de Snape – afinal nos somos amigo, não?

O que foi aquilo?

O que REALMENTE foi aquilo?

Por acaso os joelhos do sempre frio Severus Snape acabaram de fraquejar?

De alguma forma a palavra "amigo" não lhe agradava muito, mas mesmo assim a promessa de sempre lhe ser disponível o fez sentir um burburinho no peito.

Apesar de todo aquele abalo em sua estrutura, Snape apenas torceu os lábios em um sorriso cínico, e acenou afirmativamente com a cabeça.

- Compreendo – respondeu – também estarei disponível no dia em que você quiser.

Queria um novo duelo.

Queria uma nova chance.

Uma nova chance para se provar diante de um rival tão forte.

Uma nova chance para ver até que ponto poderia chegar sobre pressão.

E acima de tudo...

Sim...

Uma nova chance de estar sob aqueles olhos febris, e ter a certeza que nada e nem ninguém estava na mente daquele misterioso novato.

Severus se surpreendeu diante da própria possessividade por alguém com quem conversava a menos de uma semana. Graças a isso, não reagiu por alguns segundos quando Harry bate em seu ombro em sinal de camaradagem e indicar que seguisse o resto do grupo que voltava a se retirar do grande salão.

- Vamos?

- Vamos – responde o acompanhando para o meio dos outros.

"Comovente" Draco pensa com desdém ao presenciar aquela cena.

Sua vontade era acompanhar Harry até ter certeza que cuidaria de todos os seus ferimentos, mas no momento, graças a algumas descobertas recentes, ele tinha outra coisa para conferir antes que seu tempo diário naquele mundo acabasse.

Por entre os amigos de Harry o loiro se infiltrou e disse.

- Bela luta, mas espero que assim que saia daqui vá cuidar de uma vez desses ferimentos, ou se prepare para sentir toda a agonia e tormento que um ser incorpóreo pode causar.

Após de receber um quase imperceptível assentimento de cabeça como resposta, o loiro observava como Harry se afastava rodeado de seus amigos, todos festejando o recente duelo.

Dor.

Era inegável, aquela cena fazia seu coração encolher diante de uma pequenina dor que crescia dia a dia naquela desastrosa semana.

Ele estava se adaptando. A cada novo amigo, a cada novo desafio seus laços com esse mundo se estreitavam. A maior prova disso era as transformações que o próprio loiro passava: já conseguia sentir cheiros; ao passar através das coisas conseguia sentir suas temperaturas; conseguia mover coisas com o pensamento se elas não estivessem muito distantes ou fossem muito pesadas; conseguia sentir o calor e o frio do tempo, sem falar desse lance de ler as ondas cerebrais das pessoas.

Tudo estava acontecendo muito rápido.

Logo ele iria criar um corpo físico nesse mundo e então...

- Não quero – murmurou – não ainda... – seus olhos nem por um segundo se distanciaram das costas de Harry que se afastava entre seus amigos – Harry, por favor, não ainda...

- Pirralhos inconseqüentes – uma voz feminina diz ao seu lado. – como têm a petulância de fazer um duelo desse nível e nem ao menos passar na enfermaria para conferir se não ficaram seqüelas?

Assustado, Draco se vira e finalmente nota a figura que havia identificado em meio ao duelo. A pessoa que correspondia ao nome que não deveria existir nem nesse castelo nem mesmo nessa linha temporal.

Mas alguma coisa deveria estar errada, não?

Aquela enfermeira tinha um outro nome.

"Se não me engano ela se chamava ... Merlin!!! Que burro eu sou !!!" pensa Draco ao se lembrar do nome que a diretora McGonagall havia dado ao apresentar Harry a estranha enfermeira.

Raven Hargreaves

"Como não percebi antes? Ela mesma deixou uma dica de quem era com esse nome falso."

Soltando mais uma espessa baforada de cigarro, a enfermeira sorri mordaz a cada aluno que passa ao seu lado tossindo.

- Cof cof – Draco por estar ao seu lado também tosse, mais pelo cheiro irritante do que pela fumaça que não poderia alcançar seu pulmões – como pode alguém que se diz uma enfermeira fumar em lugares fechados próxima aos alunos que deveria cuidar? – a encara irritado – até onde eu sei, mesmo fumantes passivos podem criar câncer.

Sabendo que em questão de segundos seria puxado novamente para seu mundo pelo tempo que se esgotava o loiro não esperava pelas palavras que ouviu em seguida.

- Apesar de ainda ter um cheiro incomodo, neste universo foi desenvolvido no mundo mágico um cigarro em que a fumaça não é prejudicial a saúde dos outros – a mulher vira seu rosto levemente de lado e encarando Draco diretamente em seu olhos ela conclui com seu eterno ar sarcástico – fora que tanto eu quanto você sabemos que na medmagia atual já foi desenvolvido um feitiço que elimina o câncer de fumantes passivos. – pisca e conclui de forma maldosa – apesar de que eu não sei se aceitaria de bom grado que transferissem as células doentes da vitima para o meu corpo.

Branco como uma folha de papel Draco apenas conseguiu balbuciar.

- Mas como diabos voc... – e desapareceu.

- Ora ora – a mulher diz risonha – pelo visto seu tempo nesse mundo acabou por hoje. Parece que só poderei começa a brincar com você amanhã loirinho.

E apagando o cigarro na sola de sua bota e fazendo desaparecer os restos de bituca, a bela mulher caminha calmamente em direção a sua enfermaria.

FVQP

Afastados dos outros estudantes de sua casa, Albus e Dolores caminhavam em um ritmo mais lento devido ao estado lamentável em que se encontrava a garota.

- Por favor Albus... – a menina murmura enquanto se encaminhavam para a sala comum das águias.

- Um pouco mais. – pede o rapaz com falso pesar

- Mas ele perdeu, ele...

- Se provou um adversário curioso – Dumbledore sorri para si mesmo – Existe um estranho potencial nesse novato, algo que poucos conseguem ver, mas os que conseguem... ficam fascinados. Por favor agüente apenas até amanhã.

- Amanhã – ela diz esganiçada – o que vai acontecer amanhã?

-Eu já disse, não me faça me repetir – o rapaz sorri de lado enquanto ambos param diante da abertura de sua casa – amanhã eu começarei a me mover.

Dentro das paredes reconfortantes de Ravenclaw a menina se recolhe ao seu dormitório para tentar sufocar a dor que sentia em meio a inconsciência. Já Dumbledore se permite demorar um pouco mais na sala comum, ignorando as insistentes tentativas de chamar sua atenção por parte de seus colegas de casa.

Tinha coisas mais importantes em que pensar.

"Lucius, Lucius, Lucius... Sempre achei que ele era uma das serpentes mais ardilosas que já pisaram nesse castelo, mas infelizmente, como a maioria dos slytherins, peca muito quanto a área imaginativa de seus planos. Antes de atacar uma presa se deve focar primeiro em seu ponto fraco mais vulnerável."

Um sorriso tenebroso se desenhou em seu rosto quando em sua mente veio a imagem de Christopher rodeado de seus tão queridos amigos.

"Se deve focar exatamente aonde lhe dói mais"

FVQP

Depois de se esquivar de seus amigos e cuidar de seus ferimentos em seu armazém de poções secreto, qual não foi a surpresa de Harry ao chegar em sua sala comum e encontrar uma festa.

- Hn... gente, eu não sei qual duelo exatamente vocês assistiram, mas até onde eu me lembre eu perdi o que eu participei.

- Perder, ganhar, quem importa? – Xionara piscava enquanto passava um copo de substancia suspeita para Harry – festa é festa, não importa o motivo, sorria, cumprimente o pessoal e todos podemos ser felizes.

A festa havia sido divertida.

Está certo que a maior parte da casa dos texugos não participou e a maioria que esteve presente ainda não aceitava totalmente o Harry, apenas o respeitava devido ao belíssimo duelo. Mas ainda assim tudo foi muito divertido.

Tanto as presenças de Severus, Fenrir como de Luna não foram discutidas por ninguém, apesar de pertencerem a outras casas.

Só foi no meio das festividades que Harry descobriu qual era o castigo para quem perdesse a aposta entre Hooch e Greyback. Quem perdesse teria que descer sozinho até as cozinhas e trazer comida suficiente para todos eles. Claro que nenhum dos dois previu que o que seria um jantar comemorativo entre amigos viraria uma festa para metade da casa.

Harry teve um pouco de pena dos braços de Hooch, pois outro detalhe da aposta era que como Greyback não era mago se acaso Hooch ganhasse ela teria que fazer isso sem magia, para ser justo.

Mas como disse seu "namorado": aposta era aposta.

No final, quando todos já haviam comido e se divertido, Fenrir e Severus saíram poucos minutos antes do toque de recolher para escoltar a pequenina Luna para o lar das águias, e o restante se concentrou em apenas arrumar a bagunça que sempre fica no fim de uma festa.

Lendo- se "restante" como apenas Harry, Xionara, Neville, Siby e alguns pouquíssimos gatos pingados que não escapuliram para suas camas fugindo do trabalho. Entre eles Hanna Abbot que parecia mais que entusiasmada em conversar com Xionara sobre a formação do time daquele ano.

Quando estavam próximos de terminar, Harry notou como Siby observava a uma distancia discreta sua irmã conversar com a outra garota.

O moreno aproveita que a pequena estava sozinha e se aproximou para tirar a limpo algo que o incomodava há algum tempo.

- Você sabia, não sabia? – ajudando a mais nova a colocar alguns restos de comida no lixo Harry pergunta tentando não soar acusador – Na hora do almoço, quando nos disse que Xionara não corria perigo, sabia que eu a encontraria e que cuidaria dela. – a menina apenas assente com a cabeça – Você sabia da intensidade dos ferimentos que eu encontraria em sua irmã e mesmo assim me deixou encontrá-la sozinho? – ok, nesse ponto era impossível não soar acusador – Não pensou nem por um instante que se eu estivesse com os outros seria mais fácil de ajudá-la? Não pensou...

- Era disso que ela precisava. – a menina murmura com dificuldade – era disso que ela mais precisava para se curar – a primeiranista observa com uma expressão gentil como sua irmã gesticula em meio a alguma descrição bizarra sobre alguma jogada de quadribol – ferimentos superficiais podem se fechar, mas quando esses se tornam cada vez mais profundos... eu não posso ser o único elo de minha irmã nessa vida – a pequenina aperta o próprio peito com pesar – não posso deixar que ela se isole mais do que já se isolou por alguém como eu.

Harry não sabia muito bem o que mais o deixava atordoado, se era a clara mostra de manipulação que aquela texuguinha demonstrou, ou a quantidade de palavras que ela lhe havia brindado!!!

Desde o começo do ano letivo, Harry poderia contar em seus dedos o numero de palavra que a pequenina lhe dirigiu. Sempre que a via conversando com alguém era com Hooch ou com Luna, aos de mais ela simplesmente recitava ou cantava, nunca conversava.

Era como se ela temesse incomodar os de mais com a espontaneidade de suas próprias palavras.

Como se não tivesse direito de tecer seus próprios pensamentos.

- Tec tec tec... – ela murmurava distraída enquanto amarrava a sacola de lixo que haviam enchido juntos

Tentando deixar de lado o seu próprio incomodo, Harry olha diretamente para a pequenina, ela não parecia ciente do barulho que executava em sua presença.

"Almas atormentadas" Harry se lembrou das palavras que leu em um livro "é o que são as filhas de Cassandra, longe de serem donas de seu próprio destino elas estão amarradas as maiores dores da humanidade. Fadadas a revê-las dia após dias, noite após noite, até o dia em que seu corpo se torne frio e que a chama de suas almas se apaguem"

Um arrepio o fez estremecer chamando a atenção da pequenina que encarando seu companheiro de casa se encolhe como se pedisse desculpas por existir.

- Não – Harry exclama erguendo o braço para afagar os cabelos da pequena – você entendeu errado, eu apenas... apenas... – encarando aqueles entristecidos olhos castanhos o moreno procura as melhores palavras para explicar o que sentia – eu... eu irei enfrentar. Sempre enfrentei tudo o que a vida me pôs no caminho. Desta vez não será diferente, eu irei enfrentar. Não me importa se é uma predição de morte, não me importa que meios eu hei de tomar, eu irei enfrentar – descendo sua mão dos fios castanhos para o ombro direito da menina ele conclui com determinação -- Mas para isso, eu preciso de sua ajuda.

A menina encara assombrada o seu colega de casa.

- Não quero que cante, não quero que recite – Harry continuou a falar diante da hesitação da garota – Não precisa se conter ou medir palavras, apenas fale, e eu irei te ouvir.

Incrédula, a texuga abria e fechava os finos lábios sem muita certeza do que dizer.

Aquilo era realmente novo.

Nunca ninguém havia deixado tão claro que queria ouvir as suas palavras.

Hooch e Luna talvez, mas com elas era algo tão natural, que nunca nenhuma das duas deixou tão claro que... que...

"Ele não tem medo do que pode sair de minha boca" Lagrimas caíram de seus olhos. "Ele realmente não tem medo"

Tantas pessoas a evitavam, tantas a olhavam como se quisessem que sua voz simplesmente sumisse.

Tantas e tantas vezes que ela mesma já chegou a desejar que sua voz sumisse.

Assim, talvez, Xionara pudesse ter uma vida mais calma.

Assim seus pais poderiam querer vê-la de novo.

Assim os pais de Xionara talvez as aceitassem de volta em casa.

Assim... talvez assim... Ela pudesse ter direito a viver.

Mas o novato queria ouvi-la, ele queria ouvir sua voz, suas palavras.

Será que ele era ciente dos riscos que corria?

Ainda entre lagrimas a pequenina murmurou:

- As vezes... Quando não presto atenção, as predições escapolem de minha boca... As vezes... Se não me controlo eu digo coisas que os de mais não querem ouvir... – quase cega pelo liquido que embaçava sua visão Trelawney tentava enxugar os olhos com as mãos – Mesmo assim... Mesmo assim você quer ouvir as minhas palavras? Quer ouvir o que posso ter a dizer?

Aterrorizada diante do pequeno silêncio que os separava, por segundos Sibila achou que receberia uma negativa.

- Se de sua boca sair apenas a verdade, não vejo do que eu poderia ter medo – o moreno o encarou com severidade – saber que vou quebrar uma perna, ou até mesmo morrer é um preço pequeno se com isso poderei finalmente trocar idéias com alguém que eu acredito que é minha amiga.

- Amiga? – o olha estupefata.

- Menos de uma semana pode parecer um tempo curto – Harry seca com carinho as lagrimas que cortavam aquele delicado rosto – mas para mim é mais do que o suficiente para distinguir a face de um verdadeiro amigo. E então? Você me considera seu amigo?

- Amigo... sim... – murmura com um tom aliviado – um bom amigo...

- Por isso pode me dizer sem medo, enfrentarei o que tiver que enfrentar, mas antes disso tenho que saber. – Harry retoma o tema principal – Como eu irei morrer?

Impressionada por aquela pergunta que definitivamente não esperava, a menininha solta uma baixa risadinha e se afasta da mão que a segurava, mas sem sair da frente do rapaz.

- Você? – ela diz com um sorriso ainda banhado de lagrimas em sues lábios – eu nunca disse que você iria morrer.

- Como não? – era a vez de Harry parecer confuso – você disse...

- O que eu disse naquela noite? – ela fala lentamente – O que exatamente eu disse?

- Você disse... – na mente do moreno se repetiram as palavras que ouvira "Logo atrás de seus passos, sim, eu ouço, os passo do sinistro, lado a lado, por onde você vai, eu sempre ouço, os passos do sinistro". – você disse... – "ela disse que o sinistro me seguia, não, ela dizia que junto aos meus passos estão os do sinistro. Não necessariamente que ele era para mim. Mas... se ele não é para mim, por que então ele me acompanha? A não ser..." uma assustadora conclusão se formou em sua cabeça, algo tão assustador que não pode manter tal informação para ele mesmo – eu estou guiando o sinistro...

Os ombros da menininha se encolheram.

- O sinistro não está simplesmente me seguindo, não é? – Harry pergunta temeroso – Eu estou guiando ele, mas não sou eu quem vai morrer... Eu vou causar a morte de alguém – tal idéia de certa forma o incomodou muito mais do que a primeira versão – Quem? A morte de quem eu vou causar?

Voltando a sorrir tristemente, Siby suspira com um pouquinho de pesar.

- Não se preocupe Chris, você não causará a morte de ninguém realmente importante, ninguém que a vida realmente valha alguma coisa.

- Como pode dizer isso? Como pode dizer que a vida de alguém não é impor...

- Por que a vida que você vai tirar é a mais miserável que existe – seus olhos se tornaram momentaneamente opacos e sua voz quase tão baixa quanto um sussurro – por que a vida que você vai tirar... é a minha.

Sem conseguir pronunciar mais uma única palavra, Harry só pode observar como Trelawney caminhava em direção ao dormitório feminino, um trajeto, aos seus ouvidos, completamente silencioso, mas aos ouvidos da pequenina um som perturbador a assombrava, um som que sempre que se aproximava daquele rapaz que a presença lhe agradava tanto aparecia.

O som dos passos do sinistro.

Tec tec tec tec...

FVQP

- Ela me viu.

Foi tudo o que saiu dos lábios do loiro quando retornou ao seu devido mundo.

Caindo de joelhos e com os olhos completamente arregalados, ele murmurou varias vezes a mesma frase antes que os outros presentes no cômodo se cansassem da tremula repetição.

- Como assim alguém te viu? – pergunta a pequenina estatueta de Blaise sobre a cômoda do quarto – alguém alem de Potter? Ninguém alem dele ainda deveria te ver, ainda é muito cedo.

- Você tem certeza disso Draco – Pansy olhava nervosa para o seu abalado amigo.

- Tenho certeza, ninguém mais conseguia me ver, mas ela não só me olhava diretamente nos olhos como falou comigo.

- Ela? – a estatueta de Blaise o olhou com perspicácia – quando você diz "ela" não seria a ....

- Exatamente ela – Draco diz ainda abalado – aquela mulher que desde o começo não deveria nem estar lá.

FVQP

Tadaaaaam, vamos admitam, esse foi um capítulos cheio de revelações, tá bom, talvez não cheio, mas com alguns pontos bem esclarecedoras.

O pensamento do inicio do capitulo, caso não tenha ficado claro, pertence ao Severus.

Siiiim, devo lhe advertir Simica, como você falou que eu poderia escolher o personagem que eu achar mais cômodo, eu irei escrever (quando tiver a chance) sobre o passado de Xionara, essa é uma historria que fazia tempo que queria desenvolver, nela eu contarei como as irmãs se conheceram e mostrar finalmente por que o elo delas é tão forte.

Nhaaai, o próximo capitulo será o ultimo dessa fase, e como tal terá grandes revelações, um clímax inesperado e escolhas de lealdade. Harry, para a surpresa geral não sofrerá um único arranhão, mas em compensação sentirá a maior dor e o maior desespero que poderia sentir. Vou logo advertindo, vários personagens que vocês gostam vão passar por coisas muito dolorosas, e haverá bastante sangue, mas eu garanto NÃO HAVERÁ MORTES.

Tudo o que eu queria era poder ter escrito esse capitulo antes de viajar, mas infelizmente não terei essa chance.

Quanto a enfermeira, para minha humilde defesa, eu deixo claro que desde o começo eu disse que não usaria personagens originais em papeis destacados nessa fic, com exceção dos filhos de Harry, logo, era meio obvio que a enfermeira não era um personagem original, mas um personagem do livro usando um outro nome... a pergunta da vez é, quem é ela, deixei varias dicas na fic, e mais a baixo, no novo desafio eu falarei mais sobre isso.

Quem gostou do duelo? Bem, espero que a maioria de vocês sim, por que acreditem, deu trabalho. No começo eu queria fazer o Harry ganhar, afinal, ele é o mocinho e todo mundo fala que ele anda apanhando de mais na minha fic (k k k), mas com o tempo eu percebi que não tinha sentido ele ganhar, a vitoria do Harry não traria nada de realmente importante, talvez um pouco de respeito, mas não compensaria o orgulho ferido que Severus sentiria e o inferno que o Sev enfrentaria dentro da própria casa e diante de todo o colégio se perdesse para o "aborto". Então eu resolvi fazê-los empatar. Por um bom tempo esse seria o resultado, mas então eu me dei conta que duas figuras orgulhosas como esse dois não aceitariam tão fácil o empate, ao menos não se ambos não caíssem desacordados ou mortos. Então no fim não tive outra escolha alem de fazer o Sev ganhar. Para o consolo de qualquer fã do Harry, eu posso lhes garantir que se Potty-pooh estivesse com todos os seus poderes e com sua estrutura física normal ele varreria o chão com Severus em menos de cinco minutos.

É por isso que eu prefiro manter os poderes de Harry travados, as soluções para as coisas seriam muito fáceis e rápidas, mas não se preocupem, apesar de minhas preferências, assim como prometi os poderes do moreno voltam no próximo capitulo.

Xionara... ela finalmente abriu seu coração, ela ainda vai dar muito o que falar, essas irmãs tem muita historia. Esse conto que eu citei, o em que há um príncipe e uma descendente de Cassandra é um historia que criei, e que usarei não nessa fic, mas em uma one-shot que contará parte do passado delas. Devo advertir a todos, esse conto não será um dos mais felizes, eu chorei horrores enquanto a criava.

Severus percebe aos poucos seus sentimentos, sou assumidamente uma fã de Snarry, mas eu mesma não apostaria ainda nesse casal como o "casal definitivo", afinal, ainda existe um concorrente ao amor de Harry que não entrou na disputa e ele...

Draco: Por que você não para de fazer doce e conta de uma vez quem é o idiota que ACHA que pode ficar com o Harry.

Luana: Por que, cruza de doninha com água oxigenada, ainda não é o momento de revelá-lo, só posso dizer que na minha humilde opinião, esse cara é o que tem mais chances de ficar com o Harry.

Fenrir: Ora querida, sinto muito, sinto muito – envolve os ombros da escritora – mas por mais que formemos um lindo casal o meu amor pertence apenas ao...

Luana, Draco: ...Remus, já sabemos

Luana: E não, lobinho, não é de você que eu estou falando, e mudando de assunto, por que você está aqui Fenrir? E cadê o Severus?

Fenrir: He He, uma leitora não pediu exatamente para que eu respondesse seu review, mas como falou diretamente comigo achei que deveria vir aqui apenas para responde-la, quanto ao Severus... – aponta para uma nuvenzinha de poeira de onde saiam vários palavrões e raios multicoloridos – ele está meio ocupado.

Luana: Ai meu deus ele mal saiu de um duelo e já se meteu em outro, quem está brigando com ele?

Draco: Black. Parece que uma das leitoras pediu para que ele respondesse o review dela – dá entre ombros – mal o cachorro sarnento chegou os dois começaram a brigar.

Luana: Ah sim, quanto aos reviews eu queria pedir que respondessem o mais rápido possível, eu não tenho muito tempo.

Fenrir: Como assim não tem muito tempo, bela?

Luana: Eu não posso digitar por muito tempo, eu mal consegui completar a fic a tempo, por isso gostaria de pedir que respondessem os reviews o mais compactamente possível.

Draco: Faremos o possível.

(Respostas aos reviews dos capítulos 10 e 11)

– Pois aí está a continuação, espero que tenha lhe agradado, e pelo jeito meu afilhado vai ganhar uma participação mais ativa, se isso lhe trará mais lagrimas... só Deus e essa escritora demente é quem sabem.

Respeitosamente, Severus Snape

Tainá – Parabéns pela vitoria anterior. Acredite, cada cena que você citou arrancou gritinhos e lagrimas da escritora enquanto criava, e saber que você acompanhou com parte dessa emoção já compensa todo o esforço que teve. E não se preocupe com a quantidades de reviews que você achar necessário mandar, essa escritora fajuta adora receber qualquer mostra de carinho para com sua criação.

Desrespeitosamente, mas ainda charmoso, Draco Malfoy

vrriacho – Hum... sim, suponho que o casal Potter x Malfoy seja... hm... interessante, mas sugiro que futuramente você mantenha sua mente aberta para novas opções.

Esperançosamente, Severus Snape

Fabianadat – Pois espero que esse capitulo tenha servido para conter esse seu habito, caso não, eu me ofereço parra beijar suas mãos e aí...

Luana: Pare de ficar cantando as leitoras atrás de votos a seu favor e termine de responder o review

Draco: ta bom, ta bom, a escritora fajuta ao meu lado agradecesse seu apoio e espera que continue a acompanhá-la

Emburradamente, Draco Malfoy

Rafaella Potter Malfoy – Seu entusiasmo para com essa obra é adorável, tanto carinho por esses personagens é deveras comovente, principalmente o Fenrir, que de uma hora para outra ganhou um gigantesco fã-clube. Espero que seu desempenho em Química não tenha decaído, caso contrario me verei obrigado a talvez lhe prestar algumas aulas, alguns alunos muggles meus disseram que algumas partes de química s assemelham muito as minhas aulas.

Emocionado, mas ainda assim sério, Severus Snape

Rohh - Devido a sua paciência por esperar as atualizações dessa leitora leeerda eu irei pacientemente responder as suas duvidas.

1- De fato Black é bi, mas não é pela Sang... digo, Hermione que ele está apaixonado

2 – Definitivamente Harry não é um lobisomem. O que ele é apenas será revelado mais a frente.

3 – Como você sabia??? O.O

Não se acanhe caso tenha mais perguntas pode fazer, só não garanto que sejam todas respondidas

Estranhamente prestativo, Draco Malfoy

naty_Lupin – CASAR!!! – o licantropo engasga – sinto muito minha deusa, mas o meu coração só pertence a uma pessoa, e quanto ao resto do meu corpo está alugado para o Chris, mas não se preocupe – pisca maroto – quando abrir uma brecha na minha agendo você será a primeira da minha lista.

Encantadoramente, Fenrir Greyback

Lady T – com quem terminará o Harry ainda é indeterminada, portanto pode respirar mais aliviada senhorita T, mas infelizmente o destino de Draco de fato será sofrer quando materializar seu corpo, o motivo será revelado na próxima fase que infelizmente demorará para ser atualizada.

Pesarosamente, Severus Snape

Lucy Black – Pedido feito, pedido realizada, aqui estou eu – se inclina de maneira galante – mas infelizmente por força maior não poderei estender minha presença (fazendo carinha de cachorrinho que caiu da mudança).

Quem eu gosto? Hnnn... por hora só posso dizer que é segredo, mas posso ga-ran-tir que essa pessoa já apareceu na fic. O fato de no momento só haverem príncipes no momento é mera coincidência. McGonagall em sua época foi uma princesa. Harry? Draco? Desculpe, não conheço ninguém com esses nomes.

Outra vez você perguntando por um tal de... espera um pouco, você disse texugo maravilha? Você está falando do Chris? Poderes? Ele não era um aborto? Ai ai gata, você está me deixando confuso.

Adoravelmente, mas com um pouco de dor de cabeça Sirius Black

Thanatos – Espero que a perda de seu sono tenha válido a pena, e que finalmente possa classificar essa estranha fic

Carinhosamente, Draco Malfoy

...Makie... – Nossa, mais uma leitora entusiasmada, isso explica o sorriso bobo daquela estranha escritora quando estava relendo os reviews. Cada comentário seu e cada elogio a um personagem da fic fez que o sorriso dela crescesse tanto que quase deslocou o maxilar. Comentários quais tenho que destacar, sim realmente Black não passa de um louco desvairado – olhar maligno lançado para Sirius por ter botado Harry em perigo – e aparentemente eu posso te escrever oficialmente no fã-clube "lobinho albino feliz", afh...

Quanto a suas perguntas

1-A identidade dessa pessoa será revelada OFICIALMENTE no próximo capitulo

2- São dois personagens originais que irão aparecer por enquanto apenas em flash backs, mas beeem mais a frente terão uma grande participação na fic.

3- Isso só poderá ser revelado mais a frente

4- Não existe, só terá um Draco e um Harry nessa fic.

5- Esse é outro mistério que será revelado em seu devido tempo.

Essa fic é escrita quando a escritora tem inspiração, mas agora, devido a forças maiores nem isso poderá ser possível.

Inconformadamente, Severus Snape.

Angelina Corelli – Espero que essa fic sem pé nem cabeça não tenha causado mais nenhum desentendimento familiar, e a senhorita Rosette, como sempre, sente muito quanto a demora das atualizações.

Não se preocupe quanto o destino das estatuetazinhas, eu te garanto que elas vão acompanhar o seu dono até o final de sua jornada, afinal, a própria escritora tem um carinho especial por essas adoráveis figuras de bronze.

Estranhamente agradável, Severus Snape

– Meu pai aprontou realmente uma GRANDE armadilha para o Harry, mas graças a Merlin tudo deu certo, quer dizer... tudo deu certo para todos, menos para o Mundongos, ele apenas conseguiu ganhar um passe livre para a enfermaria... brrr.

Tudo o que posso dizer é que a pessoa que Black gosta é mulher.

Um ainda assustado com os atos do pai, Draco Malfoy

2Dobbys – Eu definitivamente concordo com a parte em que os personagens não deveriam sofrer tanto assim, não sei que parte desse capitulo foi pior parra mim, a parte em que quase tive o pescoço quebrado por Harry ou quando eu o APUNHALEI COM MINHA PROPRIA VARINHA!!!

Não posso dividir o mesmo entusiasmo que você quanto ao beijo, humpf, mas sim, tenho que admitir que foi uma cena... hm... comovente.

Creio que posso te dar a autorização parra me chamar de Sev, durante minha juventude fui obrigado a ouvir apelidos piores...

Compreensivamente Severus Snape.

Zia Black – Infelizmente a identidade da amante de Black ainda é confidencial, já a magia de Harry irá voltar apenas no próximo capitulo, mas as circunstâncias não será as melhores. Unnngh, diante olhinhos tão carismáticos eu não poderia me negar a responder essa ultima peergunta. Não, Heeermione não é a falsa irmãzinha, esse lance todo vai ser revelado no próximo capitulo.

Entao, se for o caso, pode deixar que eu embrulho e envio para você (e para bem longe do MEEEEU HARRY) esse lobo albino de alto teor alcoólico.

- Respire fundo, respire fundo senhorita Silver!!! – Severus se preparando para realizar respiração boca a boca – uma leitora fiel como você faria muita falta para nós.

Um preocupado e estranhamente saidinho, Severus Snape.

Simca – E como foi dito antes, a sua resposta foi a vencedora, espero que esteja feliz.

E esqueça esse lance de trio, Harry é MEEEEU e somente MEEEEU, dividi-lo com um ccao sarnento qualquer vai contra meu ideais.

Potter sempre foi dono não exatamente de um grande azar, mas sim de uma incrível capacidade de atrair problemas, por que se ele tivesse azar ele se daria mal nas encrencas eem que se mete, mas milagrosamente ele sempre se livra de tudo ileso!!!

Estupefatamente, Draco Malfoy

Luana: Obrigada por serem breves garotos... hei!!! – Olah para um pobre Sirius Black desmaiado aos seus pés – Por que o Sirius está inconsciente?

Severus: Talvez o cachorrinho não tirou o cochilinho da tarde. – diz isso enquanto esconde a varinha atrás das costas.

Luana: Eu não quero saber de nada. – a escritora fajuta lava as mãos quanto o assunto – Bom gente, como disse antes serei breve, apesar de não saber quando poderei tocar nas minhas fics vou fazer um novo desafio.

O desafio é: Qual é o nome que o Draco viu escrito no mapa dos marotos? Pelos reviews que li recentemente muitas estão no caminho certo para adivinhar o nome. como dica eu sugiro que releiam o primeiro nome da enfermeira, isso deve fazer todo mundo adivinhar a verdadeira identidade dela. Quem mandar um review primeiro com a resposta correta vai ganhar o direito de me dizer como Harry vai estar vestido em sua primeira visita. Quando eu digo isso quer dizer que a pessoa que ganhar me dirá o que quiser que o Harry utilize, desde pircings, correntes, qualquer tecido de roupa, estampas, acessórios em geral, tattuagens, até mesmo se disser que quer que ele fique pelado ele sairá pelado, claro que na fic eu arranjarei uma razão para ele estar vestido assim, mas seja qual for a roupa e acessórios que a pessoa escolha eu inventarei motivos aceitáveis para que ele esteja assim, e depois farei um desenho sem tirar nem por do figurino que a pessoa sugeriu.

Draco: O QUEEEE? Você está louca ou o que? E se alguém pedir para que o Harry ande por aí vestido de coelhinho da páscoa?

Luana: Terei que inventar um motivo de ele estar vestido assim e desenhá-lo vestido de coelhinho da páscoa – dá entre ombros – sempre tive uma boa imaginação.

Fenrir: E se alguém pedir para ele se vestir completamente de couro, com botas de salto fino, correntes, sem camisa...

Draco e Severus: PARE DE INFLUENCIAR AS LEITORAS COM SUAS FANTASIAS SEXUAIS!!!

Fenrir: Não posso evitar – sorriso de lado – já que vista o que vista eu que estarei andando lado a lado com o Chris em seu primeiro passeio por Hogsmead, afinal eu sou na-mo-ra-do dele.

Severus: Draco, qual é a sua opinião quanto botas e coletes feitos a partir de couro de animais?

Draco: Não tenho nada contra, principalmente se for feitos de couro de lobos safados.

Haaa... deixando de lado essas serpentes nada ecologicamente corretas, eu quero agradecer quem me acompanhou até aqui, e mais uma vez me desculpar pela minha futura ausência. Não sei quando poderei voltar a postar minhas fics, mas garanto que assim que tiver qualquer oportunidade não a desaproveitarei.

No próximo capitulo: Uma trágica surpresa aguarda Harry. Graças a Dumbledore ele se vê obrigado a fazer uma escolha que poderá mudar completamente o rumo da historia, será que mais uma vez o moreno será obrigado a ficar sozinho? Enquanto isso, Draco irá ter seus próprios confrontos, quais serão as reais intenções da misteriosa enfermeira?

Obrigada por terem lido mais essa capitulo, nos vemos por aí.