La La La La La La (coro de cem mil anjos semi-nus) apesar dos boatos, eu ainda estou viva, e pulando a maçante parte onde eu repito pela milésima vez a dura realidade de meu acesso a net T.T vamos para onde eu peço desculpas, cof cof (Luana se ajoelha) DESCULPEM-ME PELA DEMORA!
E obrigada pelos divertidíssimos reviews: Thanatos, Moony, , Suelenchan, Nannao, roHh, Antonomasia, L. Malfoy, Freya Jones, lari-thekiller, vrriacho, 2 Dobbys, Lilith Potter, Natália, ...Makie..., Simca, Kiara Sallkys, Ta Malfoy, Kiara, em especial Xena Cratsy que definitivamente alegrou os meus dias com os seus reviews diários, eu simplesmente fiquei muito comovida. E também a Taina, garota, você quer me matar? Eu quase quebro o teclado da lan-house com a hemorragia nasal que a sua idéia da maid me deu! Não se preocupe, minha mente perver... digo, criativa, já arquitetou tuuuudo, aguarde e confie.
Ai ai, depois de muito suor e lagrimas finalmente terminei esse capitulo. Como disse antes, a partir de agora os capítulos serão mais curtos, mas esse em especial era muuuito delicado e eu não sabia o quanto eu deveria revelar do enredo mais a frente. No fim das contas ele acabou mais como um resumão de tudo o que já aconteceu misturado com uma previa do que está por vir. O ritmo está mais lento que o normal, mas pelo menos tem alguns diálogos bem engraçados. E... bem... Acho que o que alguns fãs de certo loiro vão notar é que...
Draco: ONDE EU ESTOU?
Luana: ... ele não aparece nesse capitulo.
Draco: Maldita Rosette... – tom maligno – em que cena, parágrafo ou linha eu estou nessa DROGA de capitulo?
Luana: Er... loiro, entenda, não havia espaço para...
Draco: SEMPRE HÁ ESPAÇO PARA UM MAL...
Severus: Desmaius.
Draco: x.x – o loiro cai desmaiado.
Luana: isso era mesmo necessário? – a escritora cutuca o mago desmaiado com a ponta do pé ainda com um pouco de medo.
Severus: Ele estava no meio de uma crise histérica – diz com simplicidade.
Fenrir: Ele VIVE dentro de uma crise histérica – já o lobo diz de maneira maldosa. – Hey Lua-chan, vamos aproveitar que ele está dormindo e vamos tingir o cabelo dele de rosa!
Luana: Ai minha enxaqueca... – a autora massageia a cabeça – essa minha fic está se tornando uma zona.
Fenrir: Wou Lua-chan, se quiser eu posso te fazer uma massagem – o lobo estica as mãos na direção da garota com uma expressão nada inocente.
Severus: Eu sei muito bem O QUE da Srta. Rosette você pretende massagear – o pocionista se coloca entre a autora e o lobo pervertido.
Fenrir: Sabe é? ^.^
Luana: Ai... ai, minha cabeça, vamos começar logo essa fic – diz de maneira cansada mas por dentro parecia mais do que disposta aceitar a proposta do lobo.
Tenham uma boa leitura
Disclaimers:Harry Potter e seus personagens não me pertencem, e eu não ganho nada com o que escrevo... hm... acho que já disse isso antes algumas vezes... nã', deve ser impressão minha.
Capitulo doze: nova casa, novas metas, novas confusões.
"Nem todos podemos ser felizes, mas isso não nos impede de lutar para alcançar essa felicidade."
Xionara Hooch
Mais uma adorável manhã de sexta feira despontava pelas janelas abertas de Hogwarts.
Passarinhos cantavam
O sol brilhava
A grama gotejava da chuva recém caída...
-Ok, o próximo engraçadinho que fizer os meus ovos mexidos desaparecerem terá a orelha decepada!
...Um pobre Harry ameaçava elfos domésticos com um cutelo.
- Chris! – Neville, sentado no chão da cozinha de Hogwarts, chama o seu amigo – venha comer de uma vez e pare de ameaçar os elfos domésticos com objetos afiados!
Não era muito legal ameaçar decepar as criaturas que eram responsáveis pela limpeza de sua roupa suja, mas ter que refazer SEIS VEZES o mesmo prato de ovos mexidos também não era legal.
- Cara, ele não mentiu mesmo – Fenrir quase delirava de felicidade ao levar um garfo lotado de bacon a boca – ele REALMENTE sabe cozinhar.
- As frutas estão muito bem fatiadas – Luna sorria enquanto alisava a borda de uma maçã.
- E existe forma certa de fatiar uma fruta? – Hooch pergunta enquanto pega a maçã da mão da garota e a jogando para cima a pega com a boca – até onde eu sei depois de cair na boca tudo fica igual.
- Repugnante – Severus balança a cabeça com desagrado diante da educação na mesa da amiga – isso meio que explica a sua atual nota em poções.
O moreno balança novamente a cabeça com reprovação quando a garota responde ao seu "gentil comentário" com um infantil estirar de língua.
- Falando em poções – Neville se aproxima de Severus com um livro aberto – Por tudo que é mais sagrado, me ajude com essa questão, eu não tive tempo de resolver ontem a noite.
- Quem manda perder seu tempo ajudando aqueles idiotas de Hufflepuff? – Fenrir diz maldoso – no final você sempre fica correndo desesperado para terminar os SEUS próprios deveres. Vocês nem pertencem mais a mesma casa!
- Eu GOSTO de ajudar as pessoas – o ex-texugo lança um olhar irritado para o lobisomem – e também não quero ouvir isso de alguém que nem ao menos TENTA terminar os seus deveres, não sei nem como conseguiu passar nos últimos anos.
- Sorte, eu acho. Sorte e carisma, meu caro senhor alcachofra – Pisca um olho para Longbottom, arrancando um suspiro resignado do pobre quintanista que ignora o mais recente apelido que recebeu do lobo.
Por alguma razão que todos desconhecem, apesar que finalmente se sentir melhor, Neville não havia perdido a cor esverdeada de sua pele, e de fato estava parecendo uma alcachofra ambulante. A enfermeira havia feito todos os testes possíveis no quintanista, mas tudo apontava uma saúde de ferro que não explicava a estranha coloração de sua pele.
Tudo o que Neville poderia fazer no momento é rezar para que isso seja apenas um efeito colateral passageiro. Apesar de que volta e meia, o ex-texugo vem sentido uma estranha fraqueza que apenas tem aumentado, e que tem ocultado de seus amigos, para que esse não tivessem mais uma coisa para se preocupar.
- Espaço – Harry, que havia ido até onde seus amigos estavam sentados, pede e se senta entre Severus e Fenrir – Nunca mais eu cozinho, principalmente junto de um elfo domestico – grunhi irritado – eu tive que refazer pelo menos seis pratos de ovos mexidos por que eles confundiam as minhas comidas com as deles e as enviavam para o grande salão.
- Wooow Chris, não diga isso – Fenrir abraça os ombros de Harry e com os olhinhos brilhantes diz – logo agora que estava determinado a dar o próximo passo no nosso relacionamento e te pedir em casamento.
- Eu mereço – Harry fecha os olhos resignado enquanto leva uma garfada de bacon a boca
O motivo daquele estranho grupo ter levado sua costumeira bagunça matutina para a cozinha do castelo, era que na noite de quinta-feira Harry havia comentado por alto que havia aprendido a cozinhar de maneira muggle.
Aquilo abismou a todos, já que a maior parte deles eram de famílias puro sangue, e no caso de Snape, por que cresceu no lado mágico de sua família.
Depois de um bombardeio de pedidos e desafios, Harry acabou cedendo e lá estavam eles.
Não foi com surpresa que Harry não foi barrado pelos elfos quando chegaram lá. Recebidos com uma exagerada reverencia, onde o nariz de vários elfos até mesmo tocaram o chão, os cozinheiros de baixa estatura abriram espaço para Harry e lhe deram um avental do seu tamanho.
Desde quarta feira, não só os elfos, mas todas as criaturas do castelo, sem falar dos quadros e fantasmas começaram a tratar Harry de forma diferente. Vendo ele como um dos fundadores, eles se dirigem a ele com grandississimo respeito e até certo temor.
"Ah... se isso também se aplicasse aos humanos" Harry pensou isso mais de uma vez no dia de ontem.
Em seu primeiro dia de aula como fundador e estudante da nova casa, os alunos não implicavam mais com ele, mas também poucos sequer dirigiam a palavra a sua pessoa.
O boato de que ele estaria recrutando novos membros para sua casa havia se espalhado e a maioria agia como se por acaso falassem com ele suas gravatas se tornariam tão negras quanto a dele e que seriam obrigados e embarcar naquela enrascada.
"Sabedoria, coragem, companheirismo e astúcia... bah... Se o chapéu seletor viu algum desses valores no coração desses idiotas então aquele monte de trapos precisa de uma boa revisão" Foi o que Hooch resmungou no final do dia passado, mas Severus discordava do ponto de vista da ex-texuga. Mais de uma pessoa não parecia influenciada pelo receio, e isso de certa forma encheu o coração do fundador de sua nova casa de esperança.
Esperança que havia sido germinada na noite de quarta-feira.
FLASH BACK
(POV Severus)
Os ombro dele estavam tão caídos.
Não gosto quando ele encolhe os ombros desse jeito.
Parecia tão perdido.
Seja o que você tem para falar Chris, espero que fale logo, por que eu não gosto de te ver assim.
- Meu nome verdadeiro não é Christopher Hardnet. Eu... eu não sou um aborto... Eu não tenho 15 anos. E... e eu não pertenço a essa dimensão.
Er... como exatamente eu deveria reagir a isso?
Ouvir aquilo foi talvez a experiência mais bizarra para mim até então. Por que para alguém tão cético como eu, algo que soava tão absurdo não deveria ser tão facilmente aceito.
Mas foi.
Cada palavra de Chris, por mais absurda que soassem foram prontamente aceitas por minha mente. E bastou uma rápida olhada para o meu redor para ver que não era o único.
Todos acreditaram em Chris.
Quando ele se virou para novamente nos encara, pude notar os poucos traços de preocupação mal escondidos em sua mascara de determinação.
Silenciosos, nós esperamos qualquer outra coisa que ele poderia ainda ter para nos falar. Mas como Chris não disse nada, resolvi me manifestar primeiro.
- O que exatamente você quis dizer com outra dimensão?
Com uma expressão confusa – talvez por que esperasse a primeira pergunta da noite fosse questionado a sua sanidade – ele me responde:
- Que vim de uma dimensão similar a essa graças a um feitiço que um amigo meu realizou.
Ouve mais um longo silencio onde eu e os outros olhamos entre nós vendo como cada um reagia.
Estranhamente nenhum de nós novamente pareceu duvidar daquelas – no mínimo – bizarras palavras.
- Por acidente? – Desta vez foi Longbottom que tomou a dianteira de maneira cautelosa.
- Como? – Chris vira o rosto na direção de Neville e o encara confuso.
Identificando o nervosismo de nosso amigo, Longbottom sorri de forma tranqüilizadora e tenta ser mais claro.
- Se esse feitiço que seu amigo realizou o enviou para uma outra dimensão por acidente ou se foi premeditado.
- Foi premeditado. – responde ainda aparentemente confuso com a nossa calma.
Eu te entendo Chris... Eu também não consigo entender por que cremos tão facilmente em você.
Eu simplesmente... Creio. Quando olho para seus olhos, quando ouço sua voz. Não só eu, posso ver que é assim com os outros também.
- Existem feitiços que transportam as pessoas de dimensões para outras? – Hooch pergunta de maneira descontraída quebrando um pouco a tensão entre os de mais e sorrindo de forma cúmplice para Chris ela inclina um pouco a cabeça para o lado e continua – Seu danadinho, eu pensei que a criação desse tipo de feitiço fosse ilegal.
- E é – Neville remexe os cabelos um pouco agitado – não sei o que o seu amigo fez, mas de longe deve ter quebrado umas dez ou quinze leis do ministério apenas por executar esse feitiço.
- Ué? E os vira-tempos? – Fenrir pergunta.
Eu ia responder essa questão quando fui cortado pela pessoa mais inesperada que poderia ter feito isso nessa sala.
- Feitiços temporais e dimensionais são ilegais quando aplicados sobre uma pessoa, o vira-tempo é um objeto – Luna diz distraidamente de sua poltrona – sem falar que os vira-tempos são objetos que geralmente ficam sob a supervisão do ministério da magia, logo... –ela cantarola balançando lentamente a cabeça – são to-tal-men-te le-ga-is.
Er... alguém mais nesse recinto não esperava que a resposta viesse de uma fonte tão... hm... incomum?
Parecendo notar nossos olhares perplexos em sua direção ela simplesmente dá entre ombros e responde enquanto com um pulo se levanta da própria poltrona e caminha em direção aos seus pertences.
- Eu apenas leio muito.
Bizarro.
Mas relevando o recente acontecimento o assunto seguiu a diante. Chris agora ria a medida que – ainda meio cheio de dedos – desvendava seu passado.
Isso mesmo Chris, você pode se abrir conosco.
Você pode confiar em nós.
Eu nunca pude me entregar tanto quanto tenho me entregado nos últimos dias. Por ser um mestiço crescido cercado de puros sangues, sempre senti o menosprezo de todos que cruzavam meu caminho. Ainda na casa de meu pai, por ser de uma família de nome importante,as pessoas não tratavam do assunto diretamente, mas mesmo assim podia sentir os olhares de desprezo que despertava neles,e nos de pena que dedicavam ao meu pai quando éramos vistos juntos na rua.
Já no colégio, onde achei que as coisas seriam diferentes, tudo apenas piorou, longe da maior parte das regras de etiquetas e dos bons costumes, os adolescentes puro sangues me atacavam abertamente e deixavam bem claro seu desprezo, e até mesmos os magos da luz,que por lógica deveriam ser menos preconceituosos me atacavam por achar que eu era um mago sombrio.
Sozinho... Eu passei muito tempo me considerando sozinho.
Nunca confiei em ninguém.
Talvez apenas em Bella e Narcisa, mas mesmo delas eu tentava me afastar na medida do possivel, para que suas reputações não se manchassem.
Mas eu não quero me afastar de você Chris... Por alguma razão eu não quero que você se afaste de mim,e de alguma forma eu também não quero que nenhum desses loucos que você trouxe para minha vida se afaste de mim.
Mesmo tendo um espírito tão recalcado, perto desse grupo bizarro eu de certa forma me sinto normal.
Me sinto humano.
Olho para minhas próprias mãos, fechadas em punho, e noto que as apertava tanto que os nós de meus dedos começavam a ficar brancos. As abrindo eu olho detalhadamente as pequenas cicatrizes em meus longos e pálidos dedos. Eram as marcas de quando eu comecei a me dedicar profundamente ao mundo das poções, e ainda não muito experiente com as facas me cortava a cada cinco minutos.
Mãos marcadas...
Mãos "doentes"...
"Do que diabos você está falando?" foi o que Chris disse quando em uma de nossas conversas eu comentei o que eu achava de minhas próprias mãos "suas mãos são lindas" ele as segurou com as dele e com os dedos percorreu uma e outra cicatriz "são mãos de uma pessoa que futuramente salvaram muitas vidas, com suas poções, antídotos e elixires. É exatamente isso que essas cicatrizes me dizem"
Quando? Quando eu comecei a desejar tanto confiar em alguém?
Sua voz ainda ecoava repetidamente em minha mente.
Eu olhava como ele havia se acomodado no chão e entre risos e piadas se divertia conosco,e sem conseguir me conter sinto como meus olhos se estreitam ligeiramente e logo em seguida meus lábios finos se curvam em um discreto sorriso.
Quando? Quando eu comecei a desejar tanto que alguém confie em mim?
Confie em mim Chris.
Olhe para mim como eu olho para você.
Ou simplesmete... Se não for pedir muito... Confie em mim.
FIM DO FLASH BACK
- Vocês ouviram falar da Umbridge?
Neville levanta a questão enquanto assistia um pouco entediado como Hooch e Fenrir começavam uma disputa acirrada pelo ultimo pedaço de bacon.
- Já descobriram quem a matou – Harry pergunta, sendo o único a se interessar no assunto.
A morte de Umbridge foi o assunto do dia na quinta feira, o corpo havia sido encontrado na noite de quarta para quinta, mas estava tão deformado que até realizarem os feitiços de identificações mais confiáveis não se podia dizer ao certo quem era a vitima.
Verdade seja dita, ninguém gostava muito de Dolores, mas nem por isso as pessoas ficaram felizes com sua morte, ainda mais sendo de uma forma tão brutal.
Albus, que todo mundo sabia ser o amigo mais próximo da garota, disse algumas palavras de pesar no almoço, quando a noticia foi dada aos de mais alunos, mas por alguma razão, aos olhos de Harry, as palavras que ele ouvira do ravenclaw não pareciam vir realmente de sua alma.
"Muitas vezes já ouvi o Albus de meu mundo fazendo discursos desse tipo e nunca eles me pareceram tão vazios como esse... ou talvez seja impressão minha"
Ou talvez não, já que como o moreno pode notar, não apenas ele se sentiu pouco emocionado pelas palavras da águia setimanista. Lucius Malfoy ouvia aquele discurso com um sorriso de deboche que arrancou o olhar de desaprovação de mais de um ( ou ao menos de mais de um que ousava olhar com desaprovação para a poderosa serpente).
- Não, ainda não descobriram quem a matou – Neville agora fechava os olhos com desaprovação quando a "disputa derradeira pelo bacon" havia ganhado como participante inesperado a Luna, a pessoa que deveria ser a vegetariana inveterada do grupo – mas finalmente parece que os pais dela conseguiram autorização da diretora para entrar no colégio, pelo que ouvi, eles vão vir escoltados por dois professores essa tarde e depois de receberam o corpo sairão imediatamente do castelo.
Essa era outra coisa que Harry mais uma vez disse aos seus amigos que diferia com a Hogwarts de seu mundo, a entrada e saída de pessoas que não fossem funcionários do colégio refugiados ou alunos era muito mais restrita. Para entrar nele, sem pertencer a qualquer um dos grupos acima, a pessoa tinha que invadir ( o que era praticamente impossível com tantas barreiras) ou passar por um sem fim de procedimentos avaliativos estipulados pela louca da diretora.
Por ser um terreno neutro, não quer dizer que Hogwarts também não sofria com os efeitos da guerra, o colégio havia virado uma verdadeira fortaleza que mantêm a muitos seguros, mas também que podia ser vista como uma prisão.
Hooch estala a língua com desprazer quando milagrosamente Luna vence a disputa e logo em seguida, com um movimento de varinha faz o pedaço gorduroso de carne desaparecer e oferece com um sorriso de orelha a orelha um pedaço de suas frutas fatiadas para os dois "carnívoros".
A albina aceita um pedaço de maçã apenas para em seguida colocá-lo com delicadeza na boca da balbuciante irmã, que a come sem protestar.
A pequena mastiga lentamente e apesar das vozes lamuriosas em sua cabaça pode organizar seus pensamentos de maneira sã o suficiente para concluir enquanto olhava o pacato cenário que formava aquele café da manhã:
"Todos juntos, todos unidos, tão diferentes, tão iguais... Ah... como eu gostaria que tudo permanecesse assim, tudo mantivesse essa mesma paz"
Logo, não demorou para sentir os dedos ágeis de sua Irma brincarem com seus cabelos como sempre gostou que fizesse.
FLASH BACK
(POV Sibila)
Parem... parem... parem de falar comigo... eu quero ouvir o Chris... eu quero...
"Mãmae está escuro... mamãe estou sufocando... socorro ... socorro... estou sufocando"
As vozes falavam cada vez mais forte em minha mente, desde que o Chris começou a falar sobre sua vida passada elas tem praticamente gritado em meus ouvidos... E como se em desafio, o sinistro que sempre vejo rodeando os calcanhares de meu amigo arreganha os dentes em um sorriso perverso enquanto bate sua longa cauda ao redor das pernas de Chris...
"Ninguem me ama, então por que continuar vivendo? Vou pegar aquele frasco e..."
- Vão embora... –murmuro baixinho atraindo os olhos amarelos de minha amada Xio em minha direção.
Xio... dói tanto Xio...
Parecendo entender meus pensamentos ela se levanta de sua poltrona e me levantando se senta na minha e me coloca no colo enquanto acaricia e cheira meu cabelo.
"Há há há! Morra sua desgraçada, morra de uma vez"
"Não consigo abrir esta porta, minhas pernas estão fraquejando... socorro..."
Vão embora vozes horrorosas... Enquanto estiver nos braços de minha amada Xio vão embora... por favor... vão embora...
- E no seu mundo – ouço minha irmã dizer à medida que sinto seus dedos deslizarem por meus fios castanhos – somos exatamente assim? – e acrescenta com um tom de pesar - Em tudo?
"Quero matar todo mundo... meu pai tem uma arma, amanha..."
"AI... está doendo tanto."
"Dor..."
"Dói..."
"Haaaaaaa..."
Não estava olhando para o Chris, meus olhos haviam se fechado instintivamente tentando ignorar aquelas vozes feias, tentando fazer com que aqueles dedos carinhosos fossem minha única realidade. Mas mesmo assim ouvi sua voz respondendo para minha irmã.
- Não, na verdade eu tenho tomado muitos sustos ultimamente. Varias pessoas estão com idades diferentes as de que me lembro. Sem falar que muita coisa de seus passados está diferente do que eu saiba ou me lembre.
- Mas nos éramos amigos, não éramos? – Era Neville... acho que era Neville, ah... que dedos gostosos...
- Er... alguns sim... Na verdadecom alguns de vocês eu nem mesmo trocava muitas palavras. Por exemplo, a Hooch era minha instrutora de vôo no outro mundo, eu só falei com ela durante meu primeiro ano e vez ou outra quando ela era juíza de alguma partida de Quadribol.
- Opa! – minha irmã solta uma gostosa risada – quer dizer então que eu era uma trabalhadora assalariada certinha? Essa é boa.
- Não só você – Harry tinha em sua voz um tom de riso tão gostoso que me arrisquei a abrir os olhos, mas bastou uma rápida espiadinha ao sinistro ao seu redor que novamente fechei os olhos – O Severus era o professor de poções de minha antiga época de Hogwarts, sem falar de meus instrutor em muitas outras artes depois que me formei, a Sibila era professora de adivinhação e até onde me lembro o Nevy, que era do meu ano em Hogwarts, estava estudando para se especializar em herbologia e virar professor.
"Se eu matar meus pais agora eu devo conseguir ficar com a casa... hm..."
- He He... agora entendi por que você se aproximou da gente neste mundo – Era o Neville quem falava... acho – você estava colecionando membros do corpo docente de Hogwarts para poder se dar bem nas provas.
- Hei, hei, e eu? – aquela era a voz de Greyback...acho... talvez... – Eu era o que?
- Um comediante fracassado provavelmente – Severus havia murmurado de sua poltrona.
Apesar do tom mordaz de Severus, todos riram.
Todos menos Chris.
"Hey hey, gatinha, chega mais, prometo não te fazer nada gatinha... Nada meeeesmo..."
"Socorro!"
"Me ajudem!"
Arriscando novamente abrir um de meus olhos eu tentei ignorar a fera negra e voltei minha atenção para o meu amigo, novamente ele parecia incomodado, e quebrando a descontração dos outros, eu disse.
- Não importa em que mundo estivermos. Nem todos podemos ser felizes.
Todos se calam, e voltam a prestar a atenção em Chris, que criando coragem disse.
- Não, nem todos podemos ser felizes, nem estar do mesmo lado.
Foi um longo e frio silencio o que se seguiu... Eu causei isso?
Eu causei a dor em seus olhos, Chris?
Foram minhas palavras?
A minha presença?
Por que tudo se torna silencio ao meu redor? Um silêncio que sempre atrai aquelas detestáveis vozes.
"AAAAAAAH MEUS OLHOS! ESTÃO FURANDO MEUS OLHOS."
"Mamãe? Por que a senhora não está respirando?"
"Se meu marido não quer mais viver comigo não existe mais motivo para eu viver."
"Eu quero morrer."
"Eu quero matá-lo."
"Morte..."
"Morte..."
"Mor..."
CALEM-SE!
CALEM-SE!
CALEM-SE DE UMA VEZ!
Sinto meus olhos se encherem de água, e para disfarçar enterro meu rosto no peito de Hooch.
Por favor... se calem...
- Nem todos podemos ser felizes – Ouço a voz de Xio dizer como se fosse uma caricia ao meu ouvido, apenas para mim...ah... – mas isso não nos impede de lutar para alcançar essa felicidade.
- Mas eu sou tão fraca Xio...tão fraca... – murmuro tremula.
-Mas eu sou forte – ela me abraça como se mais ninguém estivesse aqui – e serei forte por nós duas, minha pequena profetiza.
Com aquela pequena perola de minha infância eu ergo o rosto um pouquinho para olhar nos olhos confiantes dela e com um suspiro volto a me acomodar em seus braços.
Que assim seja, meu amado príncipe.
FIM DO FLASH BACK
(POV normal)
-Cara... comer sem aquele tanto de gente olhando para a gente é o máximo – Fenrir se espreguiçava ainda sentado em seu lugar.
- Concordo – Xionara toma mais um gole de seu cálice antes de continuar – a gente devia aproveitar que não tem uma mesa no grande salão e usar como desculpa para comer fora do grande salão mais vezes. Que tal da próxima vez comermos próximos ao lago?
Apesar de não dizer nada contra Severus se remexe incomodo, talvez por se lembrar de suas ultimas desventuras próximo ao lago.
- Não sei – Neville parecia também tentado com a idéia, mas teve que discordar – se queremos mesmo ser vistos como uma casa, mesmo não oficial não podemos fugir de momentos como esses, a refeição é um dos rituais mais "sagrados" do colégio, não podemos ficar mudando pra lá e para cá, iria parecer que estamos fugindo.
- Mudar... – Luna balbucia para si mesmo, antes de perguntar aos demais algo que a incomodava – Temos mesmo que mudar?
- Hã? – Sem entender a que ela se referia, Neville pergunta.
- Da sala precisa, o Chris disse ontem, no almoço, que mais cedo ou mais tarde teríamos que nos mudar, não lembram? – Ela olha para o fundador de sua casa e pergunta um tanto que tristonha – temos mesmo que mudar? Lá é tão legal.
Durante o almoço de quinta-feira Harry havia lançado aquela bomba no colo de seus mais do que acomodados amigos, não houve nenhuma discução do tema por que ninguém soube como reagir no momento, mas agora, com a cabeça mais fria...
- Eu concordo com a baixinha – Fenrir coça atrás da orelha de forma despreocupada – lá tem tudo o que a gente precisa bem a mão.
- De fato – Severus balança a cabeça afirmativamente – Sem falar que pelo o que você nos explicou, mesmo que mais pessoas se unam a nossa casa, a sala simplesmente pode aumentar de tamanho dependendo da nossa necessidade.
Apesar dos argumentos de sues amigos serem validos Harry teve que esclarecer alguns fatos que talvez não tivessem ficado muito claros.
- Lá não é seguro – o moreno diz sério – Qualquer um que souber a localização da porta e souber também como pedir corretamente a porta conseguiria entrar em nossa casa. A medida que o numero de moradores de nossa casa aumentar vai ser cada vez mais difícil de manter escondida a localização de onde dormimos e depois...
- Já entendi o ponto – Neville interrompe Harry – mas então já pensou para onde iremos?
- Já – Potter suspira, não muito decidido – Mas preciso fazer alguns ajustes antes de que nós possamos nos mudar para lá.
- Ajustes? – Hooch pergunta curiosa – Que tipo de ajustes?
- Tipo... uma porta que vocês possam abrir.
Sabendo que seus amigos não se conformariam com suas evasivas misteriosas, Harry se divertiu com as tentativas deles de descobrir onde seria a nova moradia deles. O moreno não queria revelar no momento por que não sabia se seria possível ou não se mudar mesmo para lá.
Mas ele também apostava que mais de um deles ficaria animado com essa nova mudança, afinal, não é todo dia que se pode conhecer em primeira mão e até mesmo chegar a morar na famosa "câmara secreta de Slytherin"
"Eu aposto que principalmente o Severus vai pirar apenas com a idéia" Harry lança disfarçadamente um olhar na direção do silensioso ex-slytherin
E mesmo sem saber qual seria o próximo destino deles, os integrantes da casa Hardnet não pareciam muito preocupados com isso.
"Seja qual for o lugar que o Chris escolha, sei que vai ser um bom lar" Neville pensa enquanto observa Fenrir dar uma gravata em Harry de brincadeira na tentativa de arrancar alguma informação do quintanista.
"Enquanto estivermos juntos, qualquer lugar será um bom lar"
FLASH BACK
(POV Neville)
Tudo.
Ele finalmente nos contou tudo.
Ou pelo menos quase tudo.
Afinal, em apenas algumas poucas horas não se pode contar tudo o que se aconteceu em uma vida tão alucinante como a de Chris.
Sua infância com sua família muggle.
Sua rotina e aventuras na Hogwarts de seu mundo
As descobertas e decepções que teve em sua época de universidade.
E as perdas... As tantas e tantas perdas quando teve que mergulhar de cabeça na guerra de sua dimensão.
Ao final não consegui sentir pena dele.
Nenhum de nós, creio.
Afinal, sentir pena de alguém como Chris, depois de tudo o que passou, seria praticamente um insulto. Seria o mesmo que negar que alem da dor, ele também teve todos aqueles momentos felizes e as amizades que também cruzaram seu duro caminho.
Sem falar, que em meio a sua longa narração nós mesmos também nos sentimos impelidos a nos abrir.
Botávamos para fora pequenos trechos de nossas próprias vidas, e depois dessa noite acho que conhecemos um pouco mais de cada um que esteve naquele recinto.
Fenrir falou de sua infância complicada, largado entre crianças de ruas em cidades muggles, e de seu ódio por comensais da morte por terem sido eles a assassinarem seus pais e pelos homens do ministério que trucidaram o grupo de lincatropos que o acolheu após a morte de seus únicos parentes.
Hooch nos disse como se ressentia de seus pais que viraram as costas para Sibila quando o ministério, misteriosamente, abriu mão de confinar a garota junto com as outras descendentes de Cassandra graças a intervenção de McGonagall, e como fugiu de casa para se refugiar em Hogwarts junto com a irmã postiça e que agora trabalhava em tudo o que encontrava, inclusive como mercenária, para juntar dinheiro, para quando ambas se formarem em Hogwarts puderam se manter.
Severus se abriu como se sentia sozinho, de como até hoje as únicas amigas que teve foram as irmãs Black, e para nossa surpresa a mais nova era sua noiva!
Até mesmo Luna, que estava ainda remexendo sabe-se lá o que em suas coisas volta e meia soltava alguns de seus comentários bizarros nos fazendo perceber o quanto sua vida havia sido solitária, com as crianças a evitando graças as suas histórias estranhas.
Eu lhes falei de meu noivado com Lucius, mas admito que não disse tudo... Não lhes disse o motivo para fugir desse compromisso.
Quanto menos eu falo disso, menos tenho que sofrer com a tristeza que essa escolha me trás.
Mas pelo bem de Lucius... Pelo nosso bem, é melhor que as coisas continuem assim.
- Nossa, que louco – Hooch disse quando por fim Chris terminou de contar sua longa historia. – Você teve uma vida bem movimentada.
- Nem me fale – Harry disse em meio a um suspiro – mas não tenho muito do que reclamar... – seus olhos se tornam opacos por alguns segundos ao analisar as próprias palavras – não muito...
"Não muito... Apenas as pessoas que tive que perder."
Tive a impressão que era aquilo que ele queria dizer, mas não conseguiu.
Afinal, era aquela a maior motivação dele naquele mundo, não é? Ter uma nova chance de conviver com aqueles que perdeu.
Se fosse isso, uma coisa então começou a me perturbar.
- Por que você não tentou se aproximar ainda do Weasley e de seu pai?
Ah é, outra revelação que pegou todo mundo de surpresa, apesar de já esperássemos que ele tivesse alguma ligação com a família Potter – afinal, com aqueles cabelos e aquele rosto era mais que obvio que ele pertencia a família de James Potter – ninguém esperava que ele fosse logo o filho do James Potter de seu mundo.
Harry James Potter.
Esse foi o nome que Chris disse que um dia foi seu, mas logo após dizê-lo ele pediu para nunca o chamarmos por esse nome, mesmo quando estivermos entre nós, pois alguém poderia ouvir, ou por acidente poderíamos chamá-lo assim em meio a outras pessoas, e ele não sabia ainda se ele iria ou não abandonar seu antigo nome.
Quando eu fiz aquela pergunta ouvi como Severus se engasga sem querer com a própria saliva. Olhando de maneira disfarçada na sua direção percebo que ele com certa dificuldade tentava passar sua normalmente inabalável seriedade, mas que não podia evitar transparecer todo o efeito que aquela pergunta lhe causou.
Não o culpo.
Afinal, eu também poderia ter perguntado.
"Por que escolheu ficar conosco se podia ter feito amizade com seu pai, seu padrinho e seu melhor amigo?"
- Como assim? – ele me olha confuso – eu me aproximei deles, vez ou outra nós conversamos e...
- O que o Neville quis saber, foi por que você não tentou virar uma espécie de "quinto maroto" – Fenrir corta Chris deixando bem claro a sua impaciência – nós sabemos que vocês e os leões já são amiguinhos, mas se você quisesse, aposto que eles não se importariam de incluí-lo naquele clubinho.
Wou... Acho que não poderia esperar que ninguém naquele quarto pudesse ser mais cruelmente direto que o Fenrir.
Agora todos nós esperávamos por uma resposta daquele adolescente, ou ao menos adulto que tinha a forma de uma adolescente que revolvia os próprios cabelos, nervoso, atrás das palavras certas para dizer.
- Eu... Acho que um pedaço de mim chegou a desejar isso – ele diz sem jeito, sem coragem de nos encarar – algo dentro de mim desejou abraçar bem forte aqueles quatro que pareciam tanto com quatro das pessoas que eu mais amei. Mas... Mesmo que eu as abraçasse... Mesmo que dissesse que sentia a falta deles... Mesmo... Mesmo se pedisse que nunca mais se afastassem de mim, eles não saberiam do que eu estaria falando. Eles não me abraçariam de volta com o mesmo amor que eu as abraçaria, por que, mesmo que se pareça com elas, eles não são as pessoas que eu tanto amei.
A tristeza de sua voz pareceu impregnar cada pedaço daquele quarto, mesmo Hooch, que aparentava ser a mais descontraída no recinto pareceu murchar um pouquinho a cada palavra dita por Chris.
E mesmo com aquele clima de melancolia ele continuou.
- Meu amigo me mandou para cá para tentar uma nova vida, não para repetir a anterior – ele sorriu com tanto carinho para nós que com aquele simples gesto afastou metade da tristeza que havia nos contagiado – e vocês fazem parte dessa nova vida, eu me aproximei de vocês, não por que vocês se pareciam com as pessoas de meu outro mundo, mas por que assim como meus amigos do outro mundo, eu sinto que posso confiar em cada um de vocês.
Como ele consegue fazer isso?
Como ele consegue revolucionar de maneira tão drástica o clima ao seu redor?
- O James Potter que foi meu pai no outro mundo não é o mesmo James Potter que é meu amigo nesse mundo. – percebo que ele diz isso olhando de relance para Severus – o Ronald Weasley que foi meu melhor amigo no outro mundo não é o mesmo Ronald Weasley que é meu amigo nesse mundo. – e então se voltando para mim e dizendo de forma séria ele conclui – Assim como o Neville Longbottom que foi meu amigo no outro mundo não é o mesmo Neville Longbottom que é meu melhor amigo nesse mundo.
Melhor ... amigo?
Olho fundo nos olhos verdes do meu amigo e sinto como se mais uma vez uma onda quente de felicidade varresse toda tristeza para fora.
Nossa, eu ainda não sei como ele consegue.
Mas definitivamente nunca vou conhecer alguém que consegue revolucionar tanto com os sentimentos dos outros como Harry James...
Não, como Christopher Hardnet.
Meu melhor amigo.
FIM DO FLASH BACK
(POV normal)
- Não é por nada não, mas tem uma coisa que eu gostaria de saber.
Já pressentindo que nada de bom, útil ou pelo menos sério poderia sair do tom sarcástico de Hooch, os demais voltam sua atenção para a garota.
- Até quanto vamos ter que andar para cima e para baixo com essas gravatas pretas? – tentando enfatizar o fato ela ergue a própria gravata com a ponta dos dedos – o nosso uniforme já é negro, com gravatas dessa cor parece que estamos indo para um enterro!
- Pensei que estávamos tentando "construir" uma nova casa, e não um estande de moda – Severus ignora o olhar indignado que sua resposta arrancou de Hooch – Na nossa atual situação, as cores de nossas gravatas deveriam ser nossa ultima preocupação.
- Eu não diria isso – Neville massageia a área entre seus olhos deixando transparecer um pouco de cansaço – As pessoas já não simpatizam muito com nossa... er... Causa, andar por aí como se estivéssemos de luto não é visivelmente produtivo. Querendo ou não as pessoas se deixam influenciar... ai – a dor em sua cabeça parecia piorar – as pessoas se deixam influenciar por esse tipo de coisa.
- Você está bem Nevy? – Harry pergunta preocupado.
- Não é nada – o quintanista esverdeado tenta sorrir, mas ainda tinha o cenho franzido de dor. – apenas não dormi muito bem ontem.
- Sei... – Harry não pareceu engolir aquela desculpa, mas deixou para lá – Eu entendo o ponto levantado por Hooch e Neville, por isso, quando encontrei a diretora ontem, aproveitei para tocar no assunto.
No café da manhã de quinta feira, a diretora havia ido pessoalmente falar com Harry no meio do grande salão, para falar em particular com o quintanista. Ou ao menos o mais particular que um salão cheio de alunos, professores e refugiados poderia ser.
Minerva havia pedido que Harry faltasse à primeira aula do dia e que fosse a diretoria, pois ela tinha algo para lhe dar.
Qual não foi sua surpresa quando ela lhe entregou um colar idêntico ao que Fenrir geralmente carregava no pescoço?
"Já que igual ao seu amigo Greyback você não possui nem um pingo de magia, nada mais justo e seguro do que carregar um desses com você" a mulher disse isso, apesar de que seus olhos deixavam bem claros que nem ela mesma acreditava em suas próprias palavras, e completou de maneira travessa "Espero que faça bom uso dele"
Ah, ela podia apostar que ele faria.
Aquele era o assessório mágico mais poderoso que ele já tocara, bastou uma noite de testes para comprovar isso, aquele colar era capaz de repelir até mesmo os seus feitiços mais poderosos. Mas também era uma perigosa faca de dois gumes, pois assim como ele não permitia que seu usuário não fosse enfeitiçado, ele também impedia que a magia fluísse para fora do corpo de Harry, o transformando, ironicamente, em um aborto enquanto estivesse no pescoço do moreno.
Mas isso era algo que ele já havia relatado para seus amigos na noite passada, o tópico agora era outro.
- Depois que ela me deu o colar – instintivamente ele leva a mão aonde o colar estava preso em seu pescoço, escondido debaixo das vestes – eu aproveitei para questionar sobre como seria definido as cores e o animal de nossa casa, como registrariam os pontos de nossa casa, como poderíamos e não poderíamos recrutar os de mais alunos... Esses tipos de coisas.
- E... – Neville o incentiva a continuar
- E... ela até que foi bastante solicita em responder – Harry franze o cenho, ainda desconfiado da repentina boa vontade da misteriosa diretora – Quanto as cores e o animal, ela disse que bastava que o fundador de nossa casa, no caso eu, mentalize para que nossas gravatas mudem de cor e que nosso brasão seja criado.
- Legal! – Fenrir brinca com a gravata que tinha folgadamente pendurada no pescoço – Quer dizer que um dia podemos andar por aí com uma gravata verde limão com bolinhas rosa chicle e no dia seguinte com uma gravata laranja fosforescente com listras azul bebê?
- Por Merlin... Diga que não – O pobre Severus tentava em vão não imaginar aquelas tristes combinações.
- Na verdade – Harry também parecia evitar que sua mente se afogasse naquele "mar de mal-gosto" - Quando eu fizer a escolha será definitivo, por isso eu queria a opinião de vocês. Eu ainda não sei que animal vou escolher, mas já pensei nas cores.
- Desde que não envolvam "verde limão" e "laranja fosforescente"... – Severus faz uma careta de nojo.
- Fique tranqüilo, minha escolha é baseada em algo um pouco mais significativo do que um péssimo senso de moda – Harry sorri quando sua indireta BEM DIRETA arranca um insultado estirar de língua de Fenrir – Eu pensei em branco e prata.
- Ótimo! – Exclama Hooch erguendo os braços, exasperada – saímos do velório e caímos direto no Reveillon. TRAGAM OS CHAMPAGNES!
- Eu prefiro o suco de abobora – Luna pondera levando o dedo indicador a altura dos lábios em uma pose pensativa – Ou suco de ameixa, apesar que quando ele cai na roupa ele mancha mais que o de abobora.
- Sinceramente nada vence o bom e velho uísque de fogo – Fenrir sorri de orelha a orelha e ergue um cálice com substancia mais do que suspeita para se estar bebendo em plena manhã de sexta-feira.
- Bebidas a parte – Harry tenta retomar o assunto em questão – Eu pensei nessas cores não por questões estéticas, mas pelo que significam. O branco é a união de todas as cores, que é o que iremos promover ao acolher qualquer aluno de qualquer casa. E o cinza da prata representa a intercessão nesse eterno preto e branco que as famílias das trevas e da luz insistem em pregar, iremos mostrar que todos podemos criar nossas próprias opções..
Harry não precisou dizer duas vezes, todos aprovaram a sua idéia, e bastou um breve momento de concentração e logo as gravatas dos sete amigos estavam brancas com listras pratas.
Ou seriam pratas com listras brancas?
Enquanto todos admiravam suas novas gravatas, Hooch sem perceber murmurou para si mesma.
- União e o direito de escolha – A menina sente um nó na garganta – Espero que essa não seja mais uma ilusão,
FLASH BACK
(POV Xionara)
Minha perna está dormente.
Sei que deveria pedir para Siby se levantar ou ao menos mudar de perna, mas apesar da dor, o cheiro de seus cabelos e o toque suave daqueles fios em meu rosto me deixavam quase em transe, fora que...
Cruzes... Eu devo ser realmente uma pervertida.
O corpo de Siby se remexe sobre minha coxa na tentativa de se acomodar melhor e eu quase suspiro de felicidade.
Ah... Eu posso até ser uma pervertida, mas sou uma pervertida feliz.
- Então nessa guerra desse mundo você deve ter seu lado mais do que definido – ouço Severus, como sempre, tentar focar o assunto tratado no ângulo mais sério possível.
Hm... Sinceramente não me interesso muito por esse tipo de assunto.
Guerra, lados, magos da luz ou das trevas. Quando eu e a Siby terminarmos Hogwarts pretendo ma afastar de tudo que possa ferir a minha pequena. Não só da guerra, mas talvez até mesmo do mundo mágico.
Afinal, vivermos como muggles não me parece uma idéia tão ruim.
E se não for o caso, talvez nos mudemos para a America, ouvi dizer que os magos daquela bandas tem leis bem menos rigorosas do que os...
- Eu não sei – Disse Chris interrompendo meus devaneios – É verdade que em meu mundo eu fui jogado de pára-quedas no meio da guerra, e por sorte a maioria dos meus ideais batiam com os de meus aliados, mas agora...
- Não tem tanta certeza quanto a isso? – Neville tenta complementar o que nosso amigo dizia.
- Por aí – Ele concorda – Ainda não concordo com os ideais e os métodos que os magos das trevas usam, mas tambémnão sei se poderia apoiar pessoas que agem como soube que agem o pessoal do ministério – percebo que Chris lança um olhar pesaroso na minha direção e na direção de Fenrir.
Com isso eu tive que me conter para não transparecer em meu rosto um pouco da revolta que comecei a sentir...
Não por Chris, mas por meus pais.
Aquele assunto me fez lembrar como... Como eles simplesmente viraram as costas para a Siby.
"LEVE-A PARA FORA DAQUI!" lembro de como minha mãe gritou naquela noite " LEVE ESSA MALDITA CRIANÇA AMALDIÇOADA DAQUI!"
Aquelas palavras vieram de uma suposta maga da luz, não vieram?
Não se pode simplesmente confiar em lados e ideais nessa vida, se algo eu aprendi nesses anos em que eu tive que contar apenas comigo mesma foi que confiar cegamente em alguém pode ser o mesmo que caminhar sobre uma corda bamba com uma venda, podemos até chegar do outro lado da corda, mas as chances de dar um passo em falso e se estatelar no chão são beeeeeem grandes.
- Então não escolha um lado – digo com simplicidade, tentando afastar de minha mente as tristes cenas daquela noite que ainda me assombrava – Nem todos temos que nos envolver se não queremos.
Ele fica mudo por alguns segundos em que eu daria tudo para saber o que se passava em sua cabeça.
Por fim ele apenas assentiu com a cabeça e respondeu:
- Tem razão, não existe motivo para nos envolvermos em algo que não queremos.
Não sei por que, mas algo em seu tom não me passou nenhuma firmeza em sua resposta.
Você não me engana Chris, sei que talvez você queira não se envolver, mas pelo pouco que ouvi de sua historia dificilmente conseguiria se manter afastado se alguém de quem você goste esteja correndo perigo.
Sinto como mais uma vez Siby se remexe e ouço de sua voz baixinha alguns murmúrios agoniados.
Quando algo precioso para nós está em risco dificilmente conseguimos seguir o caminho mais seguro.
Nem que para isso tenhamos que cruzar uma corda bamba usando uma venda.
Mas talvez... Talvez se a "venda" da vez for você, Chris, eu não me importe de me arriscar.
Talvez... Se gentilmente você cobrir meus olhos e me sussurrar o caminho eu possa cruzar essa corda bamba.
Talvez... Apenas talvez, dessa vez eu me deixe guiar cegamente por você.
Chirs.
"CRIANÇA DO INFERNO..." ainda ouço em minha mente a voz transtornada de minha mãe "ESPERO QUE MORRA, ESPERO QUE MORRA BEM LONGE DAQUI!"
Por favor, não me deixe cair, eu confio em você, apenas não me deixe cair novamente.
FIM DO FLASH BACK
(POV normal)
- Vocês só podem estar brincando. – Severus sibila perigosamente enquanto folheava os pergaminhos em suas mãos – vocês realmente não esperam ganhar uma nota minimamente descente com esses trabalhos, esperam? – o sextanista, ainda exasperado puxou de suas coisas uma pluma e um tinteiro vermelho e começou a sublinhar varias partes dos deveres em suas mãos.
Após muito relutar, Severus, após terminar totalmente sua refeição havia aceito corrigir o dever de poções de seus amigos.
Mas aquela estava se provando ser uma missão nada agradável não apenas para ele.
- Ai Sevy, você que é rigoroso de mais – Fenrir reclama ganhando apenas um olhar ferino do colega devido ao apelido irritante – já é muita sorte eu ter me disposto a fazer esse dever.
- Você deveria fazer TODOS os deveres,não só os que você GOSTA de fazer – Neville parecia a beira de um ataque de nervos diante do desleixo do amigo – mas eu tenho que concordar com você em uma coisa – o moreno olha com o cenho franzido para o pergaminho hiper rasurado que Severus acabara de lhe devolver em sua mega-rapida-correção – você é rigoroso de mais quando o assunto é poções,Severus.
- Sem rigor, em poções – Severus diz para seus inconformados amigos - as chances de transformar um antídoto em veneno são de 100%
Contendo o que seria uma tremenda crise de riso, Harry leva sua taça com leite a boca. Cada dia mais Severus demonstrava vestígios de seu eu do outro mundo.
E como aquilo o divertia.
Com um suspiro resignado, o moreno aparentemente mais velho joga os dois últimos pergaminhos para seus respectivos donos e diz:
- Os únicos ligeiramente aceitáveis são os do Chris e o da Luna.
- Não é justo – Hooch protesta com seu dever em uma mão (ainda ultrajada por ser corrigida por um sextanista) e na outra um pedaço de panqueca – o Chris não conta, ele já se formou e tudo em Hogwarts e a Luna... bem, a Luna é a Luna...
Em um consenso mutuo, os amigos trocam olhares constrangidos.
Definitivamente,a Luna era a Luna.
Aquela menininha era indescritível.
Devido a aproximação semi-forçada que eles agora passavam, algo foi descoberto sobre a pequenina. A menina não tinha registrada em sua mente apenas fatos de relevância duvidosa, mas tudo sobre qualquer assunto!
Aparentemente ela tinha uma espécie de memória fotográfica onde tudo o que vê e ouve fica vividamente guardado em sua memória.
Definitivamente, se seus colegas de casa tivessem dado a devida oportunidade para a pequenina e relevado seus comentários estranhos, ela teria se tornado a maior estrela das águias,naquele e em todos os anos seguintes.
"Bem,azar o deles e sorte a nossa" Harry sorri olhando para a loirinha.
Ela definitivamente era especial.
FLASH BACK
(POV Luna)
- 45! – Xionara quase pulava de sua poltrona de tão empolgada que estava
-32, eu aposto que é 32. – Severus dizia em tom conclusivo enquanto fitava Chris de cima a baixo de forma analítica
- Nã... – Contendo o riso o Fenrir tentava soar serio – eu ainda acho que é 50...
-EU JÁ DISSE QUE NÃO SOU TÃO VELHO ASSIM!
Nosso querido amigo Chris grita,aparentemente bastante nervoso com as tentativas que os outros faziam de acertar sua verdadeira idade.
Eu havia acabado de achar o que tinha ido procurar em minhas coisas, um livro sobres a centopéias nômades do Butão. Esses bichinhos são realmente fascinantes e...
Nossa...aquilo é uma veia que vejo crescer na testa do Chris ou é uma centopéia nômade do Butão?
É melhor ele ter cuidado,tanto stress pode causar queda de cabelo,e o cabelo dele é tão bonito, parece o ninho de um...
- Ora Chris, - Severus diz com um tom até que condescendente, mas que não combinava nada com o sorriso debochado que crescia em seus lábios – não espera mesmo que acertemos facilmente a sua idade se você não mostra sua forma verdadeira, espera?
Ora,quem disse que não?
- Ele tem 25 – digo confiante enquanto voltava a me acomodar em minha poltrona.
O meu amigo com cabeça de ninho de mafagafos me olha perplexo e acena positivamente com a cabeça.
-Está certo – ele pisca de forma engraçada algumas vezes, aparentemente confuso – como você sabe?
- Calculei. – dei novamente entre ombros, mas ao notar que aquilo não satisfez a curiosidade deles, complementei – pela sua historia, e tudo o mais, eu calculei.
Por que ele me olhou de uma maneira tão carinhosa? Não é normal a gente prestar atenção ao que os outros dizem?
Eu sempre presto.
Papai diz que eu sou especial, que minha mente trabalha mais rápido que a dos outros.
Será?
Se eu sou tão especial então por que ninguém gosta de ficar muito tempo perto de mim?
Coisas especiais são legais. Iguais as coisas que eu leio sempre no jornal do meu pai ou nesses livros que trago de casa.
Por que coisas especiais afastam as pessoas?
Eu acho o Chris e os outros muuuuito especiais, e quero ficar juntinha deles.
- 25 anos então? – Fenrir olha para Chris com aquele jeito esquisito que ele gosta de olhar o nosso amigo que faz o Severus trincar os dentes de vez enquanto – quer dizer que eu fui seduzido por um homem mais velho? – ele faz uma pose engraçada arrancando uma forte gargalhada de Xionara, um negar de cabeça de Neville,um suspiro resignado de Severus,e um fuzilar de olhos de Chris – seu pedófilo.
- Eu nunca entendi isso direito –Xionara consegue dizer entre a pequena crise de riso que teve – vocês, afinal, estão ou não estão namorando?
Eles estavam namorando? Poxa,eu jurava que era uma amizade carinhosa.
- É mesmo – Severus finge não estar muito interessado, mas se entrega ao olhar de maneira tão intensa para Chris... wou... se os olhos de alguém já estiveram tão próximos de sair voando do próprio rosto... – apesar dos boatos que rolam por aí, vocês nunca explicaram PARA A GENTE o que vocês tem.
- Er... – Chris parecia mais sem jeito que nunca – Eu meio que estou ajudando o Fenrir em um projeto.
Aaaaah, agora eu entendi, o Chris está ajudando o Fenrir a descobrir quanto tempo um ser humano pode agüentar o peso de outro ser humano durante o dia, por isso o Fenrir vive escorado nos ombros dele.E eu que pensava que era por que como o Chris é baixinho o Fenrir o usava como levianamente como escoro.
Como eu pude ser tão tola?
-Que espécie de projeto? – Os olhos de Severus se estreitam.
Tanto Chris quanto Fenrir trocam olhares,e dando entre ombros, o meu amigo de cabelos cinzas parece o autorizar a dizer algo.
- O Fenrir está afim de alguém e eu estou ajudando ele a conquistá-lo.
...
Por que todo mundo olhou para o Fenrir como se ele tivesse desenvolvido uma segunda cabeça?
- Wooou – Xionara foi a primeira a sair do choque – você está realmente, realmente, realmeeeeente a fim de alguém? Tipo, apaixonado?
Que gracinha! É a primeira vez que vejo alguém ficar tão vermelho, o Fenrir até tenta disfarçar virando o rosto, mas aquilo apenas deixou tudo mais obvio.
- E para ajudá-lo a conquistar alguém você finge ser o namorado dele – por que o Severus não parece tão comovido quanto eu? – permita-me duvidar desses métodos idiotas...
- Esse é apenas o primeiro passo – Chris parecia realmente insultado, eu também ficaria, até que o plano não é tão ruim – agora que o... – ele volta a olhar na direção de Fenrir como se pedisse autorização para algo e com o assentimento do albino ele continua – que o Remus parece bastante balançado vamos passar para a segunda etapa.
- Remus? – Neville pergunta aparentemente assustado – Remus Lupin? O Remus Lupin de Griffindor?
WOOOOOOOU, é normal alguém ficar tão vermelho quanto o Fenrir está?
- O que você pode querer com um maroto? – Severus tem agora uma expressão meio de nojo na cara – pensei que as pessoas com quem você saísse fossem de um estilo um pouco mais diferente.
- Remus... – Fenrir buscava palavras com um pouco de dificuldade – Remus é um caso diferente, ele é meu companheiro de alma.
Que fofo! Que fofo! Que fofo!
Eu nunca sonhei que viria um verdadeiro elo de alma. Sempre li muito da ligação de alma entre os elfos pigmeus da Tanzânia, mas... Péra ai, ligação de alma não só pode ser feita por criaturas mágicas da mesma espécie?
- O Remus é um lobisomem?- eu pergunto curiosa.
Ai ai ai... Porque ultimamente todo mundo tem me olhado dessa maneira estranha? Eu disse algo errado?
- Lupin, um lobisomem? – Severus,ainda abalado balança a cabeça negativamente – impossi...
-É verdade – Chris o interrompe
- O que? – não sei quem que perguntou isso ,mas com certeza foi bem mais de uma pessoa.
-Chris! – Fenrir lança um olhar mortal na direção de Chris – você não devia ter...
-É necessário Fenrir – ele fecha os olhos com pesar -– sei que ele se esforçou muito para esconder isso de todos, mas para a segunda fase do plano eu vou precisar da ajuda de todos, principalmente da ajuda do Severus.
- Que diabo de fase é essa? – Fenrir parecia bem irritado.
- Na hora eu lhe digo, por ora eu tenho um pedido a fazer para vocês – ele olhar um a um a sua frente – Não sei se todos estão cientes do que se trata uma ligação de alma, mas é algo extremamente doloroso se não for correspondido, doloroso para ambas as partes. Fenrir conviveu com o desprezo de seu companheiro de alma por cinco anos, e talvez não resista por muito tempo se as coisas prosseguirem assim.
-Ele parece muito bem ao meu ver – Severus diz frio, mas olhava de uma maneira preocupada para Fenrir.
- Ele é jovem, e de uma maneira bem mercenária – Chris lança um olhar acusador na direção de Fenrir – tem conseguido manter um certo contato com seu parceiro, mas isso pode não durar para sempre. Se quando terminar Hogwarts Remus sumir no mundo para se afastar de Fenrir, ambos acabarão definhando.
- Mas isso é burrice! – Xionara ergue as mãos exasperada – se o próprio Lupin se sente mal longe do Fenrir, por que não tenta desenvolver alguma relação com ele? Quer dizer, o Fenrir pode ser um galinha,pervertido e ligeiramente sádico, mas definitivamente não é de se jogar fora.
- Valeu gatinha – o albino pisca um olho com um sorriso safado – se eu não fosse um cara duplamente comprometido, você também seria uma ótima opção para mim.
-Er...podemos manter o foco na pauta em questão? – Neville parecia constrangido, não sei por que,eram apenas dois amigos se elogiando mutuamente... Falando nisso,será que eu também sou...como ela disse? Ah! Será que eu também "não sou de se jogar fora"?
- Remus é um lobisomem transformado, não é como Fenrir que nasceu assim – Chris continua apesar de não poder conter em seu rosto um sorriso debochado devido aos comentários anteriores, pelo visto ele não se constrange fácil como Neville, talvez eu deva perguntar a ele se eu também não sou de se jogar fora. Retomando o ar sério, ele prosseguiu – Não sei como foi a infância de Remus, mas assim como em meu mundo ele passou por muitos traumas, e pelo visto,aqui, ele não conseguiu se abrir com os amigos e assim não teve uma válvula de Fenrir se aproximar revelaria aquilo que ele quer esconder de todos sem falar que o fará encarar esse estado que por ignorância apenas o faz sofrer... Se ele aceitasse...
- Ora Chris, convenhamos – Xionara o interrompe – mesmo se ele aceitasse o fato de ser um lobisomem nada poderia ajudar, quero dizer, desculpe Fenrir, mas uma maldição não deixa de ser uma maldição.
Fenrir arreganha os dentes para a Xionara, que não parece se intimidar, apenas lançando um olhar de desculpas devido a sua mais que comum falta de tato.
- Aí que você se engana – Chris olha a amiga com seriedade – Se Remus aceitar o que é, tudo se torna mais fácil, tanto para Fenrir como para ele mesmo, até as transformações se tornam menos dolorosas e... Bem é difícil de explicar,é algo mas fácil de se sentir.
- Comovocê. – Severus diz sério, não perguntando, mas como se afirmasse algo que já suspeitasse.
O que ele quis dizer com isso?
- Sim, assim como eu.
Hei, hei, do que eles estão falando? Como o Chris pode saber como é se transfor... a,entendi.
- Você é um lobisomem também? – Neville foi mais rápido dessa vez na hora de dizer a conclusão.
- Não – ele balança a cabeça – não sou um lobisomem – e ao ver que Severus ia dizer algo ele o cortou – nem um meio lobisomem, sou parcialmente um licantropo.
- Isso soa como meio lobisomem para mim – Hooch cruza os braços .
- Não, lobisomens são licantropos, mas nem todos os licantropos são lobisomens, a besta que reside em meu interior é a de outro animal.
-Ah... – eu o olho com interesse – mas eu pensei que híbridos com humanos não carregassem a besta em seus corpos
- Como o ritual que eu fui submetido foi interrompido pela metade por uma poção, eu meio que sou um caso a parte.
- Como assimum caso a parte? - Neville pergunta um pouco preocupado.
- Por exemplo, eu tenho certo controle sob aminha transformação, podendo me transformar quando eu quero, até mesmo fora do período da lua cheia.
- Isso quer dizer que mesmo se você não quiser se transformar...
- Não, pelo menos uma vez ao mês eu tenho que me transformar, se não... – nossa, agora foi a vez do Chris ficar vermelho – bem, digamos que meus hormônios ficam desregulados.
- E que animal é a sua besta interior – Fenrir pergunta com os olhinhos brilhantes de expectativa.
- Aaaah... acho que vou deixar para revelar isso em uma determinada noite – ele diz de maneira misteriosa .
- Aposto que é uma águia – Hooch diz animada- vocês já viram como ele voa?
-Não é uma ave – ele a corrige um pouco irritado.
- Nã... Com o cedo que ele acorda parece mais um galo – Neville ri entre dentes
- Já disse que não é uma ave... – opa,é uma veia que eu estou vendo pulsar de novo na testa dele?
- Nananinanão – Fenri diz confiante – com esse cabelo? Ele está mais para corvo.
-CARAMBA EU JÁ DISSE QUE NÃO É UMA AVE!
- Um pinguin – dessa vez foi minha vez de "chutar".
- Por que você acha que é um pinguin? – Severus me pergunta confuso.
- Por que eu adooooro pingüins!
- Por favor... – estranhamente Chris diz com uma cara que parecia prestes a cair no choro – eu já disse que não é uma ave...
Ai ai...definitivamente eu não quero nunca me afastar de nenhum deles.
FIM DO FLASHBACK
(POV normal)
- Ano passado Theodore Nott foi o velocista mais rápido do ano – Hooch dizia enquanto gesticulava de maneira exagerada
- Sem essa – Harry arregalava os olhos, descrente – em meu mundo eu nunca vi ele nem próximo a uma vassoura.
- Bem, se o seu Nott voasse metade que o Nott desse mundo, então esse foi um talento muito bem desperdiçado, o cara é uma bala.
- Hm, eu pensei que nesse mundo meu pai... Digo, James também seria o melhor jogador de sua geração – o moreno parecia um pouco decepcionado.
- E é – a garota dá entre ombros – velocidade de nada adianta em Quadribol sem imaginação e agilidade, e isso Potter tem de sobra – ela suspira um pouco frustrada – Eu que sei, já joguei contra ele e perdi "N" vezes.
- E qual time tem a melhor defesa?
- Ah sem duvidas são os...
Depois que todos terminaram suas respectivas refeições, por decisão mutua, eles decidiram passar um tempinho na cozinha para se distrair.
O único problema é que os dois maníacos por Quadribol do grupo engataram em uma conversa sem fim sobre os times daquele ano, seus jogadores mais fortes e mais fracos.
Assunto que não era agradável a todos os presentes.
- Não sei por que vocês gastam tempo pensando nessa besteira – Severus teve que se conter muito para não dizer nada mais drástico do que "besteira" – Com tudo o que teremos que passar nesse ano, era de se esperar que...
- Mas Severus, se vamos montar um time de Quadribol , temos que estar atualizados quanto a esses tipos de dados – Harry solta essa bomba de maneira mais inocente possível.
- Talvez, mas mesmo assim... – Severus arregala os olhos ao se tocar do que acabara de ouvir e mortalmente desconfiado, pergunta – como assim "montar um time"?
- Eu talvez tivesse que ter dito antes – o moreno sorri sem graça a medida que seus olhos se desviam estrategicamente na direção de sue prato vazio – mas eu pedi permissão para montar um time de Quadribol. E como sem a Xionara como capitã, Hufflepuff vai ficar fora do torneio desse ano a diretora permitiu que tomássemos o lugar deles. Er... Isso não é o máximo?
- Você está louco? – Severus disse isso tão exasperado que quase realizou a proeza de pular mesmo estando sentado.
- Hm... Fenrir, você por acaso "batizou" o suco de abobora do Chris de novo? – Neville pergunta a medida que o tom verde de sua pele ficava mais e mais pálido.
- Não – o albino não parecia tão perturbado quanto os outros, mas também não parecia mais feliz e olhando para dentro do próprio copo, completa – E pelo visto ele não tomou nada do meu, apesar de eu ter as minhas duvidas.
- WOOOOU! É SÉRIO? – Xionara era visivelmente a mais animada com a notícia – Nós vamos entrar na disputa?
- Calma lá! – Neville tenta puxar a amiga de volta para a terra firme – Vocês não podem formar um time.
- Por que não? – Harry pergunta.
- Que tal por uma pequena questão numérica? – Severus responde venenoso.
- Ora, não vejo ainda o problema – Harry sorri de maneira sugestiva – até aonde eu sei, um time de Quadribol é formado por sete jogadores.
Guiados pelo comentário de Harry, os SETE integrantes da casa Hardnet olham entre eles e quase ao mesmo tempo a "ficha" cai para todos. E sem grande surpresa para Harry, a primeira oposição ao seu plano veio de sua antiga primeira e única apoiadora.
- Você só pode estar louco se pensa que vou colocar a MINHA Siby em cima de uma vassoura a mais de vinte metros de altura sendo perseguida por bolas assassinas! – o tom dela era tão perigosamente mortal que quase fez Harry se arrepender de sequer cogitar aquela idéia.
Mas o moreno não deu para trás.
- Não se preocupe Xionara – ele tentou soar o mais conciliador possível debaixo daquele par de ferozes olhos de águia – Eu disse que ela formaria parte do time, não que jogaria.
- Como assim? – a garota pergunta ainda de forma desconfiada.
- Em um jogo, se um dos jogadores se fere gravemente, o que acontece?
- É substituído – Neville responde automaticamente.
- Isso – Harry sorri para o amigo e volta a perguntar olhando para Hooch – e se não houver reservas?
- O time continua o jogo, mesmo desfalcado – a garota parecia começar a entender a linha de raciocínio do quintanista, mas antes de se animar muito, ela volta a estreitar os olhos, desconfiada e pergunta – Mas para isso ela não teria que se ferir de qualquer forma?
- Não exatamente – O garoto ergue os braços na defensiva – basta que ela entre em campo, e antes que levante vôo ela só teria que fingir uma enorme dor no braço, na perna, na barriga... Em qualquer lugar e pronto, ela não teria que jogar. Claro que isso também se aplica a Luna.
- Ótimo Hardnet, e onde exatamente eu teria que simular a MINHA dor? – Severus pergunta sarcástico – Por que eu também não pretendo jogar.
- Ora vamos Severus, é por uma boa causa – Harry faz sua melhor carinha de suplica, com direito a beicinho e grandes olhos verdes e brilhantes – Sem falar... – o moreno pensa um pouco – que eu estava pensando que você daria um óooootimo goleiro.
- Pensou é? O ex-slytherin ergue uma sobrancelha tentando prever qual seria o bote que viria daquele comentário aparentemente inocente – E por quê?
Sabendo que seu próximo comentário fisgaria o moreno aparentemente mais velho, Harry sorri de orelha a orelha.
- Por que o maior antagonista de um artilheiro em uma partida de Quadribol é justamente o goleiro. E acho que você sabe muito bem quem é o artilheiro estrela de Gryffindor.
Severus captou o recado de primeira:
"Qual campo de batalha seria melhor para tirar a desforra contra seu inimigo natural se não dentro de seu próprio território?"
Seria uma humilhação sem limites para Potter se perdesse, mas se ganhasse... Bem, seria apenas algo que todos já esperavam do grandioso James Potter, nada de mais.
Ao ver um sorriso maldoso se desenhando na face de Snape, Harry já soube que havia ganhado o seu goleiro. Ele não estava muito feliz em alimentar a animosidade entre Severus e James, mas em épocas desesperadas, medidas desesperadas.
- E quanto a mim? – Fenrir descansava o cotovelo no joelho e a cabeça na mão com uma expressão entediada – Qual será o seu argumento para evitar que eu seja acometido repentinamente por uma terrível dor de barriga?
- Er... – Harry pensou um pouco – Que tal todos os ossos, crânios, e juntas que você quiser quebrar enquanto é aplaudido por uma arquibancada inteira?
Os dois jovens se encaram por alguns segundos em silencio enquanto Harry espera a reação do albino diante da sua proposta de carnificina totalmente liberada.
- Há há há há ! – o sextanista gargalha enquanto ergue o tronco e dando uma palmada na própria coxa, diz – Tá aí, você acaba de ganhar mais um jogador, companheiro.
- Ai ai... pelo visto vocês vão levar mesmo essa idéia para frente – Neville diz isso um pouco ofegante e com a face coberta de suor – Se não tem jeito, acho que terei que embarcar nessa também.
- Na verdade Nevy – Harry diz um pouco sem graça – eu gostaria que você, assim como a Luna e Sibila, ficasse no banco.
- O que? – o ex-texugo soou insultado. – Por quê?
- Não me entenda mal, mas já vamos entrar em campo com o time beeem desfalcado, se tivermos que nos preocupar com a segurança dos nossos já poucos jogadores não teremos a mínima chance.
- Se é que antes já tivéssemos alguma – Severus murmura agourento.
- E... – Harry lança um olhar irritado para Severus para em seguida retomar a palavra – vamos e convenhamos você não é exatamente o melhor piloto de vassouras do quinto ano.
A verdade era que mesmo não sabendo voar muito bem, Harry sabia que com um pouco de determinação Neville conseguiria guiar bem uma vassoura, mas ele estava preocupado com o estado atual do amigo, aquele tom verde suspeito em sua pele parecia ficar mais e mais forte e era evidente que apesar dos exames dizerem que ele está bem seu estado físico estava cada vez mais debilitado.
Não arriscaria colocá-lo em cima de uma vassoura sem antes ele estar melhor.
- E quanto a Fenrir? – Neville não parecia muito a fim de deixar o assunto morrer – Até aonde eu sei, desde que entrou em Hogwarts ele não compareceu a uma única aula de vôo.
- Hiii, esse é um bom ponto – o albino concorda, mas não parecia muito abalado.
- Sem problemas – Harry também não parecia muito disposto a dar o braço a torcer – Basta ele aprender a se equilibrar em uma vassoura que de resto eu pretendo colocá-lo em uma posição que não precisa de muita agilidade ou técnica. Como batedor ele só precisa de resistência para quando se jogar na direção dos balaços conseguir suportar qualquer erro de calculo que o faça ser atingido e força para lançá-los na direção de outros jogadores.
- E um pouco de pontaria, não vamos esquecer – Severus inclina a cabeça um pouco e sorri enviesado – acho que não seria nada agradável ser atingido por um balaço vindo do nosso próprio time.
- E um pouco de pontaria – Harry estremece ao imaginar sendo atingido por um balaço lançado por alguém com a força de um lobisomem.
- Vocês pretendem mesmo fazer isso, não é? – Neville pergunta com um fiapo de voz – entrar em um dos jogos mais perigosos já criados no mundo mágico com apenas quatro jogadores contra sete?
- Na verdade vão ser nós quatro contra "mais de sete", já que o outro lado, sim, vai ter jogadores reservas – Harry diz isso não muito preocupado – mas no geral: Sim, é praticamente isso que faremos.
- Certo, pelo visto estamos nesse momento redefinindo os conceitos de suicídio grupal – o ex-texugo parecia realmente preocupado com seus amigos – mas afinal, por que você pretende se jogar nessa loucura? E não me venha com qualquer baboseira semelhante a "amor ao esporte".
- De fato eu estou um pouco ansioso a voltar às quadras, acho que não jogo Quadribol desde minha época de colégio... Hm... Quero dizer a minha anterior época de escola. Mas também há outro motivo. – com um ar um pouco mais sério, Harry abre o jogo – Até onde entendi, não podemos ameaçar, comprar ou enganar ninguém para entrar na nossa casa – Harry ignora o suspiro decepcionado que sua "revelação" arrancou de Fenrir – a decisão deve partir da própria pessoa e pessoalmente acho que nas circunstancias atuais ninguém parece muito interessado a embarcar nessa roubada que é a nossa casa. – todos sacodem a cabeça concordando com esses fatos mais que óbvios – Com simples argumentos nunca conseguiremos convencer ninguém, mas e se fizermos eles desejarem internamente entrarem na nossa casa? E se os inspirarmos de tal forma que seu próprio subconsciente os façam desejar pertencer a nossa casa?
- Não acho que tal truque funcione com ninguém que não pertença a Gryffindor ou talvez um ou outro Hufflepuff – Severus diz isso tentando soar desdenhoso, mas no fundo parecia entender a linha de pensamento de Harry.
- Talvez, mas mesmo assim seria um começo. Se algo eu aprendi com meus anos de guerra é que não existe nada mais atrativo para mentes confusas do que a admiração ao poder, mesmo que não vençamos, se demonstrarmos um mínimo de pericia no céu, talvez um ou outro comece a nos admirar, e quem sabe, com um pouco de sorte, desejar compartir campo conosco.
- Wou, manipular as pessoas a partir de sua admiração... – Fenrir parecia se divertir a beça com toda aquela situação possivelmente suicida – isso é uma estratégia bem Slytherin da sua parte, não?
- Talvez, mas até o momento é a nossa melhor estratégia.
- Acho que isso também pode se aplicar a sala de aula, não – Luna se manifesta pela primeira vez dentro daquele assunto. – Não acho que seria de grande ajuda em campo mesmo, mas durante as aulas também podemos fazer alguma "diferença" se conseguirmos pontos para a nossa casa. – ela sorri confortadoramente para seu "companheiro de banco".
- É – Neville sorri diante da tentativa da pequena em tentar animá-lo – mesmo não ajudando na disputa de Quadribol poderemos ajudar na disputa das casas.
- É isso aí – Fenrir estende o polegar para a loirinha – e enquanto vocês conseguem os pontos para nossa casa eu prometo não perder muitos.
- Que animador – Severus suspira, mas também sorria com seus amigos.
- Ótimo, então quando será a nossa primeira reunião oficial do time, capitão? – Hooch pergunta animada.
- Como assim capitão? – Harry pergunta confuso – eu não vou ser o capitão do time, Xionara, você vai ser a capitã e a apanhadora.
- O que? – a menina foi pega de surpresa, não só pelo posto de capitã como o de apanhadora – mas foi você que formou o time, sem falar que no outro mundo você era...
- O apanhador estrela, eu sei, mas mesmo preferindo essa posição, no estado em que está o nosso time eu faria mais diferença como batedor, você sabe, "força e agilidade licantropica" e essa coisas... Claro que de vez em quando se puder eu gostaria de jogar um pouco como apanhador. E Quanto ao lance da liderança, você tem mais noção dos times desse mundo, seria mais pratico ter você logo como capitã.
- Batedor? – Neville franze o cenho – você e Fenrir serão batedores, Hooch será apanhadora e Severus vai ser o goleiro... Não acha que está faltando alguma coisa no seu time.
- Sei o que você quer dizer – Harry suspira resignado – mas existe mais de uma maneira de fazer pontos, alem de fazer goles travessarem os aros.
- O pomo – Hooch conclui séria.
- O pomo – Harry confirma – você tem que apanhá-lo o mais rápido possível, enquanto isso teremos que tomar uma posição totalmente defensiva. Vai ser apertado, e Severus vai ser muito visado, e provavelmente essa estratégia só vai funcionar no primeiro jogo onde pegaremos o adversário de surpresa...
- Agora entendi por que você escolheu a Xionara como capitã – Fenrir balança a cabeça com desaprovação – os seus discursos para o time não são nada animadores.
De resto, Harry expos mais alguns pontos de seus planos, nada de mais, mas todos prestavam atenção, e Hooch pouco a pouco tomava a posição de capitã e fazia suas próprias observações.
Apesar de como Neville havia dito, aquilo fosse uma idéia suicida, aos poucos eles pareciam nem ao menos se lembrar disso e tratavam aquilo como mais um pedaço de sua vida letiva corriqueira.
Balaços assassinos? Possíveis quedas de vassouras? Crânios rachados? Não era nada que não pudessem enfrentar.
Até Fenrir, que não era muito familiarizado com o assunto, pareceu começar a se animar com a idéia.
"Quem diria que minha vida letiva se tornaria tão divertida?" O albino teve que conter uma de suas exageradas gargalhadas quando concluiu "Acho que do lado desse pessoal até uma possível quase morte consegue se tornar divertida"
FLASH BACK
(POV Fenrir)
Iiiiiu, diga que essa noite não foi incrível?
Sentados na frente da lareira, ouvindo Chris… Harry… er… sei lá quem, sentíamos que nossos peitos ficavam mais leves.
Ao menos foi o que aconteceu comigo.
Cara! Nunca, tão próximo a uma semana de lua cheia eu me senti tãaaao calmo. A "dona redonda" vai estar completa na próxima terça e eu nunca me senti tão… sereno.
Wooou, Fenrir Greyback se sente sereno!
Quando tudo começou a parecer tão diferente?
Mais fácil.
Mais simples.
Mais completo.
Acho que foi depois que conheci o Chris. Antes eu parecia sentir raiva o tempo todo, e quando não sentia raiva era tomado por uma estranha melancolia. Os únicos momentos em que sentia paz eram quando tinha um muito contra vontade Remus em meus braços e mesmo assim era uma paz tão artificial que às vezes me dava vontade de quebrar tudo e mandar para o inferno.
Mas agora.
-Bem, está na minha hora – levantando do chão, Chris bate as mãos nas calças para alisar as rugas – Tenho um compromisso agora.
- A visita ao centauro? – digo ao me lembrar do convite de Chris disse que Firenze lhe fez.
- Isso – ele diz não muito confiante.
- Acha mesmo que vai conseguir finalmente esclarecer alguma coisa com essa visita? – Severus soava um pouco cético.
- Quem sabe – o baixinho se estica um pouco, erguendo os braços sobre a cabeça em meio a uma gostosa espreguiçada. – Centauros não são conhecidos por suas explicações completas e diretas – fechando os olhos ele suspira, e tenta passar um pouco mais de confiança, mas cara, não está dando muito certo – Mas não custa tentar arrancar algumas respostas.
Eu gosto das aulas de Firenze.
Sei que deve ser estranho ouvir algo assim logo de mim, mas eu realmente gosto daquele meio cavalo, afinal é meio difícil não simpatizar com um dos poucos professores desse colégio que não olham para você como se de uma hora para outra fosse surtar e quebrar toda a sala de aula, apesar de ele não trabalhar em uma sala de aula… mas acho que já deu para sacar o ponto.
Acho que desde o principio a idéia de eu ESTAR em um colégio é meio fora de lugar, ainda mais se imaginarem o meu eu de seis anos atrás, vivendo nas ruas, roubando carteiras, matando concorrentes…
Ah… bons tempos…
Ou nem tanto, eu odiava a todos que me cercavam, aqueles humanos nojentos, e todo dia eu desejava ir para o lado de meus irmãos de presa e maldição mas…
Mas…
Fazer isso seria o mesmo que abrir mão de algum dia reencontrar Remus.
Eu não era burro, eu sabia que sendo ele um mago, era praticamente impossível revê-lo em meio a uma cidade muggle, e como não sabia nem mesmo o nome dele era praticamente impossível encontrá-lo, mas também sabia que se vivesse em meio aos meus irmãos de presas as chances de reencontrá-lo, aí sim, seriam nulas.
Foram anos escuros.
Diferente de agora.
Acordando de meus devaneios, noto que não apenas Harry, mas todos haviam dispersado de suas posições.
Me levantando vi que Chris ainda não tinha saído, estava procurando alguma coisa na mala em sua cama. Severus estava deitado na dele próprio com mil e um pergaminhos ao seu redor dissimulando o olhar preocupado que lançava na direção do outro moreno.
É impressão minha ou o Sevy está caidinho pelo meu "namorado"?
Hu hu hu, isso vai ser divertido.
Hooch estava colocando a irmã na cama, as duas sussurravam algo que parecia transportá-las para um mundo só delas… eu meio que invejo essas duas, poder estar sempre ao lado de quem ama ainda tendo a sorte de ser correspondido deve ser incrível.
E o Sr. Alcachofra... Ué? Cadê o Sr. Alcachofra? Ah, deve estar no banheiro. Ele parecia um pouco estranho durante toda a noite. Ele meio que tentou disfarçar, mas se até mesmo eu que não sou exatamente um poço de consideração consegui perceber, acho que os outros também notaram. Aposto que amanhã logo cedinho o Chris vai arrastar o nosso verdinho para a enfermaria. Hu hu hu, e agora, pensando bem, acho que eu até tenho uma idéias bem divertidas para ajudar a "convencê-lo" a ir, tipo...
- Zzzzzzz comem... folhas de ...
Como uma mão que tivesse afagado minha mente maléfica, eu ouço um leve ressonar que interrompe meus "planos malignos".
-Zzzz...de noite pulam... zzzzz feito pipocas...zzzz danças folclóricas...zzzz entre folhas... zzz guias espirituais...
Luna.
A baixinha estava sentada na poltrona do lado direito a minha, segurando sem muita convicção um grosso livro de cabeça para baixo, com seus olhos fechados e a cabeça balançando levemente para frente e para trás, murmurando em seu semi-sono.
Garota estranha.
Mas acho que todos aqui somos, não?
Me vendo como o único passaporte dessa baixinha para um sono descente, eu estico o braço para frente e remexo seus cabelos loiros.
- Hey pequena, acho que o dia "já deu" para você.
Sonolenta, a pequena abriu lentamente os olhos e ainda um pouco sonolenta ela tenta novamente firmar o livro para logo depois olhar para mim.
- Mas as centopéias nômades da Tanzânia só dormem duas vezes a cada bimestre...
Será que ela ao menos sabe do que está falando ou está apenas bêbada de sono?
Se bem que vindo dela...
- Bem – eu volto a me sentar em minha poltrona para ficar a uma altura em que possa encará-la com mais facilidade – então devemos dar graças a Deus por não sermos centopéias nômades da Tanzânia, não é? – como resposta ela apenas inclinou levemente a cabeça de lado e me encarou com aquele ar sonolento, não muito diferente do seu normal – resumindo, pixota: CAMA!
- Hn... – ainda uma pouco preguiçosa ela se espreguiça e largando o livro na poltrona ela se levanta – Boa noite Fenrir.
- Boa noite, pixota – eu digo enquanto vejo ela se afastar.
-É... – ouço uma voz mais que conhecida as minhas costas – se você fosse cobri-la e pedisse um beijo de boa noite poderia facilmente roubar o titulo de mamãe coruja do Neville.
Olhando para trás vejo Harry escorado na poltrona onde estou sentado.
- Se quiser posso fazer isso por você – digo com meu tom mais sedutor – só não garanto que o cobrirei apenas com o cobertor.
- Corta essa – Harry se senta no braço de minha poltrona, e diferente do que acontece normalmente ele não ficou vermelho com meu comentário.
Parece que o moreno está se acostumando com meu "doce jeitinho", terei de me aprimorar.
Noto que em um de seus braços estava uma capa de tecido esquisito, e não precisei pensar muito para descobrir do que se tratava, com certeza era a mais do que citada nas historias de Chris: capa da invisibilidade. Esperto, afinal, já passamos a muito do toque de recolher.
Chris ficou assim, sentado ao meu lado, por mais alguns segundos, como se tivesse juntando coragem para sair. E quando parecia prestes a se levantar eu não pude me segurar mais e fiz a pergunta que durante toda a nossa reunião meio que me perturbou.
Não por não saber a RESPOSTA.
Mas por suspeitar de qual seja a RESPOSTA.
- Chris... – começo meio sem jeito – você não tocou muito no meu nome durante as suas histórias... Não é?
Como eu meio que esperava, Chris travou por algum tempo, tive até mesmo a impressão de que ele ficou um pouquinho pálido.
Se recompondo, o cara que de certo era mais velho que eu, fecha os olhos e buscando as palavras certas me responde.
- Não é fácil dizer certas coisas.
Então eu estava certo, não estava?
A imagem que eu tenho do meu eu do outro mundo não está errada, não é?
- Não? Mesmo? Mesmo elas sendo tão obvias? – não consigo conter a amargura em minha própria voz – acho que todo mundo podia esperar o que você tivesse a dizer de mim.
Sabia que o que dizia não era justo, que eu não tinha o direito de dizer aquilo, como eu dizia.
Mas doía tento.
Chris... dói tanto.
- Fenrir... – Ele tenta por a mão em meu braço, mas eu o afasto.
- Vamos Chris, o que poderia me surpreender? – eu já não conseguia conter minha própria língua, a amargura que subia por minha garganta dilacerava cada palavra que dizia as transformando em amargurados farrapos de meus sentimentos até agora contidos – Eu matei, não matei? Eu fui cruel, não fui? Eu... eu...
Eu fui um monstro... não fui?
Droga, que porcaria é essa caindo dos meus olhos? Por que eu estou chorando de novo?
Eu... por que dói tanto?
Nunca doeu antes, eu já fiz tanta coisa ruim antes e nunca doeu assim.
Eu já roubei antes, e nunca doeu.
Eu já estuprei antes, e nunca doeu.
Eu já matei antes, e nunca doeu.
Por que agora eu sinto tanta vergonha de algo que nem ao menos fiz?
POR QUE SINTO TANTO MEDO DE ME TORNAR ALGO QUE DEVERIA... Que deveria ser o fim mais obvio para mim?
Chris... Por que olhar para os olhos de cada um de vocês me faz ter vergonha do que já fiz e do que eu com certeza vou acabar me tornando?
Chris... por que dói?
- O Fenrir que conheci em meu mundo foi um mercenário – ouço a voz calma de Chris ao meu lado, virando meu rosto em sua direção vejo uma expressão neutra, que apesar de sua secura não senti como uma agressão, era mais como se duas mão segurassem firme meu rosto me forçando a encará-lo... Duas calorosas e decididas mãos – ELE trabalhava sempre para quem pagasse mais, e se o lado em questão deixasse claro que ELE poderia destroçar quantos inimigos da maneira mais cruel possível ELE quisesse, então era aí mesmo que ELE aceitava. ELE era frio, cruel e despiadado. Sim, acho que entre muitos, ELE foi uma das pessoas que eu mais odiei em meu mundo.
- E mesmo assim...
Meu "namorado" por fim não pode mais conter um sorriso, e bastou isso para sentir aquela dor que rasgava a minha alma diminuir um tantinho.
- Aquele Fenrir está morto, eu o matei. – apesar de suas palavras sombrias, ele me olhava de uma maneira doce – Como eu era um dos pouco magos com poderes licantrópicos, sempre que ELE ia para o combate era eu que o enfrentava nas lutas corpo a corpo, e um dia... bem... De qualquer forma, essa pessoa morreu.
- Mas eu...
- Você é você, e ELE é ELE – ele diz de forma que não admitia replicas – muitas coisas em seu passado diferem com o do Greyback de meu mundo, entre elas está seu amor por Remus, que parece afastá-lo de boa parte das más influencias do Fenrir do meu mundo. De qualquer forma – ele se inclina em minha direção e olhando em meus olhos segura minhas mãos – independente do que seja, eu não deixarei que você tome o rumo do Fenrir do meu mundo, você nunca se tornará aquela coisa, nem eu e nem ninguém dessa casa vai permitir.
Era verdade, não era?
O que ele dizia era verdade, não era?
Eu... Eu não tenho que seguir aquele caminho se eu não quiser, não é?
Eu não tenho que seguir sozinho...
Muitas vezes naquela semana eu me peguei me perguntando se não poderia me apaixonar por esse cara.
Sério.
Mas não daria certo, pois a cada dia o amor que sinto por ele crescia de uma maneira diferente a do que sinto por Remus.
Um amor quente.
Um amor reconfortante.
Um amor...
- Chris... – minha voz era quase um frágil fio de insegurança – eu... eu posso apagar tudo isso que eu ouvi? – meus olhos deveriam estar cheio de suplica alem das malditas lagrimas – posso esquecer e acreditar que no seu mundo fomos irmãos? Posso acreditar que em algum lugar nós chegamos a ser irmãos?
Quero ele ao meu lado.
Mais do que como uma simples paixão
Quero tê-lo como irmão
Quero tê-lo por uma vida.
- Mas que bobagem – ele deixa o corpo cair de vez em minha direção e me abraça – você não precisa acreditar que "em algum lugar nós fomos irmão". Bem aqui, e bem agora, nó somos irmãos. Todos nós, nessa estranha família.
- Verdade? – a felicidade dessa pequena ilusão era quase sufocante
- Verdade.
Ele com certeza estava mais do que atrasado para o encontro com o centauro, mas nem por um segundo demonstrou impaciência ao manter aquele abraço por longos minutos.
Aos poucos as lágrimas em meus olhos secaram, e a dor em minha alma cessou de vez, e percebi.
Como sou idiota.
Por que estou chorando?
Como posso chorar aqui?
Como posso chorar, se estou em meio a minha nova família?
Fim do Flash Back
(POV normal)
E como tudo que é bom sempre acaba, os integrantes da casa Hardnet não podiam mais estender seu horário de refeição.
- Oh droga – Neville lamenta enquanto afasta a manga para olhar o seu relógio enquanto corre – Eu tenho cinco minutos para estar na sala de aritmancia.
- Você ainda tem sorte, verdinho – Fenrir estala a língua com desgosto correndo não menos rápido que o amigo – entre o "fessor" Riddle e a gostosa da professora Vector adivinha quem eu prefiro.
- Pensei que você gostasse de poções – Luna tentava seguir o ritmo de seus apressados amigos.
- Gosto da matéria, loirinha – o lobo pisca para a primeiranista – não do professor, apesar dele também ser um pedaço de mal caminho.
- Tudo o que respira é um pedaço de mau caminho para você – Severus revira os olhos.
Correndo para cada vez mais longe de sua adorada e tranqüila cozinha do colégio, o animado grupo discutia como sempre.
Oficialmente o café havia acabado e um longo dia de estudo os esperavam pela frente. Chegando no ponto onde se separariam, eles se detêm e apesar do pouco tempo, retiram seus horários para cada um ver o que o outro teria durante o dia.
- Cara, não acredito que terei história como segunda aula do dia! – Hooch choraminga – Eu já não dormi o suficiente noite passada?
- História? – Luana pega na mão da setimanista para abaixá-la e ver o horário da outra garota – Eu adoro história, ouvi algumas meninas da minha antiga casa dizer que o sétimo ano está vendo revoltas vampirescas gaulesas, posso te acompanhar?
Um frio desceu pela espinha de Hooch.
- Ah não... – a albina resmunga ao perceber o que viria a seguir – de novo não...
- Olha só – Fenrir também aproveita para dar uma olhadinha no horário da ex-texuga – os dois horários seguintes a história são de Trato das Criaturas Magicas, é bem mais divertido que cultura muggle, tá aí, acho que vou trocar minhas aulas por essas.
-Hey, hey, hey, podem ir parando, acham que eu não notei o que estão fazendo – ela tenta guardar o próprio horário, mas uma mão a detém.
- Nossa, isso aí depois de TCM é DCT? – Harry, quem havia segurado a mão da garota, se mete também – eu bem que podia...
- "Eu bem que podia..." NADA! Christhopher Hardnet, - a menina sibila de maneira maligna – você já vai ter dois horários de Defesa Contra as Artes das Trevas hoje, para que assistir MAIS UMA?
-Aprimoração nunca é de mais – o moreno tenta soar o mais inocente possível.
- Até aonde eu sei, você já chegou a ser AUROR em seu mundo – os olhos de Hooch se estreitam perigosamente.
- A humildade de se deixar instruir por fases posteriores de sua vida também fazem parte do aprimoramento pessoal de cada um – A essa altura a expressão do moreno já não era tão inocente, longe disso...
A verdade mais que óbvia, era que tudo aquilo não passava de uma muito mal organizada armação para não deixar Hooch nem ao menos um segundo sozinha. Fato reforçado pelo dia anterior, onde a mesma ladainha havia sido feita. Durante todo o dia alguém sempre esteve ao lado da Xionara, fosse aonde fosse, não importava se eram nas aulas, momentos livres ou horários onde ela trampava.
Isso havia sido um acordo que todos da casa – menos a albina, é claro – haviam feito. Por ela estar claramente determinada a se vingar sozinha da pessoa que feriu a Siby e a ela, todos estavam preocupados do que podia acontecer, e por isso ficariam vigiando para não dar brecha para que ela agisse sem que eles soubessem e assim caísse em uma armadilha como da ultima vez.
E o fato de eles poderem montar diariamente seus próprios horários como bem entenderem ajudou bastante.
Claro que apesar das boas intenções envolvidas, não quer dizer necessariamente que Hooch estivesse muito feliz com aquela situação.
- Isso não tem mais graça, eu não preciso de uma baba, muito menos de seis – a garota estava a beira da histeria.
- Não sei do que está falando – na maior cara de pau Harry dá entre ombros.
- Muito menos eu – Severus diz com seu tom mais entediado.
- E eu então... – Fenrir solta uma risadinha que não o tornava em nada convincente.
- Nem venham com essa, eu já notei que...
- Hn... Xionara – ao seu lado, Neville a interrompe e diz sem jeito – A sua primeira aula é de herbologia, não é? Eu bem que podia...
-ATÉ TÚ? – Xionara ergue os braços exasperada – Nem vem com essa também Nevy, vocês conseguiram empatar todo o meu dia ontem, mas hoje vão ter que me dar uma folga.
- Mas Xionara...
-Me esquece! – irritada a menina avança a passos rápidos e irritados na direção que deveria dar nas estufas.
Sem reação e um pouco ofegante, Neville olha para os seus outros amigos, e como resposta ao seu silencioso apelo, só recebeu um novo "entre ombros" da parte de Harry que parecia dizer: "Mal aí companheiro, mas hoje é você que a segue na primeira aula, te vira"
E guiado por esse infeliz e mais que eloqüente "entre ombros" o ex-texugo se vira na direção das costas de uma albina que já estava a uma boa distancia.
Mal ele deu o primeiro passo e sentiu como se uma mão apertasse seu peito. Sensação que apesar de não ter revelado a seus amigos já o estava acompanhando a algum tempo.
"A Srta. Hargreaves disse que eu não tenho nada" tentava convencer mentalmente seu próprio corpo "Eu... eu não tenho nada"
Mas a cada passo que dava era como se seus pés fossem cobertos por mais e mais toneladas de chumbo. Como se mãos não apenas comprimissem seu peito, mas agora também tampassem seu nariz e boca.
"Estou bem..." seus passos eram cada vez mais lentos.
"Estou... estou bem..." seus ombros balançavam, "bêbados", de um lado para outro.
"Estou..." sua visão começava a ficar turva.
"Estou..." as costas distorcidas de sua amiga já não eram mais do que um borrão.
"Eu... estou..." seus joelhos por fim fraquejam.
"Estou... sem ar..."
Caindo pesadamente ao chão, antes de perder completamente a consciência, tudo o que o moreno conseguiu ouvir foi o grito de varias vozes, unidas no mesmo horror.
- NEVILLE!
CONTINUA
Ai ai ai, tensão, tensão, tensão, pelo visto eu estou tomando gosto mesmo por esses finais de capítulos dramáticos.
E finalmente Harry se abre com seus amigos! Eu sei que vocês deveriam ter esperado que eu tivesse focalizado essa cena uma pouco mais no Harry, mas vamos e convenhamos, a cena: "Harry conta a verdade sobre sua origem de outra dimensão/ tempo" é uma das mais clichês que existem no mundo fanfiction, por isso, por mais que eu TAMBÉM goste muito desse tipo de cena, eu tentei abordá-la de um jeito um pouquinho diferente, tentando passar mais do ponto de vista dos outros personagens e de maneira moderada também falar um pouco de seus passados. Espero não ter decepcionado muita gente.
"Você é meu melhor amigo" Ai ai... eu não sei vocês, mas para mim essa frase tem muito peso, eu só disse isso uma vez em toda minha vida e por sorte era um sentimento totalmente correspondido por minha Kaoru-chan. Sei que alguns de vocês devem preferir alguém mais alegre ou divertido para melhor amigo de Harry (como a Hooch ou o Fenrir) mas desde que essa fic começou eu sempre pude notar que o amor que Neville sente por Harry é tão grande que chega até mesmo parecer algo mais que fraternal. O fã-clube do Nevy-kun não é muuuuito grande, na verdade eu acho que ele seria quase inexistente se não fosse por mim, mas eu realmente amo esse personagem, por que em meio a tantos personagens impulsivos e desligados ele meio que serve como uma ancora que impede que os de mais caiam em um precipício... Wou, acho que eu exagerei um pouco na defesa, mas fazer o que? Eu adoro esse ex-texuguinho sabe-tudo. ^.^, o que por tabel quer dizer que o que espera por ele mais a frente não é naaaada bom (veia sádica: modo on)
Nhai, eu tenho um pequeno dilema. Atendendo a sugestão de Freya Jones eu resolvi colocar a Lianne, a amiga da Katie Bell que aparece no livro seis. E sem perceber, enquanto eu desenvolvia a personagem eu fui me empolgando tanto que acabei fazendo algumas alterações meio... er... drásticas na personagem. O fato é que eu fiz um desenho realmente muito legal dessa nova versão dela, mas como eu não sei qual é a cor dos olhos e dos cabelos dessa personagem eu ainda não pude colori-lo. Eu não assisti o filme seis, por isso eu peço para quem tenha o assistido me mande um review ou um email para me dizendo as respectivas cores para que em fim eu termine esse desenho. Eu realmente me apeguei muito a essa personagem, apesar de ela só poder entrar oficialmente na fic daqui a uns três capítulos.
Yuuuuruuu, o amor está no ar! Essa vai ser a fase onde vou trabalhar com vaaaarios casaisinhos, como Remus e Fenrir (esses vão dar trabalho ¬¬) Rondy e Sirius ( apesar de serem um casal açucarado, eles vão ter um bom numero de pendengas para resolver) Xio e Siby ( eu ainda não pretendo fazê-las praticar nada...er... drasticamente físico, mas tentarei fazê-las parecer mais como um casal) Narcisa e Bella (Para minha felicidade elas vão começar a aparecer mais na fic). Entre outros que para não estragar a surpresa vou revelando aos poucos pela fic, sem falar que finalmente o Harry vai desencalhar.
Severus, Draco e Fenrir: O QUEEEEE?
Draco: Como assim desencalhar? – o loiro parecia a beira de uma ataque de nervos – Ele não pode desencalhar até eu ganhar um corpo físico!
Fenrir: E pra começo de conversa, ele não está encalhado, ele está namorando comigo! – apesar do tom ofendido, o lobo estava claramente brincando, diferente dos outro dois .
Severus: Cala a boca, lobo sarnento – o pocionista falava olhando para Fenrir com olhos mais afiados que adagas – e para de fingir que não sabe que seu relacionamento com Har... digo, Potter é apenas de mentirinha.
Luana: Opa! Sem insultos na casa, valeu? – a autora tenta acalmar os ânimos da melhor maneira possível antes que as três serpentes começassem a se pegar – E só por causa desse barraco eu não vou dizer quem vai ser o novo par do Pooty-pooh
Draco e Severus: Como se você fosse dizer de qualquer forma – ambos dizem em coro revirando os olhos ao mesmo tempo.
Fenrir: Não acredito – o lobo faz um pose ultra-mega-hiper dramática – Eu finalmente me entrego nos braços de um relacionamento sério e já serei traído.
Draco: Que parte do "relacionamento de mentirinha" você ainda não entendeu?
Severus: Esquece afilhado – Severus suspira resignado – esse aí não tem mais jeito, vamos logo responder os reviews e depois pensaremos em como arrancaremos CERTA informação de CERTA autora – o pocionista volteia seu olhar malévolo para a autora em questão.
Luana: OK acho que está chegando a hora de eu mudar os personagens que respondem os reviews ou providenciar um bom seguro de vida.
Resposta dos reviews do capítulo 15:
Thanatos - Wooou, nem eu conseguiria deixar alguém tãaaao vermelho como a Lua-chan ficou depois de ler o seu review, você é minha ídola! A nossa escritora pede desculpas (novamente ¬¬) pela demora e promete tentar corresponder a tão grande expectativa. A sua idéia da fênix já foi prontamente a-no-ta-da.
Um muito admirado Fenrir Greyback.
Moony -Fico feliz em saber que apesar dos percalços tecnológicos você conseguiu achar o "caminho de volta para nós", os elogios foram um verdadeiro elixir revitalizador para a nossa ESTÚPIDA escritora, quanto a isso eu mesmo devo agradecer, são reviews assim que estimulam essa estranha fic a seguir em frente – o pocionista diz isso não muito orgulhoso de sua escritora – Você gosta de mim? Er... cof cof... – sem jeito – agradeço a isso também, mas caso você seja um de meus alunos de poções, não pense que aumentarei sua nota por isso- tenta parecer durão, mas fica meio vermelho – as atualizações, infelizmente dependem diretamente da disposição, tempo e dinheiro (principalmente as duas ultimas ¬¬) da autora, a única coisa que ela pode prometer é de não abandonar a fic. Não se preocupe, você não está sendo inconveniente, e sua idéia já foi anotada.
Um ligeiramente acanhado Severus Snape.
- O QUE? Você pretende virar a casaca? – lança seu olhar mais fofinho de: "você vai mesmo trair essa coisinha linda e loira?). Não abandone o lado dos vencedores, no fim da fic, de um jeito ou de outro, vou ficar com o Harry. Seus votos foram anotados, valeu pela parte do dragão ^o^
Um mais que confiante Draco Malfoy.
Suelenchan - Torcida? Hn... essa torcida tem direito a ponpons e sainhas de líder de torcida? – olhar libidinoso – Para seu azar, eu sou o único presente que não tem magia para azarar a autora, mas se quiser eu posso passar o seu recado para o Sevy – sorriso malvado – Yeeey, a garota tem bom gosto, eu também fui com a sua cara, gatinha, nos vemos por aí.
Um muito saidinho Fenrir Greyback
Nannao - Hn, um pedido de duelo formal? Parece que o péssimo habito de nossa autora fajuta começou a contagiar as leitoras – dá entre ombros – se quiser procurá-la, vá para Sobradinho- DF, procure por uma criatura de roupas folgadas, cabelos cacheados e bagunçados, rosto cansado e andar meio manco, não tem erro. As atualizações vão continuar irregulares, mas a autora promete TENTAR diminuir o tempo entre uma e outra.
Um bastante dedo duro Severus Snape.
Xena Cratsy – Antes de mais nada a autora exigiu que eu dissesse. "Garota, você é o máximo" a Luana passou dias e dias lendo e re-lendo todos aqueles reviews que você mandou para ela em tão pouco tempo, você conseguiu arrancar muitas gargalhadas dela. E quanto a pergunta de sua amiga, se a Luana fica ofendida por ser criticada, bobagem, temos que aprender a sempre crescer com aquilo que nos é dito, independente da natureza do comentário. Apesar de ela ter relido seus reviews ela não me deixou responder tudo o que eu gostaria de te responder, se fizesse isso tomaria muuuuito espaço. Por isso responderei apenas alguns trechinhos. Primeiro, Kingsley? Tom Riddle? Você quer me matar do coração? Já não basta essa autora maluca querendo me separar do Harry e você dá ainda mais corda dando sugestão para um novo para para ele? Tresome? O que é isso? Algo como Ménage à trois? A identidade de Rondy não vai demorar muito para ser revelada, no próximo capitulo já vai pintar uma pequena pista. A divida de Honra que o une ao James só vai ser usada no final dessa fase em uma situação... bem, critica, e o Potter parecido ao Harry... er... cara, isso eu não posso responder ainda, mas é uma questão importante. A serpente ainda não tem nome, mas terá. O passado de muitos personagens será carinhosamente desfiados em "antes de voce pedir" mas ainda não se sabe bem ao certo quais deles serão. As aulas dos gêmeos com Ron são altamente tensas, eles não se falam e quando cruzam olhares... brrrr. Tom...hm o passado de tom será revelado mais a frente, mas boa parte do que ele passou no mundo de Harry ele passou nosse novo mundo. A one-shot da Hooch e da Trelawney vai demorar um pouquinho, por que a autora está dando prioridade a digitar apenas essa fic, por enquanto. Se for esquece eu não divido o Harry com ninguém Tsc, tsc, tsc... Como pode sequer ensar na palavra "pura" relacionada a esses dois pervertidos? E para a infelicidade sua e da autora, esse cara só vai entrar na fic láaa para a metade da historia. O duelo ainda vai demorar alguns capítulos para acontecer, e antes que ocorra ainda precisa acontecer algumas reviravoltas. Não se acanhe quanto as perguntas que queira fazer, só não garanto que a autora me dê informações para responder a todas – lança um olhar irritado para Luana que começa assobiar como se aquilo não fosse com ela – Apesar de que na minha opinião você tenha exagerado nos elogios a inútil da Rosette, a escritora agradece por suas palavras e promete sempre tentar melhorar como escritora.
Um bastante cansado por estender tanto uma resposta, Draco Malfoy.
roHh – As coisas realmente pegaram fogo, literalmente, no capitulo 14, que bom que tenha gostado. OPA! Eu faço parte do "pra todo mundo"? – olhar realmeeeeente interessado – Br... cara eu nem ao menos posso ser atingido por magia e mesmo assim sinto arrepios só de pensar nesse cara, espere sempre o pior desse loiro aguado. Hu hu, acredite, o seu nível de humor está no nível do da autora, uma das primeiras piadas que ela pensou para esse lance de "nova casa" foi a Luna sugerindo que a formiga fosse o animal símbolo da casa, por ser um animal que sempre aparece em, pic-nics, se bem que a Lua-chan meio que não sabe se vai usar mesmo essa cena. Seu voto foi anotado, boa sorte. O QUE? DESENHO MEU? MANDA! MANDA! MANDA! – olhar altamente pidão – Desenhos de Harry vestindo aventais estão virando uma espécie de tara da autora, pode mandar para o e-mail que ela vai amar.
Um muito ansioso Fenrir Greyback.
Taina – Srta Taina, espero que esteja bem em seus estudos, meus mais sinceros votos de boa sorte e sucesso. Ma... ma... maid? – o pocionista leva a mão ao rosto tentando disfarçar, mas um rilho de sangue escapa por entre os dedos – Eu... er... acho que essa será uma mais que interessante visita a Hogsmead.
Um quase sem sangue Severus Snape.
Antonomasia - Hm... Acho que posso perdoar o "segundo preferida" já que pra você ela só perde para um dos melhores DracoxHarry já escrito – olhar sonhador – E a reação já foi revelada, demorou mas finalmente veio, o que achou? Um Malfoy sempre sabe tirar o MELHOR beneficio de qualquer situação. ISSO MESMO! – olhinhos cheios de emoção – essa autora deve ter um parafuso solto por insistir em me afastar do Harry e... hn... cof cof. Digo... ainda temos muita fic pela frente, e não se preocupe, um Malfoy NUNCA se dá por vencido. E como sempre, Potter não pode ter um ano letivo normal – revira os olhos – oh não, ele sempre tem que inventar algo novo ¬¬. Quanto as suas perguntas, vamos por partes 1º Sim, a partir do capitulo seguinte o papel dele vai aumentar consideravelmente na historia 2º eu A-DO-RA-RI-A que isso acontecesse, mas aparentemente nada depende de mim nessa budega 3º Não, só há um Harry , 4º nãaaaao, o Voldy-pooh é alguém que quase ninguém espera ( apesar de que algum dia algum leitor ainda vai surpreender a autora com algum dos seus chutes ~.~) Esses pequenos detalhes SÃO importante, espero que não os esqueça mais a frente. Minha cara, suas perguntas sempre serão devidamente consideradas – faz uma reverência galante , sem desviar por um segundo seus penetrantes olhos – E responde-las, mesmo de maneira vaga, sempre será um enorme prazer. Oh sim, acho que esse é o único detalhe que me agrada nesse lobo sarnento. Seu voto já foi anotado.
Um garboso Draco Mlafoy.
L. Malfoy – E o dragão ganha mais um voto! Isso por acaso é um complô?
Um ligeiramente desconfiado Fenrir Greyback
Freya Jones - Hn... Apesar de não me sentir muito voltado a esses... er... pratos exóticos, acho que uma boa "rodada" de terra não faria mal se isso afastasse certos encostos com cara de sapo. Eu? A SENHORITA GOSTARIA DE TER UM CASO COMIGO? Hn... quem sabe, desde que minha versão mais jovem entrou para o grupo de Potter eu tenho me aberto para novas experiências – o professor cogita a idéia – Srta Jones, sinceramente não sei mais em quem a senhorita está... er... investindo, se é em mim ou em Greyback – tenta disfarçar uma pontinha de ciúmes – Quanto a Lianne entrar na fic... a Srta Rosette me adiantou que isso não vai demorar muito e que ela vai realmente dividir muitas cenas cômicas com o lobo sarnento, mas talvez você se surpreenda com as alterações que ela VAI sofrer...
Fenrir – Sofrer? Sevy, querido, falando assim parece que a garota vai ser uma moribunda coberta de chagas – gargalha de forma exagerada – garota, se prepara, a Lianne vai entrar arrasando e logo de cara vai constranger o Harry com os seus...
Secverus: Qual parte do "responder os reviews sem grandes revelações" você ainda não entendeu?
Fenrir: Ora, essa não seria uma grande revelação, grande revelação seria dizer que a Lianne vai ser uma...
- Severus: SILENCIUS – o pocionista aponta sua varinha para Greyback, silenciando o lobo magicamente – lobos... – revira os olhos quando Fenrir lhe estira a língua enquanto ergue o dedo médio – Continuando, seu voto foi anotado, até o próximo capitulo.
Um cansado e um forçadamente mudo Severus Snape e Fenrir Greyback.
lari-thekiller – Srta Killer... hm… eu gosto como esse nome soa... Bom, Srta. Killer, seu voto foi anotado e sua prima diz que vai tentar ser mais assídua com suas atualizações no Nyah.
Um irritado por servir de pombo correio, Draco Malfoy
vrriacho – Curto, talvez, mas cheio de potencial – olhar sonhador e pervertido – a diretora McGonagall está no topo da lista dos personagens femininos preferidos da autora nessa fic, por mais de um motivo – ar misterioso – Claro que pode votar nos dois, você pode tudo – olhar sedutor.
Um descontraído Fenrir Greyback
2 Dobbys - Ora, será que estou sendo desconsiderado com sua pessoa, Srta 2 Dobbys? Perdão por minha falta de tato – Andando lentamente na direção da leitora, se curva em sua frente e erguendo levemente o rosto a encara por entre suas mechas negras que caíram por sobre seu rosto – Estou sempre tão extasiado ao ficar cercado por figuras tão doces e ao mesmo tempo tão impactantes como você que às vezes mal sei como agir – se ergue e acaricia o rosto de 2Dobbys – Devo venerá-la como a uma deusa? – A mão desce a altura do pescoço da leitora e aproxima seu rosto ao dela até que seus lábios começassem a se roçar a medida que ele continuava a dizer – Devo desfrutá-la como a uma fruta madura – E sem afastar seus rostos, com a outra mão envolve a cintura da garota e cola seus corpos. A beijando no canto da boca ele desliza seus lábios lentamente até o ouvido de 2Dobbys e sussurra – ou devo incendiá-la como se EU fosse um demônio? – beijando a curva do pescoço da leitora, o pocionista se afasta e ligeiramente ruborizado se recompõe – Espero... espero que essa tenha sido atenção o suficiente, e que tenha desfrutado – leva dois dedos a altura dois lábios – pois eu desfrutei. Bom, infelizmente seu voto não pode ser considerado, se a Srta Rosette aceitasse mais de uma voto no mesmo animal pela mesma pessoa, a contagem de votos no final das contas não seria muito justa, mas se quiser pode votar em algum outro animal. Vou considerar sua idéia de união temporária entre meu afilhado e o lobo sarnento, mas ainda assim o inimigo seria complicado.
Um sedutor Severus Snape.
Lilith Potter – Pervertidos, esse colégio em que Potter se meteu só tem pervertidos. Fico feliz que sinta empatia por minha situação, mas que história é essa de preferir que eu dispute o amor de Harry com sicrano e deltrano? Por que eu tenho que disputar algo que é meu por direito ? Tom... Urgh, Não me lembre que Potter vai ter detenção com esse cara, a Luana fica toda assanhada quando pensa na nova versão de Riddle, para que ela pense em algo pervertido envolvendo o MEU Harry e ele não precisaria de muito. Bom, como foi dito nesse capitulo, Potter não tem nem uma lasca de lobo, mas ainda assim seu voto foi anotado e o da pantera também.
Um possessivo Draco Malfoy.
Natália – Ué gatinha, faça como eu – Fenrir pisca sedutor – nem homo, nem hetero, vire bi e seja feliz! \o/ É, muita coisa pode acontecer nessa fic, mas Severus acabar sozinho é uma das mais difíceis, a Lua-chan paga o maior pau por esse cara. Hey! Você ainda não sentiu a minha pegada! Passe uma véspera de lua cheia com um verdadeiro lobisomem e nunca uma fantasia sua superará um décimo do que eu te faria sentir – lança um bejinho no ar piscando maroto – Suas idéias são muito boas, a Lua-chan gostou especialmente do salmão e da raposa, ela – apesar de ser uma das maiores apoiadoras da ala "dragão" da votação – por um lado gostaria que o animal da casa nova fosse um animal não mágico para combinar com as de mais casas, por isso ela vai votar junto com você no salmão, quem em especial a comoveu. A Lua-chan manda outro abraço, o Sevy manda também outro bj e eu fico muito magoado por ter sido esquecido.
Um Fenrir Greyback fazendo beicinho.
...Makie... – Com atualizações tão irregulares ninguém a culpa, Srta Makie, de qualquer forma, a Srta. Rosette agradece os elogios a fic. É, Dumbledore e Gellert estão dando o que falar, e olha que eles ainda não fizeram nada... ou ao menos não muito. FenrirxRemus é uma casal que está com cada vez mais fãs, pelo visto a escritora vai ter que acelerar as coisas entre eles ou vai ser linchada. O idiota do Black vai aparecer aos baldes no próximo capitulo ¬¬. E o passado de Rowena vai ser desvendado aos poucos. Por favor, espero que esteja bem, odiaria que não possa nos acompanhar pelo que vem por aí.
Um preocupado Severus Snape.
Simca – Mais um voto pro drgão! – Draquinho dá pulinhos de felicidade – te parabenizaria pelo bom gosto, mas... urgh, você gosta mesmo do loiro oxigenado do Dumbledore?Acho que você é a primeira leitora que diz isso tão claramente...
Um ainda um pouco abalado Draco Malfoy
Kiara Sallkys - é, essas cartas pervertidas estão dando o que falar, qualquer hora vão acabar virando uma espécie de lenda urbana dentro de Hogwarts: "as cartas que eram tãaaao pervertidas que até mesmo tiravam a virgindade de quem lia"hn... Esse seria um bom titulo. He He, Minerva anda subindo no conceito de muita gente, e isso por que vocês não sabem ainda nem a metade do por que ela é tão foda nessa voto para lobo (anotando) e outro para cervo (anotando), a Lua-chan gostou desse seu ultimo voto e decidiu votar junto com você.
Um muito inspirado Fenrir Greyback
Ta Malfoy – E aí está o primeiro capitulo da nova fase. Junto com Harry eu não sei, mas a Srta Rosette é uma fiel defensora dos Happy Ends da vida, e como ela também adora o loiro... Bom, espere e confie. Aquele lobo sarnento é fofo? Permita-me descordar ¬¬, mas agradeço o "foda" estranhamente eu ando agradando bastante aos leitores.
Um muito orgulhoso Severus Snape
Kiara-Obrigado Kiara-chan, e posso dizer que para mim seria difícil não adorar uma pessoa gentil como você – pisca sedutor – Urgh, tentarei ignorar a parte em que cita o lobo sarnento. Os capítulos infelizmente terão que diminuir de tamanho por uma questão de ritmo, mas volta e meia a Rosette poderá fazer um ou outro capitulo mais longo.
Um muito honrado de responder seu review Draco Malfoy
Luana: Ai ai... Estou começando a pensar que ao invés de uma fic eu estou montando um Host Club – Luana re-le as respostas para a 2Dobbys e para Natália.
Fenrir: Wooou, é impressão minha ou teve mais reviews que o normal – pergunta um mais que feliz Fenrir.
Draco: É que a IDIOTA da autora demorou tanto para atualizar dessa vez que elas se acumularam.
Severus: Isso explica a quantidade de reclamações que recebemos também.
Luana: Ah, que óooootimo, quando não estão brigando entre si, estão implicando comigo, ai ai, isso que dá escolher só serpentes para esta parte da fic. Acho que o próximo que eu chamar vai ser um hufflepuff, ao menos eles são mais fáceis de manejar.
Draco: VOCÊ VAI CHAMAR MAIS GENTE?
Luana: Lógico, você ainda não percebeu? A cada final de fase eu acrescento mais um personagem aos comentários finais.
Severus: Quando essa fic terminar esta área vai estar uma muvuca...
Draco: E já não está – olha de maneira malvada para Fenrir.
Fenrir: Não olha assim para mim não, loiro, ou vou começar a achar que você está gamado em mim.
Draco: Seu...
Luana: Opa, opa, sem brigas, ou a próxima pessoa que eu vou convidar parta cá, mesmo tento morrido na história, é a Umbridge – depois de um estremecimento coletivo nenhum dos três voltou a falar – Quem disse que o tempo não trás conhecimento? Finalmente estou aprendendo a lidar com esses três ^o^ v
Aproveitando a paz repentina eu vou passar o próximo desafio: A questão da vez é qual dos seis integrantes do clube do pic-nic vai ter primeiro a chance de se vingar de seu agressor. O premio vai ser um desenho do Harry vestido com a roupinha de maid que usará na primeira visita a Hogsmead em versão chib hiper-mega-uuuuultra fofolético. Todos que acertarem essa pergunta terão direito a imagem, por isso podem pensar com calma ^.^
Draco: Er... assim... será que depois, quando você não estiver fazendo nada... poderia... tipo assim...
Luana Claro Draco, pode deixar, deppis eu mostro os desenhos que eu fiz do Harry vestido de maid para você.
Severus: Desenhos: No plural: - Ergue uma sobrancelha intrigado.
Luana: Sabe como é – ficando vermelha – eu acabei me empolgando.
Fenrir: He He, depois eu quero ver também o resultado dessa empolgação.
E não podemos esquecer da nossa votação, não é? Aí está o resultado até agora, e se lembrem, quem quiser votar em outro animal, sugerir algum novo "concorrente", ou simplesmente cancelar o seu voto anterior, fique a vontade, mas eu infelizmente não posso considerar mais de um voto de uma mesma pessoa no mesmo animal.
Dragão: 8
Sapo: 1
Esfinge: 2
Lobo: 5
Pantera negra: 3
Pégaso: 1
Fênix: 2
Raposa: 1
Salmão: 1
Sátiro: 1
Cervo: 1
Ai ai... e o Dragão está até o momento ganhando de lavada, não seeeei por que ¬¬
No próximo capitulo: Draco trará do mundo original de Harry algo muito útil e precioso para o moreno. E em meio a beijos acidentais, escadas e livros, Harry vai se ver no meio de uma pequena confusão amorosa onde alguns mistérios serão revelados.
Obrigada por lerem essa capitulo, até o próximo.
