Demorou? Demorou. Mas enfim chegou! Me pergunto quantas pessoas ainda esperam por essa fic... Quero agradecer aos incríveis reviews que venho recebendo, obrigada: Thanatos, Zani, Natlia, suelenchan , Gabi, , Aline Cristina, brubru86 , Rafaella Potter Malfoy, arashi no kanna , amdlara , Fabianadat , Freya Jones, em especial a Lari the killer, que sem seus sempre mais que bem vindos conselhos musicais não sei se teria tido CORAGEM de terminar esse capitulo e também a nannao , que apesar de não ter acertado ao meu desafio foi a única a tentar acertar, nhai, caso você queira receber o premio, mande um e-mail para .

Nhaaai... Só uma pessoa respondeu ao ultimo desafio, acho que estou perdendo o toque...

Draco: O toque, a falta de semancol e o juízo. – a cada carência da escritora fajuta que o loiro ia enumerando, ele esticava um dedo.

Severus: Sem falar da vergonha na cara. – complementa o pocionista.

Fenrir: Ué? E desde quando falta de vergonha na cara é um defeito?

Luana: É sério rapazes, todo capítulo eu me pergunto por que diabos eu escolhi LOGO VOCÊS para abrir e encerrar os capítulos – suspira inconformada consigo mesma – eu já sou meio depressiva e com baixíssima autoestima, não é como se eu precisasse de muita ajuda para abaixar a minha moral. ¬¬"

Severus: Oras, não seja dramática – Severus ignora a possível crise de nervos da exagerada escritora – antes de lamentar uma derrota procure o que a levou ao erro.

Luana: Nhai. Falar é fácil, não sei o que "me levou ao erro".

Draco: Eu faço uma ligeira idéia...

Luana: E não, eu não considero "o fato de ter nascido" algo que me levou ao erro – Luana fuzila o loiro com os olhos ao já adivinhar o que ele iria falar.

Fenrir: E que tal melhorar os seus prêmios?

Luana: O que tem de errado com os meus prêmios?

Severus: Naaaaada, fora o fato de começarem a ficar repetitivos e um deles, o da Simca, você ainda nem ter postado ainda.

Luana: Está em produção, está em produção – a escritora fica tão vermelha que até os seus cachinhos pareceram ficar ruivos – Desculpe a demoraSimca eu vou postar o capitulo sobre as irmãs Hooch-Trelawney no "Antes de você pedir" assim que terminar de digita-lo, falta pouco, eu juro.

Draco: Voooooltando ao tema, que tal dar algo que os leitores realmente queiram.

Luana: Tipo o que? Estou aceitando qualquer sugestão!

Draco: Que tal um carro esporte?

Luana: Menos se for algo que me deixe falida. U.u

Fenrir: Que tal um desenho do Remus com-ple-ta-men-te nu.

Luana: Estou atrás de algo que interesse a leitoras, não a você ò.ó, se bem que eu conheço mais de uma leitora que não se importaria de receber esse premio. /

Severus: Que tal a promessa por escrito que vai atualizar suas fics com mais regularidade?

Luana: Sinto que seria mais fácil eu dar um carro esporte a conseguir cumprir isso... ¬¬

Draco, Severus, Fenrir: Patético.

Luana: Hum... – fazendo uma cara pensativa, uma lâmpada aparece no topo da cabeça da escritora – JÁ SEI! Decidi qual vai ser o prêmio desta vez.

Draco: Qual? – o loiro pergunta meio desconfiado – tanta empolgação vinda dessa cabeça-oca não pode ser bom sinal.

Luana: Hu hu, aguarde e confie, no final do capitulo eu digo.

Nhai, agora, como a muito tempo não fazem, aproveitem o capitulo.

Capitulo treze– Ab imo pectore .

"Mudar o disco... que bobagem, como poderia? Afinal, não existe coisa mais triste do que mudar um disco em meio a uma musica que aparentemente está longe do final."

Harry Potter

As manhãs de Hogwarts nem sempre são tranquilas para a maioria de seus moradores. E para alguns, basta trocar o "nem sempre" para "nunca" para que essa sentença se torne mais verdadeira ainda.

- Argh! – chutando a porta de sua sala de repouso na enfermaria, Rowena tinha uma expressão furiosa e exausta ao mesmo tempo – Malditas crianças! – Bradou a enfermeira antes de fechar a porta com a mesma violência com que abriu – parece que elas arranjam sempre um jeito cada vez mais ESTUPIDO de ferir umas as outras! – Se jogando em sua costumeira cadeira estrategicamente colocada próxima a janela, ela vasculha os bolsos atrás de seus preciosos cigarros – Estamos em uma escola, CARAMBA, deve haver maneiras mais úteis de tentar superar a si mesmo ao invés de descobrir jeitos cada vez mais idiotas de tentar matar os seus colegas.

- Péssima manhã? – Uma pequena menina de bronze pergunta risonha, sentada em uma mesa um pouco afastada da furibunda mulher.

- Aparentemente não uma das melhores – Um rapaz de bronze, não muito maior que sua companheira responde com indiferença – Para alguém tão cansado – Blaise observa agora curioso o subir e descer acelerado do peito da enfermeira – até que você ainda tem bastante energia, é isso que as pessoas chamam de: "o misterioso poder da nicotina"?

- Calem a boca – Rowena enfim havia achado e acendido um de seus cigarros e se entrega a uma longa e gostosa tragada.

Quando Draco decidiu passar a maior parte de seu tempo no novo mundo, seus pequenos companheiros haviam por fim resolvido que o melhor a se fazer era eles mesmos se mudarem para lá. E como eles, diferente de seu dono, sim , tinham corpos físicos naquele mundo – já que eram objetos e não criaturas vivas – se viram obrigados a ficar sob a custodia da temperamental enfermeira, ao menos até seu dono criar um corpo físico e poder lhes dar um novo lar.

Não que estivessem com pressa.

Os pequeninos descobriram que atazanar a paciência de Rowena era quase tão bom quanto atazanar a de seu antigo mestre.

- O que aconteceu agora? – Pansy pergunta desta vez um pouco mais preocupada. Apesar de não deixar transparecer tanto como a outra estatueta, Blaise também estava curioso sobre o que poderia ter deixado uma maga do calibre de Ravenclaw tão esgotada.

- Só tentem adivinhar – a loira joga a cabeça para trás, e assim fica por alguns segundos enquanto uma trêmula nuvem de fumaça é expulsa por entre seus lábios – Quem parece ter a incrível capacidade de achar as maneiras mais diferentes e irracionais de se machucar?

Ora, a resposta para essa adivinhação não era muito difícil para os pequeninos. "Potter" os dos pensam ao mesmo tempo ao cruzarem os olhos de forma cúmplice, e em seguida dizem juntos, em voz alta:

- Hardnet.

- Bingo! – a mulher volta a erguer a cabeça, desta vez com uma expressão mais relaxada – Apesar de que quem está doente é aquele amigo dele, o Sr. Longbbotm. Eu tive que passar horas realizando feitiços, desde os de níveis básicos até os mais complexos, tentando arrancar algum diagnostico e mesmo assim não achei nada no rapaz. DROGA – a mulher trinca os dentes com raiva – O GAROTO ESTÁ VERDE, SEUS ORGÃOS ESTÃO QUASE PARANDO E NÃO IMPORTA O QUANTO EU O ANALÍSE, NÃO ACHO NADA DE ANORMAL EM SEU ORGANISMO, SEJA MAGICO OU BIOLÓGICO!

- Seus órgãos estão quase paran... – Pansy soa horrorizada.

- Quase parando, é isso mesmo – e enfermeira a interrompe impaciente – eu já realizei um feitiço para estimulá-los artificialmente. Apesar de o rapaz estar em uma espécie de coma, ele está bem.

- Estar em "uma espécie de coma" não me parece algo que se encaixe na definição "estar bem" – Blaise ironiza.

- Está bem até onde um "vegetal" pode estar – Rowena dá entre ombros – Pelo menos está vivo – seus olhos se tornam sombrios – ao menos por enquanto. Se eu não descobrir logo o que ele tem...

- Oww... – a menina de bronze murmura amuada – Po... Hardnet deve estar uma pilha de nervos.

- Nem tanto – a mulher sorri de lado – Daquele grupo ele parecia o mais calmo. Consolando as lagrimas dos mais novos, acalmando a ira dos mais velhos... hu hu... Um verdadeiro líder – Rowena se lembra das palavras que o moreno disse em meio ao turbilhão de sentimentos de seus perdidos amigos.

"Neville não vai se levantar dessa cama apenas por que perdemos a cabeça, mais do que nunca temos que ficar calmos e atentos. Seja o que ou quem tenha deixado o Neville assim vai pagar, mas antes de vingança, temos que ver um jeito de curar o nosso amigo".

Cura... Sim, uma cura tinha que ser achada antes que o pior acontecesse.

- E como vai o meu nada promissor aprendiz? – a loira resolve mudar o tema da conversa.

- Assim como você disse: "nada promissor" – Blaise suspira.

- Ele ainda não avançou nem um pouco no exercício? – a enfermeira pergunta, apesar de não se surpreender muito com aquilo, ela já meio que esperava essa falta de evolução do loiro. – Ele deve estar nisso desde ontem, só parou para retornar ao seu mundo de origem e nada mais.

- Pois é, e quando retornou hoje de manhã não parou nem por um minuto – Pansy sacode negativamente a cabeça – Por mais que não tenha um corpo físico, isso não pode estar fazendo nada bem a ele.

- Ai minha a muito esquecida juventude – a loira arremessa a bituca de seu cigarro pela janela, se põe de pé a duras penas e massageia preguiçosamente um de seus ombros – por favor retorne a esses ossos cansados ou essas malditas obtusas crias do demônio que se intitulam "jovens" ainda vão acabar comigo.

- Aonde vai? – Blaise pergunta a enfermeira que se encaminha para a porta.

- Aonde acha? – A mulher abre a porta – Colocar um pouco de juízo na cabeça oca de meu aprendiz – e sai batendo a porta novamente.

- Finalmente entendi por que essa mulher e Draco se dão tão bem. – Blaise sorri maroto.

- Ora, e por quê? – Pansy pergunta, custando a acreditar que as infindáveis discussões entre aqueles dois loiros cabeças duras poderiam algum dia ser considerado "se dar bem".

- Por que essa é a primeira vez que conheço alguém tão dramático quanto Draco.

- Realmente, talvez ela até mesmo o supere – a menina concorda pensativamente – Mas também o que se podia esperar com alguém com milênios de vantagem?

FVQP

Quando ela havia dito o que ele teria que fazer Draco achou que seria fácil, afinal, não seria a primeira vez que o faria...

- Ufh! – O loiro geme quando pela milionésima e sabe se lá que vez foi arremessado para longe.

...mas aparentemente aquele exercício não seria tão fácil quanto imaginou.

- Droga – Irritado, abaixa a cabeça e passa a mão por entre as impecáveis mechas loiras – Porque não consigo? O que estou fazendo de errado? Já havia horas que a enfermeira havia o levado a aquele quarto, onde vários alunos estavam internados, onde repousavam sob fortes poções de sono que ajudavam em suas recuperações. Tudo o que Draco tinha que fazer era invadir suas mentes como havia feito antes com mais de uma pessoa e descobrir a resposta para questões simples, como: "Qual é a data do aniversário de sua mãe?" ou "Qual o nome de seu primeiro bichinho de pelúcia?".

Mas...

- Você AINDA não conseguiu entrar na mente de nenhum deles? – Uma nada satisfeita voz faz Draco estremecer de desgosto. Já sabendo quem havia entrado no quarto, o loiro suspira baixinho e ergue a cabeça.

- Não era de se esperar que ao não ter corpo eu não deveria sentir dor? – o loiro gira o braço esquerdo em um doloroso alongamento – Se é assim, então por que me sinto tão moído?

- Por que, meu "tolo aprendiz" – Rowena sorri internamente ao ver seu convidado estremecer, já que odiava ser chamado de "aprendiz" – mesmo sem um corpo físico, cada vez que você é arremessado pelas mentes que te rejeitam, o seu espírito fica confuso e quando seu corpo imaterial sofre um impacto contra o chão ele reproduz a dor que por acaso não deveria sentir, resumindo – a enfermeira estende os braços de maneira cínica e cantarola – isso se deve tuuuuudo a sua in-com-pe-ten-ci-a.

- Ufh! – Draco suspira novamente, desta vez mais alto e se levanta – Eu não entendo. Nem que fosse por alguns minutos eu já havia conseguido antes invadir a mente de algumas pessoas nesse mundo, mas agora eu nem mesmo termino de mergulhar meus dedos em suas cabeças e já sou arremessado para longe! O que estou fazendo de errado? O que está diferente de antes?

- O que está fazendo de errado? Nada – a loira sorri misteriosa – Agora, o que está fazendo de diferente? Por favor, não finja que não sabe.

- Acredite Ravenclaw, se eu soubesse o que está me atrapalhando não estaria cedendo aos supostos instinto masoquista, que aparentemente você parece acreditar que eu tenho, e evitaria ter esses adoráveis encontros com o chão.

- Você sabe. – Rowena diz de maneira séria – Desde a primeira vez que falhou desastrosamente nesse exercício você soube o que está te atrapalhando – a loira fecha os olhos com cansaço – Fiquei calada até agora por que queria ver até quando negaria isso para si mesmo.

- Não sei do que...

- Esse é um exercício puramente mental – o interrompe, sabendo que suas negações vazias a irritariam – Onde a sua consciência invade a mente de outra pessoa. E como tal exige uma grande concentração de sua parte, logo, o que poderia estar te distraindo, diferente de antes?

- ... – Draco não responde, apesar de ter a resposta na ponta da língua.

"Você pode Draco? Pode dizer que haja o que houver você no final poderá ficar ao meu lado?"

Como podem as palavras de outra pessoa chegar tão fundo no peito de alguém?

"Eu quero tanto... Tanto... tanto que até dói. Mas não posso."

Como podem as suas próprias palavras o assombrar de maneira tão devastadora?

- Bom, vejo que como imaginei você não é tão burro para já não ter notado por conta própria, o que é um alivio – ela perde toda a sua pose severa e puxando uma cadeira se senta próxima a uma cama vazia e batendo nos lençóis do leito vazio, gesticula para o loiro sentar perto dela. – mostra que você não é um caso tão perdido quanto eu imaginava.

Draco apenas grunhi irritado e se senta na cama desocupada, próximo a mulher.

Desde que teve aquela nada agradável conversa com Harry, Draco não conseguiu pensar em outra coisa que não fosse o moreno e seus sentimentos provavelmente partidos. Mais de uma vez considerou a idéia de se encontrar novamente com Harry, mas logo mudava de idéia com medo de se trair e soltar alguma coisa que com certeza faria o moreno temperamental o odiar pelo resto da vida (sei lá, tipo como o fato de ter anulado qualquer direito de escolha se queria ou não que um batalhão de memórias fosse ou não apagadas de sua cabeça) ou simplesmente medo de dizer qualquer mentira que com certeza faria sua consciência doer mais do que já dói.

"Ótima hora para dar uma de Hufflepuff, Draco" o loiro zomba de si mesmo "qual é a próxima agora? Fazer trancinhas no cabelo com margaridas e sair saltitante cantando musiquinhas de amor e amizade?"

- E vendo que tenho um discípulo tãaao autoconsciente– mais uma vez a loira sorri internamente quando Draco estremece ao ouvir a palavra que começa com a letra "D" sair de sua boca – acho que você já deve ter adivinhado qual a melhor solução para o seu probleminha de concentração.

Nem um pouco feliz, Draco já esperava o que com certeza seria um longo discurso de "crie vergonha na cara, vá conversar com o objeto de seu afeto e pare de ficar suspirando pelos cantos como uma donzela de coração partido".

Claro que Draco não esperava ouvir então, o que ouviu a seguir.

- Você não pode mais chegar perto de Hardnet – a mulher diz tranquilamente enquanto olha para as próprias unhas – nem se a vida de qualquer um dois depender disso.

- O que? – Draco só consegue dizer isso, pois se engasga com o susto

- Exatamente o que ouviu. – Rowena volta a encará-lo, mas com a expressão mortalmente séria – Olha garoto, draminhas adolescentes a parte, nosso tempo não é dos mais longos, na verdade, nem sabemos quanto desse "pouco tempo" realmente temos – ela tenta se controlar para não ser mais ríspida do que realmente gostaria de ser – no exato momento que o seu amiguinho esquecer de você nosso relógio vai começar a acelerar e a cada segundo que você demorar para tentar reverter essa merda toda, mais difícil vai ser, loooogo – ela olha no fundo dos olhos abalados de Draco – não podemos nos dar ao luxo de perder tempo com montanhas-russas emocionais descontroladas.

- Não vê-lo... – Draco murmura assimilando a idéia. – certo, você está certa.

Não era prudente manter contato com Harry agora, sempre que o via suas emoções ficavam descontroladas, uma torrente de duvidas e lamentações invadia seus pensamentos e um desejo insano de arrastá-lo para fora de tudo aquilo sempre o frustra.

Tudo aquilo só iria atrapalhar Ficar perto de Harry só iria atrapalhar.

"Harry..."

Vendo uma confusa mescla de resignação e frustração transparecer na face do loiro, Rowena não pode evitar sentir certa empatia, e perceber que estava sendo muito hipócrita ao fazer aquela exigência. Afinal...

" Quando estive em seu lugar fiquei ao lado de meu amado a cada segundo que me foi permitido" apesar da melancolia em suas memórias, sua face permaneceu neutra diante do mudo dilema de Draco "quando ele enfrentou as batalhas de seu novo mundo eu estive ao seu lado, quando se sentiu confuso com as novas personalidades e formas das pessoas de seu novo mundo, eu estive ao seu lado, quando foi ... foi ferido mortalmente... eu estive ao seu lado, e quando finamente conquistou o coração da pessoa que REALMENTE amava...eu estive ao seu lado... até o fim... até o dia em que criei um corpo físico e pude tocá-lo... meu amor... Godric... eu fiquei ao seu lado... mesmo quando nem por um segundo você me quis como eu te quis"

Mas como tantas vezes teve que "engolir" de maneira amarga, diferente dela, o loiro a sua frente tinha uma chance.

Já que o loiro a sua frente, sim, era correspondido pela pessoa que amava.

E se desse duro nesses próximos dias poderia ficar ao lado daquele moreno não alguns poucos meses, mas toda a vida Já ela...

Bem, ela teria o seu pagamento, já que nada nesse mundo era de graça.

"Finalmente terei aquilo que mais quis desde que criei esse feitiço"

Sentindo uma pontada de remorso, afinal, havia maneiras mais delicadas do que aquela que usou para expor os fatos, ela resolveu tentar ser mais... hn... doce.

- Claro que estou certa, eu sempre estou certa. O dia em que eu estiver errada o sol nascerá do oeste e as estrelas cairão do céu – a loira revira os olhos, talvez não tão doce quanto gostaria – ok, agora que as lógicas universais já foram estabelecidas – com um movimento repentino a loira se levanta assustando Draco – está na hora de apararmos algumas arestas.

- Aonde você vai? – Draco a olha se afastar, ainda um pouco confuso.

- Fique aí loiro, já volto.

Saindo do quarto, Rowena fica fora por apenas alguns minutos, e logo volta segurando um papel e uma pena. Assim que a enfermeira se senta novamente próxima a ele, Draco reconheceu na hora a pena.

Era uma pena de repetição rápida idêntica a que Rita Skeeter usava em seu mundo.

- Não sabia que havia virado jornalista.

- Hã? – ignorando a piada que obviamente não entendeu, Rowena apenas ergue uma sobrancelha e dá entre ombros – Isso aqui é uma coisinha que eu confisquei ano passado de uma estudante, garotinha irritante... – percebendo que o assunto ia por um rumo desnecessário a loira se repreende internamente e retoma a linha inicial – agora que chegamos ao acordo de "nada de sair para brincar com os amiguinhos" – Rowena não pode evitar destilar um pouco de veneno ao dizer aquelas palavras – vamos agora tratar os efeitos colaterais de seu ultimo encontro com o moreno dos seus sonhos.

- Como assim?

- Acorda bonitinho, não se lembra da conversa que acabamos de ter? – a loira bufa exasperada – não podemos prosseguir com o treinamento com você estando uma verdadeira pilha de nervos, loooogo – ela coloca o papel confortavelmente em seu colo com a caneta devidamente equilibrada no centro. E enquanto uma de suas mãos segurava a varinha sobre a pena, a outra ia em direção da cabeça de Draco. – temos que fazer você desopilar um pouquinho.

-O que DIABOS você quer dizer com isso – desconfiado, Draco desvia a cabeça da mão que ia em sua direção.

- Quantas perguntas, parece que hoje acordamos desconfiados hoje, não? – Rowena abaixa a mão e ao ver a expressão obstinada do loiro percebe que teria de ser mais clara com suas intenções – ok, coloquemos assim, eu não recomendo que você se encontre com Hardnet, mas para que você consiga ficar mais tranquilo algumas coisas tem que ser esclarecidas entre vocês. – a loira passa a mão nos cabelos puxando algumas mechas que começavam a cair sobre seus olhos e aproveitou para ver na expressão de Draco se ele estava acompanhando seu raciocínio – eu vou realizar um feitiço que vai dar fim a esses dois dilemas. O Ab imo pectore.

- Ab imo pectore – Draco franze o cenho ao pronunciar lentamente as palavras em latim – o que esse feitiço exatamente faz. - Oras, pelo nome você já deveria fazer uma ideia, não? – vendo que a duvida não desapareceu da expressão do rapaz, a enfermeira leva a mão ao rosto e o balança negativamente – quando os professores vão começar a ensinar os alunos a não apenas balançar suas varinhas de um lado para o outro e impartir um pouco de latim? Ab imo pectore significa: "do fundo do meu coração". Ele absorve tudo aquilo que você mais quer botar para fora e não consegue e o sintetiza em uma carta. – vendo a compreensão invadir aos poucos os olhos do loiro, Rowena suspira aliviada "ainda há salvação no cubículo cerebral desse cara" – eu vi que você trouxe algumas coisas da ultima vez que foi ao seu mundo, aquelas coisas são para ele não?

Em sua ultima ida para o seu mundo original, Draco havia juntado varias coisas que da ultima vez não havia levado para o moreno, entre os itens estava o mapa do maroto que havia sofrido algumas modificações. O loiro havia conseguido apagar a presença da enfermeira e a dele próprio dos traços mágicos do mapa. Foi graças ao mapa que mesmo sem ter perguntado a Harry que descobriu aonde era sua nova casa comunal, tudo o que teve que fazer foi observar no mapa, aonde de noite o moreno e seus seis amigos se reuniam apos o toque de recolher.

A sala precisa.

Mas apesar de que a idéia original era entregar os itens a Harry, graças aos seus recentes dilemas internos, o loiro não havia juntado coragem o suficiente para cumprir a missão.

- Bem – interpretando o silencio de Draco como um sim, Rowena prossegue – tudo o que você tem de fazer é deixar as coisas que trouxe no quarto dele e entre elas guardar a carta. E Voilà, problema resolvido, você abre o seu coração, o moreno deve se acalmar um pouco e FINALMENTE vamos poder avançar nessa joça.

Apesar de colocadas naquelas palavras... pouco convencionais, o plano parecia bom, e quando mais uma vez a loira estendeu a mão na direção de sua cabeça ele não se desviou e um pouco agoniado teve aquela sensação estranha quando transpassa alguém, mas desta vez era o seu corpo imaterial que era invadido.

A mulher, com uma expressão muito concentrada faz movimentos rápidos e precisos com sua varinha apontada para a pena e disse em tom imperativo.

- Ab imo pectore.

E com o encantamento a pena começou a brilhar com uma luz dourada e sem o comando que geralmente era de praxe se ergueu e imóvel esperou obedientemente pelas palavras que lhe seriam ditadas.

Por segundos Draco esperava que entraria em alguma espécie de transe e que começaria a balbuciar palavras melosas e piegas, ou pior, que a loira mesma invadiria sua mente e vasculharia seus sentimentos e os escreveria no papel. Mas diferente do que esperava, não sentiu qualquer vontade de abrir a boca, nem sentiu nada nem ninguém invadindo sua mente. Na verdade aconteceu exatamente o contrario.

Primeiro sentiu algo muito forte que não conseguiu identificar comprimir o seu peito.

Algo que ele só conseguiu compreender como dele.

De Draco.

Que havia se originado dele e que havia se aglomerado em sua mente e se enraizado. Sentia como se essas raízes se soltavam com certo alivio e formavam uma espécie de bola, e quando já sentia uma gigantesca bola formada, quase o sufocando em uma eufórica mistura de felicidade, tristeza, angustia e esperança, sente como ela é expulsa para os dedos que estavam mergulhados em sua cabeça.

Depois que aquela bola havia saído de sua mente uma indescritível sensação de alivio invadiu seu corpo e sua naturalmente ágil mente parecia processar mais fácil as informações ao seu redor.

Rowena já não tinha os dedos em sua cabeça, ela agora a mantinha sobre a pena que ainda esperava imóvel pelo sinal que a faria trabalhar. De olhos fechados a loira sacode lentamente a mão, que Draco agora notava que brilhava tão dourada quanto a pena, e a medida que a balançava uma pequena chuva dourada caia sobre a pena que imediatamente começou a trabalhar.

Em questão de segundos uma longa carta de letra floreada foi escrita em letra dourada, que quando terminada brilhou de forma intensa e desapareceu.

- Prontinho! – Rowena diz erguendo satisfeita o papel em branco a altura dos olhos – está perfeito.

- Perfeito? – Draco franze o cenho confuso – não tem nada aí

- Não tem nada aqui para os seus olhos – ela o corrige – e nem para os meus, essa carta só pode ser lida uma vez e por apenas uma pessoa, a pessoa a quem os sentimentos dessa carta estão voltados.

- Meus sentimentos, todos os que eu sinto por Harry estão nessa folha? – Draco pergunta pegando o papel em branco da mão da enfermeira – e se tiver algo que eu não quero que ele saiba? Tem coisas que...

- Nada que possa te trair está nessa carta – Rowena o corta, antes que mais uma vez seu "tolo discípulo" resolvesse se afundar em um mar de preocupações - a boba alegre que criou esse feitiço o fez justamente para acalmar o coração das pessoas, ele tem uma trava que impede de que vase qualquer informação comprometedora. – Rowena sorri ao lembrar de sua sempre bondosa amiga. "Depois de tanto debochar da cara dela por criar um feitiço tão piegas, acho que a Helga iria achar bastante graça por logo eu tê-lo usado... Se bem que nada mais justo, já que ela o criou para usar em mim."

- Meus sentimentos mais profundos... – Draco ainda mantinha os olhos na carta em branco – o que será que está escrito aqui? O que será que ele vai ler.

- Ler? – Rowena teve que prender o riso – Hardnet não irá exatamente APENAS ler, mas quanto ao seu conteúdo – ela sorriu de uma forma tranquilizadora deixando transparecer nos olhos toda a sabedoria que havia acumulado nos seus vários anos de vida - Olhe no fundo do seu coração, com um pouco de sorte talvez você descubra.

FVQP

Carregando uma enorme preocupação em seu peito, Harry descia uma das tantas escadarias do castelo com sua mente ainda voltada no amigo que teve que levar a enfermaria naquela manhã.

Apesar de que seu destino final fossem as masmorras, para o que de certo seria mais uma insuportável aula de poções (já que mesmo que detestasse certas aulas, por mais que ele pudesse alterar os seus horários, Harry e os demais integrantes de sua casa eram obrigados como todo aluno a assistir as aulas obrigatórias), os poucos suspiros que deixava escapar por entre seus lábios eram causados cada vez que lembrava as frias, porem profissionais palavras da enfermeira há várias horas atrás.

"Não sei o que seu amigo tem senhor Hardnet, como disse antes, não identifiquei qualquer sinal de veneno em seu sangue antes, e muito menos agora. Vou ver o que posso fazer por agora e no fim das aulas você e seus amigos poderão vir ver no que deu". A enfermeira não o enganava, apesar de seu tom neutro, era obvio que o estado de Neville a desconcertava. O garoto apresentava claros sintomas de envenenamento, sem falar daquela estranha pele verde, mas por mais análises que fizesse a mulher não conseguia identificar qualquer rastro da substancia daninha.

Nenhum dos amigos do ex-texugo internado quis deixar a enfermaria, mas no primeiro sinal de que eles passaram de que queriam ficar pelo resto do dia ao lado do amigo a senhorita Hargreat expulsou todos da enfermaria deixando bem claro que eles não iriam se dar ao luxo de perder mais um dia de aula.

- Maldita chaminé ambulante – Harry resmunga consigo mesmo – anteontem ela não pareceu muito incomodada de me deixar ficar por lá. Aposto que se eu aceitasse colocar aquele aventalzinho ridículo de novo ela reconsiderava...

- Opa, quem vai usar um aventalzinho e quando? – um repentino peso cai sobre os ombros de Harry quase o arremessando degraus a baixo – dependendo de quem for eu posso até ajudar a escolher a estampa. Totalmente apoiado em seus ombros estava Sirius. Com seu sorriso "sou a melhor coisas já criada neste mundo" o leão pisca para o outro rapaz.

- Acredite – Harry segue em frente carregando sua nova "carga" sem muito esforço graças a sua força sobre-humana – não vão me faltar quem queira opinar sobre o assunto – forjando uma pose ultra-dramática, Harry leva seu braço livre a altura da testa – infelizmente estou cercado de fetichistas.

- Isso me inclui? – pergunta Black de forma manhosa.

- Isso te inclui. – Harry revira os olhos e contem um sorriso, não queria dar mais asas para aquele leão folgado. -

Hó não... Se formos falar sobre os fetiches de Padfoot iremos desperdiçar todo o resto do dia – Rony graceja enquanto bate na nuca de Sirius com seu livro de História da magia – as taras sexuais desse maníaco devem tomar 96% da área produtiva do cérebro dele.

- Cérebro? – James pergunta logo atrás do ruivo – Que cérebro?

- Aquela diminuta massa cinzenta esquecida entre as orelhas de nosso pobre amigo – Remus diz descendo as escadas ao lado de James, sem tirar os olhos do livro que segurava.

- Hey! Qual é a de vocês? – Sirius se desvencilha de Harry e olha indignado por sobre o ombro – Hoje é o dia: "vamos tirar uma com a cara de meu amigo?"

- Não – Remus finalmente tira os olhos do livro que carregava e fuzilando o amigo, completa – hoje é o dia "vamos tirar uma com a cara do IDIOTA que botou nós quatro em detenção" – Girando o rosto na direção de Harry, acena com a cabeça e diz um pouco formal – Boa tarde Hardnet.

- Boa – Harry responde sem jeito ao seco cumprimento.

- Fala aí Chris – Rony acena com seu jeitão um tanto quanto desligado.

- Como está, pequeno? – James revolve o cabelo do quintanista dois ou três degraus a sua frente.

- Tô bem – Harry tenta disfarçar a felicidade que aquele simples gesto causou.

Apesar de vários alunos pareceram evitar até mesmo olhar nos olhos de Harry, os marotos preferiram adotar uma conduta completamente oposta. Ontem mesmo, quando notaram o temeroso gelo que o grupo de Chris estava recebendo de boa parte do colégio, os quatro leões fizeram questão de iniciar uma espécie de campanha "vamos aproveitar todo o nosso tempo livre possível para rondar o Chris".

Os marotos podem não dividir refeições com Harry, nem dividir alojamento com ele e seus amigos, mas havia ficado mais do que obvio em apenas um dia e meio que a nova casa estava sob a proteção do famigerado quarteto.

Claro que antes disso alguns mal entendidos tiveram que ser confrontados. Quando James e Sirius estavam no meio de seu milésimo pedido de desculpas devido aos seus atos posteriores, o até então paciente quintanista estourou com seus dois amigos e em plena entrada do grande salão gritou:

- OK, EU JÁ ENTENDI O PONTO, VOCÊS SENTEM MUITO! MAS EU JÁ DISSE QUE NÃO LIGO! NÃ-O-LI-GO! – abaixando a voz, mas sem perder a malignidade de seu tom, ele prosseguiu ciente dos olhares apavorados que atraiu - se por acaso você tivesse aberto a sua boca enorme no caso da varinha, Sirius, a minha situação teria ficado mais preta do que já era. E quanto a você James, você é um integrante importante do clã Potter, não pode agir como bem entender na frente dos outros, você agiu como deveria agir. – Ambos os leões assentem com a cabeça prontamente quando o moreno mais baixo lança um olhar irritado de "estão ou não acompanhando o meu raciocínio, seus idiotas", satisfeito com a resposta, Harry suaviza sua expressão com um sorriso e conclui – agora que ficou tudo mais claro, acho que já podemos entrar, estou com fome e se por acaso eu não conseguir achar nenhuma batata assada simplesmente por que vocês me pararam aqui, aí sim vocês vão ter que se preocupar com a minha ira.

Aaaah... Nada como uma boa ameaça para consolidar laços de amizades.

- E me diz – Harry se segurava para não rir da cara desolada de Sirius ao seu lado – o que nosso queridíssimo Padfood fez dessa vez.

Parando no meio da ultima escada que os ligaria ao "térreo" do castelo, o grupo de amigos se permite conversar, enquanto os de mais moradores do castelo lutavam para transpor o grupinho, fosse para subir a obstruída escada como para descer, enquanto ela mesma se movia naquele lento vai e vem.

- Naaaada de mais – James responde com um tom seco, mas se Harry olhasse para o leão veria um sorriso sendo contido a duras penas – apenas que em nossa segunda aula do dia ele simplesmente deu vida a um pote de sementes que começaram a atacar os alunos.

- Foi sem querer... – o leão tentou usar seu tom mais manhoso, mas não conseguiu convencer ninguém – Eu só achei que as coisas seriam mais rápidas se as próprias sementes pulassem para dentro dos vasos.

- É, só que ao invés dos vasos as sementes pularam em cima de toda a classe.

- Hum... não parece tão mal... – Harry tenta aliviar a barra da versão adolescente de seu padrinho – quero dizer, foram apenas algumas sementes...

- Algumas sementes tão duras quanto pedras que se uniam em ataques aéreos estrategicamente planejados POR CERTO ALGUEM que alem de botar mais da metade da turma de baixo das mesas atrás de abrigo, finalizaram sua apresentação entrando pela boca da professora goela a baixo... – Rony narra isso quase... quaaaaase sério – a professora teve que ser levada as pressas para a enfermaria.

- Mas Fang, como eu ia saber que ela era alérgica a semente de jimbabo? Que professora de Herbologia pode ser alérgica a sementes? – Sirius questiona como se a culpa de todo o caso fosse da deficiência biológica da professora.

- Uma que use luvas grossas de jardinagem para exercer seu oficio – Remus diz isso, mas lutava para conter o riso.

- E que não esperasse... – James tentava complemente em vão se manter sério enquanto volta e meia mordia a língua para não cair na gargalhada – e que não esperasse que um de seus alunos fizesse uma frota de sementes voadoras lhe descessem goela a baixo... HÁ HÁ HÁ HÁ!

E os cinco adolescentes, ainda em meio as escadas, dividiram uma longa risada.

- Ai... – Harry foi o primeiro a se recuperar – mas ela vai ficar bem, não vai?

- Claro que vai – Sirius responde – só não vai conseguir dar aulas durante alguns dias, não é Moony?

- Talvez semanas – Remus suspira ao conseguir retomar o controle

Um detalhe que o intrigou a principio, quando teve mais contato com os marotos, foi o fato de eles utilizarem os mesmos apelidos que em seu mundo. Mas como isso era possível, se os apelidos eram baseados em suas formas animagas? E nesse mundo - como Remus não havia "saído do armário"- era impossível que eles achassem algum propósito que justificasse tentar algo tão arriscado. A resposta da questão veio de Rony, o ruivo havia respondido o seguinte:

- De onde tiramos esses apelidos ? – pergunta sem dar muita atenção a questão – ah, é que em nosso terceiro ano a professora de transfiguração nos deu uma aula, infelizmente totalmente teórica, sobre animagia, e no final da matéria ela trouxe uma pedra que revelava a nossa "forma animaga natural" – ele aponta para James – o James tem a forma de um cervo, por isso o chamamos de Prongs – Aponta para Sirius – o Siry tem a forma de um cachorrão preto, por isso Padfoot, e eu – seu peito se encheu de orgulho – tenho a forma de um leão por isso eles me chamam de Fang.

Harry não pode deixar de rir por dentro ao se perguntar se ele sabia que Fang também era o nome do cachorro de Hagrid.

- E você Remus? – Harry simula um olhar curioso – de onde saiu o seu apelido?

Mesmo parado, Remus quase cometeu a proeza de tropeçar nos próprios pés quando ouviu a pergunta do ex-texugo.

Sabendo o efeito de suas palavras no rapaz aparentemente mais velho, Harry simplesmente sorriu com um ar amistoso, mas que a Remus dizia claramente:

"Ora ora companheiro, é claaaaro que eu sei de seu segredinho".

O leão já suspeitava que o rapaz soubesse de sua natureza, ele andava com Greyback afinal, e infelizmente aquele lobo sarnento tinha a boca muito grande nos momentos mais inconvenientes. "Mas ainda assim..." ele pensou um pouco triste "eu esperava que conseguisse guardar o meu segredo".

- Ah, o do Remus foi o mais difícil – Rony franziu o cenho irritado – a professora disse que não conseguia distinguir o animal interior dele, disse que às vezes isso acontecia, então nos juntamos e criamos alguma coisa para ele não ficar de fora.

- E... – James corta Rony ao mesmo tempo que passa o braço ao redor dos ombros de Remus – como nosso amigo aqui tem o habito de ficar meio aéreo nas épocas de lua cheia, sabe-se lá por que, o chamamos de Moony.

- Nas épocas de lua cheia? – Harry tentou parecer surpreso – ora, mas por que nessa época? – lançando um olhar cheio de segundas intenções para Remus ele continua – falando assim parece até que ele é um...

- Lobisomem? – James, Rony e Sirius perguntam ao mesmo tempo e em seguida caem na gargalhada como se acabassem de compartilhar uma piadinha particular. Remus apenas conseguiu rir um pouco sem graça.

- No nosso segundo ano a gente até chegou a pensar isso, acredita? – Sirius ainda tinha problemas para conter o riso – mas é impossível, quero dizer, o cara comparte dormitório com a gente, como não notaríamos se ele saísse toda noite de lua cheia para se transformar em uma bola de pelos mortífera sabe-se lá aonde.

- É, né? – Harry confirma, sem tirar um segundo os olhos de Remus – como isso seria possível?

Tensão.

Remus, sem se importar com o que os demais pensassem, fuzilou Harry com os olhos e tudo o que Harry fez para responder foi sorrir da maneira mais inocente possível. Uma incrível parede de tensão havia sido criada.

Os demais ao redor não entendiam o que estava acontecendo, mas diante daquela situação constrangedora até mesmo seus comentários mais "sem noções" ficaram travados em suas gargantas.

"Você sabe o que sou, e nem ouse dizer a eles". Era o que Remus tentava passar com seu olhar mortal.

"Claro que eu sei, e gostaria de ver quem seria capaz de me calar a boca" era o que o sorriso radiante de Harry respondia.

Morte... Não precisava ser um gênio para adivinhar que qualquer comentário errado terminaria em morte.

- Er... O Remus anda estudando de mais – Sirius, que não aguentava mais aquela estranha e súbita tensão, tentou de seu jeito desanuviar as coisas. Arrancou o livro das mãos de Remus e o erguendo o mais alto possível correu degraus a baixo fugindo do amigo. -

Sirius Black, seu imbecil, volta aqui!

Saindo do modo: "Abra a boca e eu te mato", Remus começou a perseguir seu amigo subindo e descendo degraus ao redor dos outros enquanto Rony e James riam e davam ajuda a Sirius para manter o livro do amigo longe das mãos do verdadeiro dono.

Em meio a aquilo tudo Harry apenas pode sorrir, dessa vez de maneira verdadeira, e pensar o quão bom era vê-los tão felizes e despreocupados. Mas quanto a Remus, essa tranquilidade não duraria muito, ele havia resolvido que por fim daria o próximo passo em seu plano "cupido". Aquela situação constrangedora de agora a pouco era apenas o primeiro passo. A semente do medo já havia sido plantada, e se antes Remus se sentia seguro com seu segredo, agora...

"Não gosto de atormentar o Remus, mas é para o bem de Fenrir" Harry observa como Sirius faz um passe arriscado onde o livro de Remus passa raspando pelos dedos do dono e cai perfeitamente nas mãos de Rony "pelo bem de Fenrir e dele também".

Foi apenas quando Sirius, antes dos outros, chegou ao fim da escada que o que estava demorando em acontecer aconteceu.

Afinal, o que seria uma tarde rotineira para Harry sem ao menos um pequeno desastre?

Ainda rindo, Rony arremessa o livro para James que o pegou, mas Remus na tentativa de alcançá-lo também esbarra em Harry, que pego de surpresa é lançado para frente, voando pelos três degraus que faltavam para chegar ao chão.

- CHRIS! – Ao ser o primeiro aperceber a queda do quintanista, James grita. Alertado pelo grito do amigo, Sirius se vira bem no momento em que Harry caia sobre ele .

E... bem... a situação a seguir não poderia ter sido mais bizarra.

Por instinto Sirius havia erguido os braços para apartar a queda do amigo, mas Harry, que também estava com os braços abertos, não apenas caiu direitinho nos braços de Sirius como ambos os corpos se colaram em um abraço forçado e seus rostos... bem... seus rostos assim como tudo o mais se uniram em um estranho beijo acidental.

Em choque, ambos os adolescentes ficaram por alguns segundos naquela pose no mínimo comprometedora, suas bocas, semi-abertas, grudadas uma na outra onde até mesmo a língua de Harry havia roçado na de Sirius e os olhos de ambos esbugalhados se questionando como diabos chegaram a aquilo.

- Er... Vocês estão bem? – a voz de James veio não muito longe, ainda nas escadas, e aquilo foi o suficiente para desperta-los daquele bizarro estupor. Com um pulo Harry deu um passo para trás saindo dos braços de Sirius e constrangido ele apenas murmurou.

- Isso foi...

- É, isso foi ... – Sirius também murmurava sem jeito.

- Bizarro... – concluíram juntos.

Estando até agora de cabeça baixa devido ao constrangimento, ambos erguem o rosto ao mesmo tempo para se encararem, era difícil dizer qual estava com a expressão mais ridícula em meio a aquela palhaçada. Sem aguentar mais os dois amigos riem da situação vergonhosa. Mas em meio ao riso, o rosto de Sirius fica pálido, e novamente, mortalmente sério ele olha para um ponto acima do ombro de Harry e abre a boca como se quisesse dizer algo mais lhe faltasse às palavras.

- Ro... Rondy? – com dificuldade conseguiu colocar aquele nome para fora, e como carro chefe de um discurso vacilante ele tentou prosseguir – Nã não é isso que...

Se virando, Harry pode ver com quem Sirius falava, Rondy estava no início do primeiro lance de escadas atrás deles, olhando para tudo com um ar meio assustado, meio desaprovador. Sem emitir qualquer palavra o loiro fecha a cara com uma expressão de raiva e se virando vai embora pisando fundo pelo primeiro andar.

- RONDY! ESPERA! – Sirius passa por Harry correndo esbarrando seus ombros e aos tropeços corre escada a cima – NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO!

E já no primeiro andar o maroto tenta alcançar o outro sextanista, mas ambos já saíram do campo de visão dos de mais.

- Wouu, agora sim o Padfood está ferrado – Rony assobia. – mal ele pede o cara em namoro e já passa por um flagrante desses.

- Namoro? – Harry pergunta ainda um pouco assustado com tudo o que acabava de acontecer.

- Namoro – James diz um pouco desgostoso – Sirius pediu o loiro azedo em namoro ontem a noite.

- Para de chamar o Roland assim – Remus suspira dando um soco no ombro de James – você sabe que o Sirius não gosta.

James apenas estreita os olhos, mas não fala mais nada, Harry achou um pouco de graça daquilo era a mesma expressão que o Rony de seu mundo fazia quando Giny aparecia com um novo namorado.

Ciúmes de irmão.

- Eles vão ficar bem? – Harry pergunta, preocupado.

- Vão... Eu acho – James responde a contra gosto – quero dizer, se Sirius for rápido o bastante para alcançar o namoradinho... – James faz uma careta ao ser acotovelado por seus amigos em ambos os lados – Bom, acho que ele vai precisar da testemunhas para desmentir a infidelidade dele – o leão pisca desta vez sorrindo na direção de Harry – vamos rapazes.

- Acho que isso não me inclui – Harry conclui – acho que se apareço na frente do Rondy ele é capaz de arrancar um quadro da parede e meter na minha cabeça.

- Bem pensado – Remus confirma de maneira seca. – até mais ver Hardnet.

- Até – Harry se despede com um aceno de mão, ignorando o ar mortífero com que Remus disse seu falso sobrenome.

"Certo... acho que para o bem de minha integridade física eu NÃO POSSO enrolar muito nessa parte do plano" Harry teve que admitir ao imaginar ser pego em alguma esquina deserta por um mais que furioso e ciumento lobisomem. "Tenho que ter tudo pronto antes da terça-feira"

Pronto para seguir seu próprio rumo, o moreno não esperava que antes que pudesse se virar fosse pego de surpresa por uma visão inusitada. Descendo as escadas a imagem quase translúcida de Giny passa como se fosse feita de fumaça pelo grupo fragmentado dos marotos e pela primeira vez ignorando completamente seu irmão ela praticamente desliza na direção de Harry e apenas se detém quando está quase colada cara a cara com o moreno.

Quase nariz contra nariz a menina incorpórea olhava fascinada cada pedacinho do rosto de Harry como se ele fosse a coisa mais incrível que já havia visto em toda a sua vida.

A ruiva ergue uma de suas mãos como se estivesse hipnotizada por Harry e como já era de se esperar, quando ela se aproximou da bochecha do moreno seus dedos atravessaram a pele bronzeada do garoto, arrancando um grunhido incomodo dele ao sentir uma sensação desagradável e fria onde havia sido transpassando.

- Você... você é aquele que me vê... – abaixando a mão, ela diz com sua voz ligeiramente fantasmagórica – você é aquele que me ouve...

- Eu... – supondo não estar com uma de suas expressões mais dignas, Harry balbucia incerto do que deveria responder

- Me siga. – a garota flutuante o corta sem maiores remordimentos. Se virando, ela faz com que seus longos cabelos ruivos atravessem a face de Harry provando mais uma vez que seu corpo era tão imaterial quanto o de Draco. Ela corre escada acima, por onde os marotos não estavam mais. - Me siga – no alto da escada ela vira ligeiramente o rosto – não tenho muito tempo, me siga.

Sem saber bem o por quer, Harry o fez.

A seguiu.

E segui-la era definitivamente uma missão difícil.

Volta e meia seu corpo imaterial desaparecia, e voltava a aparecer, sumia por entre os outros pedestres e os atravessava como se Harry, com um pouco de esforço de sua parte, também fosse conseguir fazê-lo. Quando Harry começava a se questionar por que diabos estava fazendo tudo aquilo, finalmente a garota para na frente de uma porta.

A porta por onde havia saído não havia nem uma hora.

A sala de aula de defesa contra as artes das trevas.

- O que... Harry é calado quando a menina leva um dedo aos lábios em um mudo pedido de silencio e com o mesmo dedo ela aponta para o ouvido e em seguida para a porta.

Se aproximando, morrendo de curiosidade, Harry cola o ouvido na porta.

- Eu já falei para parar de dizer que eu pareço com a mamãe! – era a voz de um dos gêmeos.

- O que posso fazer George ? Toda vez que falamos com eles você pergunta se comeram direito – com um tom provocador, Fred cutucava o próprio irmão – pergunte se eles tomaram banho e fizeram os deveres e teremos uma nova Moly Weasley! Não é King?

- Quanto a isso não posso negar.

Arregalando os olhos, Harry não pode acreditar em seus próprios ouvidos. "Aquele que falou a pouco... Não, não pode ser, aquela ali não era nem de longe parecida com a voz do Kingsley do meu mundo. Ela me é familiar, mas não sei bem de quem era."

Ainda um pouco descrente ele se virou para Giny e perguntou baixinho:

- Aquele que falou não era o Kingsley... era?

Tudo o que ela fez em resposta foi balançar a cabeça em negativa, e disse:

- Entre.

- O que? – Harry não parecia muito feliz com o pedido – Eu não posso...

- Entre – ela insistiu com uma expressão de sofrimento no rosto – entre antes que eles possam disfarçar o que estão falando, entre e se envolva nesse assunto... Entre e os salve... Ela torcia cada vez mais o rosto em uma expressão de dor e aos poucos seu corpo ia desaparecendo.

- Hey, espere, como assim me envolver?

- Se envolva... Salve-os, salve o Rony... Não deixe mais que ele chore sozinho... Procure Percy. Só ele pode fazer alguma coisa... só ele... E desapareceu.

Receoso, o fundador da nova casa revolve nervoso o próprio cabelo.

Não era como se desde o inicio não estivesse disposto a entender melhor o que estava acontecendo com a família Weasley desse mundo, principalmente agora que estava começando a se dar bem com o novo Rony.

"Rony... ela diz que você está sofrendo, mas sempre que eu o vejo está sorrindo ou fazendo alguma brincadeira".

Mas ele era realmente feliz? Um Weasley poderia ser realmente feliz longe de sua família? E os gêmeos? A expressão que faziam cada vez que viam Rony de longe era de partir o coração.

Sem outra alternativa,Harry resolveu seguir em frente e sem aviso, ele abre a porta com tudo.

No meio da sala de defesa estavam os gêmeos e Kingsley, formando um semicírculo. Fred ria em meio a alguma piada que fazia da cara de seu irmão e George tentava se defender, quando foram interrompidos pela entrada nada discreta de Harry.

De longe qualquer um podia notar que estavam em meio a algo que não queriam que ninguém visse. E Quase rindo de suas expressões surpresas, Harry pensou:

"Ok rapazes, primeira dica para quem quer fazer algo escondido, não importa onde estão, se houver uma porta, tranque-a"

Kingsley foi o primeiro a reagir.

Jogando o corpo para frente, o rapaz negro cobriu a visão de Harry de alguma coisa que George estaria segurando, algo que emanava uma estranha luz azul, tão forte que mesmo com o corpo nada pequeno de Shacklebolt na frente ainda era possível ver o seu forte pulsar ao redor do quintanista.

Fred tudo o que fez foi fechar a cara e com um movimento nada discreto cutucou seu irmão gêmeo que ainda atordoado deveria ter fechado a mão escondida pelas costas de King, pois a estranha luz havia sumido. Depois de um curto silencio constrangedor, George dá as costas para Harry e depois de fazer, sabe-se lá o que, se vira novamente sem nada nas mãos e tenta simular um sorriso inocente.

- Ora se não é o nosso mais famoso fundador! – inclinando de leve a cabeça de lado e se aproximando de Fred apóia o cotovelo no ombro do irmão – Mais valente que Godric!

- Mais sagaz que Rowena! – Fred embarca no jogo fazendo uma leve mesura com a mão.

- Mais bondoso que Helga!

- E mais... urgh – Ferd leva a mão ao rosto e com falso tom de pesar pergunta para o irmão – devermos comparar uma figura tão importante com qualquer slytherin que seja?

- Boa questão caro irmão, boa questão – George leva a mão ao pescoço e pergunta a Harry – Será que você mandaria cortar nossas cabeças após tamanha afronta?

Apesar de o espetáculo de certo ser capaz de fazer mais de um gargalhar - ao menos aqueles que não pertencessem a casa de Salazar - tudo o que Kingsley pode fazer diante das palhaçadas dos irmãos foi soltar um suspiro resignado. Se afastando do grupo se sentou sobre uma das mesas da sala de aula e sem tirar os olhos um segundo sequer de Hardnet, manteve sua expressão carrancuda.

- Não acho que mandar cortar suas cabeças seria algo realmente produtivo – Harry entra no jogo – aposto que mesmo assim suas bocas enormes não parariam de se mover.

- Ele acaba de insultar um professor, caro irmão? – George pergunta falsamente ofendido.

- Não querido irmão – Fred solta um suspiro decepcionado – ele insultou dois professores. Uma dupla ofensa!

Aquilo ia longe, Harry sabia que os gêmeos estavam tentando distraí-lo de qualquer coisa que poderia ter ouvido atrás da porta. Harry olha para cada pessoa presente analisando rapidamente a atual situação.

"Três vozes foram ouvidas."

"Três pessoas estavam aqui dentro."

Seus olhos recaem na cicatriz horrenda no pescoço de Kingsley

"Mas dificilmente uma delas pode ser o dono da terceira voz..."

- Eu voltei por que precisava pedir algo a vocês – Harry corta a representação dos gêmeos, indo direto ao ponto – eu OUVI que vocês estavam no meio de uma conversa e não soube muito bem se deveria entrar. -

Duvida que pelo jeito não durou muito, querido aluno meu – Apesar de seu tom brincalhão, Harry pode detectar um pequeno sinal de irritação nos olhos de Fred.

- Não... pois não me pareceu nada importante – Harry arrisca usar um tom mais irônico – pelo pouco que ouvi, pareceu apenas um alegre debate familiar.

Outro silencio constrangedor.

"Ora, estou ficando bom em criar momento agradáveis como esse" Harry pensa irônico.

- E o que exatamente você veio pedir para a gente? – Fred de longe não soava mais brincalhão, na verdade parecia que diante de qualquer palavra errada que Harry dissesse, ele estava pronto para meter alguma das carteiras daquela sala na cabeça do "querido aluno seu"

Vendo que não conseguiria qualquer brecha naquela conversa, Harry resolve simplesmente usar o primeiro álibi que sua mente pode maquinar.

- A diretora disse que eu poderia assistir qualquer aula em qualquer dos anos, mas os únicos horários que eu tenho são os do quinto ano – Com seu olhar mais inocentemente inofensivo Harry prosseguiu – eu gostaria de saber se vocês poderiam me passar os horários de suas outras aulas.

Os gêmeos trocam um rápido olhar entre eles como se perguntassem entre si se engoliam ou não aquela desculpa. No fim não era como se tivessem muita escolha.

- Claro que te passaremos os horários, querido fundador – George retoma o ar brincalhão – mas não pense que vai escapar das suas aulas do quinto ano.

- Isso mesmo, ex-texuguinho – Fred indica o calado quintanista que estava mais afastado do grupo – não se esqueça que você é o parceiro do nosso irmãozinho nas nossas aulas.

E como Harry poderia esquecer? A verdade era que Kingsley representava uma das muitas atuais pedras no seu sapato.

Desde que o negro lhe entregou aquele pedaço de papel em branco de maneira nada convencional o moreno estava tentando desvendar aquele pequeno mistério, mas não importava o que fizesse, nada surtia efeito naquele papel. Ele até mesmo havia arriscado mostrá-lo para Severus para ver se o mago aparentemente mais velho sabia de algum meio de revelar qualquer que fosse a mensagem naquele estúpido papel.

"Shacklebolt deve estar tirando uma com a sua cara" foi o que Severus concluiu depois de ele mesmo não ver nada de mais no pedaço de papel.

Mas sempre que se lembrava da expressão séria do outro quintanista quando lhe entregou o papel...

"Não, ele não parecia estar para brincadeira"

- Não, eu não me esqueci – Harry olha na direção do intimidador adolescente.

Durante a aula - que não fazia muito que havia terminado - o integrante postiço da família Weasley havia agido como se não houvesse plantado aquela incomoda sementinha de curiosidade na cabeça do pobre moreno, o que de fato havia deixado Harry "P" da vida, já que volta e meia havia tentado dar uma ou outra indireta sobre o assunto.

Aparentemente, sendo acometido de repentina boa vontade, o estudante de pele de ébano ao notar que era alvo da atenção de Hardnet ergue o queixo em desafio, como se perguntasse se o moreno havia finalmente descoberto o que diabos havia naquele papel.

Mas Harry, tão confuso quanto não gostaria de admitir, simplesmente encolhe os ombros e balança negativamente a cabeça de maneira discreta.

Parecendo não gostar muito da resposta de seu parceiro de DCAT, o rapaz negro revira os olhos e começa uma estranha mímica, onde com a palma da mão esquerda aberta virada para si começa a traçar linhas invisíveis nela com seu dedo indicador da outra mão.

"hã?" o moreno se pergunta por dentro. Parecendo não notar o mudo dialogo de seus dois alunos os gêmeos retomam a atenção de Harry.

- Bem, bem, bem, se é assim, mais tarde passe aqui que nós te entregamos os horários – sem um pingo de discrição, George se cansa do nada confortável dialogo e sem maiores rodeios segura o mais baixo pelos ombros o guiando para fora da sala – até mais querido fundador.

- Até mais ex-texugo maravilha – Fred acena ainda onde estava.

E finalizando, sem cerimônias, George bate a porta literalmente na cara de Harry.

"Ora, desse jeito eu poderia pensar que eles não queriam minha companhia"

E o mistério Weasley continuava intacto.

Mesmo suas notas nunca tendo sido as melhores da classe, coisa que Hermione em sua época sempre pareceu mais que disposta a remediar, Harry nunca se considerou uma pessoa burra.

Prova disso, talvez, foi que mal ele tinha sido... "convidado a se retirar" da sala dos professores Weasleys, os movimentos de Kingsley começaram a lhe fazer sentido. Se lembrando da mais que obvia mímica, ele começou a interpretá-la como um bruto: "simplesmente escreva nele, idiota."

Oras, escrever no papel não era algo que não tivesse passado na mente de Harry, só que dado os seus últimos atentados, o moreno se viu no direito de ficar receoso diante de possíveis armadilhas.

Mas armadilha ou não, o ex-texugo havia ficado curioso o suficiente para se arriscar, mostrando nesse caso os seus antigos traços leoninos.

"Vamos estourar a bomba e depois juntar os cacos do que se salvar, aposto que Draco arrancaria os cabelos se me visse retomando esse tipo de estratégia"

Será?

Ele não sabe.

Afinal, Draco não estava lá.

Tentando varrer o loiro de seus pensamentos, Harry se encaminha para sua sala comunal provisória, sempre repetindo internamente aquilo que havia virado seu mantra.

"Mude o disco" sua voz sussurrava tristemente em sua mente desesperançada "mude o disco"

FVQP

A idéia inicial, era entrar, procurar o papel que Kingsley havia lhe dado e escrever sabe-se lá o que sua imaginação lhe dissesse para escrever e ver no que dava e com sorte chegar antes do professor Riddle na sala de aula e evitar tornar mais desagradável a já não muito animadora detenção que teria naquela noite.

Mas...

- O que é isso?

Repousado em sua cama estava uma mala de tamanho mediano, com uma aparência realmente estufada. Harry caminhou desconfiado até ela e se perguntou se por acaso aquilo não pertencia a algum de seus amigos, mas quando a olhou com mais cuidado notou que não era de nenhum deles.

Era de Draco.

- Draco? – ele disse olhando ao redor como se o loiro estivesse escondido e que fosse pular na sua frente gritando "te peguei!". Logicamente isso não aconteceu – ele veio até aqui e não falou comigo?

O aperto em seu peito apenas aumentou e a certeza de que daqui para frente Malfoy o evitaria parecia se enraizar em sua mente. "Maldito covarde" remoe com rancor.

A contra gosto ele destrancou a mala, e se não fosse o gosto amargo que a certeza anterior lhe espalhou na boca, com certeza ele teria ficado mais feliz com o que viu. Eram varias coisas que ele considerava simplesmente insubstituíveis. Entre roupas e documentos, ele viu três álbuns de fotos, objetos mágicos que havia adquirido em sua época de guerra, uns criados por alguns dos maiores criadores bélicos, outros por seus filhos – que diga-se de passagem não deixava nada a desejar aos primeiros citados - . Sua mão tremeu quando viu uma foto solta, escondida entre um cachecol e uma bermuda.

A foto de seus filhos.

De seus amados Mario e Pedro

Nessa época eles deveriam ter uns nove anos. Mario estava pendurado em seu pescoço, abraçado em suas costas e Pedro pulava na sua frente, tentando subir no pai. Como era uma foto mágica, os três se moviam, e com um impulso que pegou Harry de surpresa, Pedro havia conseguido pular alto o suficiente para agarrar um de seus ombros, desequilibrando o pobre adulto e jogando os três no chão, onde finalizam a cena rindo a valer.

-Meus meninos – Harry murmura comovido acariciando a face peralta dos dois. – pelo menos pude fazê-los um pouco felizes nesses anos em que estivemos juntos.

Quando se encontraram pela primeira vez, os gêmeos eram pouco mais que animais. Ariscos, desconfiados e brutos, Harry foi presenteado com bastantes arranhões antes de conquistar a confiança deles e logo o amor.

Com relutância, Harry guarda a foto de volta na mala e volta analisá-la, e encontrou algo que quase o deixou tão feliz quanto a foto.

O mapa do maroto.

Depois de uma rápida análise, o moreno constatou satisfeito que ele funcionava tão bem quanto em seu mundo e dissimuladamente, como se quisesse enganar a si mesmo, ele espiou se conseguia ver o nome de Draco em algum lugar.

Nada.

"Talvez por ele não pertencer a esse mundo..."

Mas o pontinho que apontava ele próprio negava essa hipótese.

"Talvez por ele não ter um corpo físico..."

Mas os pontinhos que apontavam vários e vários fantasmas negavam essa hipótese.

"Talvez... talvez ele simplesmente não esteja em parte alguma".

E o imenso vazio em seu peito confirmou essa triste hipótese.

"Mude o disco" disse a si mesmo com amargura desativando o mapa e o jogando de qualquer jeito dentro da mala "Que droga! Mude a droga do disco, porra, ele não está aqui, ele não vai estar aqui, e nunca mais..." seus olhos em meio ao seu confronto interno, caem sobre um envelope.

Aquele envelope não era um envelope qualquer, ele simplesmente prendia a sua atenção, algo nele fez Harry calar seus demônios internos e quase hipnotizado descer a mão em sua direção e pega-lo com certa reverencia. O papel do envelope era branquíssimo, contrastando ao forte dourado das letras que estavam escritas em seu corpo.

Era uma mensagem pequena e precisa: "Leia esta carta quando estiver completamente sozinho"

Curioso e de certa forma sentindo uma espécie de paz, Harry mal olha ao seu redor para se certificar que estava mesmo sozinho e já foi abrindo com certa ansiedade o envelope. Dentro dele estava uma única folha de papel, uma carta escrita com a mesma tinta dourada. A letra, para seu desapontamento, de longe não era de Draco, se a letra do loiro já era bonita, essa a sua frente era mil vezes mais desenhada e cheia de floreios, uma verdadeira obra de arte se perguntasse a qualquer um.

Mas mesmo assim algo nele ainda lhe sussurrava que era uma carta de Draco.

Guiado por aquela certeza, Harry lê a primeira linha:

- Quero estar ao seu lado, a cada suspiro que a vida me der.

Mal terminou de ler a linha uma estranha sensação tomou Harry, como se uma devastadora onda o arrancasse da cama e de repente o moreno se viu envolto na mais profunda escuridão.

FVQP

(OK, as coisas mais a frente podem ficar um pouco confusas, mas tudo o que vocês devem manter em mente com relação a narrativa é:

Aaaaa: narrativa normal

Aaaaaa: carta de Draco)

Seu corpo flutuava naquele assustador vazio, onde seus pés não pareciam tocar nada e seus olhos, tomados por aquelas trevas não enxergavam nem mesmo seu próprio corpo. "Não quero estar aqui" Harry pensa assustado "Me tirem daqui, alguém."

Quero estar ao seu lado, a cada suspiro que a vida me der.

A voz de Draco ressoou naquele vazio, e como um sopro que percorresse a sua própria garganta, sentiu como seu pulmão se enchia e se esvaziava lentamente por aquele novo e delicioso ar. Um ar limpo e acolhedor.

Posso pedir isso a você? Algum dia de minha vida poderei pedir isso a você?

A melancólica voz de Draco parecia não apenas envolver o moreno, mas guiá-lo, pois foi ainda sentindo vibrar em seu corpo aquelas palavras que Harry voltou lentamente a sentir o chão sobre os pés descalços...

Descalços?

Harry olha confuso para baixo. Ainda não conseguia enxergar nada naquela escuridão, mas tinha certeza, seus pés estavam descalços. Sentia a sola de seus pés amassarem uma espécie de grama, sem falar da terra grossa que se espalhava por entre seus dedos.

Poderei pedir sem me sentir um intruso, sem me sentir um ladrão. Por que é isso que eu quero, quero te roubar para mim.

Quando já estava se acostumando com a estranha sensação do solo em seus pés, pequenas gotas finas começaram a cair lentamente em seu corpo, e escorriam livremente por sua pele.

Livremente até de mais.

- Eu estou pelado? – perplexo, Harry disse levando as mãos ao corpo úmido.

Ainda sem conseguir enxergar nada o moreno percorre seu peito nu com as mãos e nota que não apenas estava completamente sem roupas, mas que seu peito estava mais definido, e seus músculos maiores. Eram definitivamente os músculos de seus vinte e cinco anos. Ainda confuso leva a mão ao rosto sente como mechas de seu cabelo molhado envolvem seus dedos. "Meu cabelo está longo" conclui enquanto segura uma das mechas o levando inutilmente a frente de seus inutilizáveis olhos. "se minha franja está dessa altura então o resto deve esta um pouco abaixo do ombro, igual a antes de eu chegar a esse mundo"

Quero que seja feliz, quem não desejaria que alguém como você não seja feliz? Mas também quero ser feliz, será que isso será possível também?

Quando sua mente parecia começar a se acalmar em meio a toda aquela confusão, um vento gelado sopra forte o fazendo tremer e a chuva foi ficando cada vez mais forte a medida que a voz de Draco começa a soar menos triste e mais decidida.

Harry, você pode me perdoar?

Aos poucos a escuridão ao seu redor começou a diminuir, mas apenas o suficiente para discernir o contorno de seu corpo.

Por me manter tão longe

Pode me perdoar?

O frio era tão forte, que Harry não pode deter o próprio queixo de tremer desconsolado, e erguendo os braços ele se envolve em um inútil abraço

Por não conseguir te tocar.

Pode me perdoar?

O som repentino de um trovão o faz dar um pequeno pulo assustado, e iluminado pelo oportuno clarão, o moreno pode finalmente ter uma visão rápida de onde estava, era uma espécie de campo, longo e limpo, sem qualquer tipo de vegetação se não uma grama selvagem e cheia de erva daninha.

Por não ouvir sua voz.

Pode me perdoar?

Mas logo a escuridão voltou, e apesar de não ter visto ninguém mais ao seu redor, Harry teve a impressão de que não estava sozinho. "Não estou sozinho" pensou ainda tremendo dentro de seus próprios braços "eu nunca... nunca estou sozinho"

- ... – seus lábios congelados se moveram trêmulos enquanto gotejavam a água da chuva, mas nem uma palavra conseguiu passar por eles - ... – tentou novamente, mas a palavra que passou por eles era tão baixa que nem ele mesmo entendeu. E foi apenas quando as gotas quentes que começaram a cair de seus olhos se juntando as frias de seus lábios que a palavra tão sofrida conseguiu insurgir – Dra... co...

Você consegue?

Consegue mesmo?

Pois eu não.

Foi quando o nome de quem tanto queria ao seu lado escapou de sua boca que dois braços o envolveram por trás. E apesar da chuva que continuava a cair, Harry sentiu seu corpo começar a ficar consideravelmente mais quente. A pele contra a sua, o envolvia com tamanha possessividade, mas na mesma medida tanto carinho, que Harry não pode fazer nada mais que se entregar a aquele reconfortante e delicioso abraço.

Te quero a cada suspiro que dou

As palavras novamente haviam fugido de sua boca, mas desta vez não se importou, naquele momento bastava ouvir as palavras doces de Draco e ter aquele corpo quente o envolvendo.

Te quero a cada minuto que passa.

Um nada surpreendente sono começou a forçar as pálpebras de Harry para baixo, e o desejo de se entregar começou a aumentar gradativamente em seu peito. "Aqui é onde eu devo estar, aqui é onde eu quero estar"

Te quero tanto que a cada segundo que passo longe de você se transforma em uma ferida em meu peito.

Mas quando estava a beira do precipício da inconsciência, ele desperta a contra-gosto ao sentir os braços ao seu redor o apertarem mais forte do que antes.

Mas eu tenho que me afastar por algum tempo.

E os dedos do corpo atrás dele se cravaram em sua carne, onde suas unhas perfuraram Harry até arrancar seu sangue.

Isso te machuca?

Quando digo isso, você se sente machucado?

O sangue escorria por seus braços, a apesar de agora desperto, ele discordava da ultima frase de Draco, ele não sentia a dor daqueles ferimentos, na verdade a dor que ele realmente sentia, por mais estranho que poderia parecer, vinha dos dedos que o feriam.

Pois imagine o quanto isso me machuca.

Uma dor singela, mas tão suave que chegava a partir lentamente o coração.

O quanto me atormenta.

Aquela dor fazia nascer um nó em sua garganta, e uma tristeza que ele sabia que não era exatamente dele, mas que SENTIA ser dele, como se compartilhasse aquela sensação de angustia com aquele corpo atrás de si.

A sensação de solidão.

Mas eu não quero que você sofra.

Os dedos da pessoa atrás de Harry se movem de maneira que a unhas se desencravassem da pele do moreno, e carinhosamente cobre as feridas.

Foi quase com desamparo que Harry deixou de sentir aquela sutil melancolia

Que deixou de sentir aquela dor

Que deixou de sentir a dor da pessoa atrás dele.

Não quero que se perca mais.

E talvez em outras circunstancias, outra pessoa ficaria aliviada, e até feliz por não ser exposto a aquela triste sensação.

Não ter que sentir aquelas unhas em sua carne.

Não permitirei que se perca mais

Mas não Harry.

Por que mesmo que daqui para frente seus pés te guiem para um caminho diferente do meu, basta que eu te siga.

Tomando uma atitude menos passiva que a segundos atrás, sem nunca escapar daqueles braços que o envolviam, ele ergue os próprios braços e em uma posição um pouco incômoda e meio dolorosa, ele consegue segurar as mãos que cobriam suas novas feridas e a pressionam com força contra a pele ferida.

Por isso, caminhe sem medo, meu amor. Por que por maior que seja a distancia que nos separe

Fazendo renascer a dor.

Meus olhos nunca se afastarão de sus costas.

Fazendo renascer a sensação.

Meus pés nunca se cansarão de seguir seus passos.

Fazendo renascer a pequena parte daquela pessoa as suas costas que brotou dentro de si

Siga em paz meu amor. Por que nunca estará sozinho.

Parecendo entender um pouco do masoquista necessidade de "sentir" de Harry, o corpo atrás do moreno solta uma baixa risadinha um pouco divertida, mas também um pouco aliviada.

Sorria mais uma vez sem medo ou maquiagens

Por que nunca ficará sozinho

E como se entrasse por aquelas feridas abertas, Harry também pode sentir como a pessoa atrás de si parecia sussurrar através da dor que proporcionavam:

"Não é a dor o que nos une" As mãos que seguravam os braços de Harry mais uma vez suavizaram seu aperto forçando as mãos de Harry a afrouxarem seu aperto "mas o desejo que um tem de curar a dor do outro" e selando aquele mudo depoimento, um queixo descansa pesadamente na curva do pescoço de Harry.

Sonhe em paz Por que nunca te deixarei sozinho

E como se toda a dor e incerteza fossem expulsas de seu corpo, Harry mais uma vez sentiu todo o seu corpo relaxar, mas desta vez a entrega de sua parte foi tanta que suas pernas já não sustentavam seu próprio corpo, e se ainda estava de pé era graças ao corpo atrás de si que o apoiava.

Só te peço uma coisa.

Prometa para mim.

A terra áspera alguma vez incomodou Harry?

Ele não se lembrava

Mesmo que um dia não seja capaz de cumprir, apenas prometa.

Em algum momento houveram feridas em seus braços?

Ele não se lembrava

Prometa que quando finalmente sumir a distancia que nos separa.

Suas mãos em algum instante se cobriram com seu próprio sangue?

Ele não se lembrava

Que quando as costas que tanto segui estivem ao alcance dos meus braços.

A insegurança e o medo em algum segundo se apossaram de seu peito?

Não... ele não se lembrava de nada disso.

E o dono do nome que eu tanto chamo finalmente se virar para me encarar.

Tudo o que acontecia e aconteceu ao seu redor se resumia agora a algo simplesmente insignificante demais para eclipsar aquele momento. Aquele sentimento.

Você vai se lembrar de mim.

Aquele desejo.

Independente do que acontecer nesse nosso tortuosos percurso, me prometa meu amor.

Desejo de ter.

Prometa que você sempre vai se lembrar de mim.

Desejo de se abrir.

Apenas isso.

Desejo de se fechar ao redor e ao mesmo tempo dentro daquele que o envolvia.

Somente isso pode garantir que um dia eu posso também me tornar uma pessoa verdadeiramente feliz.

Daquele que o amava

Apenas não me esqueça

Completamente entregue a aquela deliciosa sonolência, sentiu como seu corpo caia lentamente para trás, sendo pouco a pouco absorvido pelo corpo que lhe abraçava. Fundindo seus corpos, emoções e sentimentos. E ao invés de qualquer conflito ou confusão que aquela experiência poderia trazer, tudo o que o moreno conseguiu sentir foi uma preguiçosa paz.

E quando seu corpo já havia sido quase todo absorvido pela pessoa atrás de si, o moreno pode finalmente virar o rosto em uma posição que o permitia ver o rosto daquela outra pessoa, e o que viu não o surpreendeu, já esperava quem veria ali.

- Draco... – mais uma vez disse aquele nome, mas desta vez em um aliviado sussurro.

Por favor meu amor.

O loiro não sorria, mas sua expressão acalentou mais o coração do moreno do que se nele estivesse um sorriso.

Mesmo que tudo conspire contra nós

Harry viu um forte determinação naqueles olhos.

Determinação em não o abandonar.

Mesmo que isso nem ao menos dependa de você.

E como resposta a aquela determinação Harry não desviou seus olhos até o ultimo momento.

Prata contra esmeralda.

Ouça meu único pedido egoísta

Aquelas duas matérias preciosas se embriagaram uma a outra até que finalmente o corpo de Harry havia se fundido de vez ao de Draco e a escuridão mais uma vez engoliu o moreno.

Não me esqueça

FVQP

Despertando daquela ilusão como se tivesse emergido de um profundo mergulho, Harry ergue seu corpo, agitado, puxando forte o ar para seus pulmões e sentindo seu coração bater tão forte que a cada "ba-bum" que comprimia seu peito parecia um pequeno terremoto que estremecia todo seu corpo.

Ainda um pouco confuso, sem saber aonde estava direito, olha um pouco atordoado ao seu redor, como se ainda esperasse se ver no meio daquela clareira. Mas o macio lençol que suas mãos tremulas seguravam e a agradável claridade que vinha das janelas negavam qualquer duvida quanto a sua atual localização.

Apesar de suas constantes lamurias ao longo de sua azarada vida, Harry teve que admitir que até que naquele momento ele teve sorte. Após sua mente ter sido "seqüestrada" por aquela carta, o corpo de Harry havia desfalecido na cama. O moreno apenas podia imaginar as dores que estaria sentindo agora caso ao invés de sentado em sua cama tivesse lido a carta em pé.

"A carta!" Um pouco menos confuso, Harry se lembra de seu passaporte para aquela estranha fantasia. Mas quando olhou na mão em que deveria estar a folha de papel, ela havia desaparecido, no lugar dela o novo fundador encontrou uma bela pulseira de prata.

Apesar de não ser um entusiasmado adepto das jóias, o moreno não pode deixar de ficar a admirando um pouco extasiado. Ela era linda. Extremamente detalhada, a primeira vista pensou que a grossa pulseira tinha a forma de uma serpente, mas com mais atenção percebeu que ela era uma espécie de dragão chinês, onde o fecho era formado por sua cauda e boca que a fechavam quando conectadas.

- Draco... – Harry sorri de lado e graceja – seu maldito chantagista, agora resolveu me comprar com jóias? – olhando a preciosa peça com carinho, sua expressão se suaviza e beija sua fria superfície – sorte sua ter tanto bom gosto.

Piadas a parte, apesar de ainda não entender muito bem o que estava acontecendo, depois de "ler" aquela estranha carta, algo em seu peito se suavizou.

Era como se cada batida de seu coração fosse um suspiro aliviado.

A ausência de Draco.

O triste silêncio de sua ausência.

Tudo isso não parecia mais tão importante.

- Não sou só eu que sinto sua falta – o moreno coloca a peça de prata no pulso – não sou só eu que sinto algo se rasgar dentro de mim quando te tenho longe – se deitando na cama de barriga para cima, ele ergue o pulso a poucos centímetros do rosto para observa-lo mais de perto – e não sou só eu que faria de todo para te ter por perto novamente.

No momento, não havia nada que pudesse fazer para diminuir a distância entre eles dois, todas as cartas estavam nas mãos de Draco, e isso era o que o frustrava tanto antes. Mas agora, depois da carta que enraizou os sentimentos de Draco aos dele, o que era desespero se tornou paz e o que era desconfiança se tornou fé.

As cartas não estavam em suas mãos, mas nada o impedia de confiar na "mão" de Draco.

- Mudar o disco... que bobabagem, como poderia? – o moreno desce o pulso até cobrir os olhos com ele e sentindo aquele tranquilizador frio, proveniente da peça sente ser absorvido pelo cansaço aos poucos - Afinal, não existe coisa mais triste do que mudar um disco em meio a uma musica que aparentemente está longe do final.

Adormecido, o moreno sorri na inconsciência, guiado pelas palavras de Draco, gravadas em sua memoria:

"Sorria mais uma vez sem medo ou maquiagens

Por que nunca ficará sozinho"

Não estava sozinho.

"Sonhe em paz

Por que nunca te deixarei sozinho"

Nunca estaria sozinho.

FVQP

As aulas do dia finalmente acabaram.

Havia sido um dia longo e cheio de acontecimentos bizarros.

Como sempre.

Quanto a aula de poções em seu quarto horário, graças ao desgaste mental que teve ao "ler" a carta de Draco, o moreno ao menos pode dizer que não se atrasou para a aula.

Já que nem ao menos chegou a pisar nas masmorras.

Harry havia caído em um sono tão profundo que não só a ultima aula da manhã, mas havia também perdido o almoço e a primeira aula da tarde.

"É isso, eu estou morto" o novo fundador se lamentava mentalmente "posso estar respirando agora, mas aposto que hoje a noite, durante a detenção o professor Riddle vai ter prazer em remediar esse pequeno detalhe"

Em meio a aqueles "mais que otimistas" pensamentos, apesar de sua fome, Harry driblou os amigos - o que era mais fácil sem a presença de seu eterno escudeiro de aulas, Neville - e decidiu que antes de jantar iria a biblioteca.

Aquilo que Giny - ou seja lá quem realmente fosse - disse mexeu com ele. Por alguma razão ela queria que ele se envolvesse com os problemas de sua família, mais que isso, que ele ajudasse Rony. E a chave para isso estava em Percy.

Para isso precisava fazer antes uma pequena pesquisa sobre o ruivo.

Mas, como era de se esperar de Harry, a sua ida a biblioteca nunca poderia ser fácil...

- Hardnet?

Quando estava na metade do corredor que levava a biblioteca se viu cara a cara com Roland.

Diferente da ultima vez que o viu, o ravenclaw não parecia estar tão emocional.

- Eu... – o rapaz começa de maneira encabulada tentando ver o moreno por cima do gigantesco muro de livros que carregava– eu sinto muito pela cena de hoje de tarde. O Sirius me explicou o que aconteceu e... bem...

- Tudo bem – Harry sorri tentando acalmar o outro garoto – Não acho que aquela cena ajudasse muito a tirar qualquer outra conclusão.

- Ainda assim eu devo me desculpar – Rondy suspira – sei que devo confiar mais em Sirius, ainda mais se vamos namorar, mas com o histórico que ele tem... – bufa contrariado – sem falar que você se parece tanto a Potter...

- É... já me disseram isso algumas vezes – Harry desvia o olhar pensando em uma maneira de mudar o assunto – mas vem cá, esses livros são seus? – o loiro balança a cabeça em negativa – São da biblioteca? – Harry pergunta espantado – até onde sei não se pode retirar um numero tão grande de livros.

- Geralmente não – Rondy sorri com um ar meio abobalhado – mas Sirius meio que achou que deveria me recompensar pelo susto que me deu. Com a ajuda dos amigos me ajudou a enganar o bibliotecário e a tirar clandestinamente esses livros da biblioteca.

Harry não ficou muito impressionado com esse feito, não quando o bibliotecário em questão era o idiota do Gilderoy, mas sabendo que quem estava por trás da "façanha" eram nada mais nada menos que os marotos, o moreno não pode deixar de ficar curioso para saber qual havia sido a manobra que eles escolheram.

- Eu pensei que em Ravenclaw já houvessem livros em sua sala comum o suficiente para abastecer mais de uma biblioteca. – Harry, ainda imaginando o que James e os amigos teriam feito para surrupiar os livros, pergunta ao loiro.

- É, mas têm alguns em especial que não se encontram na sala comum de Ravenclaw.

- Que li...

Pego de surpresa, Harry é interrompido quando do nada Roland largar os livros, deixando-os cair no chão e olhando para algo por cima do ombro de Harry tem todo o sangue drenado do rosto.

- O que foi? – preocupado, Harry estava para se virar para ver o que havia assustando tanto o outro, quando sente duas mãos o segurar pelos ombros.

Mais próximo do que Harry gostaria, Rondy o olha no fundo dos olhos e diz com muito pesar na voz:

- Sinto muito por isso.

O loiro, pegando Harry de surpresa, o puxa em direção a parede, gira sem soltar os ombros do ex-texugo e se encolhe contra a parede. Soltando os ombros do moreno, segura forte o rosto dele e cola as duas bocas.

"Mas será o cumulo?" Harry pensa indignado "Será que todo mundo agora acha que a minha boca é a casa da mãe Joana para simplesmente entrarem e fazerem o que quiserem?"

Harry, saindo do choque inicial, ergue as mãos a altura do peito de Roland para afastá-lo. Mas apesar de que fazer isso seria muito fácil para alguém com a sua força, se deteve ao perceber que apesar de suas bocas ainda estarem coladas os olhos de Roland acompanhavam algo as suas costas. Curioso, Harry tentou ver com os cantos dos olhos o que seria.

Um grupo de serpentes estavam passando naquele exato momento atrás deles. Da posição em que estava não pode ver mais do que as gravatas dos estudantes, mas era obvio que aquela palhaçada toda era para se esconder de alguém daquele grupo.

"Assim como se escondia de alguém naquele dia na biblioteca" Harry concluiu.

Sabendo que estava simplesmente sendo usado como escudo, Harry permaneceu aonde estava e deixou que a boca do outro continuasse grudada a sua, enquanto os lábios do outro continuassem parados nada de mal poderia acontecer, certo?

Quando finalmente os slytherins entraram na biblioteca, Roland largou o rosto de Harry e com uma suplica no olhar disse.

- Sinto muito, eu... urgh...

Desta vez sendo ele o interrompido, o loiro sente uma dor no nível do peito, ao mesmo tempo em que Harry sente um estranho formigamento nas palmas das mãos.

No meio de toda aquela situação bizarra, Harry havia esquecido de abaixar as mãos que estavam sobre o peito de Roland e lentamente, a medida que a dor do loiro aumentava, o ex-texugo sente como se suas mãos fossem empurradas para trás por dois macios montes que cresciam na altura do peito do outro rapaz.

Assustados, os dois olham para baixo e vêem como as mãos de Harry agora contornavam dois grande e bem definidos seios.

- Seios... – Harry arregalava os olhos, sem tirar por pura inércia as mãos dos recém-revelados seios – Você é uma...

- Rondy!

Fazendo com que os dois dessem um pulo, e também que Harry finalmente largasse as... er... duas "protuberâncias intrigantes", os dois olham assustados para o grupo dos marotos que acabavam de sair da biblioteca e vinham em suas direções.

- Droga – Rondy, agora com uma voz bastante feminina, diz assustada – eles não podem me ver assim.

E correr não era uma opção, Harry raciocinou, naquela distancia, se algum deles correr atrás dela rapidamente a alcançaria em um ou dois corredores.

A aparência dela não havia mudado muito, estava um pouco mais baixa, mas as vestes folgadas disfarçavam consideravelmente as suas curvas, com exceção daqueles enormes seios.

- Por favor, me ajude – ela roga com um tom suplicante a Harry, que diante de todo aquele desespero, o moreno não pode ignorar.

Pensando rápido, Harry se abaixa e pegando um livro qualquer entre os que estavam no chão e o achata contra o peito da garota.

- Não largue isso nem se sua vida depender disso, e fale o mínimo possível.

Perplexa, talvez pelo fato de Harry aceitar ajudá-la tão rápido, sem fazer qualquer pergunta, ela simplesmente assente com a cabeça e agarrando o livro abaixa ligeiramente a cabeça.

Como era de se esperar, logo os marotos estavam bem diante deles, e Harry pode notar que a garota começava a tremer.

"Não vai ser fácil" o moreno suspira internamente.

- Ué? Por que os livros estão no chão? – Foi o "gentil cumprimento" de James enquanto lançava um olhar insultado para Rondy – depois de todo o trabalho que tivemos para tira-los de lá.

- Ah... é que...- "Pensa Harry... peeeensa"o moreno se pressionava internamente – é que nós esbarramos, eu estava meio distraído e a... o Rondy não conseguia ver direito com tantos livros na frente dos olhos, e... bem, deu no que deu.

"Ótimo, depois de anos de prática com os melhores professores em dissimulação que faria inveja ao mais ardiloso dos slytherins eu pareço voltar a mentir tão mal quanto eu mentia quando REALMENTE tinha quinze anos, acho que o feitiço de Draco não afetou apenas a minha aparência, também afetou meu CÉREBRO"

Apesar de seu desgosto com seu próprio desempenho, os marotos não pareciam ter deixado de engolir sua desculpa esfarrapada.

- Por isso você está assim Rondy? – Sirius se aproxima do namorado que se encolhe mais – você se machucou?

- É... – Harry responde pelo loiro – acho que ele se machucou um pouco...

- Então é melhor eu levá-lo a enfermaria e...

- NÃO! – Harry sem querer se exalta, e vendo as expressões confusas dos outros ele tenta resgatar um pouco daquela ridícula situação – quero dizer... É melhor eu levá-lo para a enfermaria, fui eu que trombei com ele e talvez a enfermeira queira saber...

Mas seja qual fosse o resto da trôpega desculpa de Harry ele se interrompeu quando notou que disfarçadamente Rondy balançava negativamente a cabeça para em seguida apontar com ela para Sirius e fazer que sim lentamente.

"Há... então Sirius sabe da identidade dela."

- Pensando bem... – Harry diz lentamente organizando as próprias idéias – talvez seja melhor mesmo você levá-lo para a enfermaria.

"Cala a boca Harry, por favor, cale a boca antes que fale mais bobagem".

E enquanto os namorados iam embora, agarradinhos, os demais catavam os livros caídos no chão.

"Uma garota?"Harry ainda tinha dificuldade de aceitar a novidade "Ele parecia mesmo um pouco feminino, mas nunca pensei que ele fosse uma garota. Pelo visto ele ... ela, estava usando um feitiço para disfarçar os..." o moreno fica um pouco vermelho "o corpo, mas por que de repente ele se desfez?" como em resposta ele ouve o tilintar do colar que carregava no pescoço "O COLAR! Claro! Quando eu toquei nela o colar rompeu o feitiço que ela usava"

Apesar de tudo parecer começar a fazer mais lógica, ainda havia pontos que o intrigavam:

Por que afinal ela se fazia passar por garoto?

Sirius sabia MESMO que ela era uma garota ou foi apenas impressão sua?

Quem era aquela garota?

Por que sua voz era estranhamente familiar?

Mal essa questão nasceu na mente de Harry e uma memoria invadiu seus pensamentos em forma de resposta.

"Essa pessoa... essa mulher... então era ela! Essa pessoa que Sirius chamou quando ainda estava inconsciente na sexta passada, por isso ele lutou tanto contra o veritasserun para esconder o seu nome, por que não queria que eu descobrisse a identidade dela."

Por segundos Harry se permitiu visualizar em sua mente a imagem daquela belíssima mulher de seu mundo e não pode deixar de sorrir maroto ao imaginar seu padrinho ao lado dela.

"Wooou, o Sirius tirou a sorte grande nesse mundo, acho que mais de um cara morreria de inveja só de saber que ele estaria saindo com ela" o moreno ria internamente "mesmo vestida de homem ela não deixa de chamar a atenção. Mas por que será que ela faz isso?"

Mas mesmo com tantas duvidas o moreno não teve muito tempo para seguir com seus raciocínios. Logo se viu mais uma vez conversando com seus divertidos amigos, os marotos, e aquele se tornou mais um mistério arquivado em sua mente para ser desvendado em outro momento.

- Se a cada desentendimento amoroso do Sirius vocês saquearem os livros da biblioteca sinto que até o final desta semana lá não haverá um único representante de papel para contar história – Harry graceja.

- O mais triste é que eu não consigo nem mesmo negar isso – James suspira já não parecendo mais tão irritado – fazer o que? Quem manda ele se apaixonar por um come livros?

- Wou Prongs, cuidado com o que diz sobre os come livros – Rony sorri malicioso e remexe os cabelos de Remus – lembre-se que nossas notas de fim de ano dependem de um deles em questão.

- Você não parece muito preocupado com suas notas finais Fangs – Remus retira, emburrado, a mão do amigo de sua cabeça – acho que não só eu mais boa parte do corpo docente de Hogwarts poderia afirmar isso.

- Mas afinal como vocês conseguiram tirar todos aqueles livros de lá? – Harry cedeu a curiosidade, antes não havia se surpreendido com o sucesso dos amigos, dado quem era o bibliotecário, mas agora Harry se lembrou de certa estatuetazinha de bronze que com certeza não teria deixado o serviço dos marotos nada fácil.

- Como conseguimos? – James pergunta como se a resposta fosse obvia e dá entre ombros- Simples.

E os três respondem juntos:

- Sirius!

-Sirius? – Harry pergunta confuso.

- O plano maquiavélico da vez veio do Sirius. – James explica – enquanto Rondy saia da biblioteca com os livros nós distraímos a bibliotecário e o "cão de guarda de bronze de dez centímetros" dele com um feitiço que ele aprendeu com a mãe.

- Aprender é um eufemismo, né? – Remus ergue uma sobrancelha um pouco sarcástico – Seria melhor dizer que era um feitiço que a mãe do Sirius USAVA nele.

- Que tipo de feitiço? – Harry pergunta preocupado, tentando imaginar que tipo de feitiço sairia da mente distorcida da cruel senhora Walburga Black.

Mais uma vez trocando um olhar cúmplice os três Marotos caem na gargalhada e novamente responde juntos:

- Mordededos! Há há há!

- Mordededos... – Harry repete o feitiço lentamente tentando puxar da mente qualquer referencia, mas nada lhe veio a mente e pelo nome o moreno não achava que aquele feitiço parecia tão divertido quanto os outros rapazes faziam parecer.

- É – Rony seca uma lagrima que começava a escapar por seu olho depois de tanto rir – o Padfood sempre nos contou como a mãe dele ficava possessa quando o pegava lendo algo que não era das trevas.

- Ou que tivesse o mínimo de humor – James resmunga.

- Acho que o nome já deve dar uma idéia do que esse feitiço faz – Remus pareceu finalmente se lembrar com quem falava e adquiriu um ar mais desconfiado.

- Imagino – Harry olha na direção da porta da biblioteca, louco para ver o resultado da peça dos marotos.

Sentindo o clima com Remus pesar novamente, Harry decidiu por um fim naquela conversa por ali mesmo. Dizendo que tinha ma longa pesquisa para fazer na biblioteca (o que não deixava de ser verdade)e ele se despede.

Dizer que o que Harry encontrou na biblioteca o surpreendeu seria pouco.

Está certo que quando os próprios marotos deixaram bem claro que haviam aprontado já deveria tê-lo preparado para não encontrar nada de bom quando cruzasse por aquelas portas, mas nem sua mais fértil imaginação poderia prepará-lo para aquela cena.

O caos havia tomado conta da recepção.

Vários livros pareciam ter criado vida, e batendo suas capas como se fossem asas, perseguiam as pessoas e quando as alcançavam revelavam pontiagudos dentes e como bocas voadoras mordiam suas vitimas.

E diferente do que se podia imaginar com o nome do feitiço, os livros não se restringiam exatamente aos dedos de seus alvos.

Toda e qualquer parte do corpo de suas vitimas que eles conseguiam alcançar era um alvo.

Uma pobre segundanista corria e chorava desesperada enquanto era perseguida por dois livros de culinária e três de trato de criaturas mágicas que sempre que a alcançavam mordiam inclementes o seu bumbum.

Três terceiranistas haviam escalado a estante mais próxima e entre lamentos e xingamentos chutavam para longe os livros que avançavam em suas direções.

Apenas os alunos de séries mais avançadas arriscavam alguns feitiços para afastar os livros, já que destrui-los estava fora de questão, afinal eles eram produzidos com contra feitiços de fogo, água e desfolheamentos.

Algo nada prático naquele momento.

Mau Harry deu um passo para dentro da biblioteca três livros voaram em sua direção. O moreno com duas bofetadas mandou para longe os dois primeiro e com uma mão segurou o terceiro.

No inicio o livro se debateu irritado em sua mão, mas após alguns segundos ele simplesmente pareceu perder a "vida". Olhando confuso para o livro - agora comum - que segurava, a ficha não demorou muito para cair.

"O colar" ele pensou "igual como agora a pouco no caso do... da Rondy, quando eu toquei no livro o feitiço que foi lançado nele foi anulado".

Olhando do livro estático em sua mão para a balburdia a sua frente, Harry se sentiu tentado a ajudar a aquelas pessoas, bastaria uns dez minutos brincando de pega-pega com aqueles livros e logo todos estariam de volta em suas prateleiras.

Mas interrompendo seu momento de boa vontade interior, uma voz entediada chamou sua atenção.

- Posso ajudar em alguma coisa?

Deitado na mesa do bibliotecário, o mini-Gilderoy de bronze estava debruçado sobre um livro que pelo que Harry pode ver por cima era uma espécie de manual super complexo, ensinando a montar sabe-se lá o que.

O boneco de bronze, se espreguiça e se sentando a beira do livro que lia encara Harry, não exatamente irritado, mas transparecendo um pouco de impaciência.

- E então? Posso te ajudar em alguma coisa? – repete – veio aqui atrás de algum livro?

Ele falava como se o inferno não tivesse subido a terra naquela biblioteca. Encarava Harry com seus olhos de bronze de maneira calma enquanto ignorava os gritos desesperados e xingamentos nada simpático das pessoas daquele recinto.

-Er... não – o moreno tinha mais dificuldade para ignorar balburdia ao seu redor e volta e meia lançava um olhar de esgueira apenas para ver um ou outro aluno correndo para cima e para baixo ou escalando prateleiras, esse ultimo Harry achava uma atitude meio inútil, diga-se de passagem, já que os livros voavam – eu só queria ir mais uma vez ao setor de jornais antigos e... – não aguentando mais fingir que nada daquilo estava acontecendo Harry resolve perguntar – não é por nada não, mas você não deveria tentar chamar alguém para resolver essa pequena Sodoma e Gomorra? Sei lá, tipo um professor , a diretora, o esquadrão antiterrorismo...

- Ah, mas alguém já está ajudando – o bonequinho sorriu de uma maneira maligna e indicou com a cabeça uma das áreas da confusão.

Olhando na direção indicada, Harry viu um mais que desesperado Gilderoy Lockhart balançando sua varinha enquanto balbuciava encantamentos, os disparando para todos os lados. Os livros se acumulavam ao seu redor com uma fúria maior do que com os seus outros alvos. O que até certo ponto era compreensível, já que graças aos feitiços do estupido bibliotecário, algumas das feras aladas ficaram com suas capas multicoloridas, outras tinham suas capas tão duras quanto pedra e outras duplicavam de tamanho.

Coisa que não ajudava muito no momento.

- Ele disse que dava conta do recado – a estatueta dá entre ombros com frieza – quando ele admitir que precisa de ajuda, talvez eu diga em que livro ele pode encontrar o contra-feitiço – o mini-Gilderoy volta a se deitar na frente do livro e com os olhos voltados para sua tão adorada leitura murmura baixinho para si mesmo – apenas talvez.

Deixando a estatueta se perder novamente em sua leitura e os de mais alunos em seu desespero, Harry decidiu simplesmente adotar a técnicas "pode o mundo explodir ao meu redor que eu não to nem aí" do mini-Lockhart e tomou o seu rumo, volta e meia pegando um ou outro livro que tentava o atacar e o desencantando.

"Acho que está tudo bem, de uma maneira bizarra ele parece ter tudo sob controle" o moreno olha para a zona ao seu redor e suspira pouco convicto "ou pelo menos é o que eu acho".

E segue seu rumo.

FVQP

"Percy... devo dizer que fiquei impressionado"

Aquele pensamento era o que povoava a mente de Harry enquanto o moreno caminhava lentamente pelos corredores abarrotados de famintos estudantes, a caminho de seu tão merecido jantar.

Depois de mais um bizarro encontro com a guardiã da sessão de jornais antigos da biblioteca, Harry fez uma nova pesquisa naquela estranha sala, desta vez procurando especificamente qualquer coisa sobre Percy, e para sua surpresa o que não faltou foi material.

Aparentemente todo o sucesso que o ruivo pomposo não conseguiu alcançar em sua carreira no ministério em seu mundo veio em dobro nesse ao se dedicar meio medimago.

O representante da família Weasley era citado em quase todas as matérias como um verdadeiro prodígio na área psicológica, e que estava envolvido em vários e vários projetos, alguns até mesmo desenvolvidos fora da Inglaterra.

"Ele parece estar bem de vida" Harry analisava "mal deve ter tempo para comer, se brincar até para respirar, mas mesmo assim não explica a virada de costas que deu para a sua família"

Pelo que pode notar pelas noticias, Percy não apenas mudou de carreira depois do atentado como também não voltou a ser visto junto de qualquer integrante de sua família, fato mais do que citado nas revistas de fofoca.

E isso não fazia sentido.

Percy pode ter sido muitas vezes um idiota pomposo, mas nunca conseguia se afastar de seus familiares por muito tempo, sempre soube abaixar a cabeça e admitir que errara quando cometia alguma falta grave.

Ele era um Weasley, por tudo o que é bom e mágico! Existe coisa mais importante para um Weasley do que a sua família?

"Se envolva... Salve-os, salve o Rony... Não deixe mais que ele chore sozinho..." Se lembrou da voz vacilante da incorpórea Giny "Procure Percy. Só ele pode fazer alguma coisa... só ele...".

- O que diabos está acontecendo com eles afinal?

Talvez estivesse na hora de começar a se envolver mais nesse assunto, e sabia muito bem por que "brecha" iria entrar nesse turbilhão misterioso.

- Kingsley – murmura para si mesmo.

Mas mal esse nome saiu por seus lábios que algo lhe golpeou a consciência com a mesma intensidade de uma marreta.

"DIABOS! Eu esqueci completamente de escrever no papel que ele me deu!"

Com toda a revolução interna que a carta de Draco lhe causou, ele havia esquecido completamente de escrever - seja lá o que deveria escrever - no pedaço de pergaminho que Kingsley havia lhe dado.

"Não tem jeito" o moreno se conforma "depois de jantar e de ver como o Neville está eu dou mais uma conferida no papel, não é como se ele fosse criar pernas e sair correndo das minhas coisas" solta um suspiro resignado "mas com a sorte que eu ando tendo... já não duvido mais de nada"

E como se aquela s palavras de mau-agouro tivesse se materializado na sua frente, quando estava bem próximo das portas do grande salão, seu caminho foi interrompido por um inquieto e agitado grupo.

O seu inquieto e agitado grupo.

- Criiiiiis! - Fenrir acenou apesar de estar a poucos metros de distância. O lobisomem não poderia soar mais nervoso, abrindo caminho através do mar de alunos que caminhavam em direção a sua tão esperada refeição – onde você estava?

Já frente a frente, conseguindo achar um local aonde não ficassem no caminho do "trafego", Harry estreitou os olhos com desconfiança ao sentir o clima pesado que rodeava o pequeno grupo.

Pequeno até de mais, já que não foi difícil perceber que sua, já pequena casa, só estava representada por três de seus integrantes: um angustiado Fenrir, um mortalmente sério Severus e uma chorosa Luna.

Algo realmente ruim estava acontecendo.

- Eu estava na biblioteca, precisava fazer uma pesquisa importante – ele olha com mais cuidado ao seu redor, sem ver sinal das outras duas integrantes femininas – Onde estão Xionara e Sibila?

Apenas piorando a sensação ruim que crescia em seu peito, seus amigos olham entre si como se procurando quem deveria dar a má noticia.

E como quase sempre, Severus foi o que juntou as melhores palavras mais rápido.

- Não sabemos – o ex-slytherin diz com cuidado – estávamos exatamente procurando elas.

- Pensei que havíamos combinado que não deixaríamos a Xionara sozinha – uma pequena dor começava a se expandir na cabeça do moreno aparentemente mais novo.

- As coisas... complicaram – Fenrir não parecia estar com a cabeça melhor que a de Harry.

- Complicaram? – diante do rosto preocupado de seus amigos a sensação ruim apenas aumentava e aumentava... – Como assim complicaram? Alguém poderia me explicar o que exatamente aconteceu?

- Eu... eu e a Siby havíamos acabado de sair da nossa ultima aula do dia quando uma setimanista de Gryffindor nos parou na frente da sala de astronomia – Luna praticamente balbuciava, já sem aquele ar avoado que normalmente a caracterizava – Eu... eu não pensei... eu não sabia... – pequenas lagrimas começaram a se formar de baixo dos olhos da loirinha – quero dizer... Eu não pensei que aquela menina fosse ruim, ela sorria o tempo todo e... e... e a Siby, antes mesmo que a garota dissesse alguma coisa, havia dito que sabia que ela viria vê-la e a acompanhou sem parecer preocupada e... e...

- Calma Luna – Harry se aproximou da loirinha e acariciou sua cabeça, tentando acalmá-la – o que aconteceu depois disso?

- Ela chegou sozinha no grande salão – Fenrir continuou a narração ao ver que a amiga não conseguia prosseguir – e quando disse que a Sibila havia saído por aí com uma garota qualquer a Xionara ficou com uma tremenda cara de tumba. – o lobisomem franziu o cenho com preocupação – daí a Luna descreveu a garota com quem a Siby saiu por aí. Foi aí Xionara ficou mais branca do que o próprio cabelo e empurrando todo mundo que tinha na frente saiu correndo do Grande salão.

O próprio Harry, ao ouvir aquilo, ficou quase tão pálido quanto a Hooch minutos atrás, pode notar Severus.

E definitivamente aquilo não era um bom sinal.

- Como vocês puderam deixar ela sair correndo assim? – Harry pergunta com a voz meio engasgada.

- Nós não "deixamos" ela sair correndo – Fenrir revirou os olhos, aparentemente também sem muita paciência – nós a vigiamos o dia inteiro, apesar do senhor "vamos ficar todos de olho nela" ter desaparecido o dia inteiro – lança um olhar acusador para Harry – mas quando ela saiu correndo, se meteu no meio do povo e depois sumiu!

- Ela deve ter pego alguma passagem secreta – Harry diz isso mais para si mesmo do que para os outros enquanto se vira e sai correndo.

- Heeey! – Fenrir grita enquanto segue Harry– para onde está indo?

- Temos que achá-las. Temos que achá-las antes que o pior aconteça.

- Não sei se você notou – Severus diz um pouco trás do moreno – mas estamos em um castelo de proporções gigantescas, seria muita sorte encontrá-las antes que algo... bem... drástico aconteça.

- Eu sei disso... – Harry mantêm a velocidade de seus passos – mas não podemos ficar parados, até alguma idéia me passar pela cabeça o melhor que temos a fazer é procurá-las.

- Mas aonde? – Fenrir não diminuía o passo, sempre segurando a mão de Luna para ajudá-la a acompanhar o ritmo dos outros.

- Em qualquer lugar! – Harry perdia a paciência – temos que achá-las.

Aquilo era um pesadelo.

E todos os fatos citados apontavam para um desfecho nada agradável.

Se Sibila já sabia que seria abordada por aquela misteriosa setimanista, era por que a garota havia povoado uma de suas visões, e a visão de uma descendente de Cassandra não poderia significar nada de bom.

- Provavelmente – o moreno diz em voz alta, como se seus amigos estivessem acompanhando a seqüência de suas trágicas conclusões em sua mente – a reação que vocês disseram que Xionara teve foi muito parecida a que teve anteontem, seja quem for que está com Sibila, com certeza é a mesma pessoa que a costurou naquela teia e que provavelmente derrubou Xionara da escada.

- Isso que dizer que quando a Siby disse que sabia que a garota vinha encontrá-la... – Luna murmura assustada – Merlin... aquela garota vai tentar matar a Siby de novo?

- Descendentes de Cassandra não prevêem os próprios desastres – Harry diz em voz alta, tentando soar o mais tranqüilizador possível, apesar de não estar tão confiante do que ele mesmo dizia – algo ruim vai acontecer envolvendo aquela garota que a parou na frente da sala, mas não exatamente com Sibila.

- Algo ruim... – Neville repete as palavras do amigo com receio – você quer dizer algo ruim com a Xio então?

- Provavelmente – Harry fecha os olhos com pesar – Xionara pode ser uma profissional na hora de... bem, vocês sabem, mas está de cabeça quente e está novamente correndo na direção de algo que é claramente uma armadilha. Temos que achá-las, ou algo muito pior que o que aconteceu da ultima vez pode ocorrer.

Um silêncio de comum acordo foi friamente dividido pelo grupo que ainda corria.

Tanto Harry como Fenrir mantinham seus sentidos em alerta para detectar qualquer odor semelhante ao das amigas ou ao de sangue.

Tinham que ser rápidos.

Tinham que correr.

Correr... Antes que o pior acontecesse.

- Por favor, que elas estejam bem – Harry murmurava sem perceber a cada novo lugar que procuravam – que nada aconteça com elas...

"Que nada NOVAMENTE aconteça com elas"

FVQP

É serio, acho que estou me viciando nesse tipo de final de capitulo filho da puta, he, he.

Esse foi em minha opinião mais um capítulo calmo, sem grandes feridas ou confrontos, até mesmo o Harry estava com uma atitude meio passiva, já o próximo... (estremece de prazer) vai ser tenso do começo ao fim. E já vou adiantar que o que aguarda as nossas adoráveis irmãs Hooch-Trelawney não é naaaaada legal. Entre ferimentos e muita dor eu vou contar um pouco mais do passado delas, e também vou falar sobre aquela lenda que voltei a citar no capitulo 16. Pode não parecer, mas ela é muito importante para o enredo.

A questão Weasley vai finalmente começar a ganhar "corpo" nessa fase, o que é um alivio para mim. Finalmente vou começar a juntar os caquinhos dessa família que eu tanto amo e que esmigalhei com minhas próprias mãos. E como a própria Giny disse a chave de tudo está nas mãos de Percy.

E o Harry parece estar com a boca doce hoje, he, he. O casal SiriusxRondy parece ter deitado e rolado com o moreno (apesar de não serem exatamente os personagens mais interessados a adentrar a boquinha do Potty-pooh). E antes que a pergunta surja, não, Sirius não vai ser o terceiro concorrente pelo coração do Harry. Ele é total e completamente apaixonado pelo Rondy... digo pela Rondy, hi hi. Eu gostaria de saber quantas pessoas já suspeitavam que "ele" na verdade era "ela". E com isso mais um mistério nasce: quem é ela e porque se disfarça de homem, afinal, como eu disse antes ela não é um personagem original. Mas esse mistério não vai durar muito, logo, logo o próprio Rondy... digo, a própria Rondy vai responder a essas perguntas.

"Ab imo pectore" . A minha Rowena pode ser grossa, mas admitam, ela sempre tem a resposta para tudo. Espero que tenham gostado dessa cena da carta, por que Draco e Harry não vão se encontrar por uma loooooonga temporada. Mas não se preocupem. O loiro não vai sumir da fic, Rowena e seu tolo discípulo vão ter um longo caminho pela frente, sem falar das adoráveis estatuetas de Pansy e Blaise que eu não poderia nunca cortar da historia.

Fenrir: Claaaaaro, os pigmeus de bronze nunca seriam cortados, já eu... – o lobisomem faz sua melhor pose de injustiçado.

Luana: E da onde você tirou que eu te cortei? Você apareceu no final do capitulo, criatura de deus!

Fenrir: Aquilo não foi aparição – olhar ferido – foi uma ponta, eu mal apareci e já terminaram o capitulo.

Severus: De fato, desta vez nos não fizemos uma grande participação – olha com acusação para a escritora.

Draco: Do que vocês estão reclamando? Pelo menos vocês falaram com Harry, eu nem isso!

Luana: Vou fingir que não estou ouvindo isso... – a escritora nega com a cabeça – em vez de se preocuparem com essas bobagens por que não respondem logo os reviews? Quem começa?

Fenrir, Draco e Severus: Eu!

Luana: Isso não vai acabar bem – assiste como as três serpentes se fuzilam com os olhos e parecem prestes a brigar entre si – Eu preciso realmente de férias

Resposta dos reviews do capítulo 15

Zani – Rá (fazendo a dancinha da vitória) eu disse que eu iria abrir as respostas dos... ops, já começou? Cof cof... (se recompõe).

Ora, eu também não sei como a cabeça oca da escritora poderia estar surpresa por um mais que obvio resultado para a enquete do animal da nova casa – empina seu narizinho arrogantemente aristocrata – Quando um dragão entra na parada, não tem para ninguém.

Um altamente convencido, Draco Malfoy

Natlia – Hmmm, não gatinha, não é o suficiente, sua atenção e carinho nuuunca vão ser suficientes, eu sempre vou querer mais (pisca sedutor).

Não grila com esse negocio do desafio, você terá outras chances de tentar a sorte. Wooou esse elogio que você fez a Luana conseguiu lançar um bom tom vermelho nas bochechas dela, e ela mesma admitiu que ultimamente tem preferido mais as fics estrangeiras do que as brasileiras.

Suas sugestões foram um arraso, gata, e quanto a parte do Sevy-pooh... Cara, não sei se ele vai ficar muito feliz se te pegar dizendo que ele é suave... er... Eu pelo menos não me arriscaria, mas já a parte de alguém pegar o Harry, infelizmente eu sou um lobinho comprometido, ou quase, mas se o Remus não se importar eu não reclamaria de improvisar um menage-a-troi (lambe os lábios)

Louca? Querida, louca você seria se não me desejasse (olhar sedutor) e louco eu seria se não cogitasse a deliciosa idéia de me deleitar com seu corpo, mas se por acaso você se contentar em apenas assistir o que planejo fazer com meu lobinho, e o que com certeza ele vai planejar fazer comigo também (sorriso safado) prometo que não vai se arrepender.

Fico feliz em saber que te abri novos horizontes, você também me deu novas e suculentas opções (lança um olhar guloso para a leitora).

Er... essa questão é delicada. A Luazinha disse que aquela era a opinião da brubru86 e se era aquilo o que ela considerava, então não havia nada de mais do que dizer o que pensava. Assim como você tem toooodo o direito de defender aquilo que acha certo. Mas não se preocupe quanto o repentino pipocar de futuros casais heteros no enredo ou o extermínio eminente dos casais homossexuais, assim como a opinião de cada um deve ser respeitada, a minha deliciosa escritora também sabe respeitar a PROPRIA opinião, e se os próximos casais que aparecerem forem heteros ou homos, apenas o contexto que ela está criando vai influenciá-la. Eu não reclamo (dá entre ombros) enquanto eu puder deitar e rolar com o meu lobinho o mundo pode ser pintado com as cores da bandeira gay ou mergulhar em um chatissimo preto e branco.

Quanta empolgação, eu quero gritar também (agarra a leitora e com um sorriso de orelha a orelha grita feliz da vida) VIVA A BISSEXUALIDADE HUMANA! (percebe algo estranho no que disse e para de pular, mas sem soltar a Natalia) Hn? Só a humana? A lincantropica não rola não? (Dá um rápido "beijinho de esquimó" e pisca, antes de soltar a leitora)

Nhaaa, admita gata, você nem sentiu tanta falta assim do Sevy, ao menos não comigo aqui, e quanto a rasgação de seda, nunca me importei muito com rasgação de seda, principalmente se for você vestindo ela...

Sempre sedutoramente, Fenrir Grayback

suelenchan – Sádica? Cara Suelen, depois de dezesseis capítulos de ferimentos mortais, doenças misteriosas, lagrimas infinitas e cortes e mais cortes, você ainda pergunta se aquela estranha escritora é sádica? Eu não sei você, mas eu como personagem ativo dessa fic tenho total certeza disso.

Não , de fato você não pode votar mais uma vez para o dragão, mas acredite, a sua torcida está tendo mais do que um efeito colateral por aqui ( Severus mantinha sua varinha apontada para Fenrir o imobilizando com um feitiço para que não pulasse na leitora, mas ele mesmo parecia ter trabalho em conter uma pequena hemorragia nasal).

Por favor Suelen, não lembre a nossa escritora de cérebro de passarinho da existência daquela criatura com cara de sapo, naquela hora ela só a usou para fazer uma ameaça, mas se bobiar ela é bem capaz de colocar a Ubridge entre nós só para nos perturbar. (estremece apenas com a idéia)

Um gravemente traumatizado, Severus Snape

Gabi – Oi, querida! Eu seeeempre tenho um lado bom, na verdade, todos os meus lados são boníssimos. (pisca em meio ao gracejo).

Bom, respondendo a questão, o Draco, quando está imaterial não sente fome, sono nem sede.

A casa do Chris vai abrigar um mooooooonte de gente diferente até o final dessa fase, não vou dizer os nomes agora, mas posso garantir que você vai simplesmente a-do-rar os novos moradores

A Lua-chan? Com capítulos prontos? Há há há! A nossa escritora é to-tal-men-te desorganizada, ela sempre que termina um capitulo o posta quase imediatamente, se ela parece saber o que vai acontecer nos capítulos mais a frente é por que na cabeça dela boa parte da história já está traçada. Mas isso não quer dizer que ela tenha essas idéias digitadas.

Um mais do que desrespeitoso para com sua escritora, Fenrir Grayback

Myah. – Sua educação vai alem de seus modos, mas também está clara em suas gentis palavras, a escritora agradece os elogios.

A posição, cof cof... sexual de Potter, na história ainda não está muito bem definida, dependendo do momento e dos er... parceiros (cruzando os dedos para ser um deles) ele vai ser uke ou seme. E desde já digo que se você não se importar de fazer uma propaganda da fic a escritora vai ficar bastante feliz.

Oras, Srta. Black Não se acanhe, com maior prazer responderei suas questões, desde que sejam pertinentes(olhar severo).

-Você já suspeitava desse casal? Então devo tirar o meu chapéu, pois até o momento eles são o casal mais estranho que a autora acha que já escreveu. E olha que na mesma fic está um HoochxTrelawney.

- Gasp... eu... er... eu gostar do... bem... er... vamos em frente (vermelhinho, vermelhinho)

- Graças a tudo o que é bom e mágico ele parou com esse negocio de pepita, estava me dando vontade de vomitar.

-Nem tanto... Apesar de ser um dos casais que a autora mais gosta na história, algumas pessoas não tinham notado que elas eram um casal, talvez por não terem um relacionamento muito... er... físico.

- Dumbledore... as coisas estão ficando complicadas graças a esse sujeito.

- Você acha aquele par de jarros fodas?

- Se está gostando dele agora deixa ele começar a soltar a manguinhas de verdade.

- Ela é definitivamente a criatura mais bipolar da historia.

- Hn... obrigado.

- Quanto aos poderes ele já tem, mas o físico... Ele está sobre o efeito de uma poção, o corpo atual de quinze anos vai demorar para voltar a ter o físico de seus 25 anos, mas sempre há a opção de tomar um antídoto e retomar o corpo antigo... Isso vai ficar a cargo da autora.

- Quanto a essa questão eu acho que você já viu as respostas nesses últimos capítulos, não? Ele não pode tocar o Harry depois de materializado por que quando isso acontecer todas as memórias deles serão apagadas do cérebro do moreno. As coisas estão complicadas para o meu afilhado.

- Isso vai ser mostrado nos próximos capítulos.

- Você é bem observadora Srta. Black, sim, tem haver com a guerra sim.

- Difícil de saber, não é? Ela não é má, e definitivamente é uma das personagens prediletas da autora dentro e fora dessa fic.

- A carta era da enfermeira, essa aí parece determinada a se meter.

- Ele estava apenas curioso quanto ao novato, agora ele tem coisas mais importantes com o que se preocupar, como o atual estado de Longbottom.

- Por que não gosta de forçar as pessoas a fazer aquilo que não querem, a menos se não for necessário, sem falar que as circunstâncias em que essa divida foi feita não foi das melhores, mas maaaaais a frente ele vai ser forçado a usá-la.

- Hn... Isso vai ficar claro nos próximos capítulos.

- Quando Harry começar a colocar a cabeça para fora do castelo, isso vai ser só na próxima fase, e quando acontecer a Srta Rosette disse que vai ser com tudo.

- O mesmo que o dos livros, mas na fic eles vão usar meios diferentes para alcançar seus objetivos.

- No final da penúltima fase da fic, ou seja vai demoraaaaaar muito.

- Isso vai ser explicado na... (Luana cochicha no ouvido dele) Certo, na metade da próxima fase.

- Na próxima fase... apenas vão aparecer na próxima fase.

- O caso deles é complicado. Quando Harry esquecer Draco, tudo o que meu sobrinho significa para ele vai desaparecer, isso é um baque na relação de qualquer um, não?

- A primeira morte já aconteceu, foi a Ubridge, não que alguém vai sentir falta dela, mas as próximas só vão acontecer no final dessa fase.

Aceito os agradecimentos e passarei os elogios ao meu afilhado (torcendo um pouquinho o nariz)

Um ligeiramente enciumado, Severus Snape

Aline Cristina – A escritora fajuta agradece o elogio e não se preocupe, se ela continuar demorando a atualizar a fic eu mesmo vou transformá-la em um sapo

Severus: No caso seria rã, não?

Draco: Que seja, ela será verde, cheia de verrugas e finalmente terá motivos VERDADEIROS para atrasar tanto as atualizações.

Um mais que maléfico, Draco Malfoy

brubru86 – Oiii! (Fenrir acena todo feliz) Diferente é o meu nome do meio.

É, esse lance da Siby é uma MERDA, seria legal se isso o que você sugeriu acontecesse, vou sugerir isso pra eles ( animado)

Bem... Quanto a isso... Devo dizer que a autora riu muito quando leu essa parte do seu review,

Essa fic aos olhos dela, tem tanto casais heteros quanto homos, e foi apenas quando leu seu review que ela notou que até o momento só tinha apresentado os casais gays, e que o único casal hetero que entrou na historia estava bem camuflado, ( Sirius x...(não vou dizer ainda)) a Luazinha sempre tem uma visão bem avançada da fic e tem quase todos os casais montados na cabeça dela, por isso não tinha notado ainda, mas se ela for sincera, esse equilíbrio de tipos de casais foi totalmente ao acaso.

Politicamente correto ou não, a Luazinha usa casais que ela simpatiza ou que acredita que vai desafiá-la como escritora, ela não liga muito se vai no final das contas formar um casal gay ou hetero. O mundo que ela escreve é fictício, logo ela se dá ao luxo de desconsiderar algumas lógicas do mundo real. Nessa fic os casais serão equilibrados, meio a meio, em outras fics dela os casais heteros tem mais vez, jáaaaaa em outras há bem mais casais gays... Você tem o direito de gostar do tipo de fic que quiser, assim como a Luazinha tem o direito de escrever o tipo de fic que quiser.

Ela só espera que apesar dos pesares você continue achando coisas que lhe agradem nas suas histórias.

Woooou você parece gostar mesmo do Nevy, se preocupa não, nada tão drástico deve acontecer com o Nevy, ele é um dos queridinhos da escritora, ao menos não nessa parte da historia...

Voto anotado.

Brava? Acho que ela ficou não, e afinal não tem por que ficar, cada um tem direito a ter uma opinião, e se você gosta de um tipo de fic, tem mais é que procurar por ele. Se ela quer ter direito a ter uma opinião, a Luazinha primeiro tem que respeitar a sua.

Um mais que politicamente correto, Fenrir Greyback

Rafaella Potter Malfoy - Draco: Dom? Desculpe, mas o único dom que aquela destrambelhada tem é o de ferrar com a nossa vida.

Fenrir: Sei não loiro, ferimentos e passado triste a parte até que eu tenho me dado bem, aposto que nunca meu índice de fãs foi tão alto em alguma fic.

Severus: Isso tem nome, caso não saiba: Mal gosto coletivo (fuzila o lobisomem com os olhos) e se não for pedir muito que tal se focarem mais em responder o review da senhorita Potter Malfoy

Draco e Fernrir: Desculpa (envergonhados)

Severus: Pois é, o capitulo14 foi tenso, mas no final tudo acabou bem. E com certeza a volta da magia dele foi a cara do Potter, tão melodramático como sempre (revira os olhos)

Draco: ELE NÃO VAAAAI! Pelo menos... não se depender de mim
Fenrir; Ah ele vai aparecer sim, com certeza, não sei se você se lembra mas o meu NA-MO-RA-DO (diz isso bem alto lançando um olhar sarcástico para os outros dois que rangem os dentes) tem uma detenção pendente com certo professor de poções.

Severus: Se você riu com o modelito de Potter nesse capitulo, espere no dia da visita a Hogsmead... aquilo sim vai ser vergonhoso.

Draco: Quem não tem medo? (calafrio)
Fenrir: Você chorou por mim? Pô, valeu gata, aquele foi realmente um momento muito intenso, nunca eu havia me sentindo tão exposto e protegido ao mesmo tempo. E pode falar em alto e bom som eu sou GOSTOSO mesmo, gostaria de provar o quanto (pisca)
Severus: Bem, nesse capitulo meu afilhado apareceu aos baldes, espero que tenha gostado

Draco: Hn... as cenas... promissoras já deviam ter aparecido, mas a autora se enrolou com o enredo e foi protelando, ela já cancelou dois lemons que já deviam ter entrado na historia, mas não se preocupe assim que ela se organizar as coisas vão esquentar naquele castelo, menos com o Harry, é claro, por que comigo imaterial, como ele pode protagonizar alguma lemon? Heim? Como ele pode protagonizar SEM O ÚNICO PARCEIRO QUE ELE PODERIA TER EM UM LEMOM? HEIM? HEIM? HEEEEIM?

Fenrir: É as cores que ele escolheu foram legaizinha, mas aposto que um rosa chiclé no lugar do branco ficaria bem melhor ^.^
Draco: Tamanho mal-gosto deveria ser crime.

Severus: Com direito a pena de morte (balança a cabeça negativamente com desgosto). Boa sorte com a química, qualquer duvida eu não me importarei em te dar algumas aulas particulares.

Fenrir: Eu também! (acena para chamar a atenção)

Draco: E o que DIABOS você sabe de química?

Fenrir: Mais do que você pensa loirinho (sorri maliciosos para a leitora) você estaria disposta a comprovar o quanto eu sei de qui-mi-ca?

Draco e Severus: Ninguém merece.

Dois inconformados Draco Malfoy e Severus Snape e um quimicamente envolvente Fenrir Greyback

arashi no kanna – Tanto esforço aposto que é para poder apreciar a magnitude de meu personagem, acertei? Bem desde já digo que você tem um grande bom gosto.

A Luana agradece os elogios.

Atualização demorou, mas chegou, e não se preocupe, ficarei com minha varinha apontada para o pescoço dessa escritora sem consideração até que ela crie vergonha na cara e atualize.

"Histeric..."? "histeric" o que? Histericamente lindo? Sei que deve ser isso, pois acredito que você seja uma pessoa não apenas com bom gosto, mas bom senso (estreitando os olhos perigosamente) O caso do Harry... cara vai ser complicado resolver esse balaio de gato que a Rosette me meteu, e o que DIABOS o meu padrinho tem haver com o MEU Harry?

Sim, a pessoa que a Sirius ama é o Rondy... ou a Rondy... ou seja lá o que aquilo é.

Já o parente do James... He He, só mais pra frente você vai descobrir quem é.

Seu voto foi anotado.

Chatear? Jamais, estamos te esperando no próximo capitulo, onde você poderá novamente apreciar minha mais que perfeita beleza.

Um sempre convencido, Draco Malfoy.

amdlara – Fico feliz que a sua reputação no trabalho não foi manchada, e a escritora também fica feliz em saber conseguiu alegrar o seu dia.

Cada um foi sincero como pode, uma relação tem que ser construída aos poucos, mas a nossa até o momento até que já está bem solida, não?

Bem, se antes ele não deu as caras no capitulo anterior ele até que foi bem participativo nesse de agora, e... bem... agradeço pelo... "gracinha" (sem jeito)

É... se a questão é beijar alguém, ele até que manteve a boca bem ocupada nesse capitulo (fechando a cara).

Um hiper ciumento, Severus Snape.

Thanatos- AAAAAAUTHC, cara, que fora, mau aí. Erro meu!

Nãaao essa fic PARECE que foi abandonada, mas NÃO FOI abandonada... acredite, muita gente pensa isso.

Eu estou louco para conhecer a minha nova sala comunal, é injusto só A Xionara ter ido lá.

Confuso é apelido, esse capitulo deve ter feito a Lua-chan criar alguns cabelos brancos, mas o resultado final ficou legal, e eu te entendo, aquela baixinha as vezes parece ter um parafuso solto mas é uma onda.

Nananinanão – Fenrir abana a mão desconsiderando o chute – Mas a Luana disse que apesar da conclusão ser errada ela gostou de um dos pontos que você levantou, o fato da família Potter ter transformado em tabu o nome do homem que é parecido com Harry por ele ter se bandeado para o lado negro da força. Ela disse que esse ponto você acertou na mosca

Se você seguir essa linha talvez acerte mais alguns chutes.

Cúmplicemente, Fenrir Greyback

nannao – Demorou mesmo, não é? Cruzes, por que essa Rosette tem que ser tão enrolada? Quanto ao seu chute, como deu para ver, está errado, mas como foi dito no inicio do capítulo, já que você foi a única a tentar acertar a Luana quer te dar o prêmio, caso queira, é só entrar em contato.

Ora, se é apenas isso que te impede de quebrar a cara da Rosette... digo, se encontrar com a Rosette, não tem problema, eu vou até você e a aparato para perto dela e se quiser eu até ajudo a bater... digo, conversar com ela.

Um suspeitamente solícito Draco Malfoy.

Fabianadat – Viva? Oh sim, a Luazinha está viva, só não garanto por muito tempo, se as atualizações continuarem a demorar tanto...

Mas faltou! Faltou algo sim! Faltou uns bons amasss... ummmmmfh (Draco chega por trás e tapa a boca dele)

Draco: Ignore esse lobo libidinoso, e obrigado por estar acompanhando a fic.

Um constrangido e um censurado, Draco Malfoy e Fenrir Greyback

Freya Jones- o capitulo 15 fez sucesso, a escritora ficou muito feliz ao perceber isso, por isso mandou dizer que agradece muito satisfeita os elogios, Srta Jones. E quanto ao... er elogio que fez ao Greyback... desculpe, mas não penso dizer isso a ele (olhando para baixo, meio encabulado)

Oh acredite, o Potter sempre dá um jeito de não... er... se foder muito.

Ela deu sua palavra, não deu? Na verdade ela se animou muito com a idéia, só que eu tenho que advertir, a mudança é drástica mesmo, mas isso só vai ser revelado daqui a dois capítulos, no final da noite desse dia que não parece acabar.

Bigamia? Sei o que é, mas por mais que preze sua companhia não sei se quero compartilhá-la com Greyback...

Na verdade você não devia dizer isso... Ainda mais com a figura dela sendo tão... er... natural.

Você quer? Pois se prepare, pois tenho muito a ensinar (olhar entrecerrado) e espero que você goste de ser disciplinada.

A sua opinião quanto ao Dragão é valida, mas também pode-se pensar que as outras casas deveriam pensar duas vezes antes de mexer com um dragão( agora já não tão adormecido)

Obrigado por responder a questão sobre os olhos e cabelos da Lianne, agora me responda outra questão (se aproxima da leitora, a segura pela cintura e segurando seu rosto próximo ao seu pergunta.)

Quando podemos iniciar a sessões para discipliná-la?

Um muito ciente de seus deveres de educador, Severus Snape.

Luana: é impressão minha ou vocês estão ficando cada vez mais atrevidos nessas respostas? – Luana lê vermelhíssima algumas das respostas.

Draco: Oras, aumentar um pouco o fã-clube nunca faz mal

Fenrir: Sem falar que ter algumas opções variadas nunca matou ninguém.

Luana: Pois vão acabar matando sim, a mim de vergonha.

Severus: Como se algum dia na vida você já teve vergonha na cara.

Luana: Certo, certo, isso está indo por um rumo nada legal, já que vocês já fizeram a sua parte vou logo fazer a minha, vou anunciar o próximo e ultimo desafio.

Draco Fenrir Severus: ULTIMO?

Luana: Esse negocio de desafio já deu o que tinha que dar, já está ficando repetitivo, depois desse eu vou pensar em alguma coisas para fazer no final dos capítulos. Sei lá, uma entrevista com algum personagem, uma cena extra, um especial escrachado... Talvez faça uma vez na vida e outra na morte um ou outro desafiozinho...

Draco: E qual vai ser o desafio derradeiro.

OK, aqui vai, a pergunta é: Qual a cor verdadeira do cabelo de Hooch, uma pista foi dada no capitulo três, quem prestou atenção já deve ter sacado, e esse vai ser um detalhe importante no próximo capitulo. Todos aqueles que acertarem vão receber o premio, que é uma participação na conversa de encerramento do próximo capitulo. Eu vou tirar frases de seus reviews anteriores e formar um dialogo com as minhas três serpentes abusadas.

Fenrir: OPA Dessa super lotação eu vou gostar! \o/

Draco: Nem precisa aparecer no próximo capitulo se quiser, nós podemos fazer sala para o pessoal. :)

Severus: Não poderia sugerir nada melhor. U.u

Luana: Como é bom se sentir tão amada ¬¬

Depois de tamanha demonstração de amor da parte de meus protegidos, só me resta me retirar. Mas antes como não podia faltar, a votação:

Dragão: 9

Lobo: 6

Pantera negra: 3

Esfinge: 2

Fênix: 2

Sapo: 1

Pégaso: 1

Raposa: 1

Salmão: 1

Sátiro: 1

Cervo: 1

E como seeeempre o dragão está ganhando ¬¬ , se bem que o lobo não está tão atrás... ainda há esperança! Ah, não se enganem não é que eu torça para o lobo, ou para o dragão, mas uma votação só fica interessante se for um pouquinha acirrada. Por isso quem não votou, vote, e quem já votou pode votar novamente em outro animal.

Draco: Como se o resultado pudesse ser qualquer outro que dragão (nariz empinado)

Luana, Fenrir, Severus: Cala a boca, loiro ¬¬

No próximo capitulo: O passado das irmãs Hooch/Trelawney será contado em meio a um momento de muita dor. Diante da agressora de suas amigas, Harry irá mostrar seu lado mais sombrio. E finalmente a mascara de Dumbledore vai cair diante do moreno. Loiro x moreno qual dos dois vai vencer esse primeiro confronto?

Obrigada por lerem mais esse capitulo, até mais.